sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Soto – Divak (2016):





Por Davi Pascale

Banda do veterano vocalista Jeff Scott Soto chega ao seu segundo álbum. Trabalho mantém o espírito do debut e deve agradar aos fãs.

Existem alguns músicos que não se cansam de trabalhar. Jeff Scott Soto é um deles. Pelo visto, a ideia de pisar no freio está fora de seus planos. Apenas 1 ano depois de Inside The Vertigo, um novo álbum de inéditas chega às lojas. E o que é mais bacana, o material também foi lançado no Brasil.

As razões para terem apostado nesse CD podem ter sido várias, mas acredito que o fato de termos 2 músicos brasileiros tenha ajudado. O lineup é o mesmo do disco anterior. Ou seja, Jorge Salan nas guitarras, David Z no baixo e os brasileiros Edu Cominato na bateria e BJ nos teclados.

Divak segue, mais ou menos, a mesma proposta do primeiro álbum. Ou seja, músicas pesadas com linhas vocais melódicas. Edu solta a mão na bateria, mas quem dá o peso mesmo são as guitarras de Salan.

Um diferencial é o fato de estarem explorando menos os recursos mais modernos. Eles até aparecem com uma certa evidência nas introduções de algumas músicas, como a ótima “Freakshow”, mas estão longe de serem a tônica do disco.

Algo que chama a atenção são os riffs criados por Jorge. Os de “Paranoia”, “Forgotten” e “Time” são simplesmente mortais. Edu Cominato se destaca nas levadas de “Cyber Masquerade” e “Misfired”. Canções onde explora bastante o recurso de quebradas de tempo. O bumbo duplo em “Awakened” também é digno de nota.

Jeff Scott Soto continua o mesmo de sempre. Voz forte, linhas bem melódicas. Embora o som do conjunto seja bem pesadinho, suas linhas vocais não diferem muito das criadas para o Talisman. Pelo contrário, se em algum momento nos lembramos de seus álbuns mais hard rock é justamente por conta de seu trabalho vocal.

Quem é fã do cantor, pode ir de olhos fechados. Quem gostou de Inside The Vertigo também. O novo trabalho está tão consistente quanto. Mas acima de tudo, é recomendado para quem procura um ótimo álbum de rock n roll. Um dos discos que mais me empolgaram, até agora, nesse ano. Faixas de destaque: “Weight Of The World”, “Freakshow”, “In My Darkest Hour”, “Suckerpunch” e “Awakened”. Recomendadíssimo!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Mortal

Faixas:
      01)   Divak
      02)   Weight Of The World
      03)   Freakshow
      04)   Paranoia
      05)   Unblame
      06)   Cyber Masquerade
      07)   In My Darkest Hour
      08)   Forgotten
      09)   Suckerpunch
      10)   Time
      11)   Misfired
      12)   Fall From Grace
      13)   Awakened

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Jorn Lande & Trond Holter - Dracula: Swing of Death (2015):





Por Davi Pascale

Jorn Lande se aventura novamente em uma opera rock. Contando dessa vez com a presença do talentoso Trond Holter, musico entrega álbum teatral e empolgante.

Trond Holter é famoso por ser o guitarrista da banda Wig Wam, banda que recria a sonoridade glam dos anos 80. Uma proposta parecida com a do Steel Panther, só que menos escrachado. Quem não conhece, vale dar uma checada no CD Wigwamania. Jorn já passou por uma tonelada de bandas e projetos. Embora muitos gostem de dizer que seus discos são fracos, o norueguês já entregou discaços ao lado do Ark, Snakes, Allen/Lande, Masterplan e também em sua carreira-solo. 

Em relação à sua voz, todos são unânimes que se trata de uma das melhores vozes que surgiram na cena hard/heavy contemporânea. Ok, ele busca inspirações gritantes em Ronnie James Dio e David Coverdale, mas seu alcance é algo impressionante e cria algumas linhas vocais bem empolgantes. E isso pode ser comprovado, mais uma vez, em Swing of Death.

