sábado, 17 de setembro de 2016

Notícias do Rock



Por Davi Pascale

Fique por dentro das principais noticias do rock. Novos álbuns, mortes, revelações, fique por dentro de tudo o que rolou na ultima semana.


Marilyn Manson promete álbum violento



O cantor Marilyn Manson já está preparando um novo disco. Say 10, seu décimo álbum, chegará às lojas em Fevereiro de 2017. Manson tem se negado à dar muitas informações, mas chegou a declarar que foi inspirado por seu retorno à Louisiana. Disse que quando esteve lá para filmar a próxima temporada de Salem, muitas memórias da época de Antichrist Superstar vieram à tona e prometeu que esse novo trabalho será violento e que surpreenderá muitas pessoas. Será?!?


Metallica divulga material da deluxe edition de Hardwired... To Self Destruct



No próximo dia 18 de Novembro, o Metallica finalmente lançará seu novo álbum de inéditas. Seu último trabalho foi o (bom) Death Magnetic (2008). E agora, a banda resolveu anunciar o conteúdo da deluxe edition. A edição especial contará com “Lords of Summer” (single 2014), “When a Blind Man Cries” (Deep Purple Cover), “Remember Tomorrow” (Iron Maiden cover), Ronnie Rising Medley (Dio Cover), além de 9 faixas ao vivo no Rasputin Music (apresentação para o Record Store Day 2016) e uma versão ao vivo do novo single “Hardwired”, gravado em Minneapolis. Promete ser bem interessante...


Saxon prepara lançamento de 2 álbuns



Os veteranos do Saxon estão preparando dois álbuns. Será lançado no próximo dia 7 de Outubro mais um trabalho ao vivo. Let Me Feel Your Power traz gravações de Munich (Novembro de 2015) e Brighton (Janeiro de 2016) e será lançado em CD, DVD, LP e Bluray. Fora isso, os músicos já se encontram em estúdio gravando seu novo álbum de estúdio. O álbum está sendo produzido, mais uma vez, por Andy Sneap.


Morre baterista do Y&T



Leonard Haze, o baterista original da lendária banda Y&T, morreu no último domingo, 11 de Setembro. O músico de 61 anos foi encontrado morto em sua residência na California. Leonard tinha uma doença pulmonar obstrutiva crônica e esteve no grupo em duas encarnações: de 1972-1986 e de 2001-2006. R.I.P.


Kiss lançará documentário no próximo ano



Finalmente, o tão aguardado documentário do Kiss será lançado. O material foi realizado em parceira com o diretor Alan G. Parker e está prometido desde 2013. Os músicos Ace Frehley e Peter Criss não quiseram gravar entrevistas para o filme, entretanto, aparecerão com imagens de arquivo. O filme que inicialmente iria se chamar You Wanted The Best, You Got The Best agora receberá o nome de Gods of Thunder.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Poison – Seven Days Live (1993/2006):



Por Davi Pascale
Publicado originalmente no site Consultoria do Rock


Seven Days Live ainda é meu vídeo preferido do Poison. Ele não foi gravado no auge do sucesso. E, sim, no auge da banda enquanto banda. Richie Kotzen trouxe uma nova vibe para os músicos que acabou interferindo não apenas no álbum que realizaram juntos, mas também nas apresentações.

Comecei a me ligar no Poison ainda criança. Ouvi Look What The Cat Dragged In, Open Up... And Say Ahhh! e Flesh And Blood pela primeira vez em vinil. Não por status ou por querer parecer cool, mas porque era o formato do momento. Simples assim... A entrada de Richie Kotzen deu uma nova cara para o grupo de L.A. Conhecido por serem uma banda de glam-metal festiva, os músicos começaram a embarcar em um hard rock mais pesado com fortes influencias de blues, funk e soul.

O novo direcionamento tinha algumas razões de ser. Primeiro, a mudança do guitarrista. Saía o sempre animado C.C. Deville para a entrada de Kotzen, um musico com mais técnica, que explorava mais o feeling. Outra razão de ser é a época em que o rock atravessava. Aquela sonoridade hair metal, que o pessoal no Brasil gostava de tirar sarro chamando de rock farofa, estava saindo de cena. O mercado agora estava voltado para o som do rock alternativo que naquela época era conhecido como grunge. Havia uma necessidade de se reinventar, caso quisessem continuar na mídia.

