quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Sting – 57th & 9Th (2016):





Por Davi Pascale

Estou de volta!! Fiquei alguns dias fora do Brasil. Essa foi a razão de ter colocado reprise em algumas matérias nos últimos 15 dias. Uma das surpresas nessa viagem foi um belo dia quando estava zapppeando os canais de TV no hotel e me deparei com o Sting em um dos inúmeros talk shows que tem nos Estados Unidos falando sobre um novo álbum e cantando uma nova musica. A surpresa é que a música era bem rock n roll, algo que ele não fazia já tem algum tempo...

Não marquei touca. Corri para um dos Best Buys presentes em Miami e peguei o novo álbum do Sting (entre vários outros). Foi um dos primeiros álbuns que ouvi quando retornei ao Brasil... “Mas, e aí, o álbum é realmente rock n roll”? Assim como boa parte da discografia do Sting, os arranjos são variados, mas pegamos uma sonoridade mais roqueira em, pelo menos, metade do álbum . Provavelmente, seu melhor trabalho desde Ten Summoner´s Tales (1993). 

Claro! É um álbum do Sting, portanto não espere um álbum pesado. As mais agitadas ficam por conta de “Petrol Head” e a responsável por abrir o CD “I Can´t Stop Thinking About You”. Facilmente, a minha preferida. Um delicioso pop/rock que nos leva de volta aos seus primeiros anos. Faixas como “Heading South On The Great North Road” e “If You Can´t Love Me” traz o músico se aventurando naquela linguagem jazzrock que tanto gosta e que já brincava em álbuns como Nothing Is Like The Sun e The Soul Cages.



“50.000” foi escrita por Sting na semana em que Prince morreu e é uma homenagem aos grandes músicos que se foram nesse ano. Outra homenagem aparece em “The Empty Chair”. Dessa vez, inspirada em James Foley. Jornalista sequestrado e decapitado pelo Estado Islâmico, enquanto cobria a Guerra Civil da Síria. Recentemente, o musico reabriu a casa Bataclan (local que ficou marcado por um atentado terrorista que levou à morte de 90 pessoas durante a performance de Eagles of Death Metal). O cantor abriu o show com uma música desse novo álbum. “Inshallah”, uma palavra árabe que significa ‘se deus quisesse’ e é uma espécie de oração.

Aqueles que, assim como eu, adoram o trabalho mais roqueiro do rapaz irão delirar em “Down Down, Down”, “One Fine Day” e “Pretty Young Soldier”. Na versão deluxe temos 3 bônus onde o grande destaque é a animada releitura de “Next To You”. Clássico dos seus tempos de The Police. Se você gosta do Sting, principalmente de seus primeiros álbuns solo, pode ir de olhos fechados.

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   I Can´t Stop Thinking About You
      02)   50.000
      03)   Down, Down, Down
      04)   One Fine Day
      05)   Pretty Young Soldier
      06)   Petrol Head
      07)   Heading South On The Great North Road
      08)   If You Can´t Love Me
      09)   Inshallah
      10)   The Empty Chair
      11)   I Can´t Stop Thinking About You (LA Version)
      12)   Inshallah (Berlin Sessions Version) 
      13)   Next To You (Live At Rockwood Music Hall)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Keith Richards – Crosseyed Heart (2015):



ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale

Guitarrista do Rolling Stones lança novo trabalho solo depois de 23 anos. Contando com a participação de Norah Jones e Bobby Keys, músico fez trabalho variado e deve agradar seus fãs.
 
Keith Richards chegou em um estágio onde não precisa provar mais nada para ninguém. Somente o fato de querer gravar um álbum de inéditas aos 71 anos de idade já é digno de aplausos. Suas entrevistas são sempre controversas e polêmicas. O fato de ser sempre sincero em suas palavras, às vezes, faz com que se crie uma relação de ódio à sua pessoa. Exemplos recentes seriam as palavras nada doces em relação ao rap, ao emblemático Sgt Peppers Lonenly Hearts Club Band (Beatles) e à bandas como Black Sabbath e Metallica. Todo esse ódio, entretanto, vai embora assim que ouvimos o rapaz tocando sua guitarra com aquele seu jeito desleixado e único.
 
