segunda-feira, 22 de junho de 2015

Notícias do Rock (Pra Não Ficar Por Fora)



Fique por dentro das notícias que abalaram o mundo do rock essa semana.

Por Davi Pascale

Megadeth: álbum com influência de música clássica



Dave Mustaine comentou essa semana sobre o próximo trabalho do Megadeth. Segundo o músico, o novo álbum será pesado e irá agradar boa parte dos fãs. Contudo, o que causou curiosidade foi um depoimento sobre a influência de música clássica no novo trabalho. “Acredito que o que chamará mais atenção será o quanto meu trabalho de guitarra foi afetado pela minha experiência com a San Diego Symphony. Aprender Bach, Vivaldi, essa coisas... Bem, haverá momentos no álbum que vocês notarão o quanto isso me afetou”. O disco deve ser lançado no final do ano e contará com a presença do guitarrista Kiko Loureiro (Angra) e do baterista Chris Adler (Lamb of God)



Vivian Campbell está com câncer novamente



O guitarrista Vivian Campbell avisou que estará se afastando do Def Leppard para que possa tratar do câncer. Em comunicado oficial, o musico declarou: “Estou triste porque meu câncer retornou. Estou longe de estar consolado, porque esse retorno irá me privar de trabalhar por um tempo. Estou em tratamento médico, mas irei vê-los em breve. Me desculpem”. Diagnosticado com linfoma de Hodgikin, um tipo de câncer no sistema linfático, o músico vem lutando contra a doença desde 2013. Steve Brown, guitarrista do Trixter, irá substituí-lo até que esteja pronto para retornar à estrada. Torcemos pela melhora do rapaz.



Slipknot entrará em recesso após turnê



O percussionista Shaw Clown havia declarado que o próximo trabalho do Slipknot, provavelmente, seria lançado no início de 2017. Parece que seus fãs terão que esperar um pouco mais do que isso. O vocalista Corey Taylor declarou ao Rock Sverige que após a turnê irão dar uma pausa. “Iremos terminar a turnê e pararemos por alguns anos. Todos irão fazer suas coisas e depois de alguns anos nos reuniremos para ver o que acontece”. Corey declarou que durante essa nova pausa irá se concentrar no seu outro grupo, Stone Sour.



AC/DC: America do Sul em 2016?



Segundo o jornalista Lucio Ribeiro, da Popload, o grupo australiano está acertado para realizar uma turnê sul-americana em Abril de 2016. Segundo o rapaz, as datas já estão praticamente acertadas. Não sei até onde dá para confiar já que o mesmo havia noticiado que em Novembro desse ano teríamos 3 gigantes em nosso país: Pearl Jam, AC/DC e Rolling Stones. O Pearl Jam ele acertou, já os outros dois... De todo modo, vale a pena ficar esperto!



RPM adia novo álbum




Os músicos do RPM jogaram um verdadeiro balde de água fria na cabeça dos fãs. Depois de cancelarem o lançamento do DVD Elektra Ao Vivo, os músicos resolveram adiar o lançamento do novo álbum, sem previsão para que chegue ao mercado. Em nota oficial, os músicos declararam: “Não estamos satisfeitos com o que temos até agora. Há um grande desafio que se coloca para uma banda com trinta anos de carreira: como se renovar sem perder a identidade. Decidimos continuar compondo e produzindo novas canções enquanto fazemos os últimos shows da turnê Elektra. O RPM continua unido e agradece o carinho e a paciência dos fãs!” Pelo visto, só nos resta aguardar...

domingo, 21 de junho de 2015

Malta – Aramaçan (19/06/2015):



Por Davi Pascale

Grupo vencedor de reality show da Rede Globo de Televisão, apresentou-se em Santo André, no lendário clube do Aramaçan. Apesar do local ser tradicional, a equipe do local estava despreparada. Mesmo assim, quem resolveu enfrentar a baixa temperatura, pode se divertir ao som do grupo de pop rock.

Na última sexta-feira, o grupo Malta fez sua primeira apresentação na região do ABC. Não sei exatamente quantas pessoas tinha no local, mas ao julgar a exposição deles na mídia e a vendagem de Supernova, esperava um publico maior. Acredito que a censura tenha prejudicado um pouco o espetáculo. O show estava censurado para 18 anos e o grupo possui bastante força entre o público jovem. Está certo que abaixo disso poderia ir acompanhado dos pais, mas tenho certeza que nem todos os pais topam tal empreitada.

