domingo, 27 de novembro de 2016

Prince – Hit n Run Phase One (2015):



Por Davi Pascale

Derradeiro álbum de Prince demonstrava um artista atualizado em termos de arranjo. Hit n Run trazia o som do cantor para o presente.

Prince foi um dos artistas mais talentosos do universo pop. Criativo, inquieto, excelente músico, excelente cantor, performático. Um tanto egocêntrico, assim como acontecia com (quase) todo artista genial. Sim, podemos usar o termo para o rapaz sem soar exagerado ou forçado. Sem duvidas, era um artista único.

Dono de uma discografia enorme, o músico perfeccionista brincava como ninguém com elementos do funk, do pop, do hip hop, do dance, do rock. Misturava tudo sem dó. Sem medo de ser criticado, nem de ser ousado. Hit n Run segue essa cartilha...

“Million $ Show” abre o álbum relembrando trechos de “1999” e “Let´s Go Crazy”, antes de cair em uma levada R&B contemporânea que poderia ter sido utilizado em qualquer álbum da Beyonce. A inconfundível voz de Prince dá as caras em “Shut This Down” com um trabalho de teclado remetendo à sonoridade de discoteca. “FallInLove2Nite” é outra que poderia ser utilizada nas pistas de dança.



“Like a Mack”, dueto com Curly Fryz é uma faixa que marca bem essa modernização do seu som. Entretanto, o grande momento do disco é a balada “This Could B Us”, com uma linha vocal deliciosa, onde o músico voltava a explorar seu famoso falsete.

Prince era um artista completo. Nas apresentações, tinha o público na palma de suas mãos. Mesmo o jornalista mais carrasco abaixava a cabeça e enfiava o rabinho entre as pernas quando estava em sua frente. Em suas entrevistas, por exemplo, não permitia que gravassem a conversa. O repórter tinha que anotar tudo no papel. Todos obedeciam sem reclamar.

Além de compor, produzir e cantar, o músico tocava guitarra como poucos. “HardRockLover” resgata um pouco do seu talento nas seis cordas, embora no passado já tenha feito algo mais impressionante no instrumento. Há algumas bola fora no disco. “X´s Face “ soa sem sal, enquanto “Mr. Nelson” é um tanto confuso.

O músico volta a acertar a mão na reta final com “1000 X´s & O´s” e principalmente na balada “June” que conta com uma linha de voz que remete bastante ao trabalho que fazia nos anos 80 e 90, época em que marcou toda uma geração com clipes marcantes e faixas/trabalhos emblemáticos.

Hit n Run Phase One, certamente, não é seu melhor trabalho, mas é um disco que não merece passar batido. Prince demonstrava antenado com o presente, enquanto mantinha suas veias do passado. E, como era de se esperar, a qualidade de gravação e execução é impecável.

Nota:  8,0 / 10,0
Status: Nostalgia modernizada

Faixas:
      01)   Million $ Show
      02)   Shut This Down
      03)   Ain´t About 2 Stop
      04)   Like a Mack
      05)   This Could B Us
      06)   FallInLove2Nite
      07)   X´s Face
      08)   HardRockLover
      09)   Mr. Nelson
      10)   1000 X´s & O´s
      11)   June

sábado, 26 de novembro de 2016

Notícias do Rock

Fique por dentro das últimas notícias do mundo do rock. Lançamentos, curiosidades, enfim os principais acontecimentos da cena dentro e fora do Brasil. Confira, a seguir...

Por Davi Pascale


Queen + Adam Lambert solta DVD ao vivo

Essa, talvez seja uma das reuniões mais polêmicas dos últimos tempos. Mesmo assim, ao menos um registro ficará para posteridade. Existem boatos sobre um possível álbum de inéditas, assim como fizeram com Paul Rodgers alguns anos atrás. Enquanto não se confirma, o grupo de Brian May solta um DVD ao vivo. Queen + Adam Lambert Live In Japan chegará às lojas no próximo mês, em vários formatos. Confira um trailer...





Irmãos Busic lançam nova banda




Infelizmente, o Dr. Sin encerrou as atividades. Os irmãos Busic, contudo, já anunciaram uma nova banda. Andria e Ivan se unirão à Zeca Salgueiro (Mundo Cão) e Hard Alexandre (Madgator) em um novo projeto chamado apenas Busic. Ao que tudo indica, os músicos continuarão apostando no hard rock, com maior ênfase nas letras em português. O debut já está perto de ser lançado. Aguardando ansiosamente...


Foreigner lança novo clipe

O Foreigner acaba de lançar um álbum 10” pela Record Store Day. O disco foi lançado pela Rhino e apresenta 4 faixas. “Feels Like The First Time” e “Long , Long Way From Home” em suas versões clássicas. Uma versão ao vivo de “Jukebox Hero” e uma versão inédita de “The Flame Still Burns”. Mick Jones havia escrito essa música para o filme Still Crazy (no Brasil, Ainda Muito Loucos), que era interpretada por uma banda fictícia. Essa, contudo, é a primeira vez que o Foreigner faz um registro da canção. Confira o clip a seguir...




Mansão de Elvis Presley está à venda




A mansão, que pertenceu ao rei do rock no fim dos anos 60, está à venda pelo valor de U$30.000.000,00. A casa de 4.800 metros quadrados está localizada no bairro Trousdale Estades, em Beverly Hills (California), tem vista para o mar, e fica em uma área repleta de celebridades. Vai encarar?


