domingo, 16 de novembro de 2014

Noticias do rock (Pra não ficar por fora!)



Fique por dentro das ultimas noticias do mundo do rock. Saída de integrantes, lançamento de discos, turnês pelo Brasil e muito mais. Saiba o que anda rolando por aí...

Por Davi Pascale



Richie Sambora fora do Bon Jovi


Uma noticia triste para os fãs de Bon Jovi. O cantor Jon Bon Jovi confirmou que o guitarrista está fora da banda. Richie Sambora estava afastado do grupo há algum tempo, mas seus fãs ainda tinham esperanças de que o musico voltasse. A situação é tensa, uma vez que Richie não era um mero guitarrista. Além de ser um ótimo músico e possuir uma ótima voz (seus backings eram característica principal do som da banda) também era um dos principais compositores do conjunto. A noticia foi dada em entrevista exclusiva ao site Showbiz 411.



Rob Halford já pensa em novo álbum do Judas


Há quem pense que os caras estão com os dias contados por conta da idade avançada dos músicos, mas no que depender de Rob Halford, o grupo Judas Priest segue com força total. Halford atribui isso à entrada de Richie Faulkner. Em entrevista ao Eddie Trunk, o cantor declarou: “Todas as noites, entro no camarim e Richie está criando. E eu digo. ‘O que é isso que está tocando? Grave agora mesmo em seu Iphone’. Os riffs estão surgindo. As idéias estão surgindo. Estou pronto para gravar um novo trabalho do Judas”. O ultimo disco do grupo foi Redeemer of Souls (já resenhado nesse blog), que chegou às lojas em Julho. 


Arch Enemy confirma shows no Brasil


A página oficial da cantora Alissa White Gluz no Facebook postou que o grupo Arch Enemy estará fazendo uma turnê pela America Latina entre Janeiro e Fevereiro de 2015. Três cidades brasileiras foram confirmadas. Já foram anunciadas datas e locais das apresentações. O grupo se apresenta 06/02 no Rio de Janeiro (Circo Voador), 07/02 em São Paulo (Carioca Clube) e 08/02 em Curitiba (Music Hall). Para quem não se recorda, Alissa costumava cantar no The Agonist e é a nova voz da banda.


Leoni lança crowfunding para a gravação de novo álbum


O músico Leoni, mais conhecido por seus trabalhos ao lado dos grupos Kid Abelha e Heróis da Resistência, soltou um projeto de arrecadação de dinheiro para a gravação de seu novo disco Noticias de Mim. O cantor pretende arrecadar 120.000 reais para a produção de seu novo CD. Existem 11 cotas diferentes. Os valores variam de R$20,00 à R$5.000,00. Quem quiser contribuir, deve ir ao http://catarse.me/pt/leoni.



Pausa no Rush?



O cantor Geddy Lee declarou em entrevista à revista Rolling Stone que não tem certeza se o trio sairá em turnê em 2015. “Ainda estamos conversando. Cada um tem uma idéia diferente de como pretende passar os próximos anos. Não chegamos à uma decisão ainda. Será tomada nos próximos meses”. Ao ser questionado sobre a gravação de um novo disco, o músico disse que acredita que ocorra uma nova excursão antes. E se ele não tem idéia sobre a tal excursão, então...

sábado, 15 de novembro de 2014

Foo Fighters - Sonic Highways (2014)

Por Rafael Menegueti

Foo Fighters - Sonic Highways
Dave Grohl é o cara do rock atual. O sujeito não cansa de inovar e surpreender todo mundo com suas ideias. A cada novo trabalho ele demonstra mais de sua incrível força criativa e habilidade de trazer elementos novos e outros modos de criar música de primeira qualidade. “Sonic Highways” acaba de chegar às lojas e é mais uma mostra dessa personalidade de Grohl. E reafirma o Foo Fighters como o maior nome do rock mundial atualmente (pelo menos na minha opinião).

