sábado, 8 de outubro de 2016

Noticias do Rock

Por Davi Pascale

Estamos de volta com mais um Noticias do Rock. Aqui, você fica a par das principais novidades do mundo do rock. Confira, agora, as principais noticias da ultima semana. Rock On!


Violeta de Outono lança novo álbum



A banda Violeta de Outono está prestes a lançar um novo disco. Spaces chega às lojas no dia 14 de Outubro e encerra a trilogia iniciada em 2007 com o álbum Vol. 7.  O disco conta com 7 faixas e a produção ficou a cargo do cantor Fabio Golfetti.


Rolling Stones lança álbum de covers



No próximo dia 2 de Dezembro, os veteranos do Rolling Stones soltam um novo álbum. Blue & Lonesome será lançado em 4 formatos (digital, LP, CD e Deluxe Box Set). O setlist é formado por canções de blues e contará com a participação especial do músico Eric Clapton. Os fãs já podem adquirir os discos no site da banda (www.rollingstones.com).


Rolling Stones canta música dos Beatles



Ontem, teve início o tão aguardado Desert Trip com as apresentações de Bob Dylan e Rolling Stones. A trupe de Mick Jagger surpreendeu ao interpretar uma canção dos Beatles em sua apresentação. No caso, o clássico "Come Together" (Abbey Road). Performance bem interessante. Confira!


Bon Jovi adia lançamento de novo álbum



This House Is Not For Sale estava programado para ser lançado no dia 21 de Outubro. O material, contudo, foi adiado para o dia 4 de Novembro. A turnê do novo álbum começa dia 8 de Fevereiro em Greenville e já conta com 20 datas agendadas.


Livro de Rick Bonadio é lançado



Acaba de ser lançado um livro sobre o produtor musical Rick Bonadio. Escrito em colaboração com o experiente Luiz Cesar Pimentel, o material foca sua trajetória profissional. Bonadio foi o responsável por descobrir alguns dos grandes nomes do rock brasileiro como Mamonas Assassinas, NX Zero e Charlie Brown Jr. Ele tem para os anos 90/00, mais ou menos, a mesma importância que Liminha teve para os anos 80 (avaliando pelo lado de produtor). Parece ser interessante...

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Stone Free: A Tribute to Jimi Hendrix (1993):



Por Davi Pascale

Lançado nos anos 90, álbum-tributo misturava artistas lendários com artistas da nova cena. Livres para imprimir sua marca, muitos entregaram versões inspiradíssimas em um álbum interessantíssimo.

A influência de Jimi Hendrix no mundo do rock é enorme. Esse era um daqueles guitarristas fora do comum que trouxe uma nova maneira de se olhar para o instrumento. Com uma obra que ainda se mantém viva, o artista inspirou (e ainda inspira) milhares de músicos mundo afora, das mais diversas vertentes.

Nesse projeto, 4 nomes atacaram na área da produção: Jeff Gold, Michael Ostin e os que, nesse caso, são os nomes mais importantes; John McDermott e Eddie Krammer. Para quem está por fora, McDermott é o rapaz responsável por supervisionar todas as coletâneas, trabalhos ao vivo e reedições dos discos do guitarrista de Seattle. E Krammer, o principal engenheiro de som de Hendrix, tendo trabalhado em álbuns como Are You Experienced, Axis: Bold As Love e Electric Ladyland.

Hendrix era famoso, entre outras coisas, pela alta influencia de blues que trazia para dentro do seu rock n roll. Portanto, já era esperado alguns artistas e alguns arranjos do gênero por aqui. E foram as que mais me chamaram a atenção no disco. Para mim, as melhores versões ficaram por conta da versão de “Manic Depression” - que conta com um excelente trabalho de guitarra de Jeff Beck e um ótimo trabalho vocal de Seal – e a interpretação matadora do bluesman Buddy Guy para o clássico “Red House”.

