segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Nasi – Egbe (2015):



Por Davi Pascale

Nasi chega ao seu segundo DVD solo. Repertório foca em seu mais recente álbum, Perigoso. DVD conta com convidados especiais e boa produção.

A cena BRock sempre dividiu opiniões. Muitos adoram a cena e a consideram como o período mais forte do rock brasileiro. Outros, dizem que a cena era extremamente pop e que utilizavam o termo rock por um modismo. Mesmo assim, alguns (poucos) grupos conseguem agradar essas duas turmas. Entre esses, está o grupo Ira! E um dos nomes mais adorados entre os fãs do grupo paulista é justamente o carismático Nasi.

A ideia desse projeto surgiu a partir do Canal Brasil. O canal televisivo procurou o cantor perguntando se gostaria de fazer um especial, Nasi resolveu matar dois coelhos de uma vez. Topou fazer o especial e o transformou em seu novo projeto. Nasi contou também com a ajuda de seus fãs. Seus fiéis admiradores puderam comprar o produto em primeira mão através do, cada vez mais popular, crowdfunding e recebe-lo em primeira mão com a assinatura do musico e alguns brindes.

A apresentação foi gravada dentro de um estúdio. Não se trata exatamente de um show. É como se estivéssemos assistindo ao ensaio dos músicos. O cantor explicou que resolveu gravar três takes de cada música e escolher a melhor delas para o projeto, sem overdubs. Se isso for verdade, o grupo estava super bem entrosado. Bom... a maioria desses caras já são velhos parceiros de Nasi.

Musico agrada em novo DVD solo

Quem teve a chance de assistir algum show da turnê de retorno do Ira! reconhece o baterista Evaristo Pádua. Além dele, o velho guerreiro Johnny Boy, também está no grupo. Em um primeiro momento é estranho. Entretanto, conforme o tempo vai passando, tudo vai fazendo mais sentido. A releitura de “Dois Animais na Selva Suja da Rua”, canção que Taiguara compôs para Erasmo Carlos, tem uma linguagem bem rock n roll e poderia ter sido gravada com as guitarras de Edgard Scandurra, mas é a única. Logo, vamos nos distanciando da imagem de seu velho grupo. O trabalho solo de Nasi é mais eclético, explora diferentes territórios.

Quem conhece um pouquinho da história de Nasi, sabe que o rapaz é apaixonado por blues. Canções como “Amuleto”, “Problemas” e “Se Deus Quiser e o Diabo Deixar” são típicas do gênero. E, sim, seu timbre de voz casa bem com o estilo. O cantor também se demonstra à vontade para sair do território comum. Transforma “Monia” em uma espécie de nova “Je T´aime... Moi Non Plus” e adiciona berimbau na releitura de “Sol e Chuva” do pernambucano Alceu Valença.

O músico também passeia pelo bluegrass na nova versão de “Rubro Zorro” e na regravação de “Perigoso”, onde conta com a presença do icônico Renato Teixeira. Casou bem o estilo dele na música. Sacada bacana. Outro convidado que se destaca é Sergio Duarte com um belíssimo solo de gaita na já citada “Problemas”. Os melhores momentos do filme, contudo, ficam por conta do rock “Dois Animais na Selva Suja da Rua” e na balada “Não Vejo Mais Nada de Você”, a nova homenagem de Nasi à cidade de São Paulo.

O DVD conta com uma boa fotografia e traz bastante material extra, onde destaco o faixa-a-faixa com o cantor onde ele explica a ideia dos convidados, das letras e as mudanças de alguns arranjos. Divertido!

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Bem gravado

Faixas:
      01)   Dois Animais na Selva Suja da Rua
      02)   Ori
      03)   Alma Noturna
      04)   Feitiço na Rua 23
      05)   Amuleto
      06)   Perigoso
      07)   Não Vejo Mais Nada de Você
      08)   Monia
      09)   Rubro Zorro
      10)   Problemas
      11)   Se Deus Quiser e o Diabo Deixar
      12)   Sol e Chuva 
      13)   Egbe Onire

      Extras:
      Entrevistas
      Faixa a Faixa
      Videoclipes

domingo, 22 de novembro de 2015

Música comentada: Blind Melon – No Rain

Por Rafael Menegueti

Blind Melon
O Blind Melon poderia ter sido uma das maiores bandas do mundo se não fosse a trágica morte de Shannon Hoon, que recentemente completou 20 anos. O grupo de Los Angeles chamou a atenção na cena do rock alternativo em meados dos anos 90 com seu som que misturava elementos de blues, folk, psicodelia e até grunge.

No pouco tempo em que a banda esteve no topo antes da partida de Hoon, uma música da banda foi um hit indubitável, “No Rain”. A faixa que fez parte do primeiro disco da banda tinha uma pegada um pouco diferente, parecia ter nascido mesmo pra ser hit. Composta pelo baixista da banda, Brad Smith, a faixa era inspirada em uma namorada do músico que sofria de depressão e evitava sair de casa. Smith afirmou que escreveu a música pensando na perspectiva de uma pessoa que inventa desculpas para não sair da cama e enfrentar o dia. O nome da música vem do fato de a garota que a inspirou reclamar quando não chovia. Depois de um tempo, Smith acabou percebendo que a música também se aplicava a ele.

“No Rain” é ainda mais lembrada pelo seu videoclipe. Qualquer pessoa que tenha assistido a MTV nos anos 90, e até nos anos 2000, deve ter visto varias vezes o clipe com a menina vestida de abelha que andava pela cidade com cenas da banda tocando sobre um gramado intercaladas. O vídeo fez bastante sucesso, chegando a ser considerado o 22º melhor vídeo já produzido em uma lista feita pela MTV americana em 1999. Diferente do que muitos podem pensar, a garotinha vestida de abelha no vídeo, interpretada por Heather DeLoach, não é a mesma que aparece na capa do disco homônimo da banda. A garota na imagem é a irmã do baterista do grupo em uma foto de 1975.

Shannon Hoon morreu poucas semanas após o lançamento do segundo álbum da banda, “Soup” (1995). Em 1996, um terceiro disco contendo sobras, versões alternativas e covers foi lançado, com o nome “Nico”. O dinheiro arrecadado com as vendas foi usado para pagar os estudos da filha de Shannon, Nico Blue. Uma versão bem diferente de “No Rain” está presente nesse disco, com um arranjo bem mais lento e experimental que a original.


All I can say is that my life is pretty plain
I like watching the puddles gather rain
And all I can do is just pour some tea for two
And speak my point of view
But it's not sane, it's not sane

I just want some one to say to me
I'll always be there when you wake
You know I'd like to keep my cheeks dry today
So stay with me and I'll have it made

And I don't understand why I sleep all day
And I start to complain that there's no rain
And all I can do is read a book to stay awake
And it rips my life away, but it's a great escape
Escape... escape... escape

All I can say is that my life is pretty plain
You don't like my point of view
You think I'm insane
Its not sane... it's not sane

Tudo que posso dizer é que minha vida é bem monótona
Eu gosto de observar as poças formando na chuva
E tudo que posso fazer é servir um pouco de chá para dois
E expressar meu ponto de vista
Mas isso não é sensato, não é sensato

Eu apenas quero alguém que me diga
"Eu sempre estarei lá quando você acordar"
Você sabe, eu gostaria de não chorar hoje
Então fique comigo e conseguirei isso

E eu não entendo por que eu durmo o dia todo
E eu começo a reclamar que não há chuva
E tudo que eu posso fazer é ler um livro para ficar acordado
E isso desperdiça a minha vida, mas é uma ótima saída
Saída... Saída... Saída

Tudo que posso dizer é que minha vida é bem monótona
Você não gosta do meu ponto de vista
Você acha que estou louco
Isto não é sensato... Não é sensato

sábado, 21 de novembro de 2015

Paul McCartney: A Musicares Tribute (2015):



Por Davi Pascale

Chega ao mercado brasileiro, show em homenagem ao eterno beatle Paul McCartney. Apresentação traz artistas de primeiro calibre com excelentes performances. Músicos não se prenderam aos arranjos originais.

Desde 1991, que a instituição Musicares homenageia algum artista em um evento chamado Person Of The Year. A regra é simples. Precisa ser alguém que tenha grande impacto na música e que defenda alguma causa filantrópica. Musicares é uma instituição que ajuda os músicos em relação à drogas, falta de grana, falta de moradia, permite que recebam tratamentos médicos... Uma espécie de retiro dos artistas. Em 2012, o sir Paul McCartney recebeu a honraria. Essa apresentação foi lançada em DVD e Blu-ray. Como não poderia deixar de ser, todo o dinheiro arrecadado com as vendas vai para a instituição. 

Paul toca no evento duas vezes: no início e no fim. Logo após uma pequena apresentação da turma do Cirque du Soleil interpretando um trecho do espetáculo Love, McCartney entra em cena ao som de “Magical Mistery Tour” e “Junior´s Farm”. Como sempre, sua performance é avassaladora. O rapaz demonstra que continua em plena forma e seus músicos são simplesmente impecáveis.

Entre os artistas escolhidos para homenageá-lo estavam gente da velha e da nova geração. O time de estrelas não focava os artistas mais rocks. Poucos deles tinham um passado roqueiro, para dizer a verdade. Se bem que muitos deles, tinham uma ligação com sua história de uma forma ou de outra. James Taylor é um amigo de longa data que fez sua estreia pelo selo da Apple. A jazzista Diana Krall chegou a gravar com o Paul no disco Kisses On The Bottom. O brasileiro Sergio Mendes fez releitura de diversas canções dos Beatles em ritmo bossa nova. Norah Jones é filha de Ravi Shankar. Musico que influenciou os fab four. Como pode ver, tudo meio que em família.

Alicia Keys se destaca no show

Curiosamente, as duas apresentações que mais gostei foram justamente das artistas mais jovens: Alicia Keys e Norah Jones. Aliás, não me surpreenderia se Alicia recebesse essa homenagem daqui alguns anos. Além de ter uma grande popularidade nos EUA, a garota é co-fundadora da Keep a Child Alive. Uma organização sem fins lucrativos que tem como preocupação fazer chegar medicamentos às famílias portadoras do vírus HIV na África. Alicia roubou a cena no show com uma performance lindíssima de “Blackbird”. Sozinha no palco. Um piano, um microfone e nada mais. Outra que roubou a cena foi Norah Jones com uma versão matadora de “Oh, Darling”. Essa, entretanto, veio acompanhada dos músicos do Paul.

Alison Krauss também fez bonito com sua interpretação de “No More Lonely Nights”, enquanto Neil Young trouxe o rock à tona com uma eletrizante versão de “I Saw Her Standing There”. Algo muito bacana dessas performances é que os músicos deram uma cara deles, imprimiram sua marca, mas sempre de maneira extremamente respeitosa. Outra apresentação lindíssima foi a de Diana Krall interpretando “For No One”. A decepção ficou por conta da apresentação sem sal do Sergio Mendes e da não mais do que correta performance do Coldplay.

No final do show, McCartney retorna ao palco para mais 3 sons: “My Valentine”, “Nineteen Hundred and Eighty Five” e a clássica dobradinha de “Golden Slumbers/Carry That Weight/The End”. Nesse último número, sobem ao palco Dave Grohl (Foo Fighters) e Joe Walsh (Eagles) para acompanhá-lo. Simplesmente mortal! O espetáculo, na maior parte do tempo, tem uma pegada mais intimista, com arranjos calmos, mas conta com um profissionalismo fora do comum. Recomendado à todos os fãs da boa música.

Nota: 10,0 / 10,0
Status: Profissionalíssimo

Faixas:
      01)   Get Back/Hello Goodbye/ Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band – Cirque Du Soleil
      02)   Magical Mistery Tour – Paul McCartney
      03)   Junior´s Farm – Paul McCartney
      04)   Blackbird – Alicia Keys
      05)   No More Lonely Nights – Alisson Krauss & Union Station
      06)   And I Love Her – Duane Eddy
      07)   Oh! Darling – Norah Jones
      08)   I Saw Her Standing There – Neil Young And Crazy Horse
      09)   The Fool On The Hill – Sergio Mendes
      10)   We Can Work It Out – Coldplay
      11)   Yesterday – James Taylor & Diana Krall
      12)   For No One – Diana Krall & James Taylor
      13)   My Valentine – Paul McCartney
      14)   Nineteen Hundred And Eighty Five – Paul McCartney
      15)   Golden Slumbers/Carry That Weight/The End – Paul McCartney


Extras: Não Há

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Kobra and the Lotus planeja álbum duplo pra 2016

Kobra and the Lotus
Os canadenses do Kobra and the Lotus já estão trabalhando em seu novo álbum. O disco, que será o quarto da carreira da banda, será duplo. E os fãs também poderão acompanhar o processo de produção do disco. A banda lançou uma espécie de crowdfunding no site Pledgemusic, onde os fãs poderão comprar diversos itens da banda e assim ganharão também acesso a vídeos, fotos e atualizações exclusivas sobre a produção do álbum. Recentemente a banda havia lançado um EP com covers de grandes nomes do metal canadense.

Turnê do Megadeth passará pelo Brasil no ano que vem

Megadeth
O Megadeth está prestes a lançar seu aguardado novo álbum, e novas datas da turnê de divulgação do mesmo começam a ser reveladas aos poucos. A banda deverá passar pelo Brasil em 2016, no mês de agosto, para fazer sua primeira turnê com a nova formação, que conta com o brasileiro Kiko Loureiro na guitarra. O primeiro show confirmado será em Fortaleza, no dia 06 daquele mês.

Rhapsody of Fire mostra os detalhes do novo disco

A banda italiana de power metal, liderada pelo vocalista Fabio Lione, está prestes a lançar seu novo álbum, “Into the Legend”. O disco será o décimo da carreira do grupo, e irá chegar as lojas no dia 15 de janeiro de 2016. A banda liberou ontem o videoclipe da faixa “Into The Legend”. Confira a capa, tracklist e o novo clipe abaixo.
  

01. In Principio
02. Distant Sky
03. Into The Legend
04. Winter's Rain
05. A Voice In The Cold Wind
06. Valley Of Shadows
07. Shining Star
08. Realms Of Light
09. Rage Of Darkness
10. The Kiss Of Life
11. Volar Sin Dolor (bonus track)


Thiago Bianchi, do Noturnall, sofre princípio de infarto

O cantor Thiago Bianchi
O vocalista do Noturnall, Thiago Bianchi, precisou ser internado as pressas após sofrer um princípio de infarto no começo dessa semana. Apesar do susto, o músico já se recuperou e recebeu alta do hospital onde ficou internado. Thiago postou um vídeo na pagina oficial da banda no Facebook agradecendo aos fãs pela energia e pensamentos positivos.

Foo Fighters e U2 cancelam shows após ataques em Paris

Ainda nos desdobramentos dos atentados terroristas ocorridos há uma semana em Paris, muitas bandas decidiram manter sua agenda de shows pela Europa e, mais especificamente, pela França. O Foo Fighters, no entanto, decidiu cancelar o restante de sua turnê europeia. A banda iria se apresentar no ultimo dia 16 em Paris. Já o U2 cancelou duas apresentações que seriam realizadas na capital francesa, mas foi ao Bataclan prestar uma homenagem às vítimas. Uma decisão acertada no momento, já que os shows dessas bandas são eventos que envolvem uma aglomeração de pessoas muito maior que outras menores, e isso poderia atrair mais problemas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Metal Festival (2015):





Por Davi Pascale

DVD lançado pela Coqueiro Verde traz os melhores momentos do cultuado Download Festival na edição de 2009. Apesar de contar com poucas músicas e da ausência de extras, acaba sendo um vídeo interessante para os fãs de som pesado.

Descobri esse DVD totalmente por acaso. Em uma de minhas reviradas na loja Saraiva no shopping próximo de casa, encontrei essa fita jogada no bacião com um preço próximo dos 10 reais. Exatamente, estava misturado naquela pilha que traz Mastruz Com Leite, Cristiano Araujo e mais algumas coisas que gostamos de passar bem longe... A capa é extremamente simples, mas o que me chamou a atenção foram justamente os grupos estampados nessa capa. Resolvi arriscar...

E não é que a fita é bacana? É claro, a produção é extremamente simples. Menu extremamente simples. Não há extras, nem legendas. O conteúdo, entretanto, é legal! Os artistas escolhidos são ótimos e a maioria das performances são espetaculares. A qualidade de áudio e imagem é muito bacana também. O único senão é que, muito provavelmente, isso deve ter sido um especial de TV em algum país estrangeiro e os grandes “gênios” resolveram censurar o áudio. Então toda vez que alguém solta um palavrão (tanto nas falas quanto nas letras) o som some ou entra um bip. Se  já fiquei abismado com isso quando a MTV brasileira transmitiu o show do Guns no Ritz no ano em que estreou no Brasil (1991) e se utilizou dessa ‘técnica’, não preciso nem dizer que acho extremamente bizarro que isso ainda exista.

Faith No More empolga...

Hatebreed, Down (sim, a banda do Phil Anselmo), Limp Bizkit, Staind e Tesla aparecem aqui com uma musica cada. Mereceriam, pelo menos, mais um som. A única do Tesla aqui é uma balada que nem é deles. Tudo bem, a faixa é legal e a versão é boa, mas os caras tem bastante rock n roll legal. “Cumin´ Atcha Alive”, “Hang Tough”, “Edison´s Medicine”, só para dar alguns exemplos. Se fosse para pegar uma balada, teria escolhido “Gettin´ Better”. De todo modo, a performance é boa. Hatebreed é destruidor. Paulada sem dó. Staind e Down também são bem interessantes. Agora... Limp Bizkit versão censurada é simplesmente de-ses-pe-ra-dor. O som some de segundo em segundo. Chega a irritar.

Slipknot, Korn, Faith No More e Def Leppard aparecem com três sons cada. Contando com sons considerados clássicos entre seus fãs, os três primeiros demonstram o profissionalismo de sempre. Os momentos curiosos ficam com a (boa) versão de “Another Brick In The Wall” (Pink Floyd), realizado pelo grupo de Jonathan Davis e pela versão de “Introduce Yourself” do grupo de Mike Patton. Legal ver os caras realizando um som da fase Chuck Mosley que não seja “We Care a Lot”. A decepção fica com o Def Leppard. Adoro o grupo. As músicas escolhidas são clássicos, o instrumental é impecável, mas Joe Elliot não estava em um bom dia. As partes altas apelava para um falsete não muito bom ou jogava o microfone para o público. Aqueles que, assim como eu, tiveram a oportunidade de assistir esses caras no extinto Olympia, podem dar uma frustrada.

... e Def Leppard decepciona!

Infelizmente, muita banda foda que se apresentou nessa edição ficou de fora. Alguns exemplos? Whitesnake, ZZ Top, Journey, Dream Theater, Chris Cornell, Lacuna Coil, Motley Crue, Marilyn Manson, Killswitch Engage, Duff Mckagan Loaded… Daria para fazer mais uns 2 volumes brincando, mas como isso é meio que um bootleg só nos resta torcer para que um dia os responsáveis pelo evento soltem alguns DVDs oficiais e mais completos. Até lá, nos divertimos com esses materiais que eventualmente caem em nossas mãos. Para quem coleciona item desses grupos, vale a pena ter...

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Divertido

Faixas:
      01)   Wait and Bleed (Slipknot)
      02)   Sulfur (Slipknot)
      03)   Duality (Slipknot)
      04)   Falling Away From Me (Korn)
      05)   Blind (Korn)
      06)   Another Brick In The Wall (Korn)
      07)   To The Threshold (Hatebreed)
      08)   Stone The Crow (Down)
      09)   Break Stuff (Limp Bizkit)
      10)   Mudshovel (Staind)
      11)   Land of Caffeine (Faith No More)
      12)   Surprise! You´re Dead (Faith No More)
      13)   Introduce Yourself (Faith No More)
      14)   Signs (Tesla)
      15)   Hysteria (Def Leppard)
      16)   Animal (Def Leppard)  
      17)   Armaggedon It (Def Leppard)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Álbuns clássicos: The Gathering – Mandylion (1995)

Por Rafael Menegueti

The Gathering - Mandylion
Recentemente, completou-se 20 anos do lançamento de um dos maiores álbuns de metal alternativo da década de 90, “Mandylion, dos holandeses do The Gathering. O disco consiste apenas de oito faixas, mas é considerado a maior obra-prima da banda. Apesar de ser o terceiro trabalho do grupo, é o primeiro a contar com a vocalista Anneke van Giersbergen, que viria a ser uma das maiores cantoras do rock alternativo holandês.

“Mandylion” é um disco onde a banda explora sua sonoridade de maneira decidida e coesa. O grupo, que apresenta uma mistura de elementos de doom e gothic metal, conseguiu fazer um disco com essas características sem soar excessivamente sombrio e arrastado. Ao invés disso, “Mandylion” é um álbum cheio de belas melodias, riffs consistentes e faixas com estruturas progressivas excelentes. Não à toa, é um disco que influenciou não só o gothic metal, mas varias outras vertentes similares do metal. Muito do que bandas sinfônicas, como Delain e Stream of Passion, ou góticas com vocal feminino, como Tristania e Draconian, apresentam em sua sonoridade, pode apostar que vem do que o The Gathering aprontava na década de 90, e que começou nesse álbum.

The Gathering em 1995
O disco levou apenas 15 dias para ser gravado. Todas as letras são de autoria de Anneke, que apresentou temas diversos, mas principalmente sobre a natureza humana e sentimentos relacionados a perda. Em seus vocais, a cantora conseguiu expor o sentimentalismo de suas letras de maneira única, em interpretações que claramente deixaram o disco ainda mais envolvente. A identidade que ela criou na banda a partir daí seria marcante, até sua saída da mesma em 2007, quando embarcou em uma ótima carreira solo, além de outros projetos.

Varias das músicas são faixas obrigatórias para qualquer fã da banda. “Strange Machines” abre o disco e é um clássico absoluto. A faixa possui um riff pesado que contrasta com a melodia contagiante da mesma. É até possível perceber uma certa influência de Black Sabbath nas levadas de guitarra. A música é tão popular que Anneke segue tocando ela até hoje em grande parte de suas apresentações após sair da banda. Alem dela, “Leaves” chama a atenção com sua ótima melodia, assim como “In Motion #1” e “#2”, e a atmosférica “Eléanor”.

Se você ainda não conhece o The Gathering e esse maravilhoso disco, vá atrás, mesmo que metal gótico e alternativo não seja tanto sua praia. O estilo inovador, com influências de varias vertentes e até new age, aliado a ótima técnica dos músicos e composições brilhantes fazem de “Mandylion” um álbum altamente recomendado, e até obrigatório, para os fãs de rock progressivo moderno, rock alternativo, atmosférico e metal gótico, e garanto que pode lhe agradar.



Nota: 10/10
Status: único e inovador

Faixas:
1. Strange Machines
2. Eléanor
3. In Motion #1
4. Leaves
5. Fear the Sea
6. Mandylion
7. Sand and Mercury
8. In Motion #2

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Van Halen – Tokyo Dome In Concert (2015):



Por Davi Pascale

Van Halen lança novo álbum ao vivo. Performance demonstra banda enérgica e explora set de sua fase inicial em disco honesto.

Existem alguns grupos que para retratar sua história seria possível criarmos uma novela. Que o diga o Guns n Roses com todas as brigas, escândalos e inúmeras trocas de músicos. O Van Halen não fica muito atrás, não. Sai um, entra outro, volta um, volta outro. Claro que os irmãos que dão nome à banda estão sempre ali firmes e fortes. Parece que finalmente conseguiram estabilizar uma formação. Os garotos já estão juntos desde 2006. E, agora, quase dez anos depois, lançam seu segundo registro ao vivo.

Live Right Here, Right Now foi lançado em 1993. De lá para cá, muita coisa mudou. Naquela época, Van Halen tocava nas rádios, na MTV... Hoje, atingiram status de ícone, mas não estão nas paradas de sucesso. Michael Anthony saiu fora. Para seu lugar veio Wolfgang, filho de Eddie. O cantor Sammy Hagar também se distanciou. Em contrapartida, os músicos trouxeram o icônico David Lee Roth de volta.

Van Halen fase David Lee Roth e Van Halen fase Sammy Hagar é sempre motivo de discussão de bar, mas são duas fases completamente distintas. Sammy Hagar cantava mais alto, trouxe um lado mais comercial para a banda. Enquanto a fase de Diamond Dave, trazia uma pegada mais rock n roll. David nunca teve o alcance de Sammy, mas sempre foi mais performático e conseguiu emplacar um número maior de músicas. Se você curte a fase inicial do Van Halen, esse disco é essencial.

Esses caras sempre foram bons de palco. E fico feliz de ver que os anos se passaram, mas a garra continua a mesma. A banda vai emendando som atrás de som. No repertório, misturam hits com lado B. Canções antigas com faixas de A Different Kind Of Truth (2012).

Banda lança primeiro trabalho ao vivo com Dave Lee Roth

Ouvi e li muitos comentários negativos sobre a atuação de David Lee Roth. Gente dizendo que não estava cantando nada, etc. Honestamente, está dentro daquilo que eu esperava. A banda optou por fazer um álbum honesto sem maquiagem de estúdio. Ou seja, você ouve no CD exatamente aquilo que aconteceu no palco, sem retoques. David Lee Roth sempre foi um puta showman, mas nunca foi um puuuuta cantor. E com os anos passando, não tinha como ser diferente. Achei sua atuação ok. Eddie Van Halen, por outro lado, está simplesmente endiabrado. O cara é, literalmente, um gênio. Os músicos transpiram energia. Estão com um gás que não esperava mais que tivessem.

Claro que quando os músicos optam por esse tipo de lançamento, alguns erros ficam perceptíveis. E você vai pegar alguns por aqui. Principalmente, no vocal. Tem faixas que ele está melhor, faixas que está pior, mas nada que seja frustrante. A maior diferença acredito que sejam os backings de Michael Anthony, que realmente fazem falta, e um número menor de improvisos e brincadeiras com o público.

O setlist é simplesmente matador. Trazem 3 canções de seu ultimo álbum ("Tattoo", "She´s The Woman" e "China Town"), mas é focado em seu período clássico. Conforme já era de se esperar, não há nenhuma faixa dos tempos de Sammy Hagar ou de Gary Cherone. Relembram desde lados B como "Hear About It Later" (Fair Warning) e "I´ll Wait" (1984) quanto boa parte de seus clássicos como "Dance The Night Away" (Van Halen II), "And The Cradle Will Rock" (Women And Children First) e "Runnin With The Devil" (Van Halen). Tem uma outra musica que gostaria de ter escutado - "Jamie´s Cryin´" e "Where Have All The Good Times Gone", por exemplo - mas não dá para criticar a escolha das músicas.

Quando estavam no auge do sucesso, não houve uma preocupação de lançar um LP ou VHS ao vivo. Portanto, esse CD é extremamente bem-vindo. Diversão garantida. Torcendo por uma passagem deles pelo Brasil...

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Nostálgico

Faixas:
CD 01:
      01)   Unchained
      02)   Runnin´ With The Devil
      03)   She´s The Woman
      04)   I´m The One
      05)   Tattoo
      06)   Everybody Wants Some!!! 
      07)   Somebody Get Me a Doctor
      08)   China Town
      09)   Hear About It Later
      10)   (Oh) Pretty Woman
      11)   Me & You (Drum Solo)
      12)   You Really Got Me

CD 02:
      01)   Dance The Night Away
      02)   I´ll Wait
      03)   And The Cradle Will Rock...
      04)   Hot For Teacher
      05)   Women In Love
      06)   Romeo Delight
      07)   Mean Street
      08)   Beautiful Girls
      09)   Ice Cream Man
      10)   Panama
      11)   Eruption
      12)   Ain´t Talkin´ About Love
13)   Jump