sábado, 7 de maio de 2016

Notícias do Rock

Fique pode dentro das últimas novidades do universo do rock. Saiba as principais noticias que estão rolando no universo musical dentro e fora do Brasil.

Blues Pills divulga capa de novo álbum

A banda sueca Blues Pills acaba de divulgar a capa de seu próximo álbum. Com o nome de Lady In Gold, o disco recebeu arte, mais uma vez, de Marijek Koger-Dunham. A moça é conhecida por criar imagens psicodélicas e por ter realizado trabalhos para Beatles, Cream, The Hollies, The Move, além da pela teatral Hair. Cheque a imagem abaixo


Midnight Oil de volta à ativa

A banda Midnight Oil anunciou essa semana que fará uma nova turnê em 2017. Segundo os músicos, até o fim de 2016 será divulgado as datas e os locais das apresentações. Antes, Peter Garrett concluirá seu primeiro álbum solo, material que já vem desenvolvendo à alguns meses. Midnight Oil tomou as rádios de assalto no final dos anos 80 e início dos 90 com músicas como "Blue Sky Mine", "Beds Are Burning" e "Forgotten Years"



Material inédito de Layne Stanley chegará às lojas

Essa notícia pegou todos os fãs de surpresa. Mas devo confessar que apesar de ser muito fã do rapaz e de seu grupo, me preocupa. A razão? Simples. As 8 faixas que verão a luz do dia são de material que o músico não teve tempo de terminar. Esse tipo de material, sempre me deixa com um pézinho atrás. A situação ameniza um pouquinho quando descobrimos que quem está colaborando nesse projeto é o Mike McReady, guitarrista do Pearl Jam. Mesmo assim, é preocupante. Vejamos o que os caras irão aprontar.



Álbum inédito do Radiohead disponível amanhã

Os fãs de Thom Yorke já devem estar se descabelando e esse desespero intensificará hoje. A razão é que a partir desse domingo, os fãs poderão ouvir o novo álbum do Radiohead através das plataformas digitais. Seus admiradores já tiveram um pequeno aperitivo essa semana com as músicas "Burn The Witch" e "Daydreaming". Quem fizer questão da mídia física, contudo, terá que aguardar até Junho.

  

Red Hot Chili Peppers solta novo single

Quem também está para soltar disco novo é a rapaziada do Red Hot Chili Peppers. O novo álbum recebe o nome de Getaway e chegará às lojas em 17 de Junho. O material conta com as mãos de Nigel Godrich. O rapaz já havia trabalhado com o baixista Flea no projeto Atoms For Peace. Enquanto o disco não vem, os músicos soltam um pequeno aperitivo: a faixa "Dark Necessities". Veja o que vocês acham...


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Orianthi – Heaven In This Hell (2014):



Por Davi Pascale

Orianthi é uma garota australiana de apenas 31 anos de idade. Apesar de ser jovem, a garota já possui um currículo impressionante. A loirinha, que prepara um álbum ao lado de Richie Sambora, já chegou a excursionar acompanhando o veterano Alice Cooper. Chegou a gravar com Steven Tyler e Adam Lambert. Conseguiu com que Steve Vai participasse de seu segundo álbum solo (Believe). Era ela quem iria acompanhar Michael Jackson na excursão Is This It, que acabou não acontecendo por conta da morte do rei do pop. Nada mal, certo?

Sim, a menina é bonita. E, não, não se trata de uma armação de gravadora, como já deu para perceber. Ela realmente manda bem tanto nos vocais, quanto na guitarra. Uma das artistas mais talentosas que surgiram nos últimos anos, sem dúvidas.

Seu álbum anterior, Believe, havia sido produzido por Simon Fuller. Exatamente! O polêmico jurado do American Idol. Como todo bom produtor, ele adaptou a garota para o cenário da época. O álbum de 2009 já deixava claro o talento de Orianthi, mas apostava em uma sonoridade extremamente comercial. Tinha algumas canções que remetiam à uma Avril Lavigne mais nervosa. Em Heaven In This Hell, seu som está mais variado, a garota começa a querer se afastar desse universo.

