quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sonata Arctica – Stones Grow Her Name (2012)

Por Rafael Menegueti
Sonata Arctica - Stones Grow Her Name
Esse é o álbum mais recente da banda de power metal finlandesa, lançado em 2012, e também um dos mais interessantes musicalmente. Isso porque a banda usa uma abordagem bem moderna em suas músicas. A proximidade com o rock mais tradicional nunca esteve tão forte como nesse álbum. E isso pessoalmente me agradou bastante.

Tenho o Sonata Arctica como uma das bandas musicalmente mais criativas desse cenário do power metal europeu. Eles lançam excelentes trabalhos e parecem melhorar a cada novo disco. “Stones Grow Her Name” é o sétimo disco da banda, que já tem um novo lançamento, “Pariah’s Child”, engatilhado para o fim de março.

Embora alguns fãs tenham criticado a sonoridade mais “popular” do disco, eu não vejo isso como um problema. O single “I Have A Right” é uma música cativante e pesada ao mesmo tempo, e sua letra é absolutamente tocante. “Losing My Insanity” é outra faixa que tem peso e prende a atenção do começo ao fim. Outra faixa interessante é “Cinderblox”, que conta com o som de um banjo junto dos outros instrumentos. A baladinha do disco fica por conta da ótima “Don’t Be Mean”. Já a faixa “Alone In Heaven” possui uma levada bem rock n’ roll e intensa, cheia de melodia.

Alias, melodia é o que não falta em “Stones Grow Her Name”, e as performances de Tony Kakko nos vocais são fortes e bem dosadas nas partes pesadas e nas mais leves, acentuado ainda mais essas características. Os teclados de Henrik Klingenberg também fazem um ótimo trabalho criando elementos mais modernos à sonoridade das músicas, ao usar mais sons sintetizados em alguns trechos. Esse disco também marca a ultima aparição do baixista e membro fundador Marko Paasikoski, que saiu no ano passado.
 
Os membros do Sonata Arctica
O disco ainda conta com a participação de Timo Kotipelto, do Stratovarius, fazendo backing vocals em varias faixas. Alem do violinista Peeka Kuusisto e do saxofonista Sakari Kukko.

O disco encerra com as ótimas (e longas) faixas “Wildfire Part II” e “Wildfire Part III”, dando o toque épico que um bom disco de power metal precisa ter. Se você é um fã desse tipo de som, a abordagem abrangente do Sonata Arctica é um prato cheio. E Ainda será possível para os fãs brasileiros conferir os caras ao vivo, pois a banda se apresenta no país em março, apenas alguns dias antes do lançamento do novo álbum. Ótima oportunidade de ver algumas dessas faixas ao vivo, e que sabe conhecer um pouco mais do novo trabalho, e dos antigos, da banda.

Nota: 9/10
Status: Inspirador

Faixas:
1. Only The Broken Hearts (Make You Beautiful)
2. Shitload Of Money
3. Losing My Insanity
4. Somewhere Close To You
5. I Have A Right
6. Alone In Heaven
7. The Day
8. Cinderblox
9. Don’t Be Mean
10. Wildfire, Part:II - One With The Mountain
11. Wildfire, Part:III - wildfire Town, Population: 0

12. Tonight I Dance Alone (Limited Edition Bonus Track)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Camisa de Vênus – Viva (1986):





Por Davi Pascale

Hoje resolvi escrever sobre um LP que ouvi bastante na época em que estava descobrindo o rock nacional. Ainda era criança (sim, meu pai me deixava ouvir, apesar dos palavrões) e lembro-me de ter ficado impressionado com a vibração do show. O Camisa de Vênus não era uma banda de excelentes músicos (eram até fraquinhos para dizer a verdade), mas era uma banda honesta em seu som e em sua atitude. Isso fazia com que os seguidores os idolatrassem, o que explica a platéia extasiada.


O Camisa sempre foi conhecido por andar na contramão e em seu primeiro disco ao vivo, não foi diferente. Enquanto vários artistas entram em estúdio para corrigirem os erros do show que pretendem lançar, o grupo de Marcelo Nova fez exatamente o oposto. Pegaram a gravação nua a crua e prensaram no LP. Está tudo aqui. Os berros dos fãs, as microfonias, os erros, os diálogos improvisados de marceleza.


