segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Magnetico – Death Race (2016):



Por Davi Pascale

Banda liderada por Rafael Moreira lança novo trabalho. Disco mantém pegada moderna e agrada aos fãs de rock n roll.

Musico, no Brasil, é uma profissão ingrata. Se não fizer o som do momento, não consegue lugar pra tocar e quando consegue, ganha mal, mesmo sendo um grande musico. Por isso, muitos desistem da profissão e muitos outros vão tentar carreira no exterior. No caso do Rafael, o musico optou pela segunda alternativa e se deu bem. Nesses anos todos, excursionou como musico de apoio da Christina Aguilera, fez parte do Rockstar Supernova e chegou a excursionar ao lado do Paul Stanley, cantor do Kiss.

Em Death Race, o rapaz ficou responsável pelas guitarras, voz e teclados. Também ficou responsável por todos os arranjos, participou da criação das letras e, como se não bastasse produziu o álbum. Completam o time Ben White no baixo e Jerry Roe na bateria (KD Lang, Michelle Branch).

Não há dúvidas de que é um projeto dele. Pelo visto, quando quer fazer um trabalho instrumental, grava solo e quando quer fazer algo cantado, resgata o Magnetico. A ideia não é ruim, não.

Death Race segue a mesma cartilha de Songs About The World. Ou seja, aposta em um rock n roll moderno, privilegiando às canções no detrimento da técnica. Rafael fez um trabalho vocal correto e possui um timbre de voz bem agradável. Funciona bem no projeto.



A faixa título é uma boa demonstração do que a banda se propõe a fazer. Linhas vocais melódicas, guitarra com afinação baixa e mixagem moderna. “Not to Blind to See” apresenta uma jogada parecida.

“Awaken” e “Lady Friend Of Mine” trazem uma certa influência de progressivo ao trabalharem com um arranjo mais quebrado. “Sevenfold” e “Beautiful Memories” são as baladas do disco. Dessas, vale destacar o ótimo trabalho de guitarra na já citada “Beautiful Memories”.

O álbum não é muito comprido. São 8 músicas distribuídas em perto de 40 minutos de som. Como as faixas são boas, nem sentimos o tempo passar. O tempo voa rapidinho. “Hunter” e “Ordinary People” são as famosas midtempo. Os ‘hits’ do disco. “Ordinary People” conta com um bom refrão. Uma faixa que em outros tempos poderia estar nas FM´s mundo afora. Sem brincadeira. Uma pena que esse tipo de grupo não tenha mais espaço na mídia. Mesmo...

Death Race é um trabalho maduro, bem resolvido e com uma audição mais do que satisfatória. Mesmo que privilegiem a construção das músicas, é notável que todos os 3 são ótimos músicos. Os arranjos são muito bem elaborados e muito bem executados. Altamente recomendado.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Muito bom

Faixas:
      01)   Death Race
      02)   Lady Friend Of Mine
      03)   Hunter
      04)   Beautiful Memories
      05)   Awaken
      06)   Not To Blind To See
      07)   Sevenfold
      08)   Ordinary People

domingo, 4 de dezembro de 2016

Voodoo Hill – Waterfall (2016):



Por Davi Pascale

Dario Mollo e Glenn Hughes lançam álbum de inéditas depois de 11 anos sem lançarem um trabalho juntos. Disco é bom, mas deixa um gostinho de quero mais.

Glenn Hughes volta a atacar em dose dupla. Havia um tempo em que esse cara lançava álbum atrás de álbum, depois deu uma sossegada. Estaria ele voltando ao seu velho método de trabalho? Existem 2 álbuns novos nas lojas nesse exato momento. Um é seu novo trabalho solo – que comentarei em breve por aqui – o outro é esse disco do Voodoo Hill. De todo modo, é sempre um prazer ouvir um trabalho do eterno voice of rock.

Aliás, esse é um fato que precisa ser comentado. Mesmo estando com 64 anos de idade, Glenn continua com o gogó intacto. O que esse cara canta em faixas como “The Well” e “Rattle Shake Bone” não é brincadeira. Continua sendo uma das grandes vozes do rock n roll. Coloca qualquer moleque debaixo do chinelo.

Nos últimos tempos, Hughes vinha numas de querer resgatar o som dos anos 70. Fez essa “brincadeira” com o California Breed e também com o Black Country Communion. Aqui, contudo, a pegada é outra. Há alguns riffs, onde você vai pegar algo de 70´s, caso de “Underneath And Below” (Ritchie Blackmore total) ou de “Karmago” (Jimmy Page total), mas essa não é a tônica do disco. As músicas estão mais melódicas, tem uma cara mais anos 80 do que anos 70. Talvez isso se deva ao fato do guitarrista ser o cabeça desse projeto. Sim, há uma participação de Glenn na criação das músicas, mas mais nas letras do que nos arranjos.

