quinta-feira, 7 de abril de 2016

Doro Pesch And Warlock – Legends of Rock Live (2002):



Por Davi Pascale

Resolvi comentar hoje de mais um vídeo clássico do heavy metal. Esse é daquela série que todo fã de metal que se preze deve ter em sua estante. E o mais bacana de tudo, vira e mexe ele é relançado. Ou seja, não é um produto difícil de se encontrar.

Esse material foi lançado na época, em VHS, com o nome de Metal Racer, pela gravadora Polygram. Como existem problemas de registros com o nome da banda (essa foi a real causa do fim do grupo) e atualmente a cantora é mais popular do que o conjunto, o vídeo voltou ao mercado como Doro Pesch & Warlock.

O que temos aqui é simplesmente histórico. Em 29 de Maio de 1985, o segundo LP do Warlock, Hellbound, chegava às lojas. Foi com esse álbum que o grupo começou a fazer barulho na cena. Na formação, além da belíssima Doro Pesch, tínhamos a presença do guitarrista Peter Szigeti e do baixista Frank Rittel. Dois anos mais tarde, a dupla se uniria ao lendário Udo Dirskschneider (Accept) e gravariam o, hoje cultuado, Animal House.

Gravado em Londres, no Camden Palace, em 1985, a apresentação é empolgante e extremamente honesta. Não há base pré-gravada, não há overdubs, o que você ouve aqui é exatamente o som que tiraram no dia. Os backing vocals também eram mínimos. Doro segurava o show inteiro praticamente sozinha e não perdia o fôlego. Aliás, o pique dela ainda é impressionante. Tive a oportunidade de assisti-la 2 vezes e em ambas as ocasiões ela levou o show até o fim atacando a voz para cima o tempo todo. Realmente, de tirar o chapéu.

Capa do VHS original
Aqui é ainda mais impressionante. Já que nessa época cantava um pouco mais gritado. Tudo bem, o show era relativamente curto, 1 hora cravada, ela era mais jovem, mas mesmo assim, não era uma situação fácil. Os músicos eram excelentes. Michael Eurich sentava a mão na bateria. A dupla Rudy Graf e Peter Szigeti funcionava muito bem. Os dois eram bons de solo, se bem que quem mais me impressiona nesse show é mesmo Peter.

Para quem não conhece o som do grupo, o Warlock fazia um heavy metal tradicional com altas influências de grupos como Accept, Judas Priest e afins. A guitarra falava alto. Os riffs eram contagiantes, os solos velozes. Particularmente, acho o Hellbound um puta disco.

O set é focado em seu segundo álbum, apenas 2 músicas ficaram de fora, mas seu debut Burning The Witches não foi esquecido. Além da faixa-título, marcam presença faixas como “Metal Racer”, “Hateful Guy” e a balada “Without You”. O visual era o figurino da época. Cabelos volumosos, utensílios de couro, coletes, roupa coladíssima no corpo. Produção de palco não existia. Eram os músicos, os equipamentos e nada mais. Os pontos altos ficam por conta das faixas “Earthshaker Rock”, “Hellbound”, “Shout It Out”, “All Night” e “Burning The Witches”.

A minha edição é essa que atende pelo nome de Legends of Rock Live, mas foi relançado várias vezes. Com capas e nomes diferentes. Uma versão recente e ainda fácil de se encontrar é uma que atende pelo nome de Doro & Warlock Live From London. É a mesma fita. No vídeo, não há extras. Apenas o show, mas já é o suficiente para trazer nostalgia à quem viveu a época e impressionar quem for assistir pela primeira vez. Showzaço!

Nota: 10,0 / 10,0
Status: Clássico

Faixas:
      01)   Out of Control
      02)   Earthshaker Rock
      03)   Metal Racer
      04)   Wratchild
      05)   Hellbound
      06)   Holding Me
      07)   Shout it Out
      08)   Evil
      09)   Without You
      10)   Hateful Guy
      11)   All Night
      12)   Burning The Witches 
      13)   Time to Die

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Jani Lane – Catch a Falling Star (2016):





Por Davi Pascale

Chega ao mercado coletânea de covers do falecido vocalista do Warrant. Álbum prova que o rapaz era realmente um ótimo cantor, ao mesmo tempo em que diverte e emociona.

