sábado, 19 de setembro de 2015

Rock In Rio - O que esperar hoje (19/09)

Por Rafael Menegueti

Começou mais uma edição do Rock In Rio. O maior festival de música do Brasil terá muitas atrações para o publico roqueiro em geral. Mesmo que muitos reclamem das atrações, já que o festival não é 100% de rock, existem sim muitas coisas legais pra ver no festival. Ontem, por exemplo, a primeira noite teve um show especial celebrando o festival e que reuniu nomes como Titãs, Jota Quest, Dinho Ouro Preto, Andreas Kisser, entre outros, tocando sucessos de suas respectivas bandas. Alem deles, One Republic e Queen foram os principais nomes internacionais da noite.

Quem não pode ir à Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, pode conferir todas as atrações pelo canal pago Multishow, como ocorreu nas outras edições recentes. Por isso, irei falar um pouco do que esperar das atrações nos dias voltados ao rock do festival, começando por hoje, a primeira noite dedicada ao heavy metal.

Noturnall + Michael Kiske

Às 15:15, o Noturnall sobe ao palco. A banda que surgiu em 2013 e já lançou dois álbuns e um DVD é uma das novidades da cena brasileira, embora seja formada por músicos já conhecidos. Quatro deles são ex-membros do extinto Shaman, com a adição do baterista Aquiles Priester, renomado e considerado um dos melhores do mundo. Junta-se a eles o ex-vocalista do Helloween, atualmente no Unisonic, Michael Kiske, que também tem um considerável numero de fãs por aí. O show promete ser bem interessante para fãs de metal melódico e power metal em geral.

Angra + Dee Snider + Doro Pesch

Angra, Dee Snider e Doro
Nem preciso dizer que o Angra é uma das principais atrações do metal nacional. A banda volta ao Rock In Rio depois da fraca apresentação de 2011, algo que não deve se repetir já que a banda está em grande forma, com Fabio Lione nos vocais e divulgando seu bom disco “Secret Garden”, em show marcado para as 16h30. A banda será acompanhada do icônico vocalista do Twisted Sister, Dee Snider, e também da alemã Doro Pesch, que aparece em uma parceria com a banda no mais recente trabalho. Promete ser um showzaço.

Ministry + Burton C. Bell

Primeira atração internacional da noite, essa é pra quem curte metal industrial. Talvez alguns não saibam, mas essa banda de Chicago começou fazendo synthpop na mesma linha de grupos como New Order e Depeche Mode. A banda de Al Jourgensen, único da fomação original, mudou para o metal em meados dos anos 80, se tornando um dos principais nomes do metal industrial. O vocalista Burton C. Bell, da também aclamada banda do mesmo estilo Fear Factory participará com eles do show, marcado para as 18h. Vale a pena conferir.

Korn

Korn
Precursores do nu metal, o Korn deve fazer um show intenso e pesado. A banda na minha opinião foi injustiçada pelo festival sendo colocada no palco sunset, às 20h. Pra mim, esse lugar seria mais apropriado ao Royal Blood talvez, já que o Korn é bem mais experiente e tem mais fãs. A banda esteve no Brasil no Monsters of Rock realizado em 2013, e volta sem nenhum outro trabalho lançado desde então, o que deve tornar o show bem próximo do daquela ocasião.

Gojira

Gojira
Essa é uma banda que vale a pena conhecer. Primeira banda a subir no Palco Mundo, às 19h, os franceses do Gojira fazem um som que une metal progressivo death, com muita competência. O quarteto deve fazer um belo show, apresentando músicas de seus cinco álbuns já lançados desde 2001. O mais recente disco da banda foi lançado em 2012, e eles estão trabalhando em um novo para o ano que vem.

Royal Blood

Royal Blood
Novidade da cena britânica, esse duo deve ser uma das revelações que se apresentam no Palco Mundo, subindo ao palco às 21h. A banda tem influências de garage rock, stoner e blues, e chama a atenção por não ter guitarras, sendo formada apenas por Mike Kerr, no baixo e voz, e Ben Thatcher na bateria. O seu estilo se difere um pouco das outras bandas da noite. Isso somado ao fato de eles ainda não serem tão populares aqui pode trazer algum problema com o público. Espero que não, pois o som deles é muito competente e atual.