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Capa do VHS da época
Vários artistas que apostavam no hard rock modificaram o seu som na época. Winger, Bon Jovi, The Cult, Warrant… Todos eles, em determinado momento, tentaram vir com nova proposta de som e, algumas vezes, de imagem. Toda mudança é marcada por um recomeço e com essa galera não foi diferente. Tirando Van Halen e Bon Jovi, todos os demais grupos de hard rock abandonaram as arenas e estádios e voltaram a tocar em casas menores. Inclusive o Poison...

Seven Days Live foi gravado no Hammersmith Apollo, na época com o nome de Labatt´s Apollo, uma casa respeitada, onde vários álbuns ao vivo foram gravados, mas longe de ter espaço para um enorme público. A capacidade da casa é próxima de 4.000 pessoas. Uma espécie de HSBC da Inglaterra. O video foi lançado no Brasil, na época do VHS. Mas sua versão em DVD, que chegou ao mercado em 2006, somente edição importada mesmo.

O show mostrava um cenário de transição. Os músicos mantinham alguns elementos de seu velho show (roupa de oncinha, algumas coreografias, etc), ao mesmo tempo em que vinham com novos elementos. Um cenário mais simples, sem rampas, raio lasers, e um pouco mais de improviso. Cenário onde o novo integrante liderava.

Richie Kotzen, ainda um garoto, já chamava a atenção por sua técnica apurada e seu lado showman. O rapaz estava um degrau acima dos demais músicos do conjunto. Demonstrava enorme segurança e inspiração em sua performance. Kotzen deu uma cara sua para as velhas canções, introduzindo novos solos e mantendo sua palhetada característica.

Bret Michaels sempre foi competente, mas bem limitado em termos de alcance. Embora seu trabalho vocal não comprometa, acaba chamando mais a atenção por sua energia no palco e seu lado showman. Rikki Rockett, por outro lado, demonstrava que havia estudado um pouco e se mostrava mais seguro, com menos acrobacias. Além de ter realizado um solo de bateria respeitável.

Poison2O repertório mesclava músicas de seu até então recém-lançado álbum, (o ótimo) Native Tongue, com musicas de sua antiga fase. Aquelas que são consideradas essenciais. Dentre essas, vale destacar “Good Love”, com direito à um bom solo de gaita de Bret, além das sempre enérgicas e divertidas “Look What The Cat Dragged In”, “Ride The Wind”, “Uskinny Bop” e “Nothin´ But a Good Time”. Outros ótimos momentos ficam por conta de “Body Talk”, “Seven Days Over You” e “Until Your Suffer Some (Fire & Ice)”.

Bret continuava com seu velho estilo. Correndo de um lado para o outro, dando alguns pulos e tocando a mão da galera que se espremia na frente do palco. Rikki Rockett continuava com seu jeito alegre, girando baqueta, usando boné em algumas musicas e seu velho quepe em outras. Em alguns aspectos, ainda eram o velho Poison de sempre. Poderiam não estar mais com a mesma atenção que tinham, mas a energia continuava intacta.

O Poison continuava realizando um show alegre, enérgico, só que agora mais profissional. Estavam em seu melhor momento enquanto instrumentistas. Tudo parecia apontar para o começo de uma nova fase, mas infelizmente, a parceria com Kotzen duraria pouco e o (bom) músico Blues Saraceno assumiria sua posição (se apresentando, inclusive, com a banda aqui no Brasil como parte do cast do festival Hollywood Rock em 1994). Crack a Smile tentava manter o caminho trilhado em Native Tongue, mas sem o mesmo sucesso. Foi somente depois que o amalucado C.C. Deville retornou ao grupo que a banda voltou a encher arenas e estádios, vindo a registrar, inclusive, um novo DVD ao vivo, mas isso é papo para outro post...

Faixas:

The Scream
Strike Up The Band
Ride The Wind
Good Love
Body Talk
Something to Believe In
Stand
Fallen Angel
Look What The Cat Dragged In
Until You Suffer Some (Fire & Ice)
7 Days Over You
Uskinny Bop
Talk Dirty To Me
Every Rose Has It´s Thorn
Nothin´ But a Good Time

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Plebe é Rude (2016):





Por Davi Pascale 

Canal Brasil lança documentário da banda de punk rock Plebe Rude. Filme é divertido e mistura imagens de arquivo com entrevistas exclusivas.

De uns anos para cá, deu uma intensificada nesse ramo de documentários musicais brasileiros (tenho mais dois na fila para assistir). Algo que me deixa muito feliz. Acho extremamente importante que existam esses documentos que explicam o contexto, a época e ainda contam histórias de bastidores de artistas que admiramos.

E é exatamente isso o que temos aqui. Os músicos da Plebe prestam depoimentos ao lado de figuras emblemáticas em sua trajetória, como o cantor/compositor Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso) e o produtor Jorge Davidson. Os músicos comentam o início da trajetória, as brigas, o desligamento do Jander, entrada do Clemente (Inocentes)...

