domingo, 14 de agosto de 2016

Especial Dia dos Pais

 
Por Davi Pascale
Publicado originalmente em 09/08/2015

Hoje, é o Dia dos Pais. Por conta disso, resolvi fazer uma seleção de 10 músicas que os artistas se inspiraram em seu pai para compor. Algumas canções se tornarem grandes hits, outras são músicas obscuras. Entre seus temas temos de tudo que envolve a vida: saudades, mágoas, revolta, admiração, agradecimento. Trago aqui uma rápida explicação sobre a letra e o vídeo da canção para que possam conferi-la. Confira! 
 
Pearl Jam – Alive 
 
Nesse clássico do grunge, Eddie Vedder escreve sobre um garoto que descobre que seu pai não é seu pai biológico e que seu verdadeiro pai está morto. Por muitos anos acreditou-se que a letra era ficcional. Entretanto, o cantor já a declarou como autobiográfica. 
 

Bruce Springsteen – My Fathers House
 
The Boss sempre teve uma relação difícil com seu pai. Aqui, escreve sobre os conflitos que teve com seu pai na juventude. Springsteen era um garoto rebelde e seu pai tinha uma postura severa. Entretanto, fala em tom de superação, de deixar os tempos ruins para trás. 


Green Day – Wake Me Up When September Ends
A música se tornou um dos maiores sucessos do grupo e talvez, um dos maiores sucessos da cena roqueira mais atual. Muito provavelmente, muitos americanos viram na canção uma válvula de escape para parentes e conhecidos que perderam no atentado de 11 de Setembro. A canção, entretanto, teve outra inspiração. Billy Joe Armstrong escreveu a letra como uma homenagem ao seu pai que morreu de câncer quando ele tinha 10 anos. A letra era para ser como uma terapia para o rapaz.

 
 
Eric Clapton – My Fathers Eyes

A ideia dessa letra é bonita, mas é triste. O icônico guitarrista perdeu um filho de 4 anos que caiu do 53º andar de um prédio no início dos anos 90. Abalado, acabou escrevendo 4 canções inspirado no garoto. Nessa canção lançada no álbum Pilgrim, o garoto serve como referência para outro triste momento na vida do músico. Aqui, escreve sobre seu pai que nunca conheceu. Clapton dizia que olhar nos olhos de seu filho era a experiência mais próxima que tinha dessa relação. Esse é o conceito da música.
 
 
Black Stone Cherry – Things My Father Said
 
Essa é um pouco mais light. Lançada no álbum Folklore and Superstition, o cantor Chris Robertson agradece à seu pai por todos conselhos, tudo que aprendeu com ele e sobre como isso lhe tornou uma pessoa melhor. 

 
Madonna – Oh Father

A rainha do pop nunca escondeu de ninguém sobre o quão severo foi seu pai em sua criação, assim como sua madrasta (a mãe biológica da Madonna morreu quando ela ainda era criança). A letra embora tenha um ar de superação, deixava claro que existia uma certa mágoa ali. 
 
 
Jane´s Addiction – Had a Dad
A idéia é parecida com a canção do Pearl Jam. A letra fala sobre como Eric Avery, baixista do grupo, se sentiu quando descobriu que aquela pessoa que havia criado ele não era seu pai biológico. O cantor Perry Farrel ajudou a escrever a letra.
 
 
Queen – Father to Son
Lançada originalmente no álbum Queen II, a letra foi baseada na perspectiva de um pai que tenta passar algumas “lições” para o filho, mesmo sabendo que não está tendo atenção do mesmo.
 
 
U2 – Sometimes You Can´t Make It On Your Own
Quando os irlandeses do U2 entraram no estúdio para gravar All That You Can´t Leave Behind, Bono Vox já sabia que seu pai tinha pouco tempo de vida. Resolveu, então, escrever essa canção em sua homenagem. A letra é escrita no formato de uma carta. Contudo, a música não ficou pronta à tempo e só foi lançada no álbum seguinte How to Dismantle An Atomic Bomb, quando seu pai já havia falecido, mais uma vítima do câncer.
 
