quarta-feira, 4 de março de 2015

Blues Pills – Blues Pills (2015):


Por Davi Pascale

Debut dessa que é considerada uma das grandes promessas do rock. Com integrantes vindo de diferentes países, o quarteto aposta em uma sonoridade altamente influenciada pela sonoridade do final dos anos 60 e início dos anos 70. Boa pedida para quem não se identifica com a sonoridade mais moderna dos grupos mainstream atuais.

Sempre resenhei discos dos grandes nomes do rock. Desde novos lançamentos até matérias especiais por conta de alguma data comemorativa. E continuarei fazendo. Não sou daqueles que acredita que o rock n roll tenha que ser feito exclusivamente por jovens. Estão aí artistas como AC/DC, Ace Frehley, Motorhead e tantos outros, lançando novos trabalhos de alto calibre, que não me deixam mentir. Por outro lado, acho importante falarmos da nova cena. Afinal, os novatos de hoje são os grandes astros de amanhã, certo? Quando comecei a acompanhar artistas como Korn e Muse eles também não passavam de grandes promessas do rock. E veja só onde chegaram...

Difícil dizer de onde vem o Blues Pills, da mesma forma que seria difícil dizer se o Soulfly é uma banda nacional ou internacional. O guitarrista Dorian Sorriaux, de apenas 19 anos, veio da França, o baixista Zack Anderson é norte-americano, enquanto a vocalista Elin Larsson é sueca. O grupo, entretanto, vem sendo vendido como um conjunto sueco. Larsson conheceu Anderson e o baterista original Corry Berry durante sua estadia na California. Havia sido despedida do seu emprego de garçonete e decidiu fazer uma viagem para repensar a vida. O trio se mudou para Örebro, uma pequena cidade da Suecia. E lá se firmaram. Berry não está mais na banda. Hoje, o responsável pelas baquetas é André Kvarnström, um músico local, mais conhecido pela sua participação no TruckFighters. Um trio que vai em uma onda parecida com a do Kyuss.

Elin Larsson: de garçonete à cantora de rock

A sonoridade do Blues Pills é uma outra jogada. Com referências de Led Zeppelin, Cream, Jimi Hendrix... A influência do blues se faz presente, assim como a influencia do hard rock e da cena psicodélica.  Entretanto, não tentam ficar soando old school. É algo que vem natural. Os músicos cresceram ouvindo artistas dessa época. Em uma recente entrevista à revista Classic Rock Magazine, a vocalista mandou: “Acho que a música era mais honesta, tinha mais emoção. Não sei se em 60 anos as pessoas estarão ouvindo Britney Spears, mas certamente estarão ouvindo Led Zeppelin e Black Sabbath”.

A garota, aliás, é o grande destaque do grupo. Sua voz potente e marcante chama a atenção durante a audição. Em “High Class Woman”, faixa que abre o CD, já dá para sacar sua potência vocal. Sua interpretação em “Ain´t No Change” e na balada “No Hope Left For Me” não ficam atrás. O álbum foi gravado ainda contando com a presença de Cory Berry. Suas levadas trazem bastante suingue, contam com bastante groove, como podemos notar com maior clareza em “Jupiter” e “Devil Man”. Dorian, embora seja ainda extremamente jovem, chama a atenção com seu bom gosto para criação de riffs e solos. O riff de “Gypsy” me remeteu bastante à Jimi Hendrix. Já canções como “River” e “Astralplane” me recordou de Janis Joplin, principalmente as linhas vocais de Elin Larsson.  

Blues Pills foi lançado no Brasil. E, mesmo para os colecionadores mais exigentes, vale recorrer à edição nacional que conta com duas faixas bônus: “Dig In” e “Time Is Now”. Existe uma nova cena rolando fora do Brasil que muitos não se ligaram ainda por aqui. Aos poucos, vou trazendo as dicas pra vocês. 

Nota: 8,0/10,0
Status: Rock retrô

Faixas:
      01)   High Class Woman
      02)   Ain´t No Change
      03)   Jupiter
      04)   Black Smoke
      05)   River
      06)   No Hope Left For Me
      07)   Devil Man
      08)   Astralplane
      09)   Gypsy
      10)   Little Sun
      11)   Dig In (bônus)
      12)   Time Is Now (bônus)

terça-feira, 3 de março de 2015

Música comentada: Epica – Consign to Oblivion

Por Rafael Menegueti

Epica está de volta ao Brasil
O Epica começa hoje a turnê brasileira de seu mais recente disco, “The Quantum Enigma”. O grupo holandês se apresentará em cinco cidades, começando hoje em Porto Alegre. Nas outras quatro datas terá ainda a companhia do Dragonforce. Para dar esse pontapé em mais uma passagem da banda no Brasil, decidi falar sobre uma das melhores músicas da banda, e que é a faixa que encerrou todos os shows do grupo desde que foi lançada no álbum de mesmo nome em 2005: “Consign to Oblivion”.

