terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Within Temptation – Hydra (2014):

Durante o mês de Janeiro, o Riff Virtual está de férias. Nesse período, estaremos reprisando algumas de nossas melhores matérias. A partir de 1 de Fevereiro estaremos de volta com matérias inéditas. Obrigado pelo apoio. Rock On!



Por Rafael Menegueti

Criatividade alem de qualquer expectativa. É assim que eu começo a definir o novo trabalho da banda de metal sinfônica holandesa Within Temptation, Hydra. Não seria difícil essa banda me agradar, uma vez que sou fã dos trabalhos da banda há tempos. Mas eu não imaginava que o novo disco fosse me agradar tanto. Ainda mais quando eu me lembrava do trabalho anterior da banda, The Unforgiving, que confesso, me deixou um pouco decepcionado.

O novo trabalho conta com uma musicalidade típica do metal sinfônico. Os riffs empolgantes, a melodia combinada com os vocais bem trabalhados de Sharon Den Adel. Sem falar nas orquestrações e arranjos, que dão um toque mais atmosférico às músicas. Alem das claras influencias de rock tradicional e alternativo em algumas faixas. Se eu já esperava isso antes de ouvir o disco, depois eu apenas comprovei que minhas expectativas foram mais do que superadas. Isso porque a proposta da banda nesse disco é misturar diversas inspirações e influencias musicais para dar ao ouvinte uma experiencia completa.
 
A atual formação do Within Temptation
 
 Hydra ainda conta com participações especiais que certamente serviram para aumentar minha surpresa com esse novo trabalho. Não me senti surpreso com a participação de Tarja em “Paradise (What About Us?), pois pra mim já era certo que esse seria o ponto alto do disco. Mas estava bastante curioso quanto aos outros nomes envolvidos. Dave Pirner, do Soul Asylum, apareceu muito bem no dueto com Sharon em “Whole World Is Watching”.Howard Jones (ex-Killswitch Engage, Devil You Know), foi uma ótima adição à “Dangerous”. E a participação do rapper Xzibit (a que mais me deixou curioso) em "And We Run" não teve aquele ar de oportunismo que essas parcerias de músicos de rock e rap costumam ter, foi simples e bem elaborada.

Outro ponto forte do disco está na arte. A capa do disco é uma das mais bonitas que a banda já lançou. E a arte do encarte ainda conta com diversas fotos da banda e até das participações especiais. Somado ao fato de que o disco é um dos melhores já lançados pelos holandeses, “Hydra” é certeza de um bom investimento para qualquer fã de rock e metal sinfônico.

Nota: 9/10
Status: Surpreendente

Faixas:
1. "Let Us Burn"
2. "Dangerous" (Participação de Howard Jones)
3. "And We Run" (Participação de Xzibit)
4. "Paradise (What About Us?)" (Participação de Tarja Turunen)
5. "Edge of the World"
6. "Silver Moonlight"
7. "Covered by Roses"
8. "Dog Days"
9. "Tell Me Why"
10. "Whole World is Watching" (Participação de Dave Pirner)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Kiss: Por trás de Rock n Roll Over



Durante o mês de Janeiro, o Riff Virtual está de férias. Nesse período, estaremos reprisando algumas de nossas melhores matérias. A partir de 1 de Fevereiro estaremos de volta com matérias inéditas. Obrigado pelo apoio. Rock On!



Por Davi Pascale

Em 1976, o Kiss começava a crescer. Depois de fracassarem em 3 lançamentos, os álbunsKiss Alive!, lançado um ano antes, e Destroyer tiveram boa repercussão. Contudo, Gene e Paul não estavam seguros se queriam passar por tudo aquele pesadelo novamente. O LP produzido por Bob Ezrin, embora trouxesse seu maior sucesso até então (a balada Beth), havia sido produzido de maneira desgastante. Os músicos queriam fazer as coisas de maneira mais simples e, para isso, trouxeram de volta ao estúdio o antigo parceiro Eddie Kramer. 

