sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Lulu Santos – Lulu & Nelsinho (2016):



Atenção: Em 2017, o Riff Virtual deixa de ser diário. A partir de agora, postarei textos às segundas, quartas e sextas. Com isso, terei mais tempo para descobrir coisas novas e também mais tempo para elaborar melhor meus textos. Obrigado pelo apoio de todos vocês!

Por Davi Pascale

Lulu resolve homenagear seu velho parceiro Nelson Motta e coloca nas lojas uma coletânea criada a partir do material que fizeram juntos. CD traz músicas atemporais e brinda seus fieis seguidores com uma canção inédita.

Quem viveu, irá se lembrar. O mesmo sucesso que hoje faz Marilia Mendonça, Anitta e Luan Santana, fez essa moçada do pop/rock nos anos 80. Na década de 80, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Marina Lima, eram nossa música popular brasileira. Eram eles quem invadiam as trilhas sonoras de novela, os programas de auditório, que lotavam ginásios. Êta época boa....

Luiz Mauricio, mais conhecido como Lulu, era considerado, ao lado de Herbert Vianna, um dos maiores hitmakers daquela geração. Cada LP que lançava, era batata, 4, 5, às vezes 6 músicas iam para as ondas das AM´s/FM´s. Nelson Motta, hoje é mais conhecido por sua coluna no Jornal da Globo, mas ajudou a carreira de inúmeros artistas, seja como produtor ou até mesmo como compositor. Ter seu nome estampado era sinônimo de qualidade garantida. Trabalhou ao lado de grandes nomes da música brasileira. Entre eles; Marisa Monte, Gal Costa, Elis Regina, Erasmo Carlos, Gulherme Arantes e, é claro, Lulu Santos. E é aí que nasce esse disco. Estão compiladas aqui as parcerias entre os dois. Ideia do próprio Lulu que depois de descobrir que seu mais fiel parceiro receberia uma homenagem no Grammy Latino, decidiu que deveria fazer algo também...

Fiquem calmos. Vocês não irão escutar Nelson Motta cantando. A ideia de ilustrá-lo na capa e utilizar seu nome no disco é apenas uma maneira de demonstrar que todo esse material selecionado teve a sua mão por trás. A ideia de focar em seu repertório acaba sendo bacana porque algumas músicas desconhecidas do grande público acabam ganhando uma segunda chance. Ok, aqueles que, como eu, possuem a discografia completa do Lulu, irão se recordar de quase todo o material presente. Entretanto, tenho certeza que uma boa parte dos fãs mais novos descobrirão musicas como “Atualmente”, “Outro Papo” e “Palestina” por aqui.

Justamente por Lulu ser um artista irrequieto, sempre buscando novos caminhos, trabalhando com diferentes sonoridades, poderia ter sido interessante essas músicas terem sido regravadas com novos arranjos, com uma pegada mais anos 2000.

Algumas músicas foram retiradas de seus discos ao vivo, caso do megahit “Como Uma Onda”, no entanto, a maior parte do repertório foi extraída de seus discos de época. Há espaços para lados B, como mencionei, mas há também grandes sucessos do músico carioca. Além de “Como Uma Onda”, outros grandes hits como “Certas Coisas”, “Tudo Azul” e “Areias Escaldantes” dão as caras por aqui. E, ah sim, há também espaço para uma música inédita...

A faixa em questão é “Tempo Em Movimento” que havia sido gravada pela cantora Luiza Possi no álbum Sobre o Amor e o Tempo. Essa, contudo, é a primeira vez que Lulu grava a canção. Uma agradável balada swingada. Agradável, mas longe de ser uma faixa essencial.

Lulu & Nelsinho serve como uma boa dose de nostalgia, uma verdadeira viagem ao tempo, para uma época mais inocente, mas incrivelmente mágica. E serve também, claro, para demonstrar o talento desses dois grandes artistas do cenário brasileiro. Para quem curte pop brasileiro, uma ótima pedida.

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Pop de qualidade

Faixas:
      01)   Tesouros da Juventude
      02)   Areais Escaldantes
      03)   Palestina
      04)   Sirigaita
      05)   Como Uma Onda (Zen Surfismo) (Ao Vivo)
      06)   Tudo
      07)   Tudo Azul
      08)   Certas Coisas
      09)   Atualmente
      10)   De Repente  
      11)   Dinossauros do Rock (Ao Vivo)
      12)   Eu Não
      13)   Pop Coração
      14)   Outro Papo
      15)   Sereia
      16)   Deusa da Ilusão
      17)   Tempo em Movimento
      18)   Sereia / De Repente Califórnia / Como Uma Onda (Zen Surfismo)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Vanguart – Muito Mais Que o Amor Ao Vivo DVD (2016):



Por Davi Pascale

Banda Vanguart lança novo DVD ao vivo. Com formação de sexteto assumida, músicos se destacam por apresentação redonda e repertório afiado.

