segunda-feira, 10 de abril de 2017

Reckless Love – Animal Attraction (2011):



Por Davi Pascale

Segundo álbum do Reckless Love leva o ouvinte de volta aos anos 80. Recomendado para quem gosta de roupas de oncinha, cabelos armados e letras pregando diversão. Lembra dessa época?

Esse é aquele álbum típico que se cair nas mãos de algum critico de alguma publicação de grande alcance irá malhá-lo chamando de datado, farofa, de recorrer à inúmeros clichês e blá blá blá. Agora se você coloca-lo nas mãos dos amantes de hard rock 80´s verá o rapaz pular de alegria e dizer que foi um dos melhores álbuns que ouviu nos últimos tempos.

Realmente, não se trata de uma banda criativa. É nítido que criaram o grupo para resgatar aquela sonoridade que tanta gostavam e que há um bom tempo saiu das rádios. O mais louco de tudo é que os caras conseguiram trazer atenção de volta para o estilo. Em sua terra natal, Finlândia, o disco alcançou parada Top 10.

O vocalista já é conhecidinho entre os amantes do gênero. Olli Herman é também conhecido pelo nome de H. Olliver Twisted. Foi ele quem gravou os vocais daquele que considero como o melhor álbum do Crashdiet... The Unattractive Revolution. Ainda que não alcance notas inimagináveis, fez um ótimo trabalho vocal. Construiu excelentes linhas vocais, além de ter um timbre que casa com o gênero.

Um dos grandes destaques do álbum são as guitarras de Pepe. Soube criar direitinho os riffs  e fraseados rementendo à nomes como Eddie Van Halen e Richie Sambora. Guardada as devidas proporções, é claro.

“Animal Attraction”, a faixa titulo que abre o CD deixa claro as influencias de Def Leppard. Principalmente, nos vocais de Olli. “Speedin´” conta com um ótimo refrão. Se estivéssemos na década de 80, se tornaria hit das FM´s e trilha dos comerciais Hollywood. “On The Radio” traz uma pegada bem Bon Jovi, aquela musica que torcemos para aparecer nos discos mais novos da trupe liderada por Jon Bon Jovi. Outra que levará os fãs do grupo de New Jersey à loucura é “Hot”. 

O álbum é muito bem feito. Bem gravado, bons músicos e boas melodias, mas é inevitável a sensação de ‘já ouvi isso antes’ como ocorre, por exemplo, em “Switchblade Babe”. A levada da música é bem em cima de “Too Young To Fall In Love” do Motley Crue. Linha vocal, certamente, não. Mas, riffs de guitarra e levada de bateria, certamente, sim.

É possível pegar um ou outro momento com uma pegada mais moderna, como ocorre nos elementos eletrônicos da faixa “Dance” mas, mesmo assim, não dá para dizer que estão fazendo algo atual. A pegada 80´s segue com força. Para terem uma noção, essa faixa lembra um pouco o álbum de estreia das garotas do Vanilla Ninja.

Bebendo na fonte de grupos como Def Leppard, BonJovi e Danger Danger, os garotos têm de tudo para agradar quem curte um hard rock para cima, com uma pegada comercial. É como se o Steel Panther resolvesse escrever letras “sérias”. Recomendado!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Hard nostálgico

Faixas:
      01)   Animal Attraction
      02)   Speedin´
      03)   Born to Break Your Heart
      04)   Hot
      05)   Fantasy
      06)   Dirty Dreams
      07)   Dance
      08)   Fight
      09)   Switchblade Babe
      10)   On The Radio
      11)   Coconuts 
      12)   Young n´ Crazy 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Message – Message (1995):



Por Davi Pascale

Disco resgata primeiras gravações de Richie Sambora. Ítem muito bacana para quem coleciona itens do Bon Jovi ou do guitarrista em questão.