O grupo sempre causou incômodo. Sempre sofreu nas mãos da censura. Nessa época ainda existia censura nas rádios. Artistas como RPM, Blitz, Leo Jaime e o próprio Camisa de Vênus tiveram musicas vetadas das estações de rádio. No final dos anos 80, algumas estações começaram a tocar algumas musicas com um som de buzina nas partes mais cabeludas. Lembro de ter escutado uma versão de “Filha da Puta’ do Ultraje a rigor nas rádios com a famosa buzina (quem tiver curiosidade em ouvir, essa versão foi incluída na coletânea E-Collection: Sucessos + Raridades), O Camisa realmente não me recordo de ter escutado algo do tipo. 


Cansado de sofrer nas mãos dos Censores, o grupo decidiu colocar o LP nas lojas sem passar pelo crivo da Censura. Não demorou muito e a Policia Federal recolheu todos os discos das lojas. Entretanto, a banda saiu no lucro. Quando recolheram os discos, o vinil havia vendido 40.000 cópias. Depois que retornou às lojas passou rapidamente para 180.000 cópias. Todo mundo queria saber o que havia de tão especial para causar tanto estardalhaço. O disco voltou às lojas, mas é claro que foi censurado. 8 das 10 faixas tiveram sua execução proibida nas rádios e televisão. E o aviso vinha estampado na capa do disco. Essa era a arma da censura. Os principais meios de divulgação eram radio e TV. Não existia internet nessa época. Acreditavam que com isso, matariam o produto, mas dessa vez o tiro saiu pela culatra. Ainda bem, sempre achei censura um atraso de vida...

Vinil foi recolhido das lojas pela Policia Federal e teve 8 faixas censuradas
 
O Camisa de Vênus era um grupo irreverente, mas não é aquela irreverência sutil (embora genial) do Mamonas Assassinas, eram muito mais ásperos. Falavam o que vinha na cabeça. Nas letras, não tinha aquele receio de ‘não vou escrever tal expressão porque pode desagradar’. Era o famoso ame ou odeie. Eles cantavam os palavrões mais inescrupulosos uma década antes do Raimundos e do Velhas Virgens. O mais engraçado de tudo é que mesmo hoje em uma época em que todo mundo se paga de liberal (embora eu acredite que, no fundo, poucos sejam), os caras ainda incomodam. Adquiri o CD desse álbum recentemente (já tinha o LP mas queria ter um compact disc para ouvir no carro) e fiquei embasbacado quando reparei que a gravadora cortou várias falas do Marcelo Nova. Inclusive a histórica ‘homenagem’ ao Dia Internacional das Mulheres antes de “Silvia”. Um dos momentos mais lembrados entre seus fãs. Sem contar que eles alteraram a ordem das faixas e deixaram "Rotina" de fora. Atitudes, no mínimo, embaraçosa. 


Sendo assim, recomendo que você que está lendo esse texto e que não conhece o registro que, por favor, vá atrás do LP. O registro é histórico. A adrenalina dos músicos estava a mil, assim como a da platéia. O Camisa trazia tudo aquilo que um bom grupo de rock deveria trazer: som alto, atitude, garra e personalidade. As versões de “My Way”, “Silvia”, “Hoje”, “Bete Morreu”, “Eu Não Matei Joana D´Arc” e “O Adventista” são insuperáveis. Gravado no Caiçara Music Hall de Santos, em 8 de Março de 1986, é o trabalho definitivo do grupo baiano. Sem duvidas, um disco que merece ser redescoberto pela nova geração. Quem sabe não inspira alguns garotos a pegarem uma guitarra e criarem grupos de rock com um pouquinho mais de atitude do que vem sendo hoje?


Faixas:

01) Eu Não Matei Joana D´Arc
02) Hoje
03) Homem Forte
04) Solução Final
05) Rotina
06) My Way
07) Bete Morreu
08) Silvia
09) Metastase
10) O Adventista

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Coisas que irritam qualquer fã de rock!

Por Rafael Menegueti

- Você descobre uma banda excelente, que não conhecia antes, pela internet e quando vai saber mais sobre eles descobre que a banda acabou de passar pela sua cidade, e você perdeu.

- Você compra o disco e quando abre a caixinha do CD, os dentes que seguram ele estão quebrados e o CD cai no chão.
"Ah não, de novo..."
- E se ele for um Digipack? O trabalho que você tem pra evitar que aquela embalagem de papelão se danifique.

