quinta-feira, 21 de abril de 2016

Ultraje a Rigor – Por Quê Ultraje a Rigor, Vol2 ?



Por Davi Pascale

A galera do Ultraje a Rigor lançou recentemente um novo álbum. Estava esperando ter a oportunidade de ter o disco físico em mãos para fazer a resenha, mas até agora não consegui encontrar. Se alguém souber onde encontro o álbum, me diga, porque gostaria de ter o CD original.

Por Quê Ultraje a Rigor, Vol 2? foi lançado em 2015, exatos 25 anos após a primeira parte. No primeiro volume, os músicos resolveram reviver músicas de seus ídolos, músicas que tocavam com o grupo antes de gravarem o (clássico) Nós Vamos Invadir Sua Praia e se tornar uma banda de sucesso Brasil afora. Mantiveram a alegria do conjunto e o ar de deboche, várias letras foram alteradas para o projeto. A continuação traz um outro espírito. Somente músicas instrumentais dessa vez.

Existe uma outra diferença entre os dois discos. Quando lançaram o Vol 1, os músicos atravessavam uma fase complicada de relacionamento entre eles. Tanto que a banda passou por uma mudança de lineup logo em seguida e o LP trazia a participação especial de outros músicos. Entre eles, os irmãos Andria e Ivan Busic (Taffo, Dr. Sin). O LP também era uma colcha de retalhos. Misturavam sobras de estúdio com músicas gravadas para o projeto. Hoje, a realidade é outra. A formação está estabilizada, os músicos estão de bem com a vida e todas as gravações foram realizadas especialmente para o disco.

Esse ar de alegria transparece nas gravações. Embora não tenha a irreverência esperta de Roger Moreira, o álbum é bem para cima. Quem acompanha o programa do humorista Danilo Gentili já está acostumado à assistir o grupo fazendo vinhetas instrumentais. Aqui, as músicas estão completas. Deixam explicito, mais uma vez, a influência da surf music em seu trabalho. Se já era perceptível nos arranjos de Os Invisiveis e até mesmo em alguns momentos de seu debut, aqui a admiração é escancarada. Os rapazes revivem grupos como The Chantays, The Challengers e The Surfaris.

Ultraje lança álbum instrumental

Não faltam aqui também músicas que foram trilhas de filmes/séries e canções de músicos que foram influências para a galera do surf rock, como Link Wray e Duane Eddy. O material é super bem gravado e a banda está redonda. Nesse tipo de som, quase sempre o que mais se destaca é o trabalho de guitarra, mas vale também destacar a (ótima) performance de Bacalhau.

Dentre as músicas gravadas aqui, minhas preferidas são “Love Pipe”, “O Milionário” (canção que fez muito sucesso no Brasil com Os Incríveis), “Walk Don´t Run”, “Penetration” e a lindíssima “Sleepwalk” (muito lembrada entre os brasileiros por sua aparição no filme La Bamba). 

Por Que Ultraje Vol 2 é um disco bem bacana, para cima, disco bem agradável de escutar. Agora, fico na torcida para que os músicos coloquem esse material nas lojas (se é que já não colocaram e não estou sabendo) e que gravem em breve um CD de inéditas. O rock bem humorado do Ultraje está fazendo falta na cena.

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Alegre

Faixas:
      01)   Nitro
      02)   Rawhide
      03)   Arnold Layne
      04)   Love Pipe
      05)   O Milionário (The Millionaire)
      06)   La Cumparsita
      07)   Walk Don´t Run
      08)   Sleep Walk
      09)   Run Chicken Run
      10)   Green Hornet
      11)   Penetration
      12)   Rise and Fall of Flingel Bunt
      13)   March Funebre (Chopin´s Funeral March)
      14)   Rebel Rouser
      15)   Perfidia
      16)   Mae
      17)   Caravan
      18)   Pipeline
      19)   The Man From U.N.C.L.E. Theme 
      20)   Tema de Abertura do The Noite

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Lita Ford – Time Capsule (2016):



Por Davi Pascale

Quem viveu os anos 80 provavelmente se lembra de músicas como “Shot of Poison” e “Kiss me Deadly” nas rádios. Pois bem, Lita Ford acaba de soltar um novo álbum justamente com gravações inéditas dessa época.