A ideia do disco é ser uma ópera-rock. A história gira em torno do famoso conto Dracula de Bram Stoker. Jorn é o personagem principal. Ou seja, o Dracula. A garota foi interpretada pela Lena Floitmoen. Nem todos irão curtir seu timbre, que é bem fino, mas sem dúvidas é uma boa cantora. 

Holter também fez um grande trabalho. Criou ótimos riffs e solos bem inspirados. Quem quiser dar uma checada no que é capaz basta ouvir a faixa instrumental “True Love Through Blood”. Vale mencionar que a dupla ficou responsável pela criação de todo o material. Tanto dos arranjos quanto das letras. Sem ajuda externa. No instrumental, contaram com as mãos de Per Morten Bergseth na bateria (Fracture), Catalin Popa nos violinos, Cornelia Tihon na flauta de pã e Bernt Jansen, colega de Trond no Wig Wam, nas 4 cordas.

O disco é bem legal, e como esperado foca no lado hard/heavy. Os arranjos são teatrais e variados. Cada musica vai trazendo uma novidade. A faixa “Hands Of Your God”, com uma pegada mais arrastada e sombria, é a mais fraca do disco. Portanto, insista na audição. A pesada “Walking On Water” já demonstra toda a potencia vocal de Jorn no explosivo refrão. “Swing Of Death” tem um ‘q’ de Alice Cooper. Lena se sobressai em “Save Me” e “Under The Gun”. A dinâmica é bem variada. Nem todas as canções começam o som na cara. Algumas começam devagar para explodir depois. Como é o caso de “Masquerade Ball”.

Ou seja, esse é um disco para você ouvir com calma, prestando atenção nos detalhes dos arranjos, acompanhando as letras. Jorn canta quase todo o tempo para cima, muitas vezes remetendo ao Dio. Nenhum grande espanto para quem o acompanha de perto. Essa não é a primeira vez que participa de um álbum do gênero. O músico já participou de álbuns do Ayreon, Avantasia e Nostradamus. Portanto, já sabia exatamente o que fazer.

Embora seja uma ópera-rock, o CD não é longo. Em torno de 45 minutos. Portanto, não é um trabalho cansativo. Pelo contrário, quase nem se sente o tempo passar. Entre seus grandes momentos estão “Walking On Water”, “Swing Or Death”, “Save Me”, “River of Tears” e “Into The Dark”. Vale uma audição!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Bem feito

Faixas:
      01)   Hands Of Your God
      02)   Walking On Water
      03)   Swing Of Death
      04)   Masquerade Ball
      05)   Save Me
      06)   River Of Tears
      07)   Queen of the Dead
      08)   Into The Dark
      09)   True Love Through Blood (Instrumental)  
      10)   Under The Gun

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Nervosa – Agony (2016):



Por Davi Pascale

Grupo chega ao seu segundo álbum. Disco mantém sua pegada old-school, apresenta maturidade nos arranjos, e marca o fim da trajetória de Pitchu Ferraz.

As meninas do Nervosa acabam de lançar o sucessor de Victim of Yourself. Segundo álbum é um trabalho importante na carreira de um artista com o histórico delas. Quando lançaram seu debut, eram apontadas como uma grande promessa do cenário. Ou seja, é a famosa hora do ou vai ou racha.

Embora sejam jovens, a sonoridade thrash do trio paulista é voltada para um publico mais das antigas. Apostam em um thrash bem oitentista com bateria na velocidade da luz, palhetadas velozes e vocais bem old school. O gutural de Fernanda Lira é um diferencial. Embora não cante limpo (essa é a marca do gutural), é facilmente compreensível o que está cantando.
   
