domingo, 17 de abril de 2016

A confirmação de Axl no AC/DC





Por Davi Pascale

Já tem algum tempo que o boato se espalhou na internet. Alguns choraram de raiva, outros choraram de alegria. Só que agora é oficial. O AC/DC confirmou ontem que Axl Rose será o cantor que irá ajudar a terminar a turnê. A polêmica voltou a tomar contar da internet.

Um dos grandes problemas da internet é que qualquer um pode escrever o que quiser a qualquer hora. O problema que vejo nisso não é na parte de opinião contrária. Isso faz parte da vida. O problema é gente que sai comentando sem ler. Algo que está cada vez mais comum. Sem contar sites que fazem chamadas sensacionalistas. Tem muita gente que forma sua opinião pelo título da matéria. Daí, já viu...

Se você odeia Axl Rose, pode ficar calmo. Ele não entrou oficialmente no AC/DC. Sim, tem site divulgando que ele é o novo cantor da banda. Quem leu a carta com atenção, entendeu claramente que a ideia dos músicos é terminar a turnê que já estava em andamento quando Brian Johnson resolveu se afastar para não perder sua audição em definitivo. Ele é apenas um músico convidado que irá ajudá-los à concluir a turnê. Daí pra frente, só Deus sabe o que irá acontecer. A banda ainda não pronunciou sequer se irão continuar na atividade pós-turnê ou não...

Outra situação que está sendo bem comentada. Por que Axl Rose? Por que não convidar o cantor do Accept, do Krokus, do Airbourne, do Jackyl? Todos esses caras cantam em um estilo bem similar ao Brian Johnson, é verdade. E cantam muito bem, fato! Mas talvez o grande problema esteja justamente aí. Provavelmente quiseram pegar alguém com estilo diferente para evitar comparação. Ou simplesmente para fazer sentido. Brian Johnson quando entrou na banda trouxe sangue novo ao grupo. Veio com um novo estilo, não veio na onda do Bon Scott. Por que fariam o contrário agora?

Sem contar do lado comercial. Axl Rose é o famoso artista ame ou odeie. Tem uma leva de seguidores enorme. O nome dele é meio que uma marca. Atrai mídia, atrai grana. Alguma duvida de que a nova etapa da turnê do AC/DC será comentada em todo canto? Ou de que renderá enorme quantia de dinheiro? A venda de ingressos já está mais do que garantida. Do ponto de vista comercial, a decisão é genial!

O único fator que me preocupa nessa reunião é a voz de Axl. As músicas do AC/DC são bem altas e o rapaz não tem mais a potência vocal que tinha na década de 80 e 90. Será que ele vai dar conta do recado? Vamos esperar para ver o que vem por aí. Pode surpreender ou pode decepcionar. De todo modo, temos a certeza de que os shows do AC/DC continuarão divertidos e barulhentos.

sábado, 16 de abril de 2016

Notícias do Rock


Fique por dentro de algumas das principais noticias do mundo do rock. Novos álbuns, novas tours, filmes, livros, aposentadorias. Relembre alguns assuntos que deram o que falar nesses últimos dias. 



Por Davi Pascale

Show do Kiss será exibido nos cinemas


No próximo dia 25 de Maio um show do Kiss em Las Vegas será exibido nos cinemas de diversos países. E o mais legal é que o Brasil está na lista. Quem for fã, fica esperto! É apenas um dia, um horário. 21h! Será assim em todos os países onde será exibido. Para ficar por dento de quais salas exibirão, acesse o site www.cinelive.com.br .


David Coverdale irá se aposentar

 
Pelo visto, o Aerosmith não será o único à se aposentar em 2017. David Coverdale disse à revista Rolling Stone que planeja se aposentar no próximo ano. “Em 2012, recebi um telefonema de um representante do Jon Lord. Ele me disse ‘Você toparia uma reunião do Purple? Ele está determinado a fazer acontecer’. Disse ‘diga que eu topo’. Infelizmente, ele não se recuperou. Estava tentando me aposentar. Gravei um disco chamado The Purple Album que acredito que possa ser uma despedida. Estou planejando parar no próximo ano durante a comemoração dos 30 anos do disco 1987”. Essa não é a primeira vez que ela fala em parar, mas dá sempre uma agonia...