“Heaven In This Hell” aposta em um hard rock moderno. Com ótimo riff de guitarra e um trabalho vocal forte, a música remete bastante à Pretty Reckless. A cantora já declarou em entrevistas que é apaixonada por blues. A influência do gênero é sentida em “Fire” e “Filthy Blues”.  Como disse, o CD ainda traz uma aproximação com o pop moderno. “Rock”, “Better With You” e a balada “Another You” trazem um ar bem Kelly Clarkson.

Quarto álbum de Orianthi mantém a pegada pop

As composições são boas, os arranjos são bem construídos. Mesmo em canções comerciais como “If U Think U Know Me” ou em baladas como “How Do You Sleep?”, chama a atenção na guitarra. Reparem nos solos que ela toca nessas 2 músicas. Extremamente inspirados. “Better With You” soa como uma feliz mistura entre Melissa Etheridge e Shania Twain, enquanto “How Does It Feel” aponta em um vibe R&B.

Em Heaven In This Hell, Orianthi mistura rock, blues, country e pop. Som pesado com comercial. Influência dos anos 60 e 70, mixagem dos anos 2000. Apesar de bem construído, é um álbum para quem tem mente aberta, musicalmente falando, e para quem tem uma aproximação com o universo pop, principalmente. Se você quer ouvir um álbum com boas canções e muito bem tocado, pode ir sem medo. Se você espera um álbum de rock n´ roll roots, é melhor não arriscar.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Variado

Faixas:
      01)   Heaven In This Hell
      02)   You Don´t Wanna Know
      03)   Fire
      04)   If U Think U Know Me
      05)   How Do You Sleep?
      06)   Frozen – Rock Single Mix
      07)   Rock
      08)   Another You
      09)   How Does That Feel?
      10)   Filthy Blues
      11)   If U Were Here With Me 
12)   Better With You

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Vertigo – Vertigo (1994):



Por Davi Pascale

Nem sempre concordo com o que escrevem meus colegas de profissão. Muitas vezes idolatram um álbum em que escuto e não vejo nada demais. Muitas vezes ocorre o contrário também. Ou seja, de massacrarem um disco e quando escuto acho sensacional. Esse é o caso do Vertigo. Se você revirar a internet, encontrará muita gente malhando o álbum. Comprei minha cópia na época e fiquei bem empolgado com o que ouvi. Reescutei agora, anos depois, e continuo achando um belo disco. Mas, o que é o Vertigo, afinal?

Se você vive nesse planeta, certamente já ouviu falar no Dinho Ouro Preto e na sua banda Capital Inicial, certo? Pois bem, em 1992, esse mesmo Dinho Ouro Preto saiu do Capital. A banda seguiu adiante com o vocalista Murilo Lima (Rúcula) e Dinho montou um novo grupo. Esse grupo era o Vertigo. Para completar o time, trouxe o baixista Mingau (Ultraje a Rigor), o guitarrista Kuaker (Yo-Ho-Delic) e o baterista Arnaldo (Anjos da Noite). O (único) disco dos rapazes chegou às lojas em 1994 pelo selo Rock It!, liderado pelo músico Dado Villa-Lobos (Legião Urbana).

Dado ficou responsável pela produção do álbum. E o rapaz acertou em cheio. O Vertigo era bem diferente do Capital. Não havia teclado, as guitarras eram cheias de distorção, a bateria falava alto. Lançado em meio à época do grunge, a sonoridade misturava hard rock com o punk. Realidade não muito distante do que os estrangeiros vinham fazendo. Assim como fazia a galera da Sub Pop, Dado optou por deixar o som cru, soando como se fosse uma banda de garagem.