Há quem julgue sua habilidade no instrumento. Diria que são pessoas que, em sua maioria, não compreenderam o artista. Keith Richards nunca se preocupou com técnica em demasiado, mas é um músico com identidade própria, além de ser dono de inúmeros riffs que são mais conhecidos do que cantiga de ninar. E isso, meu amigo, não é pouco! Certa vez, assisti uma entrevista do Pepeu Gomes onde o rapaz dizia: “mais bacana do que aprender uma técnica é criar uma técnica”. Essa lógica, de certa forma, se adequa à Keith. Sua palhetada é única. Ninguém soa como Keith!

Keith Richards volta com álbum variado

Essa não é sua primeira aventura longe dos Stones. Na real, esse é seu terceiro disco solo de inéditas. Mas é, sem dúvidas, o mais variado. Durante as 15 faixas apresentadas aqui, o rapaz passeia pelo rock, pelo pop, pelo reggae, pelo blues, pelo country, pelo soul. Tudo bem, essas influencias sempre estiveram presentes, mas aqui está mais descarado. Talk Is Cheap e Main Offender eram álbuns mais roqueiros que tinham umas 2 faixas que fugiam à regra e não mais do que isso. Quanto aos músicos? Sim, seus parceiros do X-Pensive Winos estão no álbum. E mais uma vez, o baterista Steve Jordan tomou a frente da produção ao lado de Keith. Bobby Keys, velho parceiro do músico que faleceu no finalzinho do ano passado, aparece em "Amnesia" e "Blues In The Morning"; enquanto Norah Jones, a talentosa filha de Ravi Shankar que ganhou as paradas de sucesso em 2002 com seu (ótimo) álbum de estréia Come Away With Me, participa da balada "Illusion".

Embora seja um grande guitarrista, Keith nunca foi um grande cantor. E a lógica se mantém. O lado bom é que o cara tem consciência de sua limitação. Não inventa modas. Continua com seu estilão de sempre. Sua velha palhetada aparece com força em "Trouble", "Nothing On Me", "Heartstopper" e nas duas faixas que gravou ao lado de Bobby Keys. Entretanto, o rapaz brilha também no violão blues de "Crosseyed Heart", no violão country de "Robben Blind" e no soul de "Lover´s Plea".

Engana-se quem acredita que Keith ficou limitado a gravar as guitarras. Além de ajudar a comandar a produção do álbum e compor o material, o rapaz se aventurou a gravar algumas linhas de baixo, além de piano, órgão, teclados e até electric sitar (uma espécie de guitarra que imita uma citara). Entre todos os álbuns solo que gravou, Talk Is Cheap ainda é meu favorito, mas sem dúvidas, Crosseyed Heart conta com uma audição mais do que satisfatória. Pode ir sem medo!
 
Nota: 7,5 / 10,0
Status: Variado

Faixas:
      01)   Crosseyed Heart
      02)   Heartstopper
      03)   Amnesia
      04)   Robbed Blind
      05)   Trouble
      06)   Love Overdue
      07)   Nothing On Me
      08)   Suspicious
      09)   Blues In The Morning
      10)   Something For Nothing
      11)   Illusion
      12)   Just a Gift
      13)   Goodnight Irene
      14)   Substantial Damage 
      15)   Lover´s Plea

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Legião Urbana – Legião Urbana Edição Comemorativa 30 Anos (2016):



ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale
 
Álbum de estreia da Legião Urbana volta ao mercado com produção caprichada e repleto de material inédito da época. Indispensável na coleção de quem curte rock brasileiro.
 
A cena BRock lançou diversos artistas de sucesso. Foi nessa época que vimos artistas como Barão Vermelho (inicialmente com Cazuza nos vocais), Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Blitz (com a cantora Fernanda Abreu nos backings), Titãs, Ultraje a Rigor, RPM, Lobão, Ira!, entre outros, surgirem com força no Brasil. Esses – e outros tantos - grupos tomaram as rádios de assalto na época e foram trilha sonora de toda uma geração. A Legião era um dos que geravam maior comoção. Mesmo depois de quase 20 anos da morte de Renato Russo, a banda continua encantando os fãs de rock.
 