Existem artistas que entram no estúdio já para registrar aquilo que será o novo trabalho. Existem artistas que registram músicas e mais músicas e depois fazem um apanhado geral e assim criam o novo disco. Lita Ford parece fazer parte do segundo time.

Time Capsule é um apanhado de canções que nunca haviam visto a luz do dia. Bem, 3 delas - "Where Will I Find My Heart Tonight", "Killing Kind" e "War Of The Angels" - já haviam parecido no álbum Black (1995). Mas, ali, ela havia regravado as canções. Revirou o catálogo dela, pegou 3 músicas que gostava e as modernizou para o projeto. Aqui, temos as músicas em seu formato original. "Where Will I Find My Heart Tonight", traz inclusive um dueto com o cantor Jeff Scott Soto (Yngwie Malmsteen, Talisman) que ficou simplesmente animal!

Lita optou por não alterar as fitas originais. Sendo assim, o que temos aqui é sua sonoridade clássica. Ou seja, linhas vocais que grudam na cabeça. Arranjos predominados por guitarra e teclado. Se você curte os álbuns Stiletto e Lita, pode ir sem medo. Parece uma continuação desses 2 discos. Vários músicos renomados participaram dessas gravações. Jeff não é o único. Além dele, temos aqui Gene Simmons (Kiss), Blues Saraceno (Poison), Dave Navarro (Jane´s Addiction), Billy Sheehan (Mr. Big), Robin Zander (Cheap Trick) e Bruce Kulick (Kiss). Temos ainda Chris Holmes (W.A.S.P.) em uma brincadeira de estúdio que acabou sendo utilizada como uma introdução. Parece aquelas brincadeiras que o Twisted Sister fazia no início de algumas músicas. Divertido!

Disco é formado por gravações inéditas dos anos 80

A sonoridade é 80´s total. "Rotten To The Core" é uma parceria de Lita com o baixista do Kiss. Traz aquela sonoridade mais pesadinha estilo "Gotta Let Go"."Anything For The Wild" traz um clima bem festivo, sonoridade rock de arena. Assim como os clássicos Lita e Stilleto, o disco traz bastante baladas, mas pode ficar tranquilo, tirando a bonita "War of The Angels", não são baladas tão down quanto um "Close My Eyes Forever", a maioria delas é no pique de músicas como "Shot Of Poison" ou "Broken Dreams".

Além de ser uma ótima cantora, Lita Ford sempre foi uma boa guitarrista. Sim, ela era linda, mas certamente não era uma cria de gravadora, a mulher sempre teve talento. Aqui, explora seu lado de guitarrista na (razoável) "On The Fast Track" e na (boa) releitura de "Littlle Wing" (Jimi Hendrix). Ambas, instrumentais.

A maioria das composições são excelentes. Mesmo as baladas são muito boas. Muito bacana a atitude da moça, de revirar os baús e resgatar essas verdadeiras pérolas. Embora eu goste de seus discos mais atuais, tem monte gente que torce o nariz para seus álbuns mais recentes. De todo modo, se você curtiu o trabalho dela na época, pode ir sem medo. Esse é o disco que os fãs das antigas estavam esperando desde Dangerous Curves. Rock on!

Nota: 8,0 / 10 ,0
Status: Nostálgico

Faixas:
      01)   Intro
02) Where Will I Find My Heart Tonight 
03)   Killing Kind
      04)   War Of The Angels
      05)   Black Leather Heart
      06)   Rotten To The Core
      07)   Little Wing
      08)   On The Fast Track
      09)   King Of The Wild Wind 
      10)   Mr. Corruption 
      11)   Anything For The Thrill

terça-feira, 19 de abril de 2016

Magnéticos 90: A Geração do Rock Brasileiro lançada em fita cassete (2016):



Por Davi Pascale

Algo bem interessante acaba de chegar às livrarias. Magnéticos 90 traz um retrato da cena brasileira dos anos 90. Daquelas bandas que vendiam fitinhas cassetes nos seus shows (quando isso era uma necessidade e não um objeto cult) e que participavam dos festivais independentes.