Dinho carregou com ele seu velho parceiro Alvin L. O rapaz colaborou em 9 das 11 faixas gravadas. Em todas as faixas compostas em português, para ser mais exato. Algumas músicas daqui foram regravadas posteriormente. Alvin L regravou “Inverno” em seu álbum solo e “Freiras Lésbicas Assassinas do Inferno” no disco Mondo Passionale de seu cultuado grupo Sex Beatles. A cantora Syang (P.U.S.) chegou a gravar “Noiaba Carlos” no EP Sem Vergonha (que, por sinal, contava com direção musical do Dinho).

Disco é um dos álbuns mais pesados da carreira de Dinho Ouro Preto

A minha introdução ao Vertigo se deu pela MTV. Assisti ao clipe de “Vertigo” em um programa chamado Caixa Postal e gostei muito da canção. Com ótimo trabalho de guitarra e ótimo trabalho vocal, o riff grudou na minha cabeça e não sosseguei até comprar o disco. A música trazia uma pegada hard rock com uma guitarra funkeada e é bem legal. “Vida Selvagem” e “Freiras Lésbicas Assassinas do Inferno” resgatavam a influência punk de Dinho Ouro Preto. Não precisa ser muita fã do cantor para saber a admiração que ele possui pela cena. O lado hard rock volta a aparecer na releitura de “Hush” (Deep Purple) e na rockeira “Avenida Paulista” (a levada de bumbo é Led Zeppelin total).

Faixas como “Dia de Cão”, “I+I”, “Suzi Suicida” e “Lost” traziam a banda adaptando à sonoridade da época. Ou seja, aquela pega suja e direta que os grupos da cena grunge apostavam. De todas, a que mais se aproxima do trabalho do Capital, arriscaria a dizer a única, é a balada “Inverno” predominada pelos violões, assim como acontece em boa parte das baladas do Capital Inicial.

Infelizmente, a banda não durou muito tempo e encerrou as atividades poucos meses após o lançamento do disco. “Vertigo”, “Suzi Suicida” e “Inverno” chegaram a ter clipes exibidos na MTV, mas não dá para chama-las de hits. Arnaldo saiu da banda. Kuaker e Mingau continuaram ao lado de Dinho e ajudaram a rapaz no período do seu primeiro álbum solo. O álbum do Vertigo está fora de catálogo há muitos anos. Mas é possível achar download na net. Fica a dica para que vocês possam conhecer essa verdadeira pérola do rock nacional.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Pesado e empolgante

Faixas:
      01)   Vertigo 
      02)   Vida Selvagem
      03)   Noiaba Carlos
      04)   Dia de Cão
      05)   Freiras Lésbicas Assassinas do Inferno
      06)   I+I
      07)   Hush
      08)   Suzi Suicida
      09)   Lost
      10)   Avenida Paulista
      11)   Inverno

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Operation: Mindcrime - The Key (2015):





Por Davi Pascale

A polêmica continua! Em 2012, o grupo Queensryche anunciou que Geoff Tate estava fora da banda. A partir daí, a história da banda parecia novela mexicana. Emoção à todo momento. O ápice aconteceu quando ambos resolveram cair na estrada e lançar discos com o nome Queensryche. Depois de dois anos de confusão, Geoff resolveu vender sua parte para a banda e começou um novo projeto Operation: Mindcrime. É desse álbum que tratamos hoje.

Sim, é um projeto. Não se trata de uma banda. Pelo menos nessa primeira parte. O músico já revelou que essa é o primeiro volume de uma trilogia. Entre os músicos envolvidos estão John Moyer (Disturbed), Simon Wright (AC/DC, Dio) Brian Tichy (Whitesnake, Pride & Glory),  Scott Mercado (Candlebox), David Ellefson (Megadeth), além de seus velhos parceiros Kelly Gray e Randy Gane. Já deu para sacar que o time que está por trás dele é fenomenal, certo?