Destroyer era um álbum quase experimental, contando com orquestrações, corais e efeitos sonoros entre as músicas. Para o álbum seguinte, queriam retornar ao básico. A idéia era trazer o som da banda no palco para o vinil. É por essa razão que o vocalista Paul Stanley diz que acredita que não atingiram seus objetivos em Rock n Roll Over. O cantor gosta das músicas, mas acha o som limpo demais. Ele queria o som das guitarras mais pesadas, queria que o disco soasse mais cru.

Agora não dá para dizer que a metodologia tenha sido errada. Pelo contrario, na gravação do LP, não foi utilizado o método de gravar um instrumento por vez. Foi utilizado o método de se gravar tocando ao vivo. O local escolhido foi o The Star Theater, em Nova Iorque. Não, você não leu errado. Não foi em um estúdio, foi em uma casa de shows. Segundo Gene Simmons, o local comportava um publico entre 2.000 e 3.000 pessoas. Para a gravação, eles montaram todo o set no palco, como se fossem fazer um concerto realmente. A única diferença é que Peter Criss não estava nesse palco. A bateria foi gravada dentro do banheiro da casa (por conta da acústica) e o músico se comunicava com os demais integrantes através de vídeo.

Não concordo com Stanley. Gosto muito da sonoridade desse álbum. Talvez o músico acredite que o som tenha soado magro porque ainda tinha em sua mente a sonoridade das primeiras demos, gravadas 3 anos antes. Aliás, os músicos sempre a citavam como referencia para o produtor. Agora... Devemos lembrar que nessa altura do campeonato, os caras já tinham um pouco mais de experiência, equipamentos melhores... Isso tira um pouco dessa crueza naturalmente.

Álbum foi gravado em um teatro vazio

Para compor o disco, foram utilizadas músicas escritas durante a turnê de Destroyer. Algumas demos de trabalhos anteriores foram reaproveitadas também. Algumas vezes, duas canções foram juntadas em uma. Caso de “Calling Dr. Love” que nasceu de uma mistura entre “Bad Bad Lovin´” e “High and Low”. Uma curiosidade bacana é da faixa ainda inédita “Queen for a Day”. Ainda não consegui encontrar nenhum bootleg que tenha ela. Essa é a estréia de Ace Frehley nos vocais. A música acabou não indo para o disco porque o Spaceman não se sentia confiante para cantar ao vivo. “Hard Luck Woman”, imortalizada na voz de Peter Criss, foi composta por Stanley. The Starchild a escreveu pensando em entregá-la para Rod Stewart, mas de ultima hora acabou entregando para o baterista porque acreditava que ela poderia se tornar a segunda “Beth”.

Para aumentar a curiosidade do lançamento do novo trabalho do Kiss, o grupo gravou uma participação no televisivo “Paul Lyndes Halloween Special”. No programa, contudo, não houve nenhuma prévia do novo LP. O quarteto resolveu atacar 3 musicas do Destroyer: “Beth”, “Detroit Rock City” e “King Of The Knightime World”. Embora tenha ido ao ar na noite de Halloween (31 de Outubro), o programa foi gravado dois dias antes. Na noite da famosa festa, Simmons e Stanley resolveram assistir um show em uma famosa casa de Los Angeles, o Gazzarries. A atração daquela noite era o The Boyz.

Esse não foi a única vez que The Demon os assistiu. Alguns meses antes, esteve em uma apresentação deles no Starwood, em Hollywood, quando dividiram o palco com Bebe Buell. Naquela noite, havia um artista convidado que chamou a atenção de Gene Simmons e o levou a produzir a primeira demo dos rapazes. O nome dessa atração? Van Halen! Quando o vocalista dos The Boyz, Michael White, foi contar essa história ele falou de uma apresentação onde eles estavam dividindo o palco com o Van Halen, mas que a banda dele havia feito uma má apresentação, enquanto o grupo de David Lee Roth havia brilhado. Essa, entretanto, não é a versão contada por Gene. E as datas dadas por White também não batem com a agenda do Van Halen. O grupo tocou com os The Boyz, mas não no período afirmado pelo musico. O grupo de Michael White não fez sucesso, mas dois de seus músicos conquistaram fama na década seguinte: o guitarrista George Lynch e o baterista Mick Brown. Para quem não se lembra, eles atingiram o sucesso ao lado do Dokken.

