quarta-feira, 4 de maio de 2016

Operation: Mindcrime - The Key (2015):





Por Davi Pascale

A polêmica continua! Em 2012, o grupo Queensryche anunciou que Geoff Tate estava fora da banda. A partir daí, a história da banda parecia novela mexicana. Emoção à todo momento. O ápice aconteceu quando ambos resolveram cair na estrada e lançar discos com o nome Queensryche. Depois de dois anos de confusão, Geoff resolveu vender sua parte para a banda e começou um novo projeto Operation: Mindcrime. É desse álbum que tratamos hoje.

Sim, é um projeto. Não se trata de uma banda. Pelo menos nessa primeira parte. O músico já revelou que essa é o primeiro volume de uma trilogia. Entre os músicos envolvidos estão John Moyer (Disturbed), Simon Wright (AC/DC, Dio) Brian Tichy (Whitesnake, Pride & Glory),  Scott Mercado (Candlebox), David Ellefson (Megadeth), além de seus velhos parceiros Kelly Gray e Randy Gane. Já deu para sacar que o time que está por trás dele é fenomenal, certo?

Por que disse que a polêmica continua? Porque o rapaz foi esperto o suficiente para batizar sua nova empreitada de Operation: Mindcrime. O nome do álbum mais popular do Queensryche. Como se não bastasse, no acordo com o grupo, o rapaz ficou com o direito de que somente ele poderia executar o famoso disco na íntegra. Tanto a primeira parte quanto a segunda. Os músicos disseram estar felizes com o acordo, mas ainda acho que isso aí vai render briga... Suspeito que o bicho vai pegar daqui exatamente dois anos. Ou seja, quando o álbum completar 30 anos.

Mas... O que temos aqui, afinal? Um trabalho típico do Queensryche. Ou seja, um álbum conceitual com uma sonoridade mesclando hard rock, rock progressivo e elementos modernos, contando com a presença de vinhetas, efeitos e tudo mais. Mas, embora algumas músicas remetam ao passado, não é um disco nostálgico. Acredito que é o que ele faria caso tivesse continuado na banda. Ou seja, está mantendo a mesma lógica de pensamento.

Geoff Tate continua buscando novos sons em The Key

The Key começa incrivelmente forte. O início é típico dos trabalhos clássicos do Queensryche. Ou seja, uma introdução de uns 3 minutos te preparando para o álbum. “Burn” e “Re-Inventing The Future” remetem aos dias de ouro de seu antigo grupo. “Burn” poderia ser parte de um trabalho como Hear In The Now Frontier. Já “Re-Inventing The Steel” nos remete diretamente ao clássico “The Mission”. Não poderia ter começado melhor...

Algo que Geoff Tate adora fazer e enlouquece seus fãs mais ortodoxos é buscar novas experiências sonoras. A ideia de fazer um álbum 100% do tempo resgatando o passado parece não agradá-lo. Aqui, arrisca trazer seu som para o presente na polêmica “The Stranger” onde aposta em um vocal meio rap e uma levada meio Korn. Uma tentativa de se aproximar aos dias atuais. Também provoca ao inserir solo de saxofone no álbum. Algo não muito comum em um álbum de heavy metal. Há quem considere essas atitudes um crime, mas gosto quando o artista sai do senso comum e tenta algo novo.

Muitos têm criticado seu trabalho vocal nos últimos anos. Gostei muito do trabalho vocal que fez aqui. Continua mantendo seu ar de dramaticidade e embora não tenha mais aqueles agudos dos tempos de “Queen Of The Reich”, está apostando mais em sua extensão vocal do que em seus trabalhos anteriores.

Infelizmente, no final, o pique cai um pouco. Começa a ficar mais lento. Tanto “On Queue” (uma das que conta com solo de sax) quanto “Kicking In The Door” são bem calmas e não tão marcantes. Mesmo assim, não o considero um trabalho deplorável como muitos vem tratando. Longe disso, o disco é bacana. Tem faixas fortes (como a pesada “Life Or Death” e as já citadas “Re-Inventing The Future”, “Burn” e "The Stranger"), os arranjos são bem desenvolvidos, os músicos são de primeira. Enfim, se você curte a fase mais moderna do Queensryche poderá gostar desse trabalho.

