sábado, 15 de março de 2014

Novidades: Músicas recém lançadas para aquecer os ouvidos!

Por Rafael Menegueti

Alem do Linkin Park, do qual eu falei essa semana, varias outras bandas estão com trabalhos prontos e prestes a serem lançados. Confira agora uma seleção com faixas novas de bandas que estão com seus próximos discos saindo do forno:

Lacuna Coil - Nothing Stands In Our Way


Stream of Passion - The Curse



Delain - Your Body Is A Battleground (feat. Marco Hietala)


Sonata Arctica - The Wolves Die Young


Epica - The Essence of Silence


Diabulus In Musica - Inner Force


Anette Olson - Lies


Mayhem - Psywar


Nervosa - Death



sexta-feira, 14 de março de 2014

Evanescence: Origin (2000)





Por Davi Pascale

É comum as pessoas se dirigirem ao Evanescence como a banda que atingiu as paradas no álbum de estréia Fallen, dando um ênfase como se estivessem falando de um grupo pré-fabricado, mas a história não é bem assim. É verdade que o disco fez muito sucesso e foi o debut deles por uma major, mas como toda banda que se preze, não nasceram da noite para o dia e já haviam gravado material antes do álbum que os deixariam conhecidos em todo o mundo. Esse material é exatamente o Origin

Mas o que seria esse disco, afinal? Um trabalho lançado de maneira independente? Ou a demo do conjunto? Amy Lee gosta de defender a tese de que essa é uma compilação de demos, mas escutando o material, fico com o pezinho atrás. Uma compilação de demos não traria uma mixagem única, muito provavelmente teríamos um conjunto que apostava em diferentes caminhos e muito dificilmente teria uma sequência lógica, como ocorre aqui. Sem contar que ninguém prensa 2.500 cópias, com a ajuda de um selo, de um material que fez apenas com o intuito de conseguir um possível contrato, um material que não leva a sério. Por essas e outras, gosto de encará-lo como um álbum independente. 

A impressão que tenho é que ela não gosta do álbum, não quer retorná-lo as lojas e inventou essa desculpa para não “entrar em guerra” com seus seguidores. Não consigo compreender a razão para ignorá-lo. Todos conhecem a história, o disco é infinitamente pirateado por aí, alguns vendedores exploram seus fãs com preços abusivos e a gravação tem boa qualidade. Por que não fazer uma nova prensagem?

Nessa época, Evanescence era um trio formado por Amy Lee, Ben Moody e David Hodges

Muitos tratam esse CD como algo que não tem a cara da banda. Não é verdade. É fato que há uma presença muito maior de elementos eletrônicos, mas a fórmula já estava meio que criada. Eles só deram uma lapidada. Aumentaram um pouquinho o andamento aqui, tiraram um barulhinho ali, mas não é nada que você não consiga imaginá-los tocando. A essência já estava formada, as linhas vocais eram bem similares... Tanto que há algumas faixas que depois foram regravadas em Fallen.

Para ser mais exato são as 3 primeiras (já que a faixa “Origin” é nada mais do que uma vinheta): “Whisper”, “Imaginary” e “My Immortal”. Servem para demonstrar exatamente aquilo que acabei de afirmar, tudo o que fizeram foi dar uma lapidada em sua sonoridade. Nas duas primeiras, a única coisa que muda é o andamento que era um pouco mais lento. Talvez essa seja a grande diferença desse trabalho para os posteriores. Os arranjos tendem para uma levada mais lenta, mais arrastada.  “My Immortal” não tinha orquestração ainda. Era apenas piano e vocal. Amy Lee canta com bastante emoção, a versão é muito bonita . Das músicas inéditas, uma que sempre gostei bastante é “Away From Me”.

Justamente por não retornarem às lojas e pelo grupo ter conseguido um grande status, muitas versões alternativas começaram a correr solto por aí. Algumas com faixas bônus, outras que apresentam apenas as faixas da época. O disco original foi lançado em 4 de Novembro de 2000. Durante alguns anos, a Bigwig Enterprises (a empresa que fez a prensagem) vendeu o álbum em seu site. Para falar a verdade, eles pararam de vender em Fevereiro de 2003. Nessa época, era possível comprá-lo por 15 dólares. Atualmente, em sites como Ebay, seu valor varia de 50 a 300 dólares e ninguém tem a certeza se é a versão bootleg ou a oficial. Com o passar dos anos, o material foi sendo aperfeiçoado. Atualmente, até o encarte é copiado.

