quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Kamelot anuncia detalhes do novo álbum

Kamelot lança novo álbum em maio
Uma das maiores bandas de power/symphonic metal do mundo está com disco novo pronto, para a alegria de seus apaixonados e ansiosos fãs. “Haven” será o décimo primeiro álbum da banda e o segundo com o sueco Tommy Karevik nos vocais. O disco também contará com as participações especiais de Charlotte Wessels (Delain), Troy Donockley (Nightwish) e Alissa White-Gluz (Arch Enemy), que  já havia participado do último disco, “Silverthorn”. “Haven será lançado em 4 de maio. HAverá uma edição deluxe com CD bônus contendo faixas instrumentais e versões alternativas. Confira capa e tracklist:


1. Fallen Star
2. Insomnia
3. Citizen Zero
4. Veil of Elysium
5. Under Grey Skies
6. My Therapy
7. Ecclesia
8. End of Innocence
9. Beautiful Apocalypse
10. Liar Liar (Wasteland Monarchy)
11. Here's To The Fall
12. Revolution
13. Haven

Morre Renato Rocha, ex-baixista da Legião Urbana

Músico enfrentou inúmeros problemas nos últimos anos
O músico que fez parte da formação que lançou os três primeiros álbuns da banda foi encontrado morto em um hotel no Guarujá, litoral de São Paulo. A causa da morte teria sido um ataque cardíaco. O músico vinha enfrentando inúmeros problemas nos últimos anos em decorrência do vício em drogas. Chegou a ser morador de rua, mas vinha se recuperando nos últimos tempos, chegando a passar um ano em uma clinica de reabilitação.

Metallica novamente no Rock In Rio

Pode parecer repetitivo... E é mesmo! O Metallica está confirmado mais uma vez como atração do Rock In Rio. Será a sexta vez da banda norte-americana no festival. Eles se juntam a Faith No More, Queens of The Stone Age, System of a Down e Slipknot, entre outros, no line-up do festival. Vamos aguardar agora os proximos nomes a serem confirmados.

The Darkness lançará seu novo disco em junho

A banda de hard rock inglesa, que estourou há 10 anos com o hit “I Believe In A Thing Called Love”, ficou parada cinco anos entre 2006 e 2011, e chegou a abrir shows da cantora Lady Gaga no Brasil, está para lançar disco novo. “Last of Our Kinds” será apenas o quarto disco de estúdio da banda, e será lançado em junho. Confirá abaixo a capa, o tracklist e o videoclipe da faixa “Barbarian”, primeiro single do novo trabalho.


01. Barbarian
02. Open Fire
03. Last of Our Kind
04. Roaring Waters
05. Wheels of the Machine
06. Mighty Wings
07. Mudslide
08. Sarah O’Sarah
09. Hammer & Tongs
10. Conquerors


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Scorpions – Return to Forever (2015):



Por Davi Pascale

Os alemães dos Scorpions voltam a atacar!!! Comemorando 50 anos de estrada, soltam um disco de inéditas sem querer reinventar a roda. Se hoje, não causam mais as polêmicas que causaram nos primeiros anos, servem para nos lembrar dos bons tempos do rock e entregar um pouco de nostalgia aos seus velhos seguidores. Certamente, um trabalho que irá agradar seus velhos fãs.

Para quem não conhece os anos iniciais do grupo de Klaus Meine, o Scorpions começou tocando heavy metal e escreveu alguns clássicos do gênero. Durante sua extensa carreira, passaram por alguns momentos polêmicos: a perda da voz de Klaus Meine no auge do sucesso, experimentações não muito bem aceitas (como o trabalho flertando com eletrônica Eye II Eye) e diversas capas censuradas (sendo as mais famosas, as de Taken By Force e Virgin Killer). Esse momento de inquietação, de riscos, passou. Já faz um tempo que eles têm se preocupado em manter seu legado. Não querem mais correr o risco de perder parte de seu público. Esse sentimento é perceptível durante a audição de Return to Forever (título que acredito ser uma brincadeira com a volta da banda. Para quem está por fora, os músicos tinham anunciado uma turnê de despedida e depois decidiram seguir em frente, assim como aconteceu com o Kiss).

