sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

5 bandas que o Rock In Rio podia trazer para alavancar o festival

Por Rafael Menegueti

Essa semana o Rock In Rio confirmou mais dois nomes no seu line-up: O já habitual Metallica e a interessante surpresa de Queen + Adam Lambert. Ainda rondam o festival vários boatos de bandas que devem ser confirmadas, como Nightwish, o U2 (que não se apresenta em festivais, mas poderia abrir uma excessão) e mais recentemente o Lamb of God. Mas ainda tem muito nome a ser confirmado e poucas pessoas imaginam quem além dos artistas que o festival já está acostumado a trazer poderia pintar como novidade. Deixo aqui então uma listinha com cinco nomes que poderiam ser interessantes caso fossem anunciados:

1. Angra


Já passou da hora da banda brasileira ganhar uma chance no Palco Mundo. O grupo tem uma historia sólida, e fãs fieis suficientes para conseguir uma chance dessa. Lançaram disco novo e estão acompanhados de Fabio Lione, um dos vocalistas mais aclamados do gênero melódico.  Mais do que justo a banda poder mostrar que está se reerguendo depois 
da fraca performance no Palco Sunset em 2011.

2. Black Label Society


Quer deixar a noite do metal com uma cara realmente de festival do gênero? O Black Label Society então é uma ótima pedida. Tá certo que o grupo comandado pelo guitarrista Zakk Wylde já esteve no Brasil em agosto do ano passado com a turnê do mais recente álbum, “Catacombs of the Black Vatican”, mas isso não significa nada, pois muita gente se interessaria em ver a banda.

3. Blues Pills


Se for pra trazer uma boa revelação pro festival, que tal o Blues Pills? A banda sueca de rock psicodélico vem crescendo em numero de fãs e seria muito legal vê-los no Palco Sunset. Sem falar que seria uma ótima forma de mostrar aos brasileiros como excelentes bandas novas continuam surgindo.

4. Slash feat. Miles Kennedy & The Conspirators


O ex-Guns ´N Roses lançou um álbum bacana, tem público suficiente e poderia ser uma atração interessante comercialmente para o festival. O músico toca no Brasil agora em março, mas isso nunca impede os produtores de tentarem trazer uma banda ou artista de novo. Já valeria a pena pra muita gente.

5. Rolling Stones


Mesmo eu não sendo fã de Stones, não posso negar: A banda é uma das mais importantes da historia e a maior em atividade. Qual seria a perfeita opção então para encerrar um Rock In Rio que celebra os 30 anos do maior festival brasileiro? A mais importante banda de rock em atividade, é obvio. A banda já vai tocar na edição de Lisboa, e boatos dariam conta da possível vinda deles ao Brasil esse ano. Não é nem um pouco absurdo esperar por isso.


E você? Quais bandas acha que poderiam dar as caras no festival?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Courtney Love – You Know My Name / Wedding Day (2014):



Por Davi Pascale

Cantora sai do ostracismo e lança um compacto com novo material. Embora sejam apenas duas músicas, material mostra Courtney Love em seu melhor momento criativo desde Celebrity Skin.  

Courtney Michelle Love sempre foi altos e baixos. Não apenas em seu dia-a-dia (oras aparece desleixada, totalmente fora de si, falando coisas desconexas. Oras aparece extremamente sexy, dando respostas sagazes o suficiente para quebrar a cara de qualquer um que a provoque, utilizando sempre o seu sarcasmo), mas também em sua carreira. Live Through This, Celebrity Skin e até mesmo America´s Sweetheart são ótimos álbuns. Materiais acima da media, capazes de fazer com que o jornalista que mais a odeie, pense e repense na escolha das palavras na hora de escrever um review. Por outro lado, trabalhos como Nobody´s Daugher, o disco da tal volta do Hole, frustrou boa parte de seus admiradores com uma gravação sem brilho e poucas faixas memoráveis.

“You Know My Name”, primeira canção do disquinho, traz a velha Courtney. Canção curta, rápida, com guitarras sujas e vocais gritados. Embora traga um acento pop no refrão, nos recorda de seus anos iniciais. Mas peraí... Live Thorugh This e Celebrity Skin também possuíam um acento pop. Imagine a sujeira de Pretty On The Inside com um refrão no estilo de Celebrity Skin. É mais ou menos disso que se trata.