Vários artistas procuraram imprimir sua marca na canção que haviam escolhido. E muitos se saíram muito bem. A versão de “Bold As Love” com o Pretenders ficou agradabilíssima, assim como a interpretação do Living Colour para o clássico “Crosstown Traffic”. O grupo de Vernon Reid não alterou tanto, mas deram uma atualizada. A maior diferença é o trabalho de baixo com uma levada funkeada.

Jeff Beck é um dos grandes destaques do disco

Falando em versões funkeadas, a grande surpresa do disco ficou pela ótima versão de “Spanish Castle Magic”, registrada pelo Spin Doctors. Muito bem gravada. Mesmo! A junção de Slash, Paul Rodgers (Free, Bad Company) e a famosa Band of Gypsys (um dos grupos de Hendrix) também funcionou incrivelmente bem. A decepção fica por conta do arranjo sem sal de “Purple Haze”, gravada pelo The Cure.

Um momento interessantíssimo, que deve interessar aos colecionadores de rock dos anos 90, é que temos aqui o M.A.C.C. com uma boa interpretação de “Hey Baby (Land Of The New Rising Sun)”. Para quem não sabe do que se trata, esse era um supergroup criado por Mike McReady (Pearl Jam), Jeff Ament (Pearl Jam), Matt Cameron (Soundgarden) e Chris Cornell (Soundgarden). Esse é considerado o único registro oficial do grupo.

Stone Free: A Tribute to Jimi Hendrix é apenas um, dos vários álbuns tributos interessantíssimos, que existem por aí. Aos poucos, vou trazendo mais algumas dicas para vocês.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Excelente

Faixas:
      01)   The Cure – Purple Haze
      02)   Eric Clapton – Stone Free
      03)   Spin Doctors – Spanish Castle Magic
      04)   Buddy Guy – Red House
      05)   Body Count – Hey Joe
      06)   Seal And Jeff Beck – Manic Depression
      07)   Nigel Kennedy – Fire
      08)   Pretenders – Bold As Love
      09)   P.M. Dawn – You Got Me Floatin´
      10)   Slash And Paul Rodgers With The Band of Gypsys – I Don´t Live Today
      11)   Belly – Are You Experienced
      12)   Living Colour – Crosstown Traffic
      13)   Pat Metheny – Third Stone From The Sun
      14)   M.A.C.C. – Hey Baby (Land Of The New Rising Sun)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Aerosmith – Video Scrapbook (1987):



Por Davi Pascale

Inédito em DVD/Bluray, material traz imagens de concerto e videoclipes filmados nos anos 70. Embora curto, vídeo é essencial na coleção dos fãs.

Video Scrapbook é um vídeo oficial do Aerosmith lançado nos anos 80. Para ser mais específico, no ano de 1987. O ano que ficou marcado como o retorno do grupo ao estrelato. Um ano antes, o duo Run DMC havia gravado uma versão de “Walk This Way” com a participação especial de Joe Perry e Steven Tyler. A música fez enorme sucesso e colocou os músicos em evidência novamente. Em 87, eles dominaram a parada de sucessos com o álbum Permanent Vacation e os hits “Rag Doll” e “Angel”. Era o início de uma nova era.

Nessa mesma época, foi lançado o VHS, e pouco tempo depois o LD, Video Scrapbook. Contudo, a fita não registrava o momento da reconquista e, sim, o auge. O vídeo traz registros ocorridos entre 1976 e 1978. Existem fãs que preferem o Aerosmith no final dos anos 80, início dos anos 90. E existem fãs que ainda preferem o período inicial. Para quem curte a primeira fase da banda, esse é realmente o auge. A maior parte das imagens vieram das turnês de Toys In The Attic e Draw The Line. Realmente, o melhor período dessa primeira etapa. Época dos melhores álbuns e pré confusão com Joe Perry.

