segunda-feira, 6 de julho de 2015

Notícias do Rock (Pra Não Ficar Por Fora)

Por Davi Pascale


Ritchie Blackmore planeja breve retorno




O guitarrista Ritchie Blackmore, famoso por seu trabalho ao lado do Deep Purple e do Rainbow, planeja um retorno ao rock. O vocalista Joe Lynn Turner havia comentado sobre uma volta do Rainbow, mas não adianta se empolgar. Blackmore garante que tudo que fará será 3 ou 4 shows misturando músicas dos dois grupos e misturando músicos conhecidos e desconhecidos. E deixa claro que o vocalista dificilmente será parte do projeto. Segundo o músico, as apresentações ocorrerão em Junho de 2016 e só terá certeza de quem estará envolvido no próximo mês. Mistério!


Winery Dogs: Novo álbum e nova tour




O supergrupo Winery Dogs lançará um novo álbum em breve. Segundo o baterista Mike Portnoy, o segundo disco de inéditas está quase pronto e se encontra em processo de mixagem. O trio, completo por Richie Kotzen e Billy Sheehan, iniciará uma nova tour em Outubro. A nova gira irá se estender até 2016. Kotzen, que esteve recentemente no Brasil em turnê conjunta com o Extreme, deixa claro que continuará sua carreira-solo em paralelo.


Bruce Dickinson continua tratamento de câncer




O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, enfrenta um câncer desde Fevereiro, tendo passado por um tratamento de 7 semanas de quimioterapia e radiologia. Pelo menos, era isso o que sabíamos. Em recente entrevista à rede BBC, Dickinson explica que foram encontrados, na verdade, dois tumores e que ainda está em tratamento. “Saí desse tratamento tem dois meses. O médico me disse que tudo está indo bem, mas que demorará um ano para que fique realmente bom. Estou atingindo 6 meses agora. Não irei apressar as coisas”. Seus fãs, contudo, não esperarão muito para ouvir novas músicas. No próximo dia 4 de Setembro, o Iron Maiden lança seu novo disco, The Book of Souls, seu primeiro álbum duplo.



Dave Grohl faz show com perna quebrada




Calma, não estamos falando da história do show de Gothenburg, onde ele quebrou sua perna. Estamos falando da apresentação realizada no último sábado, em Washington. Não, eles não retornaram a turnê. O que acontece é que Dave Grohl se negou a cancelar a data em específico, por se tratar de uma data especial. Dia 4 de Julho foi o dia em que o primeiro CD do Foo Fighters chegou às lojas. Ou seja, tratava-se da celebração de 20 anos de banda. Dave se recusou à deixar a data passar em branco e juntou-se ao grupo para uma performance de 2 horas. No set, foram apresentadas algumas músicas de seu disco de estréia que não são apresentadas com freqüência em seus shows como “Alone+Easy Target” e “For All The Cows”. Esse é doidão!!


Paul McCartney comenta sobre divisão de créditos dos Beatles





Em recente entrevista ao Squire, o beatle Paul McCartney, fez algumas declarações polêmicas. Macca explicou a criação da divisão Lennon/McCartney e aparentemente não ficou muito satisfeito com o rumo tomado. O cantor explicou que a decisão ocorreu junto com Brian Epstein e que a idéia inicial era de que se alternasse Lennon/McCartney e McCartney/Lennon nos encartes, para que ambos tivessem o mesmo destaque, o que não ocorreu. Parece que a história ainda aborrece o músico. “É importante quem vem antes. Sabe quando você está mexendo no seu Ipad e nunca tem espaço suficiente? ‘Hey Jude’ foi escrita por John Lennon e... Entra um espaço em branco”. O músico não deixou de comentar também sobre como eles se sentiam quando os jornalistas exaltavam Lennon, principalmente após sua morte. “Comecei a ficar frustrado quando as pessoas diziam ‘Ele era os Beatles’. Eu, George e Ringo, dizíamos “Faça o favor. Até um ano atrás, todos eram tratados da mesma forma...”. Ah, sim, o comentário do músico iniciou uma guerra online. E aí? Vai participar? 

domingo, 5 de julho de 2015

Música comentada: Metallica – One

Por Rafael Menegueti

O Metallica em 1989
O Metallica é uma das bandas mais influentes da historia do metal. E também é responsável por alguns dos maiores hinos do estilo já lançados. Embora a banda já tivesse lançado três álbuns memoráveis, foi com uma faixa do seu quarto disco de estúdio, “...And Justice For All”, que a banda alcançou o sucesso comercial no mainstream pela primeira vez. Trata-se da épica “One”.