Nota: 7,0 / 10,0
Status: Bom

Faixas:
      01)   Choices
      02)   Burn
      03)   Re-Inventing The Future 
      04)   Ready To Fly
      05)   Discussions In a Smoke Filled Room
      06)   Life or Death?
      07)   The Stranger
      08)   Hearing Voices
      09)   On Queue
      10)   An Ambush of Sadness
      11)   Kicking In The Door
      12)   The Fall

terça-feira, 3 de maio de 2016

Candlebox – Disappearing In Airports (2016):



Por Davi Pascale

O tempo voa! Já fazem 10 anos que o Candlebox retornou à ativa e os músicos acabam de soltar no mercado mais um álbum, o sexto de sua carreira. Em Disappearing In Airports, músicos apresentam um punhado de ótimas canções enquanto se arriscam em novo território.

Sempre gostei do Candlebox. De toda aquela safra de bandas do período grunge/pós-grunge é uma das que deixavam em maior evidência a influência do hard rock. Embora nunca tenham atingido a popularidade de um Alice In Chains ou de um Pearl Jam, não deixavam nada a dever para os grupos da época. Calma, amo Pearl Jam e Alice In Chains. Não estou criticando os dois grupos, apenas dizendo que o Candlebox mereceria ter tido um pouco mais de destaque e fazer parte do grande escalão da época ao lado deles. Sempre compuseram bem, Kevin Martin sempre foi um puta cantor, sempre tiveram bons músicos ao seu redor.

Infelizmente, da formação original, apenas Kevin segue. E, pelo que ouvi aqui, parece que sua voz ainda está em dia. Novo CD marca a estreia da nova dupla de guitarristas Mike Leslie e Brian Quinn. O baixo segue nas mãos de Adam Kury, presente no grupo desde Into The Sun (2008). Já as baquetas, retornaram para as mãos de Dave Krusen. Ou seja, o baterista de Happy Pills (1998).

Disappearing In Aiports é um ótimo álbum de rock n roll. Bem gravado, bem tocado, bem cantado. Um trabalho realmente consistente. Não tem nenhuma música ruim. Contudo, não espere um trabalho retorno às raízes. É justamente o contrário. É provavelmente o disco que mais se afasta da sonoridade clássica do grupo. Digo provavelmente porque não consegui encontrar ainda o álbum Love Stories & Other Musings que lançaram em 2012. Então não tenho ideia do que aprontaram ali.

Banda segue reformulada em lineup e sonoridade

O novo trabalho é bem variado. “Only Because Of You” traz uma pegada bem moderna. Me lembrou aquelas faixas do Thirty Seconds to Mars onde eles tentam soar como o U2. Sim, a mixagem é bem moderna. “Vexatious”, a primeira faixa de trabalho, já trazem umas guitarras mais pesadinhas, mas ainda mantém a veia pop. Honestamente, teria escolhido a faixa seguinte, “Supernova”, como primeira música de trabalho. Dona de um refrão forte, mistura bem o velho e o novo Candlebox. O riff hendrixiano traz um ar mais rock n roll, ainda que esta também apresente uma pegada radiofônica. O álbum segue com a balada “Alive At Last” para depois explodir em “I´ve Got a Gun”, uma das mais roqueiras do novo disco e uma das que mais remetem aos dias de ouro do grupo. Nessa, Kevin demonstra estar com a voz em dia, atacando o vocal para cima o tempo todo e Mike Leslie apresenta um solo inspirado.

Na segunda metade, temos mais uma balada (a boa “Spotlights”), mais duas músicas com pegada moderna (“I Want It Back” e “Crazy”), além de mais dois rocks com guitarra na cara que deve agradar os fãs mais antigos. “The Bridge” conta com um trabalho de guitarra bem Foo Fighters e deve agradar aos fãs da época do grunge. A já citada “Crazy”, apesar do ar moderno, traz uma estrutura de composição semelhante à de seu debut. Ou seja, mesclando momentos mais calmos com momentos mais pesados. “God´s Gift” também aposta em sonoridade mais pesadinha. Não é uma canção punk, mas pode-se sentir a influência do gênero no trabalho de guitarra. A versão digital conta ainda com “Keep On Waiting”, onde os músicos trazem a influência de Queens of The Stone Age para dentro de seu trabalho. A linha vocal continua bem melódica, mas o instrumental me remeteu um pouco à “No One Knows”.