A longa faixa é também a mais potente e impactante do álbum, com orquestração pesada e atmosférica, coral e ênfase nos guturais de Mark Jansen em muitos momentos. A letra é uma reflexão ao modo como a sociedade tem evoluído para se tornar cada vez mais egoísta e egocêntrica. Na minha opinião, a melhor letra de uma música da banda, com versos que atingem diretamente a ferida e mostram como aos poucos fomos nos tornando esses seres aprisionados pelos nossos próprios hábitos, rotinas e manias. No final a música dá uma sugestão: abandonar tudo, voltar às “leis da natureza e nos livrar da loucura”.

How can we let this happen and
Just keep our eyes closed 'till the end

The only thing that counts
Is the prosperity of today
Most important to us
Is that our bills get paid

Our good intentions
Have always been delayed

How can we let this happen and
Just keep our eyes closed 'till the end
When we will stand
In front of heaven's gate
It will be too late!

Try to unlearn all that you've learnt
try to listen to your heart
No, we can't understand the universe
By just using our mind
We are so afraid
Of all the things unknown

A must we appease
Is the lust to get laid
Nothing really matters
Just devouring our prey

Our good intentions have always been delayed
Our generous acts have always come too late

We are so afraid
Of all the things unknown
We just flee into a dream
That never comes true

Low to the ground we feel safe
Low to the ground we feel brave

Oblivisci tempta quod didicisti

Open your eyes
We're not in paradise
How can't you see
This stress is killing me
Fulfil your dreams
Life is not what is seems
We have captured time
So time made us all
Hostages without mercy

Seemingly generous
Fooling ourselves
Selfishly venomous time tells

Too much thinking
Goes at the cost of all our intuition
Our thoughts create reality
But we neglect to be!
So we're already slaves
Of our artificial world
We shouldn't try to control life
But listen to the laws of nature

We all think we're generous
But we only fool ourselves
The only thing that matters is
Our way and our vision

Selfishly we're venomous
But you know the time tells us
There is more to life than our
Higher positions, race for perfection
Better, faster
We must return to the laws of the nature
Free ourselves from madness
Como pudemos deixar isto acontecer e
Apenas manter nossos olhos fechados até o fim?

A única coisa que conta
É a prosperidade de hoje
Mais importante para nós
É que nossas contas sejam pagas

Nossas boas intenções
Foram sempre adiadas

Como podemos deixar isto acontecer e
Apenas manter nossos olhos fechados até o fim?
Quando estivermos parados
Em frente ao portão dos céus
Será tarde demais!

Tente esquecer tudo o que você aprendeu
Tente dar ouvidos ao seu coração
Não, não podemos entender o universo
Apenas usando nossa mente
temos tanto medo
De todas as coisas desconhecidas

Uma obrigação que saciamos
É a cobiça para transar
Nada realmente importa
Apenas devorar nossa presa

Nossas boas intenções foram sempre adiadas então
Nossos atos generosos vieram sempre tarde demais

Nós temos tanto medo
De todas as coisas desconhecidas
Nós apenas fugimos para dentro de um sonho
Que nunca vira realidade

Descendo ao chão nos sentimos seguros
Descendo ao chão nos sentimos bravos

Tente esquecer o que aprendeu

Abra seus olhos
Não estamos no paraíso
Como não pode ver?
Este estresse está me matando
Realize seus sonhos
A vida não é o que parece
Nós capturamos o tempo
Então o tempo nos fez
Reféns sem piedade

Aparentemente generoso
Enganando a nós mesmos
Egoisticamente maldoso, o tempo diz

Pensamento demais
Vai ao custo de toda a nossa intuição
Nossos pensamentos criam a realidade
Mas nós negligenciamos!
Dessa forma seremos sempre escravos
De nosso mundo artificial
Não deveríamos tentar controlar a vida
Mas dar ouvidos às leis da natureza