Algo muito bacana nessa cena é que cada artista tinha uma particularidade especial, tinha seu som, seu discurso. Não eram clones um do outro. E também não ficavam presos em uma fórmula. A própria Legião foi mudando sua sonoridade disco após disco. Foram se atualizando. Em seu álbum de estreia predominava a influência da cena punk e pós-punk. E, ah, sim Renato Russo já se destacava tanto como cantor quanto como letrista. As músicas versavam sobre amor, política, religião, sexo. Tudo com uma linguagem poética e jovial.
 
O grupo nasceu do final de uma banda punk de Brasília chamada Aborto Elétrico. Algumas músicas de seu debut trilhavam por esse caminho. “Petróleo do Futuro”, “Geração Coca-Cola”, “Baader Meinhof Blues” e “Teorema” são as que deixam a influência punk rock em evidência. A cena pós-punk chega com força em “A Dança” e “Perdidos no Espaço”, trazendo referências de Bauhaus e Joy Division. Lembro de uma entrevista de Dado Villa-Lobos onde ele jurava de pés juntos que não havia se inspirado no U2 para criar os licks de “Ainda é Cedo”. Não duvidarei de quem compôs a música, mas acredito que alguém ali gostasse do conjunto irlandês. “Soldados” me lembra muito o início da trajetória do grupo de Bono Vox. “Por Enquanto” deixava em evidência a aproximação dos músicos com o universo eletrônico. É a que mais foge da sonoridade do disco.
 
Disco emociona ouvinte
 
Essa nova edição traz um álbum de raridades e dois encartes. Um com as letras do disco da época e outro com breves comentários de Dado Villa Lobos sobre os extras escolhidos. Algumas verdadeiras pérolas aqui. 2 demos históricas fazem parte do pacote. A primeira demo da banda, gravada originalmente em fita cassete, é uma delas. Essas são as únicas faixas que contam com uma qualidade de gravação um pouco irregular, mas é surreal ouvir algo tão cru de uma banda que foi tão grande. Gravada literalmente ao vivo com direito até à alguns erros.  Há ainda o registro que fizeram no final de 83, no Rio de Janeiro, sob a direção de Marcelo Sussekind, que na época não acreditou na banda. É a primeira gravação profissional dos meninos. Achei as versões mais empolgantes do que as oficias, mais viscerais, com mais atitude. Espetacular!
 
Outra que é extremamente visceral e empolgante é a versão de “Química” para o programa de TV Clip Clip Pirata. Renato Russo estava empolgadíssimo. Na época, somente o Paralamas do Sucesso havia registrado essa música. Era a primeira vez que o país ouvia a faixa na voz de Renato. O grupo só a registraria em seu terceiro disco Que País É Esse, alguns anos mais tarde. Um momento também curioso é a faixa “Ahduuuuuuhhhhhh”. Uma brincadeira que os músicos faziam com o publico quando estourava alguma corda da guitarra.
 
No final do disco, dois remixes bem interessantes. “A Dança” na releitura de Mário Caldato (produtor dos Beastie Boys) e “O Reggae” na visão de Liminha. Um dos principais produtores da época que, curiosamente, nunca produziu a Legião. A nova edição do álbum de estreia da Legião Urbana é um presente aos fãs e aos amantes do rock nacional. Visceral, emocionante e essencial!
 