Vídeo foca em imagens dos anos 70

Como a fita foi lançada já nos anos 80, o assunto é comentado. Ainda assim, bem por cima. O foco desse homevideo não são as imagens de bastidores e entrevistas, que são bem superficiais e, sim, os vídeos musicais. Contudo, achei muito bacana a inclusão dos 2 vídeos que fizeram ao lado de Jimmy Crespo: "Lightning Strikes" (do álbum que gravou ao lado do grupo, Rock In A Hard Place) e "Chiquita", vindo do Night In The Ruts, com o músico dublando as guitarras de Joe Perry. Algo comum no universo dos videoclips.

As apresentações ao vivo são mágicas. Steven Tyler já tinha uma ótima presença de palco e uma ótima voz, mas quem me chamava a atenção, nesse período, era mesmo o Joe Perry. O cara faz uns puta solos nos shows. Para quem também é fã do Kiss (existem muitos fãs em comum), vale prestar atenção no começo de "Walk This Way", onde Paul Stanley aparece de relance cumprimentando os músicos.

O grande barato, contudo, é poder presenciar o começo de tudo. Como eram as performances da época e notar o quanto a banda mudou. Além de que é sempre super satisfatório termos a chance de conferirmos sons como "Toys In The Attic", "Draw The Line" e "Dream On", além de clássicos menores como "Chip Away The Stone", "Same Old Song And Dance" e "Adam´s Apple". Como esse registro é oficial, a qualidade de imagem é excelente (considerando os padrões da época, é claro).

Video Scrapbook traz o Aerosmith em poder de fogo e imagens antológicas. Embora não tenha sido lançado em DVD/Blu-ray, o VHS é facilmente encontrado nos Ebays da vida. Corra atrás que vale a pena.

Nota: 10,0 / 10,0
Status: Essencial

Faixas:
      01)   Toys In The Attic
      02)   Same Old Song And Dance
      03)   Chip Away At The Stone
      04)   Draw The Line
      05)   Dream On
      06)   Sweet Emotion
      07)   Chiquita
      08)   Lightning Strikes
      09)   Walk This Way
      10)   Adam´s Apple
      11)   Train Kept a Rollin´
      12)   S.O.S. (Too Bad)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Stryper – The Covering (2011):



Por Davi Pascale

Banda de hard rock cristã brilha em álbum de covers criado em 2011. Ao contrário do que possam imaginar, tracklist não foca bandas gospel.

Regravar canções clássicas, bandas clássicas, é sempre algo complicado. Como essas musicas já estão em nosso DNA, muitas vezes, a comparação acaba sendo inevitável. E artistas endeusados costumam ter fãs xiitas. É impressionante o que vi de gente malhando esse álbum na época. E muito injustamente, diga-se de passagem.

O pessoal do Stryper sempre mandou bem. Oz Fox sempre foi um guitarrista de primeiro time. E Michael Sweet sempre impressionou no trabalho vocal. O que esse cara canta em discos como In God We Trust e Against The Law não é brincadeira. Sem querer desmerecer os demais instrumentistas, que também são muito competentes, os dois sempre foram, para mim, o diferencial do grupo.

Algo que sempre foi questionado no Stryper é sobre o quão fiel eles são aos princípios religiosos. Muitos os acusam de estarem nessa apenas por dinheiro. Esse rolo todo ganhou força justamente quando lançaram o Against The Law. Como os álbuns anteriores haviam conseguido emplacar algumas músicas na MTV da época, eles tentaram fazer um álbum sem contar com letras cristãs para ampliar seu publico. E a atitude não foi bem vista entre seus seguidores.

Essas pessoas, certamente, ficaram inconformadas novamente com esse álbum. Existem grandes bandas dentro do universo white metal. Alguns exemplos: Guardian, Bride, Whitecross, King´s X, Holy Soldier... Mas esse não é o foco do disco. Aliás, não temos nenhuma canção nessa pegada aqui. Pelo contrário, resolveram homenagear grandes nomes do rock n roll como Scorpions, Black Sabbath, Kiss, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Deep Purple. E o resultado final é excelente.