Todos nós achamos que somos generosos
Mas apenas enganamos a si próprios
A única coisa que importa é
Nosso caminho e nossa visão

Egoisticamente somos maldosos
Mas você sabe que o tempo nos dirá
Existe mais para a vida do que nossas
Mais altas posições, correr pela perfeição
Melhor, mais rápido
Nós precisamos retornar às leis da natureza
Libertar a nós mesmos da loucura


segunda-feira, 2 de março de 2015

Exxótica – Não Me Cobre (2014):



Por Davi Pascale

A banda Exxótica está de volta à ativa e com novo EP no mercado. Novo trabalho traz as velhas características do trio e deve agradar seus velhos seguidores. Quem curtiu a primeira encarnação da banda, pode comprar sem medo.

O Exxótica nunca foi unanimidade. Pelo contrário, sempre dividiu opiniões. Parece fazer parte do velho esquema: ame ou odeie. Ao mesmo tempo em que traziam uma preocupação com o visual (altamente influenciado por Kiss), traziam um certo despojamento, que muita gente confundia com amadorismo. Nunca foram pretensiosos. Sempre cantaram em português, fizeram refrões pegajosos, melodias simples. O que sempre faltou, na minha visão, foi um bom empresário e um bom fotógrafo. Várias imagens dos rapazes passam uma idéia de banda podreira, o que definitivamente não é o caso. Sempre tiveram uma pegada mais comercial por trás. Nos shows, por outro lado, o visual funciona legal.

Ok, algumas letras apostam em uma temática mais sarcástica (principalmente as que contam com a interpretação do “Reverendo” Marcelo Rossi), mas não é de hoje que isso faz parte do rock nacional. Essa característica é mantida no EP em “O Homem do Bisturi”. Canção que havia sido composta para o Exxótica e lançada no projeto que o baixista criou após o término do grupo, Reverendo. Entre as duas cantadas pelo rapaz, é a mais forte.

EP marca retorno do grupo após 3 anos separados

Entretanto, quem sempre me chamou a atenção de verdade no Exxótica foi Daniel Iasbeck. Além de ser um guitarrista de mão cheia, sempre gostei muito mais do seu trabalho vocal. Sempre considerei seu timbre de voz melhor, além de possuir um maior alcance. Aqui, fica responsável pelas outras 4 faixas do CD. Onde o destaque fica por conta da faixa-título. Dentre as 6 músicas, além da regravação da faixa de Palhaço Maldito do Rock Brasileiro, arriscaram uma nova versão de “Meu e de Ninguém Mais”, lançada originalmente em Jogos de Azar. Gosto muito da música, mas achei a atitude desnecessária.

Do mais, é o velho Exxótica de sempre. Altamente influenciado pelo hard rock dos anos 70 e 80, entregam 6 faixas com refrões grudentos e ótimos riffs de guitarra. O único senão, como 90% dos álbuns independentes da cena de rock brasileira, é a qualidade de gravação da bateria. O instrumento está com um som bem magro, que destoa da sonoridade do grupo que busca manter o peso nas canções, apesar do apelo comercial (Apelo esse que não considero uma falha e acho essencial para quem quer viver de rock no Brasil). Esperando agora por um álbum completo. Como um pequeno aperitivo, está valendo!

Nota: 7,0 / 10,0
Status: hard rock despretensioso

Faixas:
      01)   Não Me Cobre
      02)   Lobotomia
      03)   Conspiração
      04)   O Homem do Bisturi
      05)   Meu e de Ninguém Mais
      06)   A Ex

domingo, 1 de março de 2015

Sonata Arctica – Centro de Eventos Pedro Bertolosso (Osasco, São Paulo – 27/02/2015)

Por Rafael Menegueti

Os finlandeses do Sonata Arctica estão fazendo a maior turnê pela américa latina de sua história. Só no Brasil são 10 shows. Na ultima sexta feira (27/02) a banda se apresentou na cidade de Osasco, o quinto show em solo brasileiro.


O local do show não era uma casa de shows habitual, mas sim um centro de eventos. Talvez o lugar um pouco isolado, e o fato de a banda se apresentar ainda no dia seguinte em São Paulo fizeram com que o show de Osasco tivesse publico modesto. Mas isso não 
pareceu problema nem para os músicos e nem para os fãs.

