segunda-feira, 3 de março de 2014

Discografia Comentada: Sirenia

por Rafael Menegueti

No proximo sabado (08 de março), teremos o dia internacional da mulher. E pra homenageá-las nessa data, decidimos fazer a semana da mulher do rock aqui no blog. Durante toda a semana, só postagens sobre bandas e artistas femininos. E pra começar falarei de uma banda pela qual varias vocalistas já fizeram parte: O Sirenia.

A atual formação do Sirenia: Jonathan, Ailyn, Jan e Morten 
Trata-se de uma banda norueguesa fundada por Morten Veland, também conhecido por ser um dos fundadores de um dos maiores nomes do metal gótico, o Tristania. Após sair do Tristania, em 2001, ele se incumbiu de montar uma banda como ele queria. Para isso, contou com a ajuda do já falecido Jan Kenneth Barkved, Kristian Gurdensen e Fabienne Gondamin para gravar o álbum de estréia do Sirenia. Detalhe: Veland gravou quase todos os instrumentos. Nascia ali uma das bandas mais versáteis do metal gótico europeu.

At Sixes and Sevens (2002)


O disco de estréia do Sirenia era mais próximo de um projeto experimental do que de uma banda em si. Morten decidiu que, para conseguir o resultado que queria, ele sozinho comporia as músicas e gravaria todos os instrumentos principais do Sirenia. Para complementar o som, ele convidou outros vocalistas (já citados acima) e implementou um coral nas canções. O resultado foi um disco potente, que mistura influencias góticas com doom metal, cheia de vocais guturais e efeitos de sintetizadores. “At Sixes and Sevens” foi uma estréia bem sucedida, e fez com que Morten acreditasse que a banda tinha futuro. Essa foi a única contribuição de Fabienne Gondamin na banda. Ela sequer chegou a ser efetivada no grupo, e sumiu completamente depois dessa participação.

An Elixir for Existance (2004)


Seguindo a linha do primeiro álbum, “An Elixir for Existance” também foi gravado por Morten Veland unicamente. Nesse disco a sonoridade está um pouco menos doom metal, e se aproxima um pouco mais do que Morten havia feito no Tristania um pouco antes. Os vocais femininos ficam por conta de Henriette Bordvik, primeira vocalista oficial do grupo. A banda já tinha uma cara mais pessoal de Morten, e ele ainda contava com os vocais limpos de Kristian Gurdensen, que também tocava guitarra ao vivo, e o chileno Jonathan Perez, na bateria. Esse disco no entanto foi o ultimo que seguia a formula tradicional do metal gótico de Veland. Depois dele, ele partiu para experimentações bem diferentes.

Henriette Bordvik: apenas um ano e meio de banda
Sirenian Shores (EP) (2004)


Esse EP, lançado ainda em 2004, continha um remix de “Save Me for Myself”, uma versão acústica de “Meridian”, uma cover de Leonard Cohen, uma faixa instrumental e uma inédita, “Sirenian Shores”. Esse disco foi também a ultima contribuição de Henriette Bordvik e Kristian Gundersen na banda. A Napalm Records ainda lançou em alguns países uma edição que acompanhava uma coletânea de artistas da gravadora, entre eles Elis, Trail of Tears, Tristania, Atrocity e Xandria.

Nine Destinies and a Downfall (2007)


Após precisar reformular a banda, Morten gravou o terceiro album do Sirenia com a nova vocalista, Monika Pedersen. Ela tinha um estilo mais próprio, e Morten começou a dar mais espaço para os vocais femininos nesse disco. Antes, sua voz predominava, mas em “Nine Destinies”, Monika virou a protagonista. As músicas são boas, e se aproximam do metal sinfônico, e possuem letras simples sobre emoções e relações humanas. Apesar de levar a banda a um novo patamar, alguns fãs acharam muito comercial. Mas as coisas definitivamente não eram fáceis para Morten, e ele teve que procurar uma nova vocalista logo depois, pois Monika abandonou o barco em novembro do mesmo ano. Sem falar no novo guitarrista, Bjornar Landa, que saiu em 2008.