- Você espera um tempão pelo lançamento daquele disco, você compra e, algum tempo depois, a banda lança uma edição Deluxe, com vários bônus ou até um DVD.

- Você vai ao show e tem aquela garota sem noção que quer ficar no ombro do namorado, só pra aparecer, e atrapalha a visão de todo mundo atrás dela...

- E quando a baqueta do baterista quase vem pra você. As vezes ele joga e ela chega a bater na sua mão, mas você deixa escapar...

- duas palavras: INGRESSOS ESGOTADOS!


- A insistência de alguns vocalistas (quase todos na verdade) em querer saber “qual lado da platéia grita mais alto”. Dane-se, a gente quer ver vocês tocarem!!!

- A música é excelente no disco, mas a edição para rádio (ou “single version”) corta todas as partes boas, e diminui o refrão.

- Aqueles chatos que insistem em confundir o “eu não gosto” com o “isso é uma bosta”. Daí começa a briga de fãs...

- Aquelas pessoas que não conhecem o metal, mas já assumem que “é coisa do capeta”...

- As camisetas de banda que vão desbotando depois de algumas lavadas.

- “Você não vai cortar esse cabelo? Parece uma menina...”
"Menina é? Eu te mostro..."
- “Ei, você que manja de rock, fala aí, NxZero é muito bom né?”

- E principalmente: os chatos que acham que só porque você gosta de rock, você obrigatoriamente odeia tudo que não seja isso e, quando começa a tocar alguma outra coisa, vem te provocar com o clássico “aposto que você está adorando”...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sammy Hagar & Friends: Deluxe Edition (CD + DVD)



Por Davi Pascale

Sammy Hagar está de volta com mais um grande álbum. Normalmente nesses projetos realizados com amigos é comum o artista regravar suas antigas canções ou gravar um álbum de covers. No caso do red rocker, o músico optou por fazer uma mistura de faixas inéditas com composições de outros artistas. Entre os músicos convidados estão nomes do porte de Taj Mahal, Nancy Wilson (Heart), Joe Satriani, Michael Anthony (Van Halen), Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e Kid Rock.

O disco não tem uma sonoridade única. Há diversas referências. Blues (“Winding Down”), música hawaiiana (“All We Need Is an Iland”), rock n roll setentista (“Not Goin´ Down”)... Entretanto, não há nada que faça o fã pensar “o que deu na cabeça desse cara para gravar isso?”. Bem... Na verdade, há uma música que deixará os mais radicais de cabelos em pé. Pelo menos até ouvirem a versão final. A versão de “Personal Jesus” do Depeche Mode. Essa talvez seja a única faixa que possa deixar seus seguidores inconformados. Mas não se preocupem, Sammy não fez um álbum eletrônico. Na verdade, ele transformou o hit oitentista em uma faixa de rock n roll. E deu certo! Aposto que vocês nunca imaginariam ouvir Michael Anthony, Chad Smith e Neal Schon (Journey) tocando Depeche Mode, certo? Bem... Aqui está a oportunidade.

Os outros covers são “Rambin´ Gamblin´ Man” de Bob Seger, “Margaritaville” de Jimmy Buffet e o clássico do blues “Going Down”, imortalizado na voz de Freddie King. Agora o melhor momento blues do disco é realmente a faixa de abertura “Winding Down” que traz um dueto de Sammy com Taj Mahal. Simplesmente matadora! Arranjo simples, mas empolgante. Os outros grandes momentos ficam por conta de “Not Going Down”, que nos remete aos seus tempos de Montrose, e a faixa “Father Sun”. Nesta edição deluxe há ainda uma excelente versão de “Space Station #5”, gravado em um show realizado em homenagem ao falecido guitarrista Ronnie Montrose. Nessa apresentação, Ronnie foi substituído por Joe Satriani, parceiro de Sammy no Chickenfoot.

Músico junta time de peso em álbum inspirado

A faixa ao vivo não é o único bônus da deluxe edition. Há ainda um DVD de aproximadamente 1 hora de duração que conta com cenas de bastidores, o (ótimo) clipe de “Knockdown Dragout”, além de um vídeo com comentários faixa-a-faixa. Essa idéia de ficarem falando sobre todas as musicas do disco, costumo achar meio cansativo, mas aqui foi legal de assistir. Sammy Hagar nunca foi prepotente e acaba fazendo algumas declarações divertidas. Além disso, há depoimentos do produtor do álbum e de outros músicos que participaram da gravação, intercalados com os de Sammy. Tal atitude nos dá uma sensação de estar assistindo um mini-documentário, o que torna o vídeo mais atraente.

