sábado, 20 de agosto de 2016

Notícias do Rock



Fique por dentro de tudo que está rolando na cena do rock. Dentro e fora do Brasil. Aqui, trazemos alguns dos maiores destaques da última semana. Confira!

Por Davi Pascale


Rex Brown prepara álbum solo



O baixista do Pantera, Rex Brown, está preparando um álbum solo. O músico promete um trabalho bem diferente daquilo que esperam dele. O material que chegará às lojas em 2017, apresenta uma forte influencia de 70´s e trará o músico se aventurando nas guitarras e nos vocais. Além do baixo, é claro. No mínimo, curioso.


Meshuggah grava novo álbum em velho formato



Tomas Haake, baterista do Meshuggah, admitiu em recente entrevista à Metal Hammer que considera Obzen (2008) e Koloss (2012) muito perfeitinhos. Segundo o musico, ele gosta dos discos, mas acha que não transmite o que a banda realmente é. Para que conseguissem um trabalho mais satisfatório, ao menos para eles, resolveram gravar o próximo trabalho tocando ao vivo no estúdio, como costumavam fazer nos primórdios. O disco em questão se chama The Violent Sleep Of Reason e chegará às lojas no dia 17 de Outubro.


Metallica divulga nova musica

O novo álbum do Metallica finalmente está para ser lançado.  Hardwired... To Self-Destruct chega às lojas no dia 18 de Novembro. O disco será duplo, tendo 12 faixas e 80 minutos de som. Quando soube que o produtor seria Greg Fieldman (o mesmo de Lulu), me deu um frio na barriga, mas o novo single me empolgou bastante. Confira!




Temple of The Dog relançará álbum e fará shows

O supergroup Temple Of The Dog relançará seu único álbum como forma de comemorar os 25 anos do material. Para a alegria dos fãs, os músicos resolveram estender a celebração aos palcos. Ao que tudo indica, serão apenas 5 shows, todos em território norte-americano. O disco será lançado em 4 formatos diferentes. O material chega às lojas dia 30 de Setembro. Os músicos já soltaram uma das faixas inéditas. Saca só...




Morre músico do Azul 29



Quem viveu os anos 80, certamente se lembra do Azul 29. O grupo, que fazia um som calcado na new wave, conseguiu um enorme destaque com a faixa “Videogame”, uma das canções à integrar a trilha do filme Bete Balanço. Na ultima quinta (18), Thomas Bielefeld, vocalista e tecladista do grupo, faleceu em Pindamonhangaba. O musico havia sido internado em Julho por conta de insuficiência cardíaca e respiratória e havia sido transferido para a UTI por conta de uma grava infecção. R.I.P.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Kurt Cobain – All Apologies (2008):





Por Davi Pascale

E eu continuo revirando os documentários de rock no mundo da Netflix. É sério, acostumem-se. Já tem pelo menos uns 4 na minha lista para assistir. Dessa vez, foi a vez de um sobre o líder do Nirvana, Kurt Cobain. A ideia é bacana, mas o resultado poderia ter sido um pouco melhor.

All Apologies foi produzido pelo grupo BBC. A ideia era tentar compreender o mito e toda a áurea criada em torno do compositor. No mínimo, interessante e, de certa forma, diferente já que não se trata de mais um filme em torno de sua morte.

O impacto do Nirvana realmente foi enorme. Esse eu posso afirmar, sem medo de errar, porque eu vivi a época de explosão do trio. Não é exagero o que comentam sobre o megahit “Smells Like Teen Spirit”. Lembro do quão rápido ela subiu nas paradas e do quanto impactou os jovens na época. Não demoraria muito para que começasse a notar retratos do grupo colados nos fichários dos colegas de classe e nem para presenciar inúmeras bandas interpretando suas canções em festivais ou para notar jovens colegas deixando a franja crescer para se parecer com o Kurt.

Houve também um enorme impacto no cenário. O sucesso do grupo abriu as portas para que o gênero grunge finalmente tomasse as rádios de assalto. Do nada, víamos surgir bandas à todo momento. E também alguns que já estavam na cena há algum tempo, finalmente ganhando o destaque que mereciam. Caso do Soundgarden.

Portanto, a ideia do documentário é bem realista. O grande problema é que foram entrevistadas pouquíssimas pessoas e quase todas com um ponto de vista parecido. Com isso, o assunto não deslancha como deveria. Outro grande problema que vejo é que as informações que costuram o filme são todas super manjadas entre os fãs. Nenhuma informação que te faça dizer ‘uau. Olha isso!’

