sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Testament – Brotherhood Of The Snake (2016):



Por Davi Pascale

Testament segue quebrando tudo. Sem amolecer, grupo entrega álbum pesado, agressivo e inspirado. Um dos melhores álbuns de 2016.

Sou um fã antigo do Testament. Comecei a acompanha-los, ainda nos anos 80, naquela fase em que eles seguiam os passos do Metallica. Álbuns como The New Order e Souls of Black rodaram em meus toca-discos infinitas vezes. Minha única decepção com esses caras foi com o lançamento do Demonic,  quando eles resolveram flertar com o death metal, vertente que não sou lá muito fã...

Desde que voltaram à ativa com The Formation of Damnation em 2008, após Chuck ter vencido uma batalha contra o câncer, os músicos vêm afastando um pouco mais os lançamentos. Se nos anos 80 e 90, lançavam um álbum entre 1 e 2 anos, agora lançam de 4 em 4. Contudo, eles têm mantido a qualidade dos trabalhos.

Brotherhood of the Snake traz os músicos apostando em um thrash metal visceral. O disco está com um puuuta peso, os arranjos estão bem agressivos. Gene Hoglan está quebrando tudo na bateria, Alex Skolnick continua o monstro de sempre. Chuck entregou um ótimo trabalho vocal misturando na dose certa momentos melódicos e agressivos.

Banda faz um dos melhores álbuns do ano

As linhas vocais e vários riffs de guitarra, em muitos momentos, remetem à fase clássica da banda. Algo facilmente notado em faixas como “The Pale King” e, principalmente, “Seven Seals”. Porém, atualmente o grupo está mais pesado. A principal diferença é no trabalho de bateria. Mais veloz, mais quebrada, apostando mais nos dois bumbos. Algo facilmente perceptível em números como “The Number Game” e até mesmo na faixa-título.

Muito artista quando retorna à ativa depois de um bom tempo sem lançar nada (quando lançaram o The Formation of Damnation já faziam 9 anos que não soltavam um disco de inéditas), resolve copiar na cara dura o que fizeram no passado. A galera do Testament soube se reinventar. Mantiveram suas origens ao mesmo tempo em que inseriram novos elementos. Brotherhood Of The Snake é exatamente isso. Você saca que se trata de um álbum do Testament logo nos primeiros segundas da primeira audição, mas não se trata de um trabalho nostálgico nem de longe.

O álbum é uma pedrada do inicio ao fim. Há momentos mais cadenciados, mas não há espaço para baladas. Sim, eles já fizeram baladas no passado. Uma delas, inclusive, acho brilhante: “The Legacy” (Souls of Black). O papo aqui é porradaria sem dó. Facilmente, um dos melhores álbuns desse ano. Álbum indispensável para quem curte música pesada.

Nota: 8,5 / 10,0
Status: Agressivo

Faixas:
      01)   Brotherhood Of The Snake
      02)   The Pale King
      03)   Black Jack
      04)   Born In a Rut
      05)   Centuries of Suffering
      06)   Seven Seals
      07)   Neptune´s Speak
      08)   Stronghold
      09)   The Number Game
      10)   Canna-Business

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Bon Jovi – This House Is Not For Sale Deluxe Edition (2016):



Por Davi Pascale

Grupo de New Jersey lança seu primeiro trabalho longe do seu velho parceiro Richie Sambora. Disco não empolga e deve agradar somente aos fãs mais novos da banda.

Saída de um integrante é sempre problemático. Ainda mais de um integrante desse porte. Guardadas as devidas proporções, é como se o Rolling Stones tivesse perdido o Keith Richards ou o Aerosmith tivesse perdido o Joe Perry. O baque é enorme. Sambora era um diferencial na banda. A dupla era a força motora.

Estava com uma enorme expectativa nesse álbum. Afinal, considero Jon Bon Jovi um grande cantor. Tive a oportunidade de assisti-los ao vivo ainda nos anos 90, mas já tem um tempinho que os caras vêm entregando discos mornos. Não vou dizer ruim porque os discos sempre foram muito bem gravados e os músicos são excelentes, mas já tem tempo que não entregam um trabalho empolgante. Esperava que isso mudasse agora, que a nova formação trouxesse os músicos sangue nos olhos, mas não foi isso o que aconteceu.