O grupo fez uma apresentação bem profissional, mas nem tudo foram flores no dia. O evento estava bem desorganizado. As filas fora da casa se misturavam. Vários profissionais não sabiam orientar as pessoas para onde deveriam ir. Para piorar ainda mais, os seguranças da casa não estavam prontos para tal função e desrespeitaram vários presentes no final da apresentação. Não preciso nem dizer que, diante de uma equipe tão bem preparada, houve atrasos na abertura dos portões e, consequentemente, no início do espetáculo.

Por volta de 22:30h, o grupo Mamute subiu ao palco. Aquela velha história. Covers em excesso, poucas (e fracas) canções autorais. O grupo estava bem entrosado, mas o cantor é bem fraquinho. O show se tornou uma tortura quando resolveram interpretar “Highway to Hell” do AC/DC. Depois de Luan Santana torturar a alma de Elvis Presley com uma regravação medonha de “Suspicious Minds”, foi a vez dos garotos fazerem o mesmo com o vocalista da banda australiana. Bon Scott, nesse momento, enfrenta uma depressão profunda lá no céu. Não façam mais isso!

Ingresso do evento e encarte assinado

Já passava da meia-noite quando os vencedores da primeira edição do Superstar subiram ao palco. A apresentação teve início com “Entre Nós Dois”. O início do espetáculo já dava a dica. A banda está redonda. Entrosada, com boa presença de palco, os garotos têm o público na palma das mãos. Bruno Boncini não se intimidava com os gritos da platéia e brincava com o pessoal, além de contar várias histórias entre uma música e outra. O grupo estava, visivelmente, bem-humorado durante o show.

Quem já assistiu à uma apresentação dos rapazes, seja indo ao local ou até mesmo pelo televisor (a Multishow já transmitiu duas apresentações dos garotos), sabe que durante a canção “Baby” os músicos escolhem uma fã para subir ao palco. A brincadeira não ficou de fora. Como já esperado, a cena rolou durante a canção após o grupo eleger, junto à platéia, quem havia criado o melhor cartaz.

É comum quando uma banda se destaca logo no primeiro disco, os músicos arriscarem covers, prolongarem as músicas, criarem números solos e, às vezes, até novas composições para que o show não fique muito curto. Aqui, os arranjos não sofreram mudanças. Foram apresentados bem fieis ao disco, mas não faltaram interpretações de outros artistas que iam desde canções de ex-jurados do programa (“À Sua Maneira” do Capital Inicial e “Só Você” do Fábio Jr.) até canções internacionais como “Against All Odds” (Phil Collins). Os rapazes comentaram de um novo disco já estar sendo elaborado, mas não demonstraram nenhuma canção em primeira mão.

Até por possuírem apenas um único álbum, todas as músicas que seus fãs esperavam ouvir foram interpretadas como “Diz Pra Mim”, “Memórias” e “Vai Ser Assim”. A apresentação se encerrou perto de 2:00h com o hit “Supernova”. Os grandes destaques do show ficam por conta do baterista Adriano Daga, que roubou a cena com um belo solo de bateria, e do cantor Bruno que demonstrou ter um ótimo domínio vocal, além de ser bem carismático. Aqueles que compareceram, saíram do local satisfeitos. O show foi bem legal, só espero que da próxima vez, a casa esteja melhor preparada. 

sábado, 20 de junho de 2015

Arven - Black Is the Colour (2013)

Por Rafael Menegueti

Arven - Black Is the Colour
Como um fã de metal sinfônico, as vezes acabo esbarrando em bandas que considero que mereciam um pouco mais de reconhecimento nesse meio. Uma delas é o Arven, banda alemã que tem apenas dois discos lançados, mas suficientes para comprovar a capacidade do grupo. “Black Is the Colour” é o segundo trabalho da banda, lançado em 2013.

A banda quase feminina (não fosse pelo baterista Till Fenden, único homem da formação) entrega composições com boa qualidade técnica, melodias cativantes e letras simples e pessoais. Ok, o cenário esta repleto de bandas que fazem isso, mas não considero isso problema nenhum, tendo em vista que o Arven faz o papel deles direitinho.

A introdução de “Believe”, faixa de abertura e carro-chefe do disco, já mostra a competência do trabalho. As guitarras de Anastasia Schmidt e Inez Thomé (a segunda infelizmente deixou a banda no ano passado) são bem alinhadas, o baixo de Lisa Lisa Geiß é bem presente, os arranjos de teclado de Lena Yatsula criam uma sustentação excelente para o resto da instrumentação e os incríveis vocais de Carina Hanselmann completam a receita de suas músicas em perfeita harmonia. Existe uma certa pegada, bem equilibrada com os trechos mais harmoniosos e melódicos.

