domingo, 10 de agosto de 2014

Pais e filhos do rock!

Por Rafael Menegueti

Em homenagem ao dia dos pais, o post de hoje traz curiosidades a respeito da relação entre pais e filhos no rock mundial.

- Bob Dylan, ícone do folk mundial tem um filho que tambem trilhou uma carreira na música. Jakob Dylan é líder da banda de rock The Wallflowers. Em uma determinada época, chegou a ser dito por aí que Bob nunca havia ouvido as músicas de seu filho, o que é muito pouco provável.

Jakob e o pai Bob Dylan: sucesso em duas gerações
- Bob Marley é outro conhecido por ter filhos no mundo da música, e não são poucos. Ziggy, Julian, Stephen e Damian seguem o legado do pai na música. O maior nome do reggae teve ao todo 12 filhos, sendo dois adotados.

- John Lennon também teve filhos que buscaram a carreira na música. Sean Lennon gravou alguns discos e trabalha como produtos musical. Já Julian Lennon, primeiro filho de John, que chegou a ser escondido por um tempo devido ao sucesso do pai, chegou a aparecer no filme “Magical Mystery Tour” e, mais tarde, também seguiu os passos do pai.

Sean é a cara do pai John Lennon

- Ozzy Osbourne é um dos pais do heavy metal. Mas ele também possui outros filhos. A única que se destacou um pouco na carreira musical foi Kelly Osbourne. Ta certo que não era lá essas coisas, mas ela chegou a fazer algum sucesso e até fez um dueto com o pai, na regravação de “Changes”, alem de uma cover da Madonna. Hoje Kelly está bastante mudada da época de sua carreira musical e de suas aparições no reality show “The Osbournes”. Ela apresenta programas de variedades na TV americana.

Ozzy e a filha Kelly Osbourne posam juntos
- O pai do guitarrista Synyster Gates do Avenged Sevenfold, Brian Haner, também conhecido como Papa Gates, já participou dos álbuns da banda como guitarrista adicional em diversas músicas. Curiosamente, Brian chegou a desencorajar o filho a buscar a carreira de guitarrista por considerar que isso poderia afetar sua vida. Ainda bem que Synyster insistiu e conseguiu se tornar um guitarrista de sucesso.

sábado, 9 de agosto de 2014

Stryper – No More Hell To Pay (2013) CD + DVD:





Por Davi Pascale 

No final do ano passado foi lançado o novo álbum do Stryper. Contando com sua formação original, o disco é o primeiro trabalho de inéditas desde Murder By Pride (2009). Certamente o melhor que eles lançaram desde seu retorno em 2005. E olha que eu gosto bastante do polêmico Reborn. Não há dúvidas de que a espera valeu...

Quando os rapazes retornaram à ativa lançando o já citado Reborn, muitos torceram o nariz. A ideia de apostarem em uma sonoridade mais moderna não agradou aos seguidores. Até mesmo os shows, aparentemente, sofreram com isso. Lembro que os assisti nessa época, em sua primeira passagem pelo país, e a casa estava longe de estar lotada. Uma pena porque os caras deram um puta show. Tocaram a maioria de seus clássicos. E Michael Sweet estava cantando muito. E o disco não era ruim nem de longe. Haviam várias canções inspiradíssimas. Mas vamos retornar ao novo material que é o que interessa.

Para gravar o novo trabalho utilizaram a velha forma de irem à um estúdio afastado e passar alguns dias com todos os integrantes juntos dedicando-se exclusivamente ao disco. Normalmente quando os artistas possuem esse tipo de atitude, costumam retornar com resultado positivo. E aqui não foi diferente. Os caras entregaram um álbum empolgante e linear. Falando não no sentido de arranjos, mas de qualidade. 

Muitas das velhas características estão de volta. As guitarras dobradas, os gritos (oras rasgados, oras em falsete), linhas vocais incrivelmente harmoniosas. Aliás, o vocal do cara ainda está extremamente forte. Mesmo os momentos mais modernos devem agradar aos fãs mais xiitas, pois eles não estão muito distantes da sonoridade do álbum Truth de Michael Sweet que é um trabalho que a galera costuma curtir.