O Vanguart é mais um daqueles grupos que gera reação de amor e ódio. Seus fãs consideram a banda o grande nome da vez. Por outro lado, temos detratores que acusam a abanda de ser sem vida, alguns insistem em dizer que são uma cópia do Los Hermanos. Na verdade, deixando os exageros de lado, o som deles é bem interessante. Fazem bastante uso de violões, com uma pegada meio indie rock, meio folk. O instrumental não tem nada a ver com o Los Hermanos, talvez a comparação seja pelo estilo vocal de Helio Flanders, naquele estilo meio murmurando. 

Conforme entrega o título do DVD, o setlist é focado em seu terceiro – e mais recente álbum – Muitos Mais Que O Amor. Dez das onze faixas do disco foram regravadas no DVD. Em seu álbum de estreia, lançado pela revista OutraCoisa, eles se diferenciavam por misturar canções em inglês, espanhol e português. Essa realidade parece estar se distanciando cada vez mais. Nenhuma faixa aqui foi gravada na linguagem do Tio Sam. Em espanhol, somente “Mi Vida Eres Tu”, de seu segundo álbum Boa Parte De Mim Vai Embora, onde o refrão é cantado em espanhol. Independente desse fator, o repertório, contudo, é muito bom.

Mesmo que você não vá muito com a cara do grupo de Marcelo Camelo, vale dar uma checada. Como disse, os arranjos não têm nada a ver. Temos aqui, um acento mais pop, harmonias mais melodiosas. Influências sentidas de Beatles, Neil Young e Bob Dylan. Tem momentos que eles me lembram um pouco o Gram. Não se deixe levar pelas comparações dos críticos e dê uma chance aos rapazes. O projeto deles é muito bem desenvolvido.

Os garotos são bons músicos, boa parte da banda é multi-instrumentista. A adição da violinista Fernanda Kostchak também fez bem ao grupo. Além de ser bonita e boa instrumentista, a moça traz uma dose extra de alegria à apresentação.

O repertório mistura canções mais alegres como “Estive” e “Mi Vida Eres Tu”, com outras mais melancólicas como “Pra Onde Eu Devo Ir” e “Demorou Pra Ser”. O baixista Reginaldo Lincoln assume a voz em algumas músicas como “Mesmo de Longe” e “... Das Lágrimas” e se sai bem. Também canta com a voz meio escorregando, no estilo loshermanoswannabe, mas se demonstra bem afinado. Além do líder Helio Flanders, quem também se destaca no show é o guitarrista David Dafré. Aliás, é impressionante como ele ficou com a cara do Dave Grohl com aquela barba kkkk Brincadeiras à parte, se demonstrou ser um bom músico. Seguro e criativo.

Quem está à procura de uma boa banda de rock brasileira com acentos comerciais, a galera do Vanguart pode ser uma boa saída. Esse DVD serve meio como uma porta de entrada também. Bem gravado, bem executado, com suas musicas mais marcantes de seus trabalhos anteriores. DVD bem agradável de assistir. Recomendado!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Afiado

Faixas:
      01)   Estive
      02)   Demorou Pra Ser
      03)   Sempre Que Eu Estou Lá
      04)   Cachaça
      05)   Eu Sei Onde Você Está
      06)   Mesmo de Longe
      07)   Nessa Cidade
      08)   O Que a Gente Podia Ser
      09)   Olha Pra Mim
      10)   Pelo Amor do Amor
      11)   O Que Seria de Nós¿
      12)   ...Das Lágrimas
      13)   Para Abrir Os Olhos
      14)   Pra Onde Eu Devo Ir¿
      15)   Meu Sol
      16)   Depressa
      17)   Se Tiver Que Ser Na Bala, Vai
      18)   Semáforo 
      19)   Mi Vida Eres Tú

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Metallica – Hardwired... To Self Destruct (2016):


Atenção: Em 2017, o Riff Virtual deixa de ser diário. A partir de agora, postarei textos às segundas, quartas e sextas. Com isso, terei mais tempo para descobrir coisas novas e também mais tempo para elaborar melhor meus textos. Obrigado pelo apoio de todos vocês!