Não, esse não é mais um trabalho com regravações de “Still Loving You”, “Rock You Like a Hurricane”, “Winds of Change”, “The Zoo”... Esse é um trabalho de inéditas. Seu primeiro desde Sting In The Tail (2010). Entretanto, é um álbum que aposta na sua sonoridade tradicional, sem trazer grandes surpresas. O CD é repleto de ótimas canções, mas não espere nada muito inovador.

Trabalho deve agradar velhos seguidores

“Going Out With a Bang”, “Rock My Car”, “The Scratch” e ”Rock n´ Roll Band” trazem a velha sonoridade rock de arena. Guitarras com riffs simples, porém cativantes e refrões fáceis de serem memorizados. Sons que funcionariam muito bem em qualquer apresentação do grupo. Também não faltam as famosas músicas midtempo. Ou seja, aquelas que não chegam a serem pesadas, mas que chamá-las de baladas também chega a ser um exagero. Caso de “All For One”, “Hard Rockin´ The Place” e “Catch Your Lucky And Play”. Canções que se tivessem sido lançadas em outro período, provavelmente ganhariam uma certa projeção nas rádios e nas MTV´s da vida.

Contudo, não se engane. Não ache que os caras entregaram um CD sem nenhuma balada. Em se tratando de Scorpions, já era até esperado. “Eye Of The Storm” e “Gypsy Life” são baladas típicas da banda começando com dedilhado e vocal suave, crescendo no refrão com entrada da bateria e uma guitarra levemente distorcida. Fórmula parecida com a do clássico “Send Me An Angel”. “House of Cards” aposta em apenas vocais, violões e guitarra. Sem bateria, dessa vez.

Embora conte com um pequeno efeito aqui e ali, Return to Forever não é um trabalho com uma mixagem moderna, como ocorreu em Humanity: Hour 1. Pelo contrário, muitas vezes, nos remete ao som dos anos 80. Disco típico que deve ser massacrado pelos críticos musicais e abraçado pelos fãs.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Honesto

Faixas:
      01)   Going Out With a Bang
      02)   We Built This House
      03)   Rock My Car
      04)   House of Cards
      05)   All For One
      06)   Rock n´ Roll Bang
      07)   Catch Your Luck And Play
      08)   Rollin´ Home
      09)   Hard Rockin´ The Place
      10)   Eye Of The Storm
      11)   The Scratch
      12)   Gypsy Life

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

6 músicas essenciais para conhecer Sonata Arctica

Por Rafael Menegueti

Os finlandeses do Sonata Arctica estão em turnê novamente pelo Brasil, e para deixar os fãs ainda mais no clima dos shows que ocorrem em 10 cidades brasileiras (Fortaleza e Recife já foram as primeiras nesse final de semana), na maior turnê da banda por aqui, e também para quem ainda não conhece a banda conhecer um pouco mais sobre eles, preparei uma pequena lista com seis faixas essenciais do grupo que devem estar presentes no setlist dos shows no país.


1. Fullmoon


Essa é a música preferida de muitos fãs da banda e indispensável em qualquer show do grupo. Presente no primeiro disco deles, “Ecliptica” (1999), “Fullmoon” é uma música que possui uma melodia suave e ao mesmo tempo mantem um ritmo com pegada acelerada, e um refrão que te pega de primeira. A letra da música é basicamente uma historia de lobisomem.

2. Tallulah


Balada romântica, carregada pelo tema de teclado e que cresce rapidamente junto da melodia. Os vocais de Tony Kakko nessa canção são bem suaves e isso torna a faixa uma das mais agradáveis da carreira banda. A faixa apareceu no setlist dos dois primeiros shows da banda no Brasil, portanto deve aparecer também nos shows que virão. Ela aparece no segundo disco da banda, “Silence” (2001).