Monika Pedersen também teve passagem rápida
The 13th Floor (2009)


O Sirenia tinha tido três vocalistas diferentes em três álbuns. E agora eles estavam atrás de uma quarta voz. E encontraram uma excelente opção na espanhola Ailyn Gimenez, que curiosamente era uma cantora pop antes de ser recrutada. Mas ela caiu como uma luva. Em “The 13th Floor”, Ailyn mostra ser incrivelmente talentosa, embora pareça tímida em alguns momentos. O disco mistura momentos mais parecidos com o metal gótico tradicional de Morten com os momentos mais melódicos e sentimentais do disco antecessor. E dessa vez ele agradou os fãs. Mas nem tudo ficaria perfeito, pois, apesar de Ailyn ter ficado, o novo guitarrista Michael Krumins também deixou o grupo.

The Enigma of Life (2011)


Ailyn tinha se firmado na banda, e agora chegava a hora deles se solidificarem assim. A parceria entre Morten Veland e a vocalista espanhola rendeu um trabalho extremamente melódico e com belos arranjos em “The Enigma of Life”. Ailyn parecia mais solta e com uma voz ainda mais precisa nesse disco, e a banda ainda mostrava um ótimo entrosamento. Só havia um problema: o disco, apesar de belo, possui músicas muito similares. As mesmas estruturas, com solos simples, refrões pegajosos e arranjos de cordas deixaram o álbum muito repetitivo. O disco é legal, mas peca nesse detalhe. Pelo menos dessa vez, com a entrada de Jan Soltvedt, a banda parece ter se estabilizado.

Ailyn: ela se firmou como a voz definitiva do Sirenia
Perils of the Deep Blue (2013)



No ano passado, o Sirenia retornou com um novo álbum, e impressionou a todos que esperavam por mais um disco como “The Enigma of Life”. “Perils of the Deep Blue” resgata as melhores características do Sirenia, desde o princípio. Riffs pesados, vocais bem produzidos, guturais, o já característico coral e arranjos de sintetizadores marcam o disco, que volta a ter uma sonoridade mais característica do doom metal. O lado melódico ficou de lado e deu lugar a faixas mais atmosféricas e cheias de arranjos. E pela primeira vez a banda apresentou algumas músicas em norueguês. Ailyn havia passado por um coral norueguês especialmente para se preparar para esse disco, que elevou o Sirenia entre as principais bandas de metal gótico com vocais femininos do mundo.

domingo, 2 de março de 2014

Leoni : 2 + 1 (2005)



Por Davi Pascale

Em 2005, foi colocado no mercado esse box com 2 CD´s e um DVD pela gravadora Som Livre. A embalagem caprichada, além de ser vendida à um preço acessível, trazia os encartes originais no pacote (detalhe que muito relançamento deixa a desejar). Aqui, certamente aplica-se a teoria Charlie Brown : preço curto, prazo longo. Item indispensável aos fãs.

Carlos Leoni Rodrigues Siqueira Junior foi muito conhecido nos anos 80. O músico carioca chamou a atenção primeiramente com seu trabalho ao lado do grupo Kid Abelha & E Os Aboboras Selvagens. Leoni gravou os dois primeiros LP´s da banda de Paula Toller e George Israel. Após um desentendimento, largou a banda no auge do sucesso e iniciou uma nova empreitada: os Heróis da Resistência. Mais uma vez, conseguiu sucesso comercial. Depois de três discos gravados, o conjunto chegou ao fim e o rapaz iniciou uma carreira solo que, embora tenha alta qualidade, não conseguiu manter a mesma popularidade de seus projetos anteriores.

Em nosso país, o povo parece ter memória curta. Em suas apresentações solo, o cantor fazia uma retrospectiva de toda sua trajetória musical. Interpretava músicas do Kid, do Heróis e várias outras que haviam sido sucesso na voz de outros artistas. Exatamente, ele sempre foi compositor. Inclusive, no próprio Kid Abelha, quem pegar o encarte e ler quem escreveu as canções irá reparar que o garoto era um dos principais compositores do conjunto. Paula Toller e George Israel, assumiram a liderança definitiva (com muita competência, é verdade) após sua saída. Entretanto, muitos espectadores pareciam não conhecer a história e, no encontro com o músico, diziam que haviam gostado muito dos covers que havia feito. Leoni resolveu passar a história a limpo e fez um CD registrando todos esses hits que o povo não sabia que era de sua autoria. Nasce aí o primeiro CD desse pacote, o Audio-Retrato.