Paul McCartney surpreende com setlist

 

O beatle Paul McCartney parece ainda ter muita lenha para queimar. O músico acaba de iniciar uma nova turnê e surpreendeu seus fãs ao incluir músicas que não tocava ao vivo há décadas como “A Hard Day´s Night”, “In Spite Of All The Danger”, “Temporary Secretary” e “Love Me Do”. Existem boatos de que a nova tour irá passar pelo Brasil. Há quem diga que a passagem ocorra já em Maio. Agora é só torcer...


King Bird divulga capa de novo álbum


A banda paulistana King Bird chega ao seu quarto álbum. Em seu primeiro trabalho com o vocalista Ton Cremon, a banda busca novas referências. Segundo o que dizem, parece que a influencia setentista de grupos como Grand Funk Railroad, Deep Purple e Free permanecem, mas os músicos garantem renovar o som juntando com elementos dos anos 80 e 90. Assim que estiver com um exemplar em mãos, comentarei. Até lá, confira a capa do novo trabalho. 


Tico Santa Cruz lança clipe contra o impeachment


Esse fim-de-semana, teremos mais uma etapa do polêmico impeachment da presidente Dilma Rousseff. A classe artística está dividida. Há quem defenda sua saída como o músico Lobão e quem defenda a continuidade, como o músico Leoni. Entre os nomes que defendem a presidente, está o cantor do Detonautas Roque Clube, Tico Santa Cruz. Pois bem... O cantor resolveu ir além de seus textos e vídeos na sua página do Facebook e criou uma parceria com o rapper Flavio Renegado sobre o tema. Como não compramos briga política, resolvi compartilhar o vídeo do músico. Assista e forme sua opinião!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ace Frehley – Origins Vol 1 (2016):



Por Davi Pascale

Ace Frehley resolve revisitar suas raízes em seu novo álbum. Disco conta com a participação de grandes nomes do rock, entre eles um velho parceiro da banda que o tornou mundialmente famoso. Trabalho extremamente honesto e empolgante.

Há quem não goste, mas sempre considerei Ace Frehley não somente o melhor guitarrista do Kiss, como um dos grandes guitarristas do rock. Ok, não é um virtuose. Mas é um músico cheio de personalidade, excelente para criar riffs e solos. Um cara que tem uma magia em volta. 

Bah... Mas esse é um disco de covers, não é? Sim, mas o rapaz imprimiu sua marca em cada canção. As músicas não foram modificadas ao ponto de ficarem irreconhecíveis, nem de serem consideradas modernas, mas Ace não se preocupou em reproduzir nota por nota. Especialmente, nos solos. Tocou à sua maneira. E ficou matador! O cara está arregaçando na guitarra. Um solo melhor do que o outro. Fazia tempo que não o via tão inspirado. Na parte vocal? Ace sendo Ace. Quem gosta do seu estilo de cantar, ficará satisfeito. Quem não gosta, não mudará de opinião.

Como já era de se esperar, as músicas focam os anos 60. Cream, Rolling Stones, Jimi Hendrix... Os anos 70, período em que atingiu a popularidade, também não foram esquecidos. Resgata aqui sons de Led Zeppelin, Thin Lizzy e de sua antiga banda, o Kiss. Duas já eram manjadas. “Parasite” e “Cold Gin” são clássicos do quarteto mascarado que costumam pintar em seus shows solo. A grande surpresa aqui é “Rock n´ Roll Hell” de Creatures Of The Night. Álbum em que aparece na capa, mas não chegou a gravar. Dá uma dica aqui de como seria o disco com ele. Já é a segunda vez que ele nos surpreende. Em Trouble Walkin´ o rapaz fez uma (boa) gravação de "Hide Your Heart" (Hot In The Shade). O resultado da música do Creatures? Excelente! Ainda acho que o vocal de Gene casa melhor na música, mas o trabalho de guitarra está matador! Rock n roll na veia.

