quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

5 motivos para conhecer o Serenity

por Rafael Menegueti

Se eu te perguntar sobre uma banda chamada Serenity, eu aposto que você nunca ouviu falar. E não é culpa sua. De fato, a banda ainda não tem tanto público por aqui, mas aos poucos eles estão conquistando seu espaço no cenário do power metal europeu, de modo que, em breve, eu acredito que eles serão tão famosos quanto o Kamelot, uma de suas principais influencias.

Os membros do Serenity
Lembro que recentemente fiz uma busca pelos discos da banda na famosa Galeria do Rock, no centro de São Paulo. Entrei em uma loja e mandei: “Vocês tem os CDs do Serenity?”. O sujeito atrás do balcão me olhou com uma cara de quem havia sido questionado sobre o significado da vida na Terra. “Acho... que não. Mas vou olhar...”. Então, o cara olhou em volta, se enfiou debaixo de um dos balcões e, alguns instantes depois, ele reapareceu com os quatro (!) CDs da banda nas mãos. “É isso aqui?”, ele me perguntou. “Esses mesmos”, respondi pensando em “como esses caras não sabem o que eles têm pra vender na própria loja!”

Se eu me surpreendi com o fato do vendedor não saber que tinha aquilo na loja, não me causou surpresa que ele não conhecesse a banda. Como já disse, é uma banda que está crescendo aos poucos, apesar de já ter 12 anos de estrada. Eles são da Áustria e fazem um som que, apesar de não ser inovador, é bastante potente e bem inspirado. Por isso eu vou listar aqui cinco motivos para você conhecer essa promessa do power metal sinfônico austríaco.

1) Os temas das musicas são simplesmente excelentes. Nos últimos dois trabalhos do grupo, “Death and Legacy”, de 2011, e “War of Ages”, de 2013, a banda fez suas musicas baseadas na historia de grandes personalidades da historia da humanidade, mais especificamente da Europa. Beethoven, Nero, Napoleão Bonaparte, Rei Henrique VIII, Elizabeth Bathory, Galileu Galilei e Giacomo Casanova estão entre as figuras homenageadas pela banda em suas composições.


2) O guitarrista Thomas Buchberger sabe o que faz com a guitarra. Seus riffs são maciços e entusiasmados, com uma sonoridade agressiva e ao mesmo tempo bem definida. Em certos momentos ele sabe dosar o ritmo das músicas com uma pegada mais cadenciada. Ele também sabe fazer excelentes solos, embora muitas vezes eles aparentem não ser tão próprios quanto seus riffs.

3) A banda conseguiu uma boa interação entre as partes sinfônicas e as mais pesadas, mesclando esses dois modelos em suas canções de maneira a prender o ouvinte aos discos. É bem difícil você sentir vontade de pular uma música dos álbuns.

4) Os vocais de Georg Neuhauser possuem aquela característica básica que todo bom vocalista de metal precisa: a dosagem entre a potencia vocal mais forte e a mais cadenciada. Nas baladas ele leva as canções com precisão, elevando sua técnica nas faixas mais pesadas para dar mais peso. Definitivamente um bom vocalista.

5) As participações vocais femininas são outro caso a parte. A mescla entre os vocais de Georg com as vozes femininas trás um ótimo contraste as músicas. Nos primeiros discos elas eram proporcionadas por vocalistas convidadas. Em especial em “Death & Legacy”, que conta com participações de Ailyn (Sirenia), Charlotte Wessels (Delain) e Amanda Somerville (Trillium, Kiske/Somerville), que emprestaram suas vozes de maneira marcante no álbum. Já no mais recente trabalho, “War of Ages”, a banda optou por contratar uma vocalista em definitivo. Clementine Delauney conseguiu fazer excelentes participações nas músicas e deu uma nova cara a banda, que ficou ainda mais interessante com ela dividindo as atenções com Georg.

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