This House Is Not For Sale aposta, mais uma vez, em um pop/rock moderno. Faltam solos inspirados (aliás, são poucos os solos nos discos), teclados mais encorpados, riffs mais cativantes. Sim, Jon ainda canta muito bem. Mas são musicas feitas para tocar no rádio. Quase todas seguindo a fórmula que já vêm apresentando desde Have a Nice Day. Aliás, se tivesse que definir a sonoridade desse disco diria que é uma mistura de Have a Nice Day com The Circle.

“Labor of Love”, a primeira balada do disco, passa longe de canções como “I´ll Be There For You”, “Bed of Roses” ou “Always”. Uma faixa para baixo, arrastada, com algumas passagens de guitarra que remetem à “Wicked Game” (Chris Isaak). O lado country, que exploram desde seus tempos de Slippery When Wet, dá as caras em “Scars On This Guitar”. Só que não tem o lado rocker aqui, poderia ter entrado no Lost Highway. Das mais lentas, a melhor é “Come On Up To Our House”, que conta com um bonito refrão.

A faixa-título, responsável por abrir o disco, é um dos pontos altos desse novo trabalho. Outro destaque é o rock “The Devil´s In Temple” com um riff meio Led. Precisaria de mais faixas nesse pique no disco. “God Bless With This Mess” e “Living With The Ghost” agradam. “We Don´t Run” deveria estar na versão standard. Além de ser uma canção bacana, é a que tem a maior chance de se tornar um hit.

Em resumo, This House Is Not for Sale está mais bem resolvido que o (fraco) What About Now, mas ainda é pouco perto do que esses caras fizeram no passado. Também é pouco para ser um disco meio que de volta, de estreia da nova formação... Honestamente, esperava mais.

Nota: 6,5 / 10,0
Status: Morno

Faixas:
      01)   This House Is Not For Sale
      02)   Living With The Ghost
      03)   Knockout
      04)   Labor of Love
      05)   Born Again Tomorrow
      06)   Roller Coaster
      07)   New Year´s Day
      08)   The Devil´s The Temple
      09)   Scars On This Guitar
      10)   God Bless This Mess
      11)   Reunion
      12)   Come On Up To Our House
      13)   Real Love
      14)   All Hail The King
      15)   We Don´t Run

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Sting – 57th & 9Th (2016):





Por Davi Pascale

Estou de volta!! Fiquei alguns dias fora do Brasil. Essa foi a razão de ter colocado reprise em algumas matérias nos últimos 15 dias. Uma das surpresas nessa viagem foi um belo dia quando estava zapppeando os canais de TV no hotel e me deparei com o Sting em um dos inúmeros talk shows que tem nos Estados Unidos falando sobre um novo álbum e cantando uma nova musica. A surpresa é que a música era bem rock n roll, algo que ele não fazia já tem algum tempo...

Não marquei touca. Corri para um dos Best Buys presentes em Miami e peguei o novo álbum do Sting (entre vários outros). Foi um dos primeiros álbuns que ouvi quando retornei ao Brasil... “Mas, e aí, o álbum é realmente rock n roll”? Assim como boa parte da discografia do Sting, os arranjos são variados, mas pegamos uma sonoridade mais roqueira em, pelo menos, metade do álbum . Provavelmente, seu melhor trabalho desde Ten Summoner´s Tales (1993). 

Claro! É um álbum do Sting, portanto não espere um álbum pesado. As mais agitadas ficam por conta de “Petrol Head” e a responsável por abrir o CD “I Can´t Stop Thinking About You”. Facilmente, a minha preferida. Um delicioso pop/rock que nos leva de volta aos seus primeiros anos. Faixas como “Heading South On The Great North Road” e “If You Can´t Love Me” traz o músico se aventurando naquela linguagem jazzrock que tanto gosta e que já brincava em álbuns como Nothing Is Like The Sun e The Soul Cages.