Por que disse que a polêmica continua? Porque o rapaz foi esperto o suficiente para batizar sua nova empreitada de Operation: Mindcrime. O nome do álbum mais popular do Queensryche. Como se não bastasse, no acordo com o grupo, o rapaz ficou com o direito de que somente ele poderia executar o famoso disco na íntegra. Tanto a primeira parte quanto a segunda. Os músicos disseram estar felizes com o acordo, mas ainda acho que isso aí vai render briga... Suspeito que o bicho vai pegar daqui exatamente dois anos. Ou seja, quando o álbum completar 30 anos.

Mas... O que temos aqui, afinal? Um trabalho típico do Queensryche. Ou seja, um álbum conceitual com uma sonoridade mesclando hard rock, rock progressivo e elementos modernos, contando com a presença de vinhetas, efeitos e tudo mais. Mas, embora algumas músicas remetam ao passado, não é um disco nostálgico. Acredito que é o que ele faria caso tivesse continuado na banda. Ou seja, está mantendo a mesma lógica de pensamento.

Geoff Tate continua buscando novos sons em The Key

The Key começa incrivelmente forte. O início é típico dos trabalhos clássicos do Queensryche. Ou seja, uma introdução de uns 3 minutos te preparando para o álbum. “Burn” e “Re-Inventing The Future” remetem aos dias de ouro de seu antigo grupo. “Burn” poderia ser parte de um trabalho como Hear In The Now Frontier. Já “Re-Inventing The Steel” nos remete diretamente ao clássico “The Mission”. Não poderia ter começado melhor...

Algo que Geoff Tate adora fazer e enlouquece seus fãs mais ortodoxos é buscar novas experiências sonoras. A ideia de fazer um álbum 100% do tempo resgatando o passado parece não agradá-lo. Aqui, arrisca trazer seu som para o presente na polêmica “The Stranger” onde aposta em um vocal meio rap e uma levada meio Korn. Uma tentativa de se aproximar aos dias atuais. Também provoca ao inserir solo de saxofone no álbum. Algo não muito comum em um álbum de heavy metal. Há quem considere essas atitudes um crime, mas gosto quando o artista sai do senso comum e tenta algo novo.

Muitos têm criticado seu trabalho vocal nos últimos anos. Gostei muito do trabalho vocal que fez aqui. Continua mantendo seu ar de dramaticidade e embora não tenha mais aqueles agudos dos tempos de “Queen Of The Reich”, está apostando mais em sua extensão vocal do que em seus trabalhos anteriores.

Infelizmente, no final, o pique cai um pouco. Começa a ficar mais lento. Tanto “On Queue” (uma das que conta com solo de sax) quanto “Kicking In The Door” são bem calmas e não tão marcantes. Mesmo assim, não o considero um trabalho deplorável como muitos vem tratando. Longe disso, o disco é bacana. Tem faixas fortes (como a pesada “Life Or Death” e as já citadas “Re-Inventing The Future”, “Burn” e "The Stranger"), os arranjos são bem desenvolvidos, os músicos são de primeira. Enfim, se você curte a fase mais moderna do Queensryche poderá gostar desse trabalho.

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   Choices
      02)   Burn
      03)   Re-Inventing The Future 
      04)   Ready To Fly
      05)   Discussions In a Smoke Filled Room
      06)   Life or Death?
      07)   The Stranger
      08)   Hearing Voices
      09)   On Queue
      10)   An Ambush of Sadness
      11)   Kicking In The Door
      12)   The Fall

terça-feira, 3 de maio de 2016

Candlebox – Disappearing In Airports (2016):



Por Davi Pascale

O tempo voa! Já fazem 10 anos que o Candlebox retornou à ativa e os músicos acabam de soltar no mercado mais um álbum, o sexto de sua carreira. Em Disappearing In Airports, músicos apresentam um punhado de ótimas canções enquanto se arriscam em novo território.