Jani Lane ficou famoso nos anos 80 ao liderar um grupo de hard rock chamado Warrant. Ao lado deles, emplacou hits como “Downboys”, “Cherry Pie” e “Heaven” nas paradas. Em 11 de Agosto de 2011, o rapaz foi encontrado morto em um hotel da California, aos 47 anos de idade, vítima da bebida alcoólica. Estava o contrário do que era quando atingiu a popularidade. Cabelos ralos, um pouco inchado. A notícia de sua morte prematura chocou os fãs. Inclusive eu que tive a oportunidade de assisti-lo e conhecê-lo durante sua única passagem no Brasil em 1997. Quase 5 anos depois de sua partida, chega às lojas esse disco em CD e vinil.

Catch a Falling Star é uma coletânea, mas não de material do Warrant e nem de gravações inéditas. O disco criado pela Cleopatra Records compila as músicas que o rapaz gravou para os álbuns tributos criados pelo selo. Ou seja, temos aqui o músico revivendo músicas de Led Zeppelin, Van Halen, Ufo, Bon Jovi, Judas Priest...

Por ser compilação de álbuns tributos, temos uma formação diferente à cada faixa. Em discos desse tipo, são formados times estelares para gravar apenas 1 ou 2 músicas do disco. Dois músicos que aparecem aqui e merecem ser destacados são Jake E Lee (Ozzy Osbourne) e Chris Holmes (W.A.S.P.). Existem discos bem legais nesse formato. Em relação à suas performances, Jani Lane sempre teve uma boa voz e sempre teve consciência de seu alcance. Logo, o trabalho vocal dele aqui vai do correto ao excelente. Nenhuma faixa com trabalho que possa ser considerada ruim.

Jani Lane e eu em 1997

As corretas ficam por conta das suas versões de “Electric Eye” (Judas Priest) e “The Ocean” (Led Zeppelin). Definitivamente, não fez feio, mas está longe dos cantores originais. Mas, ok, Robert Plant e Rob Halford são considerados ícones e isso não é à toa. Em músicas como “Photograph” (Def Leppard), “Doctor Doctor” (Ufo) e “No Surprise” (Aerosmith) o cara rouba a cena. E vamos admitir que cantar Steven Tyler também não é fácil. Não disse que o cara era bom? Para aqueles que acompanharam o sucesso do Warrant, vale checar com atenção a versão de “Lay Your Hands On Me” (Bon Jovi), que conta com a presença de Erik Turner e Jerry Dixon. Guitarrista e baixista do grupo, respectivamente. A maioria das faixas aqui foram gravadas respeitando os arranjos originais. Não temos aqui aqueles remixes malucos que apareceram em alguns discos do selo.

Jani Lane, antes de ser um rockstar, era um fã de rock n roll. Diversas vezes chegou a incluir covers nos shows do Warrant. Nas versões aqui presentes, Jani transpirava alegria e estava com a voz em dia. E é assim que devemos nos lembrar dele. Como um grande cantor. Disco bem divertido que ajuda a matar a saudade. Espero que algum dia chegue ao mercado o seu projeto Jabberwocky. O disco é muito bom. Seus fãs precisam conhecê-lo. Até lá, vamos nos lembrando de momentos como esse.

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Divertido e nostálgico

Faixas:
      01)   I Want You To Want Me c/ Ryan Roxie
      02)   Panama
      03)   Photograph
      04)   The Ocean
      05)   Doctor Doctor
      06)   Electric Eye
      07)   Free For All c/ Jake E. Lee
      08)   No Surprise c/ Chris Holmes  
      09)   Lay Your Hands On Me c/ Erik Turner e Jerry Dixon

terça-feira, 5 de abril de 2016

Elton John – Wonderful Crazy Night (2016):



Por Davi Pascale

Cantor britânico chega à seu 33º álbum. Wonderful Crazy Night leva o ouvinte de volta aos anos 70 e deve agradar seus fiéis seguidores.