Os destaques do álbum são mesmo o trabalho vocal de Hughes e o trabalho de guitarra de Dario Mollo. O trabalho de baixo/teclado de Dario Patti e a bateria de Ricardo Vrunna foi bem cumprido, mas é bem simples.



O grande problema que vejo aqui são as composições. Nenhuma que você fique torcendo para acabar, mas também não tem nenhuma com força para se tornar uma música de destaque na discografia dos músicos. E isso, para um grupo que tem dois músicos desse calibre, acho pouco.

Nas baladas “Waterfall” e “Last Door”, Glenn Hughes explora sua pegada mais soul, coloca literalmente sua alma nas interpretações. Entretanto, o ponto alto do disco, para mim, é a faixa “Eldorado”. Ótimo refrão, ótimo trabalho de guitarra e, como era de se esperar, um ótimo trabalho vocal do ex-baixista do Purple. "Sunflower" também é bem bacaninha...

Waterfall não frusta, não chega a ser uma decepção, mas também não é aquele disco que vai te fazer ficar pulando em cima da cama. Se você curte o trabalho do Glenn Hughes (em especial, sua carreira solo) ou o trabalho de Dario Mollo (seja no The Cage ou nos demais trabalhos do Voodoo Hill) vale adquirir o álbum. Caso contrário, há álbuns melhores para servirem de porta de entrada. Bom, mas não espetacular.

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   All That Remains
      02)   The Well
      03)   Rattle Shake Bone
      04)   Underneath and Down Below
      05)   Waterfall
      06)   Karma Go
      07)   Evil Thing
      08)   Eldorado
      09)   White Feather
      10)   Sunflower 
      11)   Last Door

sábado, 3 de dezembro de 2016

Notícias do Rock

E chegamos à mais um capítulo do 'notícias do rock'. Saiba quem nos deixou, quem está para chegar em nosso país, o que os músicos que tanto gostamos estão aprontando. Confira...

Por Davi Pascale


The Who apresentará Tommy em versão acústica




Em recente entrevista à Rolling Stone americana, o músico Pete Townshend declarou que o que os mantêm na estrada é o interesse do público mais jovem no trabalho que fazem e confirmou que o grupo interpretará na íntegra o lendário álbum Tommy no evento beneficente Teenage Cancer Trust. Entretanto, há um diferencial. O álbum será interpretado em formato acústico. Interessante!


Halestorm lançará novo álbum de covers




No dia 6 de Janeiro, o grupo Halestorm lançará a terceira parte do projeto ReAnimate, o seu famoso projeto de covers. Assim como os dois volumes anteriores, trata-se de um EP. Entre os artistas homenageados estão Metallica, Soundgarden, Joan Jett & The Blackhearts e Whitesnake. Deve ser bacana...


Morre Roberto Lly




Essa semana foi uma semana triste para quem gosta de rock brasileiro. A maior baixa foi a morte de Roberto Lly aos 57 anos de idade. O músico se tratava de um câncer e foi derrubado por uma pneumonia. Roberto Lly ganhou fama nos anos 80 ao integrar o grupo Herva Doce, que chegou a abrir shows para o Kiss e o Van Halen em nosso país. Foi o autor do hit “Amante Profissional”. Fora isso, o baixista chegou a trabalhar com o cantor/compositor Vinny e estava fundando o selo T-Rec, onde pretendia lançar novos artistas de rock e de blues. R.I.P.!


Morre Roberto Correa




Quem também nos deixou, mais precisamente sábado passado, foi o cantor e compositor Roberto Correa. Como estava fora da mídia, os mais jovens certamente não se lembrarão dele. Roberto fez parte do conjunto Os Golden Boys, um dos grandes nomes da Jovem Guarda. O músico de 76 anos morreu em sua residência perto das 18h. Descanse em paz!


Ingressos para show do Ace Frehley no Brasil já estão à venda





O ex-guitarrista do Kiss virá, pela primeira vez ao Brasil, com sua carreira- solo. A apresentação ocorre no dia 5 de Março no Tom Brasil em SP. Até agora, não há informações sobre Meet & Greet com o artista. Os ingressos, contudo, já podem ser adquiridos no site do Ingresso Rapido. Lembrando que o valor sem a taxa de conveniência só é vendido na bilheteria do local.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sebastian Gava – Uncensored (2016):



Por Davi Pascale

Musico argentino chega ao seu segundo álbum solo. Trabalho mantém a pegada hard rock estilo Kiss e traz regravação do quarteto norte-americano.

