quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Música Comentada: Delain - We Are the Others

Por Rafael Menegueti


Hoje eu escolhi mostrar uma música que fala de uma historia triste que envolveu um crime brutal. Em 2007, a adolescente inglesa Sophie Lancaster e seu namorado foram espancados por um grupo de cinco jovens em Lancashire. Sophie acabou em coma, e morreu treze dias depois. O motivo de tamanha brutalidade: Sophie e o namorado eram góticos.

O crime gerou uma enorme repercussão, e iniciou uma discussão sobre a intolerância que grupos praticavam contra tribos de jovens pela Europa. Foi criada até uma fundação em nome da garota para combater esses crimes de ódio. E o Delain dedicou seu Álbum “We Are the Others” a ela. A música título do disco fala justamente sobre esse fato. A banda escolheu usar a letra para demonstrar que tambem está na luta contra o preconceito, e que ninguém deve discriminar alguém por ser diferente. Se você se considera diferente, ou que não se encaixa na sociedade, deve saber que não é o único, existem outros que também passam por isso. Daí a idéia de “We Are the Others”.

I'm walking with Sophie tonight,
She lives in the air that I breathe;
I can't get it out of my mind
How you were left to bleed...
Was it how you dress?
Or how you act?
I can't believe
How they could act so violently,
Without regret,
We will not forget...
Eu estou andando com Sophie, esta noite,
Ela vive no ar que eu respiro;
Eu não posso tirá-la da minha mente
Como você foi deixada para sangrar ...
Foi como você se veste?
Ou como você age?
Eu não posso acreditar
Como eles poderiam agir de forma tão violenta,
Sem arrependimento,
Não vamos esquecer ...

We are the others,
We are the cast outs,
We're the outsiders
But you can't hide us,
We are the others,
We are the cast outs
You're no longer on your own
If you feel mistreated,
Torn and cheated,
You're not alone,
We are the others
Nós somos os outros,
Nós somos os excluídos,
Nós somos os marginais
Mas você não pode esconder-nos,
Nós somos os outros,
Nós somos os excluidos
Você não está mais em seu si próprio
Se você se sente maltratado,
Despedaçado e enganado
Você não está sozinho,
Nós somos os outros

As simple as air in your lungs,
As simple as words on your lips,
And no one should take that away,
No one should have killed this
Now with our heads up high,
We'll carry on,
And carry out,
And we won't let them get us down,
Wear us out,
'Cause we are not alone...
Tão simples como o ar em seus pulmões,
Tão simples como palavras em seus lábios,
E ninguém pode remover isso
Ninguém deveria ter matado isto
Agora com nossas cabeças pra cima,
Seguiremos em frente,
E realizar,
E não iremos deixá-los nos colocar pra baixo,
Nos despir,
Porque não estamos sozinhos ...

Normal is not the norm,
It's just the uniform...
(We are the others)
Forget about the norms,
(We're the outsiders)
Take off your uniform,
(We are the others)
We are beautiful,
(We are the others)
Normal não é o padrão,
É apenas o uniforme ...
(Nós somos os outros)
Esqueça as regras,
(Nós somos os estranhos)
Tire seu uniforme,
(Nós somos os outros)
Nós somos bonitos,

(Nós somos os outros)


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

California Breed: California Breed (2014)





Por Davi Pascale

Existem artistas que raramente decepcionam. Glenn Hughes é um deles. Em sua vasta discografia, que me orgulho de ter quase que completa, foram poucas às vezes onde ele ficou à dever. E não foi por falta de ousadia. O cara já gravou funk, soul, blues, heavy, som acústico, som elétrico... Esse novo trio, tem o ex-baixista do Deep Purple à frente do projeto que se completa com Jason Bonham (filho do lendário baterista do Led Zeppelin) e o jovem guitarrista Andrew Watt. Juntos, fizeram um dos melhores discos de rock dos últimos tempos. Sem exageros...