Capa da rara edição argentina
O LP foi bem nas paradas, mas não repetiu o sucesso do trabalho anterior. Rock n Roll Over atingiu disco de ouro, enquanto Destroyer atingia disco de platina. Esse trabalho existe com pelo menos 4 capas diferentes. No Mexico existem duas edições alternativas (Com Todo El Poder De La Musica e 30 Anos de Musica: Rock Salvat), editadas em 1984, cada uma com uma imagem. Na Argentina, também foi lançada uma outra capa, mantendo seu título original. Como curiosidade, vale lembrar que foi na turnê desse álbum que o guitarrista Ace Frehley foi eletrocutado durante uma apresentação em Georgia, em 24 de Novembro. O guitarrista pisou em um fio não aterrado enquanto descia as escadas do palco. O show, entretanto, não foi cancelado. A apresentação foi interrompida até que o músico se recuperasse. Logo depois, os mascarados retornaram ao Lakeland Civic Center para entregar aos seus fervorosos fãs o show mais quente do mundo. Pelo visto, nada, nem ninguém poderia apagar a chama do Kiss.  

Faixas:

01) I Want You
02) Take Me
03) Calling Dr. Love
04) Ladies Room
05) Baby Driver
06) Love ´Em Leave ´Em
07) Mr. Speed
08) See You In Your Dreams
09) Hard Luck Woman
10) Makin´ Love

domingo, 11 de janeiro de 2015

Stream of Passion – A War of Your Own (2014)



Durante o mês de Janeiro, o Riff Virtual está de férias. Nesse período, estaremos reprisando algumas de nossas melhores matérias. A partir de 1 de Fevereiro estaremos de volta com matérias inéditas. Obrigado pelo apoio. Rock On!



Por Rafael Menegueti
Como dito ontem, chegou a hora de conhecermos mais sobre o novo disco do Stream of Passion, “A War of Your Own”. A banda holandesa trabalhou nesse disco com a ajuda de seus fãs, através de um crowdfunding, que levantou quase o dobro do valor que a banda pretendia. E os fãs foram presenteados por isso com um excelente disco.

“A War of Your Own”segue a mesma linha dos outros trabalhos da banda. Músicas com melodias suaves e peso nas guitarras. Ótimos vocais de Marcela Bovio, que mais uma vez usa a mistura de inglês e espanhol em suas letras. O disco tem uma pegada similar ao que bandas como Evanescence e Delain vem mostrando em seus últimos trabalhos, mas são definitivamente os vocais de Marcela que se diferenciam e se destacam na banda.

“Monster”, faixa que abre o disco, tem um excelente refrão e boas linhas de guitarra. A faixa titulo e a seguinte, “The Curse”, seguem a mesma linha. “Autophobia” já é mais calma, e tem uma melodia bastante agradável. Outra faixa muito boa é “Exile”, que começa com um riff pesado e tem letras em espanhol. “Delírio” e “Earthquake” também são destaques no álbum. O disco encerra com a boa e melodiosa “The Distance Between Us”.
Esse é o quarto álbum de estúdio dos holandeses
Como um todo, o disco é muito bom, apesar de não mostrar nenhuma inovação na sonoridade da banda. Assim como nos discos anteriores, os arranjos são simples e bem feitos, os solos de guitarra são bem elaborados e se destacam junto com os arranjos de piano/teclado e os vocais de Marcela. Como fã dessa banda, eu fiquei bem satisfeito, e espero ansiosamente por uma vinda da banda ao Brasil para vê-los ao vivo.

Nota: 8/10
Status: Excelente

Faixas:
1. Monster

2. A War Of Our Own
3. The Curse
4. Autophobia
5. Burning Star
6. For You
7. Exile
8. Delirio
9. Earthquake
10. Secrets
11. Don't Let Go
12. Out Of The Darkness
13. The Distance Between Us (Digipack Bonus Track)