sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Dr. Sin anuncia o fim das atividades

Dr. Sin
Na semana passada os fãs do Dr. Sin foram surpreendidos por uma notícia que ninguém esperava. A banda paulista anunciou que está encerrando suas atividades depois de 23 anos de estrada. Segundo os músicos, o motivo da decisão seria o desgaste físico e emocional de todos os anos de carreira, mas que a banda termina com sensação de dever cumprido. O trio continuará cumprindo a agenda de shows até o final de 2015.

Karin Axelsson deixa o Sonic Syndicate

Karin Axelsson (centro) com o Sonic Syndicate
Integrante da banda de metalcore sueca desde os primórdios, Karin Axelsson anunciou na última semana sua saída da banda. A baixista de 29 anos já vinha se ausentando de algumas apresentações da banda e alegou que precisava dedicar mais tempo à sua família para explicar sua decisão. O grupo anunciou o baixista Michel Bárzën como seu substituto. O grupo havia lançado um novo disco no ano passado, depois de um hiato de 3 anos.

Evanescence anuncia nova guitarrista

A guitarrista Jen Majura
Quem também teve troca na formação foi o Evanescence, que recentemente havia confirmado o retorno aos palcos. A banda de Amy Lee tem agora uma nova guitarrista, Jen Majura, alemã que também toca na banda Equilibrium. Ela substitui Terry Balsamo, que deixou a banda depois de mais de 10 anos com eles.

Álbum solo de Myles Kennedy vem aí

Myles Kennedy
O vocalista do Alter Bridge, e que também acompanha o guitarrista Slash, anunciou que seu aguardado álbum solo está pronto. O músico já vinha trabalhando nesse disco há um bom tempo, o que tornou as expectativas por esse trabalho bem altas. O álbum deve ter participações especiais de vários músicos, um deles deve ser Slash. O disco ainda não teve detalhes como capa, nome nem data de lançamento divulgadas.

Vocalista do Five Finger Death Punch se envolve em polêmica familiar (ou não)

Ivan Moody
Segundo o site de notícias norte-americano TMZ, Ivan Moody, do Five Finger Death Punch, teria sido detido nessa semana por violência domestica, ao agredir sua esposa, e que ela estaria pedindo o divorcio. Ontem ainda foi noticiado que a irmã e outros parentes do músico estariam entrando com uma ordem de restrição contra ele. Mas quer saber o mais estranho? A banda até o momento não se pronunciou sobre o caso, a não ser pelo guitarrista Zoltan Bathory, que pelo twitter desmentiu a historia afirmando que Moody sequer seria casado. A banda está com um novo disco pra ser lançado em setembro, mas, enquanto isso, os fãs permanecem confusos...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Dônica – Continuidade dos Parques (2015):



Por Davi Pascale

Álbum de estreia do grupo carioca é a grande surpresa do rock brasileiro desse ano. Formado por jovens garotos, conjunto resgata sonoridade dos anos 70, fazendo uma mistura do rock com MPB como há muito não se via.

O rock brasileiro dos anos 70 é algo que sempre me deixou dividido. Por um lado, é um celeiro de grandes músicos. Sério mesmo, a qualidade musical dos grupos daquela época é de fazer se ajoelhar diante dos alto-falantes. De outro, sentia falta de algo brasileiro em vários daqueles artistas. O que apareceu de neguinho querendo copiar o Yes e o Genesis naquele período não é brincadeira. Claro que haviam suas exceções como o Novos Baianos, o Secos & Molhados ou O Terço. Esses eram grupos que resolveram dar uma cara brasileira para o rock da época. O Dônica parece ter nascido no meio desse turbilhão. Os rapazes fazem um rock progressivo, repleto de poesia. Como se fosse uma mistura de O Terço com Clube da Esquina, se é que isso é possível. Muito bacana saber que temos novos grupos indo por esse caminho...

