quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Skid Row – Under The Skin: The Making of Thickskin (2003):



Por Davi Pascale

Under The Skin marca recomeço do Skid Row. Vídeo é curto e mostra músicos bem-intencionados, com gana de seguir em diante.

Sim, eu sei. Sebastian Bach era a cara do grupo e grande parte de seus fãs sentem sua falta. Indiscutível. Ainda assim, a trupe do Skid Row vem fazendo um trabalho digno. Se por um lado, não resgata a magia do passado; de outro, está acima do que boa parte das bandas fazem atualmente. Posso dizer isso sem medo porque tive a oportunidade de assisti-los mês passado e o show me surpreendeu.

O vocalista aqui não era nem o Tony Harnell, nem o Sebastian Bach e nem o ZP Theart. O responsável por assumir a bronca, nessa época, era o Johnny Solinger. Um vocal que sempre dividiu opiniões. Realmente, o alcance dele era um pouco mais baixo do que o dos outros caras, mas eu curtia seu trabalho vocal. Tinha um bom timbre. Meio rasgadão. Nas músicas mais pesadas, em alguns momentos, ele me lembrava o John Bush (Anthrax). Aparentemente, a intenção dos músicos era se desligar do passado. Se era isso, conseguiram. Não apenas o vocal era diferente, como a banda seguia por outros caminhos.

O show que assisti recentemente foi bem nostálgico. Me senti de volta à 1993. Parece que as músicas dessa segunda fase ficaram para trás. Claro que para nós, fãs, é genial a sensação de voltar no tempo, mas se fosse músico da banda, insistiria em alguns sons da fase mais atual. Os discos mais recentes têm boas músicas. Em especial, o Thicksin, que era o trabalho que estavam lançando nessa época.

O curta mostra a banda nesse período. Explicam a ideia do retorno, a busca pelo novo vocalista, trazem alguns trechos de shows e das gravações do então novo álbum. Apenas 2 músicas estão na íntegra – “Thick Is The Skin” e “One Light”. Clipes criados com imagem a partir da gravação do CD. Interessante!

A ideia da fita é seguir o padrão dos VHS´s dos anos 80. Ou seja, trata-se do que era chamado de homevideo. Um filme curto – nesse caso, aproximadamente 50 minutos – com depoimentos dos músicos, cenas de bastidores, filmes caseiros, cenas engraçadas. Não é um documentário realizado com a intenção de explicar a trajetória e, sim, mostrar o que a banda é naquele momento. Como o vídeo não é muito longo, acaba sendo interessante de assistir.

Era possível notar que os dias de glória, infelizmente, haviam ficado para trás. Os shows eram realizados em locais pequenos, os ensaios em lugares minúsculos. É nítido que a ideia de recomeço reapareceu em todos os sentidos. Legal que os músicos não deixaram se abalar com a situação...

A única frustração veio nos extras. A ideia é bacana. Entra uma imagem do grupo na tela, você clica em um integrante e aparece algo relacionado à aquele integrante. O mais bacana foi o do guitarrista Dave Snake Sabo com um solo inspirado no meio de “Beat Yourself Blind”. Phil Varone colocou imagens dele gravando uma música do novo álbum. A ideia é legal, mas não tem o músico indo e voltando e a linha de bateria é bem simples. Não é algo tão curioso assim. Solinger poderia ter optado por algo mais bacana do que mostrar ele cozinhando ao som de uma música mexicana. Fala sério...

Under The Skin, certamente, não tem a mesma magia de Oh Say Can You Scream ou Roadkill, mas diverte. Ainda estou esperando por um DVD ao vivo desses caras, Para assistir de forma despretensiosa...

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Agradável

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Heart – Live At The Royal Albert Hall With The Royal Philharmonic Orchestra (2016):



Por Davi Pascale

Ann e Nancy Wilson lançam novo DVD ao vivo. Misturando novas e velhas canções, as irmãs renovam o seu material ao dividir o palco com uma orquestra.