Antes do Bon Jovi começar a dar o ar das graças nas rádios com canções como “Shot Through the Heart” e “Runaway”, seus músicos já estavam por aí rodando e tentando a vida artística. As primeiras gravações do Jon Bon Jovi atualmente são bem conhecidas, já que a série The Powerstation Years foi lançada em vários formatos, com várias capas, chegando a ser vendida até mesmo em supermercados aqui no Brasil. As primeiras gravações de Sambora, contudo, continuam voltadas ao conhecimento dos fãs mais fieis do grupo de New Jersey.

Em 1980, Dean Fasano resolveu criar uma banda. Aquela velha historia. Reuniu alguns amigos, gravou um CD por conta e foi tentar a sorte grande. A banda não durou muito. Sem um empresário influente e sem a ajuda de uma grande gravadora, a falta de grana era uma constante. Fato que fez com que não conseguissem concluir uma turnê ao lado do mega-astro Joe Cocker (haviam sido convidados para serem o opening act, ou seja, a atração de abertura) e que não conseguissem prensar mais do que 1.800 discos, que os músicos carregavam no porta-malas de seu carro tentando vender nos shows. Entre esses amigos idealistas; estavam Richie Sambora, Alec John Such (primeiro baixista do Bon Jovi) e Bruce Foster (nome muito conhecido entre os fãs do Kiss por ter gravados os teclados de “Nothin´ to Lose” no debut dos mascarados). É exatamente esse material que foi reeditado em CD, em 1995.

DISCO TRAZ AS PRIMEIRAS GRAVAÇÕES DE RICHIE SAMBORA E ALEC JOHN SUCH

Essa formação aparece em 60% do álbum. Para ser mais preciso, as 6 últimas músicas. A sonoridade do Message já era bem comercial, mas apostava em uma pegada diferente do Bon Jovi. Os teclados eram mais sutis, as guitarras eram mais na cara. Tinha uma pegada meia AOR com claras influências de Survivor, Asia e também uma forte pegada de Journey (ouça “Pessimistic Man” e tente não se lembrar do grupo de Neal Schon). Ou seja, anos 80 total.

Das músicas gravadas sem a presença da dupla que ganharia o mundo com hits como “Livin´ On a Prayer” e “You Give Love a Bad Name”, a mais forte é “She´s Gone”. Contudo, creio que para os colecionadores o que interessa sejam realmente as musicas que eles gravaram. Um momento bem curioso é “Swing” que conta com uma pegada bem blues. Ume espécie de “Lovin´ Touchin´ Squeezin´” deles... “Any Other Gir” é outra que se destaca por conta da linha vocal e de um bonito solo de Richie.

A qualidade de gravação é boa, a sonoridade da época. Fasano cantava direitinho. Sambora já mandava bem. Bruce Foster já era um musico experiente e sabia exatamente como fazer seu papel. Obviamente, não tem o mesmo nível dos trabalhos do Bon Jovi, mas era um disco bem feito e bem curioso. Sempre gostei de conhecer a origem dos músicos. Ainda que não tenha nenhum clássico perdido por aqui, a audição é bem satisfatória. Para quem curte o rock comercial dos anos 80, pode ser bem interessante. Fica a dica!

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Curioso

Faixas:
      01)   Where Were You
      02)   I Can Feel It
      03)   She´s Gone
      04)   Stories
      05)   Pessimistic Man
      06)   Swing
      07)   Lessons
      08)   It Won´t Belong
      09)   Is There Love
      10)   Any Other Girl

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Def Leppard – And There Will Be a Next Time... Live From Detroit CD + DVD (2016):



Por Davi Pascale

Def Leppard lança novo trabalho ao vivo. Material foca em sua fase clássica e mostra banda em poder de fogo.

Prestes a embarcar de volta ao Brasil, grupo britânico lança sua apresentação em Detroit, no ano passado. Embora não contenha toda a parafernália dos tempos de In The Round, In Your Face, o espetáculo é bem produzido e a banda se encontra bem afiada, conforme esperado.

