terça-feira, 15 de abril de 2014

AC DC – Fim da banda?





Por Davi Pascale

Essa madrugada, duas notícias envolvendo o grupo australiano AC/DC chocaram os fãs de som pesado em todo o mundo. A primeira é de que a banda havia decidido por encerrar as atividades. Ninguém esperava. Haviam rumores de uma nova turnê e até mesmo de um novo álbum. E a segunda é de que a decisão havia sido tomada por conta do guitarrista Malcolm Young estar gravemente doente.

A história toda começou a partir de um depoimento de Peter Ford, radialista da estação australiana 3 AW. “Me disseram que a turnê não vai acontecer e que nunca mais veremos o AC/DC gravando ou excursionando novamente”, declarou o rapaz. Esse não foi o único comentário feito pelo profissional da imprensa. “A informação que tenho é de que Malcom Young, um dos fundadores do grupo, recentemente voltou para a Australia para viver com a família e, por motivos particulares, não quer mais continuar com a banda”. Outra rádio australiana, a 6PR, também confirmou a noticia e afirmou que o guitarrista estaria doente.

Peter Ford, ao que tudo indica, não é um jornalista muito bem visto. Muitos não levam seu trabalho a sério por conta dele ser um entertainment repórter, algo como se fosse um jornalista de fofocas. As opiniões nos fóruns de sites internacionais estavam divididas. Muitos lamentavam a notícia e muitos diziam não confiar em nada do que vem da boca de Peter Ford.

Entretanto, mais uma confirmação veio à público por meio de uma ferramenta cada vez mais utilizada entre os artistas: o twitter. Ao que tudo indica, Mark Evans, filho de Dave Evans (primeiro vocalista do AC/DC), teria escrito o seguinte post: “Malcolm Young está muito doente. Ross Young (filho de Malcolm) falou com meu pai essa manhã. Depois que a coisa se tornou pública. Sim, a banda vai acabar. Sem novos shows e novas músicas”.

Saúde de Malcom Young seria a grande razão do fim das atividades

Segundo consta, os músicos teriam feito um pacto de que ninguém mais seria substituído e, com isso, as atividades chegariam ao fim. Muitos boatos começaram a rolar em torno de sua saúde falando sobre câncer e sobre alzheimer. Darryl Mason, respeitado jornalista de rock australiano, postou que “quando o AC/DC se reuniu recentemente para ensaiar, Malcolm Young descobriu que havia esquecido como tocar, devido à um coágulo no cérebro”.

Segundo o jornalista, 3 semanas atrás o músico havia sofrido um derrame que seria a origem do tal coágulo. Em um artigo intitulado “RIP AC/DC: 1973-2014”, escreveu que “embora seus amigos tenham descrito sua condição como séria, isso não quer dizer que ele não irá se recuperar. Há pessoas que se recuperam de derrame”. Mais uma vez, afirma o final da banda, como o nome de sua reportagem entrega “Embora Angus Young seja mais famoso, AC/DC é a banda de Malcom Young. Ele começou a banda junto com George Young (ex-Easybeats) e encorajou seu irmão mais novo Angus, a se juntar à eles. AC/DC chegou ao fim”. 

Em contrapartida, o canal de noticias The Australian noticiou de que essa história não tem sentido, uma vez que o grupo teria seis semanas agendadas para a gravação de um novo álbum a partir de 1 de Maio em Vancouver. Entretanto, o plano de gravar um novo álbum havia sido noticiado por Brian Johnson em Fevereiro. Na ocasião, ele já havia dito o mês e a cidade onde seria gravado. Portanto, o estúdio poderia ter sido agendado antes de toda a confusão.

Até o fechamento dessa reportagem, a banda ainda não havia se posicionado. Dizem que a noticia será dada amanhã em uma coletiva de imprensa. Ainda tenho esperanças de que tudo isso seja boatos e de que a banda volte com tudo sem deixar pedra sobre pedra. Agora é esperar pelo posicionamento dos músicos para saber o que há de verdade nisso tudo. Se todas as informações se confirmarem, o rock n´ roll perde mais um de seus grandes nomes. Não importa o que aconteça, AC/DC já é dono de um capítulo na história do rock n´ roll. Não há dúvidas!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Rock e Futebol: uma combinação perfeita!