Curiosamente, o músico mais comentado desse conjunto não dá as caras. Tom Veloso, filho caçula de Caetano, é considerado um integrante do grupo. Entretanto, atua apenas como letrista. Não canta, não toca e não mostra a cara nas apresentações. Portanto, se você é um daqueles que não vai com a cara dos músicos tropicalistas ou tem raiva de Caetano, por qualquer motivo que seja, não precisa torcer o nariz de imediato. Quem você verá nos shows por aí será Zé Ibarra (piano e voz), Lucas Nunes (guitarra), André Almeida (bateria) e Miguel Guimarães (baixo).

Grupo se destaca em álbum de estréia com rock progressivo de alta qualidade

A influência MPB aparece nas linhas vocais e na forma em que as letras são apresentadas. Mas, isso está longe de ser um ponto negativo. Se Caetano, Gil e Chico me frustraram recentemente por conta de algumas de suas atitudes, não dá para dizer o mesmo sobre a habilidade dos rapazes enquanto letrista. Nesse quesito, sempre foram motivo de aplausos. Em termos de arranjos, as influências brasileiras aparecem em maior destaque no trabalho de percussão de “É Oficial” ou no violão de “Assuntos Bons”. Outro momento brasileiríssimo é a participação de bituca em “Pintor”.

Por conta do rock progressivo não ter sido criado no Brasil, é óbvio que em determinados momentos, iremos recordar de alguns gigantes do rock internacional. O solo de guitarra de “Praga” traz forte influência de David Gilmour (Pink Floyd), enquanto o instrumental de “Bicho Burro” demonstra uma grande referência de Yes.

Também é preciso ressaltar a habilidade dos rapazes enquanto instrumentistas. A cozinha formada por Miguel e André se destaca em “Retorno Para Cotegipe” e também na instrumental “Inverno”. Os maiores destaques, contudo, são o teclado de Zé e a guitarra de Lucas, onde vale destacar o belíssimo solo de “Carrossel”. Quem quiser ter uma noção, é possível conferir o videoclipe da ótima “180” no Youtube. Se curtir, não deixe de ouvir o disco. Ali está apenas uma pequena demonstração do que se pode esperar de uma belíssima viagem sonora.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Inspirado

Faixas:
      01)   É Oficial
      02)   Casa 180
      03)   904
      04)   Bicho Burro
      05)   Pintor
      06)   Macaco No Caiaque
      07)   Carrossel 
      08)   Retorno Para Cotegipe
      09)   Praga
      10)   Inverno  
      11)   Assuntos Bons

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Discografia comentada: Epica (parte 2)

Por Rafael Menegueti

Epica
Continuando a matéria sobre a discografia do Epica, chegamos ao momento de transição na carreira do grupo holandês. A partir do terceiro disco de estúdio da banda, o Epica foi aos poucos se tornando o que é hoje.

The Divine Conspiracy (2007)


Em 2007 a banda lança seu primeiro álbum conceitual. O conceito por trás do álbum vem da religião, numa ideia de que Deus teria criado todas elas para que a humanidade encontrasse sua verdadeira natureza, e percebesse que todas elas são uma só. A banda tornou seu som bem mais agressivo nesse disco. O peso está presente não só nas guitarras e bateria, mas também nas orquestrações, ainda mais intensas nesse trabalho. Os guturais de Mark Jansen são mais presentes do que nos trabalhos anteriores, e a banda embarca de vez em composições mais progressivas. Esse é o primeiro disco com Ariën van Weesenbeek na bateria, mas na época ele ainda não era membro oficial, isso viria a acontecer apenas no ano seguinte. Destaques: Sancta Terra, Fools of Damnation e The Divine Conspiracy.


The Classical Conspiracy (2009)


Em junho de 2008, a banda realizou na Hungria um show especial acompanhado de orquestra completa. O show foi lançado em CD em maio de 2009. A apresentação é divida em duas partes: a clássica, onde a banda e orquestra fazem versões de grandes nomes da música clássica como Verdu, Vivaldi e Handel, algumas trilhas famosas de cinema, como “Imperial March”, de Star Wars, e o tema de “Spider Man”, além de algumas faixas presentes em “The Score”. A segunda parte é o set da banda, com as canções habituais sendo executadas com a orquestra. “The Classical Conspiracy” acabou sendo o último lançamento com o guitarrista Ad Sluijter, que havia saído da banda ainda em 2008. Destaque: The Imperial March.