Escrita em 1987, a música tem a guerra como tema central. A letra foi inspirada no livro “Johnny Got His Gun”, de 1938, escrito por Dalton Trumbo, que depois virou filme na década de 70. A história relata o horror de um soldado que foi ferido em uma explosão durante a primeira guerra mundial, perdendo os braços, pernas e rosto, o que faz com que ele perca quase todos os sentidos, como visão, audição, fala e olfato. O homem então se torna um prisioneiro de seu próprio corpo, e passa a refletir sobre sua vida e a buscar, de alguma forma, se comunicar com o mundo exterior.

Cartaz do filme
“One” foi a primeira música do Metallica a ganhar um videoclipe, e também foi responsável pelo primeiro Grammy da banda. A primeira versão do clipe trazia trechos do filme lançado em 1971, que foi dirigido pelo próprio autor do livro. Curiosamente, o filme não havia feito muito sucesso até então, mas após o sucesso de “One”, houve uma grande procura pelo filme, que acabou se popularizando e se tornou cult. A banda comprou os direitos do filme, evitando assim longas negociações por direitos autorais.


I can't remember anything
Can't tell if this is true or dream
Deep down inside I feel to scream
This terrible silence stops me

Now that the war is through with me
I'm waking up, I cannot see
That there's not much left to me
Nothing is real, but pain now

Hold my breath as I wish for death
Oh, please, God, wake me

Back in the womb it's much too real
In pumps life that I must feel
But can't look forward to reveal
Look to the time when I'll live

Fed through the tube that sticks in me
Just like a wartime novelty
Tied to machines that make me be
Cut this life off from me

Now the world is gone, I'm just one
Oh, God, help me
Hold my breath as I wish for death
Oh, please, God, help me

Darkness imprisoning me
All that I see, absolute horror
I cannot life, I cannot die
Trappedl in myself
Body my holding cell

Land mine has taken my sighting
Taken my speed, taken my hearing
Taken my arms, taken my legs
Taken my soul, left me with life in hell
Não consigo me lembrar de nada
Não consigo dizer se isto é sonho ou realidade
Dentro de mim sinto vontade de gritar
Este terrível silêncio me impede

Agora que a guerra acabou comigo
Eu acordo e não posso ver
Que não resta muito de mim
Nada é real a não ser a dor agora

Prendo a respiração enquanto desejo morrer
Oh, por favor Deus, me acorde

De volta ao útero é muito real
Para dentro se injeta a vida que tenho de sentir
Mas não posso olhar para frente e imaginar
Ver o tempo que terei de viver

Alimentado por tubos enfiados em mim
Como num romance do tempo da guerra
Ligado a máquinas que me fazem existir
Tirem essa vida de mim

Agora o mundo se foi, eu sou o único
Oh, Deus, me ajude
Prenda minha respiração enquanto desejo morrer
Oh, por favor Deus, me ajude

Trevas me aprisionando
Tudo o que vejo é horror absoluto
Não consigo viver, não consigo morrer
Preso dentro de mim mesmo
O meu corpo é a minha cela

A mina terrestre me arrancou a visão
Levou minha fala, levou minha audição
Levou os meus braços, levou minhas pernas
Levou minha alma, me deixou com um inferno em vida

sábado, 4 de julho de 2015

Retorno e Polêmica



Por Davi Pascale

Comecei a escrever sobre música, justamente por ser fã de música. Por essas e outras, acompanho de perto páginas e grupos de redes sociais dos artistas que admiro. É um modo de saber de algumas noticias em primeira mão, além de conseguir, por vezes, interagir com artistas que admiramos há algum tempo. Também é um modo de notarmos o pensamento que seus fãs têm sobre determinadas atitudes de seus ídolos. E um assunto, em especial, vem sendo bastante discutido nesses grupos. Principalmente, nas páginas do Ira! e do Camisa de Vênus. A famosa troca de lineups e o pouco caso que seus ídolos têm com sua própria história. 

