segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Música comentada: Kaiser Chiefs – I Predict A Riot

Por Rafael Menegueti

Kaiser Chiefs
Da leva de bandas de britpop que surgiram nos anos 2000, o Kaiser Chiefs é uma de minhas favoritas. Com um repertorio repleto de faixas cheias de energia que por vezes assumem uma influência punk, ou até new wave, a banda emplacou alguns hits desde seu surgimento com o álbum “Employment”, lançado em 2004. Alguns exemplos são “Everyday I Love You Less and Less”, “The Angry Mob”, “Oh My God” e a excelente “Ruby”. Mas o primeiro grande hit da banda foi “I Predict A Riot”.

A faixa que faz parte do primeiro disco da banda e foi inspirada em uma temática bem própria da juventude britânica. Nela, a banda fala sobre o momento em que os bares e pubs ingleses se fecham e uma multidão bêbada e briguenta sai às ruas tentando ir pra casa (ou não). Segundo o então baterista da banda na época, Nick Hodgson, a ideia da música surgiu da época em que ele voltava pra casa após tocar em uma casa noturna e sempre ver pessoas brigando e policiais na frente de uma outra grande casa noturna no caminho.

Nos versos, a letra escrita por Nick e pelo vocalista Ricky Wilson apresenta vários personagens característicos desse típico momento britânico, como um agressor vestindo agasalho (“a man in a tracksuit attacked me”), um policial e um importante engenheiro de Leeds, cidade natal dos integrantes, John Smeaton (“Would never have happened to Smeaton / And old Leodensian”), entre outros. Leodesian é um nome popular para se referir a um cidadão de Leeds.

“I Predict A Riot” ganhou dois videoclipes completamente diferentes um do outro. A primeira versão mostra a banda tocando em frente a uma audiência que começa uma guerra de travesseiros. Na segunda versão, mais conhecida por aqui, tem a imagem com um efeito sépia mostrando a banda em uma historinha mais elaborada, o que garantiu que esse vídeo ganhasse mais destaque que o original. A canção ainda foi parar no jogo Guitar Hero 3, assim como outro sucesso da banda, “Ruby”.


Watching the people get lairy
Is not very pretty I tell thee
Walking through town is quite scary
And not very sensible either
A friend of a friend he got beaten
He looked the wrong way at a policeman
Would never have happened to Smeaton
And old Leodiensian

I predict a riot, I predict a riot

I tried to get in my taxi
A man in a tracksuit attacked me
He said that he saw it before me
Wants to get things a bit gory
Girls run around with no clothes on
To borrow a pound for a condom
If it wasn't for chip fat, well they'd be frozen
They're not very sensible

And if there's anybody left in here
That doesn't want to be out there

Ver as pessoas ficarem agressivas
Não é muito bonito, eu lhe digo
Andar pela cidade é bem assustador
E também não é muito sensato
Um amigo de um amigo apanhou
Olhou do jeito errado para um policial
Jamais teria acontecido a Smeaton
Um velho Leodiensiano

Eu prevejo uma revolta

Tentei pegar meu taxi
Um homem de agasalho me atacou
Ele disse que o viu primeiro
Quer deixar as coisas um pouco ensanguentadas
Garotas correm por aí sem roupas
Para pedir emprestado uma libra pra camisinhas
Se não fosse por um pouco de gordura elas congelariam
Elas não são muito sensatas

E se tiver mais alguem aqui
Que não queira estar lá fora

domingo, 29 de novembro de 2015

Mark Knopfler – Tracker (2015):



Por Davi Pascale

Ex-guitarrista do Dire Straits chega ao seu oitavo álbum solo. Material conta com temas autobiográficos, sonoridade relaxante e arranjos extremamente bem resolvidos. Quem curte sua carreira-solo, gostará do disco.

Mark Knopfler é um dos grandes músicos em atividade. Mais do que isso, é também um dos grandes compositores. Mesmo no período de maior popularidade, não abriu mão de fazer um trabalho inteligente e elegante. O rapaz sempre teve um bom gosto na timbragem de seus instrumentos, nas construções de suas escalas, nunca colocou sua técnica acima da melodia. Mais do que isso, é um dos poucos músicos em atividade onde conseguimos identifica-lo após pouquíssimos acordes.