“50.000” foi escrita por Sting na semana em que Prince morreu e é uma homenagem aos grandes músicos que se foram nesse ano. Outra homenagem aparece em “The Empty Chair”. Dessa vez, inspirada em James Foley. Jornalista sequestrado e decapitado pelo Estado Islâmico, enquanto cobria a Guerra Civil da Síria. Recentemente, o musico reabriu a casa Bataclan (local que ficou marcado por um atentado terrorista que levou à morte de 90 pessoas durante a performance de Eagles of Death Metal). O cantor abriu o show com uma música desse novo álbum. “Inshallah”, uma palavra árabe que significa ‘se deus quisesse’ e é uma espécie de oração.

Aqueles que, assim como eu, adoram o trabalho mais roqueiro do rapaz irão delirar em “Down Down, Down”, “One Fine Day” e “Pretty Young Soldier”. Na versão deluxe temos 3 bônus onde o grande destaque é a animada releitura de “Next To You”. Clássico dos seus tempos de The Police. Se você gosta do Sting, principalmente de seus primeiros álbuns solo, pode ir de olhos fechados.

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   I Can´t Stop Thinking About You
      02)   50.000
      03)   Down, Down, Down
      04)   One Fine Day
      05)   Pretty Young Soldier
      06)   Petrol Head
      07)   Heading South On The Great North Road
      08)   If You Can´t Love Me
      09)   Inshallah
      10)   The Empty Chair
      11)   I Can´t Stop Thinking About You (LA Version)
      12)   Inshallah (Berlin Sessions Version) 
      13)   Next To You (Live At Rockwood Music Hall)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Keith Richards – Crosseyed Heart (2015):



ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale

Guitarrista do Rolling Stones lança novo trabalho solo depois de 23 anos. Contando com a participação de Norah Jones e Bobby Keys, músico fez trabalho variado e deve agradar seus fãs.
 
Keith Richards chegou em um estágio onde não precisa provar mais nada para ninguém. Somente o fato de querer gravar um álbum de inéditas aos 71 anos de idade já é digno de aplausos. Suas entrevistas são sempre controversas e polêmicas. O fato de ser sempre sincero em suas palavras, às vezes, faz com que se crie uma relação de ódio à sua pessoa. Exemplos recentes seriam as palavras nada doces em relação ao rap, ao emblemático Sgt Peppers Lonenly Hearts Club Band (Beatles) e à bandas como Black Sabbath e Metallica. Todo esse ódio, entretanto, vai embora assim que ouvimos o rapaz tocando sua guitarra com aquele seu jeito desleixado e único.
 
Há quem julgue sua habilidade no instrumento. Diria que são pessoas que, em sua maioria, não compreenderam o artista. Keith Richards nunca se preocupou com técnica em demasiado, mas é um músico com identidade própria, além de ser dono de inúmeros riffs que são mais conhecidos do que cantiga de ninar. E isso, meu amigo, não é pouco! Certa vez, assisti uma entrevista do Pepeu Gomes onde o rapaz dizia: “mais bacana do que aprender uma técnica é criar uma técnica”. Essa lógica, de certa forma, se adequa à Keith. Sua palhetada é única. Ninguém soa como Keith!

Keith Richards volta com álbum variado

Essa não é sua primeira aventura longe dos Stones. Na real, esse é seu terceiro disco solo de inéditas. Mas é, sem dúvidas, o mais variado. Durante as 15 faixas apresentadas aqui, o rapaz passeia pelo rock, pelo pop, pelo reggae, pelo blues, pelo country, pelo soul. Tudo bem, essas influencias sempre estiveram presentes, mas aqui está mais descarado. Talk Is Cheap e Main Offender eram álbuns mais roqueiros que tinham umas 2 faixas que fugiam à regra e não mais do que isso. Quanto aos músicos? Sim, seus parceiros do X-Pensive Winos estão no álbum. E mais uma vez, o baterista Steve Jordan tomou a frente da produção ao lado de Keith. Bobby Keys, velho parceiro do músico que faleceu no finalzinho do ano passado, aparece em "Amnesia" e "Blues In The Morning"; enquanto Norah Jones, a talentosa filha de Ravi Shankar que ganhou as paradas de sucesso em 2002 com seu (ótimo) álbum de estréia Come Away With Me, participa da balada "Illusion".