Aqueles que, assim como eu, já tiveram a oportunidade de conferir o Def Leppard de perto sabem do profissionalismo dos rapazes. O instrumental é perfeito, os backings são perfeitos, o show é todo pensado e Joe Eliott sempre segurou a bronca bem. Obviamente, sua voz não tem mais a força dos tempos de “Stagefright” mas, ao julgar pelo DVD, ainda está mandando bem.

O trabalho mais recente dos garotos de Sheffield foi lançado em 2015. Ou seja, um ano antes da apresentação em questão. E não foi esquecido. Três músicas dão as caras por aqui. As ótimas “Dangerous” e “Let Go” (responsável por abrir o show) e a fraca “Man Enough”.

Como era de se esperar, vários de seus clássicos dão as caras por aqui. Caso de “Animal”, “Armageddon It”, “Rock of Ages” (reparem no inicio da musica e veja se você não se lembra de um grande hit de uma banda de punk rock californiana que também irá se apresentar nessa edição do Rock In Rio. Yes, o sampler veio daqui), “Pour Some Sugar On Me”... Claro que as baladas “Love Bites” e “Hysteria” não ficaram de fora. Algo que me deixou muito feliz foi a inclusão de "Let It Go", dos tempos de High n Dry. Sensacional!


Vivian Campbell é quem está com o visual mais debilitado, muito provavelmente por conta do câncer que enfrentou recentemente, mas continua o monstro que sempre foi quando o assunto é guitarra. Rick Savage é provavelmente o músico mais animado. Ao menos, nos palcos.

Muita gente vai reclamar dizendo que é mais do mesmo, que é burocrático, aquelas baboseiras todas que estamos cansados de ler por aí, mas a verdade é que depois que você senta no sofá e dá o play, a alegria e a nostalgia tomam conta.

Além do show, o vídeo também apresenta 5 clipes de Def Leppard. “Dangerous” e “Let Go”, dentre as canções de trabalho, são realmente as mais fortes. “We Belong” é uma balada ok, mas sem os brilhos de uma “Bringin´ On The Heartbreak” ou de uma “Have You Ever Needed Someone So Bad”. Já “Man Enough” continua me soando confusa e sem sal. Os clips são ok. Agradam, mas longe de terem o brilho dos vídeos produzidos no seu tempo auge.

Além do vídeo, o pacote traz dois CD´s com a apresentação na íntegra. O show é realmente muito bacana. Demonstra uma banda que soube envelhecer com dignidade e um repertório que sobreviveu ao tempo. Quem gosta de hard rock, quem viveu os anos 80 ou quem é fã do Def Leppard não pode deixar de conferir.  

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Fantástico

Faixas:
      01)   Let´s Go
      02)   Animal
      03)   Let It Go
      04)   Dangerous
      05)   Foolin´
      06)   Love Bites
      07)   Armaggedon It
      08)   Rock On
      09)   Man Enough
      10)   Rocket
      11)   Bringin´ on the Heartbreak
      12)   Switch 625
      13)   Hysteria
      14)   Let´s Get Rocked
      15)   Por Some Sugar On me
      16)   Rock of Ages
      17)   Photograph
      18)   Let´s Go Lyric Video*
      19)   Let´s Go Video*
      20)   Dangerous*
      21)   Man Enough*
      22)   We Belong*

      *Somente no DVD

terça-feira, 4 de abril de 2017

Rush – 2112 40th Anniversary CD + DVD (2016):



Por Davi Pascale

Álbum clássico do Rush é relançado com material bônus. Contando com a presença de faixas ao vivo, material tributo e vídeo raro, o material diverte os fãs.

2112 é o quarto disco do Rush e o terceiro a contar com as baquetas do mestre Neil Peart. Quem é fã do trio canadense, já conhece esse material de cabo a rabo. Afinal, trata-se de um clássico dos rapazes. Quem não possui um exemplar, essa é a hora. Para celebrar os 40 anos do LP, os músicos retornaram o álbum às lojas acrescido de material bônus.