Paul Stanley volta a gravar com Ace Frehley 18 anos depois

As músicas não foram reinventadas, mas ganharam uma dose extra de peso. Origins é um álbum bem empolgante. Conta com uma sonoridade bem viva. Soa como se os músicos estivessem tocando dentro do seu quarto. Em algumas faixas, contou com convidados especiais. Dentre esses, vale destacar Slash (sim, esse mesmo) em “Emerald”, o vocal de Scott Coogan (músico da sua banda de apoio) em “Bring It On Home” e Paul Stanley em uma ótima interpretação de “Fire And Water”. Paul não ficou imitando Paul Rodgers. Deu uma cara dele e ficou sensacional.

Talvez alguns reclamem do set escolhido, por serem canções óbvias, mas a ideia aqui não era resgatar obscuridades e, sim, demonstrar um pouquinho as suas influências, mostrar quem foram seus heróis e se divertir um pouco, por que não? As faixas escolhidas são consideradas clássicos do rock. Algo sempre divertido de ouvir, certo? Em Origins Vol. 1, Ace Frehley dá uma aula de guitarra e de rock n´roll. Ouça e no talo!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nota:  10,0 / 10,0
Status: Divertido e empolgante

Faixas:
      01)   White Room (Cream)
      02)   Street Fighting Man (Rolling Stones)
      03)   Spanish Castle Magic c/ John 5 (Jimi Hendrix)
      04)   Fire And Water c/ Paul Stanley (Free)
      05)   Emerald c/ Slash (Thin Lizzy)
      06)   Bring It On Home (Led Zeppelin)
      07)   Wild Thing c/ Lita Ford (The Troggs)
      08)   Parasite c/ John 5 (Kiss)
      09)   Magic Carpet Ride (Steppenwolf)
      10)   Cold Gin c/ Mike McCready (Kiss)
      11)   Til The End Of The Day (Kinks)
      12)   Rock And Roll Hell (Kiss)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Silverchair – Frogstomp 20th Anniversary Deluxe Edition (2015):



Por Davi Pascale

De volta à era do grunge. Quem viveu os anos 90, não esquece. A cada dia surgia uma nova banda. Quase sempre com as mesmas características. Músicas com poucos acordes, atitude no palco, bastante distorção, maior aproximação do público. Quando o trio da Australia ganhou as rádios, o estilo já havia se espalhado. Artistas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice In Chains, Smashing Pumpkins, Hole, L7, já eram nomes mais do que conhecidos da juventude.

Os garotos do Silverchair vieram meio que nessa onda. Na verdade, eles vieram em uma segunda leva, já levando o título de post-grunge. Eram literalmente garotos quando atingiram o estrelato. Todos em torno de 15, 16 anos de idade. A imprensa se dirigia à eles como o Nirvana de pijamas. Pior que tinha a ver. Assim como o grupo de Aberdeen, eram um trio com um guitarrista/cantor loiro com cabelo escorrido no rosto e um cabeludo que socava a bateria no fundo do palco. Além disso, faziam músicas alternando momentos limpos com momentos sujos. A comparação era inevitável.

Frogstomp despontou depois que os clipes de “Tomorrow” e “Israel´s Son” entraram nas paradas da MTV. A principal fonte de informação dos jovens na época. Não demorou muito e os meninos ganharam respeito. Provaram não serem uma armação de gravadora. Todas as faixas do disco foram compostas pelo guitarrista Daniel Johns e pelo baterista Ben Gillies. As performances ao vivo eram boas e honestas. Isso pode ser comprovado no show do Cambridge, incluído nesse pacote em CD e DVD.

São apenas 5 músicas, mas é o suficiente para ver que os rapazes eram realmente talentosos. Gillies, nessa época, era o melhor músico da banda. Tocava com vontade, tinha uma puta pegada. Daniel Johns era um cantor ok – não decepcionava, mas dava umas escorregadas. Chris Joannon era seguro. A apresentação é bem bacana de assistir. Pesado e bem entrosados. Apresentam aqui; a rara “Blind”, a instrumental “Madman”, o lado B “Faultline” e os hits “Pure Massacre” e “Tomrorrow”. Meia hora de pura nostalgia. No DVD há ainda uma (boa) performance ao vivo de “Israel´s Son”, além dos três clipes do disco (“Tomorrow”, “Israel´s Son” e “Pure Massacre”).