Embora seja um grande guitarrista, Keith nunca foi um grande cantor. E a lógica se mantém. O lado bom é que o cara tem consciência de sua limitação. Não inventa modas. Continua com seu estilão de sempre. Sua velha palhetada aparece com força em "Trouble", "Nothing On Me", "Heartstopper" e nas duas faixas que gravou ao lado de Bobby Keys. Entretanto, o rapaz brilha também no violão blues de "Crosseyed Heart", no violão country de "Robben Blind" e no soul de "Lover´s Plea".

Engana-se quem acredita que Keith ficou limitado a gravar as guitarras. Além de ajudar a comandar a produção do álbum e compor o material, o rapaz se aventurou a gravar algumas linhas de baixo, além de piano, órgão, teclados e até electric sitar (uma espécie de guitarra que imita uma citara). Entre todos os álbuns solo que gravou, Talk Is Cheap ainda é meu favorito, mas sem dúvidas, Crosseyed Heart conta com uma audição mais do que satisfatória. Pode ir sem medo!
 
Nota: 7,5 / 10,0
Status: Variado

Faixas:
      01)   Crosseyed Heart
      02)   Heartstopper
      03)   Amnesia
      04)   Robbed Blind
      05)   Trouble
      06)   Love Overdue
      07)   Nothing On Me
      08)   Suspicious
      09)   Blues In The Morning
      10)   Something For Nothing
      11)   Illusion
      12)   Just a Gift
      13)   Goodnight Irene
      14)   Substantial Damage 
      15)   Lover´s Plea

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Legião Urbana – Legião Urbana Edição Comemorativa 30 Anos (2016):



ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale
 
Álbum de estreia da Legião Urbana volta ao mercado com produção caprichada e repleto de material inédito da época. Indispensável na coleção de quem curte rock brasileiro.
 
A cena BRock lançou diversos artistas de sucesso. Foi nessa época que vimos artistas como Barão Vermelho (inicialmente com Cazuza nos vocais), Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Blitz (com a cantora Fernanda Abreu nos backings), Titãs, Ultraje a Rigor, RPM, Lobão, Ira!, entre outros, surgirem com força no Brasil. Esses – e outros tantos - grupos tomaram as rádios de assalto na época e foram trilha sonora de toda uma geração. A Legião era um dos que geravam maior comoção. Mesmo depois de quase 20 anos da morte de Renato Russo, a banda continua encantando os fãs de rock.
 
Algo muito bacana nessa cena é que cada artista tinha uma particularidade especial, tinha seu som, seu discurso. Não eram clones um do outro. E também não ficavam presos em uma fórmula. A própria Legião foi mudando sua sonoridade disco após disco. Foram se atualizando. Em seu álbum de estreia predominava a influência da cena punk e pós-punk. E, ah, sim Renato Russo já se destacava tanto como cantor quanto como letrista. As músicas versavam sobre amor, política, religião, sexo. Tudo com uma linguagem poética e jovial.
 
O grupo nasceu do final de uma banda punk de Brasília chamada Aborto Elétrico. Algumas músicas de seu debut trilhavam por esse caminho. “Petróleo do Futuro”, “Geração Coca-Cola”, “Baader Meinhof Blues” e “Teorema” são as que deixam a influência punk rock em evidência. A cena pós-punk chega com força em “A Dança” e “Perdidos no Espaço”, trazendo referências de Bauhaus e Joy Division. Lembro de uma entrevista de Dado Villa-Lobos onde ele jurava de pés juntos que não havia se inspirado no U2 para criar os licks de “Ainda é Cedo”. Não duvidarei de quem compôs a música, mas acredito que alguém ali gostasse do conjunto irlandês. “Soldados” me lembra muito o início da trajetória do grupo de Bono Vox. “Por Enquanto” deixava em evidência a aproximação dos músicos com o universo eletrônico. É a que mais foge da sonoridade do disco.
 
