sexta-feira, 3 de julho de 2015

Santa Cruz - Santa Cruz (2015)

Por Rafael Menegueti

Santa Cruz - Santa Cruz
O Santa Cruz é uma daquelas bandas que você pode esfregar na cara de alguém que diz que o rock não tem mais bandas novas empolgantes. A banda finlandesa foi formada em 2007, tendo lançado já dois EPs, e agora chega ao seu segundo álbum de estúdio. O disco homônimo mostra uma banda firme na sua proposta de fazer hard rock com a cara da cena glam dos anos 80, mas incluindo elementos de uma sonoridade moderna e bem ambientada.

O quarteto preferiu dar um passo além do que havia apresentado no primeiro disco. A prova vem com a faixa que abre o disco. “Bonafide Heroes” é uma pancada, com riffs agressivos e um aspecto bem atual, algo que contrasta com o hard rock clássico apresentado pela banda nos seus trabalhos anteriores. “Velvet Rope” tem a mesma pegada, mas um pouco mais numa levada stoner. O single “My Remedy”, que vem em seguida, é outra boa faixa que mostra peso, melodia e um refrão que pega fácil.

Os finlandeses do Santa Cruz
Com uma pegada mais radiofônica, “6 (66) Feet Under” tem o frescor do rock atual sem parecer bobinha. Ela dá lugar a um momento mais cadenciado e com ênfase em melodia de “Bye Bye Babylon”, que lembra um pouco Bon Jovi. Em seguida, “We Are the Ones to Fall” surge como uma canção bem interessante, e claramente uma das com sonoridade mais moderninha do CD. Já em “Wasted & Wounded” chama a atenção pelo bom desempenho do vocalista Archie.

O disco se aproxima do final quando chegamos a “Let Them Burn”, outra faixa com riff pesado, mas que não se destaca tanto em meio às outras do disco. O mesmo não digo de “Vagabond (Sing With Me), que tem atitude e uma agressividade pertinentes pra elevar o clima antes do encerramento. E é com a faixa “Can You Fell the Rain” que o album chega ao fim, com uma certa dose de melodia da única faixa mais tranquila do álbum, mesmo que não completamente.

O CD como um todo mostra uma banda bem ambientada em sua cena, já que o hard rock é bem forte em países escandinavos atualmente. O Santa Cruz, no entanto, mostra ser uma banda que consegue equilibrar bem suas influências ao fazer um disco com peso e ao mesmo tempo leve, sem parecer forçosamente comercial. Instrumentalmente equilibrado, com solos de guitarra animados e ótimas levadas. É um bom trabalho de uma banda em ascensão, com boas chances de despontar em meio a uma cena simples mas objetiva.


Nota: 8/10
Status: Empolgante

Faixas:
1. Bonafide Heroes
2. Velvet Rope
3. My Remedy
4. 6(66) Feet Under
5. Bye Bye Babylon
6. We Are The Ones To Fall
7. Wasted & Wounded
8. Let Them Burn
9. Vagabonds (Sing With Me)
10. Can You Feel The Rain

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sweet & Lynch – Only To Rise (2014):



Por Davi Pascale

Michael Sweet e George Lynch, dois dos melhores músicos da década de 80, se unem para a criação de um disco. O resultado não poderia ser diferente. Um dos melhores álbuns que ouvi recentemente. Sem brincadeira!

Quem acompanha nosso blog há um tempo, já ouviu falar desses dois rapazes. Já escrevi sobre outros trabalhos deles por aqui. George Lynch ganhou fama ao lado do Dokken e também esteve à frente de um (ótimo) grupo chamado Lynch Mob. Michael Sweet é a voz do Stryper, um dos maiores nomes do rock cristão. E uma das maiores vozes daquela geração, sem exageros! Quem duvidar, escute o álbum Against The Law (Stryper) e repare no estrago que o garoto faz.  

Há alguns artistas que quando resolvem fazer esse tipo de projeto, saem gravando tudo sozinhos. Esse não é o caso por aqui. A bateria e o baixo ficaram por conta de Brian Tichy e James Lomenzo, respectivamente. Ou seja, a cozinha do Pride & Glory (projeto que o guitarrista Zakky Wylde teve nos anos 90). Acho que não preciso perder meu tempo dizendo o quão bem tocado e cantado é o disco. Com músicos desse nível, é chover no molhado. O que surpreende aqui é a qualidade das composições. Não que a carreira dos músicos seja ruim. Longe disso. Ambos, possuem trabalhos extremamente memoráveis, mas fazia tempo que não lançavam um disco tão forte quanto este.