Sempre gostei do Candlebox. De toda aquela safra de bandas do período grunge/pós-grunge é uma das que deixavam em maior evidência a influência do hard rock. Embora nunca tenham atingido a popularidade de um Alice In Chains ou de um Pearl Jam, não deixavam nada a dever para os grupos da época. Calma, amo Pearl Jam e Alice In Chains. Não estou criticando os dois grupos, apenas dizendo que o Candlebox mereceria ter tido um pouco mais de destaque e fazer parte do grande escalão da época ao lado deles. Sempre compuseram bem, Kevin Martin sempre foi um puta cantor, sempre tiveram bons músicos ao seu redor.

Infelizmente, da formação original, apenas Kevin segue. E, pelo que ouvi aqui, parece que sua voz ainda está em dia. Novo CD marca a estreia da nova dupla de guitarristas Mike Leslie e Brian Quinn. O baixo segue nas mãos de Adam Kury, presente no grupo desde Into The Sun (2008). Já as baquetas, retornaram para as mãos de Dave Krusen. Ou seja, o baterista de Happy Pills (1998).

Disappearing In Aiports é um ótimo álbum de rock n roll. Bem gravado, bem tocado, bem cantado. Um trabalho realmente consistente. Não tem nenhuma música ruim. Contudo, não espere um trabalho retorno às raízes. É justamente o contrário. É provavelmente o disco que mais se afasta da sonoridade clássica do grupo. Digo provavelmente porque não consegui encontrar ainda o álbum Love Stories & Other Musings que lançaram em 2012. Então não tenho ideia do que aprontaram ali.

Banda segue reformulada em lineup e sonoridade

O novo trabalho é bem variado. “Only Because Of You” traz uma pegada bem moderna. Me lembrou aquelas faixas do Thirty Seconds to Mars onde eles tentam soar como o U2. Sim, a mixagem é bem moderna. “Vexatious”, a primeira faixa de trabalho, já trazem umas guitarras mais pesadinhas, mas ainda mantém a veia pop. Honestamente, teria escolhido a faixa seguinte, “Supernova”, como primeira música de trabalho. Dona de um refrão forte, mistura bem o velho e o novo Candlebox. O riff hendrixiano traz um ar mais rock n roll, ainda que esta também apresente uma pegada radiofônica. O álbum segue com a balada “Alive At Last” para depois explodir em “I´ve Got a Gun”, uma das mais roqueiras do novo disco e uma das que mais remetem aos dias de ouro do grupo. Nessa, Kevin demonstra estar com a voz em dia, atacando o vocal para cima o tempo todo e Mike Leslie apresenta um solo inspirado.

Na segunda metade, temos mais uma balada (a boa “Spotlights”), mais duas músicas com pegada moderna (“I Want It Back” e “Crazy”), além de mais dois rocks com guitarra na cara que deve agradar os fãs mais antigos. “The Bridge” conta com um trabalho de guitarra bem Foo Fighters e deve agradar aos fãs da época do grunge. A já citada “Crazy”, apesar do ar moderno, traz uma estrutura de composição semelhante à de seu debut. Ou seja, mesclando momentos mais calmos com momentos mais pesados. “God´s Gift” também aposta em sonoridade mais pesadinha. Não é uma canção punk, mas pode-se sentir a influência do gênero no trabalho de guitarra. A versão digital conta ainda com “Keep On Waiting”, onde os músicos trazem a influência de Queens of The Stone Age para dentro de seu trabalho. A linha vocal continua bem melódica, mas o instrumental me remeteu um pouco à “No One Knows”.

Como já deu para notar, Disapperaing In Airports não é um álbum nostálgico. Sim, alguns de seus velhos elementos estão ali (principalmente, o trabalho vocal de Kevin Martin), mas o disco mostra os músicos olhando para o futuro, querendo dialogar com a nova geração. Se você quer matar as saudades dos tempos de “Don´t You” e “Simple Lessons”, afaste-se. Se você procura um álbum de rock n roll bem feito e não se importa em conter uma pegada comercial, dê uma chance.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Inspirado

Faixas:
      01)   Only Because of You  
      02)   Vexatious
      03)   Supernova
      04)   Alive At Last
      05)   I´ve Got a Gun
      06)   I Want It Back  
      07)   The Bridge
      08)   Spotlights
      09)   Crazy
      10)   Gods Gift 
      11)   Keep On Waiting

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Rob Zombie – The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser (2016):





Por Davi Pascale

O cantor acaba de soltar um novo álbum na praça. Disco mantém suas características intactas e devem agradar seus velhos fãs, apesar da curta duração.

