terça-feira, 4 de novembro de 2014

Unisonic – Light of Dawn (2014)





Por Davi Pascale

O supergroup Unisonic chega ao seu segundo álbum. Formado por Dennis Ward (Pink Cream 69), Kai Hansen (Gamma Ray), Mandy Meyer (Krokus), Kosta Zafiriou (Pink Cream 69) e o cultuadíssimo Michael Kiske (Helloween), o grupo aposta em um álbum de power metal e deve agradar aos fãs do gênero.

Ele bem que tentou, mas não conseguiu. Michael Kiske, responsável pelos vocais do clássico Keeper of the Seven Keys e influência direta para 10 entre 10 dos vocalistas do que é chamado de metal melódico (inclusive, o brasileiro Andre Mattos), tentou se afastar do heavy metal. Dizia que não queria mais ser visto como vocalista de metal. Gravou álbuns distantes do gênero, buscando, muitas vezes, uma sonoridade mais pop, inclusive. De nada adiantou sua fúria. Seus álbuns solos passaram batidos, sendo consumidos somente por aqueles que eram seus fãs de carteirinha. Somente quando retornou à cena com o projeto Unisonic é que voltou a chamar a atenção.

Um dos motivos de maior celebração entre seus seguidores é que o tal projeto juntava-o novamente ao seu ex-companheiro de Helloween, Kai Hansen. O guitarrista, ao contrário de Kiske, nunca negou o heavy metal e criou outra banda que também se tornou referência no segmento: o Gamma Ray. Por isso, muitos podem ficar desapontados ao notarem que o músico praticamente não participa do processo de composição do álbum, já que na ocasião estava ocupado com a criação do novo álbum do Gamma Ray. O principal compositor desse trabalho é o baixsta Dennis Ward.

Dennis Ward se destaca como principal compositor e Michael Kikse demonstra voz intacta

Ward também é responsável pela produção do álbum. Sem duvidas, uma escolha acertada. O rapaz é um produtor experiente. Está careca de saber como um álbum de heavy metal deve soar. Durante seus anos atrás de uma mesa de som, produziu bandas como House Of Lords, Primal Fear e até mesmo o grupo brasileiro Angra. O álbum traz uma sonoridade pesada, porém extremamente bem definida. Som praticamente perfeito.

Uma das principais criticas de Michael Kiske em relação ao metal era sua associação exacerbada à temas mais pesados como o satanismo. Também não agradava a idéia de não poder sair do senso comum. Dos fãs e imprensa especializada reclamarem quando se tenta algo diferente. Realmente o músico foi massacrado quando lançou o Chameleon ao lado do grupo que o tornou famoso e principalmente seu projeto Supared (já na sua fase solo), mas o novo álbum não apresenta modernidades, não. Uma alegria para seus fãs, mas um pouco contraditório em relação às suas falas. Light of Dawn é um trabalho típico de power metal, ao contrário do álbum de estreia que trazia uma maior influência do hard rock.

Faixas como "Your Time Has Come", "Find Shelter" e "For The Kingdom" poderiam terem sido gravadas por grupos como Helloween, Stratovarius e até mesmo Angra. Contam com aquela construção tipica de bateria veloz, guitarras harmoniosas e vocais pegajosos. Faixas como "Throne of The Dawn" e "Manhunter" já apostam em uma sonoridade mais cadenciada. O momento hard está presente na divertida "Not Gonna Take Anymore", enquanto as baladas aparecem em "Blood", "When The Deed Is Done" e na faixa de encerramento "You And I" (não, não é a do Scorpions). A prova de que Kiske não perdeu suas influencias pop, já que o refrão é nitidamente chupado da balada "Sailing" do cantor Rod Stewart. Os fãs mais afoitos podem correr atrás da versão europeia que conta com a excelente "Judgement Day" e traz um final muito mais digno. Kiske continua com sua voz intacta e várias canções são impactantes. Apesar da pisada de bola em "You And I", é um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos anos dentro desse gênero.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Power metal inspirado

Faixas:
01) Venite 2.0
02) Your Time Has Come
03) Exceptional
04) For The Kingdom
05) Not Gonna Take Anymore
06) Night Of The Long Knives
07) Find Shelter
08) Blood
09) When The Deed Is Done
10) Throne Of The Dawn
11) Manhunter
12) You And I
13) Judgement Day (Bonus Versão Europeia)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Brian May & Kerry Ellis – The Candlelight Concerts Blu-ray + CD (2013):





Por Davi Pascale

Brian May e Kerry Ellis lançam apresentação intimista gravado no lendário festival de Montreux. Contando apenas com o reforço do tecladista Jeff Leach, a dupla emociona. O show é fantástico, mas para apreciá-lo devemos esquecer por alguns instantes a imagem de rockstar que temos na memória.