Já perdi as contas de quantas vezes a galera do Heart colocou um DVD ao vivo no mercado. Seus fãs estão muito bem abastecidos de imagem da banda. Pelo menos, em relação à essa nova fase. Esse novo vídeo ganha um diferencial ao contar com a participação da Royal Philharmonic Orchestra em metade do set. Exatamente, não é em todo o show.

As garotas abrem a apresentação com o rock “Magic Man” e, logo em seguida, chamam a orquestra ao palco. Uma pena que tenham optado por realizar apenas metade do show dessa forma. E uma pena que não tenham seguido uma sugestão do maestro. Durante um bate papo com a dupla, o rapaz sugeriu que fizessem juntos uma versão de “Stairway to Heaven”. Elas negaram porque afirmaram que já constava no set um cover do Led no bis. Caramba, essas chances não se perdem. O resultado teria ficado sensacional.

Algumas músicas ficaram interessantíssimas ao lado da orquestra. Os grandes destaques ficam por conta de “Dreamboat Annie”, “Sweet Darlin´”, “These Dreams” e “Alone”. Outra que ficou lindíssima foi a versão que fizeram de “Two”, uma canção do Ne-Yo, na voz de Nancy Wilson. Embora não seja muito comentado seus dotes vocais, a moça conta com uma ótima voz e é extremamente afinada. A música ficou lindíssima na sua interpretação.



Ann Wilson continua debulhando nos vocais. Impressionante a força que ainda tem na voz, as notas que consegue atingir. Nancy continua mandando super bem nos violões. Perceptível, principalmente, na execução de “Silver Wheels”. Não é segredo para ninguém que as duas são grandes fãs do Led Zeppelin, portanto, não me estranhou os segundos de “Babe, I´m Gonna Leave You” inseridos no meio da canção.

Como disse, elas comentaram com o maestro que tocariam um som do Zeppelin. E assim foi... A escolhida da vez foi o clássico “No Quarter” e, mais uma vez, ficou espetacular. Não sei como elas ainda não gravaram um álbum tributo ao Led Zeppelin ainda.

O setlist passa por todas as fases da banda. “Barracuda” e “Crazy On You” nos remetem aos primórdios. Antes da fase comercial que é tão conhecida aqui no Brasil. A galera que começou a se ligar nelas nos anos 80, irá delirar com “What About Love” e “These Dreams”. Também vale se ligar na já citada “Sweet Darlin´”, uma canção de Bebe Le Strange que ganhou uma nova releitura no último disco do grupo, Beautiful Broken. Ficou bem interessante. A fase mais recente é resgatada em “Mashallah” e “Sand”.

A apresentação é extremamente profissional. Os músicos que estão por trás são de primeira. A produção de palco é lindíssima. A parte com a orquestra ficou sensacional. Tem muita banda de rock que quando se aventura nesse universo, o som fica meio embolado. Com elas, isso não aconteceu. Os arranjos estão muito bem resolvidos. E, como disse, as duas estão em grande forma. Vídeo excepcional!!!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Profissional

Faixas:
      01)   Magic Man
      02)   Heaven
      03)   Dreamboat Annie
      04)   What About Love
      05)   I Jump
      06)   Sweet Darlin´
      07)   Two
      08)   These Dreams
      09)   Alone
      10)   Beautiful Broken
      11)   Mashallah!
      12)   Silver Wheels / Crazy On You
      13)   Sand
      14)   No Quarter
      15)   Barracuda
      16)   Kick It Out

Extra: Entrevista com Ann e Nancy Wilson

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Motley Crue – The End Live In Los Angeles (2016):



Por Davi Pascale

Motley Crue lança novo material ao vivo para celebrar fim de sua trajetória. Repertório é focado nos clássicos e emociona os antigos fãs.

Esse não é o primeiro álbum ao vivo do Motley Crue. Se não me engano, é o terceiro. Mesmo assim, esse ítem é indispensável na coleção dos seus seguidores. Afinal, trata-se do show de despedida dos garotos. Algo que é sempre marcante para aqueles que acompanharam o conjunto durante tanto tempo.

O repertório não é tão extenso quanto do DVD anterior, é mais enxuto. Entretanto, aquelas músicas que marcaram a carreira deles, estão quase todas aqui. O set foca no período clássico. Ou seja, entre 81-89, para ser mais específico do debut Too Fast For Love ao clássico Dr. Feelgood. Não há músicas inéditas, nem nenhuma música do trabalho que gravaram ao lado do John Corabi.

