quarta-feira, 20 de julho de 2016

Heart – Beautiful Broken (2016):



Por Davi Pascale

O grupo das irmãs Wilson está com um novo trabalho nas lojas. Álbum resgata faixas obscuras, conta com um convidado ilustre e tira os músicos de um jejum de 4 anos.

Fazer um álbum de regravações não é algo exatamente original e dificilmente agradará os velhos fãs que têm muitas daquelas canções em sua cabeça como clássicos, perfeitas e intocáveis. Só que esse trabalho não é uma regravação de hits ou de clássicos. São canções que serão reconhecidas apenas por aqueles que são fãs de carteirinha.

Na verdade, Ann e Nancy resolveram regravar algumas musicas de alguns álbuns dos anos 80, onde elas não estavam satisfeitas com a mixagem original. Vieram 2 de Passionworks,2 de Private Audition e 2 de Bebe Le Strange. Para completar, incluíram uma releitura de um bônus track do seu mais recente disco (Fanatic) e 3 canções novas.

Esses 3 discos são recheados de baladas e aqui não foi diferente. Então, vá com calma. Com todo o auê em cima da participação do convidado ilustre, muita gente que não conhece a trajetória do grupo à fundo ficará meio decepcionado quando notar que aquela faixa é a única com aquela pegada suja e pesada.

O convidado em questão é nada mais, nada menos do que James Hetfield, a voz do Metallica. O músico dá as caras na releitura de “Beautiful Broken”. A faixa que leva o nome do disco já havia sido lançada como bônus track de Fanatic. Assim como as demais faixas escolhidas, não sofreram nenhuma mudança drástica nos arranjos. Se bem que confesso que foi divertido ouvi-los juntos.

As faixas dos anos 80 também não foram recriadas. O que fizeram praticamente foi tirar aqueles sons de bateria eletrônica, de teclados oitentistas. Deram mais ênfase nos vilões, nas orquestrações. Em outras palavras, deixaram o som mais puro. Gostaria de ter escutado mais canções com uma pegada mais rock n roll. Uma releitura de “How Can I Refuse” (Passionworks), por exemplo, poderia ficar bem interessante.

As 3 inéditas também são canções lentas. A melhor delas, por sinal uma das melhores do disco, é “I Jump”. Essa música poderia ter sido incluída no álbum Jupiter´s Darling. Traz aquela influencia de Led Zeppelin escancarada. “Heaven”, que conta com orquestrações e guitarras slides, também é bem interessante. Já “Two” achei bem sem graça. Não por pertencer à um cantor de R&B (na verdade, ela é do repertório do Ne-Yo), mas achei a musica malinha mesmo. Das regravações, a que mais gostei foi o blues “Down On Me”.

Beautiful Broken é um trabalho bacana, bem gravado, mostra que Ann Wilson ainda está com a voz super em dia, mas não é um álbum recomendado à todos. Você não se tornará um novo fã ouvindo esse disco. É recomendado apenas para quem realmente é fã do grupo e gosta e conhece as musicas dos anos 80 à fundo. Se esse é teu caso, confira!

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Devagar

Faixas:
      01)   Beautiful Broken (Fanatic)
      02)   Two (Nova – cover Ne-Yo)
      03)   Sweet Darlin´ (Bebe Le Strange)
      04)   I Jump (nova)
      05)   Johnny Moon (Passionworks)
      06)   Heaven (nova)
      07)   City´s Burning (Private Audition)
      08)   Down On Me (Bebe Le Strange)
      09)   One Word (Private Audition)
 10)   Language of Love (Passionworks)

terça-feira, 19 de julho de 2016

Train – Does Led Zeppelin II (2016):





Por Davi Pascale

Train regrava álbum clássico do Led Zeppelin. Trabalho surpreende pela fidelidade e competência dos músicos envolvidos. Vale a pena checar, mesmo que você não curta o som com pegada mais pop do conjunto.

Quem conhece de perto a obra do Train sabe da admiração que os rapazes têm pelo grupo de Jimmy Page. Em seu DVD ao vivo Midnight Train, os músicos arriscaram uma competente versão de “Ramble On”. Mais do que isso, seu vocalista Pat Monahan, costumava cantar em uma banda cover do Led Zeppelin, Rogues Gallery, antes de atingir o estrelato. Mas sejamos sensatos, com o estilo de carreira que criaram, um trabalho como esse não era exatamente óbvio.