Infelizmente, não temos como exigir que nossos ídolos mantenham seus integrantes para sempre. O que acontece no palco é apenas um lado da moeda. Muitas vezes, já vi músicos comentando que ter banda é como ter uma família, o que não é uma mentira. E tem uma outra questão, ter uma banda é como ter uma empresa. E quem não pensar assim, não vai para frente. Sem exceção! Por isso, todos os grandes artistas têm advogados, assessor de imprensa, empresário, etc. Todos esses profissionais estão ali para que não queimem sua imagem, prejudicando assim o retorno financeiro e, alguns deles, para tratar da questão de grana mesmo. Valores, depósitos, etc

Existem dois fatores que arruínam qualquer relação: dinheiro e mulher. E dentro da música não é diferente. Basta lermos as biografias de nossos ídolos. Sempre que um integrante começa a se destacar, começa a querer crescer em cima dos demais, começa a achar que não precisa mais da banda e se lança em carreira solo. Ou os demais músicos começam a se sentir em segundo plano e inicia o quebra-pau dentro do grupo. Não é raro acabarem falando mais do que deviam e, por vezes, partirem para agressão física em cima de seus companheiros de estrada. Temos aí o início do fim. Outra questão é mulher. Não é raro, o rapaz começar a levar sua esposa nas turnês e a garota começar a interferir nas decisões e podar certas atitudes. Isso quando não resolve pular a cerca com outro músico. Sim, já aconteceu isso na história do rock algumas vezes. Pode acrescentar aí, abuso de álcool e drogas. Muitas vezes, o vício chega a tal ponto que começa a afetar a performance. Daí, entra o famoso quebra-pau. Essas são as principais razões para que um grupo vá pro espaço!

Parte dos fãs não aceita nova tour do Camisa de Vênus

O grande problema, dos dois grupos em questão, é a forma como tudo aconteceu. No caso deles, não foi aquele lance de mudar a formação para se manterem na estrada. Os grupos estavam na geladeira. E suas atitudes são realmente polêmicas. Quem já leu a biografia do Nasi, sabe que o principal problema de relacionamento dentro do grupo era o relacionamento do cantor com o guitarrista Edgard Scandurra (item mulher), além do empresariamento. Também não é segredo, para quem leu o livro, que Nasi não gostava do André Jung enquanto músico, mas sempre será questionável se Edgard deveria ter aceito retomar as atividades nessas circunstâncias. Querendo ou não, o rapaz nunca abandonou o grupo e gravou todos os discos do Ira! Por mais que seja fã do Nasi, acredito também que não deveria ficar falando na mídia que acha André um péssimo músico. É um desrespeito não apenas com o rapaz, mas com seus fãs e com sua própria trajetória. 

No caso do Camisa, teve discussão feia por causa de grana, onde rolou até processo judicial. Os músicos resolveram retomar as atividades sem Marcelo Nova (que não topou a parada) alguns anos atrás e o cantor meteu um processo nos caras, assim que lançaram um disco, alegando que não poderiam utilizar o nome. Independente de ter ou não razão (nome de banda possui registro e sempre tem alguém que é responsável por ele) é nítido que não possuem mais clima para tocarem juntos. Se a banda se reunisse hoje, não passaria de dois shows. Uma vez que só tem ele e o baixista Roberio Santana, e a banda por trás é a banda solo do Marcelo, venderia o show como “Marcelo Nova celebra 35 anos de Camisa de Vênus” e anunciaria o rapaz como uma participação especial. É verdade que as demais reuniões do grupo também não contaram com a volta de todos os músicos, mas não tinha essa inimizade explícita, que é algo que joga contra a história da banda. Deixaria a história como está e deixava as pedras rolarem...