Para quem viveu os anos 80, a escolha não poderia ser melhor. Do início com “Girls, Girls, Girls” até o final com “Home Sweet Home” são vários flashes, várias lembranças. Absolutamente nostálgico!

A qualidade de gravação é ótima. Tanto a qualidade de som quanto a qualidade de imagem estão excelentes. Há algumas correções de estúdio, mas não chega a ser algo tão descarado. Os músicos optaram por deixar alguns erros. Em uma audição mais atenta, pegamos algumas atravessadas de Tommy Lee. Também fica claro a dificuldade de Vince Neil em cantar algumas músicas como “Shout At The Devil”, mas nada que tire o encanto ou que frustre.

Banda foca nos clássicos

Para aqueles que, assim como eu, tiveram a oportunidade de conferir a apresentação da banda no Rock in Rio, o DVD é uma recordação e tanto. Embora a performance seja a de Los Angeles, terra natal dos músicos, o repertório é bem similar. O show é bem parecido. Inclusive, com a participação das dançarinas. Aliás, muito bacana ver o Tommy Lee citando o show do Rio de Janeiro como um de seus momentos favoritos na turnê.

A ideia de colocar um trecho de “Mas Tequila” dentro de “Smokin´ In The Boys Room” foi genial e funcionou incrivelmente bem. Nikki Sixx e Tommy Lee ainda demonstram uma energia fora do comum. Honestamente, acho que eles ainda tinham gás para seguirem por mais alguns anos. Contudo, temos que respeitar a posição dos músicos. Na entrevista me pareceram meio desiludidos, meio cansados com a ideia de tocar as mesmas musicas toda turnê.

O CD traz o show quase que na integra. Somente os números solos foram deixados de fora. Realmente, na necessidade de ter que arrancar alguma música, essa acaba sendo a mais sensata. Não há dúvidas de que é mais divertido assistir um número solo do que ouví-lo. Principalmente, o solo de Tommy Lee com a bateria acoplada em uma montanha russa. Simplesmente animal!

Clássicos como “Wildside”, “Same Ol´ Situation”, “Looks That Kill”, “Kickstart My Heart”, “Primal Scream” e “Live Wire” soam absolutamente explosivas. Claro que há alguns momentos em que sentimos o peso da idade, principalmente nos vocais de Vince Neil, mas estão longe de soarem uma banda sem gás, decadente, em estágio final. Pelo contrário, estão com uma ótima energia. O final com "Home Sweet Home" sendo executada em um palco no meio da galera é, no mínimo, emocionante.

The End – Live In Los Angeles é um trabalho essencial não somente na coleção dos fãs de Motley Crue, mas na coleção dos fãs de hard rock em geral. Divertido, nostálgico, para cima, em uma expressão: rock n roll. Indispensável!

Nota: 10,0 / 10,0
Status: Espetacular

Faixas:
      01)   Girls, Girls, Girls
      02)   Wildside
      03)   Primal Scream
      04)   Same Ol´ Situation
      05)   Don´t Go Away Mad
      06)   Rock n Roll Party II / Smokin´ In The Boys Room
      07)   Looks That Kill
      08)   Mutherf***** Of The Year
      09)   In The Beginning / Shout At The Devil 
      10)   Louder Than Hell
      11)   Drum Solo*
      12)   Guitar Solo*
      13)   Saints Of Los Angeles
      14)   Live Wire
      15)   T.N.T / Dr. Feelgood
      16)   Kickstart My Heart
      17)   Home Sweet Home
      18)   Interviews With Motley Crue*
      19)   Nikki´s Flamethrower Bass*
      20)   Tommy´s Drum Rig*

*Material presente somente no vídeo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Busic – Busic (2016):



Por Davi Pascale

Irmãos Busic lançam nova banda. Álbum de estreia aposta em um hard rock mais simples com letras em português e traz Ivan arriscando um pouco mais nos vocais.

