quinta-feira, 17 de abril de 2014

Paul McCartney: Unplugged - The Official Bootleg (1991)



Por Davi Pascale

Em 25 de Janeiro de 1991, Paul McCartney reuniu-se com seus músicos no estúdio Limehouse para a gravação do seu acústico MTV. Paul teve a ideia de fazer uma apresentação que fizesse jus ao nome do programa. Resolveu microfonar seus instrumentos ao invés de utilizar amplificadores. Naquela época, sua banda era formada por Hamish Stuart (baixo e violão), Robbie McIntosh (violão e piano), Paul Wickens (piano, acordeão, baixo e percussão), Blair Cunningham (bateria e percussão) e sua já falecida esposa Linda McCartney (piano e percussão).
O show traz uma performance mais intimista. O cantor faz brincadeiras com a plateia, interrompe música na metade e começa de novo porque errou a letra (“We Can Work It Out”), toca músicas de seus ídolos (“Matchbox”, “Be-Bop-A-Lula”, “Blue Moon of Kentucky”), relembra sucessos dos Beatles e dos Wings.
McCartney estava prestes a entrar de férias. O músico havia acabado de encerrar a turnê de Flowers In The Dirt (registrada no disco Tripping The Live Fantastic e no vídeo Get Back) que havia trazido o ex-beatle pela primeira vez ao Brasil. Paul planejava tirar um ano de férias de sua banda para descansar um pouco da estrada e dedicar-se ao projeto Liverpool Oratorio antes de cair na estrada novamente com novo álbum (Off The Ground) e nova turnê.
Apresentação do ex-beatles foi a primeira ser lançada no mercado

Sua banda estava bem entrosada. Apenas Cunningham era novo entre eles. Blair estava substituindo Chris Whitten que havia se juntado ao Dire Straits em sua turnê de despedida. O show é bacana, mas conta com erros e acertos. Em seu setlist havia desde versões fantásticas como “I Lost My Little Girl”, “Here, There And Everywhere”, “Good Rockin´ Tonight” e a belíssima versão instrumental de “Junk” até versões não mais do que razoáveis para clássicos como “She´s a Woman” e “And I Love Her”. Um momento curioso é quando Paul vai para a bateria tocar “Ain´t no Sunshine” e Hamish assume os vocais. Paul já havia gravado bateria em algumas canções nos seus álbuns solo, mas essa era a primeira vez que ele tocava em público.

Inicialmente seria apenas um especial de televisão, mas o rapaz temeu que sua apresentação fosse pirateada e por conta disso resolveu colocar nas lojas o material em CD, LP e VHS com o sugestivo nome de “Unplugged – The Official Bootleg”. Foi o primeiro episódio da série a ser transformado em disco e vídeo. Entretanto quem quiser conhecer o material hoje em dia terá que importar o CD ou se contentar com os melhores momentos apresentados no DVD The McCartney Years. Infelizmente não foi lançado o DVD com o especial completo e o CD está fora de catálogo no Brasil. Quem for muito curioso ou muito fã do artista é possível conseguir através de fã-clubes dos Beatles uma gravação da apresentação sem cortes. A qualidade de imagem é boa, entretanto os rapazes costumam explorar no valor... 


Faixas:

01) Be-Bop-a-Lula

02) I Lost My Little Girl
03) Here, There and Everywhere
04) Blue Moon of Kentucky
05) We Can Work It Out
06) San Francisco Bay Blues
07) I´ve Just Seen a Face
08) Every Night
09) She´s a Woman
10) Hi-Heel Sneakers
11) And I Love Her
12) That Would Be Something
13) Blackbird
14) Ain´t No Sunshine
15) Good Rockin´ Tonight
16) Singing The Blues
17) Junk

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Adrenaline Mob – Men of Honor (2014)

Por Rafael Menegueti

Adrenaline Mob - Men of Honor
Uma verdadeira aula de como fazer rock n’roll. É assim que eu defino o novo álbum da banda de heavy metal americana Adrenaline Mob. Considero essa uma das melhores e mais selvagens bandas da atualidade. Cheia de groove e com uma pegada intensa, a banda já havia arrasado com seu debut, “Omertá”, alem do ótimo EP de covers “Covertá”. Agora, em “Men of Honor”, a banda confirma a sua genialidade.