Elton John se nega à se apresentar durante a posse de Donald Trump





Donald Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos. Dono de opiniões fortes, a escolha por Trump tem desagradado à muitos. Inclusive, no universo artístico. Depois de Vince Neil cancelar sua apresentação (“Como os republicanos ganharam, fomos desconvidados”), agora é a vez de Elton John negar o convite. Anthony Scaramuci, conselheiro de Trump, havia declarado publicamente ao BBC que o musico se apresentaria na posse. Porém, os representantes de Elton John já vieram à publico declarando que não há a mínima possibilidade do músico participar do evento. Essa briga, pelo visto, vai longe...

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Pretty Reckless – Who You Selling For (2016):



Por Davi Pascale

Grupo de Nova Iorque lança novo álbum. Disco traz uma sonoridade mais sombria e aposta em maior variedade de arranjos.

E eis que Pretty Reckless chega ao seu terceiro trabalho. Embora seja um bom disco, é até o momento o menos empolgante em sua (ainda) curta discografia. Taylor Momsen fez, mais uma vez, um ótimo trabalho vocal, mas a banda está com uma sonoridade mais para baixo. Em alguns momentos, funciona bem; em outros, nem tanto.

Algo que precisamos aplaudir é a coragem dos músicos de saírem do território comum. Who You Selling For não é uma simples continuação de Going to Hell. Os músicos estão ousando mais, buscando novas referências. Passam aqui pelo hard rock, o rock alternativo, o country, o blues.

“Hangman”,faixa que abre o disco, traz uma vocalização meio Alice In Chains. Aquele trabalho vocal arrastado e dobrado que a turma de Jerry Cantrell tanto adora. Essa é meio que uma marca do novo trabalho. Ele está mais sombrio.

Nas faixas mais pesadas, funciona bem. “Living In Storm” resgata as guitarras do grunge, nos remetendo um pouco ao debut da banda. “Prisoner” nos leva de volta ao Going to Hell ao misturar palmas e guitarras distorcidas, brincadeira que já haviam realizado na faixa “Heaven Knows”, com o diferencial que a musica do novo álbum traz uma vocalização mais bluesy.



A pegada blues também surge com força em “Back To The River”. Com a participação de Warren Haynes (Gov´t Mule), a canção aposta em uma sonoridade meia blues, meia southern. A linha vocal é um mix de Paul Rodgers com Ronnie Van Zant. Embora tenha uma ótima voz, a participação de Haynes fica restrita à guitarra solo. Que, por sinal, ele arregaça.

“Oh My God” e “Wild City” empolgam, enquanto “Mad Love” deve causar estranheza em uma primeira audição por conta de sua linha de baixo e bateria meio dançantes. Ainda assim, é uma canção agradável. O grande problema desse disco são as baladas e tem bastante delas por aqui.
    
Essa pegada meio sombria, meio arrastada nas baladas faz com que soem monótonas, sonolentas. Um bom exemplo seria “The Devil´s Back” ou ainda em “Bedroom Window” que, apesar de curta, soa sem sal. De todas as baladas do disco, a única que me cativou foi “Take Me Down. Mais para cima, mais roqueira.

Os fãs, muito provavelmente, irão ficar satisfeitos com o novo CD. Para quem nunca ouviu nada deles antes, recomendo começar com os 2 primeiros álbuns. Em suma, é um trabalho bom,mas não espetacular....

Nota: 7.0 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   The Walls Are Closing In / Hangman
      02)   Oh My God
      03)   Take Me Down
      04)   Prisoner
      05)   Wild City
      06)   Back To The River (c/ Warren Haynes)
      07)   Who You Selling For
      08)   Bedroom Window
      09)   Living In The Storm
      10)   Already Dead
      11)   The Devil´s Back
      12)   Mad Love

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Kiss Kruise VI – Pt II:

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Continuo hoje a contar toda a aventura que vivi no cruzeiro do Kiss. You wanted the best, you got the best…
Por Davi Pascale
Fotos: Davi Pascale, Convidados do Cruzeiro (foto minhas com os artistas. Valeu, galerinha)
Publicado originalmente no site Consultoria do Rock
6 de Novembro. Chega a primeira parada do cruzeiro: Cozumel, na área do Mexico, mais precisamente na área de compras. Andei em todo o lugar, dei uma andada na cidade, mas procurei não ir muito longe. Estava sozinho, se me perdesse, estava ferrado. Não teria para quem recorrer. Não comprei nada, apenas dei uma volta e aproveitei para almoçar. Nessas paradas, todas as atividades do navio deixam de funcionar. Então se não fizesse agora, teria que esperar até perto das 17h. Comi no Hooters. Ambiente bem bacana, comida boa, garotas lindas. Uma cena curiosa foi encontrar Chip Z´Nuff andando no shoppinzinho com o mesmo visual dos shows. Ou seja, chapéu e óculos gigantes na cara. Vários funcionários foram pedir foto com o cara. Até agora não sei se pela música ou se pelo visual extravagante. Umas 14:30h já voltei para o navio e fiquei por lá. Estava programado para sair às 15:30h.
Nesse mesmo horário, estava programada a apresentação do Whitford/St Holmes. Nada mais, nada menos do que Brad Whitford do Aerosmith e Derek St Holmes da banda do Ted Nugent. A dupla havia gravado um álbum em 1981 e voltaram a se reunir no ano passado. Show absurdo!!!! Brent Fitz arrebenta, Brad Whitford rouba a cena diversas vezes e St Holmes canta incrivelmente bem. O set trouxe algumas musicas de seus dois álbuns e alguns clássicos do Aerosmith como “Last Child” e “Train Kept a Rollin”. Nessas, quem assumiu o vocal foi o tecladista Buck Johnson, atualmente também um musico da banda de Steven Tyler. Sim, o rapaz se saiu bem.
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Depois da apresentação, Brad Whitford atendeu as pessoas para fotos e autógrafos. Sendo fã do Aerosmith desde criança, obviamente não perdi a chance.
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Fim do show. Hora de dar uma descansada. Dei mais uma volta pelo navio, comprei a foto que tinha feito no embarque e um álbum para colocá-la, dei mais uma passada na loja de merchandising. No primeiro dia de loja, haviam apenas camisetas e algumas fotos do Kiss, depois chegaram mais coisas. O Kiss permitiu que os demais artistas também colocassem seus produtos a venda. CDs, DVDs, camisetas, o que quer que fosse. Comprei alguns álbuns que não tinha ainda do Enuff Znuff, do King´s X e afins.
21h! O quarteto mascarado iniciaria sua primeira apresentação no teatro. Como o espaço não comporta todos, a banda faz duas apresentações e na compra do cruzeiro você deve optar qual noite você quer assistir. Não é permitido comprar para as duas noites. Optei pela segunda porque as opções de lugar estavam melhores. Sim, é com lugar marcado… Para aqueles que esperariam a noite seguinte, meu caso, os músicos fizeram uma transmissão por telão na área conhecida como Atrium. Fui lá conferir. Apenas uma câmera estática, porém com uma ótima qualidade de som. O mais louco de tudo é que na hora da chuva de confetes em “Rock n Roll All Nite”, caía confete na área do telão também kkkk. Paul Stanley estava com a voz um pouco mais forte do que tem apresentado nos últimos tempos e o set trouxe algumas raridades como “Keep Me Comin´”, “Rock n Roll Hell”, “Radioactive” e “Wouldn´t You Like To Know Me”, além de alguns clássicos já esperados como “God of Thunder”, “I Love It Loud”, “Detroit Rock City” e “Love Gun”. Showzaço!
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Terminada a transmissão fiquei por lá para conferir, mais uma vez, o Skid Row. Havia perdido o início da outra apresentação. Queria ver um show do início ao fim. Muito legal!! O set foi praticamente o mesmo do show anterior, mas o lugar tem uma pegada mais intimista. Vi eles ainda mais de perto e consegui conversar rapidamente com Scotti Hill no final da apresentação. Para mim, pelo menos, que assistia Oh Can You Say Scream em VHS sem parar, experiência hiper bacana.
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Fim do show do Skid Row, fui dormir. No dia seguinte teria uma atividade logo cedo com ninguém mais, ninguém menos do que mr. Gene Simmons.
7 de Novembro. O navio aportou em Grand Cayman às 10h. Demoraria para descer dele, contudo. Afinal, faria uma masterclass com Gene Simmons às 10h30. Simplesmente memorável. O baixista do Kiss comenta sobre algumas histórias de bastidores do rock (o conhecimento do cara é absurdo) enquanto te ensina a compor uma musica. 16 alunos, fui um deles, juntam-se a ele para compor uma musica inédita. Ele fica na guitarra, os alunos no baixo, e ele vai orientando o que fazer no baixo e dando ideias de composição. Como uma boa parte dos participantes não são baixistas, muitos não são sequer musico, ele orienta em tocar com as cordas soltas, os famosos acordes. Ele cria um riff na guitarra e vai dando dicas de como criar ideia de letras, vocalização, etc. Nesse meio tempo, vai soltando varias curiosidades. Sobre suas criações com o Kiss, criações de outros artistas que ele teve a oportunidade de presenciar (Stevie Nicks, Elton John…) O evento durou perto de 2 horas. Realmente, inesquecível!!!
Terminada a aula, desci do navio e fui andar um pouco no Grand Cayman. Mais uma vez, não fui longe demais para não correr o risco de me perder. Mais uma vez, não comprei nada. Só dei uma volta, almocei e retornei ao navio. Dessa vez, almocei no Hard Rock Café. Ambiente agradável, mas bem menor do que o de Miami. O cardápio é praticamente o mesmo. Curiosamente, várias musicas do Kiss estavam tocando na lanchonete.