Brian May ficou famoso ao lado do grupo britânico Queen. Em seu antigo conjunto, chamavam a atenção pela qualidade de seus músicos, pela sofisticação de seus arranjos e por apostarem em concertos performáticos. Aqui é exatamente o oposto. Os arranjos continuam sendo extremamente bem elaborados e bem executados, entretanto apostam em uma sonoridade mais simples. Apenas um músico de apoio. Sem samplers, sem backing vocals complexos. No palco, apenas os músicos, os instrumentos e algumas velas. Não há jogos de luzes, gelo seco, nem nada do tipo. Na maior parte do tempo, os músicos ficam sentados, inclusive.

A simplicidade é a marca do espetáculo. Brian conversa com os fãs entre uma música e outra, faz seus comentários sempre respeitosos, comenta algumas curiosidades. Parece que está tocando para velhos amigos. A simpática Kerry também aposta algumas palavras com a plateia e ganha os presentes ao dedicar “Life Is Real” ao Freddie Mercury. A canção havia sido gravada originalmente no subestimado Hot Space como uma homenagem ao beatle John Lennon.

No repertório, misturam-se canções da dupla com números do Queen e alguns covers. Um momento de destaque é certamente a versão de “Something” dos Beatles. “Simplesmente amo os Beatles. Essa música foi composta pelo musico mais jovem, George Harrison. Kerry e eu adoramos essa música”, declara Brian durante o concerto. Outros momentos marcantes são as performances de “Tie Your Mother Down” que foi totalmente reformulada, ganhando uma cara meia country, e a balada “No-One But You (Only The Good Die Young)”.

Musicos apresentam show profissional e intimista

Freddie Mercury, além de ter sido um excelente showman e um grande compositor, era também um grande cantor. Por isso, cria-se expectativa nas músicas do Queen. E os fãs podem ficar tranquilos. Os vocais são muito bem executados. Tanto Brian May quanto Kerry Ellis se saem muito bem na tarefa. Eles não ficaram tentando imitar Freddie, tentando reproduzir os falsetes que fazia no estúdio, nem nada do tipo. Cantaram no estilo deles e se saíram muito bem. Ambos possuem uma boa voz e Kerry possui uma ótima extensão vocal. Se bem que em “Somebody to Love” as notas mais altas foram jogadas para a plateia, né espertinha?

A garota é uma cantora de peças musicais, portanto sua afinação é impecável. Entre as peças que interpretou está o musical We Will Rock You, formado apenas por canções do Queen. Brian May sempre foi apaixonado pela voz de Ellis. Gostava tanto que chegou a produzir seu primeiro álbum solo, Anthems (2010). Na sequência, saíram em turnê pela primeira vez. Uma segunda gira ocorreu em 2012 com a intenção de arrecadar dinheiro para a Born Free Foundation, instituição criada para cuidar de animais silvestres, que conta com o apoio da dupla. Foi daí que nasceu o CD Acoustic By Candlelight, presente nesse pacote.

Há algumas variações no repertorio do CD e do vídeo e algumas pequenas diferenças nos arranjos. No compact disc foram retirados os poucos momentos em que o rapaz recorre à sua guitarra, como na linda interpretação de “Last Horizon”, deixando o material com uma cara ainda mais intimista. O CD/Blu-ray conta com uma ótima qualidade de gravação e certamente irá agradar aos fãs, desde que não estejam esperando um show de rock com guitarras falando alto, é claro.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Intimista

Faixas:
Blu-ray:
      01)   I Who Have Nothing
      02)   Dust In The Wind
      03)   Born Free
      04)   Somebody to Love
      05)   Nothing Really Has Changed
      06)   Life Is Real
      07)   The Way We Were
      08)   ´39
      09)   Something
      10)   Last Horizon
      11)   Love of My Life
      12)   The Kissing Me Song
      13)   Tie Your Mother Down
      14)   We Will Rock You
      15)   No-One But You (Only The Good Die Young)
      16)   Crazy Little Thing Called Love

CD:
      01)   Born Free
      02)   I Loved a Butterfly
      03)   I Who Have Nothing
      04)   Dust In The Wind
      05)   The Kissing Me Song
      06)   Nothing Really Has Changed
      07)   Life Is Real
      08)   The Way We Were
      09)   Something
      10)   Love of My Life
      11)   I´m Not That Girl
      12)   I Can´t Be Your Friend
      13)   In The Bleak Midwinter
      14)   Crazy Little Thing Called Love
      15)   No-One But You (Only The Good Die Young)

domingo, 2 de novembro de 2014

Noticias do Rock (Pra Não Ficar Por Fora)



Saiba tudo que rolou na ultima semana. Quem saiu de onde, quem prometeu novo álbum, quem nos deixou. Saiba tudo aqui em nossa página.