Rob Zombie ataca novamente! O cara acaba de lançar seu sexto álbum solo. The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser não é tão longo quanto seu nome. O CD dura em torno de meia hora. Só existe uma música que possui 5 minutos. A que encerra o disco; “Wurdalak”. E, mesmo assim, os 2 últimos minutos é apenas o som de um piano criando uma sonoridade melancólica. O resto das canções, tudo com menos de 3 minutos.

Existem artistas que gostam de reciclar seu som à cada trabalho. Existem outros que gostam de se manter fiéis às raízes. Rob Zombie está no segundo time. O novo álbum ataca em território seguro. A sonoridade continua aquele rock industrial com guitarras distorcidas falando alto. As letras, como não poderiam deixar de ser, giram em torno de sexo, violência e terror. Assim, como os efeitos inseridos. Vozes que parecem vir de outro planeta, gemidos de orgasmo, enfim, toda a loucura costumeira de seu trabalho.

A estrutura também é a mesma. Ou seja, intercala vinhetas com músicas. A banda que fez o registro é a formação que havia gravado Venemous Rat Regenation Vendor em 2013. Ou seja; o guitarrista John 5, o baterista Ginger Fish e o baixista Piggy D. Cabe aqui aquela velha máxima: em time que está ganhando não se mexe. Rob Zombie criou uma carreira consistente, conta com seguidores fiéis. Aliás, essa seria a melhor expressão para definir o novo álbum: consistente.

Cantor mantém suas raízes em novo álbum
 
“Well, Everybody´s Fucking In a Uf.O.” traz uma pegada meia Primus, com aquele vocal meio falado e uma linha de baixo meio swingado. “Get Your Boots On! That´s The Endo f Rock n´Roll” também mantém a pegada anos 90 com uma pegada meia Marilyn Manson. Não é de se espantar, já que dois de seus músicos tocaram com o antichrist superstar no passado.

Rob continua com o mesmo tipo de trabalho vocal. Em “The Life And Times of Teenage Rock”, canta com a voz mais para baixo e mais encorpada, assim como fez em “Living Dead Girl”. Em “Medication of The Melancholy” canta com a voz encoberta de efeitos. Brincadeira que faz desde seus tempos de White Zombie. Embora aqui, o efeito esteja um pouco mais sutil, é verdade.

Muita gente critica a escolha de John 5 para sua banda. Eu, particularmente, gosto bastante do trabalho dele. E acho que combina, sim. Em faixas como “Satanic Cyanide! The Killer Rocks On” e “In The Age Of The Consecrated Vampire We All Get High”, o rapaz rouba a cena.

The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser é aquilo que os fãs esperam de Rob Zombie. Pesado, bem tocado e divertido. Gosta de Rob Zombie? Pode ir sem medo!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Consistente

Faixas:
      01)  The Last Of The Demons Defeated
      02)   Satanic Cyanide! The Killer Rocks On
      03)   The Life And Times of a Teenage Rock God
      04)   Well, Everybody´s Fucking In A U.F.O.
      05)   A Hearse That Overturns With The Coffin Bursting Open
      06)   The Hideous Exhibitions of a Dedicated Gore Whore
      07)   Medication For The Melancholy
      08)   In The Age Of The Consecrated Vampire We All Get High
      09)   Super-Doom-Hex-Gloom Part One
      10)   In The Bone Pile
      11)   Get Your Boots On! That´s The End Of Rock n´ Roll
      12)   Wurdalak

domingo, 1 de maio de 2016

Metallica – Beyond Magnetic (2012):