Sebastian Gava finalmente está conseguindo fazer um nome em nosso país. Muito provavelmente por conta dos shows que têm realizado aqui no Brasil ao lado do Bruce Kulick. Conheço e sou fã do trabalho do rapaz muito antes disso. Desde quando fazia parte do excelente grupo Kefren. Tive, inclusive, a oportunidade de assistir a banda em sua única passagem no Brasil.

Seu novo álbum não difere muito daquilo que fazia em sua antiga banda. Continua criando composições bem Kiss anos 80/90, suas linhas vocais continuam bem ao estilo Paul Stanley, além de ter um timbre bem parecido ao do starchild. Até a capa é uma referência ao seu ídolo. A ideia de ter um desenho do rosto centralizado, com fundo preto, contorno roxo e escrita em branco no canto superior da capa é, claramente, uma referência ao álbum solo de 1978 do cantor do Kiss.

Na ultima vez em que esteve no Brasil acompanhando o Bruce, se não me engano em 2012, tive a oportunidade de conversar um pouco com o musico e ele havia comentado de uma volta do Kefren, sobre a gravação de novo material e até de um DVD. Tenho o costume de revirar o encarte dos discos que compro e eis que me deparo com a seguinte frase “Este álbum está dedicado a la memoria de mi Hermano del alma Leonardo Moon, te extraño tremendamente...”. Sim, exatamente, o baixista da banda morreu. Confesso que fiquei bem espantado e chateado com a notícia.

“Detras de Tu Sombra” abre Uncensored, trazendo as participações de Daniel Key e Dukke, ambos ex-Kefren, e é a mais pesada do disco. Remete um pouco aos tempos de Pecado Mortal. Dukke, aliás, toca bateria em todo o disco. Outra participação super especial é justamente a de Bruce Kulick na faixa “Love At First Bite”. O músico ajudou a produzir a faixa e gravou as guitarras solo da música.

“Tu Deseo” remete ao Kiss fase Animalize / Asylum e traz um dos melhores trabalhos vocais de Gava. Outro grande destaque fica por conta de “Mi Promesa”, trabalho vocal simplesmente fantástico. Aqueles que, assim como eu, já tiveram a oportunidade de vê-lo em ação sabem da potencia vocal que tem esse cara. O rock “Fuego” também demonstra um cantor empolgado.

Com todo esse histórico não seria de se estranhar que vez ou outra resolvesse gravar algumas musicas de seus grandes heróis. No primeiro álbum do Kefren, eles já haviam regravado “Creatures Of The Night”. A escolhida agora foi “Magic Touch”, um excelente lado B do Dynasty. O arranjo é bem fiel, assim como a linha vocal. Os fãs do Kiss não têm do que reclamar. Mesmo...

Uncensored traz um trabalho mais maduro e mais inspirado do que seu primeiro disco solo. faixas mais cativantes, mais rock n roll e o cara está cantando melhor do que nunca. Quem admirava sua antiga banda, certamente estampará um sorriso ao ouvir esse CD. E o mais legal de tudo é que o CD foi lançado no Brasil. Fãs de Kiss, vale a pena conferir. Fãs de Kefren també. Do mais, boa sorte ao rapaz nessa nova fase de sua vida.

Nota: 8,5 / 10,0
Status: Fueda

Faixas: 
      01)   Detras De Tu Sombra
      02)   Cuando Te Vas
      03)   Love At First Bite
      04)   Ella  
      05)   Tu Deseo (Mi Ritual)
      06)   El Espejo
      07)   Mi Promesa
      08)   Quiero Ser Tu Hombre
      09)   Fuego
      10)   Dame Una Razón 
      11)   Magic Touch 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Tesla – Mechanical Ressonance Live (2016):



Por Davi Pascale

Tesla comemora 30 anos de seu debut com regravação ao vivo. Apresentação demonstra que os músicos continuam com poder de fogo.

Há 30 anos, a moçada do Tesla lançava seu primeiro álbum, o ótimo Mechanical Ressonance. A banda deu uma confundida na crítica. Por conta do visual, muitos críticos os colocaram no mesmo balaio dos grupos de hair metal. Embora muitos fãs da cena tenham abraçado os rapazes, a banda ia além disso. Faziam um hard mais pesado, com um ‘q’ de Aerosmith.

Os músicos caíram na estrada para celebrarem o tão cultuado debut. Quem dividiu o palco com os caras nessa tour foi o Def Leppard. Em 1987, o Tesla abriu vários shows do grupo de Joe Eliott. Para os músicos deve ter sido uma experiência bem especial ter a chance de, literalmente, reviver os velhos tempos.