A formação da banda hoje não conta mais com a guitarrista Ines (segunda a esq.)
Depois da bem elaborada “Don’t Look Back”, “Rainsong” aparece como uma das mais carismáticas canções da banda. A canção seguinte, “The One for Me”, traz um dueto de Carina com Stefan Schmidt, uma das vozes do Van Canto. Um bom destaque do álbum fica com a faixa “All I Got”, uma baladinha embalada principalmente pelo piano, mas com uma presença vocal de Carina, especialmente no refrão, que a tornam viciante. “My Darkest Dream” já traz um pouco mais de velocidade e força, especialmente nos riffs. A faixa seguinte é a instrumental “Cercle d’Emeraude”, quase uma exibição de técnica e musicalidade criada com arranjos de violino e ótimos temas de guitarra, numa levada com leve influencia folk.

O disco vai se aproximando do final com mais uma balada (ou semi-balada no caso), “In Your Dreams”, um pouco mais melancólica mas novamente evidenciando a beleza da voz de Carina. “Firesite Stories” tem um estilo mais épico e cadenciado. Mas a mais bem elaborada faixa do disco é mesmo a que encerra. “My Fall” tem intensidade, leveza nos versos, belos arranjos e potencia nos refrães e muita qualidade técnica. Ou seja, ela praticamente resume o que todo o disco trouxe. Uma banda que consegue fazer música competente e empolgante com composições simples e cativantes, algo perfeito pro estilo que se propõem.


Nota: 9/10
Status: Cativante

Faixas:
01. Believe
02. Don't Look Back
03. Rainsong
04. The One For Me
05. All I Got
06. My Darkest Dream
07. Cercle d'Emeraude
08. In Your Dreams
09. Firesite Stories
10. My Fall

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Música Comentada: Foo Fighters - Times Like These

Por Rafael Menegueti

O Foo Fighters na época do disco "One By One"
Quando falamos no Foo Fighters, é possível citar uma dezena de hits que a banda lançou ao longo de sua trajetória, mas alguns se destacam. Dentre as faixas que fizeram da banda um dos maiores nomes do rock na atualidade, uma canção em especial pode ser considerada o grande hit do grupo na última década: Times Like These.

A música está presente no quarto álbum de estúdio da banda, “One By One”, que também foi um dos mais difíceis de ser produzidos. E é sobre um pouco disso que a canção fala. Na época, Dave Grohl e companhia estavam passando por tempos conturbados, conforme a banda descreveu em seu documentário “Back and Forth”. Eles entraram em estúdio para gravar o disco, mas não parecia haver entusiasmo. Conforme a gravação seguia, Dave sentia que as músicas não soavam como eles mesmos, e aos poucos as tensões entre os integrantes foram piorando.

Depois de gastarem mais de 1 milhão de dólares na produção de um disco que soava terrível e quase acabou com a banda, os músicos decidiram descartar o material e dar um tempo. Dave foi tocar com o Queens of the Stone Age e os outros integrantes também se envolveram em outros projetos. A banda decidiu se apresentar no festival Coachella, como haviam programado, mas os ensaios turbulentos e cheios de brigas fizeram com que eles cogitassem encerrar as atividades após o show, caso sentissem que isso seria o certo. No entanto, após o sucesso da apresentação, eles acabaram decidindo continuar, voltar ao estúdio e começar de novo. O resultado foi o “One By One” que conhecemos, que foi bem mais barato e produzido mais rápido do que a versão inicial.

“Times Like These” foi uma das faixas que surgiram nesse tempo em que a banda tirou férias de si mesma. Ela fala sobre o período em que Grohl sentiu como se “não fosse ele mesmo” durante a gravação inicial do disco. Trata também das incertezas que ele sentia sobre o futuro da banda e se ele deveria tomar outro rumo ou continuar com o Foo Fighters. O resultado nós todos conhecemos. A banda superou uma das maiores crises que tiveram, “One By One” ganhou mais uma vez o Grammy para a banda e “Times Like These” se tornou um dos maiores hits do rock nos anos 2000. Só é difícil mesmo decidir qual versão da música é mais perfeita, a original ou a acústica.