A leitura é rápida, matei o livro em 2 horas. A razão disso é que foi escolhida uma narrativa não muito usual nesse tipo de projeto: a linguagem em quadrinhos. Exatamente, o que temos aqui não é um texto recheado de depoimentos de músicos e jornalistas. É a linguagem de gibi.  As ilustrações, por sinal, são muito bacanas, muito bem feitas.

Quem narra a história é Gabriel Thomaz, que nessa época pertencia ao Little Quail And The Mad Birds. Gabriel vai narrando a sua história artística e vai misturando com a da cena da época. Da galera que foi conhecendo no caminho, das amizades que foram sendo construídas, dos festivais que participavam, de fazer rock em Brasília...

Os músicos dessa geração trocavam fitas demos entre eles. Faziam shows juntos, montavam bandas paralelas com músicos de outras bandas. Um tipo de brothagem que faz toda a diferença no fortalecimento da cena e que hoje em dia, infelizmente, é cada vez mais raro.

Alguns desses grupos se tornaram grandes nomes do rock brasileiro. Alguns exemplos? Raimundos, Planet Hemp, Mundo Livre, Pato fu, Los Hermanos... Não falta por aqui comentário das criações dos selos que foram responsáveis por lançar essas bandas como o Rock It!, o Banguela e o Super Demo. Nem as bandas que bombaram na cena underground, mas nunca tiveram o merecido reconhecimento como Graforreia Xilarmonica, Acabou La Tequila, Filhos de Mengele e Pin Ups.

Gabriel Thomaz e Daniel Juca lançam livro sobre cena independente dos anos 90

Para quem acha que rock n roll é luxo e que as bandas acontecem do nada, esse livro demonstra uma boa dose de realidade. Retrata o esforço para fabricar, divulgar e distribuir as fitas demos. Da dificuldade de conseguir shows, dos perrengues que passam pela estrada, etc etc etc. Glamour é só depois que você se torna um verdadeiro astro do rock. Até lá, é porrada atrás de porrada.

O texto conta com um tom bem descontraído, como se fosse um bate-papo, a linguagem é bem simples e é repleto de histórias curiosas. Existem várias histórias sobre presepadas dos músicos envolvidos que rendem altas gargalhadas.

Magnéticos 90 foi um trabalho de muito suor, onde o músico demorou quase 10 anos para conseguir finaliza-lo. Reeditou cada uma das fitas demos que tinha (segundo ele, mais de 400), sempre que possível fazia um breve comentário sobre como era o som daquela banda, qual música mais agitava, os refrãos que a galera cantava nos shows. O livro apresenta um bom panorama do que foi a cena independente da época.

Como sou colecionador de discos, alguns desses nomes eu já conhecia como Pravda, Killing Chainsaw, Ultramen, Tequila Baby, Virna Lisi... Mas outros, confesso que nunca tinha ouvido falar. Para aqueles que tiverem a curiosidade de conferir um pouco da sonoridade desses grupos, a equipe do livro criou um blog, onde disponibilizam várias das fitinhas demos que eles citam na historinha. O endereço do blog é www.magneticos90.com.br. Projeto divertido e bacana que deveria ser conferido por qualquer pessoa que tenha um mínimo de interesse pelo rock fabricado no Brasil. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Foo Fighters – Five Songs and A Cover (2005):



Por Davi Pascale

Hoje, trago uma dica aos colecionadores. Revirando minha estante me deparei com esse CD que não ouvia há algum tempo e, por alguma razão, achei que deveria escrever sobre ele. Vamos lá...

Five Songs And a Cover não é um bootleg. É um álbum oficial. Um EP, para ser mais exato, que foi criado como um produto exclusivo para a rede Best Buy. É comum a Best Buy ou a Walmart conseguirem edições exclusivas com faixas bônus, embalagem diferente, ou até mesmo um lançamento exclusivo como é o caso aqui.