Mechanical Ressonance Live traz os músicos interpretando o álbum na íntegra, porém não na ordem original. A ordem das faixas foi bem alterada. Provavelmente, para fazer mais sentido no setlist. Criar o set de um show é diferente de criar a sequencia de um disco. Tem que se pensar não apenas em dinâmica, mas também em popularidade, onde queremos deixar as faixas mais famosas...

Banda revive álbum clássico

Várias músicas daqui nunca saíram do set e ganham hoje o status de clássico. Ao menos, entre seus fãs. Caso de “Gettin´ Better”, “Ez Come Ez Go”, “Comin´ Atcha Alive” e “Modern Day Cowboy”. Algumas, embora tenham um impacto menor em sua discografia, já haviam recebido releituras anteriormente. Caso de “Before My Eyes” e “Lil´  Suzie” que já haviam aparecido em seu unplugged Five Man Acoustic Jam.

As faixas foram regravadas de maneira bem fiel. Os arranjos não foram muito modificados, não. A dupla de guitarristas Frank Hannon e Dave Rude são o ponto alto do show, assim como a performance do amalucado Jeff Keith. Sua voz perdeu um pouquinho da força, mas está bem longe de ser considerado fora de forma ou decadente. Pelo contrário, para quem canta hard rock há 30 anos, está cantando bem demais.

O encarte não cita onde o show foi gravado. Com isso, acredito que tenha sido gravado em diferentes cidades. Algo muito bacana que tem no encarte é o depoimento de Phil Collen e Joe Elliot, guitarrista e vocalista do Def Leppard respectivamente, contando um pouco sobre sua proximidade com a banda.

No fim do álbum foi incluída, como bônus, uma nova faixa de estúdio. Composta e produzida justamente pelo Phil Collen. Faixa bem bacaninha e bem rock n roll. Ouvi dizer que o guitarrista vai produzir o próximo álbum do Tesla. Não sei o que tem de verdade nisso, mas se for real, a parceria promete. Trabalho indispensável para quem curte hard rock...

Nota: 9,0 / 10,0
Status:  Excelente

Faixas:
      01)   Rock Me To The Top
      02)   Ez Come Ez Go
      03)   Gettin´ Better
      04)   Comin´ Atcha Alive
      05)   Changes
      06)   Before My Eyes
      07)   Late 4 Love
      08)   We´re No Good Together
      09)   Love Me
      10)   Cover Queen
      11)   Lil´ Suzie
      12)   Modern Day Cowboy 
      13)   Save That Goodness (Bonus Track)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dee Snider – We Are The Ones (2016):



Por Davi Pascale

Dee Snider lança novo álbum solo. Cantor foge do senso comum, mas decepciona na qualidade das composições. Provavelmente, seu trabalho mais fraco até hoje.

Sempre gostei do Dee Snider. Voz forte, energia fora do comum, grande carisma e fez vários álbuns excelentes. Tanto dentro do Twisted Sister – Stay Hungry e You Can´t Stop Rock n Roll são ótimos exemplos – quanto fora do Twisted. O Blood n Bullets do Widowmaker e seu trabalho ao lado do Desperados não deixam por menos. Entretanto, esse We Are The Ones é um erro.

O cantor parece perdido tentando soar moderno à todo custo, enquanto tenta diversas sonoridades. Todas elas fora de sua realidade musical. Aplaudo sua coragem de mudar, mas o resultado é um tanto decepcionante. Outro problema é que não seguiu uma vertente, apostou em várias. Além de estranho, o disco soa uma colcha de retalhos.

A faixa título abre o disco com uma forte influência punk. Uma música não mais do que razoável, mas passa. E até aí, ok. Vários artistas de hard rock tinham influencia do punk (Motley Crue,  Guns n´ Roses e, até mesmo, Skid Row são alguns exemplos). O refrão de “Close To You” é outra que resgata influencias do gênero, ainda que nos versos ele soe mais como Bon Jovi do que qualquer outra coisa.

Dee Snider deixa a desejer em novo disco

“Rule The World” é uma que parece ter sido escrita para tentar reviver seus dias de artista de rádio (sim, ele fez bastante sucesso no passado). Soa como uma música do Thirty Seconds to Mars. “Believe” lembra alguma faixa esquecida do Fresno. “Head Like a Hole” remete à Rob Zombie. “Superhero” parece ter sido escrita por alguns desses grupos que tocam no Lollapalooza. Nada contra o festival, mas não tem nada a ver com o que ele prega artisticamente. A impressão que me dá é que ele está perdido, atacando para todo canto, para ver se alguma plateia abraça ele.