Dessa vez, Grohl não fez um disco em um estúdio criado em sua garagem de sua casa, rodeado da família e amigos. Ele saiu de casa e levou sua banda por oito dos principais estúdios dos EUA, registrou tudo em uma serie de documentários com o mesmo nome do álbum para a HBO e gravou uma música em cada cidade.

Chicago, New Orleans, Los Angeles, Nashville, New York e, claro, Seattle estão entre as cidades visitadas pela banda nessa produção. Cada música ainda conta com uma participação especial de diversos músicos. Entre os convidados estão Peter Stahl e Skeeter Thompson (da banda Scream, da qual Grohl fez parte antes do Nirvana), Ben Gibbard (Death Cab for Cutie), Rick Nielsen (Cheap Trick), Joe Walsh e Kristeen Young.


A formula do Foo Fighters é típica e nunca falha. Rock sem enrolação, melodias que cativam facilmente e um som cheio, que preenche toda a nossa cabeça quando ouvimos. Do single “Something From Nothing”, que abre o álbum, até a incrível e intensa “I Am a River”, que encerra, podemos conferir apenas o que o Foo Fighters tem de melhor.

São só oito músicas, mas isso não é um problema. Afinal, o que importa não é a quantidade, mas a qualidade. E isso não falta, pois mesmo depois de quase 20 anos de estrada a banda ainda tem a energia que precisa, com a competência necessária pra seguir fazendo bons trabalhos. E com “Sonic Highways” Dave e companhia conseguem cumprir seu objetivo mais uma vez.

Nota 10/10
Status: Melhor do ano

Faixas:

1. "Something From Nothing"
2. "The Feast and the Famine"
3. "Congregation"
4. "What Did I Do?/God as My Witness"
5. "Outside"
6. "In the Clear"
7. "Subterranean"
8. "I Am a River"

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mr. Big – The Stories We Could Tell (2014):





Por Davi Pascale

Mr Big chega ao seu oitavo álbum de inéditas. Apesar de atravessarem momento delicado, músicos não se abatem e entregam disco repleto de faixas cativantes. The Stories We Could Tell tem de tudo para agradar aos velhos fãs.

Formado por Eric Martin, Paul Gilbert, Billy Sheehan e Pat Torpey, o grupo de L.A lança o sucessor de What If... em período delicado. Torpey, baterista do conjunto desde o início, foi diagnosticado com Mal de Parkinson . O musico já vinha lutando contra a doença há 2 anos, mas anunciou que houve uma piora e, com isso, não consegue mais entregar o que esperam dele. O álbum foi gravado em Junho e ainda contou com a participação do rapaz. Contudo, na turnê (que passará pelo Brasil), as baquetas ficarão a cargo de Matt Starr, musico da banda solo de Ace Frehley (ex-guitarrista do Kiss).

A produção ficou a cargo de Pat Regan. Essa não é a primeira vez que trabalha com o grupo, já havia trabalhado em Get Over It. No álbum de 2001, Paul Gilbert não estava na banda. O guitarrista na ocasião era o Richie Kotzen. Excelente músico, altamente influenciado pelo blues. Embora Gilbert venha de uma outra escola, esse lado bluesy aparece em alguns momentos como no riff de “I Forget to Breathe”.

Ao contrário do seu antecessor, que havia sido gravado como uma performance ao vivo, o novo material foi gravado de maneira tradicional. Ou seja, gravando um instrumento por vez. Até por conta das condições do baterista. Aliás, uma curiosidade interessante é que a bateria aqui é programada. Regan e Torpey ficaram trabalhando juntos para conseguirem recriar a sonoridade do musico no disco. E, de certa forma, conseguiram. A bateria não tem aquele som sonso que costuma ter em demo tapes. Conseguiram tirar um som agradável. E as levadas são a cara de Torpey mesmo.

Prestes a retornarem ao Brasil, grupo solta álbum inspirado

Apesar de todo o virtuosismo de seus músicos, o grupo conseguiu se destacar com várias baladas no decorrer de sua carreira. Para fugir da óbvia “To Be With You”, poderia citar faixas como “Nothing But Love”, “Just Take My Heart” e até mesmo “Shine” como momentos de destaque em sua discografia. “The Man Who Has Everything”, “East/West” e “Just Let Your Heart Decide” devem agradar aqueles que gostam de suas canções mais lentas.