 
Ugly Kid Joe – Cats In The Cradle
Essa canção foi escrita originalmente pelo cantor folk Harry Chapin. A letra fala sobre acontecimentos importantes na vida de um ser humano, que muitas vezes demoramos demais para aprender. A ideia nasceu porque o rapaz lamentava não estar por perto quando seu filho Josh nasceu. Servia como uma reflexão da importância entre família e carreira. Essa música voltou a fazer um enorme sucesso nos anos 90 com a regravação do Ugly Kid Joe e é essa versão que trazemos aqui.
 
 
 

sábado, 13 de agosto de 2016

Noticias do Rock



Por Davi Pascale


Green Day lança música nova


O trio de punk rock Green Day acaba de soltar uma musica nova. “Bang Bang” estará presente em seu próximo álbum, Revolution Radio, que chega às lojas em Outubro. Billie Joe promete canções repletas de críticas político-sociais. Confira agora a nova música dos rapazes...


Bon Jovi solta novo som


Quem também está soltando som novo são os garotos de New Jersey, o Bon Jovi. “This House Is Not For Sale” é o nome da faixa e também do novo álbum que chega às lojas dia 26 de Outubro. A música mantém a pegada pop/rock dos últimos anos. Particularmente, achei uma mistura de Have a Nice Day com The Circle. Confira!


Catton Park inaugura bar em homenagem ao Lemmy



O festival inglês Caston Park acaba de reformar e renomear um de seus bares. Atendendo pelo nome de Bloodstock´s Lemmy Bar, o local conta com fotos do cantor do Motorhead espalhadas em todo o ambiente. O local foi inaugurado na última quinta pelas mãos de ninguém mais, ninguém menos do que Phil Campbell, ex-guitarrista do grupo. Bonita homenagem!


Rodrigo Santos dá susto em fãs



No ultimo domingo, Rodrigo Santos, ex-baixista do Barão Vermelho deu um susto em todos os seus fãs ao postar imagens suas dentro do hospital. As fotos vinham com a seguinte legenda: “O problema, agora, foi comigo... Pericardite, inflamação no coração. Unidade coronária alguns dias. Let´s Rock!” O músico foi liberado do hospital na terça e volta à estrada essa noite para uma apresentação em Niteroi. Se cuida, brother.


Bullet for My Valentine dá banho de água fria em fãs


A rapazeada do Bullet For My Valentine anunciou que entrará em estúdio para gravarem novas canções já no final de Agosto. A notícia que poderia ser empolgante para seus fãs, logo muda de conotação quando seu guitarrista Michael Paget declara em entrevista ao Arte Concert que “a ideia agora é manter o foco e se preparar para a turnê de inverno. Esperamos finalizar duas canções, se possível. Se não conseguirmos será apenas uma”. É... Pelo visto o álbum não sai tão cedo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Soto – Divak (2016):





Por Davi Pascale

Banda do veterano vocalista Jeff Scott Soto chega ao seu segundo álbum. Trabalho mantém o espírito do debut e deve agradar aos fãs.

Existem alguns músicos que não se cansam de trabalhar. Jeff Scott Soto é um deles. Pelo visto, a ideia de pisar no freio está fora de seus planos. Apenas 1 ano depois de Inside The Vertigo, um novo álbum de inéditas chega às lojas. E o que é mais bacana, o material também foi lançado no Brasil.

As razões para terem apostado nesse CD podem ter sido várias, mas acredito que o fato de termos 2 músicos brasileiros tenha ajudado. O lineup é o mesmo do disco anterior. Ou seja, Jorge Salan nas guitarras, David Z no baixo e os brasileiros Edu Cominato na bateria e BJ nos teclados.

Divak segue, mais ou menos, a mesma proposta do primeiro álbum. Ou seja, músicas pesadas com linhas vocais melódicas. Edu solta a mão na bateria, mas quem dá o peso mesmo são as guitarras de Salan.

Um diferencial é o fato de estarem explorando menos os recursos mais modernos. Eles até aparecem com uma certa evidência nas introduções de algumas músicas, como a ótima “Freakshow”, mas estão longe de serem a tônica do disco.

Algo que chama a atenção são os riffs criados por Jorge. Os de “Paranoia”, “Forgotten” e “Time” são simplesmente mortais. Edu Cominato se destaca nas levadas de “Cyber Masquerade” e “Misfired”. Canções onde explora bastante o recurso de quebradas de tempo. O bumbo duplo em “Awakened” também é digno de nota.