Por Davi Pascale


Devildriver entra de férias e muda de formação



O vocalista Dez FaFara anunciou pela sua conta de Facebook que o grupo Devildriver entrará de férias e que só irá retornar as atividades em 2016 com novo álbum e nova tour. A razão da pausa é que o rapaz irá dedicar o ano de 2015 ao seu outro conjunto: Coal Chamber. Mas o maior baque para seus fãs é o anuncio da saída do guitarrista Jeff Kendrick e do baterista John Boecklin, ambos da formação original. “Olá à todos. Knotfest foi demais. Não haveria modo melhor de encerrar o ciclo Winter Kills. O final desse ciclo acompanha outros términos. John Boecklin, Jeff Kendrick e o Devildriver não estão mais juntos. Nada dramático, nenhuma briga feia. Simplesmente o momento de seguir adiante”. Com a saída dos dois, o cantor se torna o único integrante original.


Soundgarden lançará Box com raridades



O grupo Soundgarden soltará um box triplo somente com raridades. Echo of Miles: Scattered Tracks Across The Path chegará às lojas no dia 24 de Novembro. A divisão do material ocorre da seguinte forma. O primeiro CD, Originals, trará B-sides e 7 faixas inéditas, gravadas agora. O segundo disco chama-se Covers e, como o próprio nome entrega, trará o Soundgarden interpretando músicas de seus ídolos. Entre eles; Beatles, Doors e Metallica. Já o último álbum atende pelo nome de Oddities e inclui material demo, remixes e versões instrumentais. Quem é fã não tem do que reclamar.



Morrem Jack Bruce e Wayne Static 



Essa semana, perdemos um grande ícone do rock. O músico escocês Jack Bruce morreu aos 71 anos.  Seu principal grupo foi o Cream. Embora tenha durado pouco, o conjunto tornou-se icônico. Vários clássicos nasceram dentro de sua curta discografia. “Sunshine of Your Love”, “White Room” e “I Feel Free” estão entre eles. Além de Jack, tocava no trio outro artista lendário, o guitarrista Eric Clapton. E não foi somente ele quem nos deixou. Hoje, o dia começa mal para os fãs de metal industrial. Wayne Static, líder do do grupo Static-X, foi encontrado morto aos 48 anos. A causa da morte, até o fechamento dessa matéria, não havia sido revelada.


 
Slayer presenteia fã com ingresso



Jake é um garoto que sonhava em assistir um show do Slayer em Los Angeles, mas não tinha dinheiro para o ingresso. Resolveu que iria à apresentação a qualquer custo. E resolveu fazer algo diferente. Decidiu vender seu carro, um Ford 97, e criou um vídeo fazendo uma parodia de um comercial de TV para chamar a atenção. O tal vídeo se tornou um viral e acabou caindo nas mãos de Tom Araya, frontman do Slayer. Araya respondeu com um vídeo também: “Jake, você venderá seu carro para comprar ingressos? Vídeo incrível, cara. Não venda o carro. Você precisará dele para chegar ao Forum. Lhe daremos dois ingressos com duas passagens VIP. Seu nome estará na lista de convidados do Slayer”. O garoto assistirá ao show do dia 14 de Novembro na faixa. Bela atitude da banda!


Guns n Roses: chance de novo álbum



Sempre que o assunto é Guns n´ Roses, torna-se dramático. Nunca sabemos se é 100% real, nem se os prazos prometidos pelos músicos devem ser levados à sério ou não. Entretanto, o tecladista Dizzy Reed (o mais antigo do grupo, atualmente. Depois de Axl, é claro) afirmou que a banda está dando os toques finais em uma musica e que espera lançá-la em breve. Tanto ele quanto o guitarrista DJ Ashba afirmaram que a banda tem toneladas de material inédito nas mãos. Ashba foi mais além e afirmou: “estamos pensando em excursionar pouco no próximo ano. O foco é ficar no estúdio e montar o que consideramos o melhor disco do Guns n´ Roses”. Axl Rose ainda não comentou o  assunto. Será que esse disco realmente sai?