Em comparação ao (bom) Victim of Yourself, é possível notar algumas evoluções. As letras estão mais maduras, a qualidade de gravação está melhor e o encarte está com um ar mais profissional. Quando entraram em estúdio para registrar o trabalho anterior, estavam sem baterista e o instrumento acabou sendo gravado pelo Amilcar (Torture Squad). Dessa vez, Pitchu Ferraz fez o registro. E, de boa, não ficou nada a dever. Trabalho tão agressivo e com tanto punch quanto. Uma pena que não tenha dado certo no conjunto.

Somente um item me incomodou. Os poucos e curtos solos de guitarra. Prika Amaral é segura ao vivo (sim, já assisti show delas) e é ótima para criar riffs. Fator que pode ser comprovado tanto no primeiro CD, quanto em Agony. Porém, no momento dos solos ainda fica a dever. Tem várias faixas que caberiam solos mais longos, um pouco mais elaborados. Tem algumas onde nem sequer aparece. Talvez a adição de uma segunda guitarrista fizesse o conjunto conquistar vôos maiores.

Mais uma vez, criam uma faixa em português. Dessa vez, intitulada “Guerra Santa”. A letra é uma crítica à essa prática e à contradição envolvida em torno dela. A grande ousadia do novo trabalho é justamente o bônus “Wayfarer”, onde fazem um arranjo misturando rock n roll com thrash e pela primeira vez na vida, temos Fernanda Lira, cantando com voz limpa em alguns versos. E não é que a mina manda bem?

Os arranjos, em sua maioria, seguem a mesma linha de seu trabalho de estreia. Ou seja, aquela velha mistura de death e thrash. A influência de Slayer, Destruction, Kreator e Sepultura segue firme. Embora um pouco mais elaborado, o som não foi descaracterizado. O único momento que pode causar mimimi aos puristas é realmente a canção bônus.

Feliz em ver a evolução da banda e vê-las conquistando seu espaço mesmo depois de terem sofrido tantas críticas. Quem curte som pesado e agressivo dê uma chance à esse álbum. Se deixar os preconceitos de lado, tem de tudo para virar fã. Faixas de destaque: “Arrogance”, “Intolerance Means War”, “Failed System”, “Cyberwar” e “Wayfarer”.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Porrada oldschool

Faixas:
      01)   Arrogance
      02)   Theory of Conspiracy
      03)   Deception
      04)   Intolerance Means War
      05)   Guerra Santa
      06)   Failed System
      07)   Hostages
      08)   Surrounded By Serpents
      09)   Cyberwar
      10)   Hypocrisy
      11)   Devastation

      12)   Wayfarer (Bonus Track Brasil)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Ann Wilson – Thing #2 (2016):



Por Davi Pascale

Vocalista do Heart lança segundo volume de seu projeto de blues. Assim como o álbum do ano passado, novo trabalho é um EP de apenas 4 musicas, onde mistura inéditas com canções autorais. Vale conferir...

É comum vocalistas que trabalham com notas altas perderem o alcance durante os anos, enfrentarem problemas nas cordas vocais e tudo mais. O uso excessivo e abusivo faz com que nossos heróis peçam penico em algum momento. Esse dia ainda não chegou para Ann Wilson. Pelo contrário, o trabalho vocal dela está inacreditavelmente forte ainda. E isso já se nota na primeira faixa do álbum, “Manic Depression” (Jimi Hendrix).

No primeiro volume, a cantora focou mais em versões. Apresentava apenas uma autoral. E também havia realizado o trabalho todo em estúdio. Aqui, a história é outra. São 2 covers e 2 próprias. Meio a meio. As autorais foram registradas em estúdio, enquanto os covers foram gravados em apresentações ao vivo. Sim, ela faz alguns shows solo, embora o Heart ainda continue na ativa.

Na faixa de Jimi, o arranjou não sofreu muitas modificações. Pelo contrário, está bem fiel. E nela já percebemos que a mulher continua arregaçando nos vocais. E olha que ela já passou dos 60. Para ser mais exato, está com 66 anos. A balada de Peter Gabriel foi adaptada. Ou seja, a pegada se manteve, a linha vocal se manteve, a linha de baixo se manteve, mas foi adicionada uma guitarra à canção que originalmente era predominada pelo teclado.