Quem acompanha a cena de rock n roll do Brasil de perto certamente já ouviu falar no Dr. Sin. O trio paulista dividiu palco com inúmeros ícones do rock, emplacou algumas músicas nas rádios, além de ser uma referência direta para 9 entre 10 músicos do nosso país. Infelizmente, o trio chegou ao fim sem ter o reconhecimento que mereciam. Mesmo assim, os músicos não baixam a cabeça. Ivan e Andria acabam de soltar o debut de sua nova banda, Busic.

A ideia de utilizar o sobrenome dos líderes como nome do novo conjunto pode não agradar à algumas pessoas, mas é uma pratica comum. Bon Jovi fez isso, Van Halen fez isso. Então... por que não?

Aqueles que acompanharam o Dr Sin de perto irão encontrar diversas referências do antigo grupo por aqui. Inclusive, no trabalho de guitarra. Não que o cara soe uma cópia, mas algumas passagens são bem a cara do trio. Hard Alexandre faz parte da cena desde os anos 90, tendo passado por grupos como Alligator e Madgator, e suas influencias não são muito diferentes das influencias de Edu Ardanuy. Fissuradaço em Eddie Van Halen e Yngwie Malmsteen, bom já deu para sacar né? Zeca Salgueiro também é macaco velho. Conhecia ele do Mundo Cão. Inclusive, para quem não sabe, o Ivan foi quem gravou a bateria do CD do Mundo Cão. Portanto, colecionadores, corram atrás.

Ivan e Andria lançam nova banda.

Assim como acontecia nos tempos do Dr, Ivan e Andria dobram a voz em diversos versos. Algo que ocorre já na faixa de abertura “Ação e Reação”. Embora as guitarras estejam um pouco mais sujas, o som do grupo está um pouco mais acessível, estão explorando menos quebradas de tempo, por exemplo. Não é muito difícil sacar suas referências. “Eu Acredito em Você” traz um riff de guitarra bem inspirado em “Keep Yourself Alive” (Queen). A introdução de bateria de “O Bom e Velho” remete diretamente à “Everybody Wants Some” (Van Halen). Sem contar na versão em português de “Closer To The Heart” (Rush), aqui com o nome de “Junto Ao Coração”. E... ah, sim, o trabalho de violão de “SOS Amanhã” é Pink Floyd total.

Andria Busic se destaca bastante no álbum, tanto pelo incrível trabalho vocal, quanto pelas sempre criativas linhas de baixo. Ivan está se arriscando um pouco mais nos vocais, provavelmente ganhou um pouco mais de confiança após ver seu álbum solo – Rock And Road – ganhar um ótimo reconhecimento. A que mais gostei, dentre essas onde ele se arrisca mais no vocal, foi “Na Estrada” com uma pegada meio southern nos versos. Outra canção que foge do estilo tradicional dos músicos e achei espetacular foi a balada “Máquina do Tempo” que traz um arranjo bem 50´s.

Quem já curte os trabalhos anteriores dos irmãos – principalmente Dr. Sin e Taffo – pode ir sem medo de ser feliz. Tente ouvir “Perigo” e não se recordar do Dr.... Quem nunca foi atrás, já passou da hora de dar uma chance aos rapazes. Esses caras sempre entregaram trabalho de primeiro nível e não é diferente aqui. Arrisque!

Nota: 8,5 / 10,0
Status: Ótimo

Faixas:
      01)   Ação e Reação
      02)   Fúria Cega
      03)   Só o Tempo Vai Dizer
      04)   Escrava do Medo
      05)   Eu Acredito Em Você
      06)   Na Estrada
      07)   Canção Para Julie
      08)   Cilada
      09)   SOS Amanhã
      10)   Perigo
      11)   Por Trás da Glória
      12)   Máquina do Tempo
      13)   O Bom e o Velho
      14)   Junto Ao Coração (Closer To The Heart) 
      15)   Nossa Terra

domingo, 18 de dezembro de 2016

Noticias do Rock



Por Davi Pascale

A todo momento, surge uma noticia nova. Continuo hoje com o resumão do que rolou de mais especial nos últimos dias. Confira a seguir...