Debut do grupo volta às lojas repleto de material inédito da época

O debut dos meninos é bem sólido e sobreviveu à prova do tempo. Não considero seu melhor trabalho, sempre gostei mais de Freakshow e Neon Ballroom, mas o disco é bem bacana. Lembro que comprei meu CD na época, depois de assistir ao clipe de “Israel´s Son” no Disk MTV. Foi muito bacana voltar à ele tantos anos depois. O Silverchair é uma banda que foi mudando de sonoridade com o passar dos anos, mas seu debut era grunge puro. Eram uma feliz mistura entre Nirvana e Pearl Jam. Apesar da fama de Nirvana de pijamas, o estilo vocal de Daniel sempre me lembrou mais o Eddie Vedder do que o Kurt Cobain. Os grandes destaques ficam por conta de “Israel´s Son”, “Pure Massacre”, “Leave Me Alone”, “Suicidal Dream” e “Cicada”.

No álbum de raridades, além das 5 músicas ao vivo, temos o raro EP Tomorrow. O primeiro lançamento do trio. A versão de “Tomorrow” não é a mesma do disco, mas é bem similar. A mesma linha vocal, mesma construção. Ouvindo com atenção, contudo, notamos algumas diferenças na guitarra e na voz. “Acid Rain” traz um riff bem no pique de “Even Flow”. Inacreditável ter ficado de fora do Frogstomp. Acho ela mais forte do que “Shade”, por exemplo. A faixa seguinte, “Blind”, é manjada entre os fãs mais fiéis. Além de ter sido lançada no vinil da época, a música fez parte da coletânea The Best Of Volume 1. “Stoned” é mais uma que remete aos anos iniciais do grupo de Eddie Vedder. Há ainda uma versão cantada de “Madman”. Interessante, mas prefiro a instrumental mesmo.

A versão de aniversário de Frogstomp já foi lançada no Brasil. É possível encontra-la nas megastores da vida. Para quem é fã do grupo ou da cena da época, o lançamento é um prato cheio. Se você curte esse som, pega que vale a pena.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Nostálgico

CD 01:
      01)   Israel´s Son
      02)   Tomorrow
      03)   Faultline
      04)   Pure Massacre
      05)   Shade
      06)   Leave Me Out
      07)   Suicidal Dream
      08)   Madman
      09)   Undecided
      10)   Cicada
      11)   Findaway

CD 02:
      01)   Tomorrow
      02)   Acid Rain
      03)   Blind (Life)
      04)   Stoned
      05)   Madman (Vocal Version)
      06)   Madman (Live At The Cambridge)
      07)   Blind (Live At The Cambridge)
      08)   Tomorrow (Live At The Cambridge)
      09)   Faultine (Live At The Cambridge)
      10)   Pure Massacre (Live At The Cambridge)

DVD:
      01)   Madman (Live At The Cambridge)
      02)   Blind (Live At The Cambridge)
      03)   Tomorrow (Live At The Cambridge)
      04)   Faultine (Live At The Cambridge)
      05)   Pure Massacre (Live At The Cambridge)
      06)   Israel´s Son (Live From The Easter Show)
      07)   Tomorrow (Us Video)
      08)   Pure Massacre (Australian Video) 
      09)   Israel´s Son (Video)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Tarja - Ave Maria En Plen Air (2015):



Por Davi Pascale

Tarja Turunen lança álbum com sonoridade clássica. Disco é extremamente bem gravado, mas é recomendado somente aos fãs mais fiéis da cantora.

Não é preciso ser um especialista na carreira da Tarja ou na história do Nightwish para saber a adoração da vocalista pela música clássica, pela ópera. Todos sabem que ela é simplesmente apaixonada pelo trabalho de cantoras como Sarah Brightman e Maria Callas. Desde que saiu do Nightwish, Tarja vem intercalando um disco mais rock e um disco mais calmo, como é o caso aqui.