California Breed nasce do fim do Black Country Communion. Na época, completavam o time o (excelente) músico Joe Bonamassa e o tecladista Derek Sherinian (ex-tecladista do Dream Theater). O fim do supergrupo se ocasionou, principalmente, por Bonamassa não querer abandonar sua bem-sucedida carreira-solo para ficar exclusivamente com a banda. Sendo assim, acredito que não seja aquelas reuniões de fazer um álbum para se divertir e depois cada um tocar sua vida. Para não terem mais esse problema, optaram por convidar um novo talento, um garoto de apenas 22 anos.

Hughes não poderia estar mais confortável. Sem Bonamassa para dividir os vocais, e mais do que acostumado com o formato power trio (algo que ele já faz desde os tempos de Trapeze), o cara canta com alma, rasgando a voz diversas vezes e trazendo de volta seus famosos gritos. Bonham também se destaca no álbum com excelentes levadas e Andrew se mostra extremamente suficiente trazendo excelentes riffs e bonitos solos. A galera gosta de ficar diminuindo o garoto comparando-o ao ex-guitarrista, mas sem dúvidas o menino tem talento, e muito!

Trio nasceu do final do Black Country Communion

As músicas que iniciam o debut – “The Way” e “Sweet Tea” – foram escolhidas como faixas de trabalho. Quem não conhece a banda, pode buscar os vídeos no You Tube. As duas faixas são espetaculares, são a cara dos músicos, mas não sei se usaria a primeira como música de trabalho. No decorrer do disco, tem canções com passagens mais memoráveis, como “Spit You Out” ou a balada “All Falls Down”, que seriam melhores assimiladas por aqueles que estão tendo sem primeiro contato com os músicos agora. Por mais que Glenn seja uma figura lendária e Jason seja mais do que conhecido no meio, quando se joga um vídeo no Youtube, estará sendo visto tanto pelo velho fã de rock quanto pelo garoto que está começando a pesquisar o gênero agora.

Justamente por não terem tecladista, as guitarras acabaram ganhando ainda mais destaque, mais volume. Os destaques de Andrew ficam por conta do riff zeppeliano de “Invisible” e o funkeado de “Midnight Oil”. Os músicos optaram por gravar o disco tocando ao vivo no estúdio, como se fazia nos velhos tempos. O resultado disso é uma sonoridade cativante. Glenn Hughes é um dos poucos vocalistas que já passaram dos 60 anos e ainda está com o gogó intacto. Isso fica em nítido em “The Grey”, “Scars” e na (ótima) faixa bônus dessa deluxe edition, “Solo”. Sem dúvidas, um final mais interessante do que a edição standard que fecha com “Breathe”, uma das poucas que não me empolgaram. Ótima pedida não apenas para aqueles que já curtiam o Black Country Communion, mas também para os que curtem rock n roll pesado, direto, sem muitas modernidades.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   The Way
      02)   Sweet Tea
      03)   Chemical Rain
      04)   Midnight Oil
      05)   All Falls Down
      06)   The Gray
      07)   Days They Come
      08)   Spit You Out
      09)   Strong
      10)   Invisible
      11)   Scars
      12)   Breathe
      13)   Solo (Bonus)

DVD (somente na edição deluxe):
      01)   The Making of California Breed
      02)   The Way Video
      03)   Sweet Tea Video

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Noticias do Rock Especial – novos lançamentos para esse ano!

Por Rafael Menegueti

Sonata Arctica regrava seu primeiro disco, Ecliptica


Como comemoração pelos 15 anos de seu primeiro trabalho, os finlandeses do Sonata Arctica decidiram não só relançá-lo, mas regravá-lo. “Eclíptica – Revisited” será lançado no dia 24 de outubro pela Nuclear Blast e terá uma nova arte e segundo a banda, soará como o Sonata Arctica atual executando as faixas antigas, buscando claro, manter a cara original do trabalho. Vamos ver como será essa edição comemorativa.

