sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Blind Guardian confirma shows no Brasil

Os ícones do power metal mundial, que acabam de lançar disco novo, confirmaram que irão retornar aos palcos brasileiros em uma turnê em outubro. Para promover “Beyond the Red Mirror” a banda irá passar por sete cidades brasileiras: Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Com isso, aumentam ainda mais as atrações internacionais nos palcos brasileiros esse ano, que já está bem agitado. Ainda bem!

Sirenia anuncia detalhes do novo disco

A banda de gothic metal norueguesa, que conta com os vocais da espanhola Ailyn e a liderança do mítico Morten Veland, lançará seu sétimo álbum de estúdio na semana entre 8 e 12 de maio. O trabalho se chamará “The Seventh Life Path” e terá 12 faixas. Confira capa e tracklist abaixo:


1. Seti
2. Serpent
3. Once My Light
4. Elixir
5. Sons Of The North
6. Earendel
7. Concealed Disdain
8. Insania
9. Contemptuous Quitus
10. The Silver Eye
11. Tragedienne
12. Tragica (Tragedienne Spanish Version - Bonus Track)

Bruno Sutter deve lançar disco solo de metal ainda esse ano


O popular músico e humorista, criador do Detonator, prometeu que, se fosse eleito melhor vocalista do ano pelo site Whiplash, iria lançar um disco solo como Bruno Sutter esse ano. Pois ele venceu, e agora vai cumprir a promessa. “Eu tenho riffs guardados desde que comecei a compôr, quando ainda morava em Petrópolis e colecionava as edições da Rock Brigade. Eu jamais iria adivinhar tudo que aconteceu na minha carreira de lá pra cá, e sou eternamente grato por tudo que o Detonator me proporcionou. Mas a verdade é que no fundo eu sempre quis fazer um trabalho solo como Bruno Sutter, e acho que este é o momento”, declarou o músico. Sutter ainda deve lançar em breve o primeiro DVD ao vivo do Detonator e as Musas do Metal.

Baixista Jason “Jay” James deixa o Bullet for My Valentine

Bullet For My Valentine (Jason é o segundo da esq. à dir.)
A banda anunciou a saída do membro, responsável também por vocais guturais na banda, em um comunicado, mas sem indicar o motivo da saída. Jason havia participado de todos os lançamentos da banda, mas não era membro fundador. A banda está preparando seu novo disco de inéditas, o quinto da carreira.

Revelado nome do novo álbum do Faith No More



O primeiro disco de inéditas do grupo em 18 anos se chamará Sol Invictus. O lançamento está marcado para o dia 19 de maio, mas o grupo ainda não revelou o tracklist do trabalho. A banda já havia lançado em novembro do ano passado o single “Motherfucker”, que deverá fazer parte do disco.  

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Slipknot no Rock in Rio: a polêmica continua



Por Davi Pascale

Essa semana recomeçou uma discussão sobre a participação do Slipknot no Rock In Rio. Se os fãs mais xiitas já haviam ficados indignados por eles terem se apresentando em 2011 entre os lendários Motorhead e Metallica, a confirmação deles como headliner da noite do metal em 2015 está deixando vários fãs mais ortodoxos cada vez mais próximos da Vera Verão.

É realmente incrível o que o saudosismo faz esses caras dizerem e escreverem por aí. Sendo bem honesto, bandas que poderiam se apresentar como headliners de uma noite do heavy metal em um evento desse porte tem uma meia dúzia: Iron Maiden, Metallica, Ozzy Osbourne (com o Black Sabbath ou em carreira-solo), AC/DC, Kiss, Judas Priest (?!?) e, das bandas mais atuais, acho que somente o Slipknot mesmo. Tendo em consideração que AC/DC, Ozzy Osbourne, Judas Priest e Kiss já confirmaram shows no país esse ano, ficamos com 3 possibilidades. Se não conseguissem contratar esses 3 (por questão de agenda, cachê, exigências esdrúxulas etc), a saída seria pegar um grupo um pouco mais pesadinho, que contasse com um grande publico, para dar conta do recado (segurar uma massa de gente). Daí teríamos mais 2 opções: Avenged Sevenfold (não se esqueçam que eles se apresentaram na noite do metal na edição passada e ganharam a enquete oficial do evento)  ou Linkin´ Park. E daí, teríamos suicídio coletivo.

É triste, mas essa é a realidade. Os medalhões estão perdendo o pique (afinal, já estão na estrada há décadas e ninguém é de ferro) e quanto mais tempo passa, menos nomes são capazes de arrastar uma multidão aos seus concertos. Na área mais comercial também não é muito diferente. Tirando Lenny Kravitz, Coldplay, Foo Fighters, Kings of Leon e Pearl Jam, quantos nomes dos anos 90 para cá, são capazes de lotar um estádio? Deve ter mais uns 2, 3 e olhe lá. Depois quando algum artista fala que a cena está fraca, vem neguinho querer dar uma de expert e ficar citando nome de trocentos artistas menores nos comentários. Artistas bons sempre existiram e sempre irão existir. O que está faltando é artista que cause impacto na juventude. E o Rock In Rio é uma demonstração disso. A razão de vários nomes serem escalados várias vezes é uma demonstração da falta de opção.

Poucos grupos atuais conseguem arrastar multidões

Outro papinho chinfrim que vamos ler por aí. “Mas temos o Mastodon, o Arch Enemy, o Exodus, por que não colocam eles no lugar do Slipknot?” A resposta está logo acima. Esses caras, por mais talentosos que sejam, não têm público para arrastar 100.000 pessoas e empresário não gosta de perder dinheiro. Sim, esses eventos são criados por empresários e não por pesquisadores musicais. Essa é a mesma razão de uma banda mais nova se apresentar em uma posição melhor do que um artista lendário, como ocorreu na edição passada, onde tivemos o antológico Slayer abrindo para o Avenged Sevenfold. Isso, eu ouvi da boca do próprio Iggor Cavalera (Sepultura, Cavalera Conspiracy) quando entrevistei ele em 2006 e estava rolando algo parecido com o Sepultura. A resposta dele foi que isso (posicionamento) não importava porque não significava nada, que era apenas um dado mercadológico. E dêem graças à Deus que seja criado por empresários e não por fãs. Lembram-se do Metal Open Air? Pois é...

Honestamente, achei bacana a escalação do Slipknot. Sai da mesmice. Amo Iron Maiden e Metallica, mas que graça tem um festival sempre com os mesmos nomes com o povo pedindo as mesmas músicas? Variar um pouco é bacana. Parte da fragilidade da cena vem justamente do publico. De não aceitar novas sonoridades, novas canções e querer que os novos grupos copiem seus heróis. Se eu quiser assistir uma cópia descarada do Maiden, assisto uma banda cover. É necessário que o pessoal abra um pouquinho a cabeça. O primeiro álbum do Slipknot foi lançado, se não me engano, em 1998. Veja à quanto tempo está rolando essa ‘briguinha’. E quando esses medalhões não estiverem mais na ativa? Se não tivermos mais grupos como um Slipknot para fechar a noite? Qual você acha que será a solução? Pegar algum cara menor e dar uma chance de ouro? Certamente, não. A solução será extinguir a noite do metal. O primeiro passo para a cena fortalecer é parar com subdivisões. Começar a olhar um pouco mais para frente. Está em suas mãos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Deadlock – The Re-Arrival (2014)

Por Rafael Menegueti

Deadlock - The Re-Arrival
Ainda não tão conhecida na cena do death metal melódico, os alemães do Deadlock são daquelas bandas que surpreendem pelo seu contraste. Isso se dá pela mistura dos guturais do vocalista John Gahlert com os vocais limpos femininos de Sabine Scherer, em faixas que vão de melodias agradáveis a riffs agressivos e ferozes em segundos, dando a banda um aspecto alternativo (meio metalcore) bem interessante. Sem falar que a banda é totalmente formada por veganos straight-edge.

O grupo passou por muitas mudanças de formação durante sua trajetória de 18 anos. Da formação original apenas o guitarrista Sebastian Reichl. A vocalista Sabine é a integrante mais antiga depois de Sebastian, tendo estado na banda desde 2004. Já John Gahlert era baixista da banda antes de assumir os vocais em 2011 após a saída do vocalista original Johannes Prem. A última mudança foi a saída do baterista Tobias Graf no começo do ano passado. Infelizmente o mesmo acabou morrendo em setembro vitima de um câncer. Apesar de tantas mudanças a sonoridade do grupo seguiu quase inalterada, tamanