segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

The Doors – The Movie (1991):

A equipe do blog Riff Virtual se encontra de férias. Retomaremos nossas atividades no dia 20 de Janeiro. Enquanto essa data não chega, trazemos para vocês alguns de nossos melhores posts. Recordar é viver. Confira!




Por Davi Pascale
Em 1991, o cineasta Oliver Stone lançou um filme sobre o lendário grupo The Doors. Apesar da espetacular atuação de Val Kilmer, o longa dividiu opiniões. Algumas pessoas mais próximas à Jim Morrison, como o tecladista Ray Manzarek, acusavam o diretor de ter alterado a história. 
Existem alguns artistas que são muito difíceis de serem retratados. Tanto para aqueles que se aventurarem em criar um grupo cover para homenagear seu ídolo, quanto para serem reproduzidos no cinema. Jim Morrison era um desses caras. Cheio de personalidade, impulsivo, preocupado em viver cada minuto, era uma pessoa difícil de ser retratada. Como se não bastasse, sua carreira era cheia de polêmicas e envolvia prisões, relação com drogas, bebidas, inúmeras mulheres. Como retratar isso em duas horas?
A resposta não poderia ser diferente. Haveria quem iria amá-lo, haveria quem iria odiá-lo. No Brasil, ocorreu algo parecido com o filme do Cazuza. Daniel de Oliveira foi extremamente elogiado por sua performance, entretanto as pessoas próximas ao cantor, como o músico Frejat, desaprovaram o resultado afinal. Alegavam que haviam deixado o artista com uma cara 'porra louca' demais. É isso o que ocorre por aqui.
Embora leve o nome do grupo, o filme tem como foco principal as atitudes e a vida de seu líder Jim Morrison. Não sei quais são as partes que o pessoal acha que faltaram com verdade já que a maioria das cenas polêmicas, eu já conhecia as histórias antes mesmo do filme ser lançado. Já haviam sido retratadas em diversos livros sobre o grupo.
Filme não esconde o lado polêmico de Jim

The Doors, como disse, retrata todas as histórias que haviam sido mencionadas anteriormente nas biografias e que seus fãs gostavam de discutir na roda de amigos: a recusa de Jim em alterar trecho de “Light My Fire” para uma apresentação em programa televisivo, a vez em que subiu ao palco totalmente bêbado e simulou colocar o pênis para fora, a vez em que foi preso em cima do palco por peitar as autoridades, a briga com seus colegas de banda por terem vendido sua canção de maior sucesso para um comercial de TV, a polêmica em torno de “The End”. Está tudo aqui.
Tudo isso e, claro, as brigas, as traições, as bebedeiras, os abusos de drogas. É um filme que é recomendável para qualquer fã, mas não para qualquer idade. Com fortes cenas de sexo e drogas, o longa chocou os mais conservadores na época. Quando gosta-se muito de algo ou alguém, fica difícil enxergarmos os defeitos e acredito que esse seja o caso das fortes críticas à esses dois filmes. A realidade? 2 ótimos artistas, 2 caras de atitude, porém, nenhum santo.
John Densmore, baterista do The Doors, participa do longa interpretando um funcionário de um estúdio de gravação. Além dele, outros grandes nomes dão as caras por aqui. Os músicos Billy Idol e Eric Burdon (não creditado) fazem pequenas pontas. Já a atriz Meg Ryan ganhou um dos papeis principais, o papel de Pamela Courson, companheira de longa data de Jim. 

O filme é intenso. Mostra a tentativa fracassada do rei lagarto no mundo dos cinemas, sua amizade com Ray Manzarek, a explosão do grupo, as tumultuadas entrevistas. Está tudo ali, retratado com categoria. Verdade seja dita, o longa não esconde nem o lado temperamental, nem o lado genial de Morrison. Se alguém ainda não conhece, vale a pena correr atrás. Esse é fácil de ser encontrado. Altamente recomendado!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Retrospectiva: O Melhor de 2015


Gostaríamos de agradecer aos nossos leitores por mais um ano ao nosso lado. Dessa vez, decidimos sair de férias antes do Natal. Aproveitaremos essa pausa para respirar um pouquinho, mas em breve retornaremos com força total, trazendo posts inéditos, além de algumas surpresas. Nossas atividades retornam dia 20 de Janeiro. Não poderíamos sumir do nada, portanto, preparamos nesse último post de 2015, uma seleção daquilo que julgamos destaque do ano. Confira!