3. Don´t Say a Word


Música com riff rápido, pegada mais power metal e que traz um Tony Kakko com vocais poderosos e marcantes. O refrão com grande presença de backing vocals torna a música empolgante. A faixa foi single do disco “Reckoning Night” (2004), quarto da banda, e é a escolhida a um bom tempo para ser o encerramento dos shows da banda.

4. Paid In Full


Faixa do quinto disco, “Unia” (2007), que foi o ultimo a contar com o guitarrista original da banda, Jani Liimatainen. Com excelente letra, um riff potente, e marcada por um belo solo de teclado de Henrik Klingenberg, o single tem um ritmo que se mantêm durante toda a música.

5. I Have a Right


Essa música está presente no sétimo disco da banda, “Stones Grow Her Name” (2012), onde a banda buscou misturar influências de outras vertentes e estilos, como o hard rock. “I Have a Right” é uma das músicas mais diferentes que a banda já lançou. Os teclados e a levada da guitarra carregam a faixa, que tem os versos de Tony Kakko cantados mais rapidamente, quase sem pausas, principalmente no refrão, numa melodia mais alegre, talvez pelo tema mais motivacional da canção.

6. The Wolves Die Young



Primeiro single do mais recente disco de inéditas da banda, “Pariah´s Child”, a música traz de volta as velhas referências sobre lobos que a banda sempre usou em sua carreira, mas que haviam ficado de lado no disco anterior. A faixa é bem empolgante e melódica, e nessa turnê tem sido a faixa de abertura dos shows da banda.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Million Dollar Quartet: De Jam à Broadway.



Por Davi Pascale

Em 2006, foi criado um novo musical na Broadaway, Million Dollar Quartet: The Musical. Quase dez anos depois, a peça ainda está em cartaz. E o mais legal de tudo é que ela foi criada em cima de um fato verídico. Um momento de descontração dentro do estúdio. Louco, né?

Pois bem... Em 1956, o cantor Carl Perkins entrou em estúdio para gravar algumas novas músicas. Ver se saía alguma coisa. Estava começando a pensar no seu próximo compacto. E eis que o produtor Sam Phillips teve uma sacada: utilizar sua nova contratação para gravar piano em algumas daquelas faixas. A nova contratação do cara? Jerry Lee Lewis. O músico foi ao estúdio, fazer seu trabalho e arrecadar um dinheirinho extra. O cantor começava a ter algum destaque com “Crazy Arms”, mas ainda estava longe de ser um artista idolatrado, cultuado, até mesmo de ser um artista de sucesso. Era, no máximo, uma promessa.

No mesmo dia, 4 de Dezembro de 1956, o cantor Elvis Presley resolveu fazer uma visita aos estúdios, acompanhado de sua namorada Marilyn Evans. O cantor, que era mais um contratado da Sun Records, estava dominando a cena. 4 meses antes, sua aparição no Ed Sullivan Show havia batido recorde de audiência. Estima-se que 55 milhões de pessoas tenham assistido a transmissão. Segundo a pesquisa da época, 83% dos televisores estavam sintonizados no programa de Sullivan. Elvis foi conversar com Phillips e ouviu as fitas que estavam sendo gravadas. O rapaz gostou do material e foi até a sala de gravação conversar com os músicos. Do nada, os caras começaram a fazer algumas jams (improvisações) em tom de brincadeira. E aí começa o Million Dollar Quartet. Peraí, mas quartet são 4, certo?