Mötley Crüe

Uma das bandas mais conhecidas do hard rock e glam dos anos 80, o Mötley Crüe está fazendo sua turnê de despedida. O que significa que essa deve ser a ultima passagem da banda pelo Brasil. Só esse detalhe já torna o show interessante. Não sei ao certo a quantas anda atualmente a performance do quarteto conhecido pelos seus excessos e confusões, mas não deve faltar animação e sucessos para marcar essa despedida do publico brasileiro. Começa às 22h30

Metallica

Mais uma vez, Metallica!
O headliner da noite já é figura carimbada do festival. Sim, o Metallica estará no Rock In Rio mais uma vez, a oitava no festival. Sim, o repertorio deve ser o mesmo, sem grandes surpresas, já que nada novo saiu desde as ultimas vezes que eles estiveram por aqui. Sim, os fãs, mesmo sabendo disso, devem lotar a Cidade do Rock. Porque? Não importa que seja a quarta vez da banda no país nos últimos cinco anos, o Metallica SEMPRE faz um show espetacular. Se você for fã e não se importar com o mais do mesmo que virá, é só ficar acordado às 00h15 para conferir.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Queen + Adam Lambert – Ginásio do Ibirapuera (16/09/2015):



Por Davi Pascale
Imagens: Divulgação 
                 Reinaldo Canato (Uol) - Foto Show

Brian May e Roger Taylor retornam ao Brasil para mais uma série de apresentações. Ao lado do vice-campeão do reality American Idol, músicos relembraram hits de diversos períodos de sua trajetória. Com show respeitoso, emocionaram os fãs. Os ingressos estavam esgotados!
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Quem compareceu ao Ginásio do Ibirapuera nessa quarta-feira se deleitou com uma super apresentação dos músicos do Queen. Esse tipo de show sempre provocará polêmicas. Concordo com quem diz que Queen sem Freddie Mercury não é Queen. O rapaz, além de ser a voz da banda, tinha um carisma inacreditável e era uma das almas criativas dentro do grupo. Entretanto, acho que os músicos acertam ao colocarem os vocalistas convidados (primeiro, Paul Rodgers e agora, Adam Lambert) como uma atração à parte. Eles não estão lá substituindo Freddie, estão lá ajudando a manter o legado de Freddie vivo.

Outro acerto é não pegarem vocalistas clones. Paul Rodgers, por exemplo, já era dono de uma carreira respeitável antes de se juntar aos rapazes. O rapaz já tinha sido vocalista principal de grupos icônicos como Free e Bad Company. Grupos que são conhecimento obrigatório para quem se diz fã de rock dos anos 60 e 70. E ao se juntar à dupla Brian May e Roger Taylor, o rapaz manteve seu visual e seu estilo. Adam Lambert, embora não tenha o mesmo passado de Rodgers, vai pelo mesmo caminho, o garoto deu sua assinatura no espetáculo. E apresenta um diferencial em relação ao cantor anterior. Ele consegue manter o ar de teatralidade que Freddie tinha. E, mais uma vez, sem imitar o icônico cantor do Queen. Tudo bem, ele se inspirou no passado dos rapazes, mas definitivamente ele não o copiou.

A apresentação começou dentro do horário previsto: 22h! Logo de cara, os músicos emendaram 3 hits do Queen: “One Vision”, “Stone Cold Crazy” e “Another One Bites The Dust”. Inicialmente, o som estava mal equalizado, mas depois melhorou. O único senão é que o volume do baixo estava baixíssimo durante todo o espetáculo e isso prejudicou o impacto de canções como “Another One Bites The Dust” e “Under Pressure”. Canções onde o instrumento é super presente.