Jeff Scott Soto continua o mesmo de sempre. Voz forte, linhas bem melódicas. Embora o som do conjunto seja bem pesadinho, suas linhas vocais não diferem muito das criadas para o Talisman. Pelo contrário, se em algum momento nos lembramos de seus álbuns mais hard rock é justamente por conta de seu trabalho vocal.

Quem é fã do cantor, pode ir de olhos fechados. Quem gostou de Inside The Vertigo também. O novo trabalho está tão consistente quanto. Mas acima de tudo, é recomendado para quem procura um ótimo álbum de rock n roll. Um dos discos que mais me empolgaram, até agora, nesse ano. Faixas de destaque: “Weight Of The World”, “Freakshow”, “In My Darkest Hour”, “Suckerpunch” e “Awakened”. Recomendadíssimo!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Mortal

Faixas:
      01)   Divak
      02)   Weight Of The World
      03)   Freakshow
      04)   Paranoia
      05)   Unblame
      06)   Cyber Masquerade
      07)   In My Darkest Hour
      08)   Forgotten
      09)   Suckerpunch
      10)   Time
      11)   Misfired
      12)   Fall From Grace
      13)   Awakened

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Jorn Lande & Trond Holter - Dracula: Swing of Death (2015):





Por Davi Pascale

Jorn Lande se aventura novamente em uma opera rock. Contando dessa vez com a presença do talentoso Trond Holter, musico entrega álbum teatral e empolgante.

Trond Holter é famoso por ser o guitarrista da banda Wig Wam, banda que recria a sonoridade glam dos anos 80. Uma proposta parecida com a do Steel Panther, só que menos escrachado. Quem não conhece, vale dar uma checada no CD Wigwamania. Jorn já passou por uma tonelada de bandas e projetos. Embora muitos gostem de dizer que seus discos são fracos, o norueguês já entregou discaços ao lado do Ark, Snakes, Allen/Lande, Masterplan e também em sua carreira-solo. 

Em relação à sua voz, todos são unânimes que se trata de uma das melhores vozes que surgiram na cena hard/heavy contemporânea. Ok, ele busca inspirações gritantes em Ronnie James Dio e David Coverdale, mas seu alcance é algo impressionante e cria algumas linhas vocais bem empolgantes. E isso pode ser comprovado, mais uma vez, em Swing of Death.

A ideia do disco é ser uma ópera-rock. A história gira em torno do famoso conto Dracula de Bram Stoker. Jorn é o personagem principal. Ou seja, o Dracula. A garota foi interpretada pela Lena Floitmoen. Nem todos irão curtir seu timbre, que é bem fino, mas sem dúvidas é uma boa cantora. 

Holter também fez um grande trabalho. Criou ótimos riffs e solos bem inspirados. Quem quiser dar uma checada no que é capaz basta ouvir a faixa instrumental “True Love Through Blood”. Vale mencionar que a dupla ficou responsável pela criação de todo o material. Tanto dos arranjos quanto das letras. Sem ajuda externa. No instrumental, contaram com as mãos de Per Morten Bergseth na bateria (Fracture), Catalin Popa nos violinos, Cornelia Tihon na flauta de pã e Bernt Jansen, colega de Trond no Wig Wam, nas 4 cordas.

O disco é bem legal, e como esperado foca no lado hard/heavy. Os arranjos são teatrais e variados. Cada musica vai trazendo uma novidade. A faixa “Hands Of Your God”, com uma pegada mais arrastada e sombria, é a mais fraca do disco. Portanto, insista na audição. A pesada “Walking On Water” já demonstra toda a potencia vocal de Jorn no explosivo refrão. “Swing Of Death” tem um ‘q’ de Alice Cooper. Lena se sobressai em “Save Me” e “Under The Gun”. A dinâmica é bem variada. Nem todas as canções começam o som na cara. Algumas começam devagar para explodir depois. Como é o caso de “Masquerade Ball”.

Ou seja, esse é um disco para você ouvir com calma, prestando atenção nos detalhes dos arranjos, acompanhando as letras. Jorn canta quase todo o tempo para cima, muitas vezes remetendo ao Dio. Nenhum grande espanto para quem o acompanha de perto. Essa não é a primeira vez que participa de um álbum do gênero. O músico já participou de álbuns do Ayreon, Avantasia e Nostradamus. Portanto, já sabia exatamente o que fazer.