Os momentos de nostalgia ficam por conta de “Fragile - com seu refrão pegajoso, nos remetendo aos seus dois primeiros álbuns – e “The Monster In Me”, cuja introdução com baixo e guitarra solando juntos nos remete à  números como “Collorado Bulldog” e "Addicted To That Rush". “What If We Were New?” foge um pouco do óbvio com uma levada meia Stones, enquanto “Cinderella Smile” deixa nítida a influencia de Free em seu trabalho.

O Mr Big entrega aos seus fãs aquilo que esperam deles. Um álbum de hard rock pesado repleto de feeling e groove. Preocupados em criarem músicas repletas de melodias e bons refrãos, nos entregam um dos melhores álbuns de 2014.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Técnica e melodia de mãos dadas

Faixas:
      01)   Gotta Love The Ride
      02)   I Forget To Breathe
      03)   Fraglie
      04)   Satisfied
      05)   The Man Who Has Everything
      06)   The Monster In Me
      07)   What If We Were New?
      08)   East/West
      09)   Light of Day
      10)   Just Let Your Heart Decide
      11)   It´s Always About That Girl
      12)   Cinderella Smile
      13)   The Stories We Could Tell

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Eluveitie + Arkona + Skálmönd – O2 Academy Islington, Londres (11/11/2014)

Por Rafael Menegueti

Essa semana eu tive mais uma oportunidade de conferir um show aqui na terra da rainha. Dessa vez, a noite de terça-feira londrina foi de muito folk metal. Três bandas subiram ao palco do O2 Academy islington: Skálmönd, da Islândia, Arkona, da Russia e o Eluveitie, atração principal da Suíça. E ninguém pode dizer que folk metal não atrai público. A casa estava lotada, com ingressos esgotados.

Skálmönd no palco
Os primeiros a subirem no palco foram os islandeses do Skálmönd. Eu nunca havia ouvido falar na banda, mas me surpreendi muito com o que vi. O grupo mescla folk e viking metal com consistência e fez uma apresentação de cair o queixo. Ótimas músicas e uma tremenda presença de palco. Se você ainda não conhecia, como eu, vale a pena ir atrás.

O Arkona veio em seguida e deu o show que eu já imaginava. Masha “Scream” correndo e pulando pelo palco descontroladamente enquanto urrava as letras em russo de suas canções. A banda destilou seu repertorio com muita energia, mostrando faixas de seu novo disco, “Yav”, e de outros três anteriores. “Goi, Rode, Goi” e “Slav´sja Rus´!” foram as músicas mais exaltadas pelo público, que pulou e se debatou nos mosh-pits do começo ao fim.

O Arkona durante o seu show
Por fim, subiu ao palco o Eluveitie, atração principal da noite. Abrindo com “King”, single de seu novo disco “Origins”, a banda fez um set-list focado nos seus trabalhos mais recentes. Faixas de “Origins” e “Helvetios” dominaram boa parte do set-list. Mesmo desfalcada do flautista Patrick Kistler, que precisou se ausentar de parte da turnê por motivos pessoais, a banda estava bem alinhada e afiada no palco.

Eluveitie no começo do show
O grupo buscou usar com inteligência o fato de ter vocalistas diferentes em algumas músicas. Depois de emendar faixas mais pesadas e agressivas, como “Sucellos” ou “Inception”, a banda poupava a voz de Chrigel Glanzmann inserindo faixas cantadas por Anna Murphy, como “Omnos”, “Rose to Epona” e Vianna. E ela ainda mandou a versão em alemão de “Call of the Mountains”, chamada de “De Ruif vo de Bärge”, após o público escolher ela ao invés da versão original em inglês.