Sempre simpáticos e tomando enorme cuidado com as palavras, Phillipe e Andre (os dois músicos remanescentes da formação original) explicam todas as mudanças. Não apenas de formação, mas também de sonoridade. No terceiro álbum, Plebe Rude, por exemplo, o grupo se viu experimentando misturar ritmos regionais com o punk rock. Atitude que levou a desentendimentos entre os músicos e ao fim de seu contrato com a EMI. Se nos anos 90, tal atitude era louvável, nos anos 80, era execrável.

A galera do Plebe Rude sempre foi ligada à cena punk rock brasiliense. O Concreto Já Rachou, seu álbum de estreia, é considerado um marco da cena. Mas, ao contrario de muitos músicos daquele cenário que batiam no peito a ideia de viver aquilo e só ouvir aquilo, a galera da Plebe comenta abertamente sobre dar uma chance à tudo que caísse em suas mãos. De U2 à Depeche Mode. Claro, os álbuns dos Cramps, Clash e Sex Pistols não foram esquecidos.

Como todo bom grupo de rock, não faltaram polêmicas em sua trajetória. A banda bateu de frente com a EMI para que seus ideais não fossem desvirtuados. Os garotos não aceitavam aparecer em tudo quanto era lugar, não estavam dispostos a topar tudo por dinheiro. Fariam o que fosse necessário para conseguirem uma projeção maior, desde que seus princípios fossem mantidos. Atitude respeitável e corajosa.

 Infelizmente, nunca mais conseguiram um hit à altura de “Até Quando Esperar”. Tiveram outras musicas nas rádios, mas não mais com aquele nível de projeção. Aliás, essa não era a escolha inicial do grupo. A música começou a ser trabalhada contra a vontade de banda. Phillipe comenta a história por aqui.

Também não foram escondidos os problemas ocorridos na época de A Tregua Não Vem – trabalho ao vivo que marcava o retorno da formação original. Essa primeira etapa está muito bem documentada. Já como o filme é curto – 75 minutos – poderiam ter comentado um pouco mais da nova fase. Como a oportunidade de lançar R Ao Contrário nas bancas, a entrada do novo baterista, etc. De todo modo, o filme é bem divertido e ajuda não apenas a entendermos melhor os problemas que enfrentaram, como também a entender o contexto que o Brasil vivia quando iniciaram. Algo importantíssimo para os fãs mais jovens que não viveram a época.

A Plebe é Rude também apresenta imagens da época intercaladas nas entrevistas. Clipes, shows, programas de TV, além de trechos da entrevista que Renato Russo (Legião Urbana) cedeu à MTV. Filme essencial para quem é fã da banda e para quem pretende entender um pouco mais sobre a cena brasileira...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Gov´t Mule – The Tel-Star Sessions (2016):





Por Davi Pascale

Primeiras gravações do trio são lançadas oficialmente. Material chama a atenção para a performance dos músicos e traz canções que, anos mais tarde, estariam entre as preferidas de seus fãs.

Esse material aqui é o início de tudo. Quando Warren Haynes e Allen Woody entraram em estúdio no longínquo ano de 1994, a ideia era de que o Gov´t Mule fosse um projeto paralelo. Algo de um álbum apenas, feito para saciar a vontade de tocar (o Allman Brothers estava parado nessa época) e a vontade de resgatar a ideia de power trio.

Os músicos não tinham a pretensão de lançarem dezenas de discos, nem de seguirem tocando por mais de 20 anos. Tudo foi ocorrendo naturalmente. Portanto, resolveram fazer um álbum de baixo recurso. Decidiram gravar o material ao vivo no estúdio, sem utilizar um instrumento em cada canal, como as bandas dos anos 60 faziam. Aliás, a ideia dos rapazes era justamente resgatar aquela vibe. Os músicos tinham como ideal a sonoridade dos álbuns do Cream.

The Tel-Star Sessions leva esse nome porque as gravações ocorreram no Tel-Star Studios, localizado na região da Florida, onde o Allman Brothers costumava ensaiar. O set apresentado aqui misturava covers com material próprio e foi gravado de maneira despretensiosa. A ideia era fazer um CDzinho para as pessoas que fossem ao show pudessem ter algo do grupo.

É fato de que não eram mais novatos quando a banda foi montada, mas é realmente impressionante a sonoridade que o trio tirou nessa ‘demo’. Quem o escuta, não imagina que era um projeto de poucas semanas.