Cantor passou pela prova de fogo

Desde o início do espetáculo, ficou nítido que a escolha por Lambert foi acertada. O garoto tem uma ótima presença de palco (sim, Freddie era melhor, mas o garoto é realmente acima da média) e é dono de um ótimo alcance. Sejamos sensatos, não é tarefa fácil cantar Queen. E já vi muita gente com mais tempo de estrada que o garoto passar vergonha tentando interpretar uma canção dos rapazes. Na primeira parte da apresentação, se destacou em “Killer Queen”, “I Want to Break Free” e “Somebody to Love”.

A segunda parte do show é onde os músicos Brian May e Roger Taylor tomam a frente do espetáculo. “Love of My Life” foi cantada por May e contou com a participação de todo o ginásio durante toda a canção. Antes da música, o guitarrista fez questão de comentar a importância da faixa no país e até arriscou algumas frases em português com o público. Foi o primeiro momento onde Freddie apareceu dando uma palhinha no telão. Na sequência, tivemos “39” interpretadas no pequeno palco montado no meio do público e “These Are The Days of Our Lives” com Roger Taylor cantando.

Brian May demonstrou que não foi afetado pela idade. Continua com a mesma técnica, a mesma segurança, a mesma disposição e a mesma afinação. A única mudança é seus cabelos cada vez mais brancos. Roger Taylor, embora não tenha mais o mesmo fôlego do passado, segurou bem a sua função e ajudou a manter o nível do show lá em cima. Ao lado dos músicos, estavam no palco um baixista contratado, um tecladista contratado (não, Lambert não toca piano e violão como Freddie fazia) e o filho de Roger Taylor na percussão e bateria. Sim, o garoto realizou um duelo de baterista junto à seu pai e interpretou “Tie Your Mother Down” junto com o conjunto.

A fase final veio com mais hits. “I Want It All”, “Radio Gaga”, “Crazy Little Thing Called Love”, “The Show Must Go On” e “Bohemian Rhapsody” fizeram a alegria dos presentes.Nessa última, Freddie voltou a aparecer no telão cantando um trecho da música. O bis ficou por conta da clássica dobradinha de “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, onde o garoto interpretou com a famosa coroa na cabeça. Após 2h 20 minutos, os fãs saíram felizes e emocionados. Ficou comprovado que a música que construíram ao lado de Freddie Mercury é eterna e que essa reunião nada mais é do que uma grande celebração. Se repetirem essa noite o que fizeram em São Paulo, a primeira noite da nova edição do Rock in Rio será histórica. Quem tiver oportunidade, assista. Nem que seja pelo televisor. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Atreyu - Long Live (2015)

Por Rafael Menegueti

Atreyu - Long Live
Depois de 6 anos, o Atreyu retorna com um novo disco, o sexto de sua carreira. A banda havia ficado por um bom período em hiato, e aparentemente isso serviu para que a banda definisse uma nova direção em sua proposta, ou melhor, uma velha direção. E tem tudo para agradar aos fãs de longa data.

Os californianos fizeram grandes mudanças em sua sonoridade desde seus primeiros trabalhos. Do metalcore cru e pesado do primeiro disco, “Suicide Notes and Butterfly Kisses”, a banda passou a fazer uso de mais melodia, influências de hard rock e um estilo mais comercial ao longo de seus outros lançamentos. Antes da pausa, o álbum “Congregation of the Damned” conseguiu diluir bem todas as fases da banda em um disco bem preciso. O desafio no retorno parecia ser como manter essa sequencia em sua evolução sonora.

“Long Live” mostra-se rapidamente um disco que dá um passo a frente. Algumas das características principais do som que a banda vinha apresentado aparecem bem, como os refrães se mostrando como o pico das músicas, além de riffs ferozes. A estrutura que a banda apresenta em suas composições é bem característica. Alex Varkatzas é o principal vocalista, mas ele divide a tarefa com o baterista Brandon Saller.

Os membros do Atreyu
Enquanto Brandon sempre apresentou sua voz com força e empolgação, formando os momentos mais acentuados das músicas, Alex oferecia um vocal mais brutal e emotivo. Se nos trabalhos anteriores Alex vinha mesclando os gritos com voz limpa, nesse disco ele optou por apenas gritar. Pode parecer pouca coisa, mas essa escolha foi fundamental na evolução do som. Brandon ganhou ainda mais importância, quebrando as partes mais pesadas com a potência de sua voz limpa e se tornando a principal referência melódica da banda.

O disco soa bem mais maduro. Seja no modo da banda compor, como na forma como eles executam as canções. O single “Long Live” inicia o álbum com competência. Em “Live to Labor” a banda usa mais velocidade e mostra bom entrosamento nas guitarras. Existem momentos que lembram bem a fase do álbum “The Curse”, mas um pouco mais bem elaboradas, como nas faixas “I Would Kill/Lie/Die (For You)” e “Heartbeats and Flatlines”. Flerta com o rock de arena no ritmo de “Do You Know Who You Are?”, e com o hard rock em “Brass Balls”, duas excelentes canções. Outros destaques ficam com a pesada “Cut Off the Head”, melhor do álbum, e “Reckless”, que encerra o disco como uma porrada.

É certo que esse disco deve agradar bastante aqueles que esperavam um disco de metalcore típico. “Long Live” tem todos os elementos necessários pra isso. Para o Atreyu é ainda mais interessante por ser um retorno com muita qualidade. A banda fez seu melhor álbum no quesito peso, e um dos melhores em matéria de melodias. O grupo pareceu até ter dado a deixa pros seus fãs no nome do disco. Todos devem estar pensando agora: “vida longa ao Atreyu”.


Nota: 9/10
Status: Porrada

Faixas:
01. Long Live
02. Live To Labor
03. I Would Kill/Lie/Die (For You)
04. Cut Off The Head
05. A Bitter Broken Memory
06. Do You Know Who You Are
07. Revival (Interlude)
08. Heartbeats And Flatlines
09. Brass Balls
10. Moments Before Dawn
11. Start To Break
12. Reckless

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Stanley X Snider: Duelo de Titãs



Por Davi Pascale

Vez ou outra, o mundo do rock se depara com alguns barracos que vão além de ataques mútuos e acabam gerando enormes discussões entre sites especializados e fãs do gênero. É exatamente isso que vem acontecendo com a briga entre o líder do Twisted Sister e o líder do Kiss. Por sermos um blog especializado em rock e conhecer bem a carreira dos dois artistas envolvidos, resolvi dar minha opinião sobre o caso. Mas, antes, vamos dar uma repaginada para quem não está por dentro do assunto.

Todo o auê começou quando Dee Snider foi até o programa de rádio Eddie Trunk Live (sim, o gordinho do That´s Metal Show) e desceu a lenha no Kiss. “Eu não entendo como as pessoas conseguem aceitar isso. Tommy Thayer, desculpe-me, é insultante. Aquilo é uma desgraça. Não apenas, está em uma banda cover do Kiss como ele está imitando o Ace. Tudo que ele faz é imitar o Ace”. Snider foi ainda mais além. “As pessoas perdoaram ‘I Was Made For Lovin´ You’ e aquilo é imperdoável. Uma porra de uma música disco. E eles estão tocando isso ao vivo. Inacreditável!”

Os músicos do Kiss ficaram quietos e deixaram a história morrer por si só. Contudo, sempre que algo vem à público corre o risco de, em algum momento, serem questionados sobre o fato. E foi o que aconteceu. Paul Stanley concedeu uma entrevista ao Chris Jericho Podcast, recentemente, e foi questionado sobre o fato. Embora seja conhecido por ser sempre educado em suas respostas, o líder do Kiss não se intimidou com Dee e devolveu na mesma moeda. “Serei direto. Nesse caso, esse cara é uma caricatura, sempre foi uma. Ele quer atenção e quer ser levado à sério e isso não acontecerá. Parece que se esqueceu que ele e sua banda são um bando de palhaços”.

Músicos já fizeram jam no passado

A partir daí, a história pegou fogo. Dee Snider escreveu uma carta aberta atacando o líder do Kiss. Essa carta tinha depoimentos como: “Caro Paul. Eu sempre tive respeito por sua banda, mas parece que isso não é mútuo. Por alguma razão, o senhor resolveu me atacar. É irônico chamar minha banda de ‘bando de palhaços’, desde que o Kiss sempre foi o rei da palhaçada. Caricatura? Mesmo? Bem... qualquer lugar, qualquer palco. Vamos fazer como nos velhos tempos. Sem fantasias, sem pirotecnias. Vamos até lá cantar. Te enterrarei”.

Por algum momento, os haters da dupla Simmons/Stanley começaram a delirar e salivar. Só que tudo começou a mudar quando o Twisted Sister se apresentou em Minnesota na última semana e o cantor começou uma série de ataques. Ao final de ‘I Wanna Rock’, o cantor declarou: “Agradeço vocês cantarem comigo, mas não sou o Vince Neil. Eu consigo cantar, cara. Saca só”. Durante o show, mandou mais um ataque: “Twisted Sister está parando e isso não é encenação. Não é uma turnê fake, assim como fez o Scorpions e o Judas Priest”. Para completar, em determinado momento do show uma camiseta com os dizeres Fuck, Paul Stanley surgiu em cima do bumbo de Mike Portnoy. (O músico está se apresentando com o grupo, já que A.J. Pero faleceu recentemente).

Todos que me conhecem bem, sabem que sou muito fã do Kiss e tenho o Paul Stanley lá em cima. Entretanto, o que muitos, talvez, não saibam é que sempre fui muito fã do Dee Snider também. Tanto no Twisted Sister, quanto no Widowmaker, como no Dezperadoz ou em sua carreira solo. Muitos estão crucificando Paul, alguns estão questionando Eddie Trunk, mas diria que o pivô da história foi mesmo Dee. Por quê?

Primeiro, parece que se esquece que ele também tem influência nas pessoas, também é uma pessoa publica e, com isso, deveria escolher melhor suas palavras. Acho que ele tem o direito de gostar do que quiser, da fase que quiser, mas ao chamar o grupo de banda cover e Tommy de cover do Ace, está criando uma nova guerra entre fãs. Os dois grupos possuem milhares de fãs em comum. Não sou o único. E está desrespeitando o trabalho do grupo, portanto aquele papo ‘sempre respeitei sua banda’ não é real. Os caras são colegas de profissão. Já chegaram até a cantar juntos no mesmo palco. Deveria deixar esse papinho para os haters da internet e discutir o assunto de forma mais madura.

Guitarrista do Twisted Sister exibindo camiseta no show

Tudo piora, quando surge no palco com camiseta, ataca grupos que não tem nada a ver com o rolo e chama o cantor para um duelo. Atitudes infantis demais para um rapaz de 60 anos. Isso tudo só dá força para o starchild quando diz que o cara quer atenção. Mike Portnoy fez um depoimento dizendo que a camiseta surgiu do publico e que por alguma razão foi parar na bateria. A real? Surgiu porque alguém colocou lá. E durante o show? Ou foi algum musico ou algum roadie (que trabalha para os músicos). Esse papo que surgiu da platéia também não diz muita coisa. A banda pode ter plantado alguém lá para jogar a camiseta para eles. Historia até comum no universo da música. Para piorar, vários fãs andam dizendo que foram ofendidos pelo músico no twitter. Porra, Dee! Está parecendo a Joelma...

Paul Stanley, mais uma vez, está quieto. Enquanto Dee Snider vem fazendo posts atrás de posts provocando o músico (basta acessar sua página do Facebook), Paul Stanley está fazendo posts atrás de posts, na mesma rede social, divulgando seu novo projeto musical: Soul Station. Tudo bem que ele poderia ter pego um pouco mais leve nas palavras, mas não vamos nos esquecer que foi provocado antes. Parece que Snider se esquece que o mundo não gira ao seu redor. Que sempre que você ataca alguém publicamente, existe a chance desse alguém se defender na mesma moeda. E, em resumo, foi o que aconteceu. Espero que os ataques terminem em breve e os músicos voltem a se focar naquilo em que são verdadeiros mestres: rrrrrrock. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Vocalistas do Delain e Serenity se unem em projeto