No bis, a banda soltou “Helvetios” e a única faixa do segundo álbum da banda presente no show, o hit “Inis Mona”, que serviu perfeitamente para dar o tom final da noite, empolgante e alegre para todos os fãs presentes. E que venha 2015, pois o Eluveitie fará turnê no Brasil em março, e vocês (e eu também de novo) poderão conferir pessoalmente o espetáculo que essa banda dá ao vivo mais uma vez.






*Infelizmente, não pude encontrar os setlists exatos das apresentações até o final dessa edição. Em breve eu atualizarei para inclui-los aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Robert Plant – Lullaby and the Ceaseless Roar (2014):





Por Davi Pascale

Vocalista chega ao seu décimo-quinto álbum pós-Zeppelin em um trabalho repleto de experimentações, longe das guitarras volumosas e vocais gritados que a garotada está acostumado a associá-lo. Disco é bom, mas se você resolveu conferir empolgado com os relançamentos do Led, vá com calma, muita calma...

Obviamente, não esperava um trabalho na vibe do Led Zeppelin. Acompanho sua trajetória já há algum tempo e sei que que nunca fez em toda sua carreira-solo um disco naquela onda. E não seria agora, quando o lançamento de um novo disco tem cada vez menos atenção da mídia, que faria isso. Entretanto, gostaria muito de vê-lo fazendo um álbum de rock novamente. Poderia ser um trabalho até com uma pegada mais moderna, já que ele já reviveu os anos dourados no projeto Honeydrippers. Robert Plant sempre buscou novas referências e fico me perguntando como soaria um disco de rock feito por ele nos dias atuais.

Quem não está acostumado à sua carreira-solo, especialmente aos discos Dreamland e Mighty Rearranger, pode demorar a assimilar o material. Com bastante influência de world music, as faixas trazem várias referências de música indiana, o que não é nenhum grande espanto para seus fãs, africana (por conta das percussões) e algumas costuras com a música eletrônica.

Robert Plant retorna com álbum experimental e calmo

Embora seja um álbum bem experimental, conta com seus momentos radiofônicos. As baladas “Somebody There” e “House of Love”, em outros tempos teriam um videoclipzinho pipocando na MTV. São canções que poderiam muito bem estar em um disco como Fate of Nations, por exemplo. A linha vocal de “Pocketful of Golden” também me recorda bastante esse período. Mas, apenas trabalho vocal mesmo, o arranjo já vai em outra direção. Curiosamente essa música começa com uma citação de “Thank You” (If the sun refuse to shine...) Proposital ou coincidência?

Plant sai ganhando de um lado nessa história. Obviamente, aos 66 anos já não tem mais o alcance que tinha nos seus tempos áureos. E toda essa viagem musical permite que cante sem exagerar nas notas, sem fazer algo que não corresponde mais com sua realidade. E consegue fazer um trabalho vocal que prende a atenção. Ponto para o rapaz. O instrumental ficou a cargo do grupo The Sensational Space Shifters. Praticamente, uma reformulação do Strange Sensation que o acompanhava na fase do Mighty Rearranger. Na verdade, saíram Charlie Jones e Clive Deamer, e juntaram-se Dave Smith e Juldeh Camara. O resto da galera é a mesma.

Dentre as demais, destacaria “Rainbow” e a melancólica “A Stolen Kiss” como momentos de destaque. Os pontos baixos ficam por conta de “Poor Howard” e “Arbaden” que soam um pouco cansativas. Enquanto a galera está discutindo se deveria ou não retornar ao Led, o musico segue sua vida. Lullaby and the Ceaseless Roar não é aquele CD para ligar no último volume e sair pulando em cima do sofá. É aquele CD para ouvir com fone de ouvido, de olhos fechados, totalmente zen. Se essa é sua praia, vá sem medo...

Nota: 7,0 / 10,0
Status: viajado

Faixas:
      01)   Little Maggie
      02)   Rainbow
      03)   Pocketful of Golden
      04)   Embrace Another Fall
      05)   Turn It Up
      06)   Stolen Kiss
      07)   Somebody There
      08)   Poor Howard
      09)   House of Love
      10)   Up On The Hollow Hill
      11)   Arbaden