Como esse disco já é bem conhecido, não vou ficar falando muito sobre ele. É um trabalho que é meio que conhecimento obrigatório. Mas foi realmente sensacional reescutar esse material. Minha faixa preferida é a que dá título ao disco. 20 minutos de som (e você achou que só o Dream Theater fazia isso, né?), mas que passam rapidinho. A construção da música é perfeita, a execução também. E, sim, a remasterização está bacana. Mas vamos falar dos bônus que é o que importa...

A galera do Rush nunca teve o costume de gravar faixas para escolher depois. Eles gravam somente o material que vai para o disco, sendo assim não espere inúmeras faixas inéditas porque isso não existe. De todo modo, o material é interessante. Temos aqui, o anuncio de rádio da época, 3 performances ao vivo também da época, além de um mini tributo ao Rush. É isso mesmo! Temos outros artistas interpretando canções do Rush aqui. E, claro, do álbum em questão. As mais bacanas foram as versões de Dave Ghrol e Taylor Hawkins (Foo Fighters) - para “Overture”, registrando o que haviam feito em sua performance no Rock n Roll Hall of Fame - a de Steven Wilson e a do Alice In Chains. Os músicos não gravaram nota por nota, mas fizeram registros dignos. Ninguém acabou com a musica dos caras...

CAPA DO DISCO ORIGINAL

Para completar o material, temos um DVD muito bacana. Não é muito longo, pouco mais de uma hora, mas bem interessante. Temos a performance de “Overture” pela trupe de Dave Grohl, uma entrevista com Billy The Kid, uma banda de hardcore, dessas com pegada comercial descarada, que foi convidada para regravar a (ótima) “A Passage to Bangkok”. E o pior que a versão não ficou ruim, não. A entrevista foi muito bacana porque os garotos demonstraram um respeito enorme à galera do Rush.

Com relação ao Rush, temos uma entrevista bem bacana com Alex Lifeson (guitarrista) e Terry Brown (produtor do disco). Juntos, relembram de varias curiosidades sobre o LP. Comentando de faixas que tocaram poucas vezes ao vivo, das gravações, da construção das músicas, da foto escolhida para contracapa, do conceito do álbum. Dura em torno de 20 minutos apenas, mas traz depoimentos curiosíssimos.

Como se não bastasse, nos brindam com 30 e poucos minutos de uma apresentação da época. Mais precisamente na Capitol Theatre. No set, consta a faixa-título do então novo álbum, 2 sons de Caress Of Steel, 2 sons de Fly By Night e um do debut. A qualidade de imagem não é espetacular, mas vale pela história e também pela qualidade da performance. Item obrigatório!

Nota: 10,0 / 10,0
Status: Obrigatório

CD 1:
Faixas:
      01)   2112:     Overture
The Temple Of Syrinx
Discovery
Presentation
Oracle: The Dream
Soliloquy
Grand Final
      02)   A Passage to Bangkok
      03)   The Twilight Zone
      04)   Lessons
      05)   Tears
      06)   Something For Nothing

CD 2:
      01)   Solar Federation
      02)   Overture – Dave Grohl, Taylor Hawkins and Nick Raskulineckz
      03)   A Passage to Bangkok – Billy Talent
      04)   The Twilight Zone – Steven Wilson
      05)   Tears – Alice In Chains
      06)   Something For Nothing – Jacob Moon
      07)   2112 – Live at Massey Hall 1976 Outtake
      08)   Something for Nothing – Live at Massey Hall 1976 Outtake
      09)   The Twilight Zone – Live 1977 Contraband
      10)   2112 1976 Radio AD

DVD:
      01)   Live At Capitol Thatre 1976:      Bastille Day
Anthem
Lakeside Park
2112
Fly By Night
In The Mood
      02)   Overture – Dave Grohl, Taylor Hawkins and Nick Raskulineckz
      03)   A Passage to Bangkok – Behind The Scenes with Billy Talent 
      04)   2112 – 40 Years Closer A Q&A with Alex Lifeson and Terry Brown

sábado, 1 de abril de 2017

Eric Clapton And Guests – Crossroads Revisited: Selections From The Crossroads Guitar Festivals (2016):



Por Davi Pascale

Melhores momentos do Crossroads Guitar Festival reúnem artistas de primeiro time e entrega álbum matador. Essencial!

