quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Michael Sweet – One Sided War (2016):



Por Davi Pascale

Michael Sweet ataca novamente e lança um dos melhores álbuns de sua carreira-solo. Pesado, com som de guitarra na cara e trabalho vocal impactante, músico deve agradar seus fãs.

Esse é um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos tempos e é, certamente, um dos melhores álbuns de sua carreira-solo. Diria que é o que mais se aproxima do trabalho que realiza ao lado do Stryper. Mas esse não é o fato principal para considerá-lo como um enorme destaque. Sim, gosto muito do Stryper, mas sempre curti também sua carreira-solo. Sempre ficava na expectativa para ver o que iria aprontar. E, mais uma vez, o cara não decepciona. O grande destaque aqui é a qualidade das composições. Uma faixa melhor do que a outra.

Para registrar esse material, o músico contou com a presença de Joel Hoekstra (Whitesnake) nas guitarras, o baterista Will Hunt (Evanescence) e os baixistas John O´Boyle e Ethan Brosh. One Sided War é um álbum mais focado nas guitarras, mais pesado e menos moderno do que anterior, (o ótimo) I´m Not Your Sacrifice.

Além de ser dono de uma bela voz, Michael também é um guitarrista de mão cheia. No Stryper, sempre fez bonito ao dividir o instrumento com Oz Fox. Inclusive, criando e interpretando parte dos solos. E aqui não é diferente. O cara arrebenta nos vocais e as guitarras se destacam com bastante intensidade.

Outra característica marcante de seu grupo principal e que dá as caras por aqui são os vocais dobrados. Continua apresentando aqueles backings cheios e harmoniosos, que seus fãs estão tão acostumados. Os arranjos aqui são heavy metal tradicional. Sem nenhum toque de modernidade. Sem programações, sem teclados. Não temos também por aqui aquelas baladas mais melosas e/ou repletas de violões. A faixa mais lenta é a sombria “Who Am I”.

“Bizarre” traz um riff inicial inspirado em Van Halen. “Radio” traz uma pegada mais bluesy country rock para dentro do heavy metal. Não é a primeira vez que alguém brinca com esse universo, mas são poucos os que se saem bem. “Can´t Take This Life” foi gravada duas vezes. Uma contando apenas com o trabalho vocal de Michael Sweet. E outra contando com a participação especial de Moriah Formica. Uma garota de apenas 16 anos de idade. Embora prefira a versão em que cante sozinho, é nítido que a menina possui um enorme talento.

Os fãs de Stryper irão se identificar com “Comfort Zone” e “Golden Age”. Já “You Make Me Wanna Move” e “Only You” contam com uma pegada mais radiofônica, embora sejam faixas fortes. “Only You” é uma das minhas favoritas do disco.

Michal Sweet demonstra, mais uma vez, como fazer um álbum de heavy metal. Riffs impactantes, refrãos memoráveis, solos empolgantes, trabalho vocal louvável. Álbum pesado e melódico ao mesmo tempo. Altamente recomendado!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Bizarre
      02)   One Sided War
      03)   Can´t Take This Life
      04)   Radio
      05)   Golden Age
      06)   Only You
      07)   I Am
      08)   Who Am I
      09)   You Make Me Wanna
      10)   Comfort Zone
      11)   One Way Up 
      12)   Can´t Take This Life (c/ Moriah Formica)