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Voltei para o navio às 16h. Nesse dia, ele sairia às 17h. Aproveitei para dar uma descansada e curtir um pouco o cruzeiro. Admirei um pouco a paisagem. Dei mais algumas voltas. Assisti um trecho do Cleveland´s Breakfast Club. Uma banda cover. O guitarrista deles é o guitarrista que acompanha a Taylor Swift em turnê. O cara tocando Van Halen é de cair de joelhos. Às 21h seria minha vez de ver o Kiss. Dessa vez, do lado de dentro do teatro. Logo que entrei, notei que Shannon Tweed, esposa do Gene Simmons, estava no local. No andar superior, mas na mesma direção da minha poltrona. Em determinado momento, ela começou a jogar algumas palhetas do Gene Simmons. Impressionante como a galera se mata para conseguir pegar uma palheta, é como se tivessem encontrado um pote de ouro. Como estava próximo, algumas vieram em minha direção e uma delas caiu no meu colo, guardei comigo, é claro.
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O teatro é extremamente aconchegante. Ótima visualização e som perfeito. O show foi basicamente o mesmo da noite anterior. Mais uma vez, Paul Stanley estava acima da média. De diferente, apenas o bis quando trocaram “Strutter” por “Deuce”. Dei graças a Deus que não trocaram as raridades. Estava louco para conferir “Wouldn´t You Like To Know Me”, “Keep Me Comin´” e “Radioactive” de perto e consegui. Nessa edição, o tema era o Creatures Of The Night. Para celebrar, fizeram uma replica do tanque que utilizaram na excursão que passou pelo Brasil. Paul e Gene usaram as mesmas roupas da época. Tommy usou o visual que o Ace Frehley estava na época (ele não gravou o disco, nem participou da turnê, mas participou do clipe de “I Love It Loud” e de alguns programas de TV). O único senão é que Eric Singer continuou com o visual de catman e, nessa época, o baterista era o Eric Carr. Poderia ter revivido o personagem em homenagem ao falecido músico. O show, contudo, foi fantástico!
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Mais uma vez, sem pirotecnia e sem os números solos. Os músicos entram andando no palco, pegam seus instrumentos e mandam som atrás de som. Terminado o show do Kiss, corri para a área da piscina. Iria rolar o show do Dead Daisies. Banda que estava muito afim de assistir e não havia conseguido ainda. Antes, rolou o Creatures Costume Fashion Show, um evento onde vários fãs subiam ao palco caracterizado como algum integrante do Kiss. Pintou até um Vinnie Vincent por lá… Tinha uns figuraças…
Na hora de começar o show, John Corabi sobe no palco e avisa. “Estão prevendo chuva, portanto estamos transferindo nosso show para o Atrium. Assim que a banda que está lá, encerrar sua apresentação, nós entraremos. Caso contrário, corre o risco de eu ter que interromper o show depois de 2 ou 3 músicas. Espero vocês por lá”.
E assim foi… Corri para lá. Estava rolando a apresentação do The Dives. Banda do filho do Paul Stanley. Paul estava escondido atrás das caixas assistindo o filho. Conforme prometido, o Dead Daisies veio na sequencia. Show devastador. Para mim, foi puxado porque acordei cedo para fazer a atividade com o Gene Simmons, e por conta da mudança, o show começou tarde, mas mesmo assim fiquei até o fim. Brian Tichy fez um numero solo em cima do solo do Peter Criss. Marco Mendoza roubava a cena girando com o seu baixo. Doug Aldrich é um verdadeiro monstro. John Corabi está cantando muuuuuito. O repertório foi focado em cima do último álbum Make Some Noize, mas trouxe também algumas músicas de Revolución, além de alguns covers. Desses, o que mais me impressionou foi a versão de “Helter Skelter” (Beatles). John Corabi cantando isso é mortal.
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Terminada a apresentação, fui pro quarto, precisava dormir algumas horas. No dia seguinte teríamos mais momentos marcantes… E, ah sim, fui surpreendido com mais alguns brindes do Kiss em cima da minha cama. Entre eles, um LP exclusivo com o encarte assinado à caneta pelos 4 integrantes da banda. Genial!
Dia 8 de Novembro. Acordei cedo e fui dar uma espiada na partida de bingo com o Enuff Znuff. Achei as cartelas caras, acabei não participando. Só assisti um pedaço. Realizaram dentro do teatro. Por ser uma atividade com a banda, teria feito diferente. Algo mais próximo dos músicos, mais intimista. Afinal, essa é a graça de se participar da atividade com um musico. Não comentei nada, fiquei quieto, guardei minha opinião para mim. Cumprimentei toda a banda antes de sair do teatro. Tinha falado apenas com Chip.
Em seguida, fui para o deck principal conferir o show do Magnetico. Meio difícil chegar lá porque o Paul Stanley estava para chegar dentro da área de onde ele vendia suas pinturas, para assinar os quadros de quem havia adquirido. E ficava bem no trajeto. Como já o havia conhecido e já havia assinado minhas coisas com ele, não fiquei esperando por ele, fui pro show. O líder do Magnetico é um musico chamado Rafael Moreira. Musico brasileiro que ganha a vida no exterior. Já se apresentou com o Rockstar Supernova, gravou DVD com o Paul Stanley, excursionou com Christina Aguilera e Pink. Comprei os CDS dele no cruzeiro, não ouvi ainda. Embora contem com poucos músicos, fazem um trabalho pesadinho. Trabalho bem feito. 3 músicos no palco e muito bem executado.
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Terminada a apresentação corri de volta para o Atrium para assistir um trecho do Paul Stanley´s Pizza Contest. Varias pessoas se inscreviam para participar e essas seriam selecionadas por sorteio. Ali, Paul, que gosta de cozinhar no tempo livre, prepararia algumas pizzas para os convidados. Transmitiram o evento por telão. Assisti um pedaço e fui almoçar.
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Retornei ao deck de onde assisti um pedaço de mais uma apresentação do Kings X. Antes de subirem no palco, troquei algumas rápidas palavras com Ty Tabor e Doug Pinnick. Encontrei com eles no caminho do restaurante. Ambos, bem simpáticos.