Design Your Universe (2009)


Ainda naquele ano o Epica lança seu quarto álbum de estúdio. “Design Your Universe” é mais um passo adiante na sonoridade progressiva da banda. Muito bem lapidado e com composições ainda mais elaboradas, me arrisco a dizer que esse é o trabalho definitivo da banda. Na minha opinião o melhor. O disco se foca na imaginação e no poder da mente, com base nas ideias trazidas da ciência, mais especificamente a física quântica, que abre um novo leque de possibilidades para o universo. Esse é o primeiro disco com Isaac Delaheye na guitarra. Com ele, também vieram os solos de guitarra nas músicas, algo muito raro nos trabalhos anteriores. O disco ainda conta com a participação especial de Tony Kakko, do Sonata Arctica, na faixa “White Waters”. Destaques: Resign to Surrender, Kingdom of Heaven e Design Your Universe.


Requiem for the Indifferent (2012)
  

Depois de tantos lançamentos onde a criatividade e a evolução nas composições eram o forte da banda, veio um disco onde ocorreu uma leve escorregada. Não que “Requiem for the Indifferent” seja ruim, ele apenas não tem o mesmo aspecto único e marcante que os outros discos possuem. A banda compôs canções com estruturas complexas e a métrica das letras é bem diferente do habitual, o que tornou a audição em muitos momentos algo que exige paciência. Existem boas faixas no disco, principalmente as primeiras e a última, mas em relação aos outros discos é o que menos empolga. Esse disco também ficou marcado por um erro. Todas as cópias físicas lançadas contém uma versão de “Serenade of Self-Destruction”, faixa que encerra o disco, sem os vocais de Simone e Mark, apenas os corais. A banda disponibilizou a faixa correta para download. Esse também é o ultimo álbum com o baixista original Yves Huts, que deixou a banda logo após o lançamento. Destaques: Storm the Sorrow, Monopoly On Truth e Serenade of Self-Destruction.


Retrospect (CD e DVD - 2013)


Para comemorar 10 anos de estrada, a banda precisava fazer algo especial. E nada melhor do que um lançamento ao vivo que abrange toda a carreira, com uma orquestra e coral completos para isso. A banda deu um passo além do que fizeram em “Classical Conspiracy”, já que esse show especial comemorativo seria também o primeiro DVD ao vivo de show da banda, já que o show do Paradiso de 2005 nunca saiu. Com participações especiais dos ex-integrantes da banda, de Floor Jansen e com um setlist único, além de uma faixa inédita feita especialmente pra ocasião, “Retrospect” foi um dos melhores registros ao vivo daquele ano, e saciou a vontade dos fãs por material completo desse tipo. Destaques: Retrospect, Cry For the Moon, The Divine Conspiracy.


The Quantum Enigma (2014)


Por fim, chegamos ao disco mais recente do sexteto. Depois da complexidade exagerada nas composições do álbum anterior, a banda optou por trazer de volta o foco no peso aliado às melodias. O resultado foi um disco onde as canções voltaram a ser marcantes e com muito equilíbrio entre os arranjos orquestrais, os corais, os vocais e demais instrumentos. Uma sonoridade que é mais um avanço na evolução dos trabalhos da banda, e que traz consigo toda a alma e inspiração dos anteriores. Primeiro disco com o baixista Rob van der Loo. Destaques: The Second Stone, Essence of Silence, Unchain Utopia e The Quantum Enigma (Kingdom of Heaven Part II).