Por Davi Pascale

Não teria disco melhor para abrir o ano de 2017. Certamente, o novo álbum do Metallica era um dos trabalhos mais aguardados de 2016 e os caras compensaram a espera.

O grupo de Lars Ulrich mudou muito no decorrer dos anos. Iniciou nos anos 80 como um forte representante do thrash bay area. Mais do que um representante, foi um dos fundadores do gênero. Os discos dessa fase são considerados clássicos da cena. Fizeram um trabalho mais heavyrock em Load, um trabalho mais experimental em Lulu... Tal atitude fez com que seus fãs se dividissem ao longo dos anos. Há quem só goste dos anos iniciais, há quem os prefira após a explosão do clássico Black Album. Aqui, devem resgatar alguns velhos fãs.

Na verdade, as palavras Metallica e polêmica sempre andaram de mãos dadas, desde muito antes de ampliarem suas referências, de caírem de pau no napster ou até mesmo de cortarem seus cabelos. Sim, isso foi um escândalo na época. Acredite se quiser, mas teve nego que mandou carta para os músicos pedindo para que deixassem seus cabelos crescerem novamente. Ah... os anos 90!!!! A primeira polêmica que me recordo, contudo, foi na época do And Justice For All! E não foi por conta das linhas de baixo inaudíveis de Jason Newsted. A razão foi que vários fãs os taxaram de traidores do movimento por terem criado um videoclipe para “One”. Parece zoeria, né? É, mas não é...

Hardwired... to Self-Destruct é uma continuação óbvia de Death Magnetic. Ou seja, os músicos buscam inspiração no passado para criarem sua nova sonoridade. Há vários riffs aqui que te recordarão do Metallica dos anos 80. “Moth Into Flame” é um ótimo exemplo. A introdução dela poderia ter sido utilizada tanto pelo Metallica quanto pelo Testament em seus 4 primeiros álbuns. Sim, a banda de Chuck Billy, se inspirava bastante no Metallica na sua fase de ouro (The LegacySouls of Black).

As velhas características do Metallica continuam dando as caras por aqui. Faixas, em sua maioria, com mais de 6 minutos de duração. Os solos de wah-wah do Kirk Hammett, as linhas criativas e eficazes de Lars Ulrich, além do vocal característico de James Hetfield. Segue tudo intacto.

O novo trabalho é duplo, mas não chega a ser tão longo quanto imaginava. São 6 músicas em cada disco. Provavelmente, não quiseram limar 1 musiquinha para conseguirem lançar um álbum simples. Tem muita gente dizendo que no segundo disco, o nível cai drasticamente. Não achei. Talvez, seja mais variado musicalmente, mas não é menos criativo e nem menos impactante.

Entre as músicas mais rápidas, vale destacar o single “Hardwired” com várias referências da fase Kill ´Em All e também a porrada “Spit Out The Bone”. Das mais cadenciadas vale prestar atenção em “ManUnkind”, deve se tornar um clássico daqui uns anos, e “Dream The Bone”, com uma linha vocal bem interessante onde James canta com voz dobrada. Não há espaço aqui para aquelas baladas FM do nível de “Mama Said” ou de “Unforgiven”, portanto as críticas dos detratores devem ser um pouco mais amenas dessa vez.

Como sou muito fã dos caras desde sempre, corri atrás da edição tripla. O que temos por aqui? O terceiro álbum começa com uma versão de estúdio de “Lords of Summer”. Uma das faixas que os músicos testaram nos concertos e que haviam vazado na net, antes do trabalho ser concluído. A música é excelente e traz Lars em um ótimo momento explorando não apenas diferentes andamentos, como fazendo uso de bumbo duplo.

Logo em seguida, entramos nos momentos dos covers. Aparecem por aqui; o bom medley do Dio, a equivocada versão de “When Blind Man Cries” (Deep Purple) – sim, está bem tocada, mas não acho que tenha a cara da banda – além de correta versão de “Remember Tomorrow” (Iron Maiden). Dos covers; o mais interessante é mesmo o medley em homenagem ao baixinho.