Projeto traz sucessos em roupagem intimista

O titulo é auto-explicativo. Ele fez um apanhado musical de toda sua historia, conforme acabei de explicar. O CD tem uma pegada bem intimista, meio descompromissada. É como se estivéssemos ouvindo um ensaio, uma passagem de som. O trabalho não tem bateria e é predominado pelos violões. Entre as faixas regravadas estão “Exagerado” (parceria dele com Cazuza), “Temporada das Flores” (registrada pela cantora baiana Daniela Mercury, em seu álbum feito em parceria com a MTV), “Formula do Amor” (enorme sucesso na voz de Leo Jaime, regravada por vários artistas), além de canções como “Lágrimas e Chuva”, “Só Pro Meu Prazer” e “Doublê de Corpo”. Para quem curtiu a década de 80, um prato cheio.

O segundo CD e o DVD que fecham o Box trazem o registro de um show gravado na época desse disco. O espetáculo segue a mesma lógica. Arranjos simples (porém, bonitos), poucos instrumentos e muitas memórias. Tem um momento bem interessante da apresentação que é a versão do hit “Como Eu Quero” onde ele mostra o arranjo que ficou famoso e, logo em seguida, o arranjo que tinha em mente na época. Ao mudar o andamento, pede para que prestem atenção em como a letra se transforma, como muda o sentido. Muito interessante!

Ícones dos anos 80 participam do projeto

O músico trouxe para o palco os convidados do seu disco de estúdio. O cantor Dinho Ouro Preto, o ‘paralama’ Herbert Vianna e Leo Jaime, sobem ao palco em clima de festa, dando um tempero especial à performance do rapaz. Em Audio-Retrato há ainda o músico Beni Borja tocando guitarra em algumas músicas. Para quem não se recorda, Beni gravou bateria no compacto do Pintura Intima do Kid Abelha, único lançamento oficial da banda enquanto quinteto. Em época de Carnaval, todos gostam de ouvir velhas canções e relembrar seus tempos de infância ou juventude. Está aí uma boa dica.

Nota: 09/10
Status: Nostalgico

Faixas:

Audio Retrato:
      01)   Exagerado
      02)   Educação Sentimental
      03)   Fixação
      04)   Garotos II
      05)   Nosferatu
      06)   Esse Outro Mundo
      07)   Só Pro Meu Prazer
      08)   Lágrimas e Chuva
      09)   Carro e Grana / A Fórmula do Amor
      10)   Falando de Amor
      11)   Doublê de Corpo
      12)   Canção Pra Quando Você Voltar
      13)   Temporada das Flores
      14)   Melhor Pra Mim

Leoni Ao Vivo:
      01)   Temporada das Flores (apenas no DVD)
      02)   Esse Outro Mundo (apenas no DVD)
      03)   As Cartas Que Eu Não Mando
      04)   Doublê De Corpo (apenas no DVD)
      05)   50 Receitas
      06)   Só Pro Meu Prazer (apenas no DVD)
      07)   Como Eu Quero
      08)   Falando de Amor
      09)   Lágrimas e Chuva (apenas no DVD)
      10)   Fotografia
      11)   40 Dias no Espaço
      12)   Fixação (apenas no DVD)
      13)   Canção Pra Quando Você Voltar
      14)   Por Que Não Eu?
      15)   Nosferatu (apenas no DVD)
      16)   Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor) / Conspiração Internacional
      17)   Garotos II
      18)   Carro e Grana / A Fórmula do Amor
      19)   Educação Sentimental (apenas no DVD)
      20)   Os Outros
      21)   Exagerado
      22)   Melhor Pra Mim (apenas no CD)

sábado, 1 de março de 2014

Ex-integrantes: brigas que resultam em saídas dramáticas

Por Rafael Menegueti

Não é mais nenhuma novidade ouvir falar que determinado integrante de determinada banda está abandonando o barco. Pelo menos uma vez por semana sai uma nóticia desse tipo. O fato é que o ramo da música é igual a todos os outros. O que resulta em ciclos que tem começo, meio e fim. Mas às vezes ouvimos historias de situações que não são simples mudanças de formação, são inícios de verdadeiras novelas mexicanas, com direito a trocas de farpas, acusações e até mesmo brigas na justiça. Sem mais enrolação, veja agora alguns casos que me chamaram a atenção:

Dave Lombardo – ex-baterista do Slayer


Um dos fundadores de uma das maiores bandas de thrash metal do mundo, o Slayer, e um dos melhores bateristas do gênero. Quando deixou o grupo pela primeira vez, em 92, já havia criado problemas com os outros membros. Voltou em 2002, e ficou até o começo do ano passado. Foi demitido após reclamar publicamente dos acordos financeiros da banda, afirmando ter recebido muito pouco por seu trabalho. Essa discussão seguiu através da imprensa e de postagens em redes sociais após sua saída. Dave ainda constantemente critica as atitudes de Kerry King e Tom Araya, que a seu ver, foram injustos com ele. As relações entre ele e os ex-companheiros foram completamente cortadas.

Annete Olson – ex-vocalista do Nightwish


Annete substituiu Tarja Turunen no Nightwish, tarefa não muito fácil devido a devoção dos fãs ao trabalho de Tarja na banda. Ela agüentou firme até meados de 2012, quando as coisas entre ela e o resto da banda começaram a ficar mais turbulentas. Em setembro, após precisar ser hospitalizada no meio da turnê norte americana, foi substituída por Elize Ryd (Amaranthe) e Alissa White-Gluz (The Agonist) em um show, em Denver. Anette se sentiu magoada com a decisão da banda de realizar a apresentação sem ela, e foi demitida após isso. Muita gente considerou o ocorrido algo muito estranho, e a situação dividiu opiniões sobre se o tecladista e líder do grupo, Tuomas Holopainen, estaria agindo errado. Atualmente, Anette se prepara para lançar seu primeiro álbum solo.

Franz Stahl e William Goldsmith – ex-guitarrista e baterista do Foo Fighters



 Dave Grohl é considerado a imagem do bom moço no rock: sempre simpático e atencioso com todos. Mas ele também passou por momentos problemáticos no Foo Fighters. Um deles foi quando ele decidiu demitir seu amigo de longa data, Franz Stahl, da banda por não se adaptar ao grupo. Franz estava a pouco mais de um ano na banda e recebeu a noticia da demissão por telefone, e não escondeu a magoa com o ocorrido em entrevista para o documentário “Back and Forth”, que contava a historia da banda. Pior ocorreu com o baterista William Goldsmith, que teve todas as suas linhas de bateria para o segundo disco da banda regravadas por Grohl sem que ele soubesse, e depois ainda foi mandado embora.




Ewout Pieters – ex-guitarrista do Delain


Ewout foi contratado no inicio de 2010 para substituir Ronald Landa, que havia deixado o grupo para iniciar um novo projeto. No entanto, em julho daquele ano, ele recebeu a noticia de que após o termino da turnê de divulgação do álbum “April Rain”, em outubro, ele estaria dispensado. O músico não pode sequer anunciar isso antes do fim de setembro, o que significa que por dois meses ele tocou com a banda já sabendo de sua demissão. Quando ele anunciou sua saída pelo facebook, ele demonstrou estar um tanto chateado com a situação. Depois, porém, ele acabou se acertando com a banda e a situação foi superada.

Scott Weiland – ex-vocalista do Stone Temple Pilots



Conhecido por seus excessos, Scott Weiland sempre foi uma figura controversa do rock. Quando o Stone Temple Pilots voltou a ativa, no entanto, parecia que as coisas iam ficar mais tranquilas. Mas não. Scott soube de sua demissão, em 2013, pela imprensa. A banda não foi muito clara sobre os motivos da saída, mas especulasse que o motivo tenha sido os abusos de álcool de Weiland. Chester Bennington, do Linkin Park, foi chamado para o seu lugar, e Scott agora move um processo contra os seus ex-companheiros.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Qual a origem dos nomes das bandas?

Por Rafael Menegueti

Sempre que uma banda concede uma entrevista existe uma pergunta que insiste em ser repetida. Tanto que muitos músicos já cansaram de explicar isso. “como surgiu o nome da banda?” Mas o fato é que muita gente ainda não sabe da origem de nomes de algumas de suas bandas favoritas. Então nada mais justo que eu mostrar aqui algumas das historias por trás de nomes de algumas bandas desse mundão afora. Confira:

The Beatles: existem varias explicações diferentes, mas a mais aceita é a de que ele foi inspirado na banda de Buddy Holly, The Crickets (grilos) virando The Beetles (besouro) e depois a grafia foi mudada para Beatles, para parecer com o som de beat (batida).

Ramones: A banda tirou o nome de um pseudônimo de Paul McCartney, Paul Ramone.

Rolling Stones: Tirada de uma música homônima de Muddy Waters.

Smashing Pumpkins: uma das varias explicações dadas por Billy Corgan seria de que o nome seria uma resposta a uma namorada de sua cidade natal que dizia que ele nunca realizaria nada na vida. Sua cidade natal, Elk Grove Village, é uma grande produtora de abóboras.

Metallica: Quando Lars Ulrich tentava criar nomes com amigos para uma fanzine de metal, esse foi um dos nomes que foi descartado.

Metallica 
Raimundos: A banda queria um nome comum e que lembrasse Ramones.

Silverchair: Existem duas versões, mas ninguém sabe ao certo qual é a verdadeira, pois os membros da banda tinham o costume de inventar mentiras nas entrevistas para zoar os repórteres. A primeira diz que era junção de dois nomes de músicas: Berlin Chair, do You Am I, e Sliver (soletrada errado), do Nirvana. Outra explicação seria que o grupo escolheu o nome juntando palavras aleatórias que eles pensaram.

Bring Me The Horizon: Foi tirado de uma fala do personagem Jack Sparrow, interpretado por Johnny Deep, no filme “Piratas do Caribe”.

As I Lay Dying: é o nome de um romance de William Faulkner, lançado em 1930.

Epica: segundo Mark Jansen, significa um lugar onde todas as respostas da vida são encontradas. Foi escolhido também por ser o nome do, à época, mais recente disco da banda Kamelot, uma das maiores influências da banda.

Epica
Led Zeppelin: foi de uma afirmação de Keith Moon, do The Who, que disse que a banda voaria como um zepelim de chumbo. A palavra “Lead” (chumbo) depois foi mudada para Led.

Delain: a banda holandesa tirou o nome do livro “Os Olhos do Dragão” de Stephen King. Delain é o nome do reino onde a historia se passa.

Delain
Lacuna Coil: Significa espiral vazia em italiano.

Dimmu Borgir: é uma expressão islandesa que significa “castelo negro”.

Iron Maiden: era um instrumento de tortura, uma caixa repleta de pregos pontiagudos que perfuravam o corpo da vítima.

Diabulus In Musica: muitos pensam que pode ser por conta do álbum do Slayer, “Diabolos In Musica”, mas na verdade a banda espanhola tirou o nome de uma música da banda compatriota Mago de Oz.

Foo Fighters: Dave Grohl teve a idéia a partir de uma expressão usada na segunda guerra para designar bolas de fogo que apareciam no céu, avistadas por pilotos. Foo seria uma alteração para a palavra feu, que significa fogo em francês.

Foo Fighters
Atreyu: A banda de metalcore tirou o nome do livro/filme “Historia Sem Fim”. Atreyu era o nome do protagonista.

Avenged Sevenfold: é uma referencia bíblica, sobre Cain, que matou o seu irmão e foi expulso e marcado para não ser morto por ninguém, quem o fizesse seria “vingado sete vezes”.

Linkin Park: uma alteração de Lincoln Park, um lugar que o vocalista Chester Bennington costumava passar em Santa Monica.