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Discografia comentada: Epica (parte 1)

Por Rafael Menegueti

Os holandeses do Epica
Muitas bandas da cena do metal sinfônico, power metal e metal progressivo estão lançando trabalhos novos esse ano. O Epica não é uma delas, mas a banda que une o melhor das três vertentes já está trabalhando em um novo álbum que deve ser lançado no ano que vem. Os holandeses são uma das bandas mais criativas na ideia de unir música clássica, inspirada em trilhas sonoras para filmes e forte uso de corais, e heavy metal. A discografia deles é bem interessante pela evolução que a banda apresenta a cada novo trabalho. Por isso irei detalhar um por um os lançamentos da banda nos posts de hoje e amanhã.

The Phantom Agony (2003)


Após se desligar do After Forever, Mark Jansen foi atrás de montar uma banda para dar continuidade a sua ambição criativa. Aos poucos o Epica (a principio chamado de Sahara Dust) tomou forma e em 2003 o primeiro disco foi lançado. “The Phantom Agony” é um disco focado na melodia e no lado sinfônico. Com influências góticas e de música árabe, e composições menos elaboradas do que as que viriam em seus trabalhos seguintes, o trabalho é belo e audacioso. A voz de Simone Simons é simplesmente o principal atributo da banda em seu inicio. Um disco que agrada até aqueles que não se consideram fãs de metal. Destaques: Cry For The Moon, Façade of Reality.


We Will Take You With Us (CD e DVD - 2004)


Logo após o primeiro disco, a banda lançou seu primeiro trabalho em DVD. “We Will Take You With Us mostra a banda executando as faixas de seu disco de estreia em estúdio, em sessões gravadas para o programa de TV “2 Meter Sessions”. Por ser uma gravação em estúdio, não possui a mesma energia e intensidade de um show da banda, mas é bacana para ver a execução das faixas de modo intimista e direto. Talvez por isso, o som fica muito próximo da experiência do álbum original, a não ser pelas versões acústicas, o que torna então o DVD mais atrativo do que o CD. O destaque fica pela cover de “Memory”, do musical Cats, de Andrew Lloyd Webber.


Consign to Oblivion (2005)


O segundo disco da banda seguia uma linha ainda próxima do primeiro. Aqui, no entanto, a banda soa mais madura e completa. O lado mais progressivo da banda começa a aflorar em algumas faixas, mas o peso ainda não é uma das marcas da banda nesse trabalho. Mark se inspirou na civilização maia para compor a temática por trás do disco, algo evidente ao se ver a arte da capa. O disco conta com participação especial de Roy Khan, à época vocalista do Kamelot, na faixa “Trois Vierges”, e o brasileiro Andre Matos, ex-Angra e Shaman, participa do coral, novamente fundamental nas composições. Destaques: Blank Infinity, Dance of Fate e Consign to Oblivion.


The Score – Na Epic Journey (2005)

Menos de seis meses depois do segundo disco, a banda botou mais um CD no mercado. Dessa vez, era algo diferente. “The Score” trata-se de um disco praticamente sinfônico, onde as faixas são apenas trilhas sonoras compostas para integrarem um filme, “Joyride”. As orquestrações foram escritas pelos integrantes da banda, que inseriu algumas versões alternativas de faixas de “Consign to Oblivion”, sendo as únicas faixas com vocais. Destaques: Unholy Trinity e Quietus (Score Version)


Road to Paradiso (2006)


Outro lançamento interessante, “Road to Paradiso” se resume a uma coletânea de b-sides, demos, versões alternativas nunca antes lançadas, algumas faixas ao vivo e entrevistas em áudio, num CD feito para acompanhar o livro de mesmo nome que contava a historia da banda. O lançamento buscava marcar uma era na historia da banda, já que viria junto com o primeiro DVD com um show ao vivo, o “Live at Paradiso” (daí o nome do livro/CD). O problema foi que, por conta da falência da Transmission Records, o DVD nunca foi lançado. Pelo menos, “Road to Paradiso” ficou como um bom consolo aos fãs. Ultimo lançamento com a formação original, já que o baterista Jeroen Simons deixaria a banda em seguida. Destaques: Cry for the Moon (demo), Linger e Crystal Mountain (Death cover)

Amanhã nos voltamos com a segunda parte, com os lançamentos mais recentes da banda!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Brandon Flowers – The Desired Effect (2015):



Por Davi Pascale

Cantor do The Killers chega ao seu segundo álbum solo. Com trabalho consistente, mantém sua identidade e deixa claro sua admiração pelos 80´s.