Melhores álbuns do ano

Davi Pascale:

Continuo a minha saga de escrever para 2 páginas ao mesmo tempo. Em breve, nossos parceiros do Consultoria do Rock, estarão publicando uma lista minha com aqueles que julgo serem os 10 melhores de 2015. Como nossa lista é menor (5 cada participante) e escutei bastante disco esse ano, para não ficar repetitivo, decidi escolher aqueles álbuns que me chamaram a atenção, mas que ficaram de fora da outra lista. Optei por fazer como se fosse uma continuação. Confira a seguir...

W.A.S.P. - Golgotha



Golgotha não apresenta muitas novidades. A trupe de Blackie Lawless resgata diversos elementos de sua fase clássica em um álbum pesado e empolgante. Infelizmente, como nada é perfeito nesse mundo, as letras ganharam uma conotação cristã. Mas, se você não leva tudo à ferro e fogo, a diversão é mais do que garantida.

Imperial State Electric - Honk Machine


Sempre gostei muito do estilo de composição do Nicke Andersson. Acompanhei bem de perto toda sua trajetória com o The Hellacopters. E, para a alegria dos fãs, o cara continua mandando muito bem. O grupo aposta em um rock contemporâneo, mas sem deixar de lado as fortes referencias da cena setentista. As influências não são muito distante daquelas que costurava seu som com o grupo que o tornou conhecido. Continuam aqui; a crueza do punk, as melodias do power pop e a guitarra àla Kiss. Disco bem divertido! 

Coal Chamber - Rivals


Esse trabalho me surpreendeu bastante. O new metal nunca foi unanimidade. Ainda que o Coal Chamber fosse um dos grupos mais autênticos do movimento, Dez Fafara só ganhou respeito dos headbangers das antigas depois que se lançou no Devildriver. Nesse disco Rivals, tenta aproximar os dois públicos. As experimentações diminuíram, o peso aumentou e seu estilo vocal está bem mais agressivo, mais próximo da linguagem que explorou no Devildriver. Para ouvir no talo!

Nightwish - Endless Form Most Beautiful


Tuomas Holopainen pode ser problemático, mas é um puta compositor e sempre foi perfeccionista. A qualidade de gravação do álbum, mais uma vez, é mortal e os arranjos são muito bem resolvidos. Floor Jansen casou como uma luva no grupo e fez um ótimo trabalho vocal. Quem meter o play esperando se divertir com um ótimo álbum de heavy metal e não mais do que isso, sairá satisfeito. O terceiro capítulo do Nightwish começou bem...

Van Halen - Live! Tokyo Dome


Pensei muito sobre inclui-lo ou não na lista. Normalmente, deixo os lançamentos ao vivo de fora. Mas esse disco me deixou tão feliz que resolvi abrir uma exceção. Para começar, o álbum é bem honesto, não conta com uma caralhada de overdubs. Depois, o setlist é simplesmente matador. Várias dessas canções são, indiscutivelmente, clássicos do rock n roll. E para terminar, a energia que os caras ainda possuem é inacreditável. O show é uma paulada só, sem firulas. Eddie Van Halen é realmente um gênio e o disco é incrivelmente empolgante. 

Menção honrosa nacional:

Jota Quest - Pancadélico:

Pancadélico traz uma reaproximação com os anos iniciais dos rapazes, de quando ainda atendiam pelo nome J. Quest. Ou seja, voltam a mesclar com bastante intensidade o pop com a linguagem do funk. Não do funk MC, mas do funk, funk, mesmo. O disco conta com a ajuda do Nile Rodgers (Chic) e Stuart Zender (Jamiroquai), que ajudaram a trazer o balanço estrangeiro para a música dos brasileiros. Altamente recomendado!

Rafael Menegueti:

Symphony X – Underworld


O novo álbum da banda de metal progressivo do vocalista Russell Allen tem tudo que um disco do gênero precisa. Os riffs e solos de Michael Romeo estão insanos, Russell deu uma intensidade incrível nos vocais, e todo o disco tem um peso e coesão do inicio ao fim que são de tirar o folego. Pra mim, o único problema no disco ficou na capa, muito estranha, mas de resto ele é um dos destaques do ano.

Iron Maiden – The Book of Souls


O Iron Maiden voltou em grande estilo com um disco que simplesmente causou uma euforia que há muito tempo não se via. Não foi por acaso. “The Book of Souls” saiu em um momento crucial, com o vocalista Bruce Dickinson se recuperando de um tumor na língua, o que não o impediu de entregar um trabalho digno de uma das maiores bandas de heavy metal da historia.

Faith No More – Sol Invictus


A icônica banda dos anos 90 voltou com seu primeiro álbum de estúdio em 18 anos; “Sol Invictus” mostrou que Mike Patton e sua turma ainda podem render muito dentro do rock alternativo, em um disco que conseguiu trazer a sonoridade clássica e caótica do Faith No More para a atualidade de maneira excelente.

Muse – Drones


Com um disco mais direto dentro da proposta sonora que o Muse sempre apresentou, “Drones”, sétimo disco da banda, figura entre as boas surpresas de 2015. Com um disco mais pegado e sem as experimentações que a banda vinha apresentando em trabalhos anteriores, o disco agradou aos fãs antigos da banda, e arrancou elogios da crítica.

Ghost – Meliora


Embora sofra com a resistência dos metaleiros mais chatos exigentes, é inegável o quanto o Ghost é uma banda criativa. Seu novo álbum, “Meliora”, chamou a atenção em 2015 pela qualidade das composições, cheias de melodia e influências clássicas bem inseridas. Só falta agora o pessoal se tocar de que eles não são uma banda de metal, mas sim de rock alternativo, e assim talvez comecem a admirar a banda como ela merece.

Menção honrosa nacional:

Angra – Secret Garden

Depois da entrada de Fabio Lione nos vocais do Angra, o primeiro disco da banda precisava provar que a banda ainda tinha folego. Embora não seja perfeito, “Secret Garden” conseguiu trazer de volta a confiança, e foi fundamental em um ano de recuperação para o grupo. Com boas composições, e algumas interessantes participações especiais, o disco conseguiu atrair de novo os fãs, que ainda viram Kiko Loureiro entrar no Megadeth em 2015.

Você provavelmente não ouviu, mas precisa conferir:

Phantasma – The Deviant Hearts


O projeto liderado pelos vocalistas de Serenity (Georg Neuhauser) e Delain (Charlotte Wessels) lançou um dos discos de metal sinfônico mais singulares dos últimos anos. Com faixas contagiantes, um estilo carismático e uma musicalidade singular, “The Deviant Hearts” é um dos principais lançamentos do gênero nesse ano.

Honeymoon Disease – The Transcendence


Esse quarteto sueco chama a atenção por parecer ter vindo em uma maquino do tempo diretamente dos anos 70. É a revelação do ano. Com uma sonoridade que une o mais puro rock ‘n roll, hard rock e alguma psicodelia, a banda lançou seu primeiro disco recentemente, e já conta coma a admiração de muita gente. Recomendadíssimo para os fãs de classic rock.

Shining – International Blackjazz Society


A banda norueguesa (não confundir com a homonima sueca) tem com principal diferencial unir metal e jazz. O sétimo disco da banda saiu em outubro e mantem a proposta que a banda vem apresentando desde que evoluiu do jazz fusion para unir elementos de stoner metal, rock progressivo, metal extremo e industrial em sua sonoridade única, caótica e avant-garde.

Os principais momentos do ano

- Kiko Loureiro entra no Megadeth
- Sexta edição do Rock In Rio
- Morte de Scott Weiland
- Dr. Sin anuncia o fim da banda
- Ataque terrorista em show do Eagles of Death Metal em Paris
- Planet Hemp de volta à ativa
- Sétima edição do Monsters of Rock Festival
- Ed Motta compra briga com seus próprios fãs
- Aquiles Priester sai do Primal Fear
- O adeus à Phil 'Animal' Taylor, Chris Squire, B.B. King e A.J. Pero  

sábado, 19 de dezembro de 2015

We Wish You a Metal Xmas And a Headbanging New Year (2008):



Por Davi Pascale

Natal está chegando e você deve estar pensando: “Fodeu, terei que aturar aqueles especiais da Globo com Latino, Ludmilla, MC Guime e afins”. Não, não precisa! Existem vários discos temáticos de Natal e vários deles relecionados ao rock. Aos poucos, vou trazendo as dicas para vocês. Ano passado, comentei de um projeto feito somente com artistas da cena hair metal. Trago agora, um realizado com grandes nomes do heavy metal em geral. Confere aí...

O projeto foi lançado pela Armoury Records. Trata-se de um selo pertencente à família Eagle Rock Entertainment. Não é muito difícil achar os produtos deles por aí, já que seu catálogo foi comprado recentemente pela Universal Music. O disco conta com a produção de Bob Kulick. Guitarrista bem competente que chegou a tocar com nomes como W.A.S.P. e Paul Stanley (Kiss). Aliás, por muito pouco que o cara não entrou no Kiss na década de 80.

Essa não é a primeira vez que mete as mãos em discos como esse. Pelo contrário, já produziu e participou de vários álbuns tributos. O time reunido aqui é estelar. Como é comum em projetos desse tipo, não temos bandas participando e sim, diversos músicos participando. Na resenha, comentarei de alguns, mas depois confere na parte do tracklist que colocarei por lá todos os envolvidos.

A ideia aqui não é criar novas canções natalinas. A ideia é reviver todas aquelas canções tradicionais, porém com uma pegada mais porrada, mais rock n roll. O álbum abre com “We Wish You a Merry Christmas”. Jeff Scott Soto brinca em alguns versos trocando ‘merry christmas’ por ‘metal xmas’. Os irmãos Kulick se destacam no ótimo trabalho de guitarra. O solo ficou animal!

Idolos do heavy metal celebram o Natal

Lemmy Kilmister homenageia seu ídolo Chuck Berry em uma versão matadora de “Run, Rudolph, Run”. Outro grande destaque fica por conta do saudoso Ronnie James Dio que, ao lado de seu velho parceiro Tony Iommi, deu uma cara ‘sabbath’ à tradicional “God Rest Ye Merry Gentlemen”. Genial! Ripper Owens também rouba a cena em “Santa Claus Is Back In Town”, assim como Joe Lynn Turner na roqueira “Rockin´ Around The Xmas Tree”. O clássico de John Lennon, “Happy Xmas (War Is Over)”, foi muito bem interpretada por Tommy Shaw, mas quem se destaca mesmo nela é o guitarrista Steve Lukather.

Sim, temos alguns nomes da cena hair metal de volta. No Brasil, temos o costume de separar hard rock de heavy metal, mas em outros países isso não ocorre. Se alguém ficar discutindo na frente de um norte-americano se AC/DC é metal ou hard rock, o cara manda internar os dois... Stephen Pearcy (Ratt), Oni Logan (Lynch Mob), George Lynch (Dokken), Tracii Guns (L.A. Guns) participam do disco e se saem muito bem.

É comum pegarmos CDs desse tipo e encontrarmos diversas faixas ótimas e diversas sofríveis. Isso não acontece por aqui. A única decepção fica por conta de “Silent Night”. O instrumental está bem legal, mas vocal gutural em uma música dessas é algo que definitivamente não combina. E é realmente uma pena já que Chuck Billy tem uma puuuta voz. Não entendi a razão de ter optado grava-la desse jeito.

We Wish You A Metal Xmas é muito bem produzido, conta com ótimos arranjos e músicos de primeira. Agora, quando seu vizinho começar a tocar Simone no último volume, você pode devolver com Lemmy, Alice Cooper e Geoff Tate. Genial, certo? Então, aumente o som e boas festas!

Nota: 9,0/10,0
Status: Muito bem produzido e arranjado

Faixas:
    01)   We Wish You A Merry Xmas (Jeff Scott Soto, Bruce Kulick, Bob Kulick, Chris Wyse, Ray Luzier)
      02)   Run Rudolph Run (Lemmy Kilmister, Billy F. Gibbons, Dave Grohl)
      03)   Santa Claus Is Coming To Town (Alice Cooper, John 5, Billy Sheehan, Vinny Appice)
      04)   God Rest Ye Merry Gentlemen (Ronnie James Dio, Tonny Iommi, Rudy Sarzo, Simon Wright)
      05)   Silver Bells (Geoff Tate, Carlos Cavazo, James Lomenzo, Ray Luzier)
      06)   Little Drummer Boy (Dug Pinnick, George Lynch, Billy Sheehan, Simon Phillips)
      07)   Santa Claus Is Back In Town (Tim ‘Ripper’ Owens, Steve Morse, Juan Garcia, Marco Mendoza, Vinny Appice)
      08)   Silent Night (Chuck Billy, Scott Ian, Jon Donais, Chris Wyse, John Tempesta)
      09)   Deck The Halls (Oni Logan, Craig Goldy, Tony Franklin, John Tempesta)
      10)   Grandma Got Ran Over By a Reindeer (Stephen Pearcy, Tracii Guns, Bob Kulick, Billy Sheehan, Greg Bissonette)
      11)   Rockin´ Aroud The Xmas Tree (Joe Lynn Turner, Bruce Kulick, Bob Kulick, Rudy Sarzo, Simon Wright)
      12)   Happy Xmas - War Is Over (Tommy Shaw, Steve Lukather, Marco Mendoza, Kenny Aronoff) 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Deep Purple será nomeado ao Rock ‘n Roll Hall of Fame

Banda já era cogitada no Hall há um bom tempo
Grandes ícones do rock mundial, os britânicos do Deep Purple serão nomeados ao Rock ‘n Roll Hall of Fame, em cerimonia que será realizada em Chicago no dia 08 de abril de 2016. O Rock ‘n Roll Hall of Fame só nomeia artistas que tenham lançado seu primeiro trabalho há mais de 25 anos. Alem do Deep Purple, Cheap Trick, Steve Miller e o grupo de Rap N.W.A. também serão homenageados. Dentre os grupos que foram indicados mas não foram escolhidos esse ano estão o Nine Inch Nails, The Smiths e Yes.

Delain anuncia EP para fevereiro

Delain
Os holandeses do Delain devem ter um 2016 bem agitado. Alem de varias turnês e um novo álbum, a banda confirmou que irá lançar também um EP como uma espécie de prólogo para o novo disco. “Lunar Prelude” será lançado no dia 19 de fevereiro e terá oito músicas, sendo duas inéditas, quatro versões ao vivo e duas versões alternativas. Esse lançamento será o primeiro com a formação nova da banda, que conta agora com a guitarrista Merel Bechtold e o baterista Ruben Israel. Confira capa e tracklist:

1. Suckerpunch
2. Turn the Lights Out
3. Don't Let Go
4. Lullaby (Live 2015)
5. Stardust (Live 2015)
6. Here Come the Vultures (Live 2015)
7. Army of Dolls (Live 2015)
8. Suckerpunch Orchestra

Killswith Engage dá detalhes de seu novo álbum

A banda de metalcore de Massachusetts já está com tudo pronto para o lançamento de seu mais novo disco. O grupo anunciou que o trabalho se chamará “Incarnate”, e deve ser lançado em março. Esse será o sétimo disco da banda, e o segundo desde a volta do vocalista original da banda, Jesse Leach, em 2012. Jesse havia deixado o grupo em 2002, logo após o lançamento do segundo álbum da banda. A banda já lançou um vídeo para o primeiro single, “Strength of the Mind” (veja abaixo).


Cantora canadense Leah lança música para o inverno

capa do single
A cantora de celtic metal canadense Leah disponibilizou para download uma nova música com participação do guitarrista do Testament, Eric Peterson. A faixa, intitulada “Winter Sun”, foi feita para a chegada do inverno no hemisfério norte, sendo a segunda colaboração de Eric com a cantora. A primeira havia sido na canção “Dreamland”, presente no EP “Otherworld”, de 2013. A faixa pode ser ouvida e adquirida (por 1 dólar) no bandcamp da cantora (neste link)

Baixista Jeremy Davis deixa o Paramore

Jeremy (à esq.) era membro fundador da banda
A banda de pop punk americana Paramore anunciou que o baixista Jeremy Davis não é mais parte do grupo. Jeremy era, ao lado da vocalista Hayley Williams, os únicos membros originais da banda formada em 2004. Com isso, a banda agora se resume a Hayley e o guitarrista Taylor York. Apesar de demostrarem tristeza com a noticia, a dupla garantiu que o Paramore seguirá em frente e deve trazer novidades e breve. Não foi anunciado nenhum substituto do músico por enquanto.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Volta Do Planet Hemp



Por Davi Pascale

“Adivinha, doutor, quem está de volta na praça”? Exatamente, eles estão de volta. Um dos maiores nomes do rock brasileiro dos anos 90 e um dos grupos mais polêmicos que já tivemos, acaba de anunciar o retorno. E dessa vez, segundo os músicos, é definitivo. Ou seja, não se trata de uma reunião para alguns shows como das outras vezes.

A notícia foi dada pelos músicos para o jornal O Globo essa semana. Planet Hemp se destacou ao flertar o rock com o rap e discutir de maneira aberta a legalização da maconha. Não foram os primeiros a cantar sobre o tema. “Malandragem Dá Um Tempo” do sambista Bezerra da Silva, por exemplo, já falava sobre a droga e foi criada muito antes. Não foram os únicos a abordarem o tema na época também. Raimundos tinham diversas letras sobre maconha. Os Virgulóides tomaram as rádios versando sobre o ‘bagulho no bumba’. Até o pop brasileiro foi tomado pelo assunto. “Da Lata” de Fernanda Abreu era uma referência ao verão de 1987, onde várias latas de leite surgiram no litoral paulista e carioca recheadas de maconha. Se a discussão do momento é a homossexualidade, na época era a marijuana.

Contudo, o grupo de Marcelo D2 causou um furor que há muito não se via no rock brasileiro. Os músicos foram presos. Os shows começaram a ser censurados para 18 anos. Todo o enrosco girava em torno das letras. Muitos acusavam o grupo de fazer apologia às drogas. O grupo dizia que não, que o discurso deles era que não queriam que ninguém começasse a fumar por causa da banda, que o que queriam é quem fumasse não fosse preso por isso.

O auge da confusão ocorreu durante a divulgação de seu segundo álbum, Os Cães Ladram, Mas a Caravana Não Para. Vários shows foram proibidos. Foi nessa época que rolou a prisão. No Distrito Federal, em cima do palco, logo após terminarem sua apresentação. A polícia civil local havia assistido uma gravação de um show realizado em Curitiba e havia concluído que suas letras eram uma afronta à Justiça. Em Minas, os músicos tiveram seu show cancelado e foram levados direto à delegacia. D2 comentou sobre o caso à revista Playboy: “Ficamos pelados. Os caras viram cada bainha, cada linha do tênis. Tinha cachorro cheirando nosso rabo, muito constrangedor”.

Músicos foram presos por conta de suas letras

Vários músicos já haviam sido presos no Brasil por porte de maconha. Rita Lee, Gilberto Gil e Lobão foram alguns dos músicos que foram presos por portar a erva. Lobão chegou, inclusive, a levantar uma discussão na ocasião (1987), quando escreveu uma carta ainda dentro da cadeia e a enviou aos jornais. Essa carta foi estampada depois na capa do LP Promo da música “Vida Bandida”. Contudo, já havia um tempo que o assunto rock + drogas não tomava uma dimensão tão forte. Provavelmente, desde a prisão dos Titãs. Em 13 de Novembro de 1985, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos com heroína. Se isso já era assunto mais do que suficiente para virar manchete de jornal, tudo ficou pior quando Bellotto admitiu para a polícia que havia conseguido a droga com Arnaldo e, com isso, o cantor foi enquadrado como traficante.

Vários músicos e pessoas públicas saíram em defesa do Planet Hemp e logo veio à tona a discussão da liberdade de expressão. Tudo isso, meu amigo, em uma época onde não havia essa ode ao politicamente correto. Época em que Mamonas Assassinas tocava no Faustão, Raimundos aparecia na Xuxa. “Puteiro Em João Pessoa” tocava nas rádio sem bips. E com isso, me pergunto, o que ocorrerá com esses caras ao retornarem à ativa em um momento como esse em que estamos vivendo onde tudo é ofensa, tudo é bullying, tudo é caso de processo. Ainda mais quando D2 dispara na entrevista: “Estamos falando em música nova. É difícil porque, hoje, aquelas letras me soam um pouco ingênuas. Continuo o mesmo moleque revoltado de 20 anos atrás, mas perdi a ingenuidade”. De duas uma. Ou foram adestrados, o que acho pouco provável. Ou tomarão na cabeça de novo. Bem-vindos de volta e boa sorte ao grupo!