Agora... Não adianta ficar entrando nas páginas dos músicos e ficar escrevendo quem deveria voltar,  ficar xingando os caras. Sempre existe uma razão para aquele alguém não estar ali e também sempre existe uma razão para que tal pessoa tenha sido escolhida para substituí-lo. Já vi diversas situações chatas por conta de não aceitação. Músicos sendo vaiados, sendo tratados com indiferença pelos fãs, galera virando as costas quando o cara vai falar com eles. A pessoa que entrou no lugar não tem nada a ver com o problema de antes. Entendo não gostarem da situação, mas se não concordam com a situação atual, se acreditam ser uma ofensa, a única coisa que você pode fazer é não acompanhar. Não compre o novo disco, não vá aos shows. No meu caso, continuo acompanhando o trabalho do Ira! e do Marcelo, por mais que não concorde com algumas atitudes, mas daí vai de cada um. Por sua conta e risco...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Santa Cruz - Santa Cruz (2015)

Por Rafael Menegueti

Santa Cruz - Santa Cruz
O Santa Cruz é uma daquelas bandas que você pode esfregar na cara de alguém que diz que o rock não tem mais bandas novas empolgantes. A banda finlandesa foi formada em 2007, tendo lançado já dois EPs, e agora chega ao seu segundo álbum de estúdio. O disco homônimo mostra uma banda firme na sua proposta de fazer hard rock com a cara da cena glam dos anos 80, mas incluindo elementos de uma sonoridade moderna e bem ambientada.

O quarteto preferiu dar um passo além do que havia apresentado no primeiro disco. A prova vem com a faixa que abre o disco. “Bonafide Heroes” é uma pancada, com riffs agressivos e um aspecto bem atual, algo que contrasta com o hard rock clássico apresentado pela banda nos seus trabalhos anteriores. “Velvet Rope” tem a mesma pegada, mas um pouco mais numa levada stoner. O single “My Remedy”, que vem em seguida, é outra boa faixa que mostra peso, melodia e um refrão que pega fácil.

Os finlandeses do Santa Cruz
Com uma pegada mais radiofônica, “6 (66) Feet Under” tem o frescor do rock atual sem parecer bobinha. Ela dá lugar a um momento mais cadenciado e com ênfase em melodia de “Bye Bye Babylon”, que lembra um pouco Bon Jovi. Em seguida, “We Are the Ones to Fall” surge como uma canção bem interessante, e claramente uma das com sonoridade mais moderninha do CD. Já em “Wasted & Wounded” chama a atenção pelo bom desempenho do vocalista Archie.

O disco se aproxima do final quando chegamos a “Let Them Burn”, outra faixa com riff pesado, mas que não se destaca tanto em meio às outras do disco. O mesmo não digo de “Vagabond (Sing With Me), que tem atitude e uma agressividade pertinentes pra elevar o clima antes do encerramento. E é com a faixa “Can You Fell the Rain” que o album chega ao fim, com uma certa dose de melodia da única faixa mais tranquila do álbum, mesmo que não completamente.

O CD como um todo mostra uma banda bem ambientada em sua cena, já que o hard rock é bem forte em países escandinavos atualmente. O Santa Cruz, no entanto, mostra ser uma banda que consegue equilibrar bem suas influências ao fazer um disco com peso e ao mesmo tempo leve, sem parecer forçosamente comercial. Instrumentalmente equilibrado, com solos de guitarra animados e ótimas levadas. É um bom trabalho de uma banda em ascensão, com boas chances de despontar em meio a uma cena simples mas objetiva.


Nota: 8/10
Status: Empolgante

Faixas:
1. Bonafide Heroes
2. Velvet Rope
3. My Remedy
4. 6(66) Feet Under
5. Bye Bye Babylon
6. We Are The Ones To Fall
7. Wasted & Wounded
8. Let Them Burn
9. Vagabonds (Sing With Me)
10. Can You Feel The Rain

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sweet & Lynch – Only To Rise (2014):



Por Davi Pascale

Michael Sweet e George Lynch, dois dos melhores músicos da década de 80, se unem para a criação de um disco. O resultado não poderia ser diferente. Um dos melhores álbuns que ouvi recentemente. Sem brincadeira!