A influência de anos 80 é descarada. Obviamente, não estou falando daquele hard rock de arena que invadiu as rádios na época. Quem conhece o rapaz, sabe que essa não é sua praia. Mas não há como negar a influência da música pop daquela época. As programações por trás das canções bebem bastante da sonoridade de grupos como Pet Shop Boys, Depeche Mode, Erasure... Na canção “I Can Change”, inclusive, o rapaz vai além de mera influência e utiliza um sampler de “Smalltown Boy”, um dos grandes hits da época.

Outros grandes exemplos da nítida influência do synthpop seriam “Can´t Deny My Love”, “Lonely Town” e “Diggin´ Up The Heart”. Faixas que poderiam ter sido tocadas nas danceterias ou ainda terem entrado em alguma trilha de filme da época. Quando paramos para ler o encarte, notamos que isso deve ter sido intencional. Afinal, o rapaz se cercou de diversos músicos da época para gravar o disco. Entre os músicos convidados estão nomes Tony Levin (Peter Gabriel), Bruce Hornsby, Neil Tennant (Pet Shop Boys), só para citar alguns. Quem também dá as caras por aqui é seu parceiro do The Killers, o baterista Ronnie Vannuci Jr.

Muitos artistas quando decidem gravar um trabalho solo, decidem explorar novos territórios, fazer algo totalmente distinto de seu grupo principal. Brandon parece não se importar muito com isso. A aproximação do músico com os sintetizadores não é uma novidade. No álbum Hot Fuss, por exemplo, o uso de sintetizadores foi explorado ao máximo. Além disso, algumas canções daqui poderiam ter sido gravadas com seu grupo, que os fãs não reclamariam. Caso da faixa que abre o álbum, “Dreams Come True”, ou de “Untangled Love”.

Programações com pegada oitentista rondam novo álbum do cantor

Bom, não é de se estranhar que mantenha ecos de The Killers por aqui. Afinal, The Desired Effect foi gravado no Battle Born Studios em Nevada (estúdio do conjunto) e contou com as mãos de Alan Moulder na mixagem. O mesmo rapaz que mixou os álbuns Sam´s Town e Battle Born. A produção do disco ficou por conta de Ariel Rechtshaid. O rapaz já produziu artistas como We Are Scientists e Haim, além de singles de grandes nomes da música pop como Beyoncé, No Doubt e Madonna.

Se as músicas mais agitadas nos remetem ao cenário pop eletrônico da época, as baladas nos remetem à outra sonoridade daquela década. “Still Want You”, “Never Get You Right” e, principalmente, “Between Me And You” nos remetem bastante à grupos como Simple Minds e U2. Principalmente, a linha vocal. Bono Vox ficaria orgulhoso...

Quem é fã do The Killers, provavelmente irá curtir o disco do rapaz. Todas as características principais deles estão por aqui. As guitarras misturadas com os sintetizadores, os vocais mais melodiosos, aquela sonoridade meia cassino Las Vegas também marca território em determinados momentos. Trabalho bacaninha... 

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Consistente

Faixas:
      01)   Dreams Come True
      02)   Can´t Deny My Love
      03)   I Can Change
      04)   Still Want You
      05)   Between Me And You
     06)   Lonely Town
     07)   Digging Up The Heart
     08)   Never Get You Right
     09)   Untangled Love 
     10)   The Way It´s Always Been

domingo, 9 de agosto de 2015

Especial Dia dos Pais



Por Davi Pascale


Hoje, é o Dia dos Pais. Por conta disso, resolvi fazer uma seleção de 10 músicas que os artistas se inspiraram em seu pai para compor. Algumas canções se tornarem grandes hits, outras são músicas obscuras. Entre seus temas temos de tudo que envolve a vida: saudades, mágoas, revolta, admiração, agradecimento. Trago aqui uma rápida explicação sobre a letra e o vídeo da canção para que possam conferi-la. Confira!