Mais shows são confirmados para 2017



Além de Ace Frehley e King Diamond, outros artistas já anunciaram que farão shows em nosso país no próximo ano. Alguns já estão com ingresso à venda, inclusive. São eles; Pretty Reckless, Tarja, Sting, James Taylor, Elton John, Slayer, Evanescence e Bryan Adams. Haja grana…


Guns n´ Roses no Rock in Rio 2017



Roberto Medina jurava de pé junto que não convidaria mais Axl Rose para seu festival, mas todos sabiam que se um dia voltasse o Slash, o cara cederia. E assim foi, já foi confirmado que Guns n´ Roses, Billy Idol e Bon Jovi estarão de volta ao Rock In Rio no próximo ano. É comum que grandes nomes do rock aproveitem sua vinda ao festival para excursionarem em nosso país. Será que teremos mais uma minitour dos caras em nosso país? Difícil, mas nunca diga nunca...


Toldo do clube CBGB é vendido por 30.000 dólares


Drew Bushong, ex-gerente do lendário CBGB, leiloou o toldo no Sotheby´s. A informação foi dada pelo Village´s Voice. Vale lembrar que esse não é o toldo original. O primeiro toldo foi roubado pela banda punk Jodie Fosters Army, após um show que realizaram lá nos anos 80. Esse que foi leiloado ficou no local de 1988 à 2000.

Green Day produzirá documentário punk

 
Ainda existem muitas pessoas que não aceitam que grupos como Green Day e Offspring sejam rotulados como punk. Isso não foi impedimento, contudo, para que o grupo de Billie Joe Armstrong resolvesse entrar de cabeça na cena. No ano que vem, será lançado Turn It Around: The Story Of East Bay Punk. O longa fala sobre a cena punk do norte da California (EUA) e conta com depoimentos de grandes nomes como Jello Biafra, Fat Mike (NOFX), Rancid, entre outros. A produção fica a cargo do trio.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Notícias do Rock

E o mundo do rock continua a todo vapor. Fique por dentro das principais novidades.


Por Davi Pascale           
                                                                                                                  

King Diamond no Brasil: ingressos a partir de segunda-feira




Nessa segunda, dia 19, abre para venda os ingressos do King Diamond no Brasil. Essa é a primeira vez que o musico vem ao país com seu show solo completo (na histórica apresentação do Monsters of Rock 1996 tocaram por 30 minutos apenas). O show promete ser bem especial, já que o artista promete tocar o clássico Abigail na íntegra. Os valores variam de R$300,00 à R$500,00 por pessoa (inteira). Os ingressos serão vendidos no site www.ticket360.com.br.  


Deep Purple divulga musica de seu próximo disco




Infinite chegará às lojas em 7 de Abril de 2017. Contudo, o Purple acaba de soltar, em primeira mão, uma musica de seu próximo álbum. A faixa traz um ‘q’ de volta às raízes com algumas passagens que remetem ao clássico “Pictures of Home”. Confira a seguir...


Ace Frehley de volta ao Kiss?




Sim, a novela continua. Aquela velha história... Paul Stanley e Gene Simmons negam até a morte. Eddie Trunk bota lenha na fogueira dizendo estar tudo acertado para o retorno ano que vem. Segundo o apresentador, ele estaria voltando para uma turnê de despedida. Em Novembro, por outro lado, Paul Stanley declarou que o Kiss solta novo disco de inéditas em 2017 e que renovaram o contrato com a Sixthman para realizaram cruzeiros até 2020. Ace declarou agora que recebeu um telefonema de Gene Simmons, onde o linguarudo dizia que iria assisti-lo em Janeiro e gostaria de reencontrá-lo. Foi o suficiente para a internet pegar fogo novamente. Aguardemos os próximos capítulos...


Nine Inch Nails lançará novo EP




Exatamente! Nine Inch Nails lançará um novo EP no dia 23 de Dezembro. Atendendo pelo nome de Not The Actual Events, o disco conta com 5 faixas gravadas pelo seu líder Trent Reznor e seu companheiro de longa data Atticus Ross. O material estará disponível nas plataformas digitais e poderá ser comprado em vinil no site oficial da banda.