Corri mais uma vez para o Atrium onde transmitiriam outra atividade com convidados selecionados por sorteio. Dessa vez, Are You Smarter Than a Rock God w/ Gene Simmons. As pessoas sorteadas disputariam conhecimento com o baixista. Os temas variavam entre conhecimentos gerais, musica em geral, filmes e Kiss. Assisti apenas um pedaço para ver como funcionava a dinâmica. E, bah… a pergunta final, que ninguém sabia a resposta, eu sabia responder. hehehe
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16:15. Era a vez do Special Guest. Muitos acreditavam que seria uma apresentação do Ace Frehley, mas quem subiu ao palco foi o Nick Simmons, filho de Gene. Mesmo esquema da Sophie. Ele na voz, um violão e um baterista. No repertório; Led Zeppelin, Joe Cocker, The Doors… Tem uma voz bacana, mas achei algumas de suas escolhas ousadas demais. Um momento curioso foi quando Evan Stanley subiu ao palco para tocar junto com ele. Bacana ver os dois juntos. No mínimo, curioso.
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Fim da apresentação, continuei ali. Afinal, iria rolar o Kiss Q&A. Durante alguns dias, os fãs enviaram perguntas para a banda e depois foi realizada uma votação para eleger as 20 melhores. Nesse momento, toda a banda iria ao palco para respondê-las. E as perguntas seriam feitas por quem as criou. Paul Stanley, demonstrou ser o mais pé no chão, menos deslumbrado. Gene, o mais irreverente. As perguntas eram as famosas curiosidades de fã: “Vocês fariam um álbum acústico somente com material inédito?”, “Se pudesse ser alguém que não você, por um dia, quem você gostaria de ser?”, “Qual sua música preferida?”, “Qual show você gostaria de ter assistido e nunca teve oportunidade?”. Os músicos respondiam com inteligência e acabaram divertindo os fãs. O Gene era o campeão de arrancar risadas do publico com respostas nonsense. “Gostaria de ter assistido o Kiss. Nuuuunca assisti!”.
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Fim das perguntas. Era hora de assistir o tão aguardado show acústico do Paul. Apresentação totalmente intimista para algumas dezenas de pessoas. Só quem adquiriu um de seus instrumentos, poderia assisti-la. Em torno de 50 minutos, ele conversa com os fãs e toca algumas musicas no violão. Somente ele no palco, sem acompanhamentos. O repertório traz algumas preciosidades. “Antes de ter condições de ter uma guitarra, eu tocava violão. Haviam muitas coisas que eu tocava. Essa é uma música que eu costumava tocar. Não é minha, mas gostaria de ter escrito", declara antes de interpretar "Catch The Wind" do cantor Donovan. 
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Foi desse modo que ele iniciou o show. No repertório, alguns clássicos do Kiss como “Hard Luck Woman”, "Everytime I Look At You" e algumas raridades. “Hold Me, Touch Me”, de seu álbum solo de 1978. “So Long” e “Mistake”, músicas registradas em demos do Kiss, mas nunca lançadas. Nos depoimentos, mais uma vez, demonstrava simpatia. “Muitas pessoas chegam em mim e dizem ‘Obrigado, você mudou minha vida’ e eu respondo ‘Lhe digo o mesmo’. Não estaria aqui sem o apoio de vocês”. A voz dele estava cansada. Cantou varias notas para baixo, usou alguns falsetes, mas assistir uma apresentação, praticamente cara a cara com ele, com um repertório desses é no, mínimo, emocionante. Para o fã, é uma experiência que não tem preço.
Saí da sala e corri para o teatro. As duas próximas atrações que deveriam ocorrer no deck da piscina foram transferidas para dentro do teatro. Assisti o finalzinho do Whitford/St Holmes e assisti o show do The Dives, dessa vez, na íntegra. Banda bem redondinha, fizeram um show bem competente. Fazem um trabalho autoral, bastante referência de anos 60. Em alguns momentos, soam rock de garagem. Em outros, transpiravam influência de Beatles. Quando conversei com eles na pré-party, eles alegaram estar gravando o seu debut e prometeram novidades já para Janeiro de 2017. Vamos ver o que são essas novidades exatamente…
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Os shows que queria assistir, já tinha visto todos. Como estava cedo ainda, peguei o calendário para ver o que mais rolaria de interessante. Afinal, não queria deixar de aproveitar a ultima noite do cruzeiro. E eis que descubro que o Dead Daisies faria uma nova apresentação em poucos instantes, no mesmo lugar que havia assistido eles, o Skid Row e o Enuff Z´Nuff. Como havia gostado bastante do show deles, conferi mais uma vez. Outra puta performance.
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Os músicos com uma puta garra, com um publico bem maior. Repertório, entretanto, bem parecido. Poucas musicas foram mudadas. No final do show, falei rapidamente com o Brian Tichy, o Dave Lowell e retornei ao teatro que havia se transformado em um cinema.
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Estavam transmitindo lá o show do Kiss em Las Vegas. Honestamente, não gostei da transmissão. Achei o volume baixo, imagem meia boca. De todo modo, foi uma forma bonita de encerrar o passeio. Enquanto via os minutos finais do filme, vinham até mim vários flashes de tudo aquilo que havia vivido ali. Momentos únicos que jamais esquecerei. Dia seguinte, seria dia de abandonar o navio. Na saída, vários artistas que participaram do cruzeiro passaram andando do meu lado. A galera do Skid Row, Brad Whitford, St Holmes (que inclusive, puxou papo comigo quando me viu com os instrumentos na mão. Gente finíssima, por sinal…). Honestamente, já imaginava que o passeio seria bacana, mas não conseguia imaginar nem metade dos momentos que vivi. Em uma palavra: inesquecível!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Kiss Kruise VI (4-9/11):


