Elis: Antes de montarem a banda, os membros dessa banda de Liechtenstein faziam parte de um grupo chamado Erben Der Schöpfung. Eles lançaram um disco chamado Twilight, mas, pouco depois, uma briga com o tecladista Oliver Folk fez com que a banda se separasse. A banda conseguiu na justiça o direito pelas músicas do disco de estréia, mas teve que mudar de nome, que ficou para Oliver. Elis era o nome do primeiro single desse disco, e virou o nome da banda.

Kings of Leon: O recém falecido avó dos três irmãos e primo que formam a banda se chamava Leon, daí a homenagem.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Anjos da Noite: Sonhos Perdidos



Por Davi Pascale

Tendo à frente o cantor Marco Sergio (filho de Sergio Reis), o grupo paulista Anjos da Noite é um dos típicos exemplos daquele conjunto que tinha de tudo para dar certo e acabou não acontecendo. Além de Marco, fazia parte da primeira formação, o guitarrista Edu Ardanuy (atualmente no Dr Sin). Na minha opinião, um dos melhores do país. Completavam o time; o guitarrista Atila Ardanuy, o baixista Paulo Mádio e o baterista Gerson Abbamonte.
Ainda não consigo entender o que aconteceu para esses caras não decolarem. O nível dos músicos era ótimo, Marco é um bom cantor, as composições eram excelentes e a sonoridade estava de acordo com a época. Seu primeiro LP foi lançado em 1989, época em que o hard rock de grupos como Europe e Bon Jovi estava em alta. E a sonoridade deles ia exatamente por esse caminho. Com refrões marcantes, as letras todas em português e arranjos marcados por excelentes riffs de guitarra, tinha de tudo para agradar os amantes do gênero. Faixas como "Eu Quero É Mais" e "Anjos da Noite" tinham de tudo para terem se tornado grandes hits. 

Aliás, é curioso pensar que na década de 80, tida como a década do rock brasileiro, não tenha existido nenhum grupo de grande expressão que fosse por esse caminho. Quem mais se aproximou disso foi o Taffo (que além do guitarrista Wander Taffo, tinha em sua formação os irmãos Busic, baterista e baixista do já citado Dr. Sin) com o álbum Rosa Branca, em 1990. O grupo do ex-Radio Taxi conseguiu emplacar "Me Dê Suas Mãos" nas rádios e dois videoclipes nas emissoras: "Olhos de Neon" e a já cita "Me Dê Suas Mãos". Mesmo assim, durou pouco. Teve ainda o Yahoo que usava influencias do hard rock em algumas canções. Chegou até a fazer versões em português para hits de bandas como Def Leppard, Aerosmith e Kiss. Mesmo assim, estavam muito mais para um grupo pop do que para um grupo hard. 
Edu Ardanuy gravou primeiro disco do grupo
A década de 80 foi a época em que o rock brasileiro teve maior expressão na mídia. Desde a explosão da Jovem Guarda que não se via um cenário tão forte, comercialmente falando. Embora seja odiada pelo pessoal mais velho, muita gente de talento surgiu nesse período. Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Lulu Santos, Lobão, Titãs, RPM... Mas como disse, ninguém com essa pegada mais hard anos 80. Curioso...
Sem o apoio da grande mídia, os músicos não conseguiam manter o projeto a todo vapor. O segundo trabalho foi lançado somente em 1997. Muito já tinha acontecido. A cena musical já tinha mudado. O hard rock tinha caído no esquecimento e o pop brasileiro ganhava uma nova linguagem. Mais do que isso, o mercado havia mudado. O vinil não existia mais. O mercado era totalmente dominado pelos CDS. E foi nesse formato que o Anjos da Noite fez seu segundo, e ultimo, álbum.
A mudança de sonoridade foi mínima. Os violões ganharam um pouco mais de destaque, mas a fórmula era praticamente a mesma. Se o debut que foi lançado quando o segmento estava em alta não aconteceu, não precisa ser um grande gênio para saber que o compact disc passou batido. Nesse disco, Edu não estava mais na banda. Da formação original, apenas Marco Sergio e Atila Ardanuy continuavam firme e forte. Eu, particularmente, acho o LP muito mais inspirado, mas não dá para dizer que o álbum seja ruim. Há ótimas faixas ali. Cada vez que escuto coisas como Luan Santana e Lepo Lepo, me lembro desses talentos perdidos por aí e fico deprimido. Acorda, Brasil!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Jon Bon Jovi – Destination Anywhere (1997)