Como já deu para notar, Disapperaing In Airports não é um álbum nostálgico. Sim, alguns de seus velhos elementos estão ali (principalmente, o trabalho vocal de Kevin Martin), mas o disco mostra os músicos olhando para o futuro, querendo dialogar com a nova geração. Se você quer matar as saudades dos tempos de “Don´t You” e “Simple Lessons”, afaste-se. Se você procura um álbum de rock n roll bem feito e não se importa em conter uma pegada comercial, dê uma chance.

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Inspirado

Faixas:
      01)   Only Because of You  
      02)   Vexatious
      03)   Supernova
      04)   Alive At Last
      05)   I´ve Got a Gun
      06)   I Want It Back  
      07)   The Bridge
      08)   Spotlights
      09)   Crazy
      10)   Gods Gift 
      11)   Keep On Waiting

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Rob Zombie – The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser (2016):





Por Davi Pascale

O cantor acaba de soltar um novo álbum na praça. Disco mantém suas características intactas e devem agradar seus velhos fãs, apesar da curta duração.

Rob Zombie ataca novamente! O cara acaba de lançar seu sexto álbum solo. The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser não é tão longo quanto seu nome. O CD dura em torno de meia hora. Só existe uma música que possui 5 minutos. A que encerra o disco; “Wurdalak”. E, mesmo assim, os 2 últimos minutos é apenas o som de um piano criando uma sonoridade melancólica. O resto das canções, tudo com menos de 3 minutos.

Existem artistas que gostam de reciclar seu som à cada trabalho. Existem outros que gostam de se manter fiéis às raízes. Rob Zombie está no segundo time. O novo álbum ataca em território seguro. A sonoridade continua aquele rock industrial com guitarras distorcidas falando alto. As letras, como não poderiam deixar de ser, giram em torno de sexo, violência e terror. Assim, como os efeitos inseridos. Vozes que parecem vir de outro planeta, gemidos de orgasmo, enfim, toda a loucura costumeira de seu trabalho.

A estrutura também é a mesma. Ou seja, intercala vinhetas com músicas. A banda que fez o registro é a formação que havia gravado Venemous Rat Regenation Vendor em 2013. Ou seja; o guitarrista John 5, o baterista Ginger Fish e o baixista Piggy D. Cabe aqui aquela velha máxima: em time que está ganhando não se mexe. Rob Zombie criou uma carreira consistente, conta com seguidores fiéis. Aliás, essa seria a melhor expressão para definir o novo álbum: consistente.

Cantor mantém suas raízes em novo álbum
 
“Well, Everybody´s Fucking In a Uf.O.” traz uma pegada meia Primus, com aquele vocal meio falado e uma linha de baixo meio swingado. “Get Your Boots On! That´s The Endo f Rock n´Roll” também mantém a pegada anos 90 com uma pegada meia Marilyn Manson. Não é de se espantar, já que dois de seus músicos tocaram com o antichrist superstar no passado.

Rob continua com o mesmo tipo de trabalho vocal. Em “The Life And Times of Teenage Rock”, canta com a voz mais para baixo e mais encorpada, assim como fez em “Living Dead Girl”. Em “Medication of The Melancholy” canta com a voz encoberta de efeitos. Brincadeira que faz desde seus tempos de White Zombie. Embora aqui, o efeito esteja um pouco mais sutil, é verdade.

Muita gente critica a escolha de John 5 para sua banda. Eu, particularmente, gosto bastante do trabalho dele. E acho que combina, sim. Em faixas como “Satanic Cyanide! The Killer Rocks On” e “In The Age Of The Consecrated Vampire We All Get High”, o rapaz rouba a cena.

The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser é aquilo que os fãs esperam de Rob Zombie. Pesado, bem tocado e divertido. Gosta de Rob Zombie? Pode ir sem medo!