O vocalista Russell Allen, conhecido por seu trabalho em bandas como o Symphony X, mostra um entrosamento com esse estilo mais pegado e agitado, que faz bem o seu estilo. É como se a voz dele tivesse sido feita pra isso. Nesse disco ele conseguiu mandar ainda melhor que no primeiro. A parceria criativa com o guitarrista Mike Orlando rendeu músicas que abordam a fórmula clássica e definitiva de se fazer rock de qualidade. A começar com “Mob Is Back”, faixa que abre o trabalho.

Na bateria a banda conta com uma novidade. A.J. Pero, do Twisted Sister, entra para substituir Mike Portnoy, que deixou o grupo ano passado, após a passagem do grupo pelo Brasil. Ele se adaptou bem ao grupo, e lançou um estilo excelente às canções, ditando o ritmo junto ao baixista John Moyer.

A banda repete a formula que deu certo no primeiro álbum
Como um todo, o disco é recheado de faixas que caminham do groove ao hard rock, com uma toque de influencia dos anos 80 e 90. Riffs precisos, como em “Dearly Departed” e “Let It Go”, toques de acústico ao violão, como em “Crystal Clear” e “Falling to Pieces”, e momentos mais melódicos, presente em “Behind Those Eyes”, marcam o disco, do mesmo modo como no antecessor. A grande diferença está em um aspecto mais coeso. Assim como em “Undaunted”, musica que tinha um refrão forte e bastante apelo comercial no primeiro disco, a música “Come On Get Up” cumpre com essa função em “Men of Honor”.

É visível a evolução das composições do grupo em relação ao “Omertá”. Esse disco prende a atenção do ouvinte do começo ao fim. Se você ainda não conhece a banda está perdendo tempo. O grupo mostra um ar novo e ao mesmo tempo dá aquela sensação de alivio em ver que ainda existem bandas que sabem fazer o velho e bom rock pesado sem parecer emular outros artistas. Mesmo que os músicos do grupo já sendo veteranos da cena, a impressão que se tem ao ouvir “Men of Honor” é a de que estamos ouvindo algo novo e cheio de energia. E isso é o que não falta ao Adrenaline Mob

Nota: 10/10
Status: Selvagem

Faixas:

1 - "Mob Is Back"
2 - "Come on Get Up"
3 - "Dearly Departed"
4 - "Behind These Eyes"
5 - "Let It Go"
6 - "Feel the Adrenaline"
7 - "Men of Honor"
8 - "Crystal Clear"
9 - "House of Lies"
10 - "Judgment Day"
11 - "Fallin' to Pieces"

terça-feira, 15 de abril de 2014

AC DC – Fim da banda?





Por Davi Pascale

Essa madrugada, duas notícias envolvendo o grupo australiano AC/DC chocaram os fãs de som pesado em todo o mundo. A primeira é de que a banda havia decidido por encerrar as atividades. Ninguém esperava. Haviam rumores de uma nova turnê e até mesmo de um novo álbum. E a segunda é de que a decisão havia sido tomada por conta do guitarrista Malcolm Young estar gravemente doente.

A história toda começou a partir de um depoimento de Peter Ford, radialista da estação australiana 3 AW. “Me disseram que a turnê não vai acontecer e que nunca mais veremos o AC/DC gravando ou excursionando novamente”, declarou o rapaz. Esse não foi o único comentário feito pelo profissional da imprensa. “A informação que tenho é de que Malcom Young, um dos fundadores do grupo, recentemente voltou para a Australia para viver com a família e, por motivos particulares, não quer mais continuar com a banda”. Outra rádio australiana, a 6PR, também confirmou a noticia e afirmou que o guitarrista estaria doente.