Disco tinha uma presença maior de elementos eletrônicos

Eu tenho um CD prensado e tenho muita curiosidade de saber se o que tenho é bootleg ou original. Já busquei informações de tudo quanto é lugar, mas há sempre informações conflitantes. Há um segredo nesse disco. Se você retroceder a primeira faixa (aperte o play e coloque para voltar a musica com o play pressionado. Sim, o tempo ficará negativo) e você terá acesso à uma vinheta. Dizem que somente a prensagem original tem isso. O meu CD tem. Dizem que a cópia fake tem um nome escrito errado, no meu encarte não tem nome escrito errado, mas dizem que o vermelho e o preto da capa original são bem fortes e não considero o colorido do meu encarte muito forte. Como disse, não sei mais nada. De todo modo, suspeito que o meu seja piratex já que comprei ele há uns 4 anos no Ebay e não paguei um valor abusivo...

Sendo bootleg ou não, vale a pena os fãs correrem atrás do CD. As faixas são ótimas e, pelo visto, não há previsão para que ele seja relançado. Item essencial na coleção de qualquer fã, sem duvidas!

Faixas:
      01)   Origin
      02)   Whisper
      03)   Imaginary
      04)   My Immortal
      05)   Where Will You Go
      06)   Field of Innocence
      07)   Even in Death
      08)   Anywhere
      09)   Lies
      10)   Away From Me
      11)   Eternal

quinta-feira, 13 de março de 2014

O Linkin Park está voltando às origens?

Por Rafael Menegueti

Quando eu escrevi minha primeira postagem aqui no blog, na qual eu me apresento, eu falei que o Linkin Park foi a banda que me transformou em um rockeiro de verdade. Lá se vão doze anos de quando eu tive o primeiro contato com o primeiro disco deles, “Hybrid Theory”, e aquilo me transformou. Aquelas faixas eram diferentes de tudo que havia no rock até então. Uma mistura bem elaborada e pesada de hip-hop, metal e música eletrônica que fez a banda explodir nas paradas mundiais. Como eu disse naquela oportunidade, eu ouvia o disco até não poder mais. Tanto que estraguei o CD e precisei comprar um novo alguns anos mais tarde.

Os Membros do Linkin Park
De fato o sucesso comercial que a banda californiana conseguiu ao longo dos anos apenas confirma o talento deles. O que não significa que eles não tenham ficado livres das criticas. Não falo aqui dos chatos que teimam em questionar a qualidade da música deles, pois pra mim isso é inquestionável. Falo daqueles fãs que sentem falta do Linkin Park das antigas, com músicas fortes, guitarras pesadas, bateria alta e vocais agressivos. De fato a banda mudou muito nos últimos tempos.

Após a minha inicial euforia com a banda, acompanhei como a banda mudava e experimentava ao longo dos anos. Se “Hybrid Theory” pra mim foi viciante, “Meteora” foi empolgante. A banda conseguia levar o nu-metal a um novo patamar de sucesso. Não gostei da parceria com Jay Z no “Collision Course”, achei desnecessário mutilar as músicas daquele jeito. Diferente do “Reanimation”, que parecia uma proposta menos “caça-níqueis”.

Quando eles lançaram “Minutes to Midnight”, em 2007, a banda já não era mais tão empolgante para mim. De fato, o disco, apesar de não ser ruim, não provocava mais o mesmo impacto. Era radiofônico demais. O Linkin Park ainda era um sucesso, mas começava a perder aquela cara de novidade que eles tinham. Quando lançaram a faixa “A New Divide”, para a trilha do filme “Transformers”, a banda já não era mais uma das minhas favoritas, mas a canção me fez prestar atenção neles novamente.

Em 2010 eles lançaram seu trabalho mais ambicioso e diferente: o conceitual “A Thousand Suns”. Foi um divisor de águas no modo como eu via a banda. Esqueci do nu-metal, estava claro que eles não eram mais isso. Nesse disco, nada de power chords distorcidos e músicas pesadas, como nos anteriores. Era algo mais elaborado artisticamente, feito para ser um disco com mensagens sobre o rumo da humanidade e a destruição do meio ambiente, causas que a banda abraçou muito bem nos últimos anos. Cheio de sintetizadores, o disco era algo mais próximo de um rock alternativo com elementos eletrônicos e progressivos e algum hip-hop. Um bom disco, mas que os fãs mais antigos não engoliram direito.