Embora a morte do cantor não seja o tema principal, obviamente ela é mencionada e os entrevistados dão sua versão. Vão em cima da versão oficial. Ou seja, de que Kurt se matou por não aguentar a pressão gerada em cima da ideia de ser o porta-voz de uma geração. Os entrevistados até falam algumas frases bonitas, mas nada que cause um choque realmente.

Achei que faltaram alguns personagens principais. Courtney Love poderia ter participado (afinal, foi ela quem leu a carta do suicídio para os fãs), Dave Grohl deveria ter sido entrevistado. Foi bacana ver Chad Channing, mas eles estouraram depois que Grohl assumiu as baquetas. Se a ideia é retratar o sucesso do trio e seu legado...

Enfim, All Apologies é um filme que diverte, ajuda a passar o tempo, mas não mudará sua visão em cima do grupo e nem trará nada de novo, caso vocês os acompanhe à algum tempo. Esperava mais...

Status: Razoável
Nota: 6,0 / 10,0

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Pitty – Turnê Sete Vidas Ao Vivo (2016):



Por Davi Pascale

Pitty lança novo DVD ao vivo. Registro traz a artista em melhor momento de sua carreira. Ítem indispensável na coleção de quem curte rock nacional.

Rock mainstream, no Brasil, sempre foi visto com maus olhos. Sempre tem aquela turminha que gosta de dizer que aquilo não presta, que não é rock, que é um vendido. Só porque o artista entrou nas ondas das FM´s. Pitty veio do underground, entrou no mainstream e conseguiu se firmar. Até hoje ostenta uma grande e fiel legião de fãs. Tarefa que não é lá muito fácil.

Desde que lançou seu debut, Admirável Chip Novo (2003), a roqueira já passou por poucas e boas. Já teve disco bem recebido, disco não tão bem recebido, integrante que sai, integrante que entra, ex-integrante abrindo processo, ex-integrante que vai para outra esfera. Sem contar nas inúmeras críticas recebidas pela imprensa especializada. Foi somente em Sete Vidas (2014) que os críticos se renderam aos seus encantos. Não é seu melhor álbum, mas provavelmente notaram que não dava mais para ignorá-la.

Questão de melhor disco sempre é discutível. Porque entra a questão de gosto, de impacto, etc. Nos palcos, contudo, é inquestionável que atravessa seu melhor momento. O show nunca esteve tão produzido, a banda nunca esteve tão entrosada e ela nunca esteve tão segura em seus vocais.

Houve algumas mudanças no lineup. Além de Guilherme assumindo o lugar do Joe, temos a participação de Paulo Kishimoto fazendo todo o complemento dos arranjos. O garoto ataca no lap steel, nos teclados e na percussão dando mais vida aos arranjos e deixando-os mais próximos às versões de estúdio. Guilherme também é melhor músico que Joe. Mais seguro e com mais pegada.

O show dela continua como sempre foi. Musica atrás de música, poucas falas. Ao contrário de A Trupe Delirante No Circo Voador, onde focava no Chiaroscuro e nas canções que haviam ficado de fora de (Des)Concerto, traz aqui um set misturando canções de Sete Vidas com os clássicos de sua carreira.

Seu disco mais recente foi bastante lembrado. Teve 8 faixas executadas aqui. Pitty tem o publico na palma da sua mão. A garotada conhece todas as letras. Nas mudanças de arranjo, vale citar o hit “Memórias” com a citação de “Ando Meio Desligado” (Mutantes) e a versão de “Só Agora”. Apenas com a cantora na guitarra e voz.

O show está mais bem produzido. Com várias projeções nos telões, iluminação caprichada. O publico continua respondendo bem à canções como “Admirável Chip Novo”, “Me Adora”, “Equalize” e “Máscara”. Do álbum mais recente, gostei de “Deixa Ela Entrar”, “A Massa”, “Boca Aberta”. A ideia de fechar o show com “Serpente” também foi um acerto. Casou bem com o espetáculo e tira um pouco da previsibilidade dos roteiros.