Crossroads Guitar Festival é um festival organizado pelo musico Eric Clapton. O festival é beneficente. Todo o dinheiro arrecadado com os shows vão para o Crossroads Centre. Sede criada pelo próprio Clapton em Antigua (Guatemala) para ajudar no combate ao vício de drogas. Todos os músicos que se apresentam no evento são escolhidos pelo próprio guitarrista. Segundo ele, são os artistas que ele considera top e que desfrutam de seu respeito.

Na escolha dos músicos, temos artistas do country (a exemplo de Willie Nelson e Keith Urban), do rock (caso da Sheryl Crow, do Carlos Santana e do ZZ top) e, é claro do blues. Esse último é o que conta com mais adeptos. Incluindo alguns dos grandes nomes do gênero como B.B. King e Buddy Guy. Algo muito bacana é que o músico se demonstra contemporâneo e ataca no caldeirão nomes recentes como John Mayer e Gary Clark Jr. Esses já começaram a carreira com o pé direito. Ganhar um reconhecimento desse no início de seu trajetória é algo realmente invejável.



Em um álbum como esse é tarefa praticamente impossível citar um destaque. Afinal, são todos gigantes. Todos são músicos de primeiro calibre. Um momento memorável é quando Clapton junta-se ao J.J. Cale para relembrarem “After Midnight”, clássico que criaram juntos. Outro momento curioso é quando Clapton interpreta “Isn´t a Pity” do beatle George Harrison. Sem contar nos inúmeros encontros históricos que o álbum apresenta. Além do esperado encontro de Clapton com o lendário Steve Winwood, o álbum nos brinda com parcerias históricas. Temos aqui Clapton tocando junto com Santana, junto com Buddy Guy e B.B. King, B.B. King junto com Robert Cray, James Taylor junto com Joe Walsh... Já deu para sentir o drama, né?

O encarte não traz as informações sobre os músicos de apoio, mas esses caras sempre trabalharam com músicos de primeira grandeza e aqui não é diferente. A banda de apoio é, simplesmente, perfeita. Vale ressaltar que essa não é a coletânea de um único festival. Temos aqui, os melhores momentos de diferentes edições. Para ser mais específico: 2004, 2007, 2010 e 2013.

O repertório traz algumas surpresas. Não esperava ouvir Vince Gill e Keith Urban cantando “Tumbling Dice” dos Rolling Stones (ficou bem legal, por sinal), nem que uma musica do repertório da Sheryl Crow fosse escolhida, nesse caso “Our Love is Fading”. Agora, claro, não faltam clássicos do blues – como “Sweet Home Chicago”, nem clássicos de Clapton como “Crossroads”, “Layla” e “Cocaine”. O álbum é triplo, mas nem sentimos o tempo passar. As performances são inspiradas e contagiantes. A edição brasileira já está nas lojas. Se você é fã de Clapton e de guitarristas, o trabalho é indispensável!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Fantástico

Faixas:
CD 1:
    01)   Sweet Home Chicago – Eric Clapton, Robert Cray, Buddy Guy, Hubert Sumlin & Jimmie Vaughan
      02)   Rock Me Baby – Eric Clapton, Buddy Guy, B.B. King & Jimmie Vaughan
      03)   Steamroller – James Taylor with Joe Walsh
      04)   What The Cowgirls Do – Vince Gill With Jerry Douglas
      05)   After Midnight – J.J. Cale With Eric Clapton
      06)   Green Light Girl – Doyle Brhamhall II
      07)   Hell At Home – Sonny Landreth With Eric Claptgon
      08)   City Love – John Mayer
      09)   Funk #49 – Joe Walsh
      10)   Drums Of Passion – Carlos Santana with Eric Clapton
      11)   Cause We´ve Ended As Lovers – Jeff Beck
      12)   Have You Ever Loved a Woman – Eric Clapton
      13)   Layla – Eric Clapton

CD 2:
      01)   Little By Little – Susan Tedeschi with the Derek Trucks Band
      02)   Poor Johnny – The Robert Cray Band
     03)   Paying The Cost To Be The Boss – B.B. King with The Robert Cray Band, Jimmi Vaughan & Hubert Sumlin
      04)   Tulsa Time – Sheryl Crow with Vince Gill, Eric Clapton & Albert Lee
      05)   On The Road Again – Willie Nelson with Sheryl Crow, Vince Gill & Albert Lee
      06)   Isn´t a Pity – Eric Clapton
      07)   Belief – John Mayer
      08)   Mas Y Mas – Los Lobos
      09)   Big Block – Jeff Beck
      10)   Presence Of The Lord – Steve Winwood & Eric Clapton
      11)   Cocaine – Eric Clapton
      12)   Waiting For The Bus / Jesus Just Left  Chicago – ZZ Top
      13)   Don´t Owe You a Thang – Gary Clark Jr.
      14)   Bright Lights – Gary Clark Jr.

CD 3:
      01)   Our Love Is Fading – Shery Crow with Eric Clapton, Doyle Bramhall II & Gary Clark Jr.
    02)  Lay Down Sally – Vince Gill with Sheryl Crow, Keb´ Mo´, Albert Lee, James Burton & Earl Klugh
    03)   Space Captain – Derek Trucks & Susan Tedeschi Band with Warren Haynes, David Hidalgo, Cesar Rosas & Chris Stainton
      04)   Hammerhead – Jeff Beck
      05)   Five Long Years – Buddy Guy with Jonny Lang & Ronnie Wood
      06)   Hear My Train A Comin´ - Doyle Bramhal II
      07)   Dear Mr. Fantasy – Steve Winwood & Eric Clapton
     08)  Born Under a Bad Sign – Booker T with Steve Cropper, Keb´ Mo´, Blake Mills, Matt ‘Guitar’ Murphy & Albert Lee
    09)   Everyday I Have The Blues – The Albert Cray Band with B.B. King, Eric Clapton & Jimmie Vaughan
      10)   Please Come Home – Gary Clark Jr.  
      11)   Tumbling Dice – Vince Gill with Keith Urban & Albert Lee
      12)   I Shot The Sheriff – Eric Clapton
      13)   Crossroads – Eric Clapton

quarta-feira, 29 de março de 2017

Extreme – Pornograffitti Live 25: Metal Meltdown Live! At The Hard Rock Casino Las Vegas CD+DVD+Blu-ray (2016):



Por Davi Pascale

Mais um lançamento da série Metal Meltdown chega às lojas e, mais uma vez, os fãs de hard rock irão ao delírio. Dessa vez, com o Extreme celebrando 25 anos de seu álbum mais famoso. Essencial!

30 de Maio de 2015. 4 artistas de hard rock se uniram em um super evento no Hard Rock Casino em Las Vegas: Great White, Skid Row, Twisted Sister e Extreme. Aos poucos, essas apresentações estão sendo lançadas oficialmente. Já escrevi por aqui sobre o lançamento do grupo de Dee Snider, o Great White está com lançamento programado para Dezembro de 2017. Com isso, acredito que lancem o Skid Row antes. Enquanto esse dia não chega, vamos nos deliciando com esse super lançamento do Extreme.

Para os fãs brasileiros, esse DVD é mais do que um sonho. O Extreme esteve duas vezes em nosso país. Uma, no Hollywood Rock 1993, quando estavam em turnê do álbum Pornograffitti. Outra, recentemente, ao lado do Richie Kotzen, onde reviveram o tal álbum. O que temos aqui é o show que deu origem à essa turnê. Ou seja, a base do repertório é seu segundo disco.