Novo álbum traz música com titulo em espanhol

No DVD que acompanha o álbum, o cantor comenta que optou por esse título porque queria algo que remetesse ao disco mais popular da banda, To Hell With The Devil. Essa nostalgia está presente não apenas na concepção, mas também no trabalho de guitarras e nos backing vocals. “Marching Into The Battle” foi uma que logo que ouvi me remeteu à sonoridade que tinham nos anos 80. E quando assisti o documentário, logo após a audição do CD, vi que estava certo. Afinal, os músicos comentam que essa é uma faixa perdida do Stryper, que tocavam no início do grupo, mas nunca haviam gravado. Michael comenta que a compôs aos 16 anos de idade.

Embora não tenham arrastado multidões em sua primeira visita ao Brasil (na última não sei como foi porque, infelizmente, perdi), os músicos são muito conhecidos pelo público da America Latina em geral. Já comentaram, inclusive, sobre a vontade de gravarem um álbum todo em espanhol. Enquanto não ousam nesse aspecto, dão uma pequena palhinha no refrão da canção “Te Amo”. E apesar do nome, não é uma canção melosa.

Mas há sim um momento mais calmo com a faixa “The One” que o rapaz escreveu em homenagem à sua atual esposa, Lisa. Esse é mais um dos momentos que nos remete ao Truth. Alguns trechos da linha vocal me remeteu bastante à “Blue Bleeds Trough”. Mas ao contrário de canções como "Honestly", essa nova balada não tem como base o piano. E, sim, a guitarra. 

Outra característica que retornou foi o famoso cover. O mais lembrado entre os fãs é “Shining Star”, presente em Against the Law. A escolhida da vez foi “Jesus Is Just Alright”. Aqui no Brasil é muito conhecida na voz do Doobie Brothers. Aquele conjunto que cantava “Listen to the Music”, manja? O instrumental foi bastante modificado, mas ficou bem legal. O Stryper é uma banda de White Metal ( ou rock cristão, como preferirem) portanto as letras são, em sua maioria, em cima do velho testamento. Mas não se preocupe, são muito fáceis de compreender. Como o próprio Michael Sweet diz, as mensagens são bem diretas. Não há necessidade de ser um expert da bíblia para compreende-las. E também são bem escritas. Vocês não irão ouvir frases como "Erguei as mãos, louvar a Deus". É mais profundo do que isso. Quem deixar de ouvir o disco por conta disso, só poderei lamentar. Melhor disco que ouvi nos últimos tempos. Mesmo!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Revelation
      02)   No More Hell to Pay
      03)   Saved By Love
      04)   Jesus Is Just Alright
      05)   The One
      06)   Legacy
      07)   Marching Into The Battle
      08)   Te Amo
      09)   Stocks & Stones
      10)   Water Into Wine
      11)   Sympathy
      12)   Renewed

DVD:
      01)   Documentário
      02)   Sympathy Videoclip
      03)   No More Hell To Pay Videoclip

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

As maiores rivalidades do rock

Por Rafael Menegueti

Nem sempre a relação entre bandas de rock é de amizade e companheirismo. Muitas vezes o rock imita outras áreas como os esportes, por exemplo, e acaba criando rivalidades históricas entre personalidades do meio. Separei aqui algumas das rivalidades mais notórias do estilo, e algumas de suas histórias:

The Beatles X The Rolling Stones

John Lennon e Mick Jagger
Talvez a rivalidade mais conhecida da história do rock, Beatles e Rolling Stones dominaram o gênero na década de 60. Muito se fala sobre se eles realmente tinham um clima de rivalidade entre si, tanto que essa discussão já rendeu até livro. O fato é que ambas as bandas disputavam muita atenção, e ao mesmo tempo que eram muito similares, tinham algumas características bem opostas. Os Beatles eram conhecidos como bons moços, os Rolling Stones como rebeldes. O Rolling Stones era mais tradicional, o Beatles experimental e psicodélico em certo momento. Mas segundo muitas fontes, as bandas se davam muito bem. Existe até referências feitas entre eles em capas de discos, a imagem dos rostos dos Beatles está escondida na imagem de “Their Satanic Majesties Request” dos Stones, enquanto na capa de “Sgt. Peppers”, dos Beatles, podíamos encontrar uma boneca com uma roupa onde se lia “Welcome The Rolling Stones” (Bem-vindos Rollng Stones).