Em alguns momentos, o disco nos remete aos seus antigos projetos. “The Wish”, que abre o álbum, irá agradar aos fãs do vocalista. Essa música poderia ter sido gravada pelo Stryper facilmente. Tanto linha de voz quanto a levada de bateria é a cara dos rapazes. Assim, como a canção “Time Will Tell” e a pesada “Recover”, onde Sweet explora seus famosos agudos no refrão. “Dying Rose” e “Rescue Me”, por outro lado, trazem aquele hard rock com clara influência de blues, que se tornou marca do Lynch Mob. Se me dissessem que “Dying Rose” era uma sobra dos primeiros álbuns do grupo, acreditaria.

George Lynch e Michael Sweet unem as forças e lançam trabalho inspirado

“Me Without You” é aquela balada meio down, um sentimento parecido com o de “Alone Again” (Dokken). Mas não se preocupe. O álbum é, na maior parte do tempo, pesado e bem pra cima. Outra que nos lembra o grupo que Mr. Scary fez parte nos anos 80 é a faixa-título. Marcada por aquele riff de guitarra cadenciado, acompanhado de uma levada de bateria com bumbo-duplo no melhor estilo Van Halen. Uma construção parecida à de “Erase The Slate”. Já  “September”, que retrata os ataques de 2001, começa com um lick de guitarra claramente influenciado por “Wasted Years” (Iron Maiden), antes de se tornar em um hard mid-tempo. “Divine” e “Hero-Zero” também estão entre os grandes destaques do disco.

Com uma mixagem moderna, os músicos não estão tentando reviver o passado, mas em diversos momentos, como já puderam perceber pela resenha, nos remetem aos seus tempos de glória. Quem é fã dos caras, pode ir sem medo. Quem nunca ouviu falar, aproveite a internet para conhecê-los. Dá para ouvir o disco no Spotify na faixa.

Nota: 9,0/10,0
Status: Inspirado

Faixas:
      01)   The Wish
      02)   Dying Rose
      03)   Love Stays
      04)   Time Will Tell
      05)   Rescue Me
      06)   Me Without You
      07)   Recover
      08)   Divine 
      09)   September
      10)   Strength In Numbers
      11)   Hero-Zero
      12)   Only To Rise

quarta-feira, 1 de julho de 2015

As Aventuras de Astros do Rock no Cinema

Por Rafael Menegueti

Johan Hegg caracterizado como o viking Valli.
O vocalista da banda de death metal sueca Amon Amarth, Johan Hegg, apareceu recentemente em um território diferente do habitual. O músico viveu um viking nos cinemas. A participação dele no filme “Northmen: A Viking Saga”, lançado no ano passado na Europa, mas que apenas em agosto será lançado nos Estados Unidos, é curta, mas segundo ele foi trabalhosa. O músico escandinavo passou, ao todo, o equivalente a duas semanas gravando sua participação no longa, e precisou de muita concentração para entrar no personagem, um viking chamado Valli.

Claro que não é novidade um músico participando de uma produção cinematográfica. Se eu fosse fazer a lista aqui, seria gigantesca. Alguns são até famosos por suas carreiras de ator e músico se cruzarem, caso por exemplo de Jared Leto, líder do 30 Seconds to Mars e que até Oscar já ganhou. Outros casos, no entanto, passam um pouco mais despercebidos. Por isso, vou relembrar alguns que considero bem interessantes:

Mastodon (Game of Thrones): Uma das séries de TV mais populares da atualidade, Game of Thrones contou com a participação especial dos integrantes do Mastodon em um episódio da atual temporada. Os músicos da banda tiveram um fim parecido com o de grande parte dos personagens da série: foram mortos.

Mastodon e o ator Kit Harington, de Game of Thrones.
Scott Ian, do Anthrax (The Walking Dead): Assim como Game of Thrones, outra série muito popular atualmente é o drama/terror The Walking Dead. Com muitos figurantes fazendo papeis como zumbis, Scott Ian fez uma rápida aparição como um deles na quinta temporada. Talvez toda a maquiagem e o fato de ser bem rápido tenham feito com que muita gente nem percebesse que era ele ali.