Nota: 10,0 / 10,0
Status: Histórico
 
Faixas:
CD 1:
      01)   Será
      02)   A Dança
      03)   Petróleo do Futuro
      04)   Ainda é Cedo
      05)   Perdidos no Espaço
      06)   Geração Coca-Cola
      07)   O Reggae
      08)   Baader-Meinhof Blues
      09)   Soldados
      10)   Teorema
      11)   Por Enquanto
CD 2:
      01)   Geração Coca-Cola (Demo)
      02)   Ainda é Cedo (Demo)
      03)   A Dança (Demo)
      04)   Química (Clip Clip Pirata)
      05)   Perdidos no Espaço (Outtake)
      06)   O Reggae (Outtake) 
      07)   Renato Apresenta
      08)   Ainda é Cedo (Take 9)
      09)   Será (Outtake)
      10)   Chamadas de Rádio
      11)   Petróleo do Futuro (Demo K7)
      12)   Teorema (Demo K7)
      13)   Ainda é Cedo (Demo K7)
      14)   Ahduuuuuuhhhh! (Ao Vivo 1984)
      15)   Profecia de Renato
      16)   Por Enquanto (Outtake) 
      17)   A Dança (Remix Mário Caldato) 
      18)   O Reggae (Remix Liminha)

domingo, 13 de novembro de 2016

Joan Jett & The Blackhearts – Unvarnished (2013):

ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale 
 
Em 2013 foi lançado o décimo álbum de Joan Jett. A cantora segue a risca sua sonoridade hard rock com pitadas de punk e rockabilly e deve agradar aos fãs de longa data. Os fãs brasileiros puderam conferir 3 músicas em primeira mão, durante sua passagem ao país para sua participação na primeira edição do festival Lollapalooza.
 
É como sempre dizem, em time que está ganhando não se mexe. Essa parece ser uma lógica que agrada Joan. Sete anos depois de Sinner, a cantora retorna com novo álbum sem nenhum tipo de inovação. Não apenas em Sinner, mas durante praticamente toda sua carreira. Foram poucas as vezes em que ela se arriscou em algo fora do universo que está acostumada. E seus fãs não se incomodam. Até porque foram poucos lançamentos desde que lançou seu debut, Bad Reputation, em 1980. Dez álbuns em uma carreira de 34 anos. Provavelmente existem mais coletâneas envolvendo seu nome no mercado do que discos autorais. O que é uma pena, já que possui uma carreira bem interessante. 
 
Unvarnished inicia-se com “Any Weather”, uma parceria com Dave Ghrol (Foo Fighters) que teve origem nos shows que realizou na America do Sul em 2012, conforme afirmou em entrevista à edição norte-americana da revista Rolling Stone. “Nós fizemos uma turnê com o Foo Fighters na América do Sul. Sempre quis compor com Dave. Acho ele um ótimo compositor e não acredito que ele faça muito isso (compor) fora do Foo Fighters”. Aqueles que, assim como eu, compareceram na primeira edição brasileira do festival Lollapalooza tiveram a chance de conferir não apenas uma jam de Joan Jett no show do Foo Fighters interpretando os clássicos “Bad Reputation e “I Love Rock n´ Roll” como também de ouvir 3 canções do novo trabalho em primeira mão: “Hard To Grow Up”, “Reality Mentality” e “T.M.I.”.
 
 
Joan Jett entrega álbum empolgante e sem inovações
 
“T.M.I” e “Reality Mentality” embora mantenham a sonoridade que a artista sempre explorou, retratam assuntos modernos nas letras. A primeira fala sobre como a mídia explora os artistas nos dias de hoje, querendo saber tudo o que envolve o seu nome. Idéia que Joan não gosta muito. Não por querer se esconder, mas por acreditar (com certa razão) de que esse tipo de atitude impeça que se crie uma áurea mística ao redor dos artistas, algo que considera importante no show business. A sigla T.M.I. significa Too Much Info, ou seja, Muita Informação. Direto na ferida. Já “Reality Mentality” critica a idéia de reality shows. Formato que está tão na moda atualmente.
 
Essas não são as únicas músicas a refletirem temas atuais. “Make It Back” fala sobre o furacão Sandy. “Eu moro em uma cidade chamada Long Beach. Nós estamos expostos à esse tipo de situação. Agora mesmo, estou olhando para o oceano. Florida tem esse problema todos os anos. Você não tem idéia do que se trata até que esteja envolvida em um. É devastador. Você vê as pessoas perderem tudo que conquistaram, ficam arrasadas”. 
 