Metallica X Megadeth

Depois de anos, Dave Mustaine volta a dividir palco com o Metallica
Essa rivalidade tem motivos bem claros pra existir. Dave Mustaine fundou o Megadeth após ser expulso do Metallica, com o objetivo de ser mais pesado do que eles. A briga entre Mustaine e os membros do Metallica durou anos, e por conta disso seus fãs também entraram na onda. A disputa entre os fãs para decidir qual das duas bandas é a melhor já gerou muita discussão. Mas as bandas não parecem mais tão interessadas em seguir com essa disputa. Há um bom tempo a troca de farpas parou e os músicos passaram a dividir backstages e excursionar juntos, em projetos como o “Big 4”, junto de Slayer e Anthrax. Ambas as partes já lavaram roupa suja suficiente e agora parecem enfim ter encontrado a paz.

Nirvana X Guns ‘N Roses

Quando o Nirvana começou a fazer sucesso, Axl Rose achou que dali poderia surgir uma boa parceria. Talvez as bandas até pudessem excursionar juntas, pois elas eram duas das mais famosas da época. Só que Kurt não quis. E ainda provocou Axl na festa do VMA de 92, no famoso episodio em que Axl mandou Kurt calar Courtney Love, que o provocava, e Kurt o fez em tom sarcástico. A partir dali, não haveria mais paz entre eles. E claro, os fãs também entraram na onda, e dificilmente você veria alguém que se dissesse fã das duas.

Oasis X Blur

Não é montagem! Eles tocaram juntos.
Agora, mais uma rivalidade britânica. Blur e Oasis eram duas das principais bandas do chamado britpop, que surgiu com tudo na década de 90. As duas bandas eram inimigas mortais e viviam trocando provocações e ofensas publicamente. Um dos maiores momentos dessa rivalidade se deu em 95, quando ambas as bandas decidiram lançar um single no mesmo dia. A rivalidade só esfriou após o fim de ambas as bandas. Se em 95, era impensável ver elas em clima amistoso, em 2013 o inimaginável aconteceu, e Damon Albarn, do Blur, e Noel Gallagher, do Oasis, dividiram o palco em um show beneficente na Inglaterra.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Oasis – Definitely Maybe Deluxe Edition (2014)





Por Davi Pascale

O álbum de estréia do grupo dos irmãos Gallagher acaba de ganhar uma edição de luxo. Chega às lojas de todo o Brasil uma edição tripla contendo o disco remasterizado, b-sides e faixas inéditas. Sem duvidas, uma edição de respeito de um álbum de respeito. Embora a consagração definitiva tenha vindo apenas com (What´s the Story) Morning Glory?, o debut dos britânicos deu o que falar. Além de colocar, o nome dos rapazes de Manchester na mídia, foi um dos trabalhos primordiais para a consagração da cena dos anos 90 que ficou conhecida como britpop.

Agora... O que foi a cena britpop? Foi a resposta dos ingleses ao grunge. Não é de hoje que americanos e ingleses brigam pela atenção da mídia. A idéia era parecida. Trazer as bandas de rock alternativo do underground para o mainstream. Vieram daí grandes nomes da época: Suede, Elastica, Blur, Oasis... Aliás, vale lembrar que, na época, o grupo de Damon Albarn era constantemente comparado com o Oasis (que era tido como a grande promessa do rock inglês) e os integrantes das duas bandas começaram a trocar ofensas pela imprensa. As gravadoras adoraram a idéia e passaram a apoiar a briga alimentada pela mídia. Afinal, a polêmica estava atraindo maior atenção para os dois grupos.

Quando gravaram esse álbum, os garotos ainda não sonhavam em se tornarem a maior banda de rock de sua geração (termo que acabou sendo associado à eles pelos críticos da década de 90. Alguns iam mais além e se dirigiam à eles como ‘a maior banda de rock do mundo’). No encarte da reedição comentam que achavam engraçado tocarem uma canção como “Rock n Roll Star” em pequenos clubes para algumas dezenas de pessoas. Mal sabiam eles que, ainda que não fosse seu sonho inicial, tornariam-se estrelas do rock. Tendo criado fama por toda sua arrogância chega a ser engraçado relembrar o depoimento que Noel Gallagher costumava fazer na época. “Não quero ser muito grande. Adoraria tocar no Wembley Stadium, mas para onde iria depois disso?”