Scott Ian como um zumbi.
Chester Bennington, do Linkin Park e Stone Temple Pilots (Jogos Mortais 7): Uma das franquias de terror mais sangrentas que surgiram nos últimos anos, Jogos Mortais mostra inúmeras cenas de execuções bizarras e engenhosas feitas pelo serial killer Jigsaw. No sétimo filme da série, o vocalista do Linkin Park, Chester Bennington aparece como uma das vitimas de suas armadilhas mortais.

Dave Grohl (Tenacious D: Uma Dupla Infernal e Os Muppets): O líder do Foo Fighters e sempre ativo Dave Grohl também já fez suas participações no cinema. Ele apareceu como o diabo no filme protagonizado pela dupla do Tenacious D, Jack Black e Kyle Gass. O mesmo filme também contou com a participação do saudoso Ronnie James Dio, como ele mesmo. Grohl ainda fez uma aparição como um músico esquisito que substitui o baterista Animal na banda dos Muppets no filme dos famosos bonecos.

Dave Grohl irreconhecível como o diabo de Tenacious D.
Keith Richards (Piratas do Caribe): O sempre icônico guitarrista dos Rolling Stones viveu no cinema o papel (muito oportuno) do pai do esquisitão pirata Jack Sparrow (Johnny Deep) em dois filmes da franquia Piratas do Caribe (Fim do Mundo e Navegando por Terras Misteriosas). Keith deve aparecer novamente no próximo filme da série a ser lançado em breve.

Keith Richards em cena de Piratas do Caribe
Cannibal Corpse (Ace Ventura – Um Detetive Diferente): Não dá pra esquecer da curiosa participação dos músicos da controversa banda Cannibal Corpse no filme Ace Ventura. A banda aparece como ela mesma em um show no filme de comédia de 1994. A participação do grupo foi um pedido do próprio Jim Carrey, protagonista do longa, que é fã da banda.


Rob Zombie (diretor de filmes de terror): Um dos nomes mais populares do shock rock, Rob Zombie leva a serio sua relação com a sétima arte. Apesar de já ter feito algumas aparições em filmes, ele se destaca mesmo pela carreira como diretor e roteirista de filmes de terror. Ao todo, ele já lançou seis filmes, o sétimo será lançado em breve. Também dirigiu um episodio da série CSI:Miami.

Pearl jam, Alice In Chains e Soundgarden (Singles: Vida de solteiro): Ambientado em Seattle, no começo dos anos 90, e com a cena grunge como pano de fundo, Singles é um filme que chama a atenção também pelas participações especiais. As bandas citadas fazem aparições no longa, além de que Tad Doyle (Tad), Stone Gossard, Jeff Ament e Eddie Vedder (Pearl Jam) fazem parte da banda fictícia do longa. Chris Cornell, do Soundgarden também faz uma aparição.

Integrantes do Pearl Jam em cena do filme Singles.
Existem outras inúmeras bandas e artistas que fazem pontas, ou até protagonizam filmes por aí. Vale lembrar também de caras como Elvis Presley, David Bowie, Courtney Love e o já citado Jared Leto, que também construíram uma carreira como atores. E você, lembra de mais alguma participação marcante? 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Trixter – Human Era (2015):





Por Davi Pascale

Com apoio do selo Frontiers, Trixter retorna com novo trabalho. Os músicos seguem a sonoridade à risca e entregam aos seus fãs exatamente aquilo que esperam deles. O clima de festa está de volta ao rock n´ roll.

Quem viveu os anos 80, certamente lembra-se de cena de hair metal que invadiu as rádios na época. Enquanto grupos como Bon Jovi, Cinderella, Skid Row, Poison e Motley Crue tomaram as rádios de assalto, vários grupos não passaram de promessas. Bandas que chegavam a ter seu clipe exibido na MTV (USA), tocavam nas rádios, mas não tinham a mesma atenção. Alguns competentes, inclusive. É nessa panela que entra o Trixter. Seus dois primeiros álbuns chegaram a ter alguma atenção na época, mas nunca foi aquele lance de vender milhões e se tornar uma febre.

Human Era é o segundo disco que lançam desde seu retorno em 2008. Se eles não conseguiram se estabelecer na época, não vai ser agora que a situação vai mudar. E os rapazes parecem ter consciência disso. O novo álbum não é uma tentativa de se adaptar ao mercado. Contando com sua formação clássica – “Pete” Loran, Steve Brown, P.J. Farley e Mark “Guss” Scott – entregam aquilo que seus fiéis seguidores esperam: um disco de hard rock oitentista. Todas as características do gênero estão aqui: vocais melódicos, refrões facilmente memoráveis, guitarra com diversos riffs. O famoso clima de festa. O único senão é a qualidade de gravação de bateria que achei meio morta.