Em 2012, com o “Living Things”, a banda trouxe de volta um pouco do peso e da agressividade, mas basicamente a mesma ênfase no eletrônico e em melodias mais radiofônicas. Mas o disco era o melhor trabalho deles desde “Meteora”. E eu voltei a ver a banda como uma das mais bem elaboradas da atualidade. Por esse motivo eu me senti extremamente empolgado ao ouvir sobre o próximo trabalho deles, previsto para sair ainda nesse semestre.


O grande motivo de minha de minha empolgação está no primeiro single lançado. Ouvi na semana passada, por acaso, e me assustei. “Guilty All The Same” (ouça no vídeo abaixo) começa com uma levada de guitarra meio abafada. Parece até uma gravação de demo, mas depois percebi que era intencional. Quando a música começa, uma sequencia de acordes rápidos, bem parecidos com um hardcore, ganham forma e fazem minhas sobrancelhas levantarem. Na hora me lembrei do “Hybrid Theory”. A faixa é bem diferente do que a banda vinha lançando. É possível perceber que até as linha de guitarra estão mais elaboradas do que nunca. Tem uma melodia agradável e peso na medida certa. E eu quase caí pra trás quando eu ouvi um solo de guitarra (tímido, mas era) no final da música. Devemos esperar um disco do LP de volta às origens? Vamos esperar pra conferir.


quarta-feira, 12 de março de 2014

Generation Swine: Os Dias Negros do Motley Crue




Por Davi Pascale 

Em 24 de Junho de 1997, chegava às lojas Generation Swine. O disco que todos acreditavam que iria colocar o Motley Crue de volta à mídia. O que ocorreu, no entanto, foi exatamente o oposto. Com esse trabalho, o grupo mais louco de L.A. sumiria de vez das paradas.

Muitos fatores contribuíram para isso. Para começar, a banda estava totalmente desunida. O retorno de Vince Neil não era unanimidade entre os músicos. O cantor, inclusive, demonstrava não estar totalmente à vontade com a idéia. Por que voltaram? Simples, não tinham alternativa. O disco feito com John Corabi, embora fosse genial, não havia obtido boa resposta do publico. A audiência dos shows caiu drasticamente, assim como as vendas de discos. A gravadora queria Neil de volta. O vocalista, embora ainda tivesse sérios problemas com Nikki Sixx, também não tinha muita escolha. Estava atravessando um momento extremamente delicado em sua vida. Sua filha de 4 anos havia morrido de câncer, sua esposa havia se divorciado dele, a banda que havia montado tinha terminado e estava cheio de dividas. Não era o momento ideal para ficarem com egos.

Para recuperarem seus dias de glória, precisavam fazer o melhor disco de suas vidas. E isso não rolou. Sem duvidas, é o mais fraco do Motley. Agora, verdade seja dita, não é tão ruim quanto pintam por aí. Não é um trabalho genial, mas também não é execrável. É razoável. Há alguns bons momentos como “Flush”, “Let Us Prey” e “A Rat Like Me”. A faixa de trabalho, “Afraid”, também não era ruim. O que acontece é que o que eles entregaram era muito pouco diante de toda a expectativa.

Capa do polêmico disco

 O último disco de inéditas com a formação clássica tinha sido “Dr Feelgood”, lançado em 1989. Com produção de Bob Rock (mais conhecido no Brasil por ter produzido o álbum preto do Metallica), o LP alcançou o primeiro lugar das paradas da Billboard, vendeu mais de 6.000.000 de cópias e emplacou alguns dos maiores sucessos do Motley como “Kickstart My Heart”, “Don´t Go Away Mad”, “Same Ol´ Situation”, além da faixa titulo. Por isso, todos apostavam tanto no retorno de Vince.

Agora... Vamos ser sinceros, o cantor é quem menos tem culpa nessa roubada. Tanto as composições quanto a co-produção de Generation Swine ficaram à cargo do baixista Nikki Sixx e do baterista Tommy Lee. O material começou a ser trabalhado, inclusive, com John Corabi. As demos chegaram a ser gravadas com os vocais dele. O rapaz foi dispensado da banda durante as gravações. É por essa razão que há duas faixas com co-autoria dele: a (boa) “Let Us Prey” e a (fraca) faixa-título. 