O encontro ficou tão famoso que virou musical na Broadway

Exatamente. O quarto integrante era nada mais, nada menos do que Johnny Cash, outro artista de sucesso do momento. Não se sabe exatamente quando ele chegou ao estúdio. O que se sabe é que a Columbia estava sondando o rapaz e a gravadora queria renovar seu contrato. Só se sabe que do nada, ele resolveu se juntar aos rapazes. Sam Phillips, resolveu gravar o material como um souvenir, um registro histórico. Durante muito tempo questionou-se se Cash havia realmente cantado nas canções ou se havia apenas dado o ar da graça no estúdio, já que sua voz é bem difícil de se distinguir nas gravações. O mistério acabou quando o rapaz publicou sua autobiografia: "...ao contrário do que algumas pessoas escreveram, minha voz está na fita. Não é óbvio porque estava longe do microfone e cantava muito mais alto do que o normal para ficar em harmonia com Elvis, mas estou lá...". Nesse mesmo livro, o astro revela que Jerry Lee Lewis, hoje considerado um artista tão importante quantos os demais que estavam naquela sala, foi deixado meio de lado pelos colegas. “Ninguém queria seguir Jerry Lee, nem mesmo Elvis”.

Capa do CD lançado em 2006

O momento inusitado rendeu ainda uma matéria no jornal de Memphis, escrita pelo jornalista Bob Johnson. Mais uma das sacadas de Phillips. O nome da matéria? Million Dollar Quartet. Foi daí que nasceu a expressão que todo mundo conhece. Os músicos não pensaram em nome nenhum, nem houve novas sessões. Não existia projeto, nem banda, nem disco. Eram apenas 4 músicos que, por um acaso, se encontraram no estúdio e resolveram passar um tempo juntos. 

Em 2006, 50 anos depois do histórico encontro, Floyd Mutrux e Colin Escott resolveram transformar o acontecimento em um musical. O que ninguém esperava é que o projeto desse tão certo. A peça ainda está em cartaz em Chicago e durante esses anos chegou à ser indicado para várias premiações. Nesse mesmo ano chegou ao mercado o CD The Complete Million Dollar Quartet, lançado pela BMG, em comemoração aos 50 anos do evento. E vocês acham que essas horas que os artistas passam no estúdio jogando conversa fora não significa nada, né?

sábado, 21 de fevereiro de 2015

The Agonist – Eye of Providence (2015)

Por Rafael Menegueti

The Agonist - Eye of Providence

Os canadenses do The Agonist estão finalmente lançando seu novo álbum, “Eye of Providence”, que chega as lojas na segunda, dia 23/02. No entanto, a banda já disponibilizou o disco para audição na integra nessa semana via soundcloud. Esse disco marca a estreia de Vicky Psarakis nos vocais, substituindo Alissa White-Gluz que saiu para o Arch Enemy. E é exatamente essa mudança a maior diferença desse trabalho em relação aos anteriores.

Então vamos lá. O estilo de vocal de Vicky é muito parecido com o de Alissa. Ambas tem habilidade na técnica gutural e com a voz limpa, mas acredito que Alissa ainda tenha um maior domínio técnico. O que não significa que Vicky não seja boa. Ela apenas não tem a experiência necessária ainda, mas casa perfeitamente com o estilo e a proposta da banda. E o Agonist não é dessas bandas que exigem muito.

O som que a banda trás é o mesmo ao qual os fãs já estão habituados. Riffs rápidos, que oscilam entre o caos, a calmaria e a cadência em questão de instantes. Bateria frenética e bastante técnica aliada ao ritmo trazido pelo baixo, bem acentuado nas canções. O disco já começa de modo direto, pesado, mostrando que a banda continua mesma, na faixa “Gates of Horn and Ivory”. “”My Witness, Your Victim” é a faixa que vem em seguida, com a mesma pegada.

Vicky Psarakis fez sua estreia coo vocalista do The Agonist
E pelo disco todo a banda dá mostras de estar com a mesma energia de antes. Os solos de Danny Marino e Paco Jobin são bem elaborados e constantes. As canções seguem a velha formula de misturar os momentos melódicos com tempos mais rápidos e climas caóticos. Dentre as faixas que melhor mostram essa proposta da banda estão “Perpetual Notion”, “I Endeavor”, “A Necesary Evil” e “Disconnect Me”.