Por Davi Pascale

2011 foi mais um ano de polêmica para o Metallica. Foi o ano em que eles lançaram a parceria deles com Lou Reed, (o fraco) Lulu. Pela primeira vez na vida, o Metallica me decepcionava.  Sim, gosto de Load, Reload e Death Magnetic. E acho que St Anger foi prejudicado pela produção fraca. Até hoje não consegui entender a razão do Lars ter deixado o som de bateria daquele jeito. Quem adquiriu o CD na época, que acompanhava o DVD com eles tocando as faixas do disco, sabe do que estou falando. Com um som mais na cara, o material soava impactante.

Alguns meses depois do polêmico álbum ao lado do músico do Velvet Underground, os garotos surpreendiam ao lançar 4 faixas inéditas no Itunes. Para ser mais exato, foi no dia 13 de Dezembro de 2011. A mídia física, contudo, só foi lançada em Janeiro de 2012. A razão? Talvez, diminuir o massacre em cima de Lulu. Talvez tenha sido uma forma de dizer que o Metallica continuava o mesmo, que aquilo havia sido apenas uma aventura... Inicialmente, esse material seria enviado somente à membros do fã-clube.

Pelo título e pela capa você já deve ter sacado a relação entre o EP e o álbum de 2008, certo? Pois é isso mesmo. Quando entraram no estúdio para gravar o material do que viria a ser o Death Magnetic, os músicos registraram 14 músicas. E como decidiram que não queriam um álbum duplo, eliminaram 4 faixas por questão de espaço. São essas 4 músicas que estão presentes no EP.

Beyond Magnetic é Metallica puro. Ou seja, faixas velozes, com passagens cadenciadas, longas. Uma um pouco mais comercial ali no meio. Todas as músicas variam entre 7 e 8 minutos. Parece que virou moda massacrar o Lars Ulrich na internet, mas quem conhece o trabalho da banda um pouco mais a fundo sabe que um dos principais diferenciais do Metallica é justamente sua bateria. O cara tem um estilo próprio, soa diferente dos outros bateristas do gênero. E isso pode ser comprovado, mais uma vez, no material do EP. Honestamente, acho que esse cara mereceria um pouco mais de respeito, mas sigamos adiante...

Material que seria enviado somente ao fã-clube, chegava às lojas em Janeiro de 2012

“Hate Train” abre o EP com a porrada comendo solta. Os riffs dela me lembram bastante “Fuel”. A faixa é boa, mas nada que me faça imaginar ‘como descartam essa’. A faixa seguinte “Just a Bullet Away”, sim. Certamente, uma das faixas mais fortes que o Metallica escreveu nos últimos anos. Excelente riff, linha vocal matadora. A ideia de mudar ela totalmente do nada, depois de aproximadamente 4 minutos de musica, chegando até a dar uma falsa ideia de que a musica havia acabado, é genial.

“Hell And Back” também é excelente e nos faz lamentar ter sido deixada de fora do álbum. A música é um heavyrock bem ao estilo do material de Load/Reload. Kirk Hammet se destaca com um belo solo, os riffs são matadores. Essa é a faixa que me refiro como comercial. Falando sério, se tivessem atacado isso nas rádios, viraria um hit. “Rebel of Babylon” também é destruidora. Não se engane pela (curta) introdução limpa. A ideia parece ter sido tentar soar um pouco mais oldschool com uma composição pesada, com várias passagens diferentes, duelos de guitarra.

O som de bateria e guitarra é excelente. Os instrumentos estão bem na cara. Só o baixo que acho que poderia ter ficado com maior evidencia na mixagem final. Para quem curte o trabalho do Metallica, o disco é essencial. Aliás, se você é fã do Metallica já vai guardando grana porque está chegando ao mercado vários boxes comemorativos que farão história.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Honesto e empolgante

Faixas:
      01)   Hate Train
      02)   Just a Bullet Away
      03)   Hell And Back 
      04)   Rebel of Babylon