I, I'm a one way motorway
I'm a road that drives away
Then follows you back home
I, I'm a street light shining
I'm a white light blinding bright
Burning off and on

It's times like these
You learn to live again
It's times like these
You give and give again
It's times like these
You learn to love again
It's times like these
Time and time again

I, I'm a new day rising
I'm a brand new sky that
Hang the stars upon tonight
I, I'm a little divided
Do I stay or run away
And leave it all behind?
Eu, eu sou uma estrada de mão única
Sou uma estrada que leva pra longe
E segue você de volta pra casa
Eu, eu sou um poste aceso
Sou uma luz branca ofuscante
Piscando sem parar

Em tempos assim
Você aprende a viver de novo
Em tempos assim
Você se entrega e se entrega de novo
Em tempos assim
Você aprende a amar de novo
Em tempos assim
Outra e outra vez

Eu, eu sou um novo dia nascendo
Sou um novo céu que
Sustenta as estrelas de hoje à noite
Eu, eu estou um pouco dividido
Devo ficar ou fugir pra longe
E deixar tudo isso pra trás?

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Mark Slaughter – Reflections In a Rear View Mirror (2015):



Por Davi Pascale

O vocalista Mark Slaughter lança seu primeiro trabalho solo. Contando com a ajuda de um famoso produtor da cena, a sonoridade hard rock 80´s é mantida. Quem acompanhou seu trabalho com o Slaughter irá curtir.

Já faz um tempo que seus fãs aguardam um novo material do Slaughter. O ultimo álbum dos rapazes foi o (ótimo) Back to Reality, lançado no longínquo ano de 1999. Enquanto os músicos não decidem ir para o estúdio tirar o atraso, seus fãs podem se deleitar com a estréia solo de seu líder Mark Slaughter.

O álbum nasceu em um momento em que os músicos estavam fazendo projetos paralelos. Mark estava participando de um show chamado Scrap Metal, ao lado de outros nomes da cena hair metal, como Vixen e Nelson. Os demais músicos do Slaughter estavam excursionando com o cantor do Motley Crue, Vince Neil. Mark não montou uma nova banda. Gravou o disco praticamente sozinho. O único instrumento que não gravou foi a bateria, que ficou a cargo do músico de estúdio Mark Goodin. De resto – baixo, teclados, guitarras... – tudo feito pelo rapaz. Inicialmente vendido em seu site oficial, o disco chega agora às lojas pelo selo Escape Music.

Mixado pelo produtor Michael Wagener, o disco segue a linha hard melodic que seus fãs tanto gostam. A escolha não poderia ter sido mais acertada. Michael foi produtor de álbuns multi-platinados da cena hard oitentista como Slave To The Grind (Skid Row), Under Lock And Key (Dokken), Too Fast For Love (Motley Crue), Pornograffitti (Extreme) e Pride (White Lion). A sonoridade está bacana. O único senão é o som da bateria, que achei que poderia ter sido mais trabalhado.

A voz de Mark Slaughter sempre chamou a atenção dos amantes do movimento. Desde os tempos em que cantava no Vinnie Vincent Invasion, com quem gravou o álbum All Systems Go. Não sei como está sua voz nos shows atualmente, mas no disco ele se saiu muito bem. Onde mais se destaca é no trabalho de guitarra e no trabalho vocal.

Cantor resgata sonoridade oitentista em seu primeiro trabalho solo

“Away I Go” e “Never Givin´ Up” nos leva de volta aos anos 80 trazendo a sonoridade que invadiu as arenas da época com refrões marcantes e guitarra falando alto. “Baby Wants”, com sua pegada Lynch Mob, e “Velcro Jesus” também estão entre os grandes destaques e farão a alegria dos ouvintes.

Muitos grupos dessa época tiveram baladas de destaque nas programações FM. Com o Slaughter não foi diferente. Quem se recorda do grupo, certamente se lembra do sucesso de “Fly To The Angels”. Portanto, não poderia faltar canções do gênero por aqui. Temos 3 delas aqui: a boa “Don´t Turn Away”, que conta com as participações especiais de Gena Johnson nos vocais e Billy Johnson nos teclados, a fraca “Carry Me Back Home” e a ótima “Deep In Her Heart”.

Parece que o rapaz foi afetado pelos sons dos colegas com quem esteve dividindo o palco recentemente. “The Real Thing” nos remete bastante ao Nelson. Especialmente a linha vocal. “Somewhere Isn´t Here” traz um som um pouco mais alegre do que seus fãs estão acostumados. Os pontos baixos ficam pela já citada balada “Carry Me Back Home”, o rock “Miss Elainious” e pela vinheta “In Circle Flight”. Nada contra o recurso, mas achei que ficou totalmente deslocada. Não tem nada a ver com o resto do disco. Embora conte com uma mixagem um pouco mais moderna, Mark Slaughter não se rende aos modismos e entrega aos fãs aquilo que esperam dele. Disco bem bacana de ouvir!