Disco emociona ouvinte
 
Essa nova edição traz um álbum de raridades e dois encartes. Um com as letras do disco da época e outro com breves comentários de Dado Villa Lobos sobre os extras escolhidos. Algumas verdadeiras pérolas aqui. 2 demos históricas fazem parte do pacote. A primeira demo da banda, gravada originalmente em fita cassete, é uma delas. Essas são as únicas faixas que contam com uma qualidade de gravação um pouco irregular, mas é surreal ouvir algo tão cru de uma banda que foi tão grande. Gravada literalmente ao vivo com direito até à alguns erros.  Há ainda o registro que fizeram no final de 83, no Rio de Janeiro, sob a direção de Marcelo Sussekind, que na época não acreditou na banda. É a primeira gravação profissional dos meninos. Achei as versões mais empolgantes do que as oficias, mais viscerais, com mais atitude. Espetacular!
 
Outra que é extremamente visceral e empolgante é a versão de “Química” para o programa de TV Clip Clip Pirata. Renato Russo estava empolgadíssimo. Na época, somente o Paralamas do Sucesso havia registrado essa música. Era a primeira vez que o país ouvia a faixa na voz de Renato. O grupo só a registraria em seu terceiro disco Que País É Esse, alguns anos mais tarde. Um momento também curioso é a faixa “Ahduuuuuuhhhhhh”. Uma brincadeira que os músicos faziam com o publico quando estourava alguma corda da guitarra.
 
No final do disco, dois remixes bem interessantes. “A Dança” na releitura de Mário Caldato (produtor dos Beastie Boys) e “O Reggae” na visão de Liminha. Um dos principais produtores da época que, curiosamente, nunca produziu a Legião. A nova edição do álbum de estreia da Legião Urbana é um presente aos fãs e aos amantes do rock nacional. Visceral, emocionante e essencial!
 
Nota: 10,0 / 10,0
Status: Histórico
 
Faixas:
CD 1:
      01)   Será
      02)   A Dança
      03)   Petróleo do Futuro
      04)   Ainda é Cedo
      05)   Perdidos no Espaço
      06)   Geração Coca-Cola
      07)   O Reggae
      08)   Baader-Meinhof Blues
      09)   Soldados
      10)   Teorema
      11)   Por Enquanto
CD 2:
      01)   Geração Coca-Cola (Demo)
      02)   Ainda é Cedo (Demo)
      03)   A Dança (Demo)
      04)   Química (Clip Clip Pirata)
      05)   Perdidos no Espaço (Outtake)
      06)   O Reggae (Outtake) 
      07)   Renato Apresenta
      08)   Ainda é Cedo (Take 9)
      09)   Será (Outtake)
      10)   Chamadas de Rádio
      11)   Petróleo do Futuro (Demo K7)
      12)   Teorema (Demo K7)
      13)   Ainda é Cedo (Demo K7)
      14)   Ahduuuuuuhhhh! (Ao Vivo 1984)
      15)   Profecia de Renato
      16)   Por Enquanto (Outtake) 
      17)   A Dança (Remix Mário Caldato) 
      18)   O Reggae (Remix Liminha)

domingo, 13 de novembro de 2016

Joan Jett & The Blackhearts – Unvarnished (2013):

ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale 
 
Em 2013 foi lançado o décimo álbum de Joan Jett. A cantora segue a risca sua sonoridade hard rock com pitadas de punk e rockabilly e deve agradar aos fãs de longa data. Os fãs brasileiros puderam conferir 3 músicas em primeira mão, durante sua passagem ao país para sua participação na primeira edição do festival Lollapalooza.
 
É como sempre dizem, em time que está ganhando não se mexe. Essa parece ser uma lógica que agrada Joan. Sete anos depois de Sinner, a cantora retorna com novo álbum sem nenhum tipo de inovação. Não apenas em Sinner, mas durante praticamente toda sua carreira. Foram poucas as vezes em que ela se arriscou em algo fora do universo que está acostumada. E seus fãs não se incomodam. Até porque foram poucos lançamentos desde que lançou seu debut, Bad Reputation, em 1980. Dez álbuns em uma carreira de 34 anos. Provavelmente existem mais coletâneas envolvendo seu nome no mercado do que discos autorais. O que é uma pena, já que possui uma carreira bem interessante. 
 
Unvarnished inicia-se com “Any Weather”, uma parceria com Dave Ghrol (Foo Fighters) que teve origem nos shows que realizou na America do Sul em 2012, conforme afirmou em entrevista à edição norte-americana da revista Rolling Stone. “Nós fizemos uma turnê com o Foo Fighters na América do Sul. Sempre quis compor com Dave. Acho ele um ótimo compositor e não acredito que ele faça muito isso (compor) fora do Foo Fighters”. Aqueles que, assim como eu, compareceram na primeira edição brasileira do festival Lollapalooza tiveram a chance de conferir não apenas uma jam de Joan Jett no show do Foo Fighters interpretando os clássicos “Bad Reputation e “I Love Rock n´ Roll” como também de ouvir 3 canções do novo trabalho em primeira mão: “Hard To Grow Up”, “Reality Mentality” e “T.M.I.”.
 
 
Joan Jett entrega álbum empolgante e sem inovações
 
“T.M.I” e “Reality Mentality” embora mantenham a sonoridade que a artista sempre explorou, retratam assuntos modernos nas letras. A primeira fala sobre como a mídia explora os artistas nos dias de hoje, querendo saber tudo o que envolve o seu nome. Idéia que Joan não gosta muito. Não por querer se esconder, mas por acreditar (com certa razão) de que esse tipo de atitude impeça que se crie uma áurea mística ao redor dos artistas, algo que considera importante no show business. A sigla T.M.I. significa Too Much Info, ou seja, Muita Informação. Direto na ferida. Já “Reality Mentality” critica a idéia de reality shows. Formato que está tão na moda atualmente.
 
Essas não são as únicas músicas a refletirem temas atuais. “Make It Back” fala sobre o furacão Sandy. “Eu moro em uma cidade chamada Long Beach. Nós estamos expostos à esse tipo de situação. Agora mesmo, estou olhando para o oceano. Florida tem esse problema todos os anos. Você não tem idéia do que se trata até que esteja envolvida em um. É devastador. Você vê as pessoas perderem tudo que conquistaram, ficam arrasadas”. 
 
Unvarnished traz um pouco de tudo que já fez em sua carreira. “Different” aposta em uma sonoridade bem para cima, mantendo a bateria como destaque da canção, seguindo a mesma idéia de “Do You Wanna Touch Me” ou “I Hate Myself for Lovin´ You”. “Soulmates to Strangers” traz ela apostando em melodias mais pops como já havia feito em “Fake Friends”, enquanto faixas como “Bad As We Can Be” e “Make It Back” deixam nítida a influencia de punk rock que sempre teve em seu trabalho, com levadas extremamente simples e guitarras com poucos acordes. “Any Weather” e “Reality Mentality” trazem a garota se destacando com ótimos riffs de guitarra, tendo seu instrumento falando mais alto do que tudo. A influência dos anos 50 e início dos 60 está misturado no meio de tudo isso com palmas, teclado imitando som de piano com marcação rápida, vocalizações harmoniosas. Em uma época de modernidade com misturas de gêneros, letras explicitas e sons eletrônicos, a moça consegue se destacar com um álbum de rock simples mantendo a estrutura básica do gênero. Tarefa para poucos.
 
