segunda-feira, 18 de julho de 2016

Fresno – Teatro Paulo Machado (17/07/2016):





Por Davi Pascale
Fotos: Davi Pascale

Ontem foi a vez de São Caetano conferir de perto a nova tour da Fresno. Com teatro cheio, músicos relembraram o álbum que os jogou para a cena mainstream em uma apresentação de aproximadamente 90 minutos.

Para seus fãs mais fervorosos, o evento começou mais cedo. Perto das 16h, os músicos abriram a porta do teatro para aqueles que haviam adquirido o ingresso Fresno Experience. Essas pessoas puderam conferir de perto uma parte da passagem de som, aproximadamente 40 minutos, e depois tiveram acesso aos músicos para fotos e autógrafos. O evento estava bem organizado e os rapazes foram bem simpáticos com o pessoal que foi mais cedo ao teatro para conhecê-los.

O show aberto ao público iniciou às 19h20 com a apresentação de uma banda local. Mais precisamente, da cidade de Santo André. Atendendo pelo nome de Ltda, os garotos fizeram uma apresentação redonda. Quando deram o start, a maior parte da galera ainda não havia chegado. Muitas pessoas deixaram para chegar mais próximo do horário da banda principal. O publico foi chegando aos poucos. Uma pena! Os garotos são bem competentes. O som estava bem equalizado, com os instrumentos bem definidos, e os cantores são bem afinados. Durante 40 minutos, misturaram canções autorais com alguns (poucos) covers. As musicas próprias traziam uma feliz mistura entre reggae, ska e rock. À grosso modo, diria que são um Paralamas mais moderno. Foi um show bacana de assistir.

LTDA em ação

Os gaúchos da Fresno subiram ao palco às 20h30. Os músicos estão na estrada comemorando 10 anos do álbum Ciano. O trabalho responsável por tirá-los do circuito alternativo e os levarem para a grande massa.  

A noite iniciou com “A Resposta” e já deu para sentir que teríamos uma noite bem especial. O publico cantava a letra junto com o grupo. Thiago Guerra sentava a mão na bateria sem dó. Lucas Silveira estava bem à vontade no palco e demonstrou ter evoluído bastante nos quesitos vocais. A faixa seguinte foi “Quebre as Correntes”, o maior hit do álbum em questão. Nessa, todos se levantaram dos assentos e tomaram o teatro. A partir daí, ninguém mais ficou sentado.

Seus seguidores são bem fiéis ao grupo. Conhecem todas as letras, muitos vão à várias apresentações. Os músicos parecem ter noção do impacto que têm entre a juventude. Durante o show, passam várias mensagens positivas para o publico.

Imagem da passagem de som

O set seguiu a ordem original do CD. Algumas músicas foram estendidas com trechos para o público cantar, o que colaborou para que o show não ficasse muito curto. Quem assistiu ao DVD em comemoração aos 15 anos de banda, sabe mais ou menos como funciona. Canções como “Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco de Minhas Lágrimas”, “O Peso do Mundo” e “Alguém Que Te Faz Sorrir” tiveram boa resposta do público.

Antes de “Soneto Para Petr Cech”, Lucas comentou que havia escrito a canção em homenagem à sua mãe. “Mas ela não veio hoje. Ficou na casa dela assistindo o Fantástico”, brincou arrancando algumas risadas da plateia. A primeira parte do show terminou com o cantor sozinho no palco interpretando “Infância”. A música que originalmente era predominada pelo teclado, acabou se transformando numa versão guitarra/voz e ficou bem interessante.

Logo ao final da musica, os demais músicos retornaram ao palco e emendaram o que teoricamente seria o bis. As responsáveis por fechar a noite foram as 3 músicas que apareciam no CD original como bônus: “Teu Semblante”, “Stonehenge” e “Sono Profundo”.

O Fresno é uma banda que ainda se depara com muitos detratores. Não sei qual a relação que você leitor tem com o trabalho dos músicos, mas para quem é fã da banda, vale a pena conferir o show dos caras.  A banda está muito bem entrosada. Quem curte, pode ir sem medo. Irá se divertir!

domingo, 17 de julho de 2016

Heaven´s Basement – Unbreakable (2011):





Por Davi Pascale

Heaven´s Basement nasceu de uma banda que eu gostava muito. Uma banda de hard rock britânica chamada Roadstar. Quando lançaram seu debut, apostava neles e no The Answer como possíveis destaques no universo do hard rock. O The Answer foi pra frente, o Roadstar infelizmente, não. Das cinzas do Roadstar veio o Heaven´s Basement.