No livro “The Dirt”, inclusive, é mencionado que o cantor já havia percebido que Vince acabaria retornando à banda, mas que ele desejava poder continuar no conjunto fazendo segundo guitarra e vocais de apoio. Não sei o que os fãs mais doentes pensam disso, mas não acho a idéia má. Corabi é bom guitarrista, bom compositor e ótimo vocalista, poderia acrescentar bastante ao som do conjunto. O único problema seria lidar com os egos de Mick Mars já que Scott Humphrey, produtor do CD, já chegou a declarar publicamente que Mick fica seriamente transtornado com a idéia de ter outro musico acrescentando guitarras em alguma faixa do Motley.

Trabalho apostava em nova sonoridade e frustrou público

Vince Neil, além de todos os problemas citados, estava acima do peso. Muito provavelmente por estar bebendo em excesso. Scott declarou nesse mesmo livro que gravar Vince era difícil porque quando exagerava na bebida, o rapaz chegava ao ponto de não parar em pé. Sem contar que justamente por não estar 100% animado com o retorno, não estava fazendo muito esforço. Se tivesse que repetir muitos takes, saía andando no meio da gravação. Scott declara, aliás, que o único músico que chegava ao estúdio no horário combinado era Mick Mars, que os outros três chegavam com horas de atraso e tinham dias que não produziam nada.   

O resultado não poderia ser diferente. O disco soa desconexo. Há faixas que soam como Smashing Pupkins, há faixas que soam como Nine Inch Nails, há faixas onde as letras poderiam ter sido melhores lapidadas como “Find Myself”, responsável por abrir o CD. Essa, em especial, acho o arranjo interessante, mas a letra muito fraca. Havia ainda uma versão modernizada do clássico “Shout At The Devil”. Não ficou de todo mal, mas está há anos luz da versão original. Dispensável!

A indústria estava mudando e o Motley, mesmo já sendo uma banda madura, caiu na armadilha tentando adaptar seu som ao que estava rolando no mercado. Obviamente não deu certo. Não é a verdade deles. Sou a favor de mudanças, de experimentações, não sou daqueles que acredita que o artista tenha a necessidade de passar a vida inteira fazendo a mesma coisa. Mas acredito que você tenha que fazer algo em que você acredita. Se quer adicionar novas influencias, adicione daquilo que você está ouvindo no momento. Não acredito que os executivos consigam notar essa diferença – afinal, esses caras sempre foram mais ligados à grana do que à qualidade musical. Já em relação aos fãs, são os primeiros a notarem quando algo é forjado. Talvez por isso não tenha dado certo. A nova geração estava ligada em outros caras e seus antigos seguidores não acreditaram no projeto. 

O Motley Crue só retornaria ao estúdio três anos mais tarde para registrar (o bom) New Tattoo. Agora, grande disco mesmo, foi o Saint of Los Angeles, editado em 2008, mas esses são assuntos para outros posts...

terça-feira, 11 de março de 2014

3 aplicativos de celulares android para fãs de música

Por Rafael Menegueti

Se você, como eu, possui um smartphone com sistema android, certamente vai se interessar por um desses aplicativos que eu vou lhe recomendar agora. Afinal eles tem tudo a ver com o assunto aqui tratado. São aplicativos voltados para pessoas que se interessam por música, e também para quem toca algum instrumento. Vale a pena dar uma conferida.

MusiXmatch


Trata-se de um player de música. Mas não é um simples player. Ele possui um atrativo para todos que se interessam em saber o que seus músicos favoritos estão cantando: As letras das músicas. Basta executar a música no player que ele faz uma varredura em seu banco de dados na internet e sincroniza as letras para você acompanhar na tela. Ele é excelente se você, por exemplo, está a fim de aprender inglês ou conhecer a letra de uma canção que você não conseguia entender. O banco de dados possui milhões de faixas, sendo quase impossível que ele não encontre as letras de alguma música. Mas, se por acaso, você executar uma faixa que ele ainda não tenha, você pode inseri-las você mesmo, e também sincronizar com a música. Tudo pelo próprio aplicativo. Há também a função ID, que você usa para reconhecer uma música que você não conhece. Ele capta um trecho da faixa e busca na internet o nome da faixa do artista e do disco em que ela aparece. Ele é gratuito, mas também tem uma versão paga, com algumas funções extras, como equalizador e um editor de capas de discos.

