quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

L.A. Guns – Boston 1989 (2015):



Por Davi Pascale

Disco traz apresentação da banda no auge. Apesar do erro da capa, material é essencial para quem curte o som da banda.

L.A. Guns é aquela típica banda que, apesar de não contar com inúmeros hits radiofônicos, conseguiu se tornar um nome bem respeitado dentro da cena da qual faz parte. Quem conhece a historia do Guns n Roses, já leu o nome deles, ao menos. Eles e o Hollywood Rose foram bandas embrião. Só que, ao contrário do Hollywood Rose que durou apenas um LP, esses caras permanecem na estrada até os dias atuais.

Sim, houve inúmeras trocas de lineup, discos bons, discos fracos, discos longe da sonoridade clássica. Passaram por tudo que vocês podem imaginar. Na época, o show dos caras era uma loteria. Dependendo do quão louco estavam os músicos, o show poderia ser excepcional ou uma tragédia total. Para nossa sorte, a performance aqui é excelente. Tracii Guns e Phil Lewis estavam pegando fogo.

Esse show foi resgatado dos arquivos e não houve tratamento de som. Portanto, já aviso que o a qualidade de som está longe de ser animal, mas também não é nada vergonhoso. Diria que a qualidade de gravação é ok. O lado bom, nisso tudo, é que não há overdubs. É a performance nua e crua. E o show é contagiante.

O repertório é fantástico. Focado em cima dos três primeiros álbuns. Sem direito à baladas, nem mesmo a conhecida “The Ballad of Jayne” entrou. É porrada atrás de porrada. Com direito à lados B como “Wild Obsession” e “17 Crash”, que são musicas difíceis de ter registro ao vivo, até as preferidas dos fãs como “Sex Action”, “Rip And Tear” e “Kiss My Love Goodbye”. De quebra, ainda mandaram um cover do Montrose. O classicão “Hard Candy”.

Show tipicamente de hard rock. Banda extremamente enérgica. Solos de guitarra inspiradíssimos, vocalista cantando com a voz lá em cima quase todo o tempo, baterista sentando a mão. Performance incrivelmente competente. Algumas vezes, soam melhores ao vivo do que em estúdio.

O único senão é que o cara que lançou o material, não se dignou a ouvir o registro com a atenção devida. Essa performance não é de 1989, é de 1991. Dá para sacar pelo repertório. E também não é um único show. Durante as gravações, ouvimos Phil Lewis agradecendo cidades diferentes. Um nome como Live From The Vaults, seria mais honesto.

De todo modo, para quem é fã da banda, o registro é obrigatório. Os 3 primeiros álbuns são o período de ouro da banda e, como disse, a qualidade da performance é avassaladora. Superior, inclusive, às performances mais recentes. Apesar da falta de capricho da produção, o CD é empolgante. E, ah, sim, quando for comprar sua cópia, pegue a edição em CD. É mais barata e tem 4 faixas à mais do que o vinil. Fica a dica.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Kiss My Love Goodbye
      02)   Wild Obsession
      03)   Dirty Love
      04)   Slap In The Face
      05)   Electric Gypsy
      06)   Rip And Tear
      07)   Never Enough
      08)   Malaria (somente no CD)
      09)   Sex Action
      10)   Bitch Is Back
      11)   17 Crash (somente no CD)
      12)   I Wanna Be Your Man (somente no CD)
      13)   One More Reason
      14)   Rock Candy
      15)   Some Lie For Love (somente no CD)