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Consistente

Faixas:
      01)  The Last Of The Demons Defeated
      02)   Satanic Cyanide! The Killer Rocks On
      03)   The Life And Times of a Teenage Rock God
      04)   Well, Everybody´s Fucking In A U.F.O.
      05)   A Hearse That Overturns With The Coffin Bursting Open
      06)   The Hideous Exhibitions of a Dedicated Gore Whore
      07)   Medication For The Melancholy
      08)   In The Age Of The Consecrated Vampire We All Get High
      09)   Super-Doom-Hex-Gloom Part One
      10)   In The Bone Pile
      11)   Get Your Boots On! That´s The End Of Rock n´ Roll
      12)   Wurdalak

domingo, 1 de maio de 2016

Metallica – Beyond Magnetic (2012):



Por Davi Pascale

2011 foi mais um ano de polêmica para o Metallica. Foi o ano em que eles lançaram a parceria deles com Lou Reed, (o fraco) Lulu. Pela primeira vez na vida, o Metallica me decepcionava.  Sim, gosto de Load, Reload e Death Magnetic. E acho que St Anger foi prejudicado pela produção fraca. Até hoje não consegui entender a razão do Lars ter deixado o som de bateria daquele jeito. Quem adquiriu o CD na época, que acompanhava o DVD com eles tocando as faixas do disco, sabe do que estou falando. Com um som mais na cara, o material soava impactante.

Alguns meses depois do polêmico álbum ao lado do músico do Velvet Underground, os garotos surpreendiam ao lançar 4 faixas inéditas no Itunes. Para ser mais exato, foi no dia 13 de Dezembro de 2011. A mídia física, contudo, só foi lançada em Janeiro de 2012. A razão? Talvez, diminuir o massacre em cima de Lulu. Talvez tenha sido uma forma de dizer que o Metallica continuava o mesmo, que aquilo havia sido apenas uma aventura... Inicialmente, esse material seria enviado somente à membros do fã-clube.

Pelo título e pela capa você já deve ter sacado a relação entre o EP e o álbum de 2008, certo? Pois é isso mesmo. Quando entraram no estúdio para gravar o material do que viria a ser o Death Magnetic, os músicos registraram 14 músicas. E como decidiram que não queriam um álbum duplo, eliminaram 4 faixas por questão de espaço. São essas 4 músicas que estão presentes no EP.

Beyond Magnetic é Metallica puro. Ou seja, faixas velozes, com passagens cadenciadas, longas. Uma um pouco mais comercial ali no meio. Todas as músicas variam entre 7 e 8 minutos. Parece que virou moda massacrar o Lars Ulrich na internet, mas quem conhece o trabalho da banda um pouco mais a fundo sabe que um dos principais diferenciais do Metallica é justamente sua bateria. O cara tem um estilo próprio, soa diferente dos outros bateristas do gênero. E isso pode ser comprovado, mais uma vez, no material do EP. Honestamente, acho que esse cara mereceria um pouco mais de respeito, mas sigamos adiante...

Material que seria enviado somente ao fã-clube, chegava às lojas em Janeiro de 2012

“Hate Train” abre o EP com a porrada comendo solta. Os riffs dela me lembram bastante “Fuel”. A faixa é boa, mas nada que me faça imaginar ‘como descartam essa’. A faixa seguinte “Just a Bullet Away”, sim. Certamente, uma das faixas mais fortes que o Metallica escreveu nos últimos anos. Excelente riff, linha vocal matadora. A ideia de mudar ela totalmente do nada, depois de aproximadamente 4 minutos de musica, chegando até a dar uma falsa ideia de que a musica havia acabado, é genial.

“Hell And Back” também é excelente e nos faz lamentar ter sido deixada de fora do álbum. A música é um heavyrock bem ao estilo do material de Load/Reload. Kirk Hammet se destaca com um belo solo, os riffs são matadores. Essa é a faixa que me refiro como comercial. Falando sério, se tivessem atacado isso nas rádios, viraria um hit. “Rebel of Babylon” também é destruidora. Não se engane pela (curta) introdução limpa. A ideia parece ter sido tentar soar um pouco mais oldschool com uma composição pesada, com várias passagens diferentes, duelos de guitarra.