Ok. Sempre foram uma banda competente e fizeram bons discos (o álbum Drops of Jupiter, por exemplo, é excelente) mas sempre buscaram uma sonoridade mais pop rock. Seu mais recente álbum, Bulletproof Picasso, trazia os músicos querendo ganhar reconhecimento da juventude. Apostava em uma pegada mais Maroon 5. Provavelmente, o trabalho mais pop de sua trajetória. Portanto, esse trabalho agora é mais do que surpreendente.

Regravar Led Zeppelin é um terreno perigoso. Além de contar com 4 exímios músicos em sua formação, seus admiradores os consideram gênios, consideram sua obra sagrada. Ou seja, você irá ralar para aprender a música e sofrerá uma cobrança enorme quando for apresentar o resultado. E, sendo honesto, os garotos fizeram um trabalho digno, altamente respeitável.

Musicos revivem álbum do Led Zeppelin e se saem bem

As músicas não foram modernizadas, nem foram transportadas para o universo train. Pelo contrário, as versões estão bem fieis. Tanto no instrumental, quanto nas linhas vocais. A ideia desse registro nasceu depois de terem interpretado o álbum na integra no cruzeiro Sail Across The Sun. O que começou como uma brincadeira, acabou se tornando um novo álbum dos garotos.

Talvez, o maior desafio de uma banda que se sujeite a tocar Led Zeppelin seja justamente encontrar um baterista para interpretar o material. John Bonham tinha um estilo único e é considerado um dos maiores bateristas da história do rock. Aqui, a situação é ainda mais dramática já que a faixa “Moby Dick” era praticamente um solo de bateria. Drew Shoals, manda bem no álbum, mas obviamente não está no mesmo nível de Bonham. A própria "Moby Dick" comprova isso. Mas, como disse, o batera do Led era meio fora de série, portanto peguemos leve.

Pat Monahan fez um bom trabalho vocal, mas o grande destaque do CD é realmente o trabalho de guitarra de Jimmy Stafford. Ele não reproduz o timbre de guitarra original, mas foi extremamente cuidadoso na hora de aprender os riffs e solos.

A sequencia original foi mantida. A ideia aqui, nitidamente, não era recriar. Apenas, prestar uma homenagem à um de seus ídolos. E, como disse, está muito bem feita. Álbum extremamente divertido e vale a pena ser conferido, mesmo que você não seja um fã do Train.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Fiel

Faixas:
      01)   Whole Lotta Love
      02)   What Is And What Should Never Be
      03)   The Lemon Song
      04)   Thank You
      05)   Heartbreaker
      06)   Living Loving Maid (She´s Just a Woman)
      07)   Ramble On
      08)   Moby Dick
      09)   Bring It On Home

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Fresno – Teatro Paulo Machado (17/07/2016):





Por Davi Pascale
Fotos: Davi Pascale

Ontem foi a vez de São Caetano conferir de perto a nova tour da Fresno. Com teatro cheio, músicos relembraram o álbum que os jogou para a cena mainstream em uma apresentação de aproximadamente 90 minutos.

Para seus fãs mais fervorosos, o evento começou mais cedo. Perto das 16h, os músicos abriram a porta do teatro para aqueles que haviam adquirido o ingresso Fresno Experience. Essas pessoas puderam conferir de perto uma parte da passagem de som, aproximadamente 40 minutos, e depois tiveram acesso aos músicos para fotos e autógrafos. O evento estava bem organizado e os rapazes foram bem simpáticos com o pessoal que foi mais cedo ao teatro para conhecê-los.

O show aberto ao público iniciou às 19h20 com a apresentação de uma banda local. Mais precisamente, da cidade de Santo André. Atendendo pelo nome de Ltda, os garotos fizeram uma apresentação redonda. Quando deram o start, a maior parte da galera ainda não havia chegado. Muitas pessoas deixaram para chegar mais próximo do horário da banda principal. O publico foi chegando aos poucos. Uma pena! Os garotos são bem competentes. O som estava bem equalizado, com os instrumentos bem definidos, e os cantores são bem afinados. Durante 40 minutos, misturaram canções autorais com alguns (poucos) covers. As musicas próprias traziam uma feliz mistura entre reggae, ska e rock. À grosso modo, diria que são um Paralamas mais moderno. Foi um show bacana de assistir.

LTDA em ação

Os gaúchos da Fresno subiram ao palco às 20h30. Os músicos estão na estrada comemorando 10 anos do álbum Ciano. O trabalho responsável por tirá-los do circuito alternativo e os levarem para a grande massa.  

A noite iniciou com “A Resposta” e já deu para sentir que teríamos uma noite bem especial. O publico cantava a letra junto com o grupo. Thiago Guerra sentava a mão na bateria sem dó. Lucas Silveira estava bem à vontade no palco e demonstrou ter evoluído bastante nos quesitos vocais. A faixa seguinte foi “Quebre as Correntes”, o maior hit do álbum em questão. Nessa, todos se levantaram dos assentos e tomaram o teatro. A partir daí, ninguém mais ficou sentado.

Seus seguidores são bem fiéis ao grupo. Conhecem todas as letras, muitos vão à várias apresentações. Os músicos parecem ter noção do impacto que têm entre a juventude. Durante o show, passam várias mensagens positivas para o publico.

Imagem da passagem de som

O set seguiu a ordem original do CD. Algumas músicas foram estendidas com trechos para o público cantar, o que colaborou para que o show não ficasse muito curto. Quem assistiu ao DVD em comemoração aos 15 anos de banda, sabe mais ou menos como funciona. Canções como “Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco de Minhas Lágrimas”, “O Peso do Mundo” e “Alguém Que Te Faz Sorrir” tiveram boa resposta do público.

Antes de “Soneto Para Petr Cech”, Lucas comentou que havia escrito a canção em homenagem à sua mãe. “Mas ela não veio hoje. Ficou na casa dela assistindo o Fantástico”, brincou arrancando algumas risadas da plateia. A primeira parte do show terminou com o cantor sozinho no palco interpretando “Infância”. A música que originalmente era predominada pelo teclado, acabou se transformando numa versão guitarra/voz e ficou bem interessante.

Logo ao final da musica, os demais músicos retornaram ao palco e emendaram o que teoricamente seria o bis. As responsáveis por fechar a noite foram as 3 músicas que apareciam no CD original como bônus: “Teu Semblante”, “Stonehenge” e “Sono Profundo”.

O Fresno é uma banda que ainda se depara com muitos detratores. Não sei qual a relação que você leitor tem com o trabalho dos músicos, mas para quem é fã da banda, vale a pena conferir o show dos caras.  A banda está muito bem entrosada. Quem curte, pode ir sem medo. Irá se divertir!

domingo, 17 de julho de 2016

Heaven´s Basement – Unbreakable (2011):





Por Davi Pascale

Heaven´s Basement nasceu de uma banda que eu gostava muito. Uma banda de hard rock britânica chamada Roadstar. Quando lançaram seu debut, apostava neles e no The Answer como possíveis destaques no universo do hard rock. O The Answer foi pra frente, o Roadstar infelizmente, não. Das cinzas do Roadstar veio o Heaven´s Basement.

Unbreakable foi o segundo EP do grupo e o primeiro a apontar para uma nova sonoridade. O EP auto-intitulado de 2008 apontava para um hard rock mais clássico, mais calcado no blues. Nesse trabalho, começaram a apostar em uma sonoridade mais moderna, visando a entrada no mainstream. Misturavam em seu som influencias de grupos como Backyard Babies e Foo Fighters.

Outra mudança marcante foi o vocalista. Richie Hevanz, responsável pela gravação do (ótimo) primeiro álbum, tinha um alcance maior e escrevia umas linhas vocais mais 80´s. Os fãs da cena hair metal provavelmente curtirão muito o primeiro CD deles. Aaron Buchanan, responsável por esse segundo CD, já cantava com a voz mais rasgada, trazia umas linhas vocais mais modernas. Para a nossa alegria, a qualidade do disco foi mantida.