Os músicos seguiram à risca a ordem do LP. Ou seja, começando com “Decadence Dance”, “Li´l Jack Horny”, “When I´m President”, “Get The Funk Out”, chegando ao megahit “More Than Words”. Aqui já fica evidente uma situação. Está mais bacana assistir o Extreme hoje do que no auge do sucesso. Kevin Figueiredo é muito mais músico do que Paul Geary. O vocalista Gary Cherone evoluiu bastante. Está cantando bem próximo ao álbum de estúdio.

Se na época, os críticos tiravam sarro da banda ao vivo, o mesmo não pode ser feito agora. Inclusive, os garotos de Boston parecem nutrir de um respeito na cena que eu, honestamente, não imaginava. Nos depoimentos intercalados, temos depoimentos de celebridades do mundo do rock como Steven Tyler (Aerosmith), Brian May (Queen), Tom Morello (Rage Against The Machine) e o gordinho carrancudo Eddie Trunk rasgando elogio aos rapazes,

O disco, em questão, é quase perfeito. “Money (In God We Trust)”, “It´s (a Monster)”, “Pornograffitti” e “Suzy (Wants Her All Day What)” são igualmente impactantes. Nessas músicas mais pesadas quem se destaca é o guitarrista Nuno Bittencourt demonstrando uma técnica fora do comum. O baixista Pat Badge toca com segurança suas linhas simples, mas se destaca com um ótimo trabalho nos backings.

O único som que não gosto desse disco é o jazz “When I First Kissed You”, que sempre achei sem gracinha, mas foi bacana para ver Nuno mandando ver no piano. Depois do hit “Hole Hearted”, os caras ainda mandam o petardo “Play With Me” de seu (ótimo) álbum de estreia. Embora na capa conste “Cupid´s Dead”, tudo o que temos aqui é um pequeno trecho na execução dos créditos. Não precisava constar isso na capa do disco, dando uma ideia errada aos fãs.

Nos extras, temos um documentário de mais de 90 minutos com os músicos comentando sobre a ideia de reviver o disco, a saída de Paul Geary (que aliás, traz depoimento do próprio.  Muito bacana ver a cara dele atualmente), a passagem de Mike Mangini, a chegada de Kevin, entre outras coisas mais. Muito bacana, mas as 6 musicas do documentário poderiam aparecer com um trecho apenas, já que são as mesmas versões da apresentação que consta aqui.

O formato é o mesmo do Twisted Sister. Ou seja, CD + Blu-ray + DVD. Sendo que no CD estão apenas as musicas do LP que está sendo celebrado. Para quem é fã do banda, um presente e tanto. 

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Fantástico

Faixas:
      01)   Decadence Dance
      02)   Li´l Jack Horny
      03)   When I´m President
      04)   Get The Funk Out
      05)   More Than Words
      06)   Money (In God We Trust)
      07)   It (´s a Monster)
      08)   Pornograffitti
      09)   When I First Kissed You
      10)   Suzi (Wants her All Day What)
      11)   Flight Of The Wounded Bumblebee
      12)   He-Man Woman Hater
      13)   Song For Love
      14)   Hole Hearted
      15)   Play With Me (apenas no video)
      16)   Cupid´s Dead (apenas no video)
      17)   Extra: Documentário

segunda-feira, 27 de março de 2017

Oasis – Be Here Now Deluxe Edition (2016):



Por Davi Pascale

Terceiro álbum do Oasis é relançado em edição tripla. Material foi lançado no Brasil e justifica investimento.

Be Here Now foi a grande prova do Oasis. O primeiro disco dos rapazes – Definitely Maybe – havia conseguido uma boa repercussão. O trabalho seguinte, contudo, (What´s The Story) Morning Glory?, consolidou os irmãos Gallagher como um dos grandes nomes da década de 90. Esse foi o trabalho que veio na sequencia. Precisavam demonstrar que não eram uma banda de momento, não eram uma moda passageira. E fizeram bonito...