Peter Ford, ao que tudo indica, não é um jornalista muito bem visto. Muitos não levam seu trabalho a sério por conta dele ser um entertainment repórter, algo como se fosse um jornalista de fofocas. As opiniões nos fóruns de sites internacionais estavam divididas. Muitos lamentavam a notícia e muitos diziam não confiar em nada do que vem da boca de Peter Ford.

Entretanto, mais uma confirmação veio à público por meio de uma ferramenta cada vez mais utilizada entre os artistas: o twitter. Ao que tudo indica, Mark Evans, filho de Dave Evans (primeiro vocalista do AC/DC), teria escrito o seguinte post: “Malcolm Young está muito doente. Ross Young (filho de Malcolm) falou com meu pai essa manhã. Depois que a coisa se tornou pública. Sim, a banda vai acabar. Sem novos shows e novas músicas”.

Saúde de Malcom Young seria a grande razão do fim das atividades

Segundo consta, os músicos teriam feito um pacto de que ninguém mais seria substituído e, com isso, as atividades chegariam ao fim. Muitos boatos começaram a rolar em torno de sua saúde falando sobre câncer e sobre alzheimer. Darryl Mason, respeitado jornalista de rock australiano, postou que “quando o AC/DC se reuniu recentemente para ensaiar, Malcolm Young descobriu que havia esquecido como tocar, devido à um coágulo no cérebro”.

Segundo o jornalista, 3 semanas atrás o músico havia sofrido um derrame que seria a origem do tal coágulo. Em um artigo intitulado “RIP AC/DC: 1973-2014”, escreveu que “embora seus amigos tenham descrito sua condição como séria, isso não quer dizer que ele não irá se recuperar. Há pessoas que se recuperam de derrame”. Mais uma vez, afirma o final da banda, como o nome de sua reportagem entrega “Embora Angus Young seja mais famoso, AC/DC é a banda de Malcom Young. Ele começou a banda junto com George Young (ex-Easybeats) e encorajou seu irmão mais novo Angus, a se juntar à eles. AC/DC chegou ao fim”. 

Em contrapartida, o canal de noticias The Australian noticiou de que essa história não tem sentido, uma vez que o grupo teria seis semanas agendadas para a gravação de um novo álbum a partir de 1 de Maio em Vancouver. Entretanto, o plano de gravar um novo álbum havia sido noticiado por Brian Johnson em Fevereiro. Na ocasião, ele já havia dito o mês e a cidade onde seria gravado. Portanto, o estúdio poderia ter sido agendado antes de toda a confusão.

Até o fechamento dessa reportagem, a banda ainda não havia se posicionado. Dizem que a noticia será dada amanhã em uma coletiva de imprensa. Ainda tenho esperanças de que tudo isso seja boatos e de que a banda volte com tudo sem deixar pedra sobre pedra. Agora é esperar pelo posicionamento dos músicos para saber o que há de verdade nisso tudo. Se todas as informações se confirmarem, o rock n´ roll perde mais um de seus grandes nomes. Não importa o que aconteça, AC/DC já é dono de um capítulo na história do rock n´ roll. Não há dúvidas!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Rock e Futebol: uma combinação perfeita!

Por Rafael Menegueti


Enquanto pensava em um assunto para o texto de hoje, eu acompanhei as finais dos principais campeonatos estaduais de futebol, que ocorreram ontem. Então me veio a idéia: falar sobre a paixão de alguns músicos pelo esporte mais popular do mundo. E não são poucos os roqueiros que admiram o futebol. Veja aqui alguns nomes:

- Os irmãos Gallagher, que lideravam a banda Oasis, nunca esconderam seu fanatismo pelo clube inglês Manchester City, tanto que os ilustres torcedores viviam dizendo que voltariam a tocar juntos caso o time fosse campeão inglês.