Fora a apresentação, temos um documentário intitulado Dê Um Rolê. Durante 55 minutos, temos imagens de bastidores, apresentações em outras cidades, aeroportos, entrevistas e tudo mais. Bem bacana. Turnê Sete Vidas Ao Vivo está super bem produzido e merece ser conferido entre a moçada que gosta de rock brasileiro. Gosta da Pitty? Pode comprar! Nunca gostou? Tente dar mais uma chance à garota. Bela fita!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Profissional

Faixas:
      01)   Setevidas
      02)   Anacrônico
      03)   Admirável Chip Novo
      04)   Semana Que Vem
      05)   Deixa Ela Entrar
      06)   Teto de Vidro
      07)   Memórias
      08)   Um Leão
      09)   Pulsos
      10)   A Massa
      11)   Só Agora
      12)   Olho Calmo
      13)   Boca Aberta  
      14)   Pequena Morte
      15)   Me Adora
      16)   Equalize
      17)   Na Sua Estante
      18)   Máscara / Bom Senso
      19)   Serpente

      Extras: Documentário Dê Um Rolê

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Tarja – Luna Park Ride DVD (2015):



Por Davi Pascale

Tarja Turunen lança novo DVD ao vivo. Vídeo traz apresentação rara acrescida de material bônus. Ítem essencial na coleção dos fãs.

Em 2012, a cantora finlandesa lançou seu primeiro álbum ao vivo: Act I: Live In Rosario. Gravado durante a What Lies Beneath World Tour, material trazia uma longa apresentação gravada em altíssima qualidade. Para deleite de seus fãs, foi lançada na época uma edição especial com um DVD bônus. É esse DVD que chega agora nas lojas.

O material que era bônus virou o principal. Como vocês já puderam sacar, não se trata dos shows do álbum Colours In The Dark. É do trabalho anterior. Mais precisamente, uma apresentação na Argentina. Há alguns diferenciais em relação ao vídeo já conhecido entre seus fãs. Dessa vez, as imagens foram realizadas através dos próprios fãs. Somente o áudio foi gravado de maneira profissional. É quase um bootleg!

A produção do show também estava um pouco mais simples com a cantora um pouco mais solta no palco, conversando com o publico em espanhol e arriscando uma versão do conjunto Soda Stereo (“Signos”). Como era de esperar, a banda é afiadíssima (com destaque para o monstro Mike Terrana) e Tarja demonstra o porquê de tanta babação de ovo em cima dela. A mulher, além de gata, é afinadíssima.

O setlist mistura canções de My Winter Storm, What Lies Beneath com alguns (poucos) clássicos do Nightwish. Vale destacar: “Dark Star”, “My Little Phoenix”, “I Walk Alone”, “Stargazers” e o medley de “Where Were You Last Night/ Heaven Is a Place On Earth/ Livin´ On a Prayer”.

A qualidade de imagem é boa para os moldes em que foi criado. Não traz aquela imagem límpida, ultra HD, mas também não é aquela imagem cheia de tremedeira e nem aquela imagem em que você enxerga um vulto onde acredita se tratar do artista.

Mesmo quem desembolsou uma graninha a mais na época para ter o até então filme inédito, terá que recorrer à esse lançamento. Já que aqui temos material extra. Bem interessante, por sinal. São 75 minutos de performances ao vivo, todas inéditas.

No bônus temos 5 performances distintas. Não são completas. Apenas os melhores momentos. Em termos de qualidade de gravação, as melhores são as de 2014. Imagem perfeita. Em relação à curiosidade destacaria a versão de “The Siren” no Summer Breeze 2011, “500 Letters” no Tele-Club 2014, além de “Never Enough” e “Victim of Ritual”, ambas extraídas do Summer Breeze 2014. Outro momento bem interessante é o dueto que realiza ao lado do grupo Van Canto no cultuado Wacken Open Air.

Se você não tem nenhum DVD ao vivo da cantora e busca um, recomendo o ACT I. Se você acompanha a cantora a cada lançamento, esse material servirá como um belo complemento ao vídeo citado. São 152 minutos de pura diversão. Recomendo!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Muito Bom

Faixas:
DVD 1:
      01)   Dark Star
      02)   My Little Phoenix
      03)   The Crying Moon
      04)   I Walk Alone
      05)   Falling Awake
      06)   Signos
      07)   Little Lies
      08)   Underneath
      09)   Stargazers
      10)   Ciaran´s Well
      11)   In For a Kill
      12)   Where Were You Last Night / Heaven Is a Place On Earth / Livin´ On  a Prayer
      13)   Die Alive
      14)   Until My Last Breath
      15)   Wishmaster