Em seu terceiro disco, o grupo britânico mantinha suas raízes. Continuavam as melodias pops, as guitarras levemente distorcidas, a influência da psicodelia e as referencias daqueles 4 rapazes de Liverpool. Por mais que gostassem de causar nas entrevistas dizendo serem melhores do que os Beatles, a admiração era escancarada. Tanto nos arranjos, quanto nos covers que arriscavam nos shows.

A qualidade do disco foi mantida. O CD é excelente! “Do You Know What I Mean”, “Stand By Me” e “Don´t Go Away” são clássicos da banda. “All Around The World”, “Be Here Now” e “My Big Mouth” servem para comprovar o lado compositor dos garotos.

Finalmente foi lançada a tão falada Mustique Demos. Uma demo criada por Noel Gallagher durante uma viagem ao Caribe e que serviu de base para a criação do disco. O material é interessante por seu conteúdo histórico e para ver como que aquelas canções que soam tão características na voz de Liam, ficam na voz do guitarrista. O resultado é bom, mas não chega aos pés do LP oficial. As versões definitivas são melhores.


O grande creme desse relançamento é o segundo CD. Atendendo pelo nome de B-Sides & Extra Tracks, o disquinho mistura versões acústicas, versões ao vivo, inéditas, além de trazer uma nova versão do hit “Do You Know What I Mean”, criada pelo próprio Noel. Várias dessas faixas haviam sido lançadas em single da época, mas como não é todo mundo que coleciona single, principalmente aqui no Brasil onde o formato nunca foi muito popular, acaba soando impactante.

É de se lamentar a não inclusão de “Stay Young” e “My Sister Lover” no CD. Se tivesse entrado essas duas no lugar de “Magic Pie” e “Fade In-Out” teríamos um álbum perfeito. Não tenho nenhuma dúvida de que “Stay Young” seria um grande hit. A nova versão de “Do You Know What I Mean?”, na verdade uma nova mixagem com a adição de cordas, ficou interessante. Bola dentro, Noel!

Do mais, vale ficar atento na execução explosiva de “My Big Mouth” no Knebworth Park, a primeira vez que tocaram esse som ao vivo, na versão acústica de “Help” dos Beatles e em uma interessante versão de “Setting Sun” dos Chemical Brothers cantada por Noel em um programa de rádio. Divertidíssimo!

Nota: 8,5 / 10,0
Status: Excelente

Faixas:
CD 1 – Be Here Now:
      01)   Do You Know What I Mean?
      02)   My Big Mouth
      03)   Magic Pie
      04)   Stand By Me
      05)   I Hope, I Think, I Know
      06)   The Girl In The Dirty Shirt
      07)   Fade In-Out 
      08)   Don´t Go Away
      09)   Be Here Now
      10)   All Around The World
      11)   It´s Getting´ Better (Man!I)
      12)   All Around The World (Reprise)

CD 2 – B-Sides & Extra Tracks:
      01)   Stay Young
      02)   The Fame
      03)   Flashbax
      04)   (I Got The) Fever
      05)   My Sister Lover
      06)   Going Nowhere
      07)   Stand By Me (Live At Bonehead´s Outtake)
      08)   Untitled (Demo)
      09)   Help! (Live In L.A.)
      10)   Setting Sun (Live Radio Broadcast)
      11)   If We Shadows (Demo)
      12)   Don´t Go Away (Demo)
      13)   My Big Mouth (Like At Knewborth Park)
      14)   Do You Know What I Mean? (NG´s 2016 Rethink)

CD 3 – Mustique Demos:
      01)   Do You Know What I Mean?
      02)   My Big Mouth
      03)   My Sister Lover
      04)   Stand By Me
      05)   I Hope, I Think, I Know
      06)   The Girl In The Dirty Shirt
      07)   Don´t Go Away
      08)   Trip Inside (Be Here Now)
      09)   Fade In-Out
      10)   Stay Young
      11)   Angel Child
      12)   The Fame
      13)   All Around The World 
      14)   It´s Getting´ Better (Man!!)