Como disse anteriormente, os caras são excelentes músicos. O material é incrivelmente bem executado. E, como disse, Michael Sweet é um puta cantor. Na minha opinião, está entre os melhores da atualidade. O cara só pegou pedrada e se saiu muito bem. De boa, cantar Rob Halford, Bruce Dickinson, Ronnie James Dio, não é tarefa para qualquer um e o rapaz fez bonito.

Os arranjos, na maior parte do tempo, se mantêm fieis aos originais. Por vez ou outra, ganham um pouco mais de peso, mas nada a ponto de deixar o ouvinte revoltado. Há alguns momentos em que eles deram uma ousada, como em “Shout It Out Loud” (Kiss), onde mudaram a palhetada da guitarra e “Over The Mountain”, onde criaram um novo solo, mas nada que faça neguinho ficar salivando, dizendo ‘que absurdo’. Aliás, o solo de “Over The Mountain” ficou bem interessante. É claro que não supera o original, mas ficou bonito.

Os grandes destaques do disco ficam por conta de “Set Me Free” (Sweet), “Lights Out” (Ufo), “On Fire” (Van Halen), “Blackout” (Scorpions) e a inédita “God”. Hard rock poderosíssimo que conta com um ótimo refrão e uma pegada meia 80´s. Quem curtia os primeiros LP´s do conjunto, irá se identificar com esse som. Discaço!!!!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Divertido e empolgante

Faixas:
      01)   Set Me Free (Sweet)
      02)   Blackout (Scorpions)
      03)   Heaven And Hell (Black Sabbath)
      04)   Lights Out (Ufo)
      05)   Carry On Wayward Son (Kansas)
      06)   Highway Star (Deep Purple)
      07)   Shout It Out Loud (Kiss)
      08)   Over The Mountain (Ozzy Osbourne)
      09)   The Trooper (Iron Maiden)
      10)   Breaking The Law (Judas Priest)
      11)   On Fire (Van Halen)
      12)   Immigrant Song (Led Zeppelin)

      13)   God (Stryper)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Rush – The Garden (2013):





Por Davi Pascale

Trago hoje uma dica para os colecionadores. Não tem muito tempo que escrevi sobre um compacto do Deep Purple, lançado pela Record Store Day. Pois bem, dessa vez tratarei de um disco do Rush, também lançado pela Record Store Day.

Mais uma vez, temos 2 músicas presentes. A diferença é que dessa vez temos 2 versões de uma mesma música. Nesse caso: “The Garden”, uma balada do álbum Clockwork Angels. No lado A, temos a versão do disco. No lado B, uma versão ao vivo. Trata-se da mesma versão do DVD ao vivo Clockwork Angels Tour. Esse disco chegou às mãos do publico um pouco antes do lançamento do vídeo, portanto, quem conseguiu pegá-lo na época, teve acesso à uma música, em primeira mão, do até então novo trabalho do trio canadense. Infelizmente, só tive acesso agora. Portanto, já conhecia ambas as versões. De todo modo, é um belo item de colecionador.

Outra mudança é o formato. O compacto de “Black Night” mantinha o formato 7”, com a mesma arte do LP In Rock. De curiosidade, tínhamos o vinil azul. Aqui, os músicos optaram por lançar o álbum no formato de 10”. E também optaram por lançar o vinil no formato picture. Ou seja, a arte vem estampada no próprio disco e não na capa. As imagens escolhidas foram duas imagens exibidas no telão do show enquanto tocavam a música do disco. Fazem parte das famosas projeções que os músicos exibem.

Imagens utilizadas no disco

Tem muita gente que questiona a qualidade de discos pictures e de discos coloridos. Dizem que pecam na qualidade de som. Discutível. Na verdade, depende mais da maneira que o álbum foi prensado e da gramatura do disco. Quando optam por criar vinil nesse formato, o ideal é que peguem mídias um pouco mais pesadas. Tenho LP´s coloridos com qualidade de som perfeita e LP´s pictures com qualidade excelente também. Esse é um deles. A qualidade de som do disquinho é muito boa.

