segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Cain’s Offering – Stormcrow (2015)

A equipe do blog Riff Virtual se encontra de férias. Retomaremos nossas atividades no dia 20 de Janeiro. Enquanto essa data não chega, trazemos para vocês alguns de nossos melhores posts. Recordar é viver. Confira!

Por Rafael Menegueti

Cain's Offering - Stormcrow
O projeto que une o vocalista do Stratovarius, Timo Kotipelto, e o ex-guitarrista do Sonata Arctica, Jani Liimatainen, lançou recentemente seu segundo álbum. O Cain’s Offering ficou algum tempo parado depois do seu primeiro disco de estúdio, “Gather the Faithful”, lançado em 2009. Ou melhor, apenas Jani e Timo fizeram alguns shows acústicos juntos. Todo esse tempo entre um lançamento e outro parece que serviu para uma coisa: tornar o Cain’s Offering uma banda mais focada em suas composições.

O som da banda é exatamente o que poderia se esperar de um grupo formada por tais nomes. Power metal sinfônico carregado de melodia e riffs agressivos. A fórmula poderia parecer repetitiva em se tratando desse estilo, mas o grupo consegue dar um aspecto único e criativo em suas canções. A combinação de arranjos de teclado, os vocais competentes de Timo e a musicalidade que as faixas exalam tornam “Stormcrow” um álbum muito interessante.

Os membros atuais do Cain's Offering
As primeiras faixas são animadas e com uma melodia bem forte. A faixa-título, que abre o disco, e a segunda, “The Best of Times”, são pesadas e aceleradas, mas ainda próximas do estilo do próprio Stratovarius. O nível segue alto com a mais cadenciada “A Night to Forget”. Em “I Will Build You A Rome” temos uma das canções mais melodicamente alçadas do disco, com um refrão cativante e que faz dela uma das mais viciantes do disco.

Após isso o disco dá uma quebrada no barulho com a tranquila “Too Tired to Run”, baladinha sinfônica obrigatória em um disco de power metal, mas sem parecer aquele clichê forçado. Em “Constelation of Stars” voltamos a velocidade e peso normais, com uma faixa que destaca também os arranjos de teclado de Jens Johansson, outro membro do Stratovarius na banda. Em “Antemortem” está mais uma boa sequencia de riffs e arranjos sinfônicos, com pegada forte e intensa. “My Heart Beats for No One” é outra das faixas que se destacam pelo bom uso dos riffs agressivos e teclado. Já “I Am Legion” é uma faixa instrumental com uso forte dos arranjos orquestrais e evolução rítmica progressiva que serve de transição para o encerramento do disco, que vem com intensidade em “Rising Sun”, e suavidade em “On the Shore”.

Jani Liimatainen e Timo Kotipelto
O trabalho do Cain’s Offering é uma bela amostra de power metal que consegue ser ao mesmo tempo tradicional e fugir da mesmice. São faixas que unem bons elementos dos trabalhos e influências de seus integrantes, boa técnica e bem mais produzido do que o seu antecessor. As canções são fáceis de ouvir, não enfeitam nem inventam. Puro power metal sinfônico de ótima qualidade, feito na medida pra fãs do gênero e também para os que estão começando a curtir o estilo agora.

Nota: 8,5/10
Status: Melodico e tradicional

Faixas:
1. "Stormcrow"
2. "The Best of Times"
3. "A Night to Forget"
4. "I Will Build You a Rome"
5. "Too Tired to Run"
6. "Constellation of Tears"
7. "Antemortem"
8. "My Heart Beats For no One"
9. "I Am Legion"
10. "Rising Sun"
11. "On the Shore"

domingo, 3 de janeiro de 2016

Slayer – Repentless (2015):

A equipe do blog Riff Virtual se encontra de férias. Retomaremos nossas atividades no dia 20 de Janeiro. Enquanto essa data não chega, trazemos para vocês alguns de nossos melhores posts. Recordar é viver. Confira!



Por Davi Pascale

Slayer lança mais um petardo. Em seu primeiro trabalho sem Jeff Hanneman, quarteto demonstra que ainda tem lenha para queimar e lança um dos melhores trabalhos de 2015.

Os últimos anos do Slayer renderiam uma minissérie. Nos últimos anos, passamos pela doença e afastamento de Hanneman. A morte do rapaz. Gary Holt dizendo que seria apenas substituto, mas sendo declarado membro efetivo tempos depois. Dave Lombardo saindo grupo novamente. Paul Bostaph retornando. Emoção atrás de emoção, diz aí...

O mais bacana de tudo é que Kerry King não deixou o nível da musicalidade cair. Sim, ele é o cabeça do novo projeto. O guitarrista do Exodus não teve liberdade para compor e sua participação no disco se restringiu à gravação de alguns solos para o disco.

Polêmicas à parte, Slayer continua fazendo o que sabe fazer de melhor. Heavy metal agressivo, direto e empolgante. Se em tempos passados, os músicos se aventuraram em novos horizontes musicais, como no sempre polêmico Diabulous In Musica, aqui seguem à risca sua velha fórmula: Tom Araya cantando como se o mundo estivesse prestes à acabar, bateria rápida, riffs sombrios e solos velozes. Slayer sendo Slayer.

Disco é empolgante, mas Gary Holt aparece pouco

Paul Bostaph fez seu melhor trabalho desde Divine Intervention. O rapaz está espancando o instrumento sem dó. Jeff Hanneman é lembrado em “Piano Wire” – uma composição inédita do rapaz – e na letra de “Chasing Death”. Lembra que o Ozzy fez uma homenagem à Bon Scott escrevendo uma canção sobre alcoolismo no Blizzard Of Ozz? Mesma idéia por aqui...

A já citada “Piano Wire” nos leva de volta ao Seasons The Abyss com aquele som porrada mais cadenciado. “Repentless” abre o álbum e segue a linha de “World Painted Blood”. Veloz, direta, agressiva. “Cast The Stone” tem um arranjo um pouco mais arrastado, sombrio, remetendo um pouco à “Gemini”. “When The Stillnes Comes” e “Atrocity Vendor” possuem riffs que nos remetem ao velho Slayer. O disco, contudo, de uma maneira geral, me remeteu muito ao Christ Illusion.

Próximo à 40 minutos de som, os garotos da California não deixam espaço para respirar. Porrada atrás de porrada. Podem até questionar não terem dado espaço para Holt – músico que já toca com eles há alguns anos e que quando entrou no Slayer já era um veterano na cena. Podem questionar a falta de novidades. Mas não dá para questionar a qualidade do som dos caras, nem das composições desse disco. Kerry King demonstrou que sabe melhor do que ninguém o que seus fãs querem ouvir. Slayer não reinventou a roda, mas manteve sua vitalidade. Simplesmente, um dos álbuns mais empolgantes de 2015. Ouça no talo!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)   Delusions of Saviour
      02)   Repentless
      03)   Take Control
      04)   Vices
      05)   Cast The First Stone
      06)   When The Stillness Comes
      07)   Chasing Death
      08)   Implode
      09)   Piano Wire
      10)   Atrocity Vendor
      11)   You Against You
      12)   Pride In Prejudice

sábado, 2 de janeiro de 2016

Hollywood Vampires – Hollywood Vampires (2015):

A equipe do blog Riff Virtual se encontra de férias. Retomaremos nossas atividades no dia 20 de Janeiro. Enquanto essa data não chega, trazemos para vocês alguns de nossos melhores posts. Recordar é viver. Confira!

Por Rafael Menegueti


Na década de 70, um grupo de notáveis músicos costumava se reunir em um bar de Los Angeles chamado Rainbow Bar, para beber, jogar conversa fora e se divertir. Essas reuniões históricas envolveram nomes como Alice Cooper, John Lennon, Keith Moon, Ringo Starr, Harry Nilsson, entre outros que apareciam ocasionalmente. O grupinho de amigos acabou ficando conhecido como os “Hollywood Vampires”.

Agora, um disco em tributo a essas reuniões está sendo lançado, com uma banda que recebeu o mesmo nome, e nomes não menos brilhantes para formá-la. O disco do Hollywood Vampires é definitivamente um dos mais aguardados do ano. E o resultado é exatamente o esperado: fantástico.

O disco todo soa como uma grande jam, onde vários grandes nomes se reúnem para tocar alguns clássicos do rock com energia e inspiração únicas. No line-up, um timaço: Alice Cooper e o ator Johhny Depp nas guitarras são os únicos presentes em todas as faixas, daí juntam-se a eles só gente boa. Joe Perry (Aerosmith), Paul McCartney, Slash, Brian Johnson (AC/DC), Dave Grohl, Perry Farrell, a lista é grande.

O clima do disco é mesmo de descontração. Começa com uma locução de Sir Christopher Lee, ator e músico falecido nesse ano. Em sua ultima participação em um disco, ele abre o caminho para “Raise the Dead”, uma das faixas originais do disco, que soa como uma boa lembrança do rock dos anos 70. Logo em seguida, dois clássicos absolutos: “My Generation”, do The Who, soa tão empolgante quanto a versão original.  Já “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, ganhou arranjos mais pesados e intensos, com a presença de cinco guitarristas, entre eles a australiana Orianthi, Joe Walsh e Tommy Henriksen, esse último também aparecendo bastante em varias faixas, e Brian Johnson dividindo os vocais com Cooper.

Da esq. pra dir.: Abe Laboriel, Johnny Depp, Paul McCartney, Alice Copper e Joe Perry
O segundo dueto de Cooper vem na faixa “I Got A Line On You”, ao lado de Perry Farrell (Jane’s Addition), sendo essa uma cover da banda Spirit. É bem interessante, sendo uma faixa menos conhecida do que as outras. Em seguida um medley com duas faixas do The Doors, “Five to One” e “Break On Through (To The Other Side)” mostram a ótima forma de Alice Cooper, que faz uma interpretação perfeita das canções. Outro medley, dessa vez das canções “One” e “Jump Into the Fire” de Harry Nilsson, volta a trazer a parceria de Cooper com Perry Farrell. Outro tempero da faixa está na bateria feroz de Dave Grohl.

Então vem talvez um dos melhores momentos do disco, quando Paul McCartney surge em “Come and Get It”, cantando e tocando o baixo e piano. A composição de autoria dele era pra ter aparecido em “Abbey Road, mas acabou sendo gravada pelo Badfinger. Joe Perry também aparece nessa gravação. Nesse disco ela aparece com destaque, mesmo sendo rapidinha. “Jeepster” é outra cover de um clássico, dessa vez do T-Rex, bem dançante e carismática. John Lennon também marca presença quando sua música “Cold Turkey” é executada, mantendo a boa vibração da versão original.

Chegando perto do final do disco, “Manic Depression” de Jimi Hendrix tem um Zak Starkey inspirado na bateria e destaca Joe Walsh na guitarra. “Itchycoo Park”, do Small Faces ficou mais suja e selvagm do que a versão original, de 1967. Uma interessante mistura surge no medley de “Schools Out”, do próprio Alice Cooper, com “Another Brick In The Wall”, do Pink Floyd, mais uma vez trazendo Brian Johnson à frente. A festa termina com mais uma canção original, “My Dead Drunk Friends”, um blues rock sujo com clima descontraído de bebedeira.

O Hollywood Vampires cumpriu o que prometia quando foi anunciado. A grande reunião do rock é um dos melhores e mais divertidos álbuns de 2015. Desde o excelente repertorio até a boa seleção de astros pra fazer parte do trabalho, além das canções originais, o resultado foi incrível. Eles virão ao Rock In Rio, com uma formação que consiste de Alice Cooper, Joe Perry e Johnny Depp nas guitarras, além de Tommy Henriksen e dos ex-Guns ‘N Roses Duff Mckagan e Matt Sorum. Se antes havia a dúvida, agora temos a certeza de que esse show será simplesmente imperdível.

Faixas:
01. The Last Vampire
02. Raise The Dead
03. My Generation
04. Whole Lotta Love
05. I Got A Line On You
06. Five To One/Break On Through (To The Other Side)
07. One/Jump Into The Fire
08. Come And Get It
09. Jeepster
10. Cold Turkey
11. Manic Depression
12. Itchycoo Park
13. School's Out/Another Brick In The Wall
14. My Dead Drunk Friends 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz 2016!

À todos os leitores e parceiros do Riff Virtual, gostaríamos de desejar um ótimo 2016. Que todos os seus sonhos se realizem e que nunca deixem de acreditar em si mesmo. Muita paz, muita luz e, claro, muito rrrrrrock!



quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Acústicos & Valvulados – Meio Doido e Vagabundo: O Fino do Rock Mendigo (2014):

A equipe do blog Riff Virtual se encontra de férias. Retomaremos nossas atividades no dia 20 de Janeiro. Enquanto essa data não chega, trazemos para vocês alguns de nossos melhores posts. Recordar é viver. Confira!




Por Davi Pascale

No ano passado, a banda gaucha Acústicos & Valvulados soltou dois trabalhos no mercado. Diamantes Verdadeiros, que trazia novas versões para velhas canções, e Meio Doido e Vagabundo, formado por material inédito. E é desse álbum que falaremos hoje.

Vocês devem estar se questionando o que seria o tal rock mendigo, expresso no título. O baterista Paulo James explicou, em entrevista, que se trata da dificuldade de fazer rock no Brasil. Segundo o mesmo, “enquanto a moda é ostentar, o rock anda mendigando, na sarjeta, matando cachorro à grito”. Velha realidade. Entretanto, o termo é muito legal, diz aí.

Faixas como “Meio Doido e Vagabundo”, “Efeito”, “Fogo e Gasolina”, “O Que Eu Sinto Por Você” e a divertidíssima “Vai Se Danar” trazem um bluesrock de primeira. Desde os tempos do Barão Vermelho que uma banda nacional não fazia esse tipo de som tão bem feito.

Formada em Porto Alegre, as influências do grupo sempre foram bem delineadas: rockabilly, folk, jovem guarda, bluesrock. Em sua maioria, rock n roll dos anos 60 e 70. Como não poderia deixar de ser, as guitarras falam alto. Daniel Mossman e Alexandre Moica são os grandes destaques do disco. Uma banda de rock não é nada sem um bom guitarrista e um bom cantor, certo? Desse mal, eles não sofrem. Rafael Malenotti não é de ficar cantando notas altíssimas, mas tem estilo próprio e ajudar a dar uma cara própria para o conjunto. Sem contar que tem um timbre de voz muito bacana.

Grupo gaúcho chega à seu sétimo disco

“Alguém Pra Gostar de Mim” e “Corações Partidos” trazem uma sonoridade mais radiofônica, com refrões pegajosos e poderiam se tornar canções de sucesso, caso fossem executadas nas grandes rádios. “Juntos Podemos Tudo”, “Sarjeta” e “Chalaça Total” apontam para um clima de festa. Essa ultima, inclusive, de maneira literal. Chalaça é um termo utilizado para se referir à escárnio, uma piada de mau gosto, e os garotos gravaram em arranjo com uma pegada meio de saloon. Conseguem a intenção, serem divertidos.

Como disse anteriormente, suas influências sempre foram nítidas. E aqui, deixam uma delas explícitas no título de uma de suas canções: “Tia Rita”. Uma singela homenagem dos garotos à rainha do rock brasileiro, Rita Lee. Meio Doido e Vagaundo traz um rock básico, direto e empolgante. Para quem sentia falta de um grupo fazendo um som mais raiz, sem se preocupar em se adequar às tendências do momento, está aí uma boa pedida. Belo disco!

Nota: 8,0/10,0
Status: Inspirado

Faixas:
      01)   Meio Doido e Vagabundo
      02)   Alguém Pra Gostar de Mim
      03)   Efeito
      04)   Tia Rita
      05)   Corações Partidos 
      06)   Não Vou Desistir
      07)   Sarjeta
      08)   Fogo e Gasolina
      09)   Juntos Podemos Tudo
      10)   Vai Se Danar
      11)   O Que Eu Sinto Por Você  
      12)   Chalaça Total

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Stone Sour – Meanwhile In Burbank… EP (2015):

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Por Rafael Menegueti


Depois de uma separação polemica com o guitarrista Jim Root, o Stone Sour, uma das maiores forças do metal alternativo lança um EP para marcar sua nova fase. “Meanwhile In Burbank...” é composto de cinco covers, e marca a estreia de Christian Martucci na guitarra e Johny Chow no baixo em estúdio.

A banda não escolheu as cinco faixas trabalhadas por acaso. Todas as canções já haviam sido executadas ao vivo em shows da banda no ano passado e em 2013. A ideia de leva-las a estúdio e lançar um EP surgiu ainda durante a turnê. E elas foram escolhidas com um propósito. Todas são faixas de bandas que influenciaram a carreira dos membros do Stone Sour. Muito bem trabalhadas, as faixas também mostram mais uma vez a capacidade dos músicos de passear por diferentes estilos com eficiência.

O interessante é ver que, apesar das bandas homenageadas serem grandes nomes do rock mundial, as faixas escolhidas não são exatamente os maiores hits deles, embora elas sejam cultuadas pelos fãs, e também pelos músicos que se incluem como admiradores desses grupos. Para abrir o EP, a banda escolheu “We Die Young”, primeiro single do primeiro álbum do Alice In Chains. Ficou claro a partir dali que a ideia não era fazer versões das canções, mudando arranjos, estilo ou incluindo elementos ausentes nas canções originais. Eles estão simplesmente executando as músicas, sem rodeios, mas também sem parecer imitarem os homenageados. Eles incluíram sua própria personalidade às faixas.


A segunda música é “Heading Out to the Highway”, do Judas Priest, onde a banda foi bem sucedida em dar um aspecto mais clássico ao seu som. Interessante também foi a versão de “Love Gun”, do Kiss, com destaque para Corey Taylor, que mostrou que é realmente um vocalista talentoso, fazendo bonito na interpretação de Paul Stanley, pra quem ainda acha que ele só sabe gritar. Outro grande clássico, agora do thrash metal, veio com “Creeping Death” do Metallica, uma faixa bem mais simples para uma banda como o Stone Sour reproduzir. Logo, impossível não ter ficado boa. Para encerrar, o grupo escolheu uma canção dos pioneiros do Black Sabbath, “Children of the Grave”, tirada do terceiro disco da banda, “Master of Reality”, uma boa alternativa de uma banda que não podia faltar.

O banda já anunciou que irá lançar ainda mais dois EPs de covers, ainda não se sabe quando. Ficamos no aguardo de mais boas demonstrações da capacidade dos músicos, que, apesar de sofrerem certa resistência dos fãs mais xiitas do metal (principalmente o vocalista Corey Taylor), são incrivelmente habilitados e souberam fazer desses clássicos do rock uma boa aventura musical para a banda explorar entre suas diversas influências.

Nota: 9/10
Status: Fiel e competente

Faixas:
1. We Die Young (Alice In Chains cover)
2. Heading Out to the Highway (Judas Priest cover)
3. Love Gun (Kiss cover)
4. Creeping Death (Metallica cover)
5. Children of the Grave (Black Sabbath cover)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Motorhead – Bad Magic (2015):

A equipe do blog Riff Virtual se encontra de férias. Retomaremos nossas atividades no dia 20 de Janeiro. Enquanto essa data não chega, trazemos para vocês alguns de nossos melhores posts. Recordar é viver. Confira!