Antes da atração principal, duas bandas fizeram a abertura: Velvet Moonlight e Troll. Duas bandas originadas em Osasco e que viveram uma oportunidade única. A primeira, que ganhou o direito de abrir a noite em um concurso cultural, teve desempenho modesto. Os rapazes da Velvet Moonlight pareciam um pouco tímidos e inexperientes no palco, mas fizeram um show honesto e tocaram bem. Já a banda Troll parecia mais desenvolta. Formada apenas por dois músicos mais experientes, o grupo me deixou na duvida no inicio do motivo que levou uma banda punk a abrir um show do Sonata, mas eles surpreenderam e fizeram um show divertido e carismático, agradando ao público.

Por volta das 21:30, os finlandeses subiram ao palco. Abriram com “The Wolves Die Young” e de cara já mostravam por que provocam tanta adoração de seus fãs. A banda é carismática e liderada por um vocalista cheio de presença de palco e uma grande voz: Tony Kakko. “Losing My Insanity” foi a segunda a ser executada. O primeiro momento de maior euforia dos fãs veio na terceira canção, “Paid In Full”, single do álbum “Unia”. “Replica” veio em seguida trazendo os primeiros momentos de emoção para os fãs.


Outro clássico do álbum “Ecliptica”, “My Land”, veio em seguida. A banda fez questão de ressaltar o fato de o álbum estar já com 15 anos de seu lançamento, e que iria executar varias faixas dele. Depois de “Black Sheep”, veio mais uma dele, “Letter to Dana”, a grande balada do disco de estreia. Músicas dos mais recentes álbuns vieram em seguida, “Blood” e “I Have a Right”.

O show então atingiu um momento de maior energia e interação. Primeiro com “X Marks the Spot”, faixa perfeita para a interação da banda com a plateia. Depois e pesada e acelerada “8th Commandment” agitou os fãs. A calmaria voltou com outra balada clássica da banda, “Tallulah”. Em seguida veio outro dos pontos altos do show, a sempre ovacionada “Fullmoon”, sucesso absoluto da banda. Outra de “Ecliptica”, “UnOpened” veio em seguida, faixa que não era tocada ao vivo desde 2003. “San Sebastian” encerrou a primeira parte do show.


No encore, o grupo voltou trazendo duas faixas do álbum “Reckoning Night”. Eles subiram novamente ao palco para executar a excelente e longa “White Pearls, Black Oceans”, e encerraram a noite com a tradicional “Don´t Say a Word”. Um show que ficará na memoria dos fãs, recheado de sucessos e que comemorou em grande estilo os 15 anos de seu primeiro disco. A cena roqueira de Osasco teve uma noite histórica com a assinatura do Sonata Arctica.






Fotos: Rafael Menegueti

Setlist:
1. The Wolves Die Young 
2. Losing My Insanity
3. Paid in Full 
4. Replica 
5. My Land 
6. Black Sheep 
7. Letter to Dana 
8. Blood 
9. I Have a Right 
10. X Marks the Spot 
11. 8th Commandment 
12. Tallulah 
13. FullMoon 
14. UnOpened 
15. San Sebastian 

Encore:
16. White Pearl, Black Oceans... 
17. Don't Say a Word 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Rob Zombie – Venomous Rat Regenaration Vendor (2013):



Por Davi Pascale

Em 2013, o cantor Rob Zombie colocou no mercado seu quinto álbum de inéditas e um de seus trabalhos mais inspirados. Contando com a produção de Bob Marlette (Ozzy Osbourne, Alice Cooper), o disco traz sua usual mistura de heavy metal com elementos eletrônicos.

Tive o primeiro contato com a música de Rob Zombie através do canal televisivo MTV, quando o mesmo ainda fazia parte de um grupo chamado White Zombie. Na época, mais precisamente o disco Astro Creep 2000, o rapaz era constantemente comparado pela imprensa com o cantor Marilyn Manson. Embora sejam dois artistas com personalidades próprias, realmente existiam alguns pontos em comum: o visual excêntrico, a postura questionadora e o flerte da musica pesada com a eletrônica. Embora sejam os dois mais populares, principalmente no Brasil, a fazer essa mistura é bom lembrar que essa sacada não nasceu deles. Grupos como Ministry e Nine Inch Nails já apostavam nesse universo antes dos rapazes. O auê foi tanto que a idéia de saírem em turnê conjunta já era mais do que esperada. É impressionante como o mundo dá voltas. Naquela época, Manson era o grande nome da vez. Rob Zombie por mais que tivesse uma carreira mais extensa (o primeiro trabalho do White Zombie foi lançado em 1985) não tinha a mesma projeção. Hoje, o cara está com tudo. Nosso amigo anticristo foi numero de abertura da turnê. Quem diria...