GStrings Tuner


Há algum tempo eu fui tentar afinar minha guitarra e, pra minha surpresa, o meu afinador simplesmente não ligava. Troquei as pilhas e nada. Ele estava quebrado. Então eu busquei alternativas para conseguir tocar. Uma delas foi buscar um app que me ajudasse a afinar meu instrumento. Existem vários deles para download, o problema é que a maioria funciona como uma espécie de diapasão. Basicamente eles emitem o som de uma nota ou uma corda e você afina de ouvido. Até é eficiente, mas meio demorado, e ainda possuíam apenas a afinação padrão. Foi então que eu descobri o GStrings Tuner. Ele funciona exatamente como um aparelho afinador. Ele capta o som da corda e indica a nota que esta sendo executada. Na tela, ele exibe um mostrador com uma seta e todas as notas musicais podem ser selecionadas, possibilitando varias afinações diferentes. Me livrou de gastar uma grana num afinador novo, afinal, esse app é gratuito.

A Story Of A Band



Agora eu vou falar de um jogo. No caso, um jogo viciante e bem rock n’ roll. A Story Of A Band é um jogo que te possibilita criar e administrar sua própria banda de rock fictícia. Você escolhe e contrata os integrantes, dá nome ao grupo, escolhe os gêneros musicais, como numa espécie de The Sims musical. Você usa moedas e pontos de bônus para comprar acessórios, melhorar a qualidade dos músicos e também compor musicas e lançar discos, para ganhar fãs e conseguir boas vendas. Você também organiza e realiza turnês com a banda. O jogo é cheio de referencias sobre a historia real do rock, mas com todos os nomes de artistas e bandas modificados. Metallica virou Metalic Cats, Beatles virou Beagles, AC/DC virou ABCD e Bad Religion virou Bat Region, entre outros. A historia começa em 1975 e você percorre a historia até 2010, com o objetivo de virar uma das maiores bandas do mundo. É ou não é pra viciar de tanto jogar? O jogo é pago (R$ 6), mas você pode baixar a versão demo, com opções reduzidas, ou se preferir, a versão completa na internet, sem o registro, mas eles permitem o acesso ao jogo do mesmo modo.

P.S.: Esse é o nosso post numero 100! Só pra contar...

segunda-feira, 10 de março de 2014

Nirvana: Live At The Paramount DVD (2011)


Por Davi Pascale 

No início da década de 1990, o Nirvana roubou a atenção do público rock. O trio de Aberdeen tornou-se rapidamente um dos principais nomes da cena que despontava em Seattle: o grunge. Ao contrário dos grupos que dominavam o cenário hard rock nos anos 1980, o trio liderado por Kurt Cobain (assim como os demais grupos do movimento de Seattle) não se preocupava em criar espetáculos com explosões, raio laser, falas decoradas, coreografias, solos na velocidade da luz. Faziam justamente o contrário: subiam ao palco com o mesmo tipo de roupa que seus fãs, realizavam um concerto intenso, mantendo um ar intimista e utilizando somente o básico.


Toda essa simplicidade pode ser conferida no DVD Live At Paramount. A apresentação curta (aproximadamente 1 hora), porém intensa, cativa os fãs e os admiradores do rock básico. A performance obedece a lógica que seus seguidores esperam: setlist misturando hits com b-sides, músicos tocando com emoção, poucas e curtas falas entre as canções, microfonias... A emoção supera a técnica. Existem alguns erros, mas o trio não se abate. Entendem a lógica: perfeição não existe. Os fãs mais fiéis já conhecem alguns trechos do show. Algumas canções já haviam sido utilizadas no home vídeo Live Tonight Sold Out (lançado em DVD e VHS). O clip de “Lithium” também usa imagens desta apresentação. 


Como curiosidade temos a versão de “Jesus Doesn´t Want Me For a Sunbean” (Vaselines), canção que o trio imortalizaria alguns anos mais tarde no CD e VHS MTV Unplugged Live In New York, e “Rape Me”, que seria gravada posteriormente em In Utero. Neste registro, realizado em 1991 no Paramount Theatre, Kurt Cobain, Dave Grohl e Chris Novoselic ainda não tinham noção da febre que se tornariam meses mais tarde. Nevermind acabava de chegar às lojas, “Come As You Are” ainda não era conhecida do grande público e a cena hair metal ainda dominava a cena. É interessante notarmos que a postura dos músicos em cima do palco era exatamente a mesma, ou seja, a fama realmente não elevou seus egos. Pelo menos, profissionalmente falando...