Em compensação, nesse álbum o grupo também consegue mostrar momentos de mais suavidade. “A Gentle Disease” é a primeira faixa da banda que conta apenas com um violão e a voz suave e limpa da vocalista. A faixa que encerra o disco, “As Above, As Below”, tem sete minutos e começa leve e tranquila, e vai crescendo até ganhar peso a partir do terceiro minuto. Um ótimo encerramento.

Creio que para uma estreia, Vicky tenha feito um trabalho excelente. Ela deve crescer muito mais na banda. Como um todo o disco é bom, segue a linha do que eles sempre nos mostraram e transcorre bem, com faixas diretas e rápidas, que tornam a audição uma experiência divertida. Vale a pena continuar acreditando nessa ótima banda de melodic death metal canadense.


Nota: 8/10

Status: Caótico e direto

Faixas:
01. Gates Of Horn And Ivory
02. My Witness, Your Victim
03. Danse Macabre
04. I Endeavor
05. Faceless Messenger
06. Perpetual Notion
07. A Necessary Evil
08. Architects Hallucinate
09. Disconnect Me
10. The Perfect Embodiment
11. A Gentle Disease
12. Follow The Crossed Line
13. As Above, So Below

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Davi Pascale


Bruce Dickinson faz tratamento de câncer



Uma verdadeira bomba pegou todo mundo de surpresa ontem. O grupo britânico Iron Maiden postou em seu site oficial que o vocalista Bruce Dickinson está fazendo um tratamento de câncer. O rapaz descobriu um câncer na língua durante seus exames de rotina pouco antes do Natal. Segundo os músicos, a doença foi diagnosticada no estágio inicial. Bruce passou a ultima semana fazendo radiologia e quimioterapia. Os músicos pedem compreensão, paciência e respeito por parte dos fãs e declararam que um novo comunicado será realizado no final de Maio. Torcemos por sua melhora!



Fernanda Abreu prepara novo álbum


Se os fãs de metal estão de luto, os fãs do pop brasileiro estão em comemoração. Essa ultima semana, a cantora carioca, Fernanda Abreu postou em sua página oficial do Facebook que está trabalhando em um novo álbum de inéditas, o primeiro em 9 anos!! O nome do disco ainda não foi divulgado, mas a artista declarou que já possui 7 músicas mixadas e que gostaria de lançar o trabalho no final do primeiro semestre. Para quem não se recorda, Fernanda ganhou fama ao lado da Blitz – o primeiro grupo da cena BRock à lançar um LP. Estamos no aguardo.



Autoramas torna-se quarteto e lança crowdfunding


O grupo liderado por Gabriel Thomaz não é mais um trio. E essa não foi a única mudança da formação. A baixista Flavia Couri abandonou o barco para ir morar na Dinamarca junto com seu marido. O baterista Bacalhau (ex-Planet Hemp) também pediu as contas. Vieram para seus lugares o baixista Melvins e o baterista Frederico Castro (o Fred do Raimundos), respectivamente. A banda ainda ganha o reforço da cantora Erika Martins (ex-Penélope e esposa de Gabriel). Para quem curte o som dos caras, pode colaborar com o crowdfounding lançado pelos músicos para arrecadar dinheiro para a gravação de seu próximo disco: O Futuro dos Autoramas. Para colaborar, basta clicar aqui http://www.embolacha.com.br/projeto/405-o-futuro-dos-autoramas



Mês de Março repleto de lançamentos


Início de ano é sempre meio devagar para lançamentos (inclusive, no Brasil), contudo o mês de Março promete. A publicação inglesa Classic Rock publicou uma lista com os discos mais aguardados para o próximo mês. Entre dezenas de reedições, estão os novos trabalhos de inéditas de artistas como Ringo Starr, Europe, Mark Knopfler, Toto, além de um álbum ao vivo do Van Halen. É bom já ir economizando dinheiro.... E, ah, sim. 25 de Fevereiro sai o novo do Whitesnake.