Elton John segue firme e forte. Para a alegria de muitos e ódios de outros tantos, vários rockers dos anos 60 e 70 seguem na ativa cheio de vitalidade. Esses artistas podem não ter mais a exposição na mídia que tinham décadas atrás, não possuem novos hits, mas graças ao talento e ao legado construído, seguem arrastando milhares de pessoas para suas apresentações. Esses caras, se assim desejassem, poderiam viver do passado, mas isso parece não lhes agradar. Melhor para nós...

O novo trabalho de Reginald Kenneth Dwight nos leva de volta aos seus anos dourados. Mais uma vez contando com a produção de T Bone Burnett, que já havia trabalhado com ele em The Union e The Diving Board, o músico resgata a vitalidade do início de sua carreira. Sim, suas baladas continuam marcando presença. “Blue Wonderful”, “A Good Heart” e “The Open Chord” contemplam o lado romântico do cantor, mas sem dúvidas, esse álbum traz mais similaridades com sua fase Honkey Chateau do que com sua fase The One.

Não gostei do nome escolhido. Wonderful Crazy Night pode vender a falsa ideia de mais um álbum ao vivo. A capa também poderia ser mais bacana, mais bem trabalhada. Agora, para nosso deleite, a dupla Elton John & Bernie Taupin continua afiada no quesito composição. Ainda bem...

Musico resgata sonoridade 70´s em novo álbum

“In The Name of You” traz uma introdução que nos remete à “That´s All” (Genesis), mas logo cai no rock cheio de alegria de Elton. “Claw Hammer” traz uma pegada meia folk, com influência de Byrds. “I´ve Got to Wings” aposta um acento meio country, nos remete um pouco à sua fase Tumbleweed Connection. “Looking Up” e “Wonderful Crazy Night” trazem aquele rock meio swingado, com uma pegada meio “Honky Cat”. A faixa-título nos remete um pouquinho ao Caribou, para ser mais preciso. “Guilty Pleasure” é a música perfeita para levantar o público nas apresentações.

Para que conseguisse reproduzir seu velho som, o músico retomou antigas parcerias. A banda que o acompanha no disco é a mesma banda que o acompanha nos palcos, trazendo de volta às gravações seu baterista original Nigel Olsson e seu velho camarada Davey Johnstone. Ou seja, pessoas que conhecem muito bem a personalidade de Elton John e a musicalidade de Elton John. Já devem estar meio que no automático. Como não poderia deixar de ser, o cantor continua se destacando tanto na voz quanto no piano.

O disco não é muito longo e as faixas são excelentes. Claro, por ser um disco do Elton John, não se deve esperar um trabalho pesado. Muito pelo contrário. O músico sempre deixou claro sua aproximação com o universo pop. Tantos nas baladas, quanto nas músicas mais animadas. Se isso não é um problema para você, vá em frente. Disco extremamente bem feito e honesto.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Roots

Faixas:
      01)   Wonderful Crazy Night
      02)   In The Name Of You
      03)   Claw Hammer
      04)   Blue Wonderful
      05)   I´ve Got 2 Wings
      06)   A Good Heart
      07)   Looking Up
      08)   Guilty Pleasure
      09)   Tambourine 
      10)   The Open Chord

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Legião Urbana – Legião Urbana Edição Comemorativa 30 Anos (2016):



Por Davi Pascale

Álbum de estreia da Legião Urbana volta ao mercado com produção caprichada e repleto de material inédito da época. Indispensável na coleção de quem curte rock brasileiro.

