sexta-feira, 1 de julho de 2016

Art Of Anarchy – Art of Anarchy (2015):



Por Davi Pascale

Em de 2 de Junho de 2015 foi lançado o debut do Art of Anarchy. Disco foi ultimo registro do cantor do Stone Temple Pilots e trazia o artista diante de uma sonoridade mais pesada. Quem é fã dos anos iniciais do STP ou do Velvet Revolver vai curtir...

Pouco antes de Scott Weiland (Stone Temple Pilots) morrer, foram lançados dois discos com o rapaz. O Scott Weiland & The Wildabouts - que já comentei aqui – e esse Art Of Anarchy. Scott havia causado um estardalhaço ao declarar que participou do disco, mas que não havia nenhum envolvimento entre eles. O cantor afirmava nem saber quem eram os músicos envolvidos e que havia gravado o material por ter sido contratado para isso. Esse tipo de atitude realmente existe aos montes, mas acho estranho o cara não saber quem está por trás.

De todo modo, o trabalho foi anunciado como o mais novo supergroup. Ou seja, aquela nova banda repleta de rostos conhecidos. Além de Scott, tínhamos aqui John Moyer do Disturbed e Ron “Bumblefoot” Thal, do Guns n´Roses Chinese Democracy Era. Embora não se considerasse da banda, Scott escreveu todas as letras e criou todas as linhas vocais sozinho.

Para quem gostava dele na época do Stone Temple Pilots, esse deve ser o projeto que mais tenha agradado. Disco é bem mais pesado do que o Wildabouts ou o do que seus álbuns solo. Muito disso vem graças às guitarras de Ron Thal. Com guitarra bem distorcida, criou alguns licks que, em alguns momentos, me remeteu ao trabalho do Ozzy nos anos 80. É dele a influência mais hard/heavy que se encontra no som do grupo. Weiland continuava no seu estilo habitual. Linhas bem melódicas, com um ar meio psicodélico e, em alguns momentos, meio Alice In Chains.

Disco é o ultimo registro de inéditas do cantor Scott Weiland (Stone Temple Pilots)

Depois de uma breve introdução, o álbum começa com a pesada “Small Batch Whiskey”, onde os versos invocam uma pegada meia White Zombie. Outra que nos remete ao grupo de Rob Zombie, até de maneira um pouco mais explícita, é “a boa Superstar”. Confesso que as duas primeiras faixas  - “Small Bitch Whiskey e “Time Every Time” – não me empolgaram muito. Foi a partir de “Get On Down” que o trabalho começou a ficar realmente interessante.

“Grande Applause” conta com bons riffs, excelente refrão e um solo de guitarra bem desenvolvido e veloz. Não dá para chamar o Art of Anarchy de banda de heavy metal, mas certamente os músicos bebem na fonte. Tem uma passagem instrumental após o solo dessa musica que remete muito ao Metallica. Outro exemplo seria a ótima balada “Til The Dust Is Gone” que soa como uma faixa perdida do Geoff Tate, poderia estar facilmente em um álbum do Queensryche. Sem brincadeira.

Porém, como estava dizendo, embora sejam um grupo pesado, não são uma banda de heavy metal (sim, são realidades diferentes). O grupo regata um pouco da sonoridade alternativa dos anos 90. Aquela ideia de som sujo, arranjos simples, vocais bem melódicos e refrãos bem radiofônicos. Sim, eles usam alguns efeitos modernos, uma mixagem mais moderna, mas a essência está aqui. Há algumas baladas por aqui, mas não aquelas baladas voz/violão que os fãs do Temple Pilots tanto gostam. São baladas mais roqueiras. Ou seja, aquelas que começam devagar, mas logo crescem nos arranjos e contém elementos mais pesadinhos por trás.

Os grandes destaques são realmente as guitarras de Ron Thal e os vocais do Scott Weiland. Apesar da polemica em torno do álbum, o vocalista se despediu em grande estilo. O material é bem consistente. O grupo segue adiante com o não menos problemático Scott Stapp (Creed). Vamos ver o que o futuro reserva para os garotos. Grupo bem interessante.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Sólido

Faixas:
      01)   Black Rain
      02)   Small Batch Whiskey
      03)   Time Everytime
      04)   Get On Down
      05)   Grand Applause
      06)   Til The Dust Is Gone
      07)   Death Of It
      08)   Superstar
      09)   Aqualung
      10)   Long Ago 
      11)   The Drift

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