Já faz um tempo que ele vem apostando em criar letras contando histórias. Aqui, não é diferente.  E o mais bacana é que algumas dessas histórias dizem respeito à sua própria história ou às suas próprias opiniões. “Skydiver” fala sobre sua infância, sobre os tempos em que vivia em Northumberland (condado situado no norte da Inglaterra). “Basil” é uma homenagem ao poeta modernista Basil Bunting. Mark chegou a trabalhar junto com o rapaz nos tempos de Evening Chronicle (famoso jornal de Newcastle, ainda na ativa). “Beryl” refere-se à escritora de Liverpool Berly Bainbridge. Aqui, o músico critica o fato da garota só ter recebido o famoso prêmio Booker depois de sua morte. “It´s all too late now, it´s all too late now you dabblers” (agora é tarde demais, agora é tarde demais, seus amadores) canta no refrão.

O guitarrista fez recentemente uma série de shows com outro grande compositor, Bob Dylan. Durante as entrevistas realizadas para promover o novo álbum, Knopfler declarou que “Lights of Taormina” e “Silver Eagle” foram compostas nesse período. “Silver Eagle” realmente traz uma forte influência de Dylan, entretanto o arranjo de “Basil” também me remeteu bastante ao compositor norte-americano. Principalmente, naquela fase inicial, mais folk.

Mark Knopfle volta com álbum calmo

Mesmo sendo famoso pelo som de sua guitarra, os violões falam mais alto em várias de suas canções. Os arranjos, na maior parte do tempo, são mais calmos trazendo fortes influências de country, folk e até um pouco de blues. Um disco bacana para ouvir enquanto se lê um livro, em uma viagem com a família... Dentre essas canções mais calmas, destacaria as belíssimas “Laughs And Jokes And Drinks And Smokes”, “River Towns”, “Long Cool Girl” e “Silver Eagle”.

Há, contudo, alguns momentos mais alegres no álbum. São elas, a razoável “Broken Bones”, a boa “Skydiver” e a já citada “Beryl”. Essa é uma das minhas favoritas em todo o disco porque me remeteu bastante aos seus tempos de Dire Straits. E o meu primeiro contato com o músico foi justamente ouvindo um LP do conjunto lá nos anos 80.

O disco não é uma obra-prima. Há alguns fillers como a já citada “Broken Bones” ou ainda “Mighty Man”, mas não dá para torcer o nariz para seu trabalho. A qualidade do álbum é altíssima. Os músicos envolvidos são de primeira. Se você curte o estilo do músico ou curte, às vezes, ouvir um som mais calmo, pode ir sem medo. Trabalho bacana...

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Relaxante

Faixas:
      01)   Laughs And Jokes And Drinks And Smokes
      02)   Basil
      03)   River Towns
      04)   Skydiver
      05)   Mighty Man
      06)   Broken Bones
      07)   Long Cool Girl
      08)   Lights of Taormina
      09)   Silver Eagle
      10)   Beryl 
      11)   Wherever I Go (featuring Ruth Moody)

sábado, 28 de novembro de 2015

Phantasma – The Deviant Heats (2015)

Por Rafael Menegueti

Phantasma - The Deviant Hearts
Existem alguns artistas que, quando se juntam, formam uma química impressionante. O projeto Phantasma é resultado de uma união com essa característica. Charlotte Wessels (Delain) e George Neuhauser (Serenity) já haviam trabalhado juntos na canção “Serenade of Flames, do Serenity, e feito diversos duetos juntos ao vivo. Então, quando eles decidiram criar um novo projeto juntos, contando ainda o produtor e multi-instrumentista Oliver Philipps (Everon), que já trabalhou com o Delain, era de se esperar que o resultado fosse bem preciso.

“The Deviant Hearts” foi lançado no último dia 20 e já vem sendo apontado como um dos principais lançamentos do metal sinfônico no ano. O projeto mistura música com um romance criado por Charlotte, algo que os músicos tinham em mente há algum tempo. Como se pode imaginar, o álbum conta com vários convidados nos vocais além da dupla principal. Mas é sem dúvida o excelente entrosamento entre Charlotte e Georg que rouba a cena.

A faixa “Incomplete” abre o disco, uma bela passagem de piano com o dueto fazendo uma delicada introdução ao disco. O disco todo é repleto de belas melodias, arranjos com ênfase nas passagens sinfônicas e nos vocais e uma sonoridade bem teatral. A segunda faixa, “The Deviant Hearts”, já traz a primeira participação especial com Tom Englund (Evergrey) em uma faixa que intercala versos suaves com um refrão e solos intensos e empolgantes. “Runaway Grey” é uma bela e cativante canção que destaca a voz de Charlotte em meio a melodia.

Georg Neuhauser e Charlotte Wessels são as vozes principais do projeto
Já na balada “Try”, temos um outro dueto que não é o principal: Chloe Lowery (Trans-Siberian Orchestra/Chameleon) e Dennis Schunke (Van Canto). Uma ótima faixa que vai da leveza ao caos metálico, como podíamos esperar. Em “Enter Dreamscape” encontramos um pouco mais de agitação, numa faixa mais elaborada com a pegada metal característica do Serenity, uma das minhas favoritas no álbum. Nessa, Georg e Tom Englund se intercalam nos versos enquanto Charlotte comanda o refrão. Quase na mesma linha temos “Miserable Me” na sequencia, só que essa um pouco mais cadenciada e bem na linha power metal.

Da ainda pra destacar a leveza melancólica de “The Lotus and The Willow”, a empolgante e carismática “Crimson Course”, a bem elaborada “Carry Me Home”, trazendo novamente Dennis Schunke, dessa vez em dueto com Charlotte. Mais ao final, um destaque para a voz de Georg Neuhauser na bela “The Sound of Fear”, e mais uma faixa pesada e agitada em “Novaturient”. O encerramento fica com a épica “Let It Die”, uma composição incrivelmente melódica, para finalizar como o disco merecia.

O time de músicos que forma o projeto fez um ótimo trabalho nas melodias e arranjos. Oliver Philipps criou ótimos arranjos nos teclados e fez boa dupla na guitarra com Tom Buchberger (ex-Serenity), que criou excelentes solos para as faixas. Randy George no baixo e Jason Gianni na bateria completaram a formação do grupo. Pra deixar o lançamento ainda mais atrativo, o romance escrito por Charlotte pode ser lido para complementar a experiência. Uma versão limitada ainda conta com mais dois CDs, sendo eles o audiobook da historia, lida pela própria Charlotte.

Tendo sido feito um belo trabalho em todo o projeto, “The Deviant Hearts” deve ser um disco que irá agradar bastante a qualquer fã do trabalho dos músicos envolvidos, e aos inúmeros fãs de metal sinfônico, que se identificarão de cara com a proposta e os elementos apresentados aqui. Um disco na medida pra quem curte esse estilo.



Nota: 9/10
Status: Encantador

Faixas:
01. Incomplete
02. The Deviant Hearts (Give Us A Story)
03. Runaway Grey
04. Try
05. Enter Dreamscape
06. Miserable Me
07. The Lotus And The Willow
08. Crimson Course
09. Carry Me Home
10. The Sound Of Fear
11. Novaturient
12. Let It Die

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

The Doors – Other Voices + Full Circle (2015):



Por Davi Pascale

Álbuns sem Jim Morrison são lançados oficialmente pela primeira vez em compact disc. A reedição traz os discos na íntegra e uma faixa rara. Registro vale pelo valor histórico.

Em 3 de Julho de 1971, o mundo perdia Jim Morrison. Uma das figuras mais emblemáticas do rock. Sua morte sempre foi cercada de mistérios. Os laudos apontam parada cardíaca, mas nenhuma autopsia foi realizada. Há suspeitas que o rapaz tenha tido uma overdose, o que não seria muito difícil de ocorrer...

Para a banda, o baque era enorme. Jim era a voz da banda, era o principal letrista e era o integrante mais popular. Lizard king era, indiscutivelmente, uma figura única. Bom cantor, carismático, polêmico e excelente letrista. Entre todos os músicos que a grande imprensa gosta de se referir como poetas, era um dos poucos que merecia a alcunha. Como se substitui um cara desses? A resposta é não se substitui.

Parece que os integrantes remanescentes se tocaram disso e resolveram que eles mesmos assumiriam os vocais na nova empreitada. O guitarrista Robby Krieger e o tecladista Ray Manzarek assumiram a bronca. Ray já havia cantado no Doors anteriormente. Quando Morrison subia muito louco no palco, era ele quem assumia o microfone para não terem que cancelar o show. O resultado deles soltando o gogó no disco? Aceitável. Não mais do que isso. Não era vexaminoso, mas também não empolgava. Eram mais músicos do que cantores e a interpretação de Jim Morrison tinha todo um ar de mistério que eles não conseguiam reproduzir. Sem dúvidas, a parte vocal foi abalada.

Álbuns sem Jim Morrison, finalmente, são lançados em CD

Other Voices traz uma sonoridade mais similar ao trabalho do grupo. Principalmente, o primeiro lado do LP. A linha vocal de “In The Eye Of The Sun” lembra um pouco o ex-cantor. “Variety Is The Spice of Life” e “Tightrope Ride” apostavam em uma sonoridade mais voltada para o blues, dando sequência ao que haviam feito em L.A. Woman. “Ships w/ Sails” mantinha a tradição de ter uma música contando com longos improvisos. Tem ainda “Hang On To Your Life” no final do disco trazendo uma influência de música latina. O baterista John Densmore havia se inspirado na batida da bossa nova para compor a levada do clássico “Break On Through”. Certamente, havia uma preocupação de tentar manter o espírito do conjunto ali. Obviamente, não dá para compará-lo à discos emblemáticos como The Doors, Strange Days ou Waiting For The Sun, mas é um trabalho agradável.

Por outro lado, Full Circle trazia uma banda perdida. Há quem diga que estavam mais livres. Digo que estavam perdidos mesmo. Os arranjos seguiam direções totalmente opostas e muitas vezes sem nenhuma ligação ao que pregavam artisticamente. “Shut Up and Dance” apontava para um caminho mais r&b, “The Mosquito” era uma canção que Krieger havia escutado em uma de suas viagens ao Mexico, interpretadas por um grupo mariachi. A música traz toda uma alegria e inocência que nitidamente não combinam com o conjunto. Apelaram até para uma regravação de “Good Rockin´ Tonight”, aqui reduzida à “Good Rockin´” em uma versão não mais do que correta. Um disco, no mínimo, confuso. A única faixa realmente boa é “The Peking King And The New York Queen” que resgata um pouco de sua sonoridade clássica.

Além de jogarem para todo lado, o último LP também trazia reforços nas partes vocais. Com músicos de estúdio, dobrando versos e refrões. Algo meio brochante para quem tinha em seu passado um trabalho vocal hipnotizante. Como curiosidade, o CD conta com “Treetrunk”, faixa que havia sido lançada como lado B do compacto “Get Up And Dance”, mas que não tinha entrado no disco. Há quem diga que não existe The Doors sem Jim Morrison e ao ouvir esses discos, infelizmente, tenho que concordar com essas pessoas. Por mais talentosos e geniais que fossem os outros 3 músicos, infelizmente, a magia havia se perdido. Entretanto, vale como registro histórico. Essa é a chance para seus fãs completarem sua coleção sem que ter que desembolsar pequenas fortunas em sites de leilões atrás dos LPs da época. Pegue para não se arrepender, mas não espere discos com cara de clássicos.

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Histórico

Faixas:
CD 1:
      01)   In The Eye Of The Sun
      02)   Variety Is The Spice of Life
      03)   Ships W/ Sails
      04)   Tightrope Ride
      05)   Down On The Farm
      06)   I´m Horny, I´m Stoned
      07)   Wandering Musician
      08)   Hang On To Your Life

CD 2:
      01)   Get Up and Dance
      02)   4 Billion Souls
      03)   Verdilac
      04)   Hardwood Floor
      05)   Good Rockin´
      06)   The Mosquito
      07)   The Piano Bird
      08)   It Slipped My Mind
      09)   The Peking King And The New York Queen 
      10)   Treetrunk (bônus)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Delain já prepara novo disco pra 2016

O Delain em sua nova formação
2016 promete ser um ano repleto de grandes lançamentos. Mais uma banda que está em estúdio trabalhando em um novo disco são os holandeses do Delain. O grupo, que recentemente encerrou sua turnê europeia, vem trabalhando aos poucos em seu novo álbum, que será o quinto da carreira da banda, e o primeiro com os membros que entraram no grupo desde então: o baterista Ruben Israel e a guitarrista Merel Bechtold. Na semana passada, foi lançado o álbum do projeto paralelo da vocalista Charlotte Wessels, o Phantasma (fiquem ligados para a resenha em breve aqui no blog).

Pearl Jam doa cachê de show para vítimas de Mariana – MG

O vocalista Eddie Vedder cobrou punição pelo desastre ambiental
Sempre engajados em causas sociais e ambientais, o Pearl Jam, que esteve em turnê pelo Brasil durante essa semana, anunciou que irá doar o cachê do show realizado em Belo Horizonte para as vítimas do desastre na cidade de Mariana, em Minas Gerais. Em discurso realizado durante a apresentação no estádio do Mineirão, na capital mineira, o vocalista Eddie Vedder ainda fez questão de cobrar uma punição severa aos responsáveis pela catástrofe ambiental que atingiu a região.

Lamb of God cancela turnê europeia

Mais uma banda acabou optando por interromper sua turnê europeia por conta da tensão que toma conta do continente desde os atentados terroristas na França, há duas semanas. Agora, o Lamb of God se junta a nomes como Foo Fighters, U2, Motörhead, Papa Roach e In Flames, que também cancelaram apresentações ou a turnê inteira por conta da segurança. Apesar disso, Children of Bodom e Sylosis, que acompanhavam a banda nessa turnê, optaram por continuar na estrada assim mesmo.

Tony Iommi diz que gostaria de gravar novo álbum com Black Sabbath

Tony Iommi tem material pra novo disco
Diferente do que se pode pensar, com a turnê “The End” sendo tratada como uma despedida, pode ser que ainda vejamos alguma coisa nova do Black Sabbath sendo lançada. Pelo menos, se depender da vontade de Tony Iommi, que em entrevista a revista inglesa Q, disse que gostaria de gravar um novo disco com a banda. Ele afirmou ter escrito vários riffs e outras coisas para um novo disco que vinha sendo comentado, mas os outros membros não pareceram muito empolgados com a ideia e acabaram desistindo. Mesmo assim, ele não descarta que alguma coisa possa sair com sobras das gravações do álbum “13” no futuro.

Firewind anuncia Henning Basse como novo vocalista

O vocalista Henning Basse
A banda do guitarrista grego Gus G., conhecido por fazer parte também da banda de Ozzy Osbourne, anunciou o alemão Henning Basse (MaYaN, ex-Sons of Seasons e Metalium) como novo vocalista. Henning já havia feito alguns shows com a banda em 2007 e também cantava com o projeto solo de Gus G. desde o ano passado.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Move Over – Elemento Surpresa (2015):



Por Davi Pascale

Move Over chega ao seu segundo disco. Novo trabalho mostra amadurecimento nas composições e melhor qualidade de gravação. Quem curte pop/rock tem de tudo para gostar do álbum.

O Brasil passou a se ligar no Move Over depois que os meninos participaram da primeira edição do reality Superstar da Rede Globo. O grupo não ganhou o reality, mas a experiência serviu para aumentar sua base de fãs. Assim como Jamz e Suricato, conseguiram um contrato com uma multinacional. No caso, a Universal. E logo, os primeiros problemas vieram à tona.

Não é segredo para ninguém que as gravadoras pedem para que seus contratados se mudem para São Paulo. Às vezes, para o Rio. Isso já foi comentado por diversos artistas ao longo dos anos. Com eles, não foi diferente. Pois bem, o casal Adriane Santana (vocalista) e Leandro Tenorio (baterista) toparam a empreitada. Os demais, não. Ou seja, foram demitidos. Em Janeiro, foi anunciado os novos integrantes: a baixista Fernanda Horvat e o guitarrista Alex Zambrana. Não deu para sacar o que trouxeram de novo porque eles não gravaram o disco. As guitarras e o baixo ficaram a cargo do produtor Brendan Duffey.

Banda entrega trabalho bem resolvido, porém com forte acento pop

Uma coisa, entretanto, deu para notar. As composições amadureceram bastante. Ir Além demonstrava que o grupo tinha potencial, mas pecava na falta de composições fortes. Aqui, temos várias faixas candidatas a hits. Algumas, inclusive com a mão do multi-instrumentista Eric Silver. O rapaz já chegou a excursionar ao lado de grandes estrelas internacionais como Shania Twain, Cindy Lauper e Dixie Chics. E já teve canções suas gravadas por outros grupos brasileiros como Titãs, CPM 22 e NX Zero.

No programa, não era raro transformarem música pop em rock n roll. Uma que ficou na memória foi a versão que fizeram para “Roar” da Katy Perry. Lembro que o Dinho achou estranho a junção de estilos. Na verdade, não é. Isso já foi feito diversas vezes. Embora não tenha essa sacada por aqui, o espírito prevalece. A mixagem conta com uma sonoridade moderna se utilizando de alguns elementos eletrônicos costurando as músicas. Os músicos misturam guitarras pesadas com vocalizações pop. Quem não curte som comercial, pode passar longe. O som da Move Over foi feito para as FM´s. Imagine uma mistura de Luxuria com Lipstick. É mais ou menos por aí...

Quem mais se destaca no disco é a vocalista Adriane. A menina está cantando muito bem. Em relação às composições... Minha preferida é a roqueira “Vem Cá”. Se fossem todas nesse pique teriam feito o disco do ano. As baladas “O Que Eu Quis” e, principalmente, “O Tempo Se Vai” são fortes candidatas à hits. Outros momentos de destaque ficam por conta de “Pra Te Entregar, “Pronta Pra Andar” e “Certo e Errado”. Disco realmente muito bem feito, mas mais uma vez, só é recomendado para quem curte som com um forte acento pop.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Comercial

Faixas:
      01)   Pra Te Entregar
      02)   O Que Eu Quis
      03)   O Fim
      04)   Aqui Estou
      05)   Vem Cá
      06)   O Tempo Se Vai
      07)   A Nossa Música
      08)   Certo e Errado
      09)   Além de Nós Dois
      10)   Aumenta o Som
      11)   Eu Acredito 
      12)   Pronta Pra Andar

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Foo Fighters – Saint Cecilia EP (2015)

Por Rafael Menegueti

Foo Fighters - Saint Cecilia EP
O Foo Fighters havia inserido há algumas semanas no seu site oficial uma contagem regressiva que havia deixado muitos fãs intrigados sobre o que seria. Pois ontem o mistério acabou, e após o fim da contagem foi revelado um novo EP da banda para download gratuito. “Saint Cecilia” foi produzido para “celebrar a vida e a música”, segundo a própria banda, mas após os incidentes de Paris ocorridos no ultimo dia 13, ele passou a ter também outro significado. A banda disponibilizará o EP também em vinil, com as vendas sendo repassadas para as vitimas dos atentados na França.

O lançamento que marca o fim da turnê mundial do álbum “Sonic Highways” possui cinco faixas. Cada uma delas parece ter uma faceta da sonoridade que a banda de Dave Grohl apresentou durante todos esses anos. E isso parece ser facilmente explicado pelo fato de algumas delas já terem sido compostas há algum tempo. Mas mesmo assim, elas tem um frescor de composições tão atuais quanto as mais recentes.

Dave Grohl durante as gravações do EP
O EP é aberto com a faixa-título, com a guitarra e voz de Dave introduzindo uma canção com pegada leve e pop, que nos remete a fase “One By One”. Em seguida vem “Sean”, uma faixa mais agitada e que mantem um ritmo contagiante e uma melodia bem característica de composições da banda. O trabalho de guitarra dessa música é bem interessante. A terceira canção é “Savior Breath”, uma faixa claramente influenciada por uma sonoridade ao estilo Motörhead nos riffs e versos, sendo uma composição bem próxima de algumas faixas mais recentes do grupo.

Capa da versão em vinil
Em “Iron Rooster” aparece mais uma vez a habilidade do grupo de criar canções com melodias leves e agradáveis sem deixar de lado as boas linhas de guitarra que o trio Dave, Chris e Pat conseguem criar quando se entrosam. O EP é encerrado com a faixa “The Neverending Sigh”, cuja introdução servia de fundo para a contagem regressiva no site, e se trata de uma faixa mais aprofundada, com uma ótima pegada e um estilo de rock que é a cara do grupo.

Com esse trabalho surpresa, a banda parece encerrar mais um ciclo, dentre os tantos que a banda já passou. Até pelo tom da carta que Dave Grohl postou ao apresentar esse novo trabalho, dando a entender que a banda irá agora começar uma nova jornada, dá pra ver que esse EP é uma celebração de vários elementos e características que tornam o som do Foo Fighters único. “Saint Cecilia” é uma perfeita amostra da capacidade do Foo Fighters, e sendo para celebrar a música da banda, pode ter certeza que todos os fãs deverão gostar.


Nota: 9/10
Status: Na medida

Faixas:
01. Saint Cecilia
02. Sean
03. Savior Breath
04. Iron Rooster
05. The Neverending Sigh