No Heart, ela já fez de tudo um pouco. Já gravou LP´s comerciais com aquela linguagem bem oitentista, já gravou hard rock 70´s, já gravou som pesado, baladas, explorou os violões folk. Aqui, é um trabalho mais voltado para a linguagem do blues e para uma linguagem mais calma. O cover de Hendrix é a única com aquela pegada mais blues-rock.

As faixas inéditas são boas, mas a que mais me empolgou foi “Anguish”. Depois cover de Hendrix, é o melhor momento do disco. Com violões repleto de slides e uma mixagem mais moderna, a faixa se destaca no EP.

Por contas das vendas de discos ainda estarem longe do satisfatório, alguns artistas têm optado por lançar as musicas aos poucos, irem lançando compactos, EP´s. Essa, infelizmente, parece ser a realidade de Ann. Digo infelizmente porque eu, particularmente, prefiro o formato antigo.

Quanto ao álbum em questão, achei um bom disco, mas honestamente, gostei mais de #1, os arranjos no anterior estavam mais ousados, mais criativos, mesmo assim vale a pena ser conferido pelos fãs da cantora. Se você é um deles, aproveite que o trabalho está nos spotify´s da vida e dê uma checada. E, ah sim, não esqueça de reparar na interpretação vocal da mulher.

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   Manic Depression
      02)   Fighten Fer Life
      03)   Don´t Give Up
      04)   Anguish

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Keith Richards – Under The Influence (2015):



Por Davi Pascale

Finalmente fiz minha assinatura do tão falado Netflix. E eis que fuçando entre os títulos disponíveis, me deparo com alguns documentários de artistas de rock. O primeiro que parei para assistir foi o do guitarrista do Rolling Stones, Keith Richards. Criado durante as gravações de Crosseyed Heart, documentário traz formato diferenciado.

Esse não é um filme sobre sua entrada na banda, suas relações com as drogas, sua aventura no Piratas do Caribe. Não comenta de seus discos mais famosos, nem nada do tipo. Do que se trata afinal? Como o próprio nome sugere, o ponto chave são suas influências. Todas elas perceptíveis em seu mais recente álbum.

Sim, há alguns comentários sobre os Rolling Stones, e não tinha como ser diferente, mas essa não é a temática do filme. Comenta sobre o nascimento de canções como “Street Fightin´ Man” e “Sympathy For The Devil”, mas tudo como uma forma de demonstrar como funciona seu processo de composição. O modo como ele criou a distorção de “Street Fightin´ Man” é bem interessante, mas não vou contar para não estragar a surpresa.

A mesma situação ocorre na hora de falar sobre sua infância. Comenta sobre os primeiros artistas que ouviu, o que seus pais ouviam e o que tocava nas rádios, mas tudo para demonstrar o quão importante foi aquele universo na hora de criar seu estilo.

Algumas situações são bem óbvias. Não é preciso ser um stonemaníaco, nem ter Keith como seu maior ídolo, para saber sua admiração pelo blues. Basta ouvir os primeiros LP´s dos Stones e ler os créditos de composição para notar que várias daquelas musicas pertenciam à nomes como Willie Dixon, Jimmy Reed, Muddy Watters, entre outros. Outra presença constante é a de Chuck Berry.

“Todos foram influenciados pelo Chuck Berry. Até quem não sabe”, brinca Richards em determinado momento. A influência do musico St Louis é inegável. Afinal, foi a admiração pelo próprio que juntou a dupla Jagger/Richards. Keith comenta sobre sua participação no documentário Hail Hail Rock n Roll e sobre sua briga com seu maior ídolo na ocasião. Simplesmente hilário!