Marillion lançará álbum ao vivo em Janeiro





Dia 20 de Janeiro de 2017, será lançado pela Ear Music, o novo álbum ao vivo do Marillion. O material que chegará às lojas em CD, DVD e Blu-ray foi gravado em 2015 na Marillions Weekend e traz o grupo interpretando, na íntegra, seu álbum Marbles (2004). O trabalho recebe o nome de Marbles In The Park.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Rolling Stones – Blue & Lonesome (2016):



Por Davi Pascale

Novo álbum dos Stones traz os músicos de volta ao blues. O material agrada, mas não tem a mesma força dos discos que fizeram no passado.

Não sou de ficar comparando, em termos de qualidade, o que os músicos fazem hoje com o que fizeram no passado. Claro que quando se trata de um ícone, minha expectativa é maior, por razões óbvias. Mas procuro não ficar comparando aos trabalhos clássicos. Por uma simples razão, todo mundo tem seu auge criativo. E também, tem alguns poucos artistas onde os músicos já fizeram tanto pela cena, que não devem mais nada à ninguém. O Rolling Stones certamente se enquadra nessa lógica, mas quando se trata de um disco volta à raiz, é muito difícil nos desligarmos do que fizeram antes. A comparação acaba sendo inevitável.

Para quem começou a ouvir musica nos anos 80, talvez a lembrança mais antiga do grupo britânico seja a de Mick Jagger fazendo suas dancinhas no clipe de “Start Me Up”. Entretanto, quem conhece a carreira deles um pouco mais à fundo, sabe que começaram tocando canções de blues. Entre eles; Willie Dixon e Jimmy Reed. Com o tempo, foram inserindo novos elementos no seu som, compondo mais, até que se tornaram a eletrizante e inconfundível banda que conhecemos.

Blue & Lonesome é um resgate dos primeiros anos da trupe de Jagger/Richards. Ou seja, é um álbum de blues. Contudo, o material não tem a mesma força de seus primeiros LP´s. Várias gravações de seus primeiros discos tornaram-se clássicos – como “I Just Want To Make Love To You” ou “Little Red Rooster” – e, honestamente, não vejo nenhuma música desse trabalho tornando-se um clássico no futuro. Obviamente, está muito bem gravado e muito bem executado, mas falta a famosa faixa de destaque.

Para compor o repertório, mais uma vez, recorreram aos seus heróis de infância. A maior parte vem de Little Walter, Howlin´ Wolf e Willie Dixon. O álbum foi produzido por Don Was (renomado produtor que já trabalhou com grandes nomes como Iggy Pop, Roy Orbison e Ringo Starr), além da dupla Jagger/Richards. Para quem não sabe, Glimmer Twins é um pseudônimo da dupla. Don já havia trabalhado com o grupo no (ótimo) Voodoo Lounge. A sonoridade é bem resolvida, mas apostaram em uma mixagem moderna. Os arranjos são old school, a timbragem e produção, não.

Mick Jagger está cantando incrivelmente bem. Charlie Watts entrega sua bateria típica. Simples, porém rapidamente reconhecível. A dupla Keith Richards e Ron Wood continua funcionando que é uma maravilha. O baixo ficou, mais uma vez, nas mãos do ultra-competente Darryl Jones. Qualidade é o que não falta.

O que me frustrou um pouquinho foi realmente o repertório escolhido. A escolha de canções não me empolgou. As minhas preferidas ficam por conta de “Everybody Knows About My Good Thing”, “Ride´Em On Down” e “Just Like I Treat You”. Essas são as que trouxeram um pouquinho da velha magia de volta, mas ainda assim não me fazem querer ligar o aparelho no último volume, saca? Em resumo, trabalho agradável, mas esperava mais. Mesmo!

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   Just Your Fool
      02)   Commit a Crime
      03)   Blue And Lonesome
      04)   All Of Your Love
      05)   I Gotta Go
      06)   Everybody Knows About My Good Thing
      07)   Ride ´Em On Down
      08)   Hate To See You Go
      09)   Hoo Doo Blues
      10)   Little Rain
      11)   Just Like I Treat You
      12)   I Can´t Quit You Baby