Por Davi Pascale

Em 1997, o cantor de New Jersey, Jon Bon Jovi lançava seu segundo trabalho longe da banda. Além do CD, foi lançado um filme homônimo, inspirado nas canções do álbum. Embora contasse com alguns hits, o disco dividiu a opinião dos fãs.

A película teve sua estréia nos canais televisivos VH1 e MTV em 16 de Junho de 1997. Dirigido por Mark Pellington, conta a história de um jovem casal que luta contra o alcoolismo e a morte de seu filho. Embora tenha um cast de peso – com presença de artistas como Demi Moore, Kevin Bacon e Whoopi Goldberg – o filme não convence. Principalmente porque Jon Bon Jovi, embora seja um excelente cantor e compositor, é péssimo ator e escolheu um papel que pede toda uma dramaticidade que ele não tem. O rapaz vivia na época um grande assédio feminino e acreditou por alguns momentos que poderia apostar em seu visual para emplacar no cinema. Não deu certo. E olha que ele que essa não foi sua única tentativa (fracassada) de entrar no hall de estrelas de Hollywood.

Se por um lado, o filme deixava a desejar, o mesmo não podemos dizer de seu álbum. Em Destination Anywhere, sua primeira (e até agora, única) tentativa solo desde a trilha sonora de Young Guns, Jon nos entregava um álbum maduro, moderno, inspirado e sem a cara do Bon Jovi. Quando escutamos o material, não nos questionamos ‘por que gravar sozinho’. Em Young Guns até tínhamos algumas canções que poderiam fazer parte de sua banda principal – como “Blaze of Glory” e “Billy Get Your Guns”, por exemplo – mas não aqui.

Jon Bon Jovi e Demi Moore em cena do filme

Jon ousou trazendo novas referencias em seu som, como bateria programada em algumas faixas. Seu estilo de letra e seu estilo de cantar não sofreram grandes alterações, embora aqui procurasse cantar na maior parte do tempo em uma região mais baixa. Não me recordo de nenhum momento do disco onde ele ataque a voz lá em cima como fez em canções como “Always” e “I´ll Be There For You”. Mesmo assim, seu trabalho vocal não está longe daquilo que esperamos dele.

Justamente por essa mudança de postura – que acabava deixando as faixas menos alegres – os fãs mais antigos não compreenderam o material. Diziam que era chato, sem sal. Nem um, nem outro. Considero um dos últimos grandes discos feitos pelo rapaz. Muitos insistem em olhar com um certo desdém justamente por não ter a cara do Bon Jovi. Mas, acredito que se for para fazer sozinho, que seja exatamente isso. Caso contrário, qual a lógica?

Mesmo com muitos torcendo o nariz, não dá para dizer que foi um fracasso comercial. Faixas como “Janie, Don´t You Take Your Love to Town” e “Midnight in Chelsea” tocaram bastante nas rádios e o álbum chegou a ganhar até uma edição especial. Para mim, os grandes destaques, entretanto, ficam por conta de “Queen of New Orleans”, “Ugly”, “Everyword Was a Piece Of My Heart”, “Destination Anywhere” e “Naked”.

Cantor durante apresentação no Rio de Janeiro

John Bongiovi chegou a fazer uma turnê para divulgar seu novo material. O setlist misturava canções de seus dois trabalhos solo com algumas faixas do grupo que o tornou famoso. Na sua banda de apoio, estavam o baixista Hugh Mcdonald e o guitarrista Bobby Bandiera (que está atualmente no Bon Jovi junto com Phil X, ambos tentando substituir Richie Sambora). Nessa mesma época, o cantor passou pela quarta vez ao Brasil para uma apresentação acústica no Hard Rock Café (Rio de Janeiro) e algumas participações televisivas, entre elas a catastrófica performance do músico no extinto Programa Livre. A arrogância do cantor fez com que o mesmo perdesse vários fãs na ocasião.