DVD 2:
      01)   In For a Kill (Masters of Rock 2010)
      02)   I Walk Alone (Masters of Rock 2010)
      03)   The Archive Of Lost Dreams (Masters of Rock 2010)
      04)   Crimson Deep (Masters of Rock 2010)
      05)   I Feel Immortal (Summer Breeze Open Air 2011)
      06)   The Siren (Summer Breeze Open Air 2011)
      07)   Until My Las Breath (Summer Breeze Open Air 2011)
      08)   500 Letters (Tele-Club 2014)
      09)   Damned And Divine (Tele-Club 2014)
      10)   Neverlight (Tele-Club 2014)
      11)   Anteroom of Death – c/ Van Canto (Wacken Open Air 2014)
      12)   Never Enough (Summer Breeze Open Air 2014)
      13)   Die Alive (Summer Breeze Open Air 2014)
      14)   Victim of Ritual (Summer Breeze Open Air 2014)

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Motorhead – Clean Your Clock (2016):





Por Davi Pascale

Chega ao mercado mais um álbum ao vivo do Motorhead. Com registros de 2015, trabalho mostra força do legado construído e o esforço sobrenatural de Lemmy. Uma homenagem digna à uma das vozes mais emblemáticas da música pesada.

Poucas bandas se mantiveram tão fiéis aos seus princípios quanto o Motorhead. Durante os mais de 40 anos que tiveram na estrada, os músicos nunca se renderam à tendências. Sempre mantiveram seu som, sua postura. Mesmo nos períodos de dificuldades. Como é comum em uma banda com tantos anos, sua discografia possui álbuns mais inspirados e menos inspirados. Mas, no palco, nunca ficaram a dever.

Clean Your Clock traz os melhores momentos das apresentações ocorridas em Munich (Alemanha) nos dias 20 e 21 de Novembro de 2015. São conhecidos por serem os últimos registros profissionais do trio em cima de um palco. A gravação é como Lemmy gostaria, extremamente honesta. Sem truques para disfarçar os deslizes. Com uma audição mais atenta pegamos alguns erros de execução, mas nada que comprometa a performance, muito menos sua importância dentro do cenário.

O mesmo vale para a interpretação do saudoso Lemmy Kilmister. Seus colegas Mikkey Dee e Phil Campbell soam imbatíveis, transpiram energia em uma performance avassaladora. Lemmy, entretanto, já demonstrava fragilidade. Sua voz já havia sofrido um grande baque. Algo perceptível tanto nas falas quanto no canto. Seu baixo também já não tinha o destaque de outrora. Infelizmente, já era nítido que nosso herói estava enfraquecendo. Estava sendo cobrado pelos seus anos de excessos.

Algo que não enfraqueceu no decorrer dos anos é o repertório. Pelo contrario, parecia cada vez mais forte. De seu último álbum, (o ótimo) Bad Magic, apenas “When The Sky Comes Looking For You” marca presença.  “Lost Woman Blues” de Aftershock também aparece por aqui, mas é realmente nos seus grandes clássicos que o bicho pega.

Mesmo com seu líder estando um tanto debilitado, o público respondia bem à petardos como “Bomber”, “Stay Clean”, “Overkill”, “Ace of Spades”, “Orgasmatron” e “Doctor Rock”. Embora Phil tenha realizado um número solo extremamente curto, ele é um dos grandes destaques do show executando as músicas com perfeição e com seu timbre característico.

Houve tempo ainda para clássicos menores como “Rock It” (Another Perfect Day) e “Over The Top” (Bomber). Entretanto, entre essas não tão manjadas a que me chamou realmente a atenção foi a inclusão de “Whorehouse Blues” (Inferno), interpretada apenas com violão, voz e gaita. Algo que não é exatamente aquilo que esperávamos quando o trio subia no palco. Mas sempre gostei dessas 'excentricidades'.

Certamente, Clean Your Clock não é o melhor registro ao vivo do Motorhead. Ainda mais para uma banda que tem um disco do nível de No Sleep ´til Hammersmith. Entretanto, serve como uma homenagem digna e também para matarmos as saudades. Play it loud, “if it´s too loud, you´re too old”! 

Nota: 7,5 / 10,0
Status: Homenagem digna

Faixas:
      01)   Bomber
      02)   Stay Clean
      03)   Metropolis
      04)   When The Sky Comes Looking For You
      05)   Over The Top
      06)   Guitar Solo 
      07)   The Chase Is Better Than The Catch
      08)   Lost Woman Blues
      09)   Rock It
      10)   Orgasmatron
      11)   Doctor Rock
      12)   Just ´Cos You Got The Power
      13)   No Class
      14)   Ace of Spades
      15)   Whorehouse Blues
      16)   Overkill