Por Davi Pascale

Fotos: Davi Pascale / Will Byington (foto com o Kiss) /  Christina Vitagliano (foto com Gene Simmons) / fãs do Kiss (foto minha com os artistas. Valeu moçada!!)

Publicado originalmente no site Consultoria do Rock


Estive vivendo um sonho. Algo que se alguém tivesse dito para mim, quando descobri a música desses caras 31 anos atrás, teria gargalhado por horas e horas. Nunca imaginei que viveria momentos como esses, mesmo… Depois de ficar ouvindo histórias de amigos e colegas sobre as edições anteriores, dessa vez decidi criar coragem e embarcar nessa magia. Sozinho, com a cara e a coragem, fiz minhas malas e voei até Miami para participar da sexta edição do cruzeiro do Kiss. Algo que ficará na minha memória por toda a eternidade…

A alegria começou um pouco antes e totalmente por acaso. Cheguei na cidade 2 dias antes. Primeiro, para não correr o risco de perder o cruzeiro por um eventual atraso ou cancelamento de voo. Depois, para poder explorar um pouco a cidade. Durante minhas caminhadas por lá, descobri que haveria uma pré-party do evento no Hard Rock Café, um dia antes. Corri para lá para tentar conseguir um convite. Deu certo…

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Extremamente bem organizado. O evento começou no horário marcado. As pessoas foram chegando aos poucos. A festa teve início às 16h e ultrapassaria às 00:00h. Rolaram sorteios, apresentações ao vivo e aparições especiais. 3 artistas se apresentaram: The No. 13´s, The Big Rock Show e Kiss Alike. A primeira, uma boa banda de rock autoral que já havia participado do Kiss Kruise II. Boa parte dos presentes já os conhecia. A segunda, The Big Rock Show, é uma banda cover de hard rock 80´s. Também já haviam se apresentado no cruzeiro em edições anteriores. Grupo extremamente competente com dois ótimos vocalistas e um excelente guitarrista solo. Animação total. O encerramento ficou por conta de uma banda cover do Kiss; o Kiss Alike. Assisti somente um trecho. Não queria ser derrubado pelo cansaço e perder a viagem. No pouco que assisti, achei a banda meia boca. Já assisti bandas covers melhores aqui no Brasil.

Sempre que rola uma expo ou uma festa temática, os organizadores levam convidados especiais para participarem do evento. Alguém que tenha alguma relação com o artista. Dessa vez, foram 3: o ilustrador Ken Kelly (responsável pela criação das capas de Love Gun e Destroyer), o ator Marc Price (um dos atores do longa Trick Or Treat, onde participaram Gene Simmons e Ozzy Osbourne) e o grupo The Dives (banda da qual faz parte Evan Stanley, filho do starchild). Todos estavam educados e solícitos. A viagem não poderia ter começado melhor…

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Dia 4 de Novembro. Finalmente chega o grande dia. Chego ao porto e não encontro nenhuma dificuldade em encontrar o portão correto. Do lado de fora, uma faixa estendida anunciando a atração e centenas de Kiss soldiers vestindo camiseta de seus heróis em uma enorme fila debaixo de um sol de lascar. Nunca tinha feito um cruzeiro antes. Primeira parte bem parecida à dos aeroportos. Passa suas bagagens em um raio x, apresenta o passaporte para meio mundo até que chega ao check in. Lá o rapaz pede um cartão de credito, o passaporte mais uma vez e diz: ‘a partir de agora esse é seu cartão. Ele serve para tudo. Deixe seus documentos no cofre e carregue somente ele com você’, enquanto entrega um cartão do cruzeiro. Sou guiado para uma sala de espera. No caminho, já começo a topar com alguns artistas que se apresentariam no cruzeiro. John Corabi passa andando do meu lado… Sim, decididamente estava no local certo.

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Assim que se chega na sala, batemos uma foto do embarque e recebemos um numero. As pessoas são chamadas em grupo. Todos que tiverem o numero que estiver sendo anunciado nos falantes, devem se dirigir ao embarque. Não demora muito, e meu numero é convocado. Todos andam em fila respeitosamente. Ninguém ultrapassa ninguém, ninguém reclama, ninguém empurra. Quando menos se espera, estamos dentro do navio. Fui logo conferir meu quarto e deixar minha mala de mão por lá. A mala principal seria entregue pela equipe. No elevador, topo com mais um artista, Chip Z´Nuff, líder do Enuff Z´nuff. Teve gente pedindo foto com ele dentro do elevador, preferi esperar um momento mais oportuno. Assim que entro no quarto, me deparo com uma sacola do Kiss em cima da cama e um calendário oficial do evento com o horário de todas as atrações. Reparo que a maioria dos artistas se apresentam de 2 a 3 vezes. Como tinha evento agendado com a banda, começo a me programar para não perder as atrações que gostaria de assistir.

Não demora muito e somos convocados para um treinamento de segurança. Ocorreram em vários lugares simultaneamente. Era obrigatório. Cada grupo se dirigiria à um local determinado onde teria uma equipe que passaria os procedimentos. Não foi muito demorado, não. Logo depois, corri para o deck da piscina para ver a cerimônia de abertura. Um rapaz vestido de comandante surge fazendo um discurso meio irreverente, brincando com o nome de várias músicas do Kiss. A banda surge no palco para dar as boas vindas, agradecer a presença dos presentes e fazer um anúncio: ‘faremos nosso primeiro show, logo mais’.