Unvarnished traz um pouco de tudo que já fez em sua carreira. “Different” aposta em uma sonoridade bem para cima, mantendo a bateria como destaque da canção, seguindo a mesma idéia de “Do You Wanna Touch Me” ou “I Hate Myself for Lovin´ You”. “Soulmates to Strangers” traz ela apostando em melodias mais pops como já havia feito em “Fake Friends”, enquanto faixas como “Bad As We Can Be” e “Make It Back” deixam nítida a influencia de punk rock que sempre teve em seu trabalho, com levadas extremamente simples e guitarras com poucos acordes. “Any Weather” e “Reality Mentality” trazem a garota se destacando com ótimos riffs de guitarra, tendo seu instrumento falando mais alto do que tudo. A influência dos anos 50 e início dos 60 está misturado no meio de tudo isso com palmas, teclado imitando som de piano com marcação rápida, vocalizações harmoniosas. Em uma época de modernidade com misturas de gêneros, letras explicitas e sons eletrônicos, a moça consegue se destacar com um álbum de rock simples mantendo a estrutura básica do gênero. Tarefa para poucos.
 
Nota: 8,0 / 10,0
Status: Honesto e cativante
 
Faixas:
      01)   Any Weather (606 Version)
      02)   TMI
      03)   Soulmates to Strangers
      04)   Make It Back
      05)   Hard to Grow Up
      06)   Fragile
      07)   Reality Mentality
      08)   Bad as We Can Be
      09)   Different
      10)   Everybody Needs a Hero

sábado, 12 de novembro de 2016

Doro Pesch And Warlock – Legends of Rock Live (2002):


 
ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale

Resolvi comentar hoje de mais um vídeo clássico do heavy metal. Esse é daquela série que todo fã de metal que se preze deve ter em sua estante. E o mais bacana de tudo, vira e mexe ele é relançado. Ou seja, não é um produto difícil de se encontrar.
 
Esse material foi lançado na época, em VHS, com o nome de Metal Racer, pela gravadora Polygram. Como existem problemas de registros com o nome da banda (essa foi a real causa do fim do grupo) e atualmente a cantora é mais popular do que o conjunto, o vídeo voltou ao mercado como Doro Pesch & Warlock.
 
O que temos aqui é simplesmente histórico. Em 29 de Maio de 1985, o segundo LP do Warlock, Hellbound, chegava às lojas. Foi com esse álbum que o grupo começou a fazer barulho na cena. Na formação, além da belíssima Doro Pesch, tínhamos a presença do guitarrista Peter Szigeti e do baixista Frank Rittel. Dois anos mais tarde, a dupla se uniria ao lendário Udo Dirskschneider (Accept) e gravariam o, hoje cultuado, Animal House.
 
Gravado em Londres, no Camden Palace, em 1985, a apresentação é empolgante e extremamente honesta. Não há base pré-gravada, não há overdubs, o que você ouve aqui é exatamente o som que tiraram no dia. Os backing vocals também eram mínimos. Doro segurava o show inteiro praticamente sozinha e não perdia o fôlego. Aliás, o pique dela ainda é impressionante. Tive a oportunidade de assisti-la 2 vezes e em ambas as ocasiões ela levou o show até o fim atacando a voz para cima o tempo todo. Realmente, de tirar o chapéu.
 
Capa do VHS original
Aqui é ainda mais impressionante. Já que nessa época cantava um pouco mais gritado. Tudo bem, o show era relativamente curto, 1 hora cravada, ela era mais jovem, mas mesmo assim, não era uma situação fácil. Os músicos eram excelentes. Michael Eurich sentava a mão na bateria. A dupla Rudy Graf e Peter Szigeti funcionava muito bem. Os dois eram bons de solo, se bem que quem mais me impressiona nesse show é mesmo Peter.
 
Para quem não conhece o som do grupo, o Warlock fazia um heavy metal tradicional com altas influências de grupos como Accept, Judas Priest e afins. A guitarra falava alto. Os riffs eram contagiantes, os solos velozes. Particularmente, acho o Hellbound um puta disco.
 