Charlotte Wessels e Georg Neuhauser
Charlotte Wessels, do Delain, e Georg Neuhauser, do Serenity, se uniram ao guitarrista e produtor Oliver Philipps em um novo projeto músical, intitulado Phantasma. Segundo release divulgado pela gravadora Napalm Records e pela página do projeto no facebook, o grupo irá lançar um disco conceitual, com uma historia escrita pela própria Charlotte, no dia 20 de novembro. A versão deluxe do álbum ainda terá como bônus um audiobook com a historia lida por Charlotte. Veja capa e tracklist do projeto:


01. Incomplete
02. The Deviant Hearts (Give us a Story)
03. Runaway Grey
04. Try
05. Enter Dreamscape
06. Miserable Me
07. The Lotus And The Willow
08. Crimson Course
09. Carry Me Home
10. The Sound Of Fear
11. Novaturient
12. Let It Die
13. Symphony of Light (Bonus Track)

Serenity está trabalhando em novo álbum

Falando na banda austríaca, eles também estão com trabalho novo em andamento. A banda postou recentemente um vídeo no estúdio com um trecho do que pode ser uma música nova avisando do andamento das gravações. Esse será o quinto álbum da banda. No começo do ano a banda havia anunciado as saídas de Clementine Delauney, que fazia os vocais femininos, e do guitarrista Thomas Buchberger. A primeira se juntou ao Visions of Atlantis, enquanto o segundo seguirá participando apenas na parte criativa da banda.

Epica cancela parte de turnê norte-americana

Epica deve retomar a turnê no dia 18
Ainda no mundo do metal sinfônico, o Epica se viu obrigado a cancelar quatro datas da turnê norte-americana que estão fazendo ao lado do Eluveitie e The Agonist. Isso porque a vocalista Simone Simons precisou retornar ao seu país para resolver problemas de saúde envolvendo seu pai. A banda já estava sem o tecladista Coen Janssen, que se ausentou nessa turnê para acompanhar a mulher, que passa por um tratamento contra o câncer de mama. O Eluveitie e o Agonist irão cumprir as datas normalmente.

Documentario Sonic Highways do Foo Fighters vence dois premios Emmy

Dave Grohl no cartaz do documentário
O documentário produzido pela banda em parceria com a HBO recebeu duas premiações na 67ª edição do Emmy Awards, principal prêmio de TV do mundo, ocorrido no último dia 12. O projeto foi o vencedor em duas categorias técnicas, melhor edição de som e mixagem de som em serie de não-ficção. O documentário também havia sido indicado em outras duas categorias. Dave Grohl confirmou recentemente que haverá uma segunda temporada da série.

Angra fará show com participação especial de Edu Falaschi

Edu Falaschi
No dia 07 de novembro, o Angra se apresentará em São Paulo em show da turnê do álbum “Secret Garden”, lançado no começo do ano. Quem for conferir a apresentação poderá ver um reencontro interessante. A banda anunciou que o ex-vocalista do grupo, Edu Falaschi, que deixou a banda em 2012, irá fazer uma participação especial no show. A ideia é confraternizar celebrando alguns dos clássicos do período de Edu na banda. Atualmente, Falaschi é o vocalista do Almah.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Titãs – Nheengatu Ao Vivo (2015):



Por Davi Pascale

Titãs lança seu sexto álbum ao vivo. Com repertório focado em seu mais recente trabalho de estúdio, álbum está bem gravado e traz sonoridade pesada.

Depois da explosão do Acustico MTV, o Titãs deu uma suavizada no seu som e na sua postura. Essa atitude, obviamente, enfureceu aqueles que acompanhavam o grupo desde antes de realizar o especial para a emissora. Em seu mais recente álbum, Nheengatu, a banda resgatou vários elementos que estavam meio que perdidos. A sujeira da guitarra, a ironia, as críticas político-sociais...