Pearl Jam – Alive

Nesse clássico do grunge, Eddie Vedder escreve sobre um garoto que descobre que seu pai não é seu pai biológico e que seu verdadeiro pai está morto. Por muitos anos acreditou-se que a letra era ficcional. Entretanto, o cantor já a declarou como autobiográfica. 



Bruce Springsteen – My Fathers House

The Boss sempre teve uma relação difícil com seu pai. Aqui, escreve sobre os conflitos que teve com seu pai na juventude. Springsteen era um garoto rebelde e seu pai tinha uma postura severa. Entretanto, fala em tom de superação, de deixar os tempos ruins para trás.



Green Day – Wake Me Up When September Ends

A música se tornou um dos maiores sucessos do grupo e talvez, um dos maiores sucessos da cena roqueira mais atual. Muito provavelmente, muitos americanos viram na canção uma válvula de escape para parentes e conhecidos que perderam no atentado de 11 de Setembro. A canção, entretanto, teve outra inspiração. Billy Joe Armstrong escreveu a letra como uma homenagem ao seu pai que morreu de câncer quando ele tinha 10 anos. A letra era para ser como uma terapia para o rapaz.



Eric Clapton – My Fathers Eyes

A ideia dessa letra é bonita, mas é triste. O icônico guitarrista perdeu um filho de 4 anos que caiu do 53º andar de um prédio no início dos anos 90. Abalado, acabou escrevendo 4 canções inspirado no garoto. Nessa canção lançada no álbum Pilgrim, o garoto serve como referência para outro triste momento na vida do músico. Aqui, escreve sobre seu pai que nunca conheceu. Clapton dizia que olhar nos olhos de seu filho era a experiência mais próxima que tinha dessa relação. Esse é o conceito da música.



Black Stone Cherry – Things My Father Said

Essa é um pouco mais light. Lançada no álbum Folklore and Superstition, o cantor Chris Robertson agradece à seu pai por todos conselhos, tudo que aprendeu com ele e sobre como isso lhe tornou uma pessoa melhor.



Madonna – Oh Father

A rainha do pop nunca escondeu de ninguém sobre o quão severo foi seu pai em sua criação, assim como sua madrasta (a mãe biológica da Madonna morreu quando ela ainda era criança). A letra embora tenha um ar de superação, deixava claro que existia uma certa mágoa ali. 



Jane´s Addiction – Had a Dad

A idéia é parecida com a canção do Pearl Jam. A letra fala sobre como Eric Avery, baixista do grupo, se sentiu quando descobriu que aquela pessoa que havia criado ele não era seu pai biológico. O cantor Perry Farrel ajudou a escrever a letra.


Queen – Father to Son

Lançada originalmente no álbum Queen II, a letra foi baseada na perspectiva de um pai que tenta passar algumas “lições” para o filho, mesmo sabendo que não está tendo atenção do mesmo.


U2 – Sometimes You Can´t Make It On Your Own

Quando os irlandeses do U2 entraram no estúdio para gravar All That You Can´t Leave Behind, Bono Vox já sabia que seu pai tinha pouco tempo de vida. Resolveu, então, escrever essa canção em sua homenagem. A letra é escrita no formato de uma carta. Contudo, a música não ficou pronta à tempo e só foi lançada no álbum seguinte How to Dismantle An Atomic Bomb, quando seu pai já havia falecido, mais uma vítima do câncer.