“The Garden” foi a faixa utilizada para encerrar o disco na época. A música é uma balada muito bem construída, com violões e orquestrações, e na época causou polêmica entre os fãs por conta do conteúdo da sua letra. Nela, o personagem descreve sentimentos e memórias sobre eventos que marcaram sua vida, através de uma metáfora. Muitos admiradores acreditavam que era uma indireta sobre ser seu ultimo álbum. Que, desse modo, encerrariam o disco e sua trajetória. O trio segue tocando, mas até o momento nenhum outro álbum de inéditas foi lançado. Será? Eu acho que eles ainda lançam, pelo menos, mais um disco...

A versão ao vivo é bem fiel e, conforme esperado, incrivelmente bem executada. O grupo nunca fez feio em cima de um palco (aliás, os três são exímios músicos) e aqui não é diferente. Se você não é muito fanático pelo trio, vale mais investir no DVD ao vivo. Se você idolatra os caras, vale a pena correr atrás do disquinho. Afinal, a prensagem é limitadíssima. É certeza que daqui uns anos, você terá algo bem valioso em suas mãos. 

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Ítem de colecionador

Faixas:
      01)   The Garden (Versão Estúdio)
      02)   The Garden (Versão Ao Vivo)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Megadeth – Hidden Treasures (1995):





Por Davi Pascale

Em 1995, o Megadeth soltou no mercado um álbum de raridades. Coletânea bem legal e essencial na coleção dos fãs.

Esse tipo de coletânea é muito bacana. Fora os discos que os artistas soltam, muitos deles (todos?) possuem várias faixas perdidas lançadas em compactos, trilhas sonoras, álbuns tributos, projetos especiais. Material que é difícil de se colecionar. Normalmente se faz isso apenas com aquela ‘banda do coração’. Nos demais, tendemos a ficar na discografia básica. A ideia dos garotos foi justamente compilar esse material em um CD. Nesse caso, a maioria vinha de trilhas sonoras.

Metade do álbum já era meio que manjado entre os fãs que são um pouco mais fieis. “Angry Again”, lançada originalmente na trilha de Last Action Hero (O Ultimo Grande Heroi), tornou-se um grande hit de FM. Trata-se daquela música midtempo, meio no estilão de “Symphony of Destruction” (Countdown to Extinction) ou de “Trust” (Cryptic Writings). “99 Ways To Die”, vinha da trilha sonora Beavis and Butt-Head Experience. Embora mais pesada, a faixa mantém aquela pegada mais melódica, que passaram a explorar com maior clareza no álbum de 1992.

Para quem viveu os anos 80, a versão de “No More Mr Nice Guy” também já era manjadinha. A versão, um pouco mais acelerada que o original, foi lançada na trilha de um filme chamado Shocker. Álbum bem procurado entre os colecionadores por conter uma faixa inédita do Paul Stanley, do Kiss. Entre os fãs de Mustaine, o álbum era um must have porque o cover do Alice Cooper era a primeira gravação de Nick Menza com a banda. “Go To Hell” também era bem procurada entre os colecionadores. Lançada originalmente na trilha de Bill & Ted´s Bogus Journey, seu clipe era uma constante nos programas da MTV que eram voltados para uma temática mais pesada.

 A mais manjada de todas é, certamente, o cover de “Paranoid”, registrada no Nativity In Black. Muito bem interpretada, a faixa ganhou um ar de diversão ao manterem uma brincadeira de estúdio no final da música. Quais são os grandes achados, afinal?

Não sei se dá para chamar de achado, mas “Diadems” da película de terror Demon´s Knight não era tão popular na época, ao menos aqui no Brasil, e nem “Breakpoint” (lançada no Super Mario Bros), uma faixa abandonada da época de Countdown To Extinction que apresenta um riff de guitarra bem legal.