Boa parte do material foi regravado em álbuns posteriores. “Blind Man In The Dark” surge em Dose (1998). Aqui, se apresentava pouca coisa mais lenta e sem os efeitos de voz. Boa parte do repertório, contudo, foi para o álbum de estreia. “Monkey Hill” já tinha o famoso riff de guitarra, mas a levada de bateria era bem mais simples. “Left Coast Groovies” não tinha ainda a brincadeirinha que faziam nos segundos iniciais e também tinha uma levada um pouco mais reta. “World of Difference”, aqui, não se inicia com a bateria e, sim, com o contrabaixo. O tempo também é menos arrastado do que a versão clássica.

Como eles gostam de improvisos, e o material foi gravado em ‘live takes’, não preciso nem dizer que os solos são diferentes das versões conhecidas. Por serem uma banda meio que ‘de brincadeira’, nessa época, o CD continha alguns covers. Além do esperado “Mr Big” (Free), regravado para seu debut de 1995, os músicos apresentam uma inspirada versão de “Just Got Paid” (ZZ Top), além de “The Same Thing” (Willie Dixon) em uma pegada mais suingada, apostando mais nos grooves.

Embora seja uma demo, a qualidade de gravação é excelente, até porque os músicos deram uma remixada no material. E a qualidade das performances, como disse, beira o inacreditável. Álbum simplesmente essencial na coleção dos fãs.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Mágico

Faixas:
      01)   Blind Man In The Dark
      02)   Rocking Horse
      03)   Monkey Hill
      04)   Mr. Big
      05)   The Same Thing
      06)   Mother Earth
      07)   Just Got Paid
      08)   Left Coast Groovies
      09)   World of Difference
      10)   World of Difference (Original Mix)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Monster Truck – Furiosity (2013):





Por Davi Pascale

Vindo diretamente do Canadá, banda apresenta som vigoroso com fortes influências do hard rock e do blues. Debut já demonstrava enorme entrosamento e material mais do que consistente.

Parece que mais uma banda acaba de se juntar ao meu rol de nomes preferidos da nova geração. Decidi parar para ouvir o som dos garotos por curiosidade, apenas, sem saber direito o que esperar e realmente fiquei impressionado com o som tirado pela banda. Voz forte, refrãos cativantes, excelentes riffs de guitarra, bateria criativa. Possuem tudo o que esperamos de um bom grupo de rock n roll.

Monster Truck é uma banda vinda diretamente do Canadá, mais precisamente de Ontario. Terra de nomes com Rush e Alanis Morissette. Mas aqui a pegada não é essa. Eles não possuem a vibe alternativa de Alanis, nem o lado progressivo do Rush. O que temos aqui é uma banda apostando em uma sonoridade hard rock setentista com fortes influencias do blues e do southern rock. 

O lado blues aparece com força em “My Love is True” e “For The Sun”. As duas faixas mais longas do álbum, demonstram os músicos mais soltos com John Harvey soltando o gogó sem dó e Jeremy Widerman provando ser um guitarrista altamente criativo, especialmente em “For The Sun”.

A influência de Led Zeppelin é perceptível em vários momentos, especialmente na criação dos riffs. Os músicos seguem a lógica Jimmy Page. Ou seja, criar uma frase e repeti-la à exaustão até que a mesma fique na sua cabeça. As linhas vocais já seguem uma pegada mais moderna, em uma onda meio Black Stone Cherry. Em alguns momentos, meio Nickelback também, não sei se por conta do timbre do rapaz. O som da banda, contudo, não tem nada a ver com a banda de Chad Kroeger.

“Undercover Love” apresenta uma sonoridade blues-rock contagiante. “Call It a Spade” faria Billy Gibbons (ZZ Top) abrir um sorrisão só de escutar o riff inicial. “Sweet Mountain River” traz uma linha de guitarra altamente influenciada por Mississipi Queen (Mountain). Nos momentos mais arrastados, também é possível perceber uma influencia de Black Sabbath fase Ozzy.

Furiosity é um trabalho extremamente empolgante, repleto de ótimas faixas, mostra que a banda está mais do que pronta para dominar o mercado. O segundo trabalho dos garotos, Sittin´Heavy, já foi lançado. Assim que tiver a oportunidade de ouvi-lo, escreverei sobre ele por aqui. Espero que não me decepcionem!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Old Train
      02)   The Liar
      03)   Power Of The People
      04)   Sweet Mountain River
      05)   Psychics
      06)   Oh Lord
      07)   For The Sun
      08)   Boogie
      09)   Undercover Love
      10)   The Giant
      11)   Call It a Spade
      12)   My Love Is True