Quem acompanha nosso blog há um tempo, já ouviu falar desses dois rapazes. Já escrevi sobre outros trabalhos deles por aqui. George Lynch ganhou fama ao lado do Dokken e também esteve à frente de um (ótimo) grupo chamado Lynch Mob. Michael Sweet é a voz do Stryper, um dos maiores nomes do rock cristão. E uma das maiores vozes daquela geração, sem exageros! Quem duvidar, escute o álbum Against The Law (Stryper) e repare no estrago que o garoto faz.  

Há alguns artistas que quando resolvem fazer esse tipo de projeto, saem gravando tudo sozinhos. Esse não é o caso por aqui. A bateria e o baixo ficaram por conta de Brian Tichy e James Lomenzo, respectivamente. Ou seja, a cozinha do Pride & Glory (projeto que o guitarrista Zakky Wylde teve nos anos 90). Acho que não preciso perder meu tempo dizendo o quão bem tocado e cantado é o disco. Com músicos desse nível, é chover no molhado. O que surpreende aqui é a qualidade das composições. Não que a carreira dos músicos seja ruim. Longe disso. Ambos, possuem trabalhos extremamente memoráveis, mas fazia tempo que não lançavam um disco tão forte quanto este.

Em alguns momentos, o disco nos remete aos seus antigos projetos. “The Wish”, que abre o álbum, irá agradar aos fãs do vocalista. Essa música poderia ter sido gravada pelo Stryper facilmente. Tanto linha de voz quanto a levada de bateria é a cara dos rapazes. Assim, como a canção “Time Will Tell” e a pesada “Recover”, onde Sweet explora seus famosos agudos no refrão. “Dying Rose” e “Rescue Me”, por outro lado, trazem aquele hard rock com clara influência de blues, que se tornou marca do Lynch Mob. Se me dissessem que “Dying Rose” era uma sobra dos primeiros álbuns do grupo, acreditaria.

George Lynch e Michael Sweet unem as forças e lançam trabalho inspirado

“Me Without You” é aquela balada meio down, um sentimento parecido com o de “Alone Again” (Dokken). Mas não se preocupe. O álbum é, na maior parte do tempo, pesado e bem pra cima. Outra que nos lembra o grupo que Mr. Scary fez parte nos anos 80 é a faixa-título. Marcada por aquele riff de guitarra cadenciado, acompanhado de uma levada de bateria com bumbo-duplo no melhor estilo Van Halen. Uma construção parecida à de “Erase The Slate”. Já  “September”, que retrata os ataques de 2001, começa com um lick de guitarra claramente influenciado por “Wasted Years” (Iron Maiden), antes de se tornar em um hard mid-tempo. “Divine” e “Hero-Zero” também estão entre os grandes destaques do disco.

Com uma mixagem moderna, os músicos não estão tentando reviver o passado, mas em diversos momentos, como já puderam perceber pela resenha, nos remetem aos seus tempos de glória. Quem é fã dos caras, pode ir sem medo. Quem nunca ouviu falar, aproveite a internet para conhecê-los. Dá para ouvir o disco no Spotify na faixa.

Nota: 9,0/10,0
Status: Inspirado

Faixas:
      01)   The Wish
      02)   Dying Rose
      03)   Love Stays
      04)   Time Will Tell
      05)   Rescue Me
      06)   Me Without You
      07)   Recover
      08)   Divine 
      09)   September
      10)   Strength In Numbers
      11)   Hero-Zero
      12)   Only To Rise

quarta-feira, 1 de julho de 2015

As Aventuras de Astros do Rock no Cinema

Por Rafael Menegueti

Johan Hegg caracterizado como o viking Valli.
O vocalista da banda de death metal sueca Amon Amarth, Johan Hegg, apareceu recentemente em um território diferente do habitual. O músico viveu um viking nos cinemas. A participação dele no filme “Northmen: A Viking Saga”, lançado no ano passado na Europa, mas que apenas em agosto será lançado nos Estados Unidos, é curta, mas segundo ele foi trabalhosa. O músico escandinavo passou, ao todo, o equivalente a duas semanas gravando sua participação no longa, e precisou de muita concentração para entrar no personagem, um viking chamado Valli.