Irmão Gallagher e o seu amor pelos "Blues"
- Outra banda inglesa cujos integrantes amam futebol é o Iron Maiden. O baixista do grupo, Steve Harris, alem de torcedor fanático do West Ham, também chegou a tentar a carreira como jogador durante a adolescência. Os integrantes da banda costumam jogar com amigos, inclusive durante as turnês. E eles até que mandam bem com a bola nos pés (veja vídeo abaixo), participam de campeonatos junto aos membros de equipe da banda e até vendem camisas do time para os fãs.


- Os músicos britânicos definitivamente adoram o esporte. Outro exemplo é o Deep Purple, que já chegou a gravar um clipe, da música “Perfect Strangers”, onde eles aparecem jogando futebol. E para mim, torcedor gremista, é motivo de orgulho ver que eles já usaram o manto sagrado tricolor, durante uma pelada no Brasil:


- Falando em Brasil, por aqui, a paixão pelo esporte não poderia ser menor. Talvez um dos maiores exemplos do amor do brasileiro pelo esporte venha da musica “Uma Partida de Futebol”, do Skank, que até já virou clichê quando se toca nesse assunto. Samuel Rosa, cruzeirense fanático, e seus companheiros são outros que adoram praticar o esporte. Inclusive, era possível acompanhar as feras da música batendo uma bolinha no extinto Rockgol, da antiga MTV, quem não se lembra? Sem falar em outro clássico do rock nacional sobre o tema: “Futebol, Mulher e Rock n’ Roll” do Dr. Sin.


- Alguns músicos e seus times do coração:
São Paulo: Nando Reis, Andreas Kisser (Sepultura), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Roger Moreira (Ultraje À Rigor), Nasi e Edgar Scandurra (Ira!)

Palmeiras: Max e Igor Cavalera (ex-Sepultura, Cavalera Conspiracy), Pompeu (Korsus), Branco Melo (Titãs) e João Gordo (Ratos de Porão)

Corinthians: Japinha e Badauí (CPM 22), Rita Lee, André Matos, Charles Gavin (Titãs), Paulão de Carvalho (Velhas Virgens) e Paul di’Anno

Santos: Chorão (Charlie Brown Jr.), Supla, Paulo Miklos e Tony Belotto (Titãs), Kiko Zambianchi

Flamengo: Frejat, Canisso e Digão (Raimundos), Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso) e Marcelo Yuka

Fluminense: Paulo Ricardo, Dado Villa Lobos, João Barone (Paralamas do Sucesso) e Serguei

Vasco: Erasmo Carlos, Marcelo Camelo, Jimmy (Matanza)

Cruzeiro: Samuel Rosa e Henrique Portugal (Skank)

Atlético Mineiro: Rogério Flausino (Jota Quest), Paulo Jr. (Sepultura), Haroldo e Lelo (Skank)

Internacional: Beto Bruno (Cachorro Grande), Carlos Matlz (ex-Engenheiros do Havaii) e Rafael Malenotti (Acústicos e Valvulados)

Grêmio: Humberto Gessinger, Lucas Silveira (Fresno), Tico Santa-Cruz (Detonautas) e... Ozzy Osbourne!


Ozzy durante show em Porto Alegre, com bandeira do Grêmio!

domingo, 13 de abril de 2014

Courtney Love – 10 Anos de America´s Sweetheart (2004)





Por Davi Pascale

Não parece, mas já se passaram 10 anos que Courtney Love soltou seu primeiro e – até agora – único trabalho solo. O resultado não poderia ser diferente. Não existe meio termo no mundo de Courtney Love. É o famoso ame ou odeie. E o resultado foi exatamente esse. Muitos amaram, muitos odiaram (inclusive, a própria cantora). Para variar, o disco veio cercado de polêmicas. E dava para ser diferente?

America´s Sweetheart começou a ser trabalhado em 2001, levando quase 3 anos para chegar às lojas. A sonoridade é como se fosse um best of de toda sua carreira. Oras pesado e veloz, oras mais lento com as guitarras alternando entre o som limpo e a distorção. Seus vocais continuavam os mesmos. Oras sutis e escorregadios, oras raivosos, berrados como se não existisse o amanhã.