Algo que ninguém apostava também é que ele trabalharia com músicos de Manson. O baterista responsável pelas gravações do disco é justamente Ginger Fish, que trabalhou com o antichrist superstar por mais de 15 anos. As guitarras ficaram por conta de John 5. Mais um que trabalhou com Manson. Embora esse já esteja ao lado de Zombie há algum tempo. O baixo ficou nas mãos de Piggy D. Os músicos não poderiam serem mais adequados. São os caras certos para o som do rapaz. Formação simplesmente matadora.

Venomous Rat Regenaration Vendor é um de seus melhores trabalhos solo

O disco começa com “Teenage Nosferatu Pussy”, um som que é pesado e um pouco sombrio que por alguma razão me remeteu um pouco à “Living Dead Girl”. A faixa seguinte “Dead City Radio And The New Gods of Supertown” foi a escolhida para ser utilizada como um aperitivo do que estava por vir. Foi a primeira faixa que seus fãs ouviram e é realmente uma canção forte, assim como “Revelation Revolution”.

Algo bacana nesse trabalho é que a qualidade dele meio que se mantém do início ao fim. Para mim, existem apenas dois pontos fracos em todo o álbum: “Rock And Roll (In a Black Hole)” que, embora tenha um refrão explosivo, tem um arranjo meio cansativo e a versão de “We´re An American Band”. Essa mesma. Classicão do Grand Funk Railroad. Gosto muito do Grand Funk, o som é um clássico, mas achei que a releitura não funcionou e não consigo ver muita semelhança com sua obra. Desnecessária!

Os arranjos ficaram todos por conta da dupla Rob Zombie e John 5. O cantor também é responsável por todas as letras todo o álbum (com exceção da canção do Grand Funk, é claro) e continua com as mesmas loucuras de sempre misturando elementos de sexo, violência e terror. O que mais poderíamos esperar da mente que dirigiu e escreveu A Casa dos 1000 Corpos e Rejeitados Pelo Diabo?  Mais Rob Zombie, impossível!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Pesado e inspirado

Faixas:
      01)   Teenage Nosferatu Pussy
      02)   Dead City Radio And The New Gods of Supertown 
      03)   Revelation Revolution
      04)   Theme For The Rat Vendor (vinheta)
      05)   Ging Gang Gong De Do Gong De La Raga
      06)   Rock and Roll (In a Black Hole)
      07)   Behold, The Pretty Filthy Creatures!
      08)   White Trash Freaks
      09)   We´re An American Band
      10)   Lucifer Rising
      11)   The Girl Who Loved The Monsters
      12)   Trade In Your Guns For a Coffin´

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

5 bandas que o Rock In Rio podia trazer para alavancar o festival

Por Rafael Menegueti

Essa semana o Rock In Rio confirmou mais dois nomes no seu line-up: O já habitual Metallica e a interessante surpresa de Queen + Adam Lambert. Ainda rondam o festival vários boatos de bandas que devem ser confirmadas, como Nightwish, o U2 (que não se apresenta em festivais, mas poderia abrir uma excessão) e mais recentemente o Lamb of God. Mas ainda tem muito nome a ser confirmado e poucas pessoas imaginam quem além dos artistas que o festival já está acostumado a trazer poderia pintar como novidade. Deixo aqui então uma listinha com cinco nomes que poderiam ser interessantes caso fossem anunciados:

1. Angra


Já passou da hora da banda brasileira ganhar uma chance no Palco Mundo. O grupo tem uma historia sólida, e fãs fieis suficientes para conseguir uma chance dessa. Lançaram disco novo e estão acompanhados de Fabio Lione, um dos vocalistas mais aclamados do gênero melódico.  Mais do que justo a banda poder mostrar que está se reerguendo depois 
da fraca performance no Palco Sunset em 2011.

2. Black Label Society


Quer deixar a noite do metal com uma cara realmente de festival do gênero? O Black Label Society então é uma ótima pedida. Tá certo que o grupo comandado pelo guitarrista Zakk Wylde já esteve no Brasil em agosto do ano passado com a turnê do mais recente álbum, “Catacombs of the Black Vatican”, mas isso não significa nada, pois muita gente se interessaria em ver a banda.