A cena BRock lançou diversos artistas de sucesso. Foi nessa época que vimos artistas como Barão Vermelho (inicialmente com Cazuza nos vocais), Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Blitz (com a cantora Fernanda Abreu nos backings), Titãs, Ultraje a Rigor, RPM, Lobão, Ira!, entre outros, surgirem com força no Brasil. Esses – e outros tantos - grupos tomaram as rádios de assalto na época e foram trilha sonora de toda uma geração. A Legião era um dos que geravam maior comoção. Mesmo depois de quase 20 anos da morte de Renato Russo, a banda continua encantando os fãs de rock.

Algo muito bacana nessa cena é que cada artista tinha uma particularidade especial, tinha seu som, seu discurso. Não eram clones um do outro. E também não ficavam presos em uma fórmula. A própria Legião foi mudando sua sonoridade disco após disco. Foram se atualizando. Em seu álbum de estreia predominava a influência da cena punk e pós-punk. E, ah, sim Renato Russo já se destacava tanto como cantor quanto como letrista. As músicas versavam sobre amor, política, religião, sexo. Tudo com uma linguagem poética e jovial.

O grupo nasceu do final de uma banda punk de Brasília chamada Aborto Elétrico. Algumas músicas de seu debut trilhavam por esse caminho. “Petróleo do Futuro”, “Geração Coca-Cola”, “Baader Meinhof Blues” e “Teorema” são as que deixam a influência punk rock em evidência. A cena pós-punk chega com força em “A Dança” e “Perdidos no Espaço”, trazendo referências de Bauhaus e Joy Division. Lembro de uma entrevista de Dado Villa-Lobos onde ele jurava de pés juntos que não havia se inspirado no U2 para criar os licks de “Ainda é Cedo”. Não duvidarei de quem compôs a música, mas acredito que alguém ali gostasse do conjunto irlandês. “Soldados” me lembra muito o início da trajetória do grupo de Bono Vox. “Por Enquanto” deixava em evidência a aproximação dos músicos com o universo eletrônico. É a que mais foge da sonoridade do disco.

Disco emociona ouvinte

Essa nova edição traz um álbum de raridades e dois encartes. Um com as letras do disco da época e outro com breves comentários de Dado Villa Lobos sobre os extras escolhidos. Algumas verdadeiras pérolas aqui. 2 demos históricas fazem parte do pacote. A primeira demo da banda, gravada originalmente em fita cassete, é uma delas. Essas são as únicas faixas que contam com uma qualidade de gravação um pouco irregular, mas é surreal ouvir algo tão cru de uma banda que foi tão grande. Gravada literalmente ao vivo com direito até à alguns erros.  Há ainda o registro que fizeram no final de 83, no Rio de Janeiro, sob a direção de Marcelo Sussekind, que na época não acreditou na banda. É a primeira gravação profissional dos meninos. Achei as versões mais empolgantes do que as oficias, mais viscerais, com mais atitude. Espetacular!

Outra que é extremamente visceral e empolgante é a versão de “Química” para o programa de TV Clip Clip Pirata. Renato Russo estava empolgadíssimo. Na época, somente o Paralamas do Sucesso havia registrado essa música. Era a primeira vez que o país ouvia a faixa na voz de Renato. O grupo só a registraria em seu terceiro disco Que País É Esse, alguns anos mais tarde. Um momento também curioso é a faixa “Ahduuuuuuhhhhhh”. Uma brincadeira que os músicos faziam com o publico quando estourava alguma corda da guitarra.

No final do disco, dois remixes bem interessantes. “A Dança” na releitura de Mário Caldato (produtor dos Beastie Boys) e “O Reggae” na visão de Liminha. Um dos principais produtores da época que, curiosamente, nunca produziu a Legião. A nova edição do álbum de estreia da Legião Urbana é um presente aos fãs e aos amantes do rock nacional. Visceral, emocionante e essencial!