O CD foi lançado na época de In Your Honor, as músicas são todas desse período. Justamente por ser um EP, o disco não é comprido. Pelo contrário, é bem curtinho. 23 minutos. Mas são 23 minutos bem bacanas. Para montar esse disquinho, recorreram aos singles da época. É comum que os CDs singles tragam material inédito. Música que ficou de fora, versão demo, remix, versão ao vivo exclusiva. Com o Foo Fighters não é diferente. Aqui, se utilizaram dos singles Resolve, Best Of You e DOA.

O álbum abre com uma versão ao vivo de “Best Of You”, gravada em 2005 na Noruega. A versão é explosiva e traz as guitarras falando alto e um Dave Grohl totalmente endiabrado, cantando com uma puta vontade. Versão empolgante, ainda que com um arranjo bem próximo ao disco. Na sequência temos uma versão demo de “DOA”. A essência da música já estava aqui. O arranjo era bem similar e contava com a mesma linha vocal do disco. Entretanto, era mais crua, sem contar com as quebradas de tempo, uma bateria mais simples e sem os efeitos vocais ainda. Encerrando a primeira metade, temos a versão de estúdio de “Skin And Bones”, faixa que daria nome ao trabalho seguinte.

Disco foi criado para a rede Best Buy
“World” e “FFL” são duas faixas inéditas que haviam sido lançadas somente nos singles. “World” é aquela balada que começa lenta para depois explodir lá pelo meio da música, assim como ocorreu em “February Stars” (The Colour And The Shape). Boa faixa! “FFL” já é mais pesada, mais porrada, deixando em evidência sua influência punk. “I Feel Free” é o cover que eles se referem no título do disco. Foi gravada originalmente pelo Cream. A versão é bem fiel à original com direito à palminhas, piano de fundo e a preocupação de manter a harmonia vocal. Ficou interessante.

Como se trata de um disco oficial, a qualidade de som é espetacular. A única reclamação é que o disco não tem encarte. Não custaria colocar as letras das músicas, a explicação de onde foram lançadas pela primeira vez e a razão do álbum. De todo modo, é um disco bem interessante para se ter na coleção. Corra atrás. É possível encontrar nos ebays da vida.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Excelente

Faixas:
      01)   Best Of You (Live)
      02)   DOA (demo)
      03)   Skin And Bones
      04)   World (Demo)
      05)   I Feel Free (Cream Cover) 
      06)   FFL

domingo, 17 de abril de 2016

A confirmação de Axl no AC/DC





Por Davi Pascale

Já tem algum tempo que o boato se espalhou na internet. Alguns choraram de raiva, outros choraram de alegria. Só que agora é oficial. O AC/DC confirmou ontem que Axl Rose será o cantor que irá ajudar a terminar a turnê. A polêmica voltou a tomar contar da internet.

Um dos grandes problemas da internet é que qualquer um pode escrever o que quiser a qualquer hora. O problema que vejo nisso não é na parte de opinião contrária. Isso faz parte da vida. O problema é gente que sai comentando sem ler. Algo que está cada vez mais comum. Sem contar sites que fazem chamadas sensacionalistas. Tem muita gente que forma sua opinião pelo título da matéria. Daí, já viu...

Se você odeia Axl Rose, pode ficar calmo. Ele não entrou oficialmente no AC/DC. Sim, tem site divulgando que ele é o novo cantor da banda. Quem leu a carta com atenção, entendeu claramente que a ideia dos músicos é terminar a turnê que já estava em andamento quando Brian Johnson resolveu se afastar para não perder sua audição em definitivo. Ele é apenas um músico convidado que irá ajudá-los à concluir a turnê. Daí pra frente, só Deus sabe o que irá acontecer. A banda ainda não pronunciou sequer se irão continuar na atividade pós-turnê ou não...

Outra situação que está sendo bem comentada. Por que Axl Rose? Por que não convidar o cantor do Accept, do Krokus, do Airbourne, do Jackyl? Todos esses caras cantam em um estilo bem similar ao Brian Johnson, é verdade. E cantam muito bem, fato! Mas talvez o grande problema esteja justamente aí. Provavelmente quiseram pegar alguém com estilo diferente para evitar comparação. Ou simplesmente para fazer sentido. Brian Johnson quando entrou na banda trouxe sangue novo ao grupo. Veio com um novo estilo, não veio na onda do Bon Scott. Por que fariam o contrário agora?