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O show do Kiss estava marcado paras às 21h. Aproveitei que ainda tinha bastante tempo, perto de 5 horas, e fui dar uma volta no navio. Ver tudo o que tinha, o que ficava aonde, conhecer os trajetos… Também aproveitei para comparecer ao Axe Bass Petting Zoo. Local onde haviam colocado vários baixos do Gene para quem quisesse tirar foto com o instrumento. Para mim, o que importava era pegar minhas credenciais para me encontrar com Gene em pessoa daqui uns dias. Tudo correto, sem dor de cabeça. “Qual o seu nome? Ok, aqui está. Seu nome está na lista. Você deve encontrar com o Gene, neste local, amanhã às 15h. Lá, ele assinará suas coisas, tirará os retratos e te entregará o instrumento. Nesse dia, você deve usar a pulseira amarela. Na segunda, às 10:30h, ocorrerá sua masterclass. Você deve vir com a pulseira amarela e com esse crachá. Você deve estar com os dois. Se estiver sem um ou sem o outro, não entra”.

Retornei ao quarto, troquei de roupa e guardei tudo na minha sacola para não correr o risco de perder. Logo em seguida, retornei ao deck da piscina para esperar o show do Kiss. Simplesmente mágico. Sem atrasos, os 4 surgiram no palco desmascarados, com roupas simples, sem nenhum tipo de produção de palco e com um repertório escolhido a dedo. Nesse primeiro show, pouquíssimos hits. Nada de “Detroit Rock City”, “Love Gun” ou “Rock n Roll All Nite”. O foco foram b-sides e clássicos menores. Iniciaram com “I Stole Your Love” e entregaram verdadeiras preciosidades como “Take Me”, “Goin´ Blind”, “All The Way”, “Mainline”, “Love Her All I Can”, “A World Without Heroes”, “Plaster Caster”, “Hide Your Heart”… Equalização perfeita, banda com uma puta energia, de bem com a vida e super entrosada. Sem contar que assistir uma banda desse porte tocando em um ambiente desses é, no mínimo, emocionante. É quase como se os caras estivessem fazendo um show no quintal da sua casa.

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Fim do show. Corri para o Paul Stanley Weapons of Choice. Sala onde voce poderia fotografar com as guitarras dele. Mais uma vez, meu interesse era pegar minha credencial. Dessa vez, para encontrar com o starchild. Mais uma vez, sem nenhuma dor de cabeça. “Qual seu nome? Ok, Davi, aqui estão suas coisas. Amanhã, às 19h, você retira seu instrumento com o Paul e participa do Meet and Greet com ele. Você deve vir com essa pulseira azul. No dia 8, o ultimo dia do navio, você deve se dirigir à esse endereço com essa pulseira roxa, e esse crachá. Deve usar os dois. Se estiver sem um deles, não entra. Com isso, você terá acesso à apresentação do Paul que ocorrerá às 19h nesse local marcado aqui”. Mais uma vez, retornei ao quarto para deixar tudo por lá. E corri ao deck da piscina para ver o show do Skid Row que já estava iniciando sua apresentação. Logo que chego no local, dou de cara com John Corabi.

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Não sei se a galera estava cansada, mas pouquíssimas pessoas apareceram nesse primeiro dia para ver o Skid Row. O repertório bem parecido ao que apresentaram no Hollywood Rock 1993. Ou seja, em cima dos dois primeiros álbuns e o cover de “Psycho Therapy” (Ramones). Uma verdadeira viagem no tempo. Não faltaram sons como “Big Guns”, “Monkey Busines” e “Youth Gone Wild”. A única musica fora desse período foi “Beat Yourself Blind” do Subhuman Race. Banda entrosadíssima, show hiper redondo, e vocalista excelente.

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Reparei que Marco Mendoza e Doug Aldrich estavam em pé do meu lado assistindo o show. Antes de ir embora, pedi uma foto para o Marco Mendoza. Esperei uma outra oportunidade para falar com Doug Aldrich. Estava junto com uma galera e não quis atrapalhar…

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Resolvi dar um pulo no restaurante pegar uma água e eis que topo no corredor com Dave Snake Sabo e Rachel Bolan. Cumprimentei os dois, tirei um retrato, comecei a conversar com a galera que estava por lá e eis que mais um convidado ilustre aparece. Sem se importar em ser reconhecido, parou, atendeu todo mundo e ficou conversando com a galera. Quem acompanha o Kiss de perto, conhece Brent Fitz por seu trabalho com o Union, ao lado do Bruce Kulick e do John Corabi (Motley Crue, Dead Daisies). Quem não, o conhece por seu trabalho ao lado do Slash + Myles Kennedy. Dessa vez, estava lá para acompanhar Brad Whitford, guitarrista do Aerosmith. O cara ficou uns 20 minutos conversando com o pessoal de igual para igual. O cruzeiro não poderia ter começado melhor…

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Dia 5 de Novembro. Dia seria ainda mais agitado. Como tinha me trocado pouco antes do show do Kiss, mantive a roupa da noite anterior. Afinal, tinha usado ela por poucas horas. Corri mais uma vez para o deck da piscina. Dei uma conferida em duas atividades envolvendo músicos do Kiss. Primeiro, The Kiss Navys Got Talent With Eric Singer. Dez pessoas subiriam ao palco para demonstrar seu talento. Seja ele qual fosse. Cantar uma música, fazer um solo de bateria, dançar, valia tudo… E o jurado seria Eric Singer, o baterista do Kiss. Depois, Name That Solo w/ Tommy Thayer. O guitarrista do Kiss sobe ao palco com sua guitarra e começa a interpretar diversos solos do Kiss e as pessoas sorteadas devem adivinhar de qual musica é aquele solo. Atrações, no mínimo, divertidas.