Trixter lança novo trabalho com formação e sonoridade clássica

“Rockin´ To The Edge Of The Night” começa com tudo. Uma espécie de cruzamento entre Def Leppard e Bon Jovi (dos anos 80). “Crash That Party” mantém o clima festivo, destacando a levada de bateria. Aquela levada clássica: rápida, reta com bumbo e caixa juntos, no melhor estilo Tommy Lee (Motley Crue). “Not Like All The Rest” conta com um refrão pegajoso e um arranjo bem pra cima. Se estivéssemos nos anos 80, esse som iria para as rádios facilmente. “For You” traz uma forte influência de Van Halen, fase Dave Lee Roth. “Every Seconds Count” e “Beats Me Up” são as inevitáveis baladas. A primeira traz bastante influencia de seus conterrâneos de New Jersey, especialmente nas linhas vocais, enquanto a segunda traz a estrutura clássica do gênero. Suave, melódica, com forte presença de violões. Quem fez isso na época? Todo mundo que você puder imaginar. Firehouse, Warrant, Poison, por aí vai...

O disco vai retomando o fôlego aos poucos. “Good Times Now” é mais uma balada, mas já mais pra cima do que a anterior. O rock volta “Midnight In Your Eyes”, mas é com “All Night Long” que o disco volta a ganhar fôlego. “Soul Of a Lovin´Man” traz uma influencia de blues. Uma pegada meia Lynch Mob fase “Tangled In The Web”. O disco se encerra com a faixa título. Mais uma que poderia ter sido, facilmente, gravada pelo grupo de Jon Bon Jovi. 

Human Era é um trabalho bem feito. Bons trabalhos vocais, bons refrões, bom trabalho de guitarra. Entretanto, sua sonoridade aponta para os trabalhos mais comerciais dos anos 80. Aquela sonoridade meia cigarros Hollywood. Quem acompanhou a banda na época ou curtia esse som, tem de tudo para curtir o novo disco. Se nessa época, você curtia somente os sons mais pesadinhos como Cult, Whitesnake e Van Halen, vá com calma! Claro que não para compará-lo com o (ótimo) Hear!, mas ainda assim, satisfaz! 

Nota: 7,5/10,0
Status: Nostálgico

Faixas:
      01)   Rockin´ To The Edge Of The Night
      02)   Crash That Party
      03)   Not Like All The Rest
      04)   For You
      05)   Every Seconds Count
      06)   Beat Me Up
      07)   Good Times Now
      08)   Midnight In Your Eyes
      09)   All Night Long
      10)   Soul of a Lovin´ Man
      11)   Human Era

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Unleash The Archers - Time Stands Still (2015)

Por Rafael Menegueti

Unleash The Archers - Time Stands Still
Com certo merecimento, os canadenses do Unleash the Archers deixaram a independência para assinar com a gravadora Napalm Records, uma das melhores de heavy metal que existem. O grupo lança então seu terceiro álbum de estúdio, “Time Stands Still”, depois de três anos do lançamento do último trabalho, o EP “Defy the Skyes”.

O grupo segue fazendo a sua mistura de heavy metal tradicional, power metal e death melódico, mas nesse novo álbum sua proposta parece muito mais focada e direcionada. Com músicas potentes e que apostam nas virtudes da banda, como os vocais da vocalista Brittney Slayes, a banda entrega o seu melhor trabalho.

O disco já começa com pegada e peso com a rápida “Northern Passage”, que serve mais como uma introdução, levada por um riff  arrastado e os guturais dos guitarristas Grant Truesdell e Andrew Kingsley.Enquanto “Frozen Still” tem um inicio que, apesar de clichê, é bem empolgante para uma faixa mais tradicional, com refrão estridente e fácil de memorizar. Menos previsível é “Hail of the Tide”, que tem uma energia bem distribuída com as partes mais agressivas. O primeiro single do trabalho, “Tonight We Ride” é um dos pontos fortes do disco. Veloz, intensa, com potência que faz perder o folego e solos alucinantes, é a síntese do trabalho da banda.

Banda canadense lança seu terceiro disco, o primeiro não independente
Voltando um pouco às influências mais tradicionais e clássicas, a faixa “Test Your Metal” parece ter vindo diretamente dos anos 80. Já “Crypt” é moderna e traz mais do death melódico em sua composição. Um pouco mais cadenciada, “No More Heroes” é outra que se destaca pela versatilidade. Em seguida vem “Dreamcrusher”, que é a mais longa faixa do álbum, com nove minutos de duração, mas também é uma das melhores e mais vibrantes do disco. Chegando ao fim do disco, “Going Down Fighting” chama a atenção pelo ritmo, muito definido com a bateria de Scott Buchanan e o baixo de Kyle Sheppard. Pra encerrar o disco, mais uma faixa com ar épico: “Time Stands Still”, que dá nome ao álbum. Com um coral introduzido na faixa, a banda cria uma canção potente e cheia de cadência. Como faixa bônus, a banda apresentou a versão editada para o videoclipe de “Tonight We Ride”.

“Time Stands Still” tem uma temática interessante, quase como uma historia de ficção cientifica. É um disco que tem criatividade nas composições, ótimos solos de guitarra, pegada e vocais eletrizantes, tanto de Brittney, que enche o disco de potencia com agudos impecáveis, quanto dos guturais dos rapazes. Se seguirem nessa boa direção agora que estão com uma gravadora eficiente e boa divulgação, tem tudo para construírem um futuro brilhante no gênero.


Nota: 8,5/10
Status: Alucinante

Faixas:
1. Northern Passage (Intro)
2. Frozen Steel
3. Hail of the Tide
4. Tonight We Ride
5. Test Your Metal
6. Crypt
7. No More Heroes
8. Dreamcrusher
9. Going Down Fighting
10. Time Stands Still
11. Tonight We Ride (Video Edit)

domingo, 28 de junho de 2015

Almah – Sesc Santo Andre (27/06/2015):



Por Davi Pascale
Foto do show: Pagina do Facebook do SESC Santo André

Ontem foi dia de alegria para os headbangers do ABC. Almah, grupo liderado por Edu Falaschi, estreou seu novo baterista, Pedro Tinella, em uma ótima apresentação no Sesc Santo André. No final do show, os músicos receberam seus fãs para fotos e autógrafos.

Sem lançar disco novo há algum tempo, a banda atravessa um momento delicado com a saída do cultuado baterista Marcelo Moreira. A saída envolveu posts polêmicos na internet. Não poderia ser diferente a saída de um integrante de um grupo liderado por um ex-Angra. É sério! Adoro o grupo. Acompanho todos os trabalhos paralelos de perto (sou muito fã do Almah, inclusive), mas é inacreditável o quanto gostam de polêmica.

Quem o substituiu foi um jovem baterista, ainda desconhecido do grande público: Pedro Tinello. Segundo depoimento do Edu Falaschi, no show de ontem, o rapaz aprendeu todo o repertório em menos de um mês. O rapaz se saiu muito bem e foi bastante aplaudido após seu solo de bateria.

A apresentação não foi muito longa. Cerca de 90 minutos. O cantor explicou durante o show. “Estou tendo que fazer algumas adaptações no setlist. Tinha preparado um set maior, mas vou respeitar o horário do SESC”. O show, programado para iniciar às 20h, começou com um pequeno atraso de 5 minutos, aproximadamente. O som estava bem equalizado. Edu vem sendo bastante criticado por seu vocal há alguns anos, mas honestamente gostei bastante da sua performance ontem. Acima das minhas expectativas.

Minha coleção, devidamente autografada, por Edu

O show teve início com “Living And Drifting” (Motion). Os músicos estavam visivelmente bem humorados. Principalmente Falaschi. Era nítida a expressão de alegria no rosto do rapaz, que agradeceu, mais de uma vez, a oportunidade de voltar a cantar no SESC. Não deixou de agradecer, também, ao publico que continua acompanhando seu trabalho. Segundo o rapaz, sem o apoio dos fãs teria abandonada a carreira em 2003.

Assim como Edu, o guitarrista Marcelo Barbosa também possui uma grande leva de admiradores que gritavam seu nome a todo instante no show. O cara realmente é um ótimo músico e tocou vários solos trincados com perfeição. A banda, por sinal, está muito bem entrosada.