Para fechar a seleção final, temos 10 faixas ao vivo. A primeira vez em que executaram o novo single “Hardwired” e 9 clássicos dos primeiros anos de banda com petardos do porte de “Hit The Lights”, “Metal Militia”, “Jump In The Fire”, “Helpless” e “Creeping Death”. Apesar da voz um pouco cansada de Hetfield (ele não me parecia tão seguro nas notas mais altas), a banda estava com um puta gás e a audição é bem satisfatória. Quem cresceu assistindo Furia Metal na MTV ou ouvindo aquela caixa que vinha o EP Garage Dayz ficará emocionado. Uma verdadeira viagem no tempo

Hardwired...To Self Destruct é um discaço que compensa a longa espera de 8 anos (já que eles insistem em dizer que Lulu não é um trabalho do Metallica). Traz excelentes riffs, ótimas composições. Álbum que demonstra o porquê de terem se tornado uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos. Um dos grandes álbuns de 2016. Vale Conferir!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Excelente

Faixas:

CD 01:
      01)   Hardwired
      02)   Atlas, Rise
      03)   Now That We´re Dead
      04)   Moth Into Flame
      05)   Dream No More
      06)   Halo on Fire

CD 02:
      01)   Confusion  
      02)   ManUnkind
      03)   Here Comes Revenge
      04)   Am I Savage
      05)   Murder One
      06)   Spit Out The Bone

CD 03:
      01)   Lords of Summer
      02)   Ronnie Rising Medley
      03)   When a Blind Man Cries
      04)   Remeber Tomorrow
      05)   Helpless
      06)   Hit The Lights
      07)   The Four Horsemen
      08)   Ride The Lightning
      09)   Fade To Black
      10)   Jump In The Fire
      11)   For Whom The Bell Tolls
      12)   Creeping Death
      13)   Metal Militia 
      14)   Hardwired 

domingo, 1 de janeiro de 2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz 2017!!

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Muito obrigado à todos os leitores por mais um ano de confiança. Que o ano de 2017 seja repleto de alegria, amor e muito som. Que todos os seus sonhos se realizem. Feliz 2017!!!!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Elvis Presley – The Wonder of You (2016):



Por Davi Pascale

The Wonder of You traz clássicos do rei do rock em novas versões. Disco é continuação do bem sucedido If I Can Dream e irá agradar a imensa legião de fãs do artista.

No ano passado, foi lançado If I Can Dream, onde vários clássicos do rei ganharam uma nova roupagem com orquestração. É exatamente disso que se trata The Wonder of You. Ele é meio que um segundo volume. Inclusive a orquestra que o acompanha é a mesma, a Royal Philharmonic Orchestra. Assim como no primeiro volume, as canções não foram descaracterizadas. A que mais se distancia é “A Big Hunk O´ Love” que ganhou uma nova introdução.

Sim, as vozes são de Elvis Presley. Eles isolaram a voz do Elvis, retrabalharam os arranjos e depois misturaram tudo. Trouxeram o Elvis para os anos 2000. Talvez alguns fãs mais puristas fiquem bravos ao ler sobre, mas é certeza que aqueles que arriscarem à ouvir irão mudar de opinião. O projeto é muito bem feito e muito respeitoso.

Vale lembrar, contudo, que mais uma vez, as canções privilegiadas não são da fase rock n roll. Portanto não espere por versões modernas de “Jailhouse Rock”, “Whole Lotta Shakin´ Goin´ On”, “Tutti-Frutti” ou “Blue Suede Shoes”. O enfoque aqui são as canções românticas e seu repertório gospel.

Por conta da tecnologia de hoje ser mais avançada do que na época em que Elvis era vivo, as orquestrações ganham mais vida, são mais bem definidas. A orquestração de “Memories” deu uma bela encorpada. Ficou lindíssima, por sinal. O mesmo acontece em canções como “I Just Can´t Help Believin´” ou “The Wonder Of You”. Tenho certeza que o cantor ficaria orgulhoso.

Outra que foi levemente modificada foi o clássico “Always On My Mind”. Assim como “A Big Hunk o´ Love” sua introdução foi recriada. É verdade que mexer em clássicos é algo perigoso, mas os músicos foram bem felizes. A versão final ficou muito bonita. Outros grandes destaques ficam por conta de “Amazing Grace” e da divertida “I´Ve Got a Thing About You Baby”.

Como nada é perfeito nessa vida, cometeram, mais uma vez, o mesmo deslize do primeiro volume. Criaram um dueto fake entre Elvis e um artista atual. Em If I Can Dream, a bola fora era o Michael Bublé. Dessa vez, ficou por conta de Helene Fischer. Uma cantora pop da Russia. A garota é bonita, canta bem, mas essa ideia de forjar duetos, nunca me agradou.