Muitos olham com desdém para o seu trabalho por conta de sua fama de arruaceira. Há, inclusive, quem a acuse de ter assassinado Kurt. Como já havia escrito em um outro artigo por aqui, acho essa hipótese de envolvimento no suposto homicídio de seu ex-marido uma babaquice sem tamanho. Agora, essas figuras polemicas e cheias de mistério, muitas vezes são interessantes. Afinal... o que seria do rock n roll sem essas figuras emblemáticas? 

Courtney Love estava viciada em cocaína na época das gravações

 Courtney tem uma postura rock n roll, dentro e fora dos palcos, que para falar a verdade sinto falta nos artistas atuais. Lembro de ter comentado sobre essa postura apática das bandas, inclusive, enquanto assistia aos shows da última edição brasileira do festival Lollapalooza. Tudo bem, algumas bandas até tocavam direitinho. Mas onde está aquele cara que sobe aos palcos, pega o microfone e rouba a cena? Que faz você não querer desgrudar os olhos dele? A cena grunge tinha bastante disso, mas depois que os Strokes invadiram as rádios, isso tem se tornado cada vez mais raro. Sua postura no palco é imprevisível. Ela pode elogiar artistas pop, xingar artistas de rock, jogar a guitarra do nada e sair andando, levantar a blusa e mostrar os seios. Já teve até uma história de que ela havia gostado do boné que um fã estava usando em um de seus shows e fez uma troca pela calcinha que estava usando no dia. Enfim, tudo pode acontecer.

O mais legal de tudo é que ela é assim. Não é aquele personagem forjado para pagar de malvado em frente às câmeras que depois vai para casa comer sucrilhos, beber leite e comentar o programa da Oprah. Tanto que essas confusões já lhe renderam vários problemas pessoais como o fato de ter perdido a guarda de sua filha (há quem diga que ela chegou a sofrer uma overdose na frente da garota), inúmeros ataques públicos de artistas e ex-maridos. Teve ataques, inclusive, com o cara com quem estava nesse período, e que ajudou na produção do disco, Jim Barber.

As drogas também atormentaram à todos durante a gravação desse material. Um dos motivos dela não gostar do álbum se deve ao fato de que ela não acompanhou a produção do mesmo. Não acompanhou a escolha das músicas, a mixagem e nem mesmo a escolha da capa. Segundo ela mesma reconheceu mais tarde, por estar chapada de cocaína todo o tempo. A gravadora não quis ficar esperando ela se reencontrar e terminaram o álbum sem ela, atitude que deixou a cantora louca.

Courtney não gosta do álbum

Courtney Love gosta de dizer que o disco tem boas músicas, mas que a sonoridade ficou muito magra. Realmente não tem toda aquela sujeira de Pretty On The Inside, mas não é muito distante da sonoridade de Celebrity Skin, para dizer a verdade. Quem gostou daquele álbum, tem de tudo para gostar desse. Para falar a verdade, nem sei se ele pretendia voltar para aquela sonoridade suja e agressiva do debut do Hole. Eu acho que não, porque no time que ela escolheu para trabalhar nesse álbum tinham nomes que iam desde o guitarrista do MC5 Wayne Kramer até o letrista de Elton John, Bernie Taupin. Isso tudo sem citar a presença de Linda Perry (ex-cantora do 4 Non Blondes, que nesse momento já ganhava dinheiro produzindo Christina Aguilera e Pink) e de suas ex-companheiras Pet Schemel e Samantha Maloney. Ou seja, seus convidados iam do pop ao punk. Acredito que esse mistura de som pesado e, ao mesmo tempo, comercial era sua meta desde o princípio.

Entre as letras, a mais lembrada é certamente a de “But Julian, I´m a Little Older Than You”. Uma crítica à então nova cena de rock do momento. A cantora ironizava as bandas rock de garagem que ficavam desenhando visual, que subiam no palco todos engomadinhos. America´s Sweetheart é puro Courtney Love. Oras agressivo, oras calmo. Oras polêmicos, oras engraçado. E sempre espontâneo e cativante. Belo álbum!