Embora contem com uma veia comercial, o grupo não perdeu o peso. Chris Rivers continuava sentando o braço na bateria. Outro grande destaque é o guitarrista Sid Glover. O garoto manda bem tanto na construção de riffs, quanto de solos. Justamete por se tratar de um EP, o trabalho não é longo. São apenas 30 minutos de som, mas 30 minutos bem empolgantes.

A que mais se aproxima do primeiro trabalho é a ótima “Paranoia”. Faixa onde mantêm um clima festivo e dona de um ótimo refrão. Outra que conta com um refrão marcante é a contagiante “The Long Goodbye”. A quase punk “Leeches” traz um trabalho de guitarra bem bacana de Sid Glover. Outro momento de destaque do garoto é o riff inicial de “Close Encounters”. As duas primeiras faixas são as mais modernas do disco. Entre as duas, “Guilt Trips And Sins” é a minha favorita trazendo aquela pegada hard+punk. Ok, a jogadas não é de hoje. O próprio Guns n´Roses já havia brincado com isso no histórico Appetite For Detruction, mas aqui contam com uma pegada mais moderna. Meia Backyard Babies, meia Babylon Bombs até.

A banda ainda segue na ativa, embora esteja um tempinho sem lançar nada. Seu último trabalho foi o álbum Filthy Empire, lançado em 2013. Quem não conhece, vale a pena correr atrás. Se tivessem um pouco mais de mídia, seriam muito mais forte do que são. Qualidade os caras têm de sobra. Para ouvir no talo!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Unbreakable
      02)   Guilt Trips And Sins
      03)   The Long Goodbye
      04)   Close Encounters
      05)   Paranoia
      06)   Let Me Out Of Here
      07)   Leeches

sábado, 16 de julho de 2016

Notícias do Rock

Por Davi Pascale

Chegamos a mais um capítulo do notícias do rock. Fique por dentro do que foi mais comentado entre os rockers nos últimos dias.


Joe Perry passa mal durante show do Hollywood Vampires



O mundo do rock não para de nos dar sustos. O último que tomamos foi no último domingo quando foi anunciado de madrugada que Joe Perry, guitarrista do Aerosmith, havia passado mal durante uma apresentação do grupo Hollywood Vampires. As notícias chegavam de todos os lados, totalmente desencontradas. Houve até gente declarando sua morte. Para nossa alegria, o rapaz continua vivo e aparentemente está melhorando. Até o fechamento dessa edição, a novidade é de que o músico havia sido liberado do hospital e se recuperava em sua residência. Desejamos melhoras para o rapaz.


Guns n Roses se apresentará no Brasil



Na última quarta, foi anunciado que o grupo Guns n´ Roses se apresentará no Brasil em Novembro. Segundo a produtora Mercury Records, os músicos se apresentarão em 5 cidades: Porto Alegre (8), São Paulo (11), Curitiba (15), Rio de Janeiro (18) e Brasilia (20). Já vai salvando o dinheiro...


Paulo Miklos abandona os Titãs



É... A situação não está fácil para os Titãs. O cantor Paulo Miklos anunciou essa semana que está se desligando do grupo. A situação fica cada vez mais frágil para o grupo de Tony Belloto. A banda, que já foi um dos maiores nomes do rock brasileiro, já perdeu 5 integrantes da formação original e se vê agora reduzida a um trio. Os músicos anunciaram que seguem adiante. Mario Fabre, ao que tudo indica, foi efetivado sendo reconhecido como um novo titã, assim como o novo integrante Beto Lee. Na torcida para que consigam dar a volta por cima.


Rikki Rockett livre do câncer



O baterista do Poison, Rikki Rockett, anunciou que está livre do câncer. O músico havia sido diagnosticado com um câncer de língua. Rikki, atualmente com 54 anos, descobriu a doença no final de 2015 e realizou um tratamento experimental na cidade de San Diego. A notícia foi dada pelo próprio musico, em sua página oficial do Instagram.