Nota: 7,5/10,0  
Status: Honesto

Faixas:
      01)   Away I Go
      02)   Never Givin´ Up
      03)   Miss Elainious
      04)   Carry Me Back Home
      05)   The Real Thing
      06)   Baby Wants
      07)   Don´t Turn Away
      08)   Somewhere Isn´t Here
      09)   In Circle Flight
      10)   Velcro Jesus 
      11)   Deep In Her Heart

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dark Sarah - Behind the Black Veil (2015)

Por Rafael Menegueti

Dark Sarah - Behind the Black Veil
Passou-se um bom tempo desde que ela saiu de cena ao deixar o Amberian Dawn, em 2012. O disco de estreia do Dark Sarah, novo projeto da cantora finlandesa Heidi Parviainen demorou, mas finalmente foi lançado. E nele Heidi continua mostrando sua incrível capacidade lírica. O álbum é conceitual, contando a historia de uma mulher chamada Sarah que é abandonada pelo noivo no altar e sofre uma transformação na sua personalidade após isso.

A proposta de Heidi era criar um disco de metal “cinematográfico”, com orquestrações que ajudassem a criar o clima da historia sendo contada, quase como um musical. E o aspecto sinfônico é um dos principais elementos de seu trabalho. Ainda é possível perceber algumas influências do seu trabalho com o Amberian Dawn, mas ele possui uma identidade própria, mesmo que a proposta não seja tão inovadora assim.

O disco abre com “Save Me”, um dos singles do álbum. A faixa tem forte orquestração e chama mais atenção pelo refrão onde Heidi ecoa o pedido que dá nome à canção com seu vocal soprano bem trabalhado. “Poison Aple” já é um pouco mais empolgante, com as guitarras e bateria colocando mais força na música. A faixa seguinte, “Hide and Seek”, parece trazer de novo o fantasma das comparações inevitáveis com o estilo de Tarja Turunen, uma clara e inegável influência de Heidi desde o começo no Amberian Dawn.

A cantora Heidi Parviainen, que lança seu primeiro disco do projeto solo
Como era de se esperar, o disco tem algumas participações especiais de nomes conhecidos do meio do metal sinfônico e power metal. As duas primeiras aparecem em “Memories Fall” e “Evil Roots”, com Manuela Kraller (ex-Xandria) e Inga Scharf (Van Canto) respectivamente. Na primeira o resultado foi uma faixa forte e carismática, mas com um dueto que parece um pouco ofuscado pela semelhança de técnicas das duas. O mesmo não ocorre na segunda, já que Inga tem um estilo mais voltado ao power metal e não ao lírico, e talvez por isso ela possua um pouco mais de peso.

O disco chega então a “Violent Roses”, uma canção com ar de musiquinha de desenho da Disney, mas com uma letra sobre vingança que inviabilizaria tal uso. No começo achei que seria o ponto fraco do disco, mas a canção melhora significativamente a partir do primeiro refrão. “Hunting the Dreamer” por sua vez é mais direta e próxima das influências sinfônicas pretendidas. Ela é outro destaque do disco, assim como a faixa seguinte “Huntress”, que também reforça o peso do metal no álbum. Ambas lembram um pouco o Nightwish na fase “Wishmaster”. O peso anda persiste em “Silver Tree”, mais acelerada e com destaque pro arranjo de teclados. “Sun, Moon and Stars” é uma das mais belas e variadas faixas do disco, com um refrão pegajoso e instrumentação e orquestração na medida certa.

A terceira e última participação especial fica por conta de Tony Kakko (Sonata Arctica), que faz dueto com Heidi em “Light In You”, outra faixa bem teatral trazendo um forte apelo emocional ao final do disco, que se encerra com “Sarah’s Theme”, tema tocado ao piano com Heidi acompanhando com sua voz. Como faixas bônus ainda temos a versão orquestral de “Memories Fall” e uma faixa com tema natalino meio sombrio. Mas o que realmente vale a pena nesse disco são as boas composições, que mesmo sendo de um estilo já muito explorado, conseguem ter vida própria e são bem variadas em um álbum de metal sinfônico/gótico que promete agradar os fãs do gênero.


Nota: 8/10
Status: belo e carismático

Faixas:
1. Save Me
2. Poison Apple
3. Hide And Seek
4. Memories Fall (Feat. Manuela Kraller)
5. Evil Roots (Feat. Inga Scharf)
6. Violent Roses
7. Hunting The Dreamer
8. Fortress
9. Silver Tree
10. Sun, Moon And Stars
11. Light In You (Feat. Tony Kakko)
12. Sarah's Theme
13. Memories Fall (Orchestral version) (Bonus)
14. A Grim Christmas Story (Bonus)