Unbreakable foi o segundo EP do grupo e o primeiro a apontar para uma nova sonoridade. O EP auto-intitulado de 2008 apontava para um hard rock mais clássico, mais calcado no blues. Nesse trabalho, começaram a apostar em uma sonoridade mais moderna, visando a entrada no mainstream. Misturavam em seu som influencias de grupos como Backyard Babies e Foo Fighters.

Outra mudança marcante foi o vocalista. Richie Hevanz, responsável pela gravação do (ótimo) primeiro álbum, tinha um alcance maior e escrevia umas linhas vocais mais 80´s. Os fãs da cena hair metal provavelmente curtirão muito o primeiro CD deles. Aaron Buchanan, responsável por esse segundo CD, já cantava com a voz mais rasgada, trazia umas linhas vocais mais modernas. Para a nossa alegria, a qualidade do disco foi mantida.

Embora contem com uma veia comercial, o grupo não perdeu o peso. Chris Rivers continuava sentando o braço na bateria. Outro grande destaque é o guitarrista Sid Glover. O garoto manda bem tanto na construção de riffs, quanto de solos. Justamete por se tratar de um EP, o trabalho não é longo. São apenas 30 minutos de som, mas 30 minutos bem empolgantes.

A que mais se aproxima do primeiro trabalho é a ótima “Paranoia”. Faixa onde mantêm um clima festivo e dona de um ótimo refrão. Outra que conta com um refrão marcante é a contagiante “The Long Goodbye”. A quase punk “Leeches” traz um trabalho de guitarra bem bacana de Sid Glover. Outro momento de destaque do garoto é o riff inicial de “Close Encounters”. As duas primeiras faixas são as mais modernas do disco. Entre as duas, “Guilt Trips And Sins” é a minha favorita trazendo aquela pegada hard+punk. Ok, a jogadas não é de hoje. O próprio Guns n´Roses já havia brincado com isso no histórico Appetite For Detruction, mas aqui contam com uma pegada mais moderna. Meia Backyard Babies, meia Babylon Bombs até.

A banda ainda segue na ativa, embora esteja um tempinho sem lançar nada. Seu último trabalho foi o álbum Filthy Empire, lançado em 2013. Quem não conhece, vale a pena correr atrás. Se tivessem um pouco mais de mídia, seriam muito mais forte do que são. Qualidade os caras têm de sobra. Para ouvir no talo!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Unbreakable
      02)   Guilt Trips And Sins
      03)   The Long Goodbye
      04)   Close Encounters
      05)   Paranoia
      06)   Let Me Out Of Here
      07)   Leeches

sábado, 16 de julho de 2016

Notícias do Rock

Por Davi Pascale

Chegamos a mais um capítulo do notícias do rock. Fique por dentro do que foi mais comentado entre os rockers nos últimos dias.


Joe Perry passa mal durante show do Hollywood Vampires



O mundo do rock não para de nos dar sustos. O último que tomamos foi no último domingo quando foi anunciado de madrugada que Joe Perry, guitarrista do Aerosmith, havia passado mal durante uma apresentação do grupo Hollywood Vampires. As notícias chegavam de todos os lados, totalmente desencontradas. Houve até gente declarando sua morte. Para nossa alegria, o rapaz continua vivo e aparentemente está melhorando. Até o fechamento dessa edição, a novidade é de que o músico havia sido liberado do hospital e se recuperava em sua residência. Desejamos melhoras para o rapaz.


Guns n Roses se apresentará no Brasil



Na última quarta, foi anunciado que o grupo Guns n´ Roses se apresentará no Brasil em Novembro. Segundo a produtora Mercury Records, os músicos se apresentarão em 5 cidades: Porto Alegre (8), São Paulo (11), Curitiba (15), Rio de Janeiro (18) e Brasilia (20). Já vai salvando o dinheiro...


Paulo Miklos abandona os Titãs



É... A situação não está fácil para os Titãs. O cantor Paulo Miklos anunciou essa semana que está se desligando do grupo. A situação fica cada vez mais frágil para o grupo de Tony Belloto. A banda, que já foi um dos maiores nomes do rock brasileiro, já perdeu 5 integrantes da formação original e se vê agora reduzida a um trio. Os músicos anunciaram que seguem adiante. Mario Fabre, ao que tudo indica, foi efetivado sendo reconhecido como um novo titã, assim como o novo integrante Beto Lee. Na torcida para que consigam dar a volta por cima.