Os rapazes demonstraram diversos sons do Unfold, como já era esperado, mas seus outros álbuns não foram esquecidos. Canções como “Beyond Tomorrow” (Fragile Equality), “Children of Lies” (Almah) e até mesmo “Heroes  of Sand”, de seus tempos de Angra, fizeram a alegria dos fãs que compareceram ao local. Do mais recente álbum, destaco as performances de “Believer”, “The Hostage” e “Warm Wind”. Essa última, uma balada composta em homenagem à filha do líder do grupo. O show se encerrou com "King", extraída de seu primeiro álbum, época em que Almah ainda era um projeto do vocalista e não uma banda.

Depois da apresentação, os rapazes atenderam os presentes para fotos e autógrafos. Claro que aproveitei a oportunidade para assinar meus discos com o grupo e pegar a assinatura do Edu em alguns itens meus que ainda estavam sem seu rabisco. Um deles, em especial, chamou a atenção do cantor. “Disco do Mitrium! Esse é velho, hein?”, disse o cantor mostrando em seguida para os demais integrantes do grupo. Quem compareceu ao local, se divertiu bastante, não tem do que reclamar. Mesmo! Antes da apresentação, Falaschi apresentou um projeto intitulado “Vivência de Vocal com Edu Falaschi”, onde demonstrava sua técnica vocal. Esse evento, infelizmente, não consegui comparecer. Quem sabe na próxima...

sábado, 27 de junho de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Arkona volta ao Brasil em setembro

Flyer de divulgação da turnê do Arkona
Uma das melhores bandas de pagan metal do mundo, os russos do Arkona terão sua terceira passagem pelo nosso país nesse segundo semestre. A produtora Dark Dimensions confirmou que a turnê sul-americana da banda passará por São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro entre os dias 17 e 21 de outubro. A banda já havia passado por aqui em 2012 e 2013. O grupo virá para divulgar seu mais recente disco, “Yav”, lançado no ano passado.

Lançamento de tributo ao Sonata Arctica é adiado

O disco em tributo ao Sonata Arctica, que conta com varias covers de nomes como Xandria, Van Canto e Stream of Passion, foi adiado pela gravadora Ouergh Records. Previsto para 03 de julho, o CD agora deve demorar mais algumas semanas para ser lançado. O motivo são as diferentes leis de uso de canções cover em alguns países, uma vez que o disco será lançado em diversos lugares. Mesmo assim, os fãs já podem conferir o resultado de duas canções: "San Sebastian", em versão do Abandoned Stars, e "I Have A Right", que ganhou um clipe na versão do Stream of Passion (veja vídeos abaixo). Um novo clipe para “Letter to Dana”, com o Coldspell, deve ser lançado em breve.



Marcela Bovio, do Stream of Passion, lançará álbum solo em breve

A vocalista mexicana Marcela Bovio
Falando em Stream of Passion, a vocalista mexicana da banda holandesa de metal sinfônico, confirmou através de uma newsletter aos seus fãs, e também em entrevistas recentes, que está trabalhando em seu primeiro álbum solo. A cantora já havia dado indícios de que estava com planos de lançar seu próprio material há algum tempo, mas só agora ela parece estar dedicando mais tempo a realizar isso. Marcela ainda aformou que esse trabalho não terá nada a ver com o Stream of Passion, mas que deve trazer um pouco mais de sua musicalidade e influências fora do metal.

Guitarrista do After the Burial dá explicação bizarra para saída da banda

Justin Lowe (primeiro à esq) estaria passando por sérios problemas psicológicos
Mudanças de formação de bandas de rock são comuns e os motivos são sempre bem parecidos. Mas o guitarrista Justin Lowe, da banda americana After the Burial, não relatou as habituais “diferenças musicais”, nem brigas, nem questões financeiras ou falta de tempo para justificar sua saída do grupo. Ao invés disso, em um gigantesco texto em sua página no Facebook, o músico relatou uma bizarra e paranoica teoria da conspiração envolvendo seus companheiros de banda, gravadora e várias outras pessoas, que estariam tentando destruí-lo. A publicação, postada na terça feira, já foi removida, mas está publicada em matéria do site Loudwire (leia aqui, em inglês).

Os músicos da banda se manifestaram, afirmando que Justin estaria doente e precisando de ajuda psiquiátrica. Eles afirmaram que ficaram surpresos com o relato do guitarrista e passaram dois dias procurando por ele, pois não sabiam em que estado ele se encontrava. A banda ainda afirmou que esta tentando ajudar o companheiro e pediu o apoio dos fãs para dar forças ao guitarrista, ressaltando que doenças mentais são um problema serio que devem receber o tratamento e atenção adequados.