Por Davi Pascale

Motorhead celebra seus 40 anos de estrada com álbum de inéditas. Disco mantém sua sonoridade típica e deve agradar seus fãs de longa data.

Há algumas discussões no mundo do rock que são infinitas. Uma delas é a questão de se o artista deve ou não mudar sua sonoridade com o passar dos anos. Há artistas que adoram se arriscar em novas aventuras sonoras e há aqueles que adoram manter sua tradição. Motorhead está no segundo time. Bad Magic apresenta, mais uma vez, Motorhead sendo Motorhead. E, mais uma vez, o resultado é inacreditavelmente bom.

Não é preciso ser um fã de carteirinha para saber que Lemmy Kilmister, infelizmente, não está passando por um período bom em relação à sua saúde. À todo momento, recebemos notícias sobre sua situação e as ultimas não foram muito animadoras. Os 3 últimos concertos do trio não chegaram ao fim porque o cantor simplesmente não apresentava condições físicas para isso e interrompeu a apresentação após poucas canções. Com isso, muitos começaram a questionar a interpretação vocal de Lemmy no último álbum. A verdade é que está dentro do que já é esperado. O baixista realmente está com a voz um pouco mais fraca, o que fica evidente na balada “Till The End”. Nas músicas mais porradaria, contudo, não se sente tanto. Até porque Lemmy nunca teve voz de molequinho, sejamos sensatos.

Grupo mantém a tradição em um dos grandes álbuns de 2015

O início do álbum mata do coração qualquer fã que se preze. Em “Victory Or Die”, após o baixista gritar o nome da canção, Phil Campbell entra com um riff rocker matador, no melhor estilo “Bomber”. “Thunder & Lightning” traz uma sonoridade mais direta. Com poucos acordes nos remete à canções como “Iron Fist”. Na sequência vem “Fire Storm Hotel” que traz uma sonoridade rock n roll, com ar mais festivo, nos remetendo à seus tempos de “Born to Raise Hell”. Mikey Dee demonstra que continua sendo uma metralhadora nos versos de “Shoot Out All Your Lights”, com uma bateria à la “Sacrifice”. Verdade seja dita, fazia tempos que o trio britânico não demonstrava composições tão fortes quanto às apresentadas aqui.

Para o bem ou para o mal, o Motorhead segue sem novidades. O que também significa sem modernidades, sem se render à modismos. A sonoridade é a de sempre. A voz ríspida de Lemmy com seu baixo distorcido, as guitarras rock n roll, a bateria acelerada. Lemmy traz o vocal cavernoso de “Orgasmatron” de volta em “Choking On Your Screams”.  Canções como “Teach Them How To Bleed”, “Tell Me Who To Kill” e “When The Sky Comes Looking For You” estão entre os grandes destaques do disco. Os pontos baixos ficam com “Evil Eye” e a já citada “Till The End”.

O disco se encerra com uma versão de “Sympathy For The Devil” dos Rolling Stones. Não, ela não ficou melhor do que a original, mas ficou empolgante e matadora. Infelizmente, pelo andar da carruagem, esse deve ser o último disco dos caras. Se esse realmente for o último capítulo, os caras podem ficar descansados que estão encerrando com chave de ouro. Um dos grandes álbuns de 2015.

Nota: 8,0/10,0
Status: Empolgante e inspirado

Faixas:
      01)   Victory Or Die
      02)   Thunder & Lightning
      03)   Fire Storm Hotel
      04)   Shoot Out All Of Your Lights
      05)   The Devil
      06)   Electrify
      07)   Evil Eye
      08)   Teach Them How To Bleed
      09)   Till The End
      10)   Tell Me Who To Kill
      11)   Choking On Your Screams
      12)   When The Sky Comes Looking For You
      13)   Sympathy For The Devil