Crítica político-social? Sim. “Fardado”, por exemplo, fala sobre abuso policial e teve como inspiração as manifestações ocorridas em 2013, conforme já reconhecido pelo vocalista Sérgio Britto. Portanto, é no mínimo surreal a postura de Paulo Miklos no concerto realizado em Cuiabá no mês passado. Uma banda com uma letra como essa ou de “Vossa Excelência”, ambas presentes no repertório da turnê, vir com papo de “democracia acima de tudo” e demonstrar indignação com parte da plateia gritando “Fora, Dilma” é, no mínimo, incoerente. Não acho que exista a necessidade do grupo fazer discurso político entre as canções, mas não deveriam se importar com a manifestação do público. Esse tipo de atitude me faz questionar até onde estão sendo verdadeiros em suas composições e até onde é um jogo de interesse...

O novo show dos Titãs demonstra que realmente estão querendo resgatar a sonoridade dos seus tempos de ouro. Além das canções de Nheengatu, estão presentes no repertório faixas dos discos Televisão, Cabeça Dinossauro, Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas e Domingo. Álbuns que - ao lado de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora, Blesq Blom e Titanomaquia – representam o período mais rock n roll do grupo. Tudo isso depois de um projeto onde eles resgatavam o clássico álbum de 1986. Pelo menos no som, a atitude voltou.

Banda entrega show bem rock n´ roll

Já tem um tempo que os músicos optaram por não utilizar mais músicos de apoio em seus shows, com exceção do baterista Mario Fabre. Branco Mello assumiu as 4 cordas, enquanto Paulo Miklos ficou responsável pela guitarra base. No início, muitos começaram a questionar a decisão. Os Titãs que sempre foram conhecidos por serem uma ótima banda ao vivo, começou a realizar umas performances bem medianas. Isso, contudo, ficou no passado. A banda está muito bem entrosada. A parte vocal também está redonda.

Ainda não tive a oportunidade de assistir o DVD do show, que conta com um repertório maior, mas as músicas aqui rolam sem muito intervalo. É praticamente som atrás de som. Um dos poucos momentos é onde Paulo Miklos faz um depoimento. Uma homenagem irônica aos políticos (ah, vai...). Antes de “Vossa Excelência” e depois de “Desordem”. Engraçado que no polêmico concerto, ele disse que não tocavam a música desde 1987, mas iriam tocar por conta do momento. E o show desse disco foi gravado em Abril. Sem contar que haviam regravado no álbum Volume Dois (1998). Mas é um fanfarrão mesmo...

Embora tenha rolado essa bola fora no início da turnê, o show registrado aqui é excelente. Bem gravado, bem tocado, com uma banda olhando para frente. Pode comprar sem medo. Em relação à banda, da próxima vez não digam nada, só toquem!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Bem gravado

Faixas:
      01)   Fardado
      02)   Cadáver Sobre Cadáver
      03)   Chegada ao Brasil (Terra à Vista)
      04)   Massacre
      05)   Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas
      06)   Baião de Dois
      07)   Pela Paz
      08)   Quem São Os Animais?
      09)   República dos Bananas
      10)   Mensageiro da Desgraça
      11)   Fala, Renata
      12)   Desordem
      13)   Vossa Excelência
      14)   Televisão

domingo, 13 de setembro de 2015

Hollywood Vampires – Hollywood Vampires (2015)

Por Rafael Menegueti

Hollywood Vampires - Hollywood Vampires
Na década de 70, um grupo de notáveis músicos costumava se reunir em um bar de Los Angeles chamado Rainbow Bar, para beber, jogar conversa fora e se divertir. Essas reuniões históricas envolveram nomes como Alice Cooper, John Lennon, Keith Moon, Ringo Starr, Harry Nilsson, entre outros que apareciam ocasionalmente. O grupinho de amigos acabou ficando conhecido como os “Hollywood Vampires”.

Agora, um disco em tributo a essas reuniões está sendo lançado, com uma banda que recebeu o mesmo nome, e nomes não menos brilhantes para formá-la. O disco do Hollywood Vampires é definitivamente um dos mais aguardados do ano. E o resultado é exatamente o esperado: fantástico.