Fred está fora dos Autoramas



A banda Autoramas está crescendo na cena. Sua música de trabalho “Quando a Polícia Chegar” entrou com força nas estações de rádio. Isso, não impediu, contudo, que o grupo atravessasse mais uma dificuldade. O baterista Fred resolveu pedir as contas. Ao que tudo indica, os músicos já têm um novo nome e deve anuncia-lo em breve. Boa sorte para ambos os lados.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Felipe Machado – FM Solo (2015):



Por Davi Pascale

Guitarrista do Viper lança seu primeiro álbum solo. Musico continua apostando na língua inglesa, mas traz sonoridade distinta de seu grupo principal. Trabalho apresenta excelentes composições e irá agradar aqueles que não se prendem unicamente ao heavy metal.

E lá se vão 10 anos desde que tive meu primeiro contanto com o Felipe. Não artisticamente, mas pessoalmente mesmo. Artisticamente pode voltar no tempo mais uns 13, 14 anos. Primeiro contato que tive com ele foi na redação da revista RockLife. Na época, havia me juntado à sociedade e quando fui apresentado à equipe, descobri que ele era o editor da publicação. No dia, comentei com ele. “Conheço seu trabalho com o Viper. Gosto da banda de vocês. Assisti vocês no Monsters of Rock de 1994”. Sorridente, agradeceu, perguntou que disco gostava mais e se dispôs a me ajudar no que fosse necessário. Quieto, calmo, parecia bem diferente daquela pessoa que víamos nos palcos correndo de um lado para o outro com a guitarra repleta de distorção.

As distorções permanecem aqui, mas não se trata de um CD de heavy metal. É basicamente um disco de rock n roll. A produção tem um toque mais moderno e os arranjos são mais simples do que o trabalho que realiza ao lado de Pit Passarell. Sem bumbo duplo, sem twin guitars, sem falsetes. Somente uma característica permanece. A escolha por compor em inglês.

Durante o tempo em que trabalhamos juntos, chegamos a conversar sobre rock n roll algumas vezes. Lembro quando disse que estava em uma onda de escutar bandas inglesas e do amor que tinha pelo trabalho do Morrissey. Portanto, para mim, não foi nenhum espanto quando encontrei essas referências aqui. Há 2 covers aqui. “Tourists” da banda inglesa Athlete e “Speedway”, do cantor dos Smiths. Surpreso? Eu, não. Embora não seja fã do Morrissey achei a música boa e está muito bem gravada. O arranjo não sofreu grandes alterações. Portanto, se você é um fã do cantor inglês pode pegar para ouvir sem medo.

Felipe Machado estreia como artista solo

Difícil rotular esse álbum. Felipe buscou referências em diferentes fontes. “Take a Chance” tem uma pegada suingada meio Daft Punk, uma bateria meia Franz Ferdinand.  “Perfect One” traz aquela bateria reta e veloz, com efeitos modernos, remetendo à artistas como Nine Inch Nails fase Fragile ou Marilyn Manson fase Portrait of An American Family. “Dark Angel” já traz uma pegada mais punk rock. “Unnatural Feelings” traz um riff inicial meio Led, enquanto “So Much To Lose” traz um solo de guitarra com claras referências de Kiss. Há ainda uma releitura de “The Shelter”, lançada originalmente no álbum Evolution.

FM Solo é um trabalho muito bem desenvolvido. Contando com a colaboração de Val Santos (Toyshop, Viper), o disco consegue um resultado bastante consistente. Um trabalho focado mais nas músicas do que na técnica. Não é um trabalho exibicionista. Outro fator que vale ser mencionado é seu trabalho vocal. Para quem está fazendo sua estreia nos microfones, o rapaz se saiu muito bem. Seu timbre de voz é bem agradável e não criou linhas vocais altíssimas, portanto o resultado ficou bem satisfatório.

O músico está fazendo alguns shows para divulgar o álbum. Ainda não tive a oportunidade de assistir seu show solo, mas a julgar a galera que está ao lado dele, o show promete. Quando tiver a oportunidade, aproveite para dar uma checada. Seja ouvindo o álbum em alguma plataforma digital ou até mesmo comparecendo em algum show Brasil afora. Rock n roll simples, direto e muito bem feito. Ótima estreia!.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Consistente

Faixas:
      01)   Perfect One
      02)   So Much To Lose
      03)   The Shelter
      04)   Take a Chance
      05)   Speedway
      06)   Dark Angel
      07)   Someday
      08)   Unnatural Feelings
      09)   Tourist

      10)   Iceland