Apresentação clássica lançada pela primeira vez na íntegra
 
Outra fato interessante é que nessa noite o Nirvana dividia o palco com duas outras bandas: Mudhoney e Bikini Kill. Nirvana e Mudhoney haviam combinado uma turnê pelos Estados Unidos onde Mudhoney era o headliner. O grupo de Kurt Cobain era o número de abertura. No final da turnê, a situação inverteu: o Mudhoney, um dos principais nomes do movimento, começou a abrir os shows para o Nirvana. Tudo isso, devido ao estouro de "Smells Like Teen Spirit" que levou o álbum à marca de 500.000 cópias em poucas semanas. O show em Paramount seria o último show desta turnê conjunta. Os músicos ainda não haviam se dado conta, mas o fenômeno já começava a acontecer...

Nos extras, temos os 4 videoclipes do disco Nevermind que invadiram a MTV durante anos e fizeram a cabeça de toda uma geração: “Smells Like Teen Spirit”, “Come As You Are”, “Lithium” e “In Bloom”. Minha única reclamação é que a canção “In Bloom” teve dois videoclipes exibidos na época e aqui só tem uma versão. Poderiam ter incluído as duas... De qualquer forma é um lançamento essencial para quem viveu a década e para quem não se preocupa com rótulos e gosta de música que tenha algo a dizer. O show foi lançado em CD, LP, DVD, Blu-ray e também está presente no box comemorativo de Nevermind. Ou seja, só não compra quem não quer...

Faixas:
01) Jesus, Doesn´t Want Me For a Sunbean
02) Aneurysm
03) Drain You
04) School
05) Floyd The Barber
06) Smells Like Teen Spirit
07) About a Girl
08) Polly
09) Breed
10) Sliver
11) Love Buzz
12) Lithium
13) Been a Son
14) Negative Creep
15) On a Plain
16) Blew
17) Rape Me
18) Territorial Pissings
19) Endless, Nameless

domingo, 9 de março de 2014

Penelope: Rock Meteorico




Por Davi Pascale

Encerro a nossa semana em homenagem às mulheres falando de uma banda brasileira. Inicialmente, tinha pensado em fazer um artigo falando das vozes femininas mais relevantes de cada década, mas me dei conta de duas coisas. A primeira é que a voz feminina mais importante dessa geração já recebeu um artigo em sua homenagem.  Escrito por mim, inclusive. O outro fator que me fez desistir foi perceber que havia nomes muito fortes ali que mereceriam algo muito maior do que algumas poucas linhas. Portanto, preferi guardar algumas balas. Entretanto, acho que seria injusto dar o assunto por encerrado sem recordar alguma artista brasileira. Quis sair das homenagens óbvias, como Rita Lee, e resolvi trazer um grupo que, apesar de ter tido algum destaque, poderia ter ido muito mais longe: o Penélope.

Assim como a artista já previamente homenageada, a Pitty, o grupo de Erika Martins surgiu em Salvador. Embora a Bahia seja conhecida atualmente por ser a ‘terra do axé’, alguns nomes bem singulares vieram de lá como Raul Seixas, Camisa de Vênus e Cascadura, só para citar alguns. Atendendo inicialmente pelo nome de Penélope Charmosa, o grupo fazia um rock básico, com forte apelo popular, deixando nítido suas influencias brasileiras como o rock dos Mutantes e da Jovem Guarda.

Surgida em 1995, o grupo demorou 4 anos para conseguir gravar seu primeiro álbum Mi Casa, Su Casa. Já vinham chamando a atenção da mídia especializada, no entanto, desde 1997 quando venceram o festival Abril Pro Rock (festival de musica independente que acontecia no Recife e que, apesar de ter durado pouco, ajudou revelar grandes nomes dos anos 90 como Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e Los Hermanos). Quando lançaram seu debut, encontraram como solução encurtar o nome já que a empresa Hanna Barbera não autorizou a utilização de Penelope Charmosa e o conjunto já tinha uma certa fama no circuito underground.