O disco todo soa como uma grande jam, onde vários grandes nomes se reúnem para tocar alguns clássicos do rock com energia e inspiração únicas. No line-up, um timaço: Alice Cooper e o ator Johhny Depp nas guitarras são os únicos presentes em todas as faixas, daí juntam-se a eles só gente boa. Joe Perry (Aerosmith), Paul McCartney, Slash, Brian Johnson (AC/DC), Dave Grohl, Perry Farrell, a lista é grande.

O clima do disco é mesmo de descontração. Começa com uma locução de Sir Christopher Lee, ator e músico falecido nesse ano. Em sua ultima participação em um disco, ele abre o caminho para “Raise the Dead”, uma das faixas originais do disco, que soa como uma boa lembrança do rock dos anos 70. Logo em seguida, dois clássicos absolutos: “My Generation”, do The Who, soa tão empolgante quanto a versão original.  Já “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, ganhou arranjos mais pesados e intensos, com a presença de cinco guitarristas, entre eles a australiana Orianthi, Joe Walsh e Tommy Henriksen, esse último também aparecendo bastante em varias faixas, e Brian Johnson dividindo os vocais com Cooper.

Da esq. pra dir.: Abe Laboriel, Johnny Depp, Paul McCartney, Alice Copper e Joe Perry
O segundo dueto de Cooper vem na faixa “I Got A Line On You”, ao lado de Perry Farrell (Jane’s Addition), sendo essa uma cover da banda Spirit. É bem interessante, sendo uma faixa menos conhecida do que as outras. Em seguida um medley com duas faixas do The Doors, “Five to One” e “Break On Through (To The Other Side)” mostram a ótima forma de Alice Cooper, que faz uma interpretação perfeita das canções. Outro medley, dessa vez das canções “One” e “Jump Into the Fire” de Harry Nilsson, volta a trazer a parceria de Cooper com Perry Farrell. Outro tempero da faixa está na bateria feroz de Dave Grohl.

Então vem talvez um dos melhores momentos do disco, quando Paul McCartney surge em “Come and Get It”, cantando e tocando o baixo e piano. A composição de autoria dele era pra ter aparecido em “Abbey Road, mas acabou sendo gravada pelo Badfinger. Joe Perry também aparece nessa gravação. Nesse disco ela aparece com destaque, mesmo sendo rapidinha. “Jeepster” é outra cover de um clássico, dessa vez do T-Rex, bem dançante e carismática. John Lennon também marca presença quando sua música “Cold Turkey” é executada, mantendo a boa vibração da versão original.

Chegando perto do final do disco, “Manic Depression” de Jimi Hendrix tem um Zak Starkey inspirado na bateria e destaca Joe Walsh na guitarra. “Itchycoo Park”, do Small Faces ficou mais suja e selvagm do que a versão original, de 1967. Uma interessante mistura surge no medley de “Schools Out”, do próprio Alice Cooper, com “Another Brick In The Wall”, do Pink Floyd, mais uma vez trazendo Brian Johnson à frente. A festa termina com mais uma canção original, “My Dead Drunk Friends”, um blues rock sujo com clima descontraído de bebedeira.

O Hollywood Vampires cumpriu o que prometia quando foi anunciado. A grande reunião do rock é um dos melhores e mais divertidos álbuns de 2015. Desde o excelente repertorio até a boa seleção de astros pra fazer parte do trabalho, além das canções originais, o resultado foi incrível. Eles virão ao Rock In Rio, com uma formação que consiste de Alice Cooper, Joe Perry e Johnny Depp nas guitarras, além de Tommy Henriksen e dos ex-Guns ‘N Roses Duff Mckagan e Matt Sorum. Se antes havia a dúvida, agora temos a certeza de que esse show será simplesmente imperdível.



Nota: 10/10
Status: Divertido e alucinante

Faixas:
01. The Last Vampire
02. Raise The Dead
03. My Generation
04. Whole Lotta Love
05. I Got A Line On You
06. Five To One/Break On Through (To The Other Side)
07. One/Jump Into The Fire
08. Come And Get It
09. Jeepster
10. Cold Turkey
11. Manic Depression
12. Itchycoo Park
13. School's Out/Another Brick In The Wall

14. My Dead Drunk Friends