Nota: 8,0 / 10,0
Status: Honesto e cativante
 
Faixas:
      01)   Any Weather (606 Version)
      02)   TMI
      03)   Soulmates to Strangers
      04)   Make It Back
      05)   Hard to Grow Up
      06)   Fragile
      07)   Reality Mentality
      08)   Bad as We Can Be
      09)   Different
      10)   Everybody Needs a Hero

sábado, 12 de novembro de 2016

Doro Pesch And Warlock – Legends of Rock Live (2002):


 
ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale

Resolvi comentar hoje de mais um vídeo clássico do heavy metal. Esse é daquela série que todo fã de metal que se preze deve ter em sua estante. E o mais bacana de tudo, vira e mexe ele é relançado. Ou seja, não é um produto difícil de se encontrar.
 
Esse material foi lançado na época, em VHS, com o nome de Metal Racer, pela gravadora Polygram. Como existem problemas de registros com o nome da banda (essa foi a real causa do fim do grupo) e atualmente a cantora é mais popular do que o conjunto, o vídeo voltou ao mercado como Doro Pesch & Warlock.
 
O que temos aqui é simplesmente histórico. Em 29 de Maio de 1985, o segundo LP do Warlock, Hellbound, chegava às lojas. Foi com esse álbum que o grupo começou a fazer barulho na cena. Na formação, além da belíssima Doro Pesch, tínhamos a presença do guitarrista Peter Szigeti e do baixista Frank Rittel. Dois anos mais tarde, a dupla se uniria ao lendário Udo Dirskschneider (Accept) e gravariam o, hoje cultuado, Animal House.
 
Gravado em Londres, no Camden Palace, em 1985, a apresentação é empolgante e extremamente honesta. Não há base pré-gravada, não há overdubs, o que você ouve aqui é exatamente o som que tiraram no dia. Os backing vocals também eram mínimos. Doro segurava o show inteiro praticamente sozinha e não perdia o fôlego. Aliás, o pique dela ainda é impressionante. Tive a oportunidade de assisti-la 2 vezes e em ambas as ocasiões ela levou o show até o fim atacando a voz para cima o tempo todo. Realmente, de tirar o chapéu.
 
Capa do VHS original
Aqui é ainda mais impressionante. Já que nessa época cantava um pouco mais gritado. Tudo bem, o show era relativamente curto, 1 hora cravada, ela era mais jovem, mas mesmo assim, não era uma situação fácil. Os músicos eram excelentes. Michael Eurich sentava a mão na bateria. A dupla Rudy Graf e Peter Szigeti funcionava muito bem. Os dois eram bons de solo, se bem que quem mais me impressiona nesse show é mesmo Peter.
 
Para quem não conhece o som do grupo, o Warlock fazia um heavy metal tradicional com altas influências de grupos como Accept, Judas Priest e afins. A guitarra falava alto. Os riffs eram contagiantes, os solos velozes. Particularmente, acho o Hellbound um puta disco.
 
O set é focado em seu segundo álbum, apenas 2 músicas ficaram de fora, mas seu debut Burning The Witches não foi esquecido. Além da faixa-título, marcam presença faixas como “Metal Racer”, “Hateful Guy” e a balada “Without You”. O visual era o figurino da época. Cabelos volumosos, utensílios de couro, coletes, roupa coladíssima no corpo. Produção de palco não existia. Eram os músicos, os equipamentos e nada mais. Os pontos altos ficam por conta das faixas “Earthshaker Rock”, “Hellbound”, “Shout It Out”, “All Night” e “Burning The Witches”.
 
A minha edição é essa que atende pelo nome de Legends of Rock Live, mas foi relançado várias vezes. Com capas e nomes diferentes. Uma versão recente e ainda fácil de se encontrar é uma que atende pelo nome de Doro & Warlock Live From London. É a mesma fita. No vídeo, não há extras. Apenas o show, mas já é o suficiente para trazer nostalgia à quem viveu a época e impressionar quem for assistir pela primeira vez. Showzaço!
 
Nota: 10,0 / 10,0
Status: Clássico
 
Faixas:
      01)   Out of Control
      02)   Earthshaker Rock
      03)   Metal Racer
      04)   Wratchild
      05)   Hellbound
      06)   Holding Me
      07)   Shout it Out
      08)   Evil
      09)   Without You
      10)   Hateful Guy
      11)   All Night
      12)   Burning The Witches 
      13)   Time to Die