3. Blues Pills


Se for pra trazer uma boa revelação pro festival, que tal o Blues Pills? A banda sueca de rock psicodélico vem crescendo em numero de fãs e seria muito legal vê-los no Palco Sunset. Sem falar que seria uma ótima forma de mostrar aos brasileiros como excelentes bandas novas continuam surgindo.

4. Slash feat. Miles Kennedy & The Conspirators


O ex-Guns ´N Roses lançou um álbum bacana, tem público suficiente e poderia ser uma atração interessante comercialmente para o festival. O músico toca no Brasil agora em março, mas isso nunca impede os produtores de tentarem trazer uma banda ou artista de novo. Já valeria a pena pra muita gente.

5. Rolling Stones


Mesmo eu não sendo fã de Stones, não posso negar: A banda é uma das mais importantes da historia e a maior em atividade. Qual seria a perfeita opção então para encerrar um Rock In Rio que celebra os 30 anos do maior festival brasileiro? A mais importante banda de rock em atividade, é obvio. A banda já vai tocar na edição de Lisboa, e boatos dariam conta da possível vinda deles ao Brasil esse ano. Não é nem um pouco absurdo esperar por isso.


E você? Quais bandas acha que poderiam dar as caras no festival?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Courtney Love – You Know My Name / Wedding Day (2014):



Por Davi Pascale

Cantora sai do ostracismo e lança um compacto com novo material. Embora sejam apenas duas músicas, material mostra Courtney Love em seu melhor momento criativo desde Celebrity Skin.  

Courtney Michelle Love sempre foi altos e baixos. Não apenas em seu dia-a-dia (oras aparece desleixada, totalmente fora de si, falando coisas desconexas. Oras aparece extremamente sexy, dando respostas sagazes o suficiente para quebrar a cara de qualquer um que a provoque, utilizando sempre o seu sarcasmo), mas também em sua carreira. Live Through This, Celebrity Skin e até mesmo America´s Sweetheart são ótimos álbuns. Materiais acima da media, capazes de fazer com que o jornalista que mais a odeie, pense e repense na escolha das palavras na hora de escrever um review. Por outro lado, trabalhos como Nobody´s Daugher, o disco da tal volta do Hole, frustrou boa parte de seus admiradores com uma gravação sem brilho e poucas faixas memoráveis.

“You Know My Name”, primeira canção do disquinho, traz a velha Courtney. Canção curta, rápida, com guitarras sujas e vocais gritados. Embora traga um acento pop no refrão, nos recorda de seus anos iniciais. Mas peraí... Live Thorugh This e Celebrity Skin também possuíam um acento pop. Imagine a sujeira de Pretty On The Inside com um refrão no estilo de Celebrity Skin. É mais ou menos disso que se trata.

Tommy Lee participou das gravações do novo compacto de Courtney Love

Se “You Know My Name” já nos traz uma vaga recordação dos anos 90, a faixa do lado B, “Wedding Day” nos leva de volta aos tempos onde o grupo se apresentava em casas como Whisky A Go Go e CBGB, com uma Courtney endiabrada mergulhando no publico, trazendo fãs ao palco e quebrando instrumentos no final de suas apresentações. Aqui, o acento pop, a pegada mais comercial, some de vez, apostando em uma sonoridade alternativa ao pé da letra. Canção que tem de tudo para agradar aos admiradores não apenas do Hole, mas da cena grunge em geral. O mais legal de tudo, Tommy Lee, baterista do Motley Crue (banda de hair metal, estilo acusado de ter sido destruído pelo grunge) participa das gravações.

Inicialmente, essas faixas seriam um aperitivo de um novo trabalho solo da cantora. Ideia que foi engavetada após Courtney se reconciliar com Eric Erlandson. Aparentemente a dupla estaria compondo material junto e planejando uma turnê do Hole ao lado de Melissa Auf Der Maur e Patty Schemel. Se bem que essa história também está meio nebulosa. E do jeito que a cantora é cheia de altos e baixos, recomendo aqueles que curtem, correrem atrás do disquinho antes que essas faixas se tornem raridades. Aos colecionadores, existe uma prensagem de 3.000 cópias com vinil rosa. Quem desejar, terá que revirar os ebays da vida, pois já encontra-se esgotado. Contudo, o vinil preto está em catálogo e as faixas encontram-se no Itunes. 

Nota: 9,0/10,0
Status: Empolgante

Faixas:
01) You Know My Name
02) Wedding Day