Embora seja uma ópera-rock, o CD não é longo. Em torno de 45 minutos. Portanto, não é um trabalho cansativo. Pelo contrário, quase nem se sente o tempo passar. Entre seus grandes momentos estão “Walking On Water”, “Swing Or Death”, “Save Me”, “River of Tears” e “Into The Dark”. Vale uma audição!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Bem feito

Faixas:
      01)   Hands Of Your God
      02)   Walking On Water
      03)   Swing Of Death
      04)   Masquerade Ball
      05)   Save Me
      06)   River Of Tears
      07)   Queen of the Dead
      08)   Into The Dark
      09)   True Love Through Blood (Instrumental)  
      10)   Under The Gun

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Nervosa – Agony (2016):



Por Davi Pascale

Grupo chega ao seu segundo álbum. Disco mantém sua pegada old-school, apresenta maturidade nos arranjos, e marca o fim da trajetória de Pitchu Ferraz.

As meninas do Nervosa acabam de lançar o sucessor de Victim of Yourself. Segundo álbum é um trabalho importante na carreira de um artista com o histórico delas. Quando lançaram seu debut, eram apontadas como uma grande promessa do cenário. Ou seja, é a famosa hora do ou vai ou racha.

Embora sejam jovens, a sonoridade thrash do trio paulista é voltada para um publico mais das antigas. Apostam em um thrash bem oitentista com bateria na velocidade da luz, palhetadas velozes e vocais bem old school. O gutural de Fernanda Lira é um diferencial. Embora não cante limpo (essa é a marca do gutural), é facilmente compreensível o que está cantando.
   
Em comparação ao (bom) Victim of Yourself, é possível notar algumas evoluções. As letras estão mais maduras, a qualidade de gravação está melhor e o encarte está com um ar mais profissional. Quando entraram em estúdio para registrar o trabalho anterior, estavam sem baterista e o instrumento acabou sendo gravado pelo Amilcar (Torture Squad). Dessa vez, Pitchu Ferraz fez o registro. E, de boa, não ficou nada a dever. Trabalho tão agressivo e com tanto punch quanto. Uma pena que não tenha dado certo no conjunto.

Somente um item me incomodou. Os poucos e curtos solos de guitarra. Prika Amaral é segura ao vivo (sim, já assisti show delas) e é ótima para criar riffs. Fator que pode ser comprovado tanto no primeiro CD, quanto em Agony. Porém, no momento dos solos ainda fica a dever. Tem várias faixas que caberiam solos mais longos, um pouco mais elaborados. Tem algumas onde nem sequer aparece. Talvez a adição de uma segunda guitarrista fizesse o conjunto conquistar vôos maiores.

Mais uma vez, criam uma faixa em português. Dessa vez, intitulada “Guerra Santa”. A letra é uma crítica à essa prática e à contradição envolvida em torno dela. A grande ousadia do novo trabalho é justamente o bônus “Wayfarer”, onde fazem um arranjo misturando rock n roll com thrash e pela primeira vez na vida, temos Fernanda Lira, cantando com voz limpa em alguns versos. E não é que a mina manda bem?

Os arranjos, em sua maioria, seguem a mesma linha de seu trabalho de estreia. Ou seja, aquela velha mistura de death e thrash. A influência de Slayer, Destruction, Kreator e Sepultura segue firme. Embora um pouco mais elaborado, o som não foi descaracterizado. O único momento que pode causar mimimi aos puristas é realmente a canção bônus.

Feliz em ver a evolução da banda e vê-las conquistando seu espaço mesmo depois de terem sofrido tantas críticas. Quem curte som pesado e agressivo dê uma chance à esse álbum. Se deixar os preconceitos de lado, tem de tudo para virar fã. Faixas de destaque: “Arrogance”, “Intolerance Means War”, “Failed System”, “Cyberwar” e “Wayfarer”.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Porrada oldschool

Faixas:
      01)   Arrogance
      02)   Theory of Conspiracy
      03)   Deception
      04)   Intolerance Means War
      05)   Guerra Santa
      06)   Failed System
      07)   Hostages
      08)   Surrounded By Serpents
      09)   Cyberwar
      10)   Hypocrisy
      11)   Devastation

      12)   Wayfarer (Bonus Track Brasil)