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Ao fim da atração do Tommy, corri de encontro ao Gene Simmons. Havia chegado o momento de ficar cara a cara com o músico. De camisa e boné, o musico conversava com a galera que os aguardava. Na sala, varias musicas do Kiss rolando no falante. “Vocês sabem quem gravou os backings nessa musica? Donna Summer! Estou falando sério!”. Aos poucos, as pessoas eram chamadas para irem de encontro a ele. E eis que chega minha vez: “Hello! Is that allright with you? Yeeah! Where are you from? Brazil? Tuuuu-dooo beeem?”. Impressionante o carisma e a simpatia. Simpático, conversa com todo mundo. Tira fotos a mais com o pessoal, brinca com todo mundo. Você até se esquece que está diante de um rockstar.

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Pego meus discos, meu baixo e retorno para o quarto para deixar minhas coisas em segurança. Assisti os minutos finais do Dead Daisies, corri para a tarde de autografo da banda, assinei meus discos e fui fazer a foto com o Kiss, programada para as 18:00h. Todos que fazem o cruzeiro, têm direito a uma foto com a banda. Não é cobrado à parte, já está no pacote. Vai por cabine. Como viajei sozinho, fotografei sozinho.

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Fiz o retrato e já fiquei por ali para fazer o meet com o Paul Stanley. Entro na sala e coloco meus discos na mesa. “Hello! Wow! You have a lot of really cool stuff here. Amazing!”. Stanley assinou os álbuns, o instrumento e chamou para tirar a foto. Começou a fazer pose segurando a guitarra, fiquei pouca coisa de lado. Achei que ele ia fotografar primeiro sozinho com o instrumento. “Don´t be shy. Come closer”. Fizemos duas fotos novamente. Antes de sair, Paul me parou e disse: “Você tem um belo instrumento em suas mãos. Quero que você me prometa que irá usa-la e se divertir. Use, toque, divirta-se. Espero que essa guitarra lhe traga muitas felicidades, muitos momentos de alegria, está bem? Quero que você seja feliz..”.  Mais uma vez, uma simplicidade fora do comum. O músico conversava enquanto assinava as suas coisas, conversava após o retrato. Mais uma vez, esquecíamos que estávamos de frente à uma estrela do rock…

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Por mim, o dia poderia ter acabado aí, mas ainda tinha mais por vir. Retornei mais uma vez ao quarto. Deixei minha guitarra e meus encartes assinados por lá, olhei no relógio, quase 20h. Fui almoçar. Exatamente! Não havia comido ainda… Fiz o que chamo de almojanta. Ou seja, uma refeição que vale pelas duas. Saí do restaurante, retornei ao deck da piscina, onde ocorriam os grandes shows. Assisti Sophie Simmons. Filhinha do Gene. Acompanhada de um violão e uma bateria, a garota cantou algumas de suas musicas preferidas. Repertório pop. Canções de artistas como Amy Winehouse, Alicia Keys, Mark Ronson. Canta bem, mas senti falta de uma banda maior. As musicas pediam um arranjo mais cheio. Já havia topado com ela na escada, enquanto ia de um andar para outro, mas não tinha ninguém para bater uma foto com ela. Por isso, aproveitei o final do show para conseguir um retrato.

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Continuei por ali para aguardar o show do King´s X. Outra banda que estava querendo assistir. Ainda menos gente do que tinha no show do SKid Row. Pouquíííííssimas pesssoas compareceram para assisti-los. O que é uma pena. Os caras deram um puuuuta show. Três puta músicos. Fizeram uma performance inspiradíssima. De onde estava, consegui notar que Paul e Gene estavam na lateral do palco conferindo o show. Pelo menos, tiveram convidados ilustres hehehehe.

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A apresentação do King´s X encerrou à meia noite, mas ainda havia mais por vir. Tirei minha foto com Doug Aldrich que estava mais de boa e corri para o Atrium para conferir o show do Enuff Znuff.

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Outra banda que, assim como King´s X, sempre curti e nunca imaginei que teria a chance de assistir ao vivo. Com uma puta energia e privilegiando os “hits” como “Baby Loves You” e “New Thing”, Chip roubou a atenção com toda sua irreverência. Com chapéu e um óculos gigante na cara, provocava a plateia. “Como vocês aguentam? Onde esconderam a cocaína?”, “Recebi um telefonema do Paul Stanley: ‘Chip, quer tocar no cruzeiro?’, ‘Claro, quanto vocês vão me cobrar?’, ‘Chip, é o Paul Stanley, não o Gene Simmons” ou ainda “Acho que vou vender meu baixo. 100.000 dólares.” E tudo isso com Tommy Thayer, guitarrista do Kiss, assistindo o show do lado do palco.

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Embora a galera que participe da excursão seja, em sua maioria, apaixonada pela banda. Todos entenderam que era uma brincadeira e deram risada com o músico. O show dos caras foi bem legal, o único senão é a ausência do cantor Donnie Vie. Gostava muito da voz do cara e, infelizmente, ele não está mais no conjunto. De todo modo, o show foi bem legal. Divertido, despretensioso e bem rock n roll. Ao final do show, Chip se jogou no meio da galera. Conversou com todo mundo, tirou centenas de retratos. Figuraça!!

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Dia seguinte, teria a primeira parada do navio, mas isso fica para o próximo post...