Por Rafael Menegueti


Enquanto pensava em um assunto para o texto de hoje, eu acompanhei as finais dos principais campeonatos estaduais de futebol, que ocorreram ontem. Então me veio a idéia: falar sobre a paixão de alguns músicos pelo esporte mais popular do mundo. E não são poucos os roqueiros que admiram o futebol. Veja aqui alguns nomes:

- Os irmãos Gallagher, que lideravam a banda Oasis, nunca esconderam seu fanatismo pelo clube inglês Manchester City, tanto que os ilustres torcedores viviam dizendo que voltariam a tocar juntos caso o time fosse campeão inglês.

Irmão Gallagher e o seu amor pelos "Blues"
- Outra banda inglesa cujos integrantes amam futebol é o Iron Maiden. O baixista do grupo, Steve Harris, alem de torcedor fanático do West Ham, também chegou a tentar a carreira como jogador durante a adolescência. Os integrantes da banda costumam jogar com amigos, inclusive durante as turnês. E eles até que mandam bem com a bola nos pés (veja vídeo abaixo), participam de campeonatos junto aos membros de equipe da banda e até vendem camisas do time para os fãs.


- Os músicos britânicos definitivamente adoram o esporte. Outro exemplo é o Deep Purple, que já chegou a gravar um clipe, da música “Perfect Strangers”, onde eles aparecem jogando futebol. E para mim, torcedor gremista, é motivo de orgulho ver que eles já usaram o manto sagrado tricolor, durante uma pelada no Brasil:


- Falando em Brasil, por aqui, a paixão pelo esporte não poderia ser menor. Talvez um dos maiores exemplos do amor do brasileiro pelo esporte venha da musica “Uma Partida de Futebol”, do Skank, que até já virou clichê quando se toca nesse assunto. Samuel Rosa, cruzeirense fanático, e seus companheiros são outros que adoram praticar o esporte. Inclusive, era possível acompanhar as feras da música batendo uma bolinha no extinto Rockgol, da antiga MTV, quem não se lembra? Sem falar em outro clássico do rock nacional sobre o tema: “Futebol, Mulher e Rock n’ Roll” do Dr. Sin.


- Alguns músicos e seus times do coração:
São Paulo: Nando Reis, Andreas Kisser (Sepultura), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Roger Moreira (Ultraje À Rigor), Nasi e Edgar Scandurra (Ira!)

Palmeiras: Max e Igor Cavalera (ex-Sepultura, Cavalera Conspiracy), Pompeu (Korsus), Branco Melo (Titãs) e João Gordo (Ratos de Porão)

Corinthians: Japinha e Badauí (CPM 22), Rita Lee, André Matos, Charles Gavin (Titãs), Paulão de Carvalho (Velhas Virgens) e Paul di’Anno

Santos: Chorão (Charlie Brown Jr.), Supla, Paulo Miklos e Tony Belotto (Titãs), Kiko Zambianchi

Flamengo: Frejat, Canisso e Digão (Raimundos), Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso) e Marcelo Yuka

Fluminense: Paulo Ricardo, Dado Villa Lobos, João Barone (Paralamas do Sucesso) e Serguei

Vasco: Erasmo Carlos, Marcelo Camelo, Jimmy (Matanza)

Cruzeiro: Samuel Rosa e Henrique Portugal (Skank)

Atlético Mineiro: Rogério Flausino (Jota Quest), Paulo Jr. (Sepultura), Haroldo e Lelo (Skank)

Internacional: Beto Bruno (Cachorro Grande), Carlos Matlz (ex-Engenheiros do Havaii) e Rafael Malenotti (Acústicos e Valvulados)

Grêmio: Humberto Gessinger, Lucas Silveira (Fresno), Tico Santa-Cruz (Detonautas) e... Ozzy Osbourne!


Ozzy durante show em Porto Alegre, com bandeira do Grêmio!

domingo, 13 de abril de 2014

Courtney Love – 10 Anos de America´s Sweetheart (2004)





Por Davi Pascale

Não parece, mas já se passaram 10 anos que Courtney Love soltou seu primeiro e – até agora – único trabalho solo. O resultado não poderia ser diferente. Não existe meio termo no mundo de Courtney Love. É o famoso ame ou odeie. E o resultado foi exatamente esse. Muitos amaram, muitos odiaram (inclusive, a própria cantora). Para variar, o disco veio cercado de polêmicas. E dava para ser diferente?

America´s Sweetheart começou a ser trabalhado em 2001, levando quase 3 anos para chegar às lojas. A sonoridade é como se fosse um best of de toda sua carreira. Oras pesado e veloz, oras mais lento com as guitarras alternando entre o som limpo e a distorção. Seus vocais continuavam os mesmos. Oras sutis e escorregadios, oras raivosos, berrados como se não existisse o amanhã.