Claro que não é novidade um músico participando de uma produção cinematográfica. Se eu fosse fazer a lista aqui, seria gigantesca. Alguns são até famosos por suas carreiras de ator e músico se cruzarem, caso por exemplo de Jared Leto, líder do 30 Seconds to Mars e que até Oscar já ganhou. Outros casos, no entanto, passam um pouco mais despercebidos. Por isso, vou relembrar alguns que considero bem interessantes:

Mastodon (Game of Thrones): Uma das séries de TV mais populares da atualidade, Game of Thrones contou com a participação especial dos integrantes do Mastodon em um episódio da atual temporada. Os músicos da banda tiveram um fim parecido com o de grande parte dos personagens da série: foram mortos.

Mastodon e o ator Kit Harington, de Game of Thrones.
Scott Ian, do Anthrax (The Walking Dead): Assim como Game of Thrones, outra série muito popular atualmente é o drama/terror The Walking Dead. Com muitos figurantes fazendo papeis como zumbis, Scott Ian fez uma rápida aparição como um deles na quinta temporada. Talvez toda a maquiagem e o fato de ser bem rápido tenham feito com que muita gente nem percebesse que era ele ali.

Scott Ian como um zumbi.
Chester Bennington, do Linkin Park e Stone Temple Pilots (Jogos Mortais 7): Uma das franquias de terror mais sangrentas que surgiram nos últimos anos, Jogos Mortais mostra inúmeras cenas de execuções bizarras e engenhosas feitas pelo serial killer Jigsaw. No sétimo filme da série, o vocalista do Linkin Park, Chester Bennington aparece como uma das vitimas de suas armadilhas mortais.

Dave Grohl (Tenacious D: Uma Dupla Infernal e Os Muppets): O líder do Foo Fighters e sempre ativo Dave Grohl também já fez suas participações no cinema. Ele apareceu como o diabo no filme protagonizado pela dupla do Tenacious D, Jack Black e Kyle Gass. O mesmo filme também contou com a participação do saudoso Ronnie James Dio, como ele mesmo. Grohl ainda fez uma aparição como um músico esquisito que substitui o baterista Animal na banda dos Muppets no filme dos famosos bonecos.

Dave Grohl irreconhecível como o diabo de Tenacious D.
Keith Richards (Piratas do Caribe): O sempre icônico guitarrista dos Rolling Stones viveu no cinema o papel (muito oportuno) do pai do esquisitão pirata Jack Sparrow (Johnny Deep) em dois filmes da franquia Piratas do Caribe (Fim do Mundo e Navegando por Terras Misteriosas). Keith deve aparecer novamente no próximo filme da série a ser lançado em breve.

Keith Richards em cena de Piratas do Caribe
Cannibal Corpse (Ace Ventura – Um Detetive Diferente): Não dá pra esquecer da curiosa participação dos músicos da controversa banda Cannibal Corpse no filme Ace Ventura. A banda aparece como ela mesma em um show no filme de comédia de 1994. A participação do grupo foi um pedido do próprio Jim Carrey, protagonista do longa, que é fã da banda.


Rob Zombie (diretor de filmes de terror): Um dos nomes mais populares do shock rock, Rob Zombie leva a serio sua relação com a sétima arte. Apesar de já ter feito algumas aparições em filmes, ele se destaca mesmo pela carreira como diretor e roteirista de filmes de terror. Ao todo, ele já lançou seis filmes, o sétimo será lançado em breve. Também dirigiu um episodio da série CSI:Miami.

Pearl jam, Alice In Chains e Soundgarden (Singles: Vida de solteiro): Ambientado em Seattle, no começo dos anos 90, e com a cena grunge como pano de fundo, Singles é um filme que chama a atenção também pelas participações especiais. As bandas citadas fazem aparições no longa, além de que Tad Doyle (Tad), Stone Gossard, Jeff Ament e Eddie Vedder (Pearl Jam) fazem parte da banda fictícia do longa. Chris Cornell, do Soundgarden também faz uma aparição.

Integrantes do Pearl Jam em cena do filme Singles.
Existem outras inúmeras bandas e artistas que fazem pontas, ou até protagonizam filmes por aí. Vale lembrar também de caras como Elvis Presley, David Bowie, Courtney Love e o já citado Jared Leto, que também construíram uma carreira como atores. E você, lembra de mais alguma participação marcante? 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Trixter – Human Era (2015):





Por Davi Pascale

Com apoio do selo Frontiers, Trixter retorna com novo trabalho. Os músicos seguem a sonoridade à risca e entregam aos seus fãs exatamente aquilo que esperam deles. O clima de festa está de volta ao rock n´ roll.