Nota: 10,0 / 10,0
Status: Histórico

Faixas:
CD 1:
      01)   Será
      02)   A Dança
      03)   Petróleo do Futuro
      04)   Ainda é Cedo
      05)   Perdidos no Espaço
      06)   Geração Coca-Cola
      07)   O Reggae
      08)   Baader-Meinhof Blues
      09)   Soldados
      10)   Teorema
      11)   Por Enquanto

CD 2:
      01)   Geração Coca-Cola (Demo)
      02)   Ainda é Cedo (Demo)
      03)   A Dança (Demo)
      04)   Química (Clip Clip Pirata)
      05)   Perdidos no Espaço (Outtake)
      06)   O Reggae (Outtake) 
      07)   Renato Apresenta
      08)   Ainda é Cedo (Take 9)
      09)   Será (Outtake)
      10)   Chamadas de Rádio
      11)   Petróleo do Futuro (Demo K7)
      12)   Teorema (Demo K7)
      13)   Ainda é Cedo (Demo K7)
      14)   Ahduuuuuuhhhh! (Ao Vivo 1984)
      15)   Profecia de Renato
      16)   Por Enquanto (Outtake) 
      17)   A Dança (Remix Mário Caldato) 
      18)   O Reggae (Remix Liminha)

domingo, 3 de abril de 2016

Steel Panther – Live From Lexxi´s Mom Garage (2016):



Por Davi Pascale

Steel Panther lança disco acústico relembrando algumas de suas melhores faixas e comprovando a qualidade dos músicos. Diversão garantida!

Quem compareceu à mais recente edição do Monsters of Rock, na noite do Kiss, se apaixonou pela apresentação do Steel Panther. Os músicos conquistaram o publico com seu hard rock festeiro, suas piadas, seu deboche e com suas ótimas canções.

Já conhecia a banda antes disso. Passei a acompanhar o grupo por indicação do pessoal da Animal Records, loja de discos da Galeria do Rock. Assim que lançaram o disco Feel The Steel. Depois, quando fui pesquisar sobre a banda, descobri que já conhecia alguns músicos que estavam por trás daqueles personagens. Passei a acompanhar ainda mais de perto, a partir de então.

Live From Lexxi´s Mom Garage, como o próprio nome indica, é um disco ao vivo. O diferencial é que ele acústico. Normalmente, quando uma banda dessas faz um trabalho ao vivo pela primeira vez, costuma ser no formato elétrico. Ainda não consegui descobrir porque os músicos optaram por esse formato, mas o resultado final é muito bom.

Banda Steel Panther lança seu primeiro álbum acústico

Talvez eles quisessem demonstrar que são mais do que uma simples piada. O formato acústico evidencia a qualidade e os defeitos do artista. Se o guitarrista for meia boca, notaremos isso na sua palhetada, principalmente na hora dos solos. A sonoridade mais pura também deixa o vocal em maior evidencia. Embora sejam uma banda cômica, os músicos envolvidos já possuem longa trajetória e são bem competentes. A apresentação comprova isso.

O setlist foca seu debut Feel The Steel e seu mais recente disco All You Cant Eat. De Balls Out, apenas “If You Really, Really Love Me” e “Weenie Ride” dão as caras por aqui. Não me importaria de ouvir mais faixas do trabalho de 2011, mas o repertório foi bem escolhido. A maioria das músicas estão com arranjos bem próximos às originais. As exceções são “The Burden of Being Wonderful” e “Weenie Ride”, que ganharam um arranjo de cordas, e “Death to All But Metal”, que ganhou uma levada mais bluesy e um vocal um pouco mais na manha. Há ainda espaço para uma faixa inédita, a balada “That´s When You Came In”.