Não demoraria muito e o Bon Jovi retornaria à ativa lançando a (excelente) faixa “Real Life” como trilha de Ed TV e, logo em seguida, o (ótimo) Crush. Os últimos momentos realmente mágicos. De lá para cá, a banda lançou alguns trabalhos bons (como Bounce e The Circle), mas nunca mais com o brilho de outrora. E agora, sem Richie Sambora, acho ainda mais difícil se reerguerem. Realmente uma pena.

Faixas:
      01)   Queen of New Orleans
      02)   Janie, Don´t You Take Your Love to Town
      03)   Midnight In Chelsea
      04)   Ugly
      05)   Staring At Your Window With a Suitcaise In My Hand
      06)   Everyword Was a Piece of My Heart
      07)   It´s Just Me 
      08)   Destination Anywhere
      09)   Learning How to Fall
      10)   Naked
      11)   Little City
      12)   August 7, 4:15

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Van Canto – Dawn of the Brave

Por Rafael Menegueti

Van Canto - Dawn of the Brave
Há algumas semanas eu falei sobre o Van Canto, a banda que promove o metal a capella como seu grande diferencial. Eles estavam para lançar o seu quinto álbum de estúdio, “Dawn of the Brave”. Com o disco já lançado, nada mais justo do que dar o feedback sobre ele.

Confesso que no começo não me empolguei. As primeiras faixas pareciam muito com as coisas antigas que eles já haviam lançado. Apenas em “Badaboom”, quarta faixa do disco, eu ouvi algo que me prendeu a atenção. E essa é o primeiro single, logo já era de se esperar isso. De resto, a banda não mostra nenhum tipo de evolução na formula. Talvez por ser uma banda focada em percussão e vozes, não seja mesmo possível inovar tanto quanto se eles fizessem uso de instrumentos convencionais.

No meio do disco as coisas ficam melhores. “Steel Breaker” e “The Awakening” são faixas empolgantes e elevam o álbum em vários aspectos. Os vocais de Inga Scharf nessas faixas merece destaque. “The Other Ones”, uma faixa que segue bem a linha do power metal, é outra faixa bastante agradável. Nessas músicas podemos ouvir um pouco mais de inspiração nas composições, em relação às primeiras.

Um fato interessante é que a banda convidou um grupo de 200 fãs para fazer parte de um coral em algumas faixas. Isso deu uma incrementada no som da banda, já que o coral deu mais volume ao som da banda, e ampliou o alcance das faixas, que ficaram mais atmosféricas do que o normal. Talvez esse seja o único grande diferencial em “Dawn of the Brave”.


E ainda tem as tradicionais covers, que pra muitos são o principal atrativo da banda.
“The Final Countdown”, do Europe, pode até ser manjada, mas é um clássico que todos amamos e não pode ser ignorada só por isso. Na versão do Van Canto ela ficou excelente. Há também as versões de “Holding Out for A Hero”, de Bonnie Tyler, numa impressionante versão metaleira, e “Into the West”, de Annie Lennox, numa versão comandada por Inga e que, segundo alguns fãs, seria melhor que a original. Alem do encerramento com mais um grande clássico na versão Van Canto: “Paranoid”, do Black Sabbath, que ficou interessante e divertida.

Contudo, é possível dizer que “Dawn of the Brave” não é um disco inovador na carreira do Van Canto, nem mesmo um disco que mostre uma grande evolução da banda. Mas ele serve pra mostrar mais uma vez uma idéia interessante e bem sucedida desse grupo alemão. O metal a capella do Van Canto continua com seu espaço garantido na minha coleção e no meu CD player.

Nota: 6,5/10
Status: Divertido

Faixas:

01. Dawn of the Brave
02. Fight For Your Life
03. To the Mountains
04. Badaboom
05. The Final Countdown
06. Steel Breaker
07. The Awakening
08. The Other Ones
09. Holding Out For A Hero
10. Unholy
11. My Utopia
12. Into the West
13. Paranoid