Quem viveu os anos 80, certamente lembra-se de cena de hair metal que invadiu as rádios na época. Enquanto grupos como Bon Jovi, Cinderella, Skid Row, Poison e Motley Crue tomaram as rádios de assalto, vários grupos não passaram de promessas. Bandas que chegavam a ter seu clipe exibido na MTV (USA), tocavam nas rádios, mas não tinham a mesma atenção. Alguns competentes, inclusive. É nessa panela que entra o Trixter. Seus dois primeiros álbuns chegaram a ter alguma atenção na época, mas nunca foi aquele lance de vender milhões e se tornar uma febre.

Human Era é o segundo disco que lançam desde seu retorno em 2008. Se eles não conseguiram se estabelecer na época, não vai ser agora que a situação vai mudar. E os rapazes parecem ter consciência disso. O novo álbum não é uma tentativa de se adaptar ao mercado. Contando com sua formação clássica – “Pete” Loran, Steve Brown, P.J. Farley e Mark “Guss” Scott – entregam aquilo que seus fiéis seguidores esperam: um disco de hard rock oitentista. Todas as características do gênero estão aqui: vocais melódicos, refrões facilmente memoráveis, guitarra com diversos riffs. O famoso clima de festa. O único senão é a qualidade de gravação de bateria que achei meio morta.

Trixter lança novo trabalho com formação e sonoridade clássica

“Rockin´ To The Edge Of The Night” começa com tudo. Uma espécie de cruzamento entre Def Leppard e Bon Jovi (dos anos 80). “Crash That Party” mantém o clima festivo, destacando a levada de bateria. Aquela levada clássica: rápida, reta com bumbo e caixa juntos, no melhor estilo Tommy Lee (Motley Crue). “Not Like All The Rest” conta com um refrão pegajoso e um arranjo bem pra cima. Se estivéssemos nos anos 80, esse som iria para as rádios facilmente. “For You” traz uma forte influência de Van Halen, fase Dave Lee Roth. “Every Seconds Count” e “Beats Me Up” são as inevitáveis baladas. A primeira traz bastante influencia de seus conterrâneos de New Jersey, especialmente nas linhas vocais, enquanto a segunda traz a estrutura clássica do gênero. Suave, melódica, com forte presença de violões. Quem fez isso na época? Todo mundo que você puder imaginar. Firehouse, Warrant, Poison, por aí vai...

O disco vai retomando o fôlego aos poucos. “Good Times Now” é mais uma balada, mas já mais pra cima do que a anterior. O rock volta “Midnight In Your Eyes”, mas é com “All Night Long” que o disco volta a ganhar fôlego. “Soul Of a Lovin´Man” traz uma influencia de blues. Uma pegada meia Lynch Mob fase “Tangled In The Web”. O disco se encerra com a faixa título. Mais uma que poderia ter sido, facilmente, gravada pelo grupo de Jon Bon Jovi. 

Human Era é um trabalho bem feito. Bons trabalhos vocais, bons refrões, bom trabalho de guitarra. Entretanto, sua sonoridade aponta para os trabalhos mais comerciais dos anos 80. Aquela sonoridade meia cigarros Hollywood. Quem acompanhou a banda na época ou curtia esse som, tem de tudo para curtir o novo disco. Se nessa época, você curtia somente os sons mais pesadinhos como Cult, Whitesnake e Van Halen, vá com calma! Claro que não para compará-lo com o (ótimo) Hear!, mas ainda assim, satisfaz! 

Nota: 7,5/10,0
Status: Nostálgico

Faixas:
      01)   Rockin´ To The Edge Of The Night
      02)   Crash That Party
      03)   Not Like All The Rest
      04)   For You
      05)   Every Seconds Count
      06)   Beat Me Up
      07)   Good Times Now
      08)   Midnight In Your Eyes
      09)   All Night Long
      10)   Soul of a Lovin´ Man
      11)   Human Era