The Wonder Of You demonstra que o repertório de Elvis não envelheceu. Sua voz ainda impressiona e comove. Era impressionante a afinação, a facilidade que tinha de trabalhar com diferentes gêneros e, principalmente, de tomar a musica para si. Uma vez registrada na voz dele, dificilmente lembrava-se do artista original. Salvam-se raríssimas exceções. Sem dúvidas, trata-se de um CD bem bonito para ouvir com sua família na virada de ano. Fica a dica...

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Excelente

Faixas:
      01)   A Big Hunk O´ Love
      02)   I´ve Got a Thing About You Baby
      03)   Suspicious Minds
      04)   Don´t
      05)   I Just Can´t Help Believin´
      06)   Just Pretend
      07)   Love Letters
      08)   Amazing Grace
      09)   Starting Today
      10)   Kentucky Rain
      11)   Memories
      12)   Let It Be Me
      13)   Always On My Mind
      14)   The Wonder of You 
      15)   Just Pretend (c/ Helene Fischer)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

CPM 22 – Ao Vivo no Rock In Rio (2016):



Por Davi Pascale

Show do CPM 22 no Rock in Rio chega ao mercado em CD e DVD. Apresentação traz performance redonda, repertório cheio de hits e banda consagrada.

Existe muito fã de rock n roll que não gosta de bandas radiofônicas, nunca tive problema com isso. Até porque muitos dos artistas tidos como clássicos do rock também possuem uma sonoridade comercial. Claro que não estou me referindo ao CPM como uma banda clássica, longe disso, mas se aceitamos tal atitude da velha geração, por que tem de ser diferente com a nova geração?

Não há nada de errado com o grupo de Badauí. Fazem canções punk com um acento pop. Instrumental simples, porém bem trabalhado. Ok, algumas letras poderiam ser melhores, mas isso não é exclusividade deles... Para o bem ou para o mal, mesmo com todas as críticas sofridas por um publico mais conservador e por críticos musicais, os caras sobreviveram às mudanças de mercado e construíram uma carreira.

O show no Rock in Rio é a prova disso. 14 músicas, onde ao menos 10, são conhecidas entre admiradores e detratores. Público com todas as letras na ponta da língua e com uma empolgação fora do comum. Realmente, muito bacana ver o grande publico apoiando a banda dessa forma em um evento desses. A reação da galera em “Um Minuto Para o Fim do Mundo” é impressionante.



Claro que a resposta voltava-se para os músicos que devolviam com o dobro de energia que costumam se apresentar. O repertório está muito bem executado. Destaque vai para o trabalho de bateria de Ricardo Japinha que demonstra ser um músico criativo. A parte de guitarra e baixo destaca-se pela energia. As linhas são bem simples. Badauí nunca foi dono de uma grande voz, mas está cantando melhor do que o costume.

Duas músicas do setlist ficaram de fora do CD. Não sei se quiseram manter a tradição de 14 faixas, mas não teria cortado “Ontem” do repertório final.  O cover do Ramones – “Sheena Is a Punk Rocker – ok, acaba funcionando melhor no DVD mesmo, mas “Ontem” eu teria deixado no compact disc também. É uma faixa marcante na trajetória dos garotos.

Os músicos falam pouco durante o show. Quando falam, são os previsíveis agradecimentos ressaltando a importância do festival e a felicidade de estarem tocando no mesmo palco onde grandes monstros do rock já se apresentaram. Realmente, o festival já trouxe shows históricos como Queen (nos tempos de Freddie Mercury), Whitesnake, Faith No More (fase Real Thing) só para citar alguns.

Ótimo trabalho de uma banda que não tem medo de ser popular. Repertório bom, execução boa, qualidade de gravação boa. Claro, se tua praia é heavy metal, não precisa perder seu tempo. Caso contrário, vale conferir. Belo show! Simples, direto, com garra. Ouça!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Ótimo

Faixas:
      01)   Regina Let´s Go
      02)   O Mundo Dá Voltas
      03)   Tarde de Outubro
      04)   Dias Atrás
      05)   Não Sei Viver Sem Ter Você
      06)   Atordoado
      07)   Vida ou Morte
      08)   Um Minuto Para o Fim do Mundo
      09)   Irreversível
      10)   Apostas & Certezas
      11)   Não Vá Embora
      12)   Inevitável
      13)   Anteontem 
      14)   Desconfio