Essa, contudo, é a primeira vez em que lança um disco 100% clássico. Em Breath From Heaven, ela explorou mais o canto lírico, mas os arranjos cruzavam com o pop. Chegou, inclusive, a gravar músicas de John Lennon e Abba no disco. Nos trabalhos seguintes, inovou ao explorar arranjos com guitarra e depois com bateria. Ou seja, trazendo elementos do rock para dentro da música clássica. Dessa vez, ela seguiu o projeto à risca.

O disco, contudo, não deixa de ser ousado. Interpretar “Ave Maria” é prova de fogo para qualquer cantor lírico. No Brasil, o Agnaldo Rayol é um que é bem conhecido por realizar uma interpretação respeitada da música. Não há um show do rapaz onde ele consiga ir embora sem canta-la. Fora do Brasil, diversos artistas já interpretaram. Entre elas, sua grande ídala, a já citada Sarah Brightman.

É difícil cantá-la com propriedade porque além de uma afinação impecável, se a ideia é registrá-la, é necessária uma dose de emoção. Não pode ser algo que soa extremamente calculado. Acaba ficando caricato. Sabendo disso, resolveu gravar o disco ao vivo. Não em frente de uma plateia, mas tocando todos os músicos juntos. Turunen optou por não maquiar a voz, não ficar fazendo correções por computador.  E, mais do que isso, optou por não gravar um disco em um estúdio, mas sim em uma igreja.

Deu certo! Ave Maria En Plen Air é um disco onde a artista coloca toda a sua emoção na interpretação. Quem é muito fã da voz da cantora, como é o meu caso, é muito interessante de ouvir porque nesses projetos mais afastados do rock, ela consegue explorar mais o seu canto. É onde conseguimos notar quão forte é sua voz. Entretanto, vale lembrar que esse é um projeto de música clássica. Se você espera ouvir algum resquício dos tempos do Nightwish por aqui, passe bem longe. Os arranjos aqui foram criados se utilizando de órgão, harpa e violoncelo.

Sempre que fazia um show mais clássico, como nos especiais de natal, Tarja Turunen resgatava a tradicional “Ave Maria”. Contudo, se engana quem pensa que existe apenas 1 versão da música. Existem mais de 4.000 versões da oração. Algumas mantendo o texto original, outras trazendo um novo texto. A artista finlandesa selecionou 11 delas e gravou sua interpretação.

A ousadia, contudo, não para por aí. Tarja resolveu escrever sua própria “Ave Maria”. A última faixa do disco é uma composição sua, mas mantendo a sonoridade do disco. Trouxe algumas versões raras – como a de Paolo Tosti – e algumas bem conhecidas, como a de Johann Sebastian Bach. Para quem curte esse tipo de música, é um prato cheio.

Ave Maria Em Plen Air é lindíssimo, mas só é recomendado para aqueles que curtem música clássica ou são muuuito fãs da cantora. Se esse não é o seu caso, é melhor investir no recém-lançado álbum ao vivo. Em breve, comentarei dele por aqui. Fica ligado!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Emocionante

Faixas:
      01)   Paolo Tosti
      02)   Axel Von Kothen
      03)   David Popper
      04)   Camille Saint-Saëns
      05)   Astor Piazzolla 
      06)   J.S. Bach / Charles Gounod
      07)   Pietro Mascagni
      08)   Ferenc Farkas
      09)   Giulio Caccini
      10)   Michael Hoppé
      11)   Charles-Marie Widor 
      12)   Tarja Turunen

terça-feira, 12 de abril de 2016

RockStar (2001):



Por Davi Pascale

Resolvi retomar a série onde retrato sobre alguns filmes ligados ao rock. Já escrevi sobre vários dos meus preferidos, mas revirando minha estante de filmes, notei que ainda há mais alguns que merecem um texto em nossa página. Dessa vez, resolvi escrever sobre um que dividiu opiniões, mas que sempre gostei muito; o RockStar.