Rikki Rockett livre do câncer



O baterista do Poison, Rikki Rockett, anunciou que está livre do câncer. O músico havia sido diagnosticado com um câncer de língua. Rikki, atualmente com 54 anos, descobriu a doença no final de 2015 e realizou um tratamento experimental na cidade de San Diego. A notícia foi dada pelo próprio musico, em sua página oficial do Instagram.


Fred está fora dos Autoramas



A banda Autoramas está crescendo na cena. Sua música de trabalho “Quando a Polícia Chegar” entrou com força nas estações de rádio. Isso, não impediu, contudo, que o grupo atravessasse mais uma dificuldade. O baterista Fred resolveu pedir as contas. Ao que tudo indica, os músicos já têm um novo nome e deve anuncia-lo em breve. Boa sorte para ambos os lados.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Felipe Machado – FM Solo (2015):



Por Davi Pascale

Guitarrista do Viper lança seu primeiro álbum solo. Musico continua apostando na língua inglesa, mas traz sonoridade distinta de seu grupo principal. Trabalho apresenta excelentes composições e irá agradar aqueles que não se prendem unicamente ao heavy metal.

E lá se vão 10 anos desde que tive meu primeiro contanto com o Felipe. Não artisticamente, mas pessoalmente mesmo. Artisticamente pode voltar no tempo mais uns 13, 14 anos. Primeiro contato que tive com ele foi na redação da revista RockLife. Na época, havia me juntado à sociedade e quando fui apresentado à equipe, descobri que ele era o editor da publicação. No dia, comentei com ele. “Conheço seu trabalho com o Viper. Gosto da banda de vocês. Assisti vocês no Monsters of Rock de 1994”. Sorridente, agradeceu, perguntou que disco gostava mais e se dispôs a me ajudar no que fosse necessário. Quieto, calmo, parecia bem diferente daquela pessoa que víamos nos palcos correndo de um lado para o outro com a guitarra repleta de distorção.

As distorções permanecem aqui, mas não se trata de um CD de heavy metal. É basicamente um disco de rock n roll. A produção tem um toque mais moderno e os arranjos são mais simples do que o trabalho que realiza ao lado de Pit Passarell. Sem bumbo duplo, sem twin guitars, sem falsetes. Somente uma característica permanece. A escolha por compor em inglês.

Durante o tempo em que trabalhamos juntos, chegamos a conversar sobre rock n roll algumas vezes. Lembro quando disse que estava em uma onda de escutar bandas inglesas e do amor que tinha pelo trabalho do Morrissey. Portanto, para mim, não foi nenhum espanto quando encontrei essas referências aqui. Há 2 covers aqui. “Tourists” da banda inglesa Athlete e “Speedway”, do cantor dos Smiths. Surpreso? Eu, não. Embora não seja fã do Morrissey achei a música boa e está muito bem gravada. O arranjo não sofreu grandes alterações. Portanto, se você é um fã do cantor inglês pode pegar para ouvir sem medo.

Felipe Machado estreia como artista solo

Difícil rotular esse álbum. Felipe buscou referências em diferentes fontes. “Take a Chance” tem uma pegada suingada meio Daft Punk, uma bateria meia Franz Ferdinand.  “Perfect One” traz aquela bateria reta e veloz, com efeitos modernos, remetendo à artistas como Nine Inch Nails fase Fragile ou Marilyn Manson fase Portrait of An American Family. “Dark Angel” já traz uma pegada mais punk rock. “Unnatural Feelings” traz um riff inicial meio Led, enquanto “So Much To Lose” traz um solo de guitarra com claras referências de Kiss. Há ainda uma releitura de “The Shelter”, lançada originalmente no álbum Evolution.

FM Solo é um trabalho muito bem desenvolvido. Contando com a colaboração de Val Santos (Toyshop, Viper), o disco consegue um resultado bastante consistente. Um trabalho focado mais nas músicas do que na técnica. Não é um trabalho exibicionista. Outro fator que vale ser mencionado é seu trabalho vocal. Para quem está fazendo sua estreia nos microfones, o rapaz se saiu muito bem. Seu timbre de voz é bem agradável e não criou linhas vocais altíssimas, portanto o resultado ficou bem satisfatório.

O músico está fazendo alguns shows para divulgar o álbum. Ainda não tive a oportunidade de assistir seu show solo, mas a julgar a galera que está ao lado dele, o show promete. Quando tiver a oportunidade, aproveite para dar uma checada. Seja ouvindo o álbum em alguma plataforma digital ou até mesmo comparecendo em algum show Brasil afora. Rock n roll simples, direto e muito bem feito. Ótima estreia!.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Consistente

Faixas:
      01)   Perfect One
      02)   So Much To Lose
      03)   The Shelter
      04)   Take a Chance
      05)   Speedway
      06)   Dark Angel
      07)   Someday
      08)   Unnatural Feelings
      09)   Tourist

      10)   Iceland

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Santana – IV (2016):



Por Davi Pascale

Santana volta a trabalhar no formato de banda e lança seu melhor trabalho em décadas. Contando com músicos da formação original, disco deve agradar seus fãs das antigas.

Já tinha um tempo que o músico mexicano Carlos Santana vinha trabalhando no formato de parcerias, muitas vezes com músicos mais jovens. Formato bacana, mas que já estava ficando meio saturado. Particularmente, gostei de Corazón, mas era aquele lance de ‘está bacana, mas está longe do que já foi’. Esse sentimento acaba agora em IV.

Para a criação do novo álbum, que levou 2 anos para ficar pronto, o músico recrutou seus velhos parceiros. Gregg Rolie (teclado/voz), Michael Shrieve (bateria), Michael Carabello (percussão) e Neal Schon (guitarra, Journey). Músicos que haviam trabalhado ao seu lado em seus três primeiros discos (daí a razão do título) e haviam se apresentado ao seu lado no histórico Woodstock. Para completar o time, vieram Benny Rietvelo (baixo) e Karl Perazzo (percussão).

O disco apresenta um trabalho extremamente honesto. Está tudo aqui. O lado blues, a pegada pop, a levada latina. As guitarras, as congas, os bongôs. Todos aqueles elementos que ajudaram a definir sua identidade musical seguem de braços dados.

“Yambu” começa já deixando estampada sua veia latina. É possível sacar qual foi o artista que o Maná ouviu à exaustão para escrever suas músicas. Linha vocal bem similar. E, sim, Santana explora esse universo há décadas. Mas foi em “Shake It”, contudo, que minha empolgação surgiu. Um blues rock de primeira com uma percussão afro em bastante evidência. “Anywhere You Want To Go” é uma das melhores do CD. Resgata seus tempos de Abraxas. O teclado remete bastante à “Oye Como Vá”. “Fillmore East”, por outro lado, é uma jam instrumental de 7 minutos, esquecendo completamente a veia pop.

Musico resgata velhos parceiros

Carlos Santana é um monstro na guitarra. Além de ter uma timbragem única, o rapaz é um daqueles músicos que conseguem mesclar como poucos a equação técnica x sentimento. Neal Schon não fica muito atrás, não. Mesmo em seu trabalho com o Journey, é possível perceber sua técnica apurada. A dupla funciona muito bem no novo trabalho.

“Love Makes The World Go Round” e “Freedom In Your Mind” trazem a participação especial de Ronald Isley, do cultuado grupo The Isley Brothers. Parceria funcionou incrivelmente bem. A balada instrumental “Sueños” nos leva novamente aos tempos de Abraxas. Uma espécie de nova “Samba Para Ti”. “Caminando” traz um trabalho de guitarra bem inspirado, embora não esteja entre minhas preferidas.

Carlos Santana sempre teve cuidado na hora de escolher os músicos que iriam lhe acompanhar, mas ouvir essa galera junto novamente é mágico. E o mais bacana é que a parceria funcionou muito bem. Não houve uma tentativa de soar moderninho, apenas de resgatar sua velha identidade. Nada aqui soa forçado. Pelo contrário, soa bem natural.

Sua veia blues aparece com força em “Blues Magic” e “Forgiveness”. Enquanto “Echizo” e “Come As You Are” (não, não é o clássico do Nirvana) trazem mais uma vez sua veia latina, aquela sonoridade tropical. “Leave Me Alone” é a única que soa como seus trabalhos mais recentes. Poderia ter sido incluída em Supernatural ou Shaman. Uma boa faixa para ser trabalhada nas rádios.