Contudo, embora seja uma das favoritas de seus fãs, esse não foi o grande hit da época. Pelo menos aqui em nosso país, a música de maior destaque foi a canção “Live Forever”, cujo o vídeo foi bastante exibido na MTV Brasil. A primeira faixa de trabalho “Supersonic” também teve uma boa repercussão, mas não tanto quanto. Favorecidos pela briga com o Blur e a morte de Kurt Cobain (expoente máximo do grunge que se matou 6 dias após a estréia do clipe de “Supersonic” na MTV USA), o talentoso grupo crescia na velocidade da luz. As guitarras distorcidas com vocais harmoniosos fizeram a cabeça da garotada daquela geração.  Além das 3 faixas já citadas colocaria como grande destaque “Slide Away”, “Cigarretes & Alcohol” e “Shakermaker”. Com o tempo, os ataques à grupos rivais se estenderia à fotógrafos, jornalistas e aos próprios integrantes da banda. Fica a questão: até onde era real e até onde era encenação para virarem notícia?

Imagem do box lançado fora do Brasil

Não sei até onde as brigas eram verdadeiras. Acredito que algumas eram, mas acredito que várias eram plantadas. Teorias à parte, musicalmente falando, a banda era muito boa no que se propunha a fazer e suas canções viraram marco de uma geração. Aqui, além do álbum remasterizado, temos dois discos bônus: um contendo praticamente todo o material lançado como bônus dos CDS singles da época e outro trazendo material inédito, seguindo a mesma lógica do conteúdo utilizado nos CDS singles: versões ao vivo, demos e faixas inéditas. Embora possa cansar um pouco quem não é muito fanático pelos rapazes (já que varias canções aparecem várias vezes), é um presente e tanto para quem admira o grupo. Fora do Brasil foi lançado um box onde, além do CD triplo temos um LP, um compacto e alguns itens de memorabilia. Quem quiser esse material terá que importá-lo, já que não será lançado por aqui. Estão sendo programadas edições de luxo de (What´s The Story) Morning Glory e Be Here Now. Quem curte, fica esperto! 

Nota: 09/10

Faixas:

CD 01:

      01)   Rock n´ Roll Star
      02)   Shakermaker
      03)   Live Forever
      04)   Up In The Sky
      05)   Columbia
      06)   Supersonic
      07)   Bring It On Down
      08)   Cigarettes & Alcohol
      09)   Digsy´s Dinner
      10)   Slide Away
      11)   Married With Children

CD 02:
      
      01)   Columbia (White Label Demo)
      02)   Cigarettes & Alcohol (Demo)
      03)   Sad Song
      04)   I Will Believe (Ao vivo)
      05)   Take Me Away
      06)   Alive (Demo)
      07)   D´Yer Wanna Be A Spaceman?
      08)   Supersonic (Ao vivo)
      09)   Up In The Sky (Acustico)
      10)   Cloudburst
      11)   Fade Away
      12)   Listen Up
      13)   I Am The Walrus (Ao Vivo em Glasgow ´94)
      14)   Whatever
      15)   (It´s Good) To Be Free
      16)   Half The World Away

CD 03:
     
      01)   Supersonic (Ao Vivo em Glasgow)
      02)   Rock n Roll Star (Demo)
      03)   Shakermaker (Ao Vivo em Paris In-Store)
      04)   Columbia (Eden Studios Mix)
      05)   Cloudburst (Demo)
      06)   Strange Thing (Demo)
      07)   Live Forever (Ao Vivo em Paris In-Store)
      08)   Cigarettes & Alcohol (Ao Vivo em Manchester)
      09)   D´Yer Wanna Be a Spaceman (Ao Vivo em Manchester)
      10)   Fade Away (Demo)
      11)   Take Me Away (Ao Vivo em Manchester)
      12)   Sad Song (Ao Vivo em Manchester)
      13)   Half The World (Ao Vivo em Tokyo Hotel Room)
      14)   Digsy´s Dinner (Ao Vivo Paris In-Store)
      15)   Married With Children (Demo)
      16)   Up In The Sky (Ao Vivo em Paris In-Store)
      17)   Whatever (Strings)