Os grandes destaques do show ficam por conta das performances de Michael Starr (vocalista) e Satchel (guitarrista). Das músicas escolhidas, minhas preferidas são “Party Like Tomorrow Is The End Of The World”, “Gloryhole”, “Community Property” e “Death To All But Metal”. O material foi lançado em uma edição especial com CD e DVD, o que deve tornar a aventura ainda mais satisfatória, uma vez que eles têm uma bela interação com o público. Para quem curte aquele hard rock festivo dos anos 80 ou é fã da banda, o material é mais do que recomendado!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Bem tocado

Faixas:
      01)   Show Intro / Say Yeah
      02)   Party Like Tomorrow Is The End O f The World
      03)   Fat Girl
      04)   If You Really, Really Love Me
      05)   Gloryhole
      06)   Bukkake Tears
      07)   The Burden Of Being Wonderful
      08)   Weenie Ride
      09)   That´s When In You Came In
      10)   Michael Don´t Know
      11)   Community Property
      12)   Grindy And Sexy 
      13)   Death To All But Metal

sábado, 2 de abril de 2016

Notícias do Rock

Hoje é dia de relembrar alguns dos principais acontecimentos dessa semana. Dessa vez, só notícia boa. Confira!


Guns n´ Roses faz show surpresa no Troubadour



Axl Rose parece não dar bola para essa história de dia da mentira. Ontem, no dia 1 de Abril, rolou a primeira apresentação da nova tour do Guns. A banda fez um pré-aquecimento na casa onde iniciou sua trajetória. Ou seja, o Troubadour, em L.A. Os ingressos foram vendidos à 10 dólares e se esgotaram em poucos minutos. Algumas pessoas comentaram que Steven Adler faria uma participação especial na apresentação e que  sairia em turnê com o grupo para tocar as músicas da fase Appetite. Os primeiros vídeos amadores que pintaram no Youtube, até agora apenas poucos segundos de algumas musicas, são todos com Rick Ferrer. A duvida continua...


Paul McCartney lança nova coletânea em Junho



No dia 10 de Junho chega ao mercado uma nova coletânea de Paul McCartney.  Intitulado Pure McCartney, o disco será lançado em 3 formatos. Um LP quadruplo com 46 faixas, um CD duplo com 49 faixas e um CD quadruplo com 67 faixas. A coletânea repassa toda sua carreira solo. Vai de McCartney à New, passando por Wings e Fireman, até chegar ao recente remix de "Say Say Say". Esperando agora pela trilha de High In The Clouds...


Avenged Sevenfold trabalhando em novo disco



O grupo Avenged Sevenfold já está trabalhando em um novo disco. Ontem, a banda soltou um vídeo em seu canal oficial do Youtube agradecendo aos fãs que participaram de uma votação online e, de quebra, mostraram um trecho de uma música que estará no próximo álbum. O trecho não é muito comprido, mas já deu para sacar que a música é pesadinha e nos leva de volta ao City of Evil. Confere aí ...


Metallica: álbum exclusivo e show em loja de discos



O Metallica anunciou que estará se apresentando na loja de discos Rasputin Musik, Berkeley, no dia 16 de Abril. Lars Ulrich declarou à Metal Hammer: “Fazer um barulho no Rasputin transporta o Metallica para o início da Bay Area. Mal posso esperar para celebrar o Record Store Day no formato old school”. O Record Store Day contará ainda com um lançamento exclusivo dos ídolos do heavy metal. Uma apresentação inédita, gravada em 2003 em Paris. O álbum recebeu o nome de Liberte, Egalite, Fraternite, Metallica! e será vendido no dia 15 de Abril.


Pitty está grávida




A cantora soteropolitana Pitty anunciou em seu site oficial que não poderá participar do show de estreia do projeto Nivea Viva Rock (que além dela, conta com Paralamas do Sucesso, Nando Reis e Paula Toller) porque descobriu estar grávida e seu médico recomendou repouso absoluto. Vale lembrar que em 2008 a cantora havia ficado grávida, mas acabou sofrendo um aborto espontâneo. Na torcida para que tudo ocorra bem dessa vez. Felicidades à cantora!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Especial Dia da Mentira

Por Davi Pascale

Dia 1° de Abril é marcado como o Dia da Mentira. Temos o costume de, nesta data, relembrar alguns boatos do universo do rock n roll. Vamos lá...