Outras influências presentes em seu universo são o jazz e country. Keith explica como entrou nesse universo, o impacto que teve em sua vida e sua obra, e quem são os artistas que chamaram sua atenção de imediato.

No longa, mesclam imagens de ensaio de seu mais novo álbum com imagens de arquivo. As imagens de arquivo já são manjadas entre os colecionadores da banda, mas dentro do filme dão um toque especial. Under the Influence é um filme bem bacana para quem já é fã do rapaz. Entre seus 80 minutos, o músico faz declarações interessantes e mostra que, apesar de seu jeito desleixado, tem total controle do que faz e sabe exatamente onde quer chegar. E ainda garante: “tocarei enquanto for capaz de tocar”. A música agradece. 

domingo, 7 de agosto de 2016

Dado Villa-Lobos – Memórias de Um Legionário (2015):





Por Davi Pascale

Guitarrista da Legião Urbana lança livro auto-biográfico e traz histórias de bastidores sobre uma das bandas mais populares do rock brasileiro. Material merece ser conferido por fãs e estudiosos sobre a cena roqueira.

Tem gente que ama, tem gente que odeia, mas a verdade é uma só. A Legião Urbana foi e continua sendo um dos maiores nomes do rock brasileiro. Aqui, Dado explica detalhadamente a trajetória deles. Traz histórias sobre os shows, sobre as gravações, sobre as decisões, sobre o convívio. Algumas já conhecidas do grande público, outras nem tanto.

A Legião tinha algumas atitudes não muito usuais, como a escolha de fazer poucos shows. Quando um artista estoura é comum que entrem numa rotina maluca de apresentações. Principalmente quando se transforma em um fenômeno, como foi o caso deles. E isso não era garantia de que o show seria lindo e maravilhoso. Tudo dependia do bem-estar de seu líder Renato Russo. Uma apresentação da Legião era uma caixinha de surpresas. Poderia ser fantástico ou poderia ser uma enorme catástrofe.

Dado Villa-Lobos explica vários shows onde tiveram dor de cabeça. Shows que abandonaram o palco no meio, shows que Renato teve bate boca com o publico. Não apenas lembra o que, quando e onde ocorreu, como explica também a razão daquelas explosões.

Um dos maiores tesouros, para quem é fã, é ter a chance de descobrir, através dos próprios músicos, detalhes sobre as gravações. O que ocorria no estúdio, quem estava ali com eles, de onde veio a ideia daquele acorde, daquela afinação, onde quiseram chegar com aquela letra. O guitarrista não deixa por menos e faz vários comentários sobre as composições. Quais foram as inspirações, o que estavam ouvindo na época, em quem Renato se inspirou para escrever tais versos.

Como toda boa banda de rock, não faltam brigas entre os músicos. E elas também não foram escondidas. Comenta desde as brigas entre os músicos de apoio, quanto às brigas entre eles próprios. E sim, a expulsão de Renato Rocha, o Negrete, é tratada.

Não faltam ainda detalhes sobre sua relação com a gravadora, a decisão de não se apresentarem muito ao vivo, a decisão de esconder do publico a doença do Renato, a decisão de mantê-lo trabalhando mesmo doente, o envolvimento deles com o álcool e as drogas. Livro bem honesto!

A leitura não é muito demorada, o livro não é muito longo e a linguagem utilizada pelo músico é bem simples. Minha única critica é que, por ser um livro do Dado Villa-Lobos, esperava um pouco mais de informações sobre seus álbuns solo, sobre as trilhas que escreve. Sempre tive curiosidade de saber um pouco mais sobre esses trabalhos, mas para quem quer saber sobre seus anos na Legião, o livro é um prato cheio.

O músico detalha toda a trajetória de maneira bem respeitosa. Mesmo na hora de comentar os assuntos mais polêmicos, Dado mantém o tom de admiração por seus colegas. Gosta da Legião? Então, a leitura é essencial. Simples assim!