Tommy Lee participou das gravações do novo compacto de Courtney Love

Se “You Know My Name” já nos traz uma vaga recordação dos anos 90, a faixa do lado B, “Wedding Day” nos leva de volta aos tempos onde o grupo se apresentava em casas como Whisky A Go Go e CBGB, com uma Courtney endiabrada mergulhando no publico, trazendo fãs ao palco e quebrando instrumentos no final de suas apresentações. Aqui, o acento pop, a pegada mais comercial, some de vez, apostando em uma sonoridade alternativa ao pé da letra. Canção que tem de tudo para agradar aos admiradores não apenas do Hole, mas da cena grunge em geral. O mais legal de tudo, Tommy Lee, baterista do Motley Crue (banda de hair metal, estilo acusado de ter sido destruído pelo grunge) participa das gravações.

Inicialmente, essas faixas seriam um aperitivo de um novo trabalho solo da cantora. Ideia que foi engavetada após Courtney se reconciliar com Eric Erlandson. Aparentemente a dupla estaria compondo material junto e planejando uma turnê do Hole ao lado de Melissa Auf Der Maur e Patty Schemel. Se bem que essa história também está meio nebulosa. E do jeito que a cantora é cheia de altos e baixos, recomendo aqueles que curtem, correrem atrás do disquinho antes que essas faixas se tornem raridades. Aos colecionadores, existe uma prensagem de 3.000 cópias com vinil rosa. Quem desejar, terá que revirar os ebays da vida, pois já encontra-se esgotado. Contudo, o vinil preto está em catálogo e as faixas encontram-se no Itunes. 

Nota: 9,0/10,0
Status: Empolgante

Faixas:
01) You Know My Name
02) Wedding Day

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Kamelot anuncia detalhes do novo álbum

Kamelot lança novo álbum em maio
Uma das maiores bandas de power/symphonic metal do mundo está com disco novo pronto, para a alegria de seus apaixonados e ansiosos fãs. “Haven” será o décimo primeiro álbum da banda e o segundo com o sueco Tommy Karevik nos vocais. O disco também contará com as participações especiais de Charlotte Wessels (Delain), Troy Donockley (Nightwish) e Alissa White-Gluz (Arch Enemy), que  já havia participado do último disco, “Silverthorn”. “Haven será lançado em 4 de maio. HAverá uma edição deluxe com CD bônus contendo faixas instrumentais e versões alternativas. Confira capa e tracklist:


1. Fallen Star
2. Insomnia
3. Citizen Zero
4. Veil of Elysium
5. Under Grey Skies
6. My Therapy
7. Ecclesia
8. End of Innocence
9. Beautiful Apocalypse
10. Liar Liar (Wasteland Monarchy)
11. Here's To The Fall
12. Revolution
13. Haven

Morre Renato Rocha, ex-baixista da Legião Urbana

Músico enfrentou inúmeros problemas nos últimos anos
O músico que fez parte da formação que lançou os três primeiros álbuns da banda foi encontrado morto em um hotel no Guarujá, litoral de São Paulo. A causa da morte teria sido um ataque cardíaco. O músico vinha enfrentando inúmeros problemas nos últimos anos em decorrência do vício em drogas. Chegou a ser morador de rua, mas vinha se recuperando nos últimos tempos, chegando a passar um ano em uma clinica de reabilitação.

Metallica novamente no Rock In Rio

Pode parecer repetitivo... E é mesmo! O Metallica está confirmado mais uma vez como atração do Rock In Rio. Será a sexta vez da banda norte-americana no festival. Eles se juntam a Faith No More, Queens of The Stone Age, System of a Down e Slipknot, entre outros, no line-up do festival. Vamos aguardar agora os proximos nomes a serem confirmados.

The Darkness lançará seu novo disco em junho

A banda de hard rock inglesa, que estourou há 10 anos com o hit “I Believe In A Thing Called Love”, ficou parada cinco anos entre 2006 e 2011, e chegou a abrir shows da cantora Lady Gaga no Brasil, está para lançar disco novo. “Last of Our Kinds” será apenas o quarto disco de estúdio da banda, e será lançado em junho. Confirá abaixo a capa, o tracklist e o videoclipe da faixa “Barbarian”, primeiro single do novo trabalho.


01. Barbarian
02. Open Fire
03. Last of Our Kind
04. Roaring Waters
05. Wheels of the Machine
06. Mighty Wings
07. Mudslide
08. Sarah O’Sarah
09. Hammer & Tongs
10. Conquerors


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Scorpions – Return to Forever (2015):



Por Davi Pascale

Os alemães dos Scorpions voltam a atacar!!! Comemorando 50 anos de estrada, soltam um disco de inéditas sem querer reinventar a roda. Se hoje, não causam mais as polêmicas que causaram nos primeiros anos, servem para nos lembrar dos bons tempos do rock e entregar um pouco de nostalgia aos seus velhos seguidores. Certamente, um trabalho que irá agradar seus velhos fãs.