Stevie Nicks injetava cocaína em lugar nada comum



Infelizmente, o uso de drogas no universo do rock n roll é comum e não é de hoje. Aliás, é muito difícil encontrar algum artista de expressão que não tenha passado pela experiência, nem que seja por um breve momento. Com Stevie Nicks, a cantora do Fleetwood Mac, não foi diferente. A própria artista admitiu ter se internado algumas vezes para tratar o vício e admitiu sua aproximação com a cocaína. Há, entretanto, uma história bem famosa, e que ela sempre negou, de que havia consumido tanta coca, que seu nariz havia sido destruído e que ela injetava a droga através de um supositório. Será?!?


Jimi Hendrix: Drogas pelos poros



É isso mesmo que você leu no título. Existe um boato de que o Jimi Hendrix escondia um punhado de LSD debaixo da faixa que usava amarrada na cabeça, acreditando que seria consumida através de seus poros. Há ainda quem diga que ele se cortava acreditando ter uma absorção mais rápida. A história, obviamente, é fake. Sim, o rapaz consumiu drogas feito um louco, mas da maneira regular.


Phil Collins: o afogamento de In The Air Tonight



Quando essa música foi lançada (1981), surgiu um boato de que era sobre um homem que havia se afogado. Haviam várias versões sobre a história. A mais famosa dizia que Phil Collins estava na estrada e viu um homem se afogando e outro assistindo sem fazer nada. Que dias depois havia contratado um advogado para descobrir quem era o rapaz que havia assistido e mandado entregar um ingresso de seu show. E que na hora da execução da música, a dedicou ao garoto, jogou luz na sua cara. O rapaz teria se sentindo humilhado e se matado naquela mesma noite. A letra na realidade fala sobre o divórcio que havia enfrentado com Andrea, sua primeira esposa, em 1979. Falava sobre ansiedade e depressão.  Collins fez questão de explicar publicamente que “If you told me you were drowning, I would not len a hand” era uma metáfora. Um modo de dizer que estava profundamente magoado, ferido, com raiva daquele alguém. O tal advogado, o tal ingresso e o rapaz se matando, nunca existiram. Santa criatividade!!!


Peter Criss morando debaixo da ponte



O pessoal do Kiss é campeão em boatos. Essa deu o que falar na época. Em 1991, Peter Criss estava afastado da mídia. Seu rosto não era muito conhecido, a não ser entre os fãs do quarteto. Durante os primeiros anos, os músicos não se deixavam fotografar sem a maquiagem para manter o mistério no ar. E seus dois álbuns-solo, pós-Kiss, não haviam tido êxito. Seu rosto continuava sendo um mistério para muitos. Eis que uma publicação que atende pelo nome de Star, publica uma reportagem dizendo que o músico estava falido e morando debaixo de uma ponte em Santa Monica, trazendo inclusive uma suposta entrevista com o rapaz. Peter Criss quando ficou sabendo da história, ficou maluco e decidiu ir à televisão desmentir o boato. Tem um programa muito conhecido entre os fãs que é um talkshow chamado Donahue, onde Peter encara o impostor que se dizia ser Peter Criss, um lunático que atendia pelo nome de Chris Dickenson. Tem na internet. Assista, é hilário.


Charles Manson teria feito teste para os Monkees


Esse é mais um dos inúmeros boatos do universo do rock. E mais uma vez, é fake. Existe uma história que diz, que em 1965, Charles Manson (sim, aquele mesmo) teria participado de um teste para se juntar ao grupo The Monkees. A história é fake. Não havia como ele ter participado das audições. Em 1965, quando foi realizado o suposto teste, Charles Manson estava preso. Ele não havia participado ainda do famoso massacre, mas já era um criminoso. Havia sido preso por ter dado um golpe financeiro em uma mulher e, logo em seguida, drogado e abusado da colega de quarto dela. Graças a Deus, o psicopata não chegou nem perto de se juntar ao divertido grupo.