Embora fictício, é bem realista. Rockstar fala sobre um jovem que venera uma banda, Steel Dragon, ao ponto de seguir à risca o que seus músicos fazem, de criar uma banda cover copiando por A+B todos os detalhes. Um belo dia, o garoto é convidado à integrar a banda. Aceita o cargo e logo sua ilusão cai por terra.

Não demora muito para que note que a realidade não tem nada a ver ao mar-de-rosas idealizado em sua mente de fã. O rapaz descobre que o vocalista, até então seu maior ídolo, não era exatamente aquilo que imaginava. Assume o posto, mas não tem liberdade dentro da banda, se vê atuando como um funcionário qualquer.

Muitos dizem que a história foi inspirada no Judas Priest. Ripper Owens, antes de assumir o posto de vocalista do Judas, cantava em uma banda cover. Rob Halford é homossexual, assim como Bobby Beers. Realmente, há muitas similaridades, mas não é a mesma história. Quando Owens assumiu o lugar de Halford, o cantor estava fora há quase um ano. Aqui, o rapaz entra no meio da turnê. O cantor do Judas seguiu carreira no heavy metal, o cantor do filme mudou seu estilo. Tanto visual, quanto musical. Se bem que dizem que essas mudanças ocorreram porque o Judas Priest havia ameaçado processar a Warner, caso o nome do grupo fosse citado no longa ou caso escrevessem um filme sobre eles sem permissão. Os músicos queriam controlar a história e a Warner, ao que tudo indica, negou.

Filme conta com Mark Wahlberg e Jennifer Aniston

Polêmicas à parte, o filme é muito bem feito e conta com a presença de grandes astros do rock. Steel Dragon, no filme, é formado pelo baixista Jeff Pilson (Dokken), pelo guitarrista Zakky Wylde (Ozzy Osbourne, Black Label Society), e pelo baterista Jason Bonham (Black Country Communion).   A Blood Pollution, a tal banda cover, é formada pelo guitarrista Nick Catanese (Black Label Society), o baterista Blas Elias (Slaughter) e o baixista Brian Vander Ark (Verve Pipe). Também há aparições de Stephan Jenkins (Third Eye Blind), Ralph Saenz (Steel Panther) e Myles Kennedy (Alter Bridge, Slash).

Do lado dos astros do cinema, temos dois nomes bem populares aqui no Brasil: Mark Wahlberg (Planeta dos Macacos, Saída de Mestre) e a lindíssima Jennifer Aniston (Friends). Mark se saiu muito bem no papel. Para quem conhece seu passado é até estranho assisti-lo interpretando um cantor de heavy metal. A primeira vez que ouvi falar sobre o rapaz foi quando liderava o grupo Marky Marky And The Funky Bunch, apostando em uma mistura de rap e dance music. Nunca o imaginaria em um papel desses. E o cara interpretou direitinho. 

O filme retrata sobre o dia-a-dia de uma banda grande. Mostra todos os podres existentes por trás de um grande artista. As noitadas, as bebedeiras, as drogas, o ego, as falsas expectativas, a ideia do dinheiro acima de tudo. Será que é exatamente isso o que o garoto buscava? Filme divertidíssimo. Recomendado à todos os amantes do rock n roll!!! 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

George Fest: A Night to Celebrate – The Music of George Harrison (2016):



Por Davi Pascale

Novo álbum tributo ao George Harrison? Isso mesmo! Em 2003 foi lançado o (ótimo) Concert For George. O lineup trazia músicos que eram amigos e participaram da carreira de George em algum momento. Gigantes como Eric Clapton, Billy Preston e Gary Brooker deram as caras no evento. Além, é claro, de Paul McCartney e Ringo Starr. O show, produzido pelo amigo Jeff Lynne, havia sido realizado na Inglaterra, terra natal dos Beatles. Aqui, a história é diferente...