Samuel Roy Hagar encontra-se com 66 anos de idade. É incrível ver como sua voz ainda continua forte. De todos os vocalistas de rock n roll que já passaram dos 60 anos, os únicos que me recordo e ainda estão com uma voz incrivelmente potente são Steven Tyler e ele. A energia do cara não se esgota. No vídeo, há imagens dele participando de corridas de stock car, brincando com outros músicos nos bastidores, correndo no palco de um lado para o outro. Pelo visto, ainda tem muita lenha para queimar. Só espero que antes de parar, resolva fazer uma apresentação no Brasil. Esse é um artista que gostaria de assistir.

Nota: 08/10
Status: Diversificado e inspirado

Faixas:
      01)   Winding Down
      02)   Not Going Down
      03)   Personal Jesus
      04)   Father Sun
      05)   Knockdown Dragout
      06)   Ramblin´ Gamblin´ Man
      07)   Bad on Fords And Chevrolets
      08)   Margaritaville
      09)   All We Need Is An Island
      10)   Going Down

      11)   Space Station #5 (Bonus Deluxe Edition)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sebastian Bach – Abachalypse Now (CD + DVD)



Por Davi Pascale

E eis que Sebastian Bach solta mais um registro ao vivo.  Se os fãs do Skid Row ainda aguardam por um registro de uma apresentação (seja com Sebastian Bach, seja com Johnny Solinger), o cara já está em seu terceiro.  Logo que se lançou solo, colocou nas lojas o CD Bring ´Em Bach Alive, antes mesmo de um álbum de inéditas. Em 2004, lançou o DVD Forever Wild e agora lança esse Abachalypse Now.

Vejo dois grandes problemas aí. O primeiro é que da época de Bring ´Em Bach Alive (lançado originalmente em 1999) até os dias atuais ele lançou apenas dois trabalhos autorais (isso se não contarmos o Frameshift e o The Last Hard Men, é claro). Ou seja, muito material ao vivo em pouco tempo. E o segundo grande problema é que mesmo tendo lançado dois excelentes discos solo (Angel Down e Kickind And Screaming) o cara ainda foca seu repertório nos tempos do Skid Row. Já passou da hora de inverter o jogo. Se ele quiser conquistar seu espaço como artista solo e parar de ser citado toda hora como ex-vocalista do Skid Row, irá precisar investir mais no seu próprio material. 3 ou 4 músicas de sua ex-banda já estaria de bom tamanho. Caso contrário, seria melhor voltar para a mesma. Ou não...

Como assim? Sejamos francos. Embora seja um bom cantor, o rapaz nunca conseguiu interpretar as músicas de sua antiga banda da maneira como foram concebidas. Nunca cantou no tom do disco e nunca fez os gritos que fazia no CD. Nem nos tempos de sua juventude, nem agora. Lembro que assisti o Skid Row em 1996 e voltei para casa frustrado com a performance do cantor. E a situação não mudou muito. O assisti novamente junto com o Guns n Roses em 2010, já como artista solo, achei a apresentação boa, mas ainda distante dos trabalhos de estúdio. Acompanhei, depois disso, a transmissão do Rock in Rio e achei horrível. Ou seja, ele varia de ruim para bom. Enquanto que em estúdio faz um trabalho matador. O trabalho vocal que fez no álbum Slave To The Grind ainda impressiona.

Nesse pacote temos três shows diferentes: Hellfest, Nokia e Graspop. Ambas gravadas em 2012. As duas primeiras também foram registradas em CD. Por conta disso, o áudio foi refeito em estúdio. É comum os artistas entrarem em estúdio para corrigirem os erros, antes de lançarem o produto no mercado. E o cara fez isso. E o problema é que é nítido. Quando assistimos aos vídeos desses shows em especial, flagramos vários momentos onde ele fecha a boca e a voz continua saindo. Não sei o que você leitor pensa disso, mas esse tipo de situação costuma me desanimar um pouco. O show do Graspop está apenas no DVD e é o único a contar com o áudio original da apresentação. É onde podemos ver o quanto ele realmente está cantando. Se Sebastian, por um lado não faz feio, por outro também não impressiona. Manda muito bem nas poucas musicas de seus discos solo e deixa a desejar nas musicas do Skid Row. Essa é a impressão que fica assistindo ao unico registro sem gambiarra.