O som de bateria e guitarra é excelente. Os instrumentos estão bem na cara. Só o baixo que acho que poderia ter ficado com maior evidencia na mixagem final. Para quem curte o trabalho do Metallica, o disco é essencial. Aliás, se você é fã do Metallica já vai guardando grana porque está chegando ao mercado vários boxes comemorativos que farão história.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Honesto e empolgante

Faixas:
      01)   Hate Train
      02)   Just a Bullet Away
      03)   Hell And Back 
      04)   Rebel of Babylon

sábado, 30 de abril de 2016

Noticias do Rock



Fique por dentro das principais noticias da semana. Fique por dentro de novos discos, novos projetos e muito mais!


Nando Reis participará de projeto internacional


Levee Walkers é o nome do novo projeto de Barrett Martin (Screaming Trees), Mike McReady (Pearl Jam) e Duff McKagan (Guns n Roses). O projeto é um pouco diferente porque não tem um cantor fixo. Estão participando diferentes artistas de diferentes partes do mundo. Martin esteve na rádio de Seattle, KISW, essa semana e declarou: “É um pouco político. Queremos mostrar que o rock é universal. Não é algo limitado ao inglês, nem aos Estados Unidos e Europa”. O músico foi mais além: “Estivemos na América do Sul e o rock lá é enorme. Queremos pessoas cantando em espanhol e português do Brasil”. 4 nomes já foram confirmados:  Ayron Jones, Raquel Sofia, Danko Jones e o cantor Nando Reis. Bem legal...


Neil Young lançará álbum com participação de animais


Não, eu não pirei. É exatamente isso que você leu. O veterano Neil Young lançará um novo álbum chamado Earth no dia 17 de Junho. O disco trará 13 regravações e 1 faixa inédita. Em entrevista à Classic Rock, o músico declarou: “Através de 98 minutos, Earth faz uma retrospectiva da minha vida. Músicas que escrevi sobre vivermos juntos nesse planeta”. O mais intrigante, contudo, foi quando comentou: “Nosso reino animal estará representado também. Animais, insetos, pássaros, mamíferos, participarão das músicas em alguns momentos”. No mínimo, curioso. 


Mikkey Dee excursionará com o Scorpions


A próxima etapa americana da tour do Scorpions não contará com a presença de James Kotakk. O baterista do grupo está em um tratamento intensivo para tentar largar as bebidas. Provavelmente, o rapaz tomou um susto após ter sido preso em Dubai, em 2014, por ter xingado o Islã e feito gestos obscenos à inúmeros passageiros durante seus ataques de bebedeira. Para seu lugar foi convocado o lendário Mikkey Dee (Motorhead). Curioso para ver como essa parceria irá funcionar.


Delain faz campanha para gravar álbum ao vivo


Em 2016, se completa dez anos que o Delain lançou seu debut, Lucidity. Os músicos resolveram celebrar a data. A banda fará um show no Paradiso (Amsterdam) no dia 10 de Dezembro para comemorar o aniversário da banda. A apresentação será gravada e chegará ao mercado no próximo ano em CD, DVD, Blu-ray, LP e formato digital. Para isso, contudo, eles inauguraram uma campanha crowdfunding. Os músicos prometem doar 15% do dinheiro arrecadado à instituição Sophie Lancaster Foundation. Segue o link para quem tiver interesse http://www.pledgemusic.com/projects/delain10thanniversary


Nightwish ficará inativo em 2017


O tecladista Tuomas Holopainen declarou em recente entrevista ao Blabbermouth que ele já tem planos para o Nightwish até 2020, mas que não revelará todos os detalhes ainda. Segundo o músico, o ultimo show da turnê ocorre em Outubro e a banda entrará em um hiato em 2017, voltando às atividades em 2018. Tuomas declarou que nesse meio tempo não irá se envolver com música. “Pretendo dar um tempo, ficar em casa cuidando do jardim, do cavalo”...