Muitos olham com desdém para o seu trabalho por conta de sua fama de arruaceira. Há, inclusive, quem a acuse de ter assassinado Kurt. Como já havia escrito em um outro artigo por aqui, acho essa hipótese de envolvimento no suposto homicídio de seu ex-marido uma babaquice sem tamanho. Agora, essas figuras polemicas e cheias de mistério, muitas vezes são interessantes. Afinal... o que seria do rock n roll sem essas figuras emblemáticas? 

Courtney Love estava viciada em cocaína na época das gravações

 Courtney tem uma postura rock n roll, dentro e fora dos palcos, que para falar a verdade sinto falta nos artistas atuais. Lembro de ter comentado sobre essa postura apática das bandas, inclusive, enquanto assistia aos shows da última edição brasileira do festival Lollapalooza. Tudo bem, algumas bandas até tocavam direitinho. Mas onde está aquele cara que sobe aos palcos, pega o microfone e rouba a cena? Que faz você não querer desgrudar os olhos dele? A cena grunge tinha bastante disso, mas depois que os Strokes invadiram as rádios, isso tem se tornado cada vez mais raro. Sua postura no palco é imprevisível. Ela pode elogiar artistas pop, xingar artistas de rock, jogar a guitarra do nada e sair andando, levantar a blusa e mostrar os seios. Já teve até uma história de que ela havia gostado do boné que um fã estava usando em um de seus shows e fez uma troca pela calcinha que estava usando no dia. Enfim, tudo pode acontecer.

O mais legal de tudo é que ela é assim. Não é aquele personagem forjado para pagar de malvado em frente às câmeras que depois vai para casa comer sucrilhos, beber leite e comentar o programa da Oprah. Tanto que essas confusões já lhe renderam vários problemas pessoais como o fato de ter perdido a guarda de sua filha (há quem diga que ela chegou a sofrer uma overdose na frente da garota), inúmeros ataques públicos de artistas e ex-maridos. Teve ataques, inclusive, com o cara com quem estava nesse período, e que ajudou na produção do disco, Jim Barber.

As drogas também atormentaram à todos durante a gravação desse material. Um dos motivos dela não gostar do álbum se deve ao fato de que ela não acompanhou a produção do mesmo. Não acompanhou a escolha das músicas, a mixagem e nem mesmo a escolha da capa. Segundo ela mesma reconheceu mais tarde, por estar chapada de cocaína todo o tempo. A gravadora não quis ficar esperando ela se reencontrar e terminaram o álbum sem ela, atitude que deixou a cantora louca.

Courtney não gosta do álbum

Courtney Love gosta de dizer que o disco tem boas músicas, mas que a sonoridade ficou muito magra. Realmente não tem toda aquela sujeira de Pretty On The Inside, mas não é muito distante da sonoridade de Celebrity Skin, para dizer a verdade. Quem gostou daquele álbum, tem de tudo para gostar desse. Para falar a verdade, nem sei se ele pretendia voltar para aquela sonoridade suja e agressiva do debut do Hole. Eu acho que não, porque no time que ela escolheu para trabalhar nesse álbum tinham nomes que iam desde o guitarrista do MC5 Wayne Kramer até o letrista de Elton John, Bernie Taupin. Isso tudo sem citar a presença de Linda Perry (ex-cantora do 4 Non Blondes, que nesse momento já ganhava dinheiro produzindo Christina Aguilera e Pink) e de suas ex-companheiras Pet Schemel e Samantha Maloney. Ou seja, seus convidados iam do pop ao punk. Acredito que esse mistura de som pesado e, ao mesmo tempo, comercial era sua meta desde o princípio.

Entre as letras, a mais lembrada é certamente a de “But Julian, I´m a Little Older Than You”. Uma crítica à então nova cena de rock do momento. A cantora ironizava as bandas rock de garagem que ficavam desenhando visual, que subiam no palco todos engomadinhos. America´s Sweetheart é puro Courtney Love. Oras agressivo, oras calmo. Oras polêmicos, oras engraçado. E sempre espontâneo e cativante. Belo álbum!    

sábado, 12 de abril de 2014

Anette Olzon – Shine (2014)

Por Rafael Menegueti

Anette Olzon - Shine
O Nightwish é pagina virada na vida da sueca Anette Olzon. Após sua polêmica e confusa saída da banda, em 2012, ela finalmente lança seu primeiro álbum solo, deixando pra trás sua imagem ligada à banda finlandesa. “Shine” é totalmente diferente do que os fãs do Nightwish ouviram de Anette durante sua passagem nos vocais do grupo.

O disco mostra uma cantora bem apegada ao lado melódico, caminhando entre um som mais rock alternativo e passagens mais pop. Bem distante do metal sinfônico ao qual todo mundo se acostumou em ouvi-la. Logo na primeira faixa, “Like A Shadow Inside My Head”, é possível ver essa nova abordagem da cantora. Ela parece bem mais a vontade com esse estilo.

Anette tem uma excelente voz, e o disco está bem a sua cara. Leve, suave e bem produzido, com faixas cativantes e boas letras. “Lies”, primeiro single tirado desse trabalho, é um ótimo exemplo do novo estilo que Anette trás às suas músicas. A sonoridade meio alternativa, meio gótica me lembra bastante outra grande banda desse gênero, o The Gathering. Alias, imagino que esse estilo seja muito subestimado, pois são inúmeros os exemplos de ótimos artistas com essa proposta que não recebem a atenção que mereceriam.

Voltando a falar de “Shine”, o disco tem faixas que chamam a atenção pelos arranjos sinfônicos também, casos de “Hear Me” e “Invincible”, por exemplo. Em faixas como “Falling” e “Shine” a cantora investe em momentos um pouco mais rock n’roll, um pouco mais animados do que a melodia que atravessa quase todo o disco. E Anette mostra que a força de sua voz está mesmo em coisas mais simples do que o metal.

Anette está bem a vontade com seu novo estilo em "Shine"
O folk é uma das influencias mais claras desse disco, algo facilmente observado em canções como “Moving Away” e “Floating”, que tem ritmos bem interessantes. O disco como um todo é bem coeso e radiofônico, o que creio ser um enorme acerto da cantora, que leva jeito para isso. “One Million Faces” trás ao disco o momento “balada ao piano” que ele pedia. Talvez essa seja a única faixa que lembra um pouco o que ela fazia no Nightwish, mas mesmo assim, ainda bem distante. O disco fecha com a bela “Watching Me From Afar”, uma das faixas mais fortes do disco, elevada justamente pela voz de Anette.

Os fãs do Nightwish que gostavam dela deverão se sentir satisfeitos com o resultado. E os que não gostavam deveriam ouvir também, quem sabem assim parem de bobagens e reconheçam o talento da sueca. O disco pode não ser uma grande obra prima, mas é agradável, simples e, sem dúvida, coloca a cantora em um estilo o qual parece ser bem mais a praia dela. Vale a pena conferir.

Nota: 8,5/10
Status: relaxante
Faixas:

1. Like A Show Inside My Head
2. Shine
3. Floating
4. Lies
5. Invincible
6. Hear Me
7. Falling
8. Moving Away
9. One Million Faces

10. Watching Me From Afar 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Kiss: Provocações marcam premiação do Rock n Roll Hall of Fame



Por Davi Pascale

A banda mais quente do mundo finalmente foi nomeada ao Rock n Roll Hall of Fame, mas não do jeito que desejavam. Durante a premiação, os integrantes do Kiss trocaram farpas e fizeram provocações à instituição. Já era esperado tendo em vista que os músicos dividiam opinião (Paul e Gene de um lado, Ace e Peter de outro). Quem acompanhou todas as discussões da imprensa já esperava que a premiação fosse no mínimo polêmica. E foi...

Para quem não está por dentro do assunto, um breve resumo. Depois de muita polêmica e discussão finalmente os mascarados foram indicados ao Rock n Roll Hall of Fame. Todo mundo sabe que Paul Stanley não morre de amores pela premiação. Em recente entrevista à rádio WAXK FM, de Nova Iorque, starchild declarou: “É um nome bem impressionante, mas não é o Rock And Roll Hall Of Fame das pessoas. As pessoas na rua não conhecem metade das que estão lá. É um clube muito pequeno que decide quem eles querem lá dentro e quem não querem”. Sua principal mágoa é que os organizadores não permitiram que todos os músicos que passaram pela história do Kiss recebessem a homenagem. “Eles querem celebrar, com má vontade, os quatro originais. Estou celebrando 40 anos. Estou celebrando membros que tocaram na banda em álbuns multiplatinas. Um deles morreu de câncer aos 40 anos”. 

O Rock n Roll Hall of Fame tentou forçar os músicos à se apresentarem ao lado dos integrantes originais. Paul e Gene queriam se apresentar com a formação atual e convidar os integrantes originais para tocar uma musica. “Estávamos dispostos a tocar com Tommy Thayer e Eric Singer e trazer Peter e Ace para se juntar à banda, em maquiagem”. Essa não seria a primeira vez que o grupo tocaria uma musica como sexteto. No MTV Unplugged de 1995, Ace e Peter haviam tocado uma musica ao lado de Bruce Kulick e Eric Singer. Ace e Peter, contudo, não toparam a canja dessa vez e atacaram Stanley e Simmons publicamente. A atitude gerou fúria dos fãs que acreditavam que a dupla Stanley e Simmons estariam renegando o passado. Mesmo a historia não sendo bem essa. O que a dupla queria era celebrar toda a história do grupo. De 1974 à 2014. E não apenas um trecho da trajetória. A solução encontrada foi a de não se apresentar ao vivo. Comparecer somente para receber o troféu.

O primeiro a discursar foi o baixista Gene Simmons. Conhecido por suas declarações polêmicas (embora seja verdade que muita gente transforma em polemica frases que ele diz de gozação), foi bem educado dirigindo-se à Ace como guitarrista “cujo estilo de tocar foi imitado por varias gerações de guitarristas em todo o mundo” e ao Peter como alguém de estilo único. “Ninguém tem aquela ginga, aquele estilo”, brincou o linguarudo. The Demon ainda se referiu à Stanley como um irmão e agradeceu aos fãs. O mesmo não ocorreu na participação de Peter Criss.

Paul Stanley não voltou atrás e manteve suas criticas ao evento durante premiação

The Catman foi o segundo músico a participar do discurso. Em vários momentos demonstrou humildade e respeito ao dedicar o premio às pessoas que fizeram parte dos bastidores. “Gostaria de dedicar à todos os motoristas de caminhão, empresários, produtores”. Falou com enorme respeito à sua esposa Gigi e à sua irmã Donna, mas não teve o mesmo respeito com os colegas de banda “Quero agradecer ao senhor Stanley, senhor Simmons e ao verdadeiro Spaceman, Ace Frehley”. A provocação foi desrespeitosa não somente com Paul e Gene, mas também com Tommy e Eric que estavam sentados na platéia, à pedido dos dois. Como se não bastasse ainda lançou “com ou sem maquiagem, sou o único Catman”. A platéia dividiu opinião. Alguns aplaudiram, muitos vaiaram. 

Ace Frehley, considerado por muitos o melhor guitarrista do Kiss, veio na sequência. Ao contrario de Peter, fez um depoimento bem-humorado. Conhecido por suas declarações sarcásticas, conseguiu arrancar risos não apenas da platéia como dos próprios músicos. Ao declarar que havia vivido no melhor estilo “Summer of Love” fazendo uma referencia aos hippies, ao declarar que havia criado um discurso, mas não sabia se seria capaz de ler por estar sem suas lentes de contato e principalmente quando foi falar sobre estar sóbrio. "Tente ser determinado quando se tem uma diarréia".

Paul Stanley fechou a noite em clima de polêmica, mas seus ataques não foram direcionados aos músicos. Segundo o guitarrista “não poderíamos estar aqui sem eles. Tudo tem uma base no passado”. Ele aproveitou, entretanto, para ironizar e criticar a organização. “Gostaria de agradecer à Tom (Morello) que nos apresentou sem nenhuma vergonha e sem desculpas. Teve muita coragem” ironizou como resposta aos dirigentes do evento que disseram que ‘não há uma ciência exata’ quando o musico questionou o porque de não poder levar mais integrantes, sendo que vários artistas já fizeram o mesmo. O musico ainda seguiu com a provocação “As pessoas pagam pelos ingressos, compram discos. Essas pessoas escolhem quem deve ser nomeado ou não”. Era um modo dele dizer que sabia que estava ali por uma pressão dos fãs e não por reconhecimento dos jurados “Essa noite é muito especial para os fãs. Isso que é dedicação”, citou em outro momento. 

Muitos questionavam por qual razão iriam aceitar o premio se não concordavam com a política do evento. Os músicos disseram que faziam isso em respeito aos fãs que sempre quiseram ver eles lá. Faz sentido uma vez que a ideologia do Kiss é ‘damos aos fãs aquilo que eles querem’. Stanley também disse em algumas entrevistas que ficava feliz de ver que vários de seus ídolos haviam participado da premiação. E ele fez questão de fechar a noite deixando isso claro. “Olho daqui e vejo pessoas, vejo rostos que me influenciaram, que fizeram ser quem eu sou. Estou aqui esta noite por conta dessas pessoas que me inspiraram e também por conta das pessoas que eu inspirei. Deus abençoe todos vocês”. O evento será transmitido no Brasil no dia 31 de Maio pela HBO. Será que os músicos serão censurados?