Sebastian Bach ainda vive na sombra do Skid Row

Resumindo. As músicas são boas, a banda é boa, a qualidade de imagem é boa, a qualidade de áudio é boa, a presença de palco dele é espetacular. Sem contar que o cara tem um carisma inacreditável. Entretanto, tem que parar de viver do passado. Sebastian Bach é um dos poucos artistas dessa época que continua nos entregando álbuns incríveis com canções memoráveis. Por que não se aproveitar disso? Por que não começar um segundo capítulo da historia no lugar de ficar revivendo tempos antigos? Ele ainda é muito novo para isso. Um trabalho divertido, mas sem muita razão de ser...

Nota: 07/10
Status: Divertido

Faixas:

- Hellfest:
Slave To The Grind
Kicking & Screaming
Here I Am
Big Guns
Piece Of Me
18 & Life
American Metalhead
Monkey Business
I Remember You
Youth Gone Wild

- Nokia:
Big Guns
(Love Is) a Bitching
Piece of Me
18 & Life
American Metalhead
Monkey Business
I Remember You
TunnelVision
Youth Gone Wild

- Graspop:
Kickin and Screaming
Dirty Power
Here I Am
Big Guns
18 & Life
American Metalhead
Monkey Business
I Remember You

TunnelVision

sábado, 15 de fevereiro de 2014

5 casais famosos do rock!

por Rafael Menegueti

Ontem foi comemorado em muitos países o “valentines day”, a versão gringa do dia dos namorados. Pra aproveitar essa deixa, vou deixar de lado as discussões e analises musicais pra fazer um post um pouco mais, digamos, “coluna social” (ou fofoca, se preferir). Isso para mostrar pra vocês cinco casais famosos do universo do rock e metal.

Cristina Scabbia (Lacuna Coil) e Jim Root (Slipknot, Stone Sour)


Os dois começaram a namorar em 2006. antes, Cristina namorava o seu companheiro de banda Marco Zelati, com quem rompeu em 2004. Ficaram noivos há alguns anos (não encontrei informações sobre se eles se casaram), e é comum Cristina acompanhar Jim em suas turnês.

Simone Simons (Epica) e Oliver Palotai (Kamelot)


Depois que Simone terminou seu relacionamento com o líder de sua banda, Mark Jansen, ela engatou um relacionamento com Oliver Palotai, da banda Kamelot. Os dois são bastante reservados quanto a sua vida pessoal. Ano passado, Simone e Oliver tiveram seu primeiro filho, Vincent.

Liv Kristine (Leaves’ Eyes, Ex-Theatre of Tragedy) e Alexander Krull (Atrocity, Leaves’ Eyes)


Esses são um casal de longa data, casados há onze anos e com um filho, Leon Alexander. Os dois seguem o mesmo estilo de vida, são vegetarianos e Alexander ainda produz a carreira solo de Liv.

Chad Kroeger (Nickelback) e Avril Lavigne


Esses dois se conheceram por conta de uma parceria musical. Os dois trabalharam juntos compondo músicas para o mais recente álbum da cantora, e se apaixonaram. Acabaram se casando no fim do ano passado. Recentemente revelaram o desejo de terem um filho juntos.

Gavin Rossdale (Bush) e Gwen Stefani (No Doubt)



O romance desses dois também é antigo. Gavin e Gwen são casados desde 2002. em 2004 uma crise no relacionamento ocorreu quando foi descoberto que Gavin tinha uma filha de um relacionamento anterior. Mas eles superaram esse problema e continuam firmes desde então. Recentemente o casal anunciou que Gwen está grávida do terceiro filho do casal.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Angra: Angels Cry 20th Anniversary Tour DVD


Por Davi Pascale

Acaba de chegar às lojas o segundo DVD ao vivo do Angra. Na minha opinião, uma das melhores bandas de heavy metal do Brasil. Para mim, os grupos que estão no mesmo nível (embora não pertençam à mesma vertente) são o Dr. Sin, o Sepultura e o Korzus. Os caras fizeram vários discos de altíssimo nível (tudo bem, os dois últimos foram menos inspirados, concordo), possuem excelentes instrumentistas e conseguiram conquistar uma legião de fãs bem fiéis. Perfeito, não é? Bem, nem tanto!