Os três discos lançados pela Penélope
 
Seu trabalho de estréia emplacou duas faixas nas rádios. Curiosamente, uma delas -“Namorinho de Portão” – era uma musica de Tom Zé e a outra – “Holiday” – foi composta nitidamente tendo “Telefone” da Gang 90 como base. Entretanto, 90 % do publico que os acompanhou, pelo menos em um primeiro instante, não se ligou nesse detalhe. O restante do disco trazia guitarras intercalando som limpo e distorcido, algumas faixas contando com uma psicodelia à La Mutantes, e o vocal sempre adocicado e inocente de Erika que nos remetia aos tempos de ouro do rock n roll. Completavam o time nessa época; a baixista Erika Nandes, a tecladista e flautista Constanza Scofield (esposa do falecido produtor musical Tom Capone), o guitarrista Luizão e o baterista Mario Jorge (do cultuado Uteros em Furia)

As três garotas eram bonitas e logo, passaram a chamar atenção dos marmanjos, mas esse fator não atrapalhou a carreira. Elas nunca exploraram esse lado sexual, sempre foram muito discretas. Portanto, a atenção não foi desvirtuada.

Mantendo o mesmo lineup, colocaram nas lojas o CD Buganvilia em 2001. A chance das garotas se consagrarem foi para o ralo depois que a gravadora Sony Music dispensou o grupo pouco após o seu lançamento. Realmente, uma pena. Aqui, davam um passo à frente. As composições tinham amadurecido muito, as letras saíam um pouco daquele universo feminino que insistia em rodear o primeiro álbum. Sem duvidas, seu melhor trabalho. No disco, temos a participação de uma cantora que foi um marco na Jovem Guarda. Wanderléa faz uma divertida participação em “Não Vou Ser Má”. A faixa lembra um pouco as músicas daquela época e as brincadeiras da ternurinha nos remete ao seu velho sucesso “Pare o Casamento”. É certeza que se inspiraram em seu antigo hit para criar as falas dela aqui.

Wanderléa participa de "Não Vou Ser Má"
 
Buganvilia foi lançado na mesma época de Bloco do Eu Sozinho. Aconteceu com esse disco, exatamente o mesmo que aconteceu com o dos Los Hermanos. A crítica enalteceu, o publico o considerou infinitamente superior ao debut e a grande mídia torceu o nariz. O grupo de Marcelo Camelo não se abalou, seguiu em frente e conseguiu dar a volta por cima, conquistando fãs extremamente fieis. Já o grupo de Erika Martins, se abalou com a situação e a coisa começou a degringolar.

Acho que erraram um pouco na escolha das canções de trabalho também. Não sei se foi opção delas ou imposição da gravadora, mas não considero “Caixa de Bombom” e nem “Ciranda da Bailarina” como faixas com potencial para hits. Teria apostado em “Nada Melhor Pra Mim”, “A Menor Distancia Entre Dois Pontos” ou até mesmo na já citada “Não Vou Ser Má”. Outra opção seria a balada “Continue Pensado Assim”. É triste, mas a soma de uma escolha errada com um certo desprezo da gravadora fez com que o álbum não ganhasse o destaque merecido.

Imagem da última formação

Em 2003, lançaram seu ultimo disco: Rock, Meu Amor com Fifi substituindo Erika Nande. Trata-se de um CD de covers onde os grandes destaques ficam por conta da releitura de “Fórmula do Amor” e “Sem Você” (versão em português que fizeram para o sucesso “Inbetween Days”, da banda The Cure). Um trabalho divertido, alegre, mas não tinha a mesma intensidade dos anteriores. Um pouco da magia havia se perdido. Já dava indícios de que a chama começava a se apagar.

Não demorou muito e foi divulgado um comunicado no inicio de 2004 anunciando a separação. Não explicavam o motivo, mas acredito que elas tenham desanimado com tudo que estava ocorrendo. Gravadora abandonando o barco, mídia desprezando e integrantes trocando... Com a mesma intensidade em que apareceram, sumiram. Não sei muito o que aconteceu com os músicos. A única que tenho acompanhado de perto é a vocalista Erika Martins, que lançou um álbum auto-intitulado bacana em 2009 e no finalzinho do ano passado soltou um novo CD chamado “Modinhas”. Tive dificuldades para encontrá-lo, mas consegui. Estou para receber meu disco. Assim que isso ocorrer, faço uma resenha aqui no blog. Quem gosta, fica esperto.