Para quem não conhece os anos iniciais do grupo de Klaus Meine, o Scorpions começou tocando heavy metal e escreveu alguns clássicos do gênero. Durante sua extensa carreira, passaram por alguns momentos polêmicos: a perda da voz de Klaus Meine no auge do sucesso, experimentações não muito bem aceitas (como o trabalho flertando com eletrônica Eye II Eye) e diversas capas censuradas (sendo as mais famosas, as de Taken By Force e Virgin Killer). Esse momento de inquietação, de riscos, passou. Já faz um tempo que eles têm se preocupado em manter seu legado. Não querem mais correr o risco de perder parte de seu público. Esse sentimento é perceptível durante a audição de Return to Forever (título que acredito ser uma brincadeira com a volta da banda. Para quem está por fora, os músicos tinham anunciado uma turnê de despedida e depois decidiram seguir em frente, assim como aconteceu com o Kiss).

Não, esse não é mais um trabalho com regravações de “Still Loving You”, “Rock You Like a Hurricane”, “Winds of Change”, “The Zoo”... Esse é um trabalho de inéditas. Seu primeiro desde Sting In The Tail (2010). Entretanto, é um álbum que aposta na sua sonoridade tradicional, sem trazer grandes surpresas. O CD é repleto de ótimas canções, mas não espere nada muito inovador.

Trabalho deve agradar velhos seguidores

“Going Out With a Bang”, “Rock My Car”, “The Scratch” e ”Rock n´ Roll Band” trazem a velha sonoridade rock de arena. Guitarras com riffs simples, porém cativantes e refrões fáceis de serem memorizados. Sons que funcionariam muito bem em qualquer apresentação do grupo. Também não faltam as famosas músicas midtempo. Ou seja, aquelas que não chegam a serem pesadas, mas que chamá-las de baladas também chega a ser um exagero. Caso de “All For One”, “Hard Rockin´ The Place” e “Catch Your Lucky And Play”. Canções que se tivessem sido lançadas em outro período, provavelmente ganhariam uma certa projeção nas rádios e nas MTV´s da vida.

Contudo, não se engane. Não ache que os caras entregaram um CD sem nenhuma balada. Em se tratando de Scorpions, já era até esperado. “Eye Of The Storm” e “Gypsy Life” são baladas típicas da banda começando com dedilhado e vocal suave, crescendo no refrão com entrada da bateria e uma guitarra levemente distorcida. Fórmula parecida com a do clássico “Send Me An Angel”. “House of Cards” aposta em apenas vocais, violões e guitarra. Sem bateria, dessa vez.

Embora conte com um pequeno efeito aqui e ali, Return to Forever não é um trabalho com uma mixagem moderna, como ocorreu em Humanity: Hour 1. Pelo contrário, muitas vezes, nos remete ao som dos anos 80. Disco típico que deve ser massacrado pelos críticos musicais e abraçado pelos fãs.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Honesto

Faixas:
      01)   Going Out With a Bang
      02)   We Built This House
      03)   Rock My Car
      04)   House of Cards
      05)   All For One
      06)   Rock n´ Roll Bang
      07)   Catch Your Luck And Play
      08)   Rollin´ Home
      09)   Hard Rockin´ The Place
      10)   Eye Of The Storm
      11)   The Scratch
      12)   Gypsy Life

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

6 músicas essenciais para conhecer Sonata Arctica

Por Rafael Menegueti

Os finlandeses do Sonata Arctica estão em turnê novamente pelo Brasil, e para deixar os fãs ainda mais no clima dos shows que ocorrem em 10 cidades brasileiras (Fortaleza e Recife já foram as primeiras nesse final de semana), na maior turnê da banda por aqui, e também para quem ainda não conhece a banda conhecer um pouco mais sobre eles, preparei uma pequena lista com seis faixas essenciais do grupo que devem estar presentes no setlist dos shows no país.


1. Fullmoon


Essa é a música preferida de muitos fãs da banda e indispensável em qualquer show do grupo. Presente no primeiro disco deles, “Ecliptica” (1999), “Fullmoon” é uma música que possui uma melodia suave e ao mesmo tempo mantem um ritmo com pegada acelerada, e um refrão que te pega de primeira. A letra da música é basicamente uma historia de lobisomem.

2. Tallulah


Balada romântica, carregada pelo tema de teclado e que cresce rapidamente junto da melodia. Os vocais de Tony Kakko nessa canção são bem suaves e isso torna a faixa uma das mais agradáveis da carreira banda. A faixa apareceu no setlist dos dois primeiros shows da banda no Brasil, portanto deve aparecer também nos shows que virão. Ela aparece no segundo disco da banda, “Silence” (2001).