IV traz o Santana com uma inspiração que não via em décadas. Trabalho com pouquíssimos fillers (tirando “Freedom In Your Mind”, "Caminando" e “Choo Choo”, o resto é fantástico) e bem fiel aos seus princípios. Não seria nada mal se resolvesse manter esse lineup por alguns anos. A grande surpresa de 2016 e um dos melhores do ano. Escute!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Inspirado

Faixas:
      01)  Yambu
      02)   Shake It
      03)   Anywhere You Want To Go
      04)   Fillmore East
      05)   Love Makes The World Go Round (c/ Ronald Isley)
      06)   Freedom In Your Mind (c/ Ronald Isley)
      07)   Choo Choo
      08)   All Aboard
      09)   Sueños
      10)   Caminando
      11)   Blues Magic
      12)   Echizo
      13)   Leave Me Alone
      14)   You And I
      15)   Come As You Are 
      16)   Forgiveness

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Celebração Dia do Rock

Hoje é o dia mundial do rock. A data é comemorada por conta do festival Live Aid, realizado em 1985, para tentar combater a fome da Etiopia. O evento idealizado e organizado pelo cantor Bob Geldof, contou com a ajuda de vários astros do pop e do rock que se uniram para lutar a favor da causa. Ninguém cobrou cachê. Para celebrar a data, resolvi fazer uma compilação de 10 vídeos de alguns dos principais artistas que participaram do evento. Saca só quem resolveu dar as caras por lá...


Judas Priest


U2


Sting


The Who


David Bowie & Mick Jagger


Paul McCartney


Black Sabbath


Queen


Pretenders


Eric Clapton / Phil Collins


terça-feira, 12 de julho de 2016

Halestorm – ReAnimate 2.0 The Covers EP (2013):



Por Davi Pascale

Em 2013, o Halestorm soltou o segundo volume do projeto ReAnimate, um EP formado por covers. Disco mantém qualidade do primeiro disco e destaca, mais uma vez, a bela voz de Lzzy Hale.

Algo muito bacana nesses EP´s é que alguns dos artistas escolhidos não são óbvios. Outro ponto a favor é que a banda é formada por ótimos músicos, portanto as versões acabam ficando super interessantes. O fato de não reproduzirem nota por nota tira aquela sensação de álbum tapa buraco.

Mais uma vez, o CD é formado por seis faixas. As que mais me chamaram a atenção foram justamente as menos óbvias. “Get Lucky” do Daft Punk e “Hell Is For Children” da cantora Pat Benatar estão entre os grandes destaques. A canção do Daft Punk perdeu aquele ar meio swingado, ganhou uma releitura mais pesada, repleta de guitarras distorcidas. Ficou com uma cara meio Within Temptation, meio Evanescence. Bem interessante. A versão da Pat Benatar também ficou destruidora. O arranjo foi bem menos alterado, praticamente ganhou um pouco mais de peso, mas ficou igualmente genial.

É comum, nesse tipo de projeto, grandes ícones do rock serem relembrados. Aqui, não foge a regra. AC/DC e Judas Priest são homenageados em competentes versões de “Shoot to Thrill” e “Dissident Agressor”. Acertaram em pegar faixas menos manjadas. Claro que quem é fã dos grupos, conhece esses sons de cabo a rabo, mas não são faixas tão óbvias. Llzy Hale não é Rob Halford, mas é dona de uma bela voz, e faz bonito nas duas canções. Ambas bem difíceis de serem interpretadas.

Em seu mais recente álbum, Into The Wild Life, o grupo inseriu alguns elementos eletrônicos nos arranjos. Resgatam aqui, um artista que fez muito bem essa mistura. E também acertaram no álbum. Trata-se de “1996” do polêmico Marilyn Manson, faixa vinda diretamente de Antichrist Superstar, seu melhor trabalho até hoje. A pegada eletrônica foi mantida.

Se por um lado trazem um toque de modernidade ao homenagear um dos grandes nomes da década de 90, de outro não esquecem as origens do rock. Uma levada blues aparece em “Gold Dust Woman”, clássico do Fleetwood Mac. Lembro que o Hole já havia criado uma versão dessa faixa nos anos 90, transformando-a em um rock alternativo. O grupo de Lzzy Hale não foi tão longe. A versão original já tinha esse ar meio blueseiro. A única coisa que fizeram foi acelerar pouca coisa o arranjo. Talvez, para combinar um pouco mais com o resto do material que tem uma dinâmica mais acelerada.

ReAnimate 2.0 mantém o nível e a lógica de ReAnimate (2011). Mais uma vez, deram uma cara sua para as canções, sem descaracterizar os arranjos originais e, mais uma vez, o grande destaque é Llzy Hale com sua voz incrivelmente potente. Álbum bem produzido, bem tocado e bem animado. Pode ir sem medo!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Dissident Agressor (Judas Priest).
      02)   Get Lucky (Daft Punk)
      03)   Shoot to Thrill (AC/DC)
      04)   Hell Is For Children (Pat Benatar)
      05)   Gold Dust Woman (Fleetwood Mac)

      06)   1996 (Marilyn Manson)