Sem contar do lado comercial. Axl Rose é o famoso artista ame ou odeie. Tem uma leva de seguidores enorme. O nome dele é meio que uma marca. Atrai mídia, atrai grana. Alguma duvida de que a nova etapa da turnê do AC/DC será comentada em todo canto? Ou de que renderá enorme quantia de dinheiro? A venda de ingressos já está mais do que garantida. Do ponto de vista comercial, a decisão é genial!

O único fator que me preocupa nessa reunião é a voz de Axl. As músicas do AC/DC são bem altas e o rapaz não tem mais a potência vocal que tinha na década de 80 e 90. Será que ele vai dar conta do recado? Vamos esperar para ver o que vem por aí. Pode surpreender ou pode decepcionar. De todo modo, temos a certeza de que os shows do AC/DC continuarão divertidos e barulhentos.

sábado, 16 de abril de 2016

Notícias do Rock


Fique por dentro de algumas das principais noticias do mundo do rock. Novos álbuns, novas tours, filmes, livros, aposentadorias. Relembre alguns assuntos que deram o que falar nesses últimos dias. 



Por Davi Pascale

Show do Kiss será exibido nos cinemas


No próximo dia 25 de Maio um show do Kiss em Las Vegas será exibido nos cinemas de diversos países. E o mais legal é que o Brasil está na lista. Quem for fã, fica esperto! É apenas um dia, um horário. 21h! Será assim em todos os países onde será exibido. Para ficar por dento de quais salas exibirão, acesse o site www.cinelive.com.br .


David Coverdale irá se aposentar

 
Pelo visto, o Aerosmith não será o único à se aposentar em 2017. David Coverdale disse à revista Rolling Stone que planeja se aposentar no próximo ano. “Em 2012, recebi um telefonema de um representante do Jon Lord. Ele me disse ‘Você toparia uma reunião do Purple? Ele está determinado a fazer acontecer’. Disse ‘diga que eu topo’. Infelizmente, ele não se recuperou. Estava tentando me aposentar. Gravei um disco chamado The Purple Album que acredito que possa ser uma despedida. Estou planejando parar no próximo ano durante a comemoração dos 30 anos do disco 1987”. Essa não é a primeira vez que ela fala em parar, mas dá sempre uma agonia...


Paul McCartney surpreende com setlist

 

O beatle Paul McCartney parece ainda ter muita lenha para queimar. O músico acaba de iniciar uma nova turnê e surpreendeu seus fãs ao incluir músicas que não tocava ao vivo há décadas como “A Hard Day´s Night”, “In Spite Of All The Danger”, “Temporary Secretary” e “Love Me Do”. Existem boatos de que a nova tour irá passar pelo Brasil. Há quem diga que a passagem ocorra já em Maio. Agora é só torcer...


King Bird divulga capa de novo álbum


A banda paulistana King Bird chega ao seu quarto álbum. Em seu primeiro trabalho com o vocalista Ton Cremon, a banda busca novas referências. Segundo o que dizem, parece que a influencia setentista de grupos como Grand Funk Railroad, Deep Purple e Free permanecem, mas os músicos garantem renovar o som juntando com elementos dos anos 80 e 90. Assim que estiver com um exemplar em mãos, comentarei. Até lá, confira a capa do novo trabalho. 


Tico Santa Cruz lança clipe contra o impeachment


Esse fim-de-semana, teremos mais uma etapa do polêmico impeachment da presidente Dilma Rousseff. A classe artística está dividida. Há quem defenda sua saída como o músico Lobão e quem defenda a continuidade, como o músico Leoni. Entre os nomes que defendem a presidente, está o cantor do Detonautas Roque Clube, Tico Santa Cruz. Pois bem... O cantor resolveu ir além de seus textos e vídeos na sua página do Facebook e criou uma parceria com o rapper Flavio Renegado sobre o tema. Como não compramos briga política, resolvi compartilhar o vídeo do músico. Assista e forme sua opinião!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ace Frehley – Origins Vol 1 (2016):



Por Davi Pascale

Ace Frehley resolve revisitar suas raízes em seu novo álbum. Disco conta com a participação de grandes nomes do rock, entre eles um velho parceiro da banda que o tornou mundialmente famoso. Trabalho extremamente honesto e empolgante.