Ugly Kid Joe – Cats In The Cradle

Essa canção foi escrita originalmente pelo cantor folk Harry Chapin. A letra fala sobre acontecimentos importantes na vida de um ser humano, que muitas vezes demoramos demais para aprender. A ideia nasceu porque o rapaz lamentava não estar por perto quando seu filho Josh nasceu. Servia como uma reflexão da importância entre família e carreira. Essa música voltou a fazer um enorme sucesso nos anos 90 com a regravação do Ugly Kid Joe e é essa versão que trazemos aqui.


sábado, 8 de agosto de 2015

Música Comentada: Smashing Pumpkins - 1979

Por Rafael Menegueti

O Smashing Pumpkins na época de "Mellon Collie"
Em meio as grandes canções que o rock alternativo eternizou nos idos dos anos 90, algumas seguem inesquecíveis como clássicos definitivos daquela época. O Smashing Pumpkins foi um dos principais nomes naquela década, e seu álbum “Mellon Collie and the Infinite Sadness” trouxe alguns dos melhores hits da banda, como “Tonight Tonight”, “Bullet With Butterfly Wings” e “Zero”. Mas, na minha opinião, a faixa mais marcante desse trabalho é mesmo “1979”.

A faixa quase ficou de fora do disco, tendo sido a última a ser escrita e com o produtor Flood quase descartando a versão inicial apresentada. Corgan reescreveu a canção às pressas e reapresentou ao produtor, que decidiu incluí-la no álbum. A melodia, que consiste em um loop de um sample da voz de Corgan com uma batida na bateria como base, é a principal marca da faixa, que fala sobre a transição da adolescência para a fase adulta com uma ótica bem própria da geração Y.

Outra coisa que tornou a canção marcante foi o seu videoclipe. A historinha dos jovens cometendo pequenos delitos e aproveitando a juventude fez do vídeo um dos favoritos dos fãs. Uma curiosidade sobre ele é que uma parte dele precisou ser refeita pois um membro da produção acidentalmente deixou a fita no teto do carro antes de sair dirigindo, perdendo ela na estrada. O membro da equipe responsável pela trapalhada precisou ficar segurando uma placa que dizia “fitas perdidas, recompensamos por elas”, no centro da cidade (sem sucesso). Essa situação foi parodiada no videoclipe de “Perfect”, que também serve como uma continuação para os personagens apresentados em “1979”.


Shakedown 1979, cool kids never have the time
On a live wire right up off the street
You and I should meet

Junebug skipping like a stone
With the headlights pointed at the dawn
We were sure we'd never see an end to it all

And I don't even care to shake these zipper blues
And we don't know just where our bones will rest to dust, I guess
Forgotten and absorbed into the earth below

Double cross the vacant and the bored
They're not sure just what we have in the store
Morphine city slippin' dues, down to see that...

We don't even care, as restless as we are
We feel the pull in the land of a thousand guilts
And poured cement, lamented and assured
To the lights and towns below
Faster than the speed of sound
Faster than we thought we'd go
Beneath the sound of hope

Justine never knew the rules
Hung down with the freaks and the ghouls
No apologies ever need be made
I know you better than you fake it, to see that...

The street heats the urgency of now
As you see there's no one around

Um balanço de 1979, a garotada sempre na correria
Gastando energia pela vizinhança
Você e eu esbarramos por aí

As aleluias saltam como bolinhas de gude
Com os faróis apontados pra alvorada
Tinhamos certeza que tudo aquilo nunca acabaria

E eu nem me importo com a melancolia das mudanças
E a gente nem sabe onde os nossos ossos virarão pó, eu suponho
Esquecidos e absorvidos pela terra aos nossos pés

Sacanear os ociosos e os entediados
Eles nem imaginam o que temos pra eles
A cidade da morfina cobra suas taxas, até perceber que...

A gente nem se importa, inquietos como somos
Sentimos a influência da terra das mil culpas
E do cimento derramado, lamentado e garantido
Para as luzes e cidades lá embaixo
Mais rápido que a velocidade do som
Mais rápido do que a gente jamais imaginou
Cobertos pelo som da esperança

Justine nunca conheceu regras
Se juntou aos loucos e doentes
Nenhuma desculpa precisa ser dada
Eu te conheço melhor do que você finge, pra ver que...

A rua ferve com a urgência do momento
Como você vê, não há mais ninguém por perto