3. Don´t Say a Word


Música com riff rápido, pegada mais power metal e que traz um Tony Kakko com vocais poderosos e marcantes. O refrão com grande presença de backing vocals torna a música empolgante. A faixa foi single do disco “Reckoning Night” (2004), quarto da banda, e é a escolhida a um bom tempo para ser o encerramento dos shows da banda.

4. Paid In Full


Faixa do quinto disco, “Unia” (2007), que foi o ultimo a contar com o guitarrista original da banda, Jani Liimatainen. Com excelente letra, um riff potente, e marcada por um belo solo de teclado de Henrik Klingenberg, o single tem um ritmo que se mantêm durante toda a música.

5. I Have a Right


Essa música está presente no sétimo disco da banda, “Stones Grow Her Name” (2012), onde a banda buscou misturar influências de outras vertentes e estilos, como o hard rock. “I Have a Right” é uma das músicas mais diferentes que a banda já lançou. Os teclados e a levada da guitarra carregam a faixa, que tem os versos de Tony Kakko cantados mais rapidamente, quase sem pausas, principalmente no refrão, numa melodia mais alegre, talvez pelo tema mais motivacional da canção.

6. The Wolves Die Young



Primeiro single do mais recente disco de inéditas da banda, “Pariah´s Child”, a música traz de volta as velhas referências sobre lobos que a banda sempre usou em sua carreira, mas que haviam ficado de lado no disco anterior. A faixa é bem empolgante e melódica, e nessa turnê tem sido a faixa de abertura dos shows da banda.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Million Dollar Quartet: De Jam à Broadway.



Por Davi Pascale

Em 2006, foi criado um novo musical na Broadaway, Million Dollar Quartet: The Musical. Quase dez anos depois, a peça ainda está em cartaz. E o mais legal de tudo é que ela foi criada em cima de um fato verídico. Um momento de descontração dentro do estúdio. Louco, né?

Pois bem... Em 1956, o cantor Carl Perkins entrou em estúdio para gravar algumas novas músicas. Ver se saía alguma coisa. Estava começando a pensar no seu próximo compacto. E eis que o produtor Sam Phillips teve uma sacada: utilizar sua nova contratação para gravar piano em algumas daquelas faixas. A nova contratação do cara? Jerry Lee Lewis. O músico foi ao estúdio, fazer seu trabalho e arrecadar um dinheirinho extra. O cantor começava a ter algum destaque com “Crazy Arms”, mas ainda estava longe de ser um artista idolatrado, cultuado, até mesmo de ser um artista de sucesso. Era, no máximo, uma promessa.

No mesmo dia, 4 de Dezembro de 1956, o cantor Elvis Presley resolveu fazer uma visita aos estúdios, acompanhado de sua namorada Marilyn Evans. O cantor, que era mais um contratado da Sun Records, estava dominando a cena. 4 meses antes, sua aparição no Ed Sullivan Show havia batido recorde de audiência. Estima-se que 55 milhões de pessoas tenham assistido a transmissão. Segundo a pesquisa da época, 83% dos televisores estavam sintonizados no programa de Sullivan. Elvis foi conversar com Phillips e ouviu as fitas que estavam sendo gravadas. O rapaz gostou do material e foi até a sala de gravação conversar com os músicos. Do nada, os caras começaram a fazer algumas jams (improvisações) em tom de brincadeira. E aí começa o Million Dollar Quartet. Peraí, mas quartet são 4, certo?

O encontro ficou tão famoso que virou musical na Broadway

Exatamente. O quarto integrante era nada mais, nada menos do que Johnny Cash, outro artista de sucesso do momento. Não se sabe exatamente quando ele chegou ao estúdio. O que se sabe é que a Columbia estava sondando o rapaz e a gravadora queria renovar seu contrato. Só se sabe que do nada, ele resolveu se juntar aos rapazes. Sam Phillips, resolveu gravar o material como um souvenir, um registro histórico. Durante muito tempo questionou-se se Cash havia realmente cantado nas canções ou se havia apenas dado o ar da graça no estúdio, já que sua voz é bem difícil de se distinguir nas gravações. O mistério acabou quando o rapaz publicou sua autobiografia: "...ao contrário do que algumas pessoas escreveram, minha voz está na fita. Não é óbvio porque estava longe do microfone e cantava muito mais alto do que o normal para ficar em harmonia com Elvis, mas estou lá...". Nesse mesmo livro, o astro revela que Jerry Lee Lewis, hoje considerado um artista tão importante quantos os demais que estavam naquela sala, foi deixado meio de lado pelos colegas. “Ninguém queria seguir Jerry Lee, nem mesmo Elvis”.