O set é focado em seu segundo álbum, apenas 2 músicas ficaram de fora, mas seu debut Burning The Witches não foi esquecido. Além da faixa-título, marcam presença faixas como “Metal Racer”, “Hateful Guy” e a balada “Without You”. O visual era o figurino da época. Cabelos volumosos, utensílios de couro, coletes, roupa coladíssima no corpo. Produção de palco não existia. Eram os músicos, os equipamentos e nada mais. Os pontos altos ficam por conta das faixas “Earthshaker Rock”, “Hellbound”, “Shout It Out”, “All Night” e “Burning The Witches”.
 
A minha edição é essa que atende pelo nome de Legends of Rock Live, mas foi relançado várias vezes. Com capas e nomes diferentes. Uma versão recente e ainda fácil de se encontrar é uma que atende pelo nome de Doro & Warlock Live From London. É a mesma fita. No vídeo, não há extras. Apenas o show, mas já é o suficiente para trazer nostalgia à quem viveu a época e impressionar quem for assistir pela primeira vez. Showzaço!
 
Nota: 10,0 / 10,0
Status: Clássico
 
Faixas:
      01)   Out of Control
      02)   Earthshaker Rock
      03)   Metal Racer
      04)   Wratchild
      05)   Hellbound
      06)   Holding Me
      07)   Shout it Out
      08)   Evil
      09)   Without You
      10)   Hateful Guy
      11)   All Night
      12)   Burning The Witches 
      13)   Time to Die

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Aerosmith – Rocks Donnington 2014 (2015):



ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale

Aerosmith lança DVD com apresentação na íntegra. Show demonstra banda cheia de energia e com entrosamento invejável. Ítem indispensável na coleção de qualquer fã.
 
Em 15 de Junho de 2014, o Aerosmith subiu ao palco para encerrar o Download Festival daquele ano. Durante pouco mais de 100 minutos, os músicos demonstraram o porquê de estarem na estrada há tanto tempo e com tanto sucesso. A energia, o profissionalismo e o carisma que eles mantêm é algo indescritível. 
 
Rocks Donnington é especial porque o Aerosmith não tem o costume de lançar vídeos com shows na íntegra. Normalmente, mesclam canções com cenas de bastidores, deixam algumas faixas pela metade. O último vídeo com uma apresentação sem corte tinha sido o VHS Live Texxas Jam ´78. Isso, por si só, já é motivo mais do que suficiente para sua aquisição, certo?
 
Pois bem... os músicos estão em poder de fogo e o setlist é matador. O repertório escolhido é bem rock n´ roll, conta com pouquíssimas baladas e bastante músicas da fase setentista. Se a fase pós-Pump sempre dividiu opiniões, o mesmo não se pode dizer dos anos iniciais.
 
Steven Tyler, embora se movimente menos do que nos shows dos anos 90, continua sendo um excelente showman. Sua voz também está ótima. Joe Perry continua roubando a cena com riffs inspirados e seus solos sempre bem executados. O mais impressionante de tudo é que os músicos juram de pé juntos que não houve nenhum tipo de correção em estúdio. Será?!
 
Banda brilha em show realizado em festival inglês
Como já é de costume, Joe assume os vocais em uma música. A escolhida dessa vez foi “Freedom Fighter”, do mais recente álbum Music From Another Dimension. Acho bacana tocarem músicas mais novas, mas por ser a única que canta na apresentação poderiam ter optado por uma faixa mais forte.
 
O grupo já está na estrada há mais de 40 anos. Portanto, é meio que impossível de se tocar todos os hits e todas as preferidas dos fãs. Existem vários clássicos que ficaram de fora como “Draw The Line”, “Crazy”, “Back In The Saddle”, “Rag Doll”... Mas, como disse, é impossível tocar tudo. Achei a escolha excelente! Gostei, inclusive, da idéia de resgatarem “Come Together” (Beatles).
 
O show foi lançado em diversos formatos. Adquiri a versão LP + DVD, mas sei que foi lançado no mercado o DVD avulso, o blu-ray e o CD duplo. A qualidade de gravação é fantástica. O único senão é a ausência de extras no vídeo. Rocks Donnington 2014 traz uma banda dando uma aula de rock n´roll e mostrando que ainda tem muita lenha para queimar. Indispensável!
 