Esse novo espetáculo foi produzido por Dhan Harrison, filho do guitarrista. E, dessa vez, resolveu gravar nos Estados Unidos. O garoto explicou que houve uma cobrança de um concerto nos Estados Unidos, na ocasião do outro show, mas acabou não acontecendo. Muitos acreditavam que o Madison Square Garden seria o local adequado para o evento, já que o histórico Concert for Bangladesh havia sido registrado ali. Reparando que várias músicas marcantes de seu pai haviam ficado de fora do primeiro concerto, o garoto resolveu aceitar o desafio mais de uma década depois. Optou por fazer tudo diferente dessa vez. Resolveu convidar músicos de sua geração e realiza-lo em um local pequeno. O lugar escolhido? O The Fonda Theater, em Los Angeles, com capacidade para apenas 1.200 pessoas.

Norah Jones se destaca no show
Embora a ideia seja em focar em artistas de sua geração, há alguns mais antigos. Ian Astbury (The Cult), Ann Wilson (Heart), Perry Farrell (Jane´s Addiction), além do lendário Brian Wilson (The Beach Boys) dão as caras por aqui. Entre esses; Ann Wilson e Perry Farrel são os que roubaram a cena com performances apaixonantes.

O repertório é bem abrangente. Passa pela fase dos Beatles, do Traveling Wilburys, de sua carreira-solo. Vai de All Thing Must Pass à Brainwashed. Os arranjos, em sua maioria, foram realizados bem próximos à versão original. Portanto, o foco maior acaba sendo nos vocalistas mesmo. Curioso notar que alguns solos e algumas passagens de bateria foram simplificadas. Que o diga a bateria de “Something”. É nessas horas que caem por terra as teorias que muitos haters sustentam de que Ringo não sabe tocar. Se fosse tão simples, o cara teria feito igual, certo?

Se o baterista fica a dever em “Something”, o mesmo não podemos dizer do trabalho vocal de Norah Jones. Uma das melhores performances do show. Brandon Flowers (The Killers) chama a atenção em “I Got My Mind Set On You”. A versão de “Handle With Care” ficou matadora. Dhan também se sai muito bem na versão de “Savoy Truffle”.

O ponto baixo fica por conta da fraquérrima apresentação de Butch Walker em “Any Road”. A performance de Brian Wilson me deixou com um gostinho de esperava mais também. Ok, o cara é uma lenda, mas há momentos mais inspirados dele do que o apresentado aqui. Contudo, no geral, o show é excelente. As músicas estão bem tocadas, o repertório é matador. Quem é um grande fã de George Harrison ou dos Beatles deve ter em sua coleção. E se liga que o material está saindo em vídeo também...

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Consistente

Faixas:
CD 01:
      01)   Introduction
      02)   Old Brown Shoe (Conan O Brien)
      03)   I Me Mine (Britt Daniel)
      04)   Ballad Of Sir Frankie Crisp – Let It Roll (Jonathan Bates)
      05)   Something (Norah Jones)
      06)   I Got My Mind Set On You (Brandon Flowers)
      07)   If Not For You (Heartless Bastards)
      08)   Be Here Now (Ian Astbury)
      09)   Wah-Wah (Nick Valensi)
      10)   If I Needed Someone (Jamestown Revival)
      11)   Art of Dying (Black Rebel Motorcycle Club)
      12)   Savoy Truffle (Dhani Harrison)
      13)   For You Blue (Chase Cohl)
      14)   Beware of Darkness (Ann Wilson)

CD 02:
      01)   Let It Down (Dhani Harrison)
      02)   Give Me Love – Give Me Peace on Earth (Ben Harper)
      03)   Here Comes The Sun (Perry Farrell)
      04)   What Is Life (Weird Al Yankovic)
      05)   Behind That Locked Door (Norah Jones)
      06)   My Sweet Lord (Brian Wilson)
      07)   Isn´t a Pitty (The Black Ryder)
      08)   Any Road (Butch Walker)
      09)   I´d Have You Anytime (Karen Elson)
      10)   Taxman (Cold War Kids)
      11)   It´s All Too Much (The Flaming Lips)
      12)   Handle With Care (Brandon Flowers, Britt Daniel, Dhani Harrison, Jonathan Bates, Wayne Coyne, Weird Al Yankovic)
      13)   All Things Must Pass (Ann Wilson, Dhani Harrison, Karen Elson, Norah Jones)