De brinde, os caras soltaram um cover de “Problems” do Sex Pistols, inédita até então. A versão deles não ficou tão popular quanto a versão que fizeram de “Anarchy In The Uk” no clássico So Far, So Good... So What!, mas ainda assim ficou matadora. Não poderia haver final melhor para esse disco.

Hidden Treasures é um trabalho curto. São 8 músicas e pouco mais de meia hora de som, mas ainda assim é um disco bem divertido e que vale a pena ter em sua coleção.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Divertido

Faixas:
      01)   No More Mr. Nice Guy
      02)   Breakpoint
      03)   Go To Hell
      04)   Angry Again
      05)   99 Ways To Die
      06)   Paranoid
      07)   Diadems
      08)   Problems

domingo, 2 de outubro de 2016

Novos Bahianos – Compacto RGE:



Por Davi Pascale

E a galera da Polysom resgata mais um compacto histórico. Lançado originalmente em 1970, esse disquinho é considerado um dos itens mais raros da discografia do lendário Novos Baianos. Muito bacana ver esse produto de volta às lojas.

Esse Novos Baianos, à época Novos Bahianos, é um pouco diferente do Novos Baianos que estamos acostumados. Sem contar com os vocais característicos de Baby Consuelo, atual Baby do Brasil, esse 7” foi gravado em uma fase de transição.

Nessa época, a formação era mais enxuta. No primeiro LP, É Ferro Na Boneca, apenas Moraes Moreira, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Baby Consuelo eram considerados integrantes da banda. O restante da moçada, era considerada músico de apoio e se apresentavam com o nome de Os Leifs. Curiosamente, Baby não participou das gravações desse compacto, daí a capa com apenas 3 rostos desenhados.

Era comum, nos anos 70 e 80, os artistas lançarem compactos. Para quem não viveu a época, trata-se de um disco de vinil em tamanho menor (7” no lugar dos 12” habituais) com poucas faixas. Os mais comuns eram os de 2 faixas (compacto simples) e os de 4 faixas (compacto duplo). Apesar da expressão ‘duplo’, era um disquinho só com 2 músicas de cada lado. A expressão ‘duplo’ é porque vinha o dobro de faixas.  Eram, mais ou menos, como os CD´s singles dos anos 90/00. Às vezes, lançavam um produto repleto de material inédito, mas na maioria das vezes, era focada a música de trabalho.

No caso desse disco, o material era inédito. Essas 4 canções não foram incluídas em nenhum LP do conjunto, por isso era um ítem tão cobiçado entre os colecionadores. Nessa época, os garotos ainda apostavam em uma sonoridade mais roqueira, não exploravam tanto seu lado João Gilberto. Relação que influenciaria diretamente o rumo de suas composições a partir de então.

Os arranjos apresentados aqui eram mais rock n roll, ainda não tinha a influência do samba, da MPB e da bossa nova de maneira tão presente nos arranjos. “Psiu” aposta num rock n roll lisérgico, psicodélico, com um ‘q’ de Tropicália (influencia sentida nos experimentalismos), já “29 Beijos” era o oposto. Se tirarmos a guitarra levemente distorcida, temos uma balada altamente influenciada pela Jovem Guarda (influência presente em seu primeiro álbum).

“Globo da Morte”, embora seja bem rock n roll, já trazia uma influencia, de leve, da MPB, daí eu dizer que esse compacto representava uma transição. A influencia pode ser sentida, com clareza, no arranjo dos violões. “Meu Mini Planeta Iris” é minha favorita do compacto com um arranjo mais suingado, quase um blues.

Esse disco ficou conhecido entre os fãs pelo nome de Psiu, nome da primeira música do disco e retornou recentemente às lojas em CD e Compacto. Quem curte a banda, aproveita agora porque esse disco de época é caro. E quem gosta de rock brasileiro, também vale a pena correr atrás, afinal trata-se de um registro histórico. Fica a dica...

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Histórico

Faixas:
      01)   Psiu
      02)   29 Beijos
      03)   Globo da Morte
      04)   Meu Mini Planeta iris