Os músicos sempre tiveram dificuldade em manter uma formação estável. E as saídas são sempre polêmicas, o que faz com que algumas pessoas criem uma certa antipatia com os rapazes. Muitos questionam sobre uma possível volta do Andre Matos ao Angra. Sei que irão me crucificar, mas depois do que vi nas ultimas apresentações dele, torço para que não ocorra. André não consegue mais atingir varias notas que atingia e os falsetes dele estão cada vez piores, muitos simplesmente não saem. Tendo em vista, tudo o que ele construiu com os rapazes, é melhor que não retorne, senão irá frustrar. Tenho enorme respeito pelo Andre, mas ele não atravessa uma boa fase.

Fabio Lione, por outro lado, é um dos grandes vocalistas da cena metal atual. Sempre me chamou a atenção. Tanto no Rhapsody quanto no Vision Divine. E, certamente, é o melhor cantor que já passou pelo Angra. A maioria das notas que Andre e Edu faziam no falsete, Lione faz no gogó. São pouquíssimas as vezes que recorre ao recurso. A versão de “Nothing To Say”, por exemplo, ficou matadora. Sem contar que ele tem um domínio vocal muito superior. Sem duvidas, uma escolha acertada. Espero que continue na banda.

O setlist é bem dosado e passa por todos os discos. Eu, particularmente, gostaria de ter escutado algumas coisas que ficaram de fora como “Streets of Tomorrow”, “Metal Icarus” e “Angels And Demons”, mas não dá para dizer que é um repertório fraco. Longe disso! Em relação aos músicos, a banda está bem entrosada. Ricardo Confessori, que costuma ser massacrado por muitos seguidores, fez uma bela performance. Falar que Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt são grandes guitarristas é chover no molhado, então não perderei meu tempo.

Tarja Turunen deu aula de interpretação em "Stand Away"

Como se não bastasse a atuação de Fabio Lione, os caras trouxeram algumas participações especiais muito interessantes. Almicar Christofaro, conhecido por seu trabalho no Torture Squad, interpretou “Evil Warning”. Embora esteja acostumado com um estilo distinto, o rapaz se saiu bem. De brasileiro, teve também a participação (dispensável) da Familia Lima. Não acrescentaram nada. Nem pra mais, nem pra menos. Poderiam ter utilizado um sampler que daria no mesmo. O mais legal, contudo, são as atrações internacionais. A musa Tarja Turunen cantou duas faixas: “Stand Away” (onde brilhou com uma performance impecável e capaz de deixar os ex-vocalistas envergonhados – e olha que os caras são bons) e “Wuthering Heights”. Essa ultima, achei a parte vocal razoável. A moça se saiu bem, mas achei a linha operística de Lione estranha. No hit de Kate Bush tivemos ainda outra participação especialíssima: o grande guitarrista Uli Jon Roth. Outro que dispensa comentários. Se você nunca ouviu esse cara tocar, apenas duas palavras: corra atrás!

Gravado numa noite inspirada, em um HSBC lotado e com uma platéia empolgada, o item se faz necessário na coleção de qualquer fã que se preze. Com uma bonita embalagem, extras interessantes (embora curtos) e excelente qualidade de gravação, o DVD tem de tudo para agradar seus seguidores. Quanto ao Angra, espero que eles consigam dar a volta por cima e consigam estabilizar a formação. Torço para que voltem ao topo!

Nota: 08/10
Status: Empolgante!

Faixas:
      01)   Angel´s Cry
      02)   Nothing to Say
      03)   Waiting Silence
      04)   Lisbon
      05)   Time
      06)   Millenium Sun
      07)   Winds of Destination
      08)   Gentle Change
      09)   The Voice Commanding You
      10)   Late Redemption
      11)   Reaching Horizons
      12)   A Monster In Her Eyes
      13)   No Pain For The Dead
      14)   Stand Away
      15)   Wuthering Heights
      16)   Evil Warning
      17)   Unfinished Allegro/Carry On
      18)   Rebirth
      19)   In Excelsis/Nova Era
      20)   Gate XIII

      21)   Coroa Imperial/Caça e Caçador (Extras)