Novo disco do Slipknot tem detalhes anunciados

Os fãs da maior banda de shock rock da atualidade já podem contar os dias ansiosos. O Slipknot anunciou oficialmente a data de lançamento, alem de nome, faixas e capa do seu novo disco. Ele se chamará “.5: The Gray Chapter” e sai no dia 21 de outubro. Confira a capa e as faixas do novo disco:


01. XIX
02. Sarcastrophe
03. Aov
04. The Devil In I
05. Killpop
06. Skeptic
07. Lech
08. Goodbye
09. Nomadic
10. The One That Kills The Least
11. Custer
12. Be Prepared For Hell
13. The Negative One
14. If Rain Is What You Want
15. Override (bonus track)
16. The Burden (bonus track)

Amaranthe lançará seu terceiro disco em outubro

Assim como dito ontem na matéria sobre a banda, o Amaranthe lançará seu terceiro trabalho de estúdio, “Massive Addictive”, no dia 21 de outubro (já viram que essa semana será boa de lançamentos, não?). O disco sai apenas um ano e meio depois de “The Nexus”, seu trabalho mais recente. Confira a capa e faixas desse trabalho:


1. "Dynamite"
2. "Drop Dead Cynical"
3. "Trinity"
4. "Massive Addictive"
5. "Digital World"
6. "True"
7. "Unreal"
8. "Over and Done"
9. "Danger Zone"
10. "Skyline"
11. "An Ordinary Abnormality"
12. "Exhale"

Dreamtheater lançará novo DVD ao vivo


Alem de passar pelo Brasil, o Dreamtheater também brindará seus fãs com um novo lançamento especial. A banda lança seu novo DVD, gravado na cidade de Boston, no dia 25 de março desse ano, acompanhados de orquestra e coral. O trabalho se chama “Breaking the fourth Wall” e será lançado no dia 30 de setembro, nos formatos Blu-ray, DVD duplo e Blu-ray com CD triplo.

Novo disco do Lyriel chega em setembro

E por fim, a banda de folk/symphonic metal alemã Lyriel lança seu quinto álbum de estúdio, “Skin and Bonés”, no dia 26 de setembro na Europa, e em novembro nos EUA. Para quem não conhece a banda, já que ela não é muito conhecida no Brasil, vale conferir, pois ela faz um excelente trabalho. Fiquem com a capa e as faixas desse novo disco:



1. Numbers
2. Falling Skies
3. Skin and Bones
4. Black and White
5. Days had just begun
6. Your Eyes
7. Dust to Dust
8. Der Weg
9. Astray
10. Worth the fight
11. Running in our blood
12. Dream within a dream
13. Black and White (Second Skin Version) 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Discografia comentada: Amaranthe

Por Rafael Menegueti

O sexteto sueco Amaranthe: dividindo opiniões na cena metal
A banda sueca Amaranthe é uma das grandes revelações do metal atual. Mas nem todos pensam assim. Com um estilo mais comercial de fazer música, a banda gera reações diversas entre os ouvintes e fãs do gênero. Enquanto uns curtem a ousadia no som do grupo, outros o acham mais uma jogada de gravadora para atrair público e vender discos. Honestamente, penso que há um pouco dos dois no meio. Ao mesmo tempo em que o grupo me agrada por possuir uma proposta diferente e ousada, misturando metal com musica pop e elementos eletrônicos, não consigo deixar de pensar que exista uma certa influencia de terceiros para que a banda possua esse ar comercial que muitos adoram criticar. Eu particularmente não vejo nada de errado nisso. Para entender melhor o grupo, que acaba de anunciar seu terceiro disco para outubro, confiram uma breve analise de seus dois primeiros trabalhos já lançados:

Amaranthe (2011)


O primeiro álbum da banda ilustra bem o que a banda propõe. Faixas pesadas, mas que são enfeitadas com arranjos feitos por teclados e sintetizadores. O dos seis integrantes, três são vocalistas, cada um colocando uma característica diferente ao som da banda. Jake E é a voz masculina limpa, com um estilo mais próximo de bandas de rock mais populares do que para o metal, mas que casa bem com a banda. Andy Solvestrom faz os vocais guturais, que dão um peso maior a música, e ajudam a quebrar a aparecia de metal pop das canções do grupo. E Elize Ryd se mostra como o maior talento do grupo, com seu excelente vocal, digno de fazer sucesso em qualquer estilo. As músicas da banda são agradáveis e fáceis de ouvir. Em seu primeiro trabalho a banda mostra que tem talento para compor, e é inovadora e atual. Deixou em seu debut a expectativa do que podeira vir depois. Se eles conseguiriam fazer um segundo trabalho do mesmo nível.