Há quem não goste, mas sempre considerei Ace Frehley não somente o melhor guitarrista do Kiss, como um dos grandes guitarristas do rock. Ok, não é um virtuose. Mas é um músico cheio de personalidade, excelente para criar riffs e solos. Um cara que tem uma magia em volta. 

Bah... Mas esse é um disco de covers, não é? Sim, mas o rapaz imprimiu sua marca em cada canção. As músicas não foram modificadas ao ponto de ficarem irreconhecíveis, nem de serem consideradas modernas, mas Ace não se preocupou em reproduzir nota por nota. Especialmente, nos solos. Tocou à sua maneira. E ficou matador! O cara está arregaçando na guitarra. Um solo melhor do que o outro. Fazia tempo que não o via tão inspirado. Na parte vocal? Ace sendo Ace. Quem gosta do seu estilo de cantar, ficará satisfeito. Quem não gosta, não mudará de opinião.

Como já era de se esperar, as músicas focam os anos 60. Cream, Rolling Stones, Jimi Hendrix... Os anos 70, período em que atingiu a popularidade, também não foram esquecidos. Resgata aqui sons de Led Zeppelin, Thin Lizzy e de sua antiga banda, o Kiss. Duas já eram manjadas. “Parasite” e “Cold Gin” são clássicos do quarteto mascarado que costumam pintar em seus shows solo. A grande surpresa aqui é “Rock n´ Roll Hell” de Creatures Of The Night. Álbum em que aparece na capa, mas não chegou a gravar. Dá uma dica aqui de como seria o disco com ele. Já é a segunda vez que ele nos surpreende. Em Trouble Walkin´ o rapaz fez uma (boa) gravação de "Hide Your Heart" (Hot In The Shade). O resultado da música do Creatures? Excelente! Ainda acho que o vocal de Gene casa melhor na música, mas o trabalho de guitarra está matador! Rock n roll na veia.

Paul Stanley volta a gravar com Ace Frehley 18 anos depois

As músicas não foram reinventadas, mas ganharam uma dose extra de peso. Origins é um álbum bem empolgante. Conta com uma sonoridade bem viva. Soa como se os músicos estivessem tocando dentro do seu quarto. Em algumas faixas, contou com convidados especiais. Dentre esses, vale destacar Slash (sim, esse mesmo) em “Emerald”, o vocal de Scott Coogan (músico da sua banda de apoio) em “Bring It On Home” e Paul Stanley em uma ótima interpretação de “Fire And Water”. Paul não ficou imitando Paul Rodgers. Deu uma cara dele e ficou sensacional.

Talvez alguns reclamem do set escolhido, por serem canções óbvias, mas a ideia aqui não era resgatar obscuridades e, sim, demonstrar um pouquinho as suas influências, mostrar quem foram seus heróis e se divertir um pouco, por que não? As faixas escolhidas são consideradas clássicos do rock. Algo sempre divertido de ouvir, certo? Em Origins Vol. 1, Ace Frehley dá uma aula de guitarra e de rock n´roll. Ouça e no talo!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nota:  10,0 / 10,0
Status: Divertido e empolgante

Faixas:
      01)   White Room (Cream)
      02)   Street Fighting Man (Rolling Stones)
      03)   Spanish Castle Magic c/ John 5 (Jimi Hendrix)
      04)   Fire And Water c/ Paul Stanley (Free)
      05)   Emerald c/ Slash (Thin Lizzy)
      06)   Bring It On Home (Led Zeppelin)
      07)   Wild Thing c/ Lita Ford (The Troggs)
      08)   Parasite c/ John 5 (Kiss)
      09)   Magic Carpet Ride (Steppenwolf)
      10)   Cold Gin c/ Mike McCready (Kiss)
      11)   Til The End Of The Day (Kinks)
      12)   Rock And Roll Hell (Kiss)