Nota: 9,0 / 10,0
Status: Mortal
Faixas:
      01)   Train Kept A-Rollin´
      02)   Eat The Rich
      03)   Love In An Elevator
      04)   Cryin´
      05)   Jaded
      06)   Livin´ On The Edge
      07)   Last Child
      08)   Freedom Fighter
      09)   Same Old Song And Dance
      10)   Janie´s Got a Gun
      11)   Toys In The Attic
      12)   I Don´t Want To Miss A Thing
      13)   No More No More
      14)   Come Together
      15)   Dude (Looks Like a Lady)
      16)   Walk This Way
      17)   Home Tonight
      18)   Dream On
19)   Sweet Emotion
20)   Mama Kin

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Humberto Gessinger – Louco Pra Ficar Legal (2016):

ESTOU DE FÉRIAS. POR CONTA DISSO, ATÉ O DIA 15 DE NOVEMBRO, O BLOG RIFF VIRTUAL REPRISARÁ ALGUMAS MATÉRIAS. APÓS ESSA DATA, RETORNAREI COM TEXTO INÉDITO. LET´S ROCK!!!
 
Por Davi Pascale
 
Humberto Gessinger segue em frente, olhando para o passado, mas nem tanto. Seu novo trabalho é de regravações, mas não de grandes sucessos. Pelo contrário, optou por resgatar clássicos esquecidos. 2 canções, 2 fases distintas.
 
O Engenheiros do Hawaii teve diferentes fases. Diferentes formações buscando diferentes caminhos, ainda que mantivessem a essência. Sempre em transformação, buscaram inspiração na música gaucha, no rock progressivo, na MPB, sem se afastar do pop. Gravaram com guitarras, violões, gaitas, sanfonas. Experiências infinitas dentro de um campo bem delimitado. 
 
Louco Pra Ficar Legal, traz canções do passado, mas na linguagem do hoje. Até mesmo o formato de divulgação foi apostando no presente. As músicas foram divulgadas, inicialmente, nas plataformas digitais. Se nos anos 80, a garotada descobria as novas canções nas baladas e nas rádios, hoje é através dos streamings, dos downloads. O compartilhamento em cassete cromático cedeu espaço ao compartilhamento digital. Outros caminhos, mesma frequência.
 
Abusando das várias variáveis, resgata o passado na hora de presentear o publico no formato físico. Humberto retorna ao tempo do vinil, mais precisamente do compacto. Uma espécie de minivinil com os singles. Formato que as gravadoras utilizavam para testar os artistas na mesma década de 80. Só que não há mais necessidade de testar nada. Seu publico já está consolidado.
Humberto Gessinger lança compacto com 2 regravações do Engenheiros
 
Talvez seja uma questão de urgência. Utilizar as plataformas do presente para não perder o que conquistou no passado. Os arranjos vão no mesmo sentido. “Pra Ficar Legal”, mantém a simplicidade do arranjo original, só que ainda mais urgente. Mais pesada, mais cadenciada. A inserção de gaitas dylanescas, ressalta a veia pop, resgata ecos do passado. Mais um dos inúmeros caminhos dessa infinta highway...
 
Humberto Gessinger entra numa máquina do tempo e relembra a época de Minuano. Época dominada pelo retorno do pop às rádios, pela consagração da MTV. Início de nova fase em sua carreira. Seu primeiro trabalho com um tecladista fixo. Seu primeiro trabalho sem a presença do velho companheiro Carlos Maltz. Início de uma nova etapa em sua trajetória.
 
“Faz Parte” mantém o lado cru. Junta as guitarras do rock com a melodia do pop. Com menos backings, sem teclados, mostra o músico mais direto, despido de inserções tecnológicas, como se estivesse registrando um ensaio. Louco Pra Ficar Legal divulga uma nova excursão. O início de mais um capítulo nessa longa história... 
 
Nota: 8,0 / 10,0
Status: Visceral
 
Faixas:
      01)   Pra Ficar Legal  
      02)   Faz Parte