The Nexus (2013)



Se o Amaranthe já gerou polêmica com seu primeiro trabalho, com o segundo não seria diferente. Até porque a banda escolheu não mexer no time que estava ganhando. Lançou um disco que é a perfeita continuação de sua proposta, sem grandes mudanças. Seguem sendo ingredientes do som do grupo a mistura entre o peso e acessibilidade do pop. Muitos sintetizadores e riffs de guitarra ousados e agressivos. Sem falar no contraste de estilos dos vocais, outra marca da banda. O disco mostra um avanço em relação ao primeiro nas composições. A banda parece mais madura, mais habituada à própria proposta. Isso deixou as músicas ainda mais legais. Um disco que definitivamente provou o potencial da banda, e chutou pra escanteio a idéia de que eles seriam uma banda passageira.


domingo, 24 de agosto de 2014

Notícias do Rock (para não ficar por fora)



Todos os dias surgem noticias de todos os tipos dentro do universo rock: engraçadas, polêmicas, intrigantes... Selecionamos algumas das principais novidades ocorridas dentro desse universo. Confira, a seguir.
 
Por Davi Pascale

Courtney Love briga com fã durante show

 
Em sua mais recente apresentação em Adelaide (Australia), a cantora Courtney Love surtou após arremessarem uma lata de cerveja no palco. “Em 20 anos nunca atiraram cerveja no meu palco, exceto por você, seu otário. Seu pênis deve ser desse tamainho”. A líder do Hole foi mais além. “Jogue cerveja novamente no Micko (Larkin) e eu te mato. Da próxima vez, atire em mim”.


Max Cavalera não participará de documentário do Sepultura


O ex-cantor do Sepultura, Max Cavalera, anunciou que não participará do documentário que está sendo realizado sobre o grupo. Em entrevista para o portal Uol, o musico deixou claro que ficou inconformado ao assistir um vídeo onde aparecia Derrick Green dizendo que contaria toda a historia da banda “Fui convidado, mas resolvi não participar. Me mostraram um clipe com o vocalista dizendo que iria contar a história inteira, mas ele não estava no começo (da banda), né?”. Max comentou ainda que existem chances de Sam Dunn, diretor de Global Metal, realizar um documentário sobre ele.


Motley Crue na América do Sul em 2015


O grupo Motley Crue está realizando sua turnê de despedida que deve durar até início de 2016. Em entrevista à Rolling Stone, o cantor Vince Neil declarou: “Tenho certeza que voltaremos aos EUA novamente, pulamos muitas cidades. Temos que tocar ainda no Canadá, México, América do Sul, Ásia, Japão e Europa”. A pergunta que não quer calar é: Será que eles voltam ao Brasil? Existem boatos falando sobre uma participação da banda no Rock In Rio 2015. Até agora, nada confirmado.


Negado pedido de liberdade à David Chapman


David Chapman, para quem não sabe, é o rapaz que assassinou o beatle John Lennon em 8 de Dezembro de 1980.  Ele acaba de ter seu oitavo pedido de liberdade negado. “A vitima te demonstrou bondade naquele mesmo dia. Sua ação devastou uma família inteira e todos que o amavam”. O ato de bondade referido foi o fato do musico ter parado para assinar o LP Double Fantasy para Chapman. Em 2012 a justificativa foi que o rapaz provocou “um crime hediondo, violento, frio e calculado”. A noticia foi dada pela agência de notícias Associated Press. Bem que a justiça brasileira poderia tomá-los como exemplo, não?


Scott Ian quer ouvir Lady Gaga cantando Anthrax


Scott Ian, guitarrista da banda Anthrax, disse que gostaria de ouvir a cantora Lady Gaga cantando algo de seu grupo. “Ela é uma genuína metalhead. Gostaria de ouvi-la cantando metal. Poderia ser algo do Worship Music”. O músico disse ainda que gostaria de tê-la como convidada no próximo disco de sua banda. Gene Simmons já havia dito que gostaria de de gravar uma faixa com ela. Esperaremos para ver o que acontece. Sempre fui aberto à experimentações musicas, mas muitos fãs da cena não pensam assim...