Capa do CD lançado em 2006

O momento inusitado rendeu ainda uma matéria no jornal de Memphis, escrita pelo jornalista Bob Johnson. Mais uma das sacadas de Phillips. O nome da matéria? Million Dollar Quartet. Foi daí que nasceu a expressão que todo mundo conhece. Os músicos não pensaram em nome nenhum, nem houve novas sessões. Não existia projeto, nem banda, nem disco. Eram apenas 4 músicos que, por um acaso, se encontraram no estúdio e resolveram passar um tempo juntos. 

Em 2006, 50 anos depois do histórico encontro, Floyd Mutrux e Colin Escott resolveram transformar o acontecimento em um musical. O que ninguém esperava é que o projeto desse tão certo. A peça ainda está em cartaz em Chicago e durante esses anos chegou à ser indicado para várias premiações. Nesse mesmo ano chegou ao mercado o CD The Complete Million Dollar Quartet, lançado pela BMG, em comemoração aos 50 anos do evento. E vocês acham que essas horas que os artistas passam no estúdio jogando conversa fora não significa nada, né?

sábado, 21 de fevereiro de 2015

The Agonist – Eye of Providence (2015)

Por Rafael Menegueti

The Agonist - Eye of Providence

Os canadenses do The Agonist estão finalmente lançando seu novo álbum, “Eye of Providence”, que chega as lojas na segunda, dia 23/02. No entanto, a banda já disponibilizou o disco para audição na integra nessa semana via soundcloud. Esse disco marca a estreia de Vicky Psarakis nos vocais, substituindo Alissa White-Gluz que saiu para o Arch Enemy. E é exatamente essa mudança a maior diferença desse trabalho em relação aos anteriores.

Então vamos lá. O estilo de vocal de Vicky é muito parecido com o de Alissa. Ambas tem habilidade na técnica gutural e com a voz limpa, mas acredito que Alissa ainda tenha um maior domínio técnico. O que não significa que Vicky não seja boa. Ela apenas não tem a experiência necessária ainda, mas casa perfeitamente com o estilo e a proposta da banda. E o Agonist não é dessas bandas que exigem muito.

O som que a banda trás é o mesmo ao qual os fãs já estão habituados. Riffs rápidos, que oscilam entre o caos, a calmaria e a cadência em questão de instantes. Bateria frenética e bastante técnica aliada ao ritmo trazido pelo baixo, bem acentuado nas canções. O disco já começa de modo direto, pesado, mostrando que a banda continua mesma, na faixa “Gates of Horn and Ivory”. “”My Witness, Your Victim” é a faixa que vem em seguida, com a mesma pegada.

Vicky Psarakis fez sua estreia coo vocalista do The Agonist
E pelo disco todo a banda dá mostras de estar com a mesma energia de antes. Os solos de Danny Marino e Paco Jobin são bem elaborados e constantes. As canções seguem a velha formula de misturar os momentos melódicos com tempos mais rápidos e climas caóticos. Dentre as faixas que melhor mostram essa proposta da banda estão “Perpetual Notion”, “I Endeavor”, “A Necesary Evil” e “Disconnect Me”.

Em compensação, nesse álbum o grupo também consegue mostrar momentos de mais suavidade. “A Gentle Disease” é a primeira faixa da banda que conta apenas com um violão e a voz suave e limpa da vocalista. A faixa que encerra o disco, “As Above, As Below”, tem sete minutos e começa leve e tranquila, e vai crescendo até ganhar peso a partir do terceiro minuto. Um ótimo encerramento.

Creio que para uma estreia, Vicky tenha feito um trabalho excelente. Ela deve crescer muito mais na banda. Como um todo o disco é bom, segue a linha do que eles sempre nos mostraram e transcorre bem, com faixas diretas e rápidas, que tornam a audição uma experiência divertida. Vale a pena continuar acreditando nessa ótima banda de melodic death metal canadense.


Nota: 8/10

Status: Caótico e direto

Faixas:
01. Gates Of Horn And Ivory
02. My Witness, Your Victim
03. Danse Macabre
04. I Endeavor
05. Faceless Messenger
06. Perpetual Notion
07. A Necessary Evil
08. Architects Hallucinate
09. Disconnect Me
10. The Perfect Embodiment
11. A Gentle Disease
12. Follow The Crossed Line
13. As Above, So Below