Como se não bastasse, ainda cometeu o sacrilégio de regravar “We´re Not Gonna Take It” em uma versão dramática, tirando toda a alegria desse que é, provavelmente, seu maior sucesso. Os melhores momentos ficam por conta de “Crazy For Nothing”, um punk rock moderno, porém com um refrão impactante, e “Over Again”, certamente a faixa mais roqueira e a mais forte do novo trabalho. Essa é uma que tem de tudo para funcionar nas apresentações ao vivo. Animada e com um refrão pegajoso.

Legal ver um musico como ele com vontade de produzir coisas novas e se aventurando em novos territórios, entretanto falta alguém com uma visão maior para guia-lo à um resultado mais coeso.  Valeu a tentativa...

Nota: 4,0 / 10,0
Status: Fraco

Faixas:
      01)   We Are The Ones
      02)   Over Again
      03)   Close To You
      04)   Rule The World
      05)   We´re Not Gonna Take It
      06)   Crazy For Nothing
      07)   Believe
      08)   Head Like a Hole
      09)   Superhero 
      10)   So What

terça-feira, 29 de novembro de 2016

King Bird – Got Newz (2016):



Por Davi Pascale

Com nova formação, King Bird chega ao seu quarto lançamento. Disco traz banda inspirada e renovada. Recomendadíssimo aos amantes do hard rock.

A galera do King Bird tem crescido no cenário. Se por um lado, os músicos ainda não desfrutam do prestígio da grande mídia (assim, como acontece atualmente com 90% dos artistas de rock do nosso país – sim, o rock voltou para o underground); de outro, tem se fortalecido cada vez mais entre os rockers.

A banda sofreu um grande baque com a saída de João Luiz, integrante bem admirado entre os fãs, que atualmente segue ao lado do lendário Casa das Máquinas. Entretanto, encontrou uma ótima nova voz para o seu trabalho: Ton Cremon. Guardem bem esse nome, vocês ainda vão ouvir falar muito dele por aí.

Sua entrada trouxe sangue novo. A banda não está mais tão presa à ideia de resgatar a sonoridade dos anos 70, algo que era bem perceptível em seus primeiros discos. Cremon também canta de um modo diferente. Possui uma voz mais limpa, faz umas vocalizações mais 80´s. Os arranjos também estão um pouco mais diretos, um pouco mais na cara. A faixa de abertura, “Immortal Rider”, exemplifica bem o que estou dizendo. Refrão bem 80´s, bateria bem simples, entretanto algumas referências de 70´s aqui e ali... A ponte do refrão e a ponte do solo (dobrando guitarra e baixo) remetem aos tempos de ouro do Rainbow, por exemplo.

Grupo se reinventa em Got Newz

Esse é o pique do disco. Os músicos pegaram suas influencias (outrora gritantes) de Deep Purple, Rainbow e Ufo e casaram com a sonoridade de grupos como Whitesnake e Gotthard. Decisão acertada, com isso tornam-se um diferencial na cena. Som 70´s é legal demais, mas tem bastante gente fazendo isso no Brasil. A mixagem moderna também ajuda o grupo a criar uma cara própria.

Além de Cremon, outro grande destaque é Sílvio Lopes. O guitarrista rouba atenção tanto nos riffs (onde vale destacar “Break Away”, “Gonna Rock You” e “Smoke Signals”) quanto nos solos. A participação de Nando Fernandes, um dos grandes vocalistas da cena brasileira, diga-se de passagem, em “The Rode You Ride” trará uma certa nostalgia aos antigos fãs, já que ele canta naquela pegada meio Ronnie James Dio.

Como toda boa banda de hard rock, não faltam as famosas baladas aqui. Mais precisamente “Years Gone By” e a minha favorita “Freeze Frame My Life”. Há também aquelas que começam devagar para depois explodir com tudo. Um ótimo exemplo é a ótima “Back In Time”.

Got Newz apresenta o King Bird em seu melhor momento. Álbum com bastante personalidade, faixas fortes e músicos em uma ótima fase. Arranjos bem construídos, bem executados e sem ser exibicionista à todo momento. Para quem está atrás de uma boa banda brasileira, aí está uma ótima pedida. Vá de olhos fechados...

Nota: 8,5 / 10,0
Status: Excelente

Faixas:
      01)   Immortal Rider
      02)   Break Away
      03)   Years Gone By
      04)   Back In Time
      05)   Gonna Rock You
      06)   Freeze Flame My Life
      07)   Daybreak
      08)   The Rode You Ride
      09)   Doomsday
      10)   Smoke Signals 
      11)   Last Page