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Álbuns Clássicos: Marillion – Misplaced Childhood (1985):



Por Davi Pascale

Em 17 de Junho de 1985 chegava às lojas o terceiro LP do grupo Marillion. Não era um momento muito bom para o rock progressivo. Foi um grande ano para a música pop. Foi o ano de estreia da VH1. O ano em que canções como “Shout” (Tears For Fears), “Take On Me” (A-ha) e “I Want To Know What Love Is” (Foreigner) dominaram as paradas. Mas para a cena prog era um período complicado. Vários artistas haviam caído no esquecimento. Os que haviam sobrevivido (Rush, Genesis e Yes) haviam adaptado seu som à linguagem da nova era, com arranjos menos complexos, forte presença de sintetizadores, uma pegada mais comercial

Só que o universo da música é totalmente imprevisível. Quando ninguém bota mais fé, algo acontece. E foi exatamente isso o que aconteceu com o Marillion. Misplaced Childhood foi para o topo das paradas, graças ao megahit “Kayleigh”. Apesar da faixa em questão ser uma balada com acento pop, o disco, contudo, não era exatamente comercial. Não era um disco de hits. Pelo contrário, trata-se de um trabalho conceitual, com músicas interligadas, diversas quebradas de tempo. Até havia uma influência pop, mas era bem mais sutil do que os demais grandes grupos vinham fazendo naquele momento. Fish, cantor da banda na época, costumava dizer que o disco tinha duas músicas: lado A e lado B.

Aliás, o conceito do álbum nasceu da cabeça dele. Para ser mais exato, em uma ‘viagem’ dele. A visão veio durante uma viagem de ácido, conforme reconheceu o músico. O disco, como disse, é conceitual. Conta a história de um garoto que tem sua história marcada por tragédias, como a morte de um de seus melhores amigos, e se vê tendo que aprender a lidar com sentimentos fortes como depressão e angústia. O garoto aparece na capa do disco conforme surgiu na mente de Fish durante sua viagem lisérgica: vestido de soldadinho.

Embora a história seja fictícia, Fish inseriu alguns elementos autobiográficos na narrativa. “Kayleigh” fala sobre lidar com o fim de um forte relacionamento. O nome é inspirado no nome de uma de suas ex-namoradas, Kay Lee. Outro exemplo é “Heart of Lothian”. Aqui, o cantor declara “I was born with the heart of Lothian”. Pois bem... O cantor é escocês e nasceu em uma região chamada Midlothian. Coincidência? Na verdade, não...

Álbum traz um de seus maiores sucessos comerciais

Durante muito tempo, o grupo foi perseguido e acusado de ser uma espécie de Genesis de segunda categoria. Pura implicância. Os músicos são muito bons! Sim, Genesis (fase Peter Gabriel) é uma de suas influências. Mas a banda era mais do que isso. Havia referência de outras bandas em seu som, como Pink Floyd, por exemplo. Mas sabe como é, imprensa adora pegar no pé de quem faz sucesso.

O material foi gravado no Hansa Tonstudio em Berlim e contou com a produção de Chris Kinsey (Rolling Stones, Peter Frampton, Jimmy Cliff). Tudo foi programado, estudado por A+B. Os músicos queriam o disco perfeito. A história, obviamente, tinha que ter sentido, mas as passagens instrumentais também. Mudanças eram feitas à todo momento. “Lords Of The Backstage”, por exemplo, havia sido criada para ser uma sequência de “Lavender”, mas no ultimo segundo, foi decidido que ela deveria seguir “Waterhole”. Decisão que obrigou Mark à ter que criar novos elementos aos 45 do segundo tempo.

Misplaced Childhood é um belíssimo álbum. Fish dá um show à parte em sua interpretação vocal. Steve Rothery (guitarra) e Mark Kelly (teclados) também roubam à cena. São os principais responsáveis por toda a atmosfera do LP.  A banda está de volta ao Brasil. Se apresentam hoje em São Paulo, para sermos mais exatos. Se você quer se iniciar na obra da banda e não sabe por onde começar, essa pode ser uma ótima porta de entrada. Faixas de destaque: “Kayleigh”, “Lavender”, “Childhood´s End” e “Bitter Suite”.

Faixas:
      01)   Pseudo Silk Kimono
      02)   Kayleigh
      03)   Lavender
      04)   Bitter Suite
      05)   Heart of Lothian
      06)   Waterhole (Expresso Bong)
      07)   Lords of The Backstage
      08)   Blind Curve
      09)   Childhoods End 
      10)   White Feather