Faith No More gravou novo álbum por estarem entediados



O grupo Faith No More está prestes a lançar um novo disco, disso todo mundo já sabe. O tecladista Roddy Bottum, contudo, surpreendeu seus fãs com sua resposta na entrevista que cedeu à FasterLouder, sobre a razão de um novo álbum. “Estávamos entediados com o que estávamos fazendo. Sabemos que tem muitas pessoas que olham para nós como inspiração. Subir ao palco e tocar velhas canções de novo e de novo e de novo, é muito fácil. Nós não somos assim. Sempre nadamos contra a maré, sempre buscamos desafios”. Espero que o disco faça justiça ao discurso.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Unleash the Archers – Demons of the Astrowaste (2011)

Por Rafael Menegueti

Unleash the Archers - Demons of the Astrowaste
Outra banda desconhecida, mas que deve começar a ganhar espaço agora. Os canadenses do Unleash the Archers já tem dois álbuns e um EP independentes lançados, então não dá pra dizer que seriam uma nova revelação, mas acabaram de assinar contrato com a Napalm Records, uma das maiores gravadoras de metal do mundo, e estão trabalhando em um novo disco. Aproveito então para apresentá-los falando de seu full-lenght mais recente, “Demons of the Wasteland”, de 2011.

O grupo é outro da linha com vocais femininos. Um pouco próximos do estilo do Kobra and the Lotus, com a diferença de ser uma banda que une elementos de hard rock, power metal e death melódico. O grupo é liderado pela vocalista Brittney Slayes e pelo baterista Scott Buchanan, únicos membros da formação original.

“Demons of the Astrowaste” mostra uma banda que busca criar um tipo de metal épico, que abusa de levadas e riffs acelerados, vocais poderosos de Brittney misturados aos gritos guturais dos dois guitarristas em músicas melódicas e agressivas. Os refrões são cativantes e empolgam, dando o clima que um disco com a temática de guerras medievais misturada à ficção cientifica (meio pra fãs de RPG talvez) poderia pedir.

A formação atual do Unleash the Archers
Depois da faixa introdutória, a primeira música do disco é “Dawn of Ages”, um épico exemplo de power metal simples e direto. “Realm of Tomorrow” é o tipo de música cujo refrão levanta e faz a plateia querer erguer os punhos pro alto repetidamente, com uma cadencia rítmica empolgante. “General of the Dark Army” pode ser considerado um clássico imediato da banda, e principal composição do disco. “Daughters of Winterstone” é mais acelerada e incorpora mais o lado death melódico do grupo, chegando a lembrar um pouco The Agonist. “Battle In the Shadow (of the Mountain)” e “Despair” são outras faixas onde os vocais de Brittney se destacam, além de possuírem um andamento interessante. “The Outlander” é mais lenta, quase uma balada, que explode na mudança de faixa para a agitada “City of Iron”. “Fall of the Galactic Guard” é mais brutal, e tem os vocais guturais do guitarrista Brayden Dyczkowski como destaque (vale mencionar que ambos os guitarristas nesse álbum não estão mais com a banda).  O disco encerra com “Astral Annihilation”, outra bem death melódica, e a bem elaborada e power “Ripping Through Time”, que termina com um som de alguém q estaria acordando de um sonho maluco.

Esse disco é melhor do que o primeiro e agrada pela boa intercalação dos estilos que a banda propõe fazer. Não fica uma coisa cansativa pois a variação entre os estilos vocais e o andamento das canções acontecem no tempo certo, e tudo soa bem organizado. O que me faz pensar que agora que estão em uma ótima gravadora como a Napalm (na minha opinião uma das melhores, pois permite que as bandas mantenham sua liberdade de criação) sua sonoridade tenda a ser ainda melhor.


Nota: 9/10
Status: Épico e agressivo

Faixas:

1. 00:00:01
2. Dawn Of Ages
3. Realm Of Tomorrow
4. General Of The Dark Army
5. Daughters Of Winterstone
6. Battle In The Shadow (Of The Mountain)
7. Despair
8. The Outlander
9. City Of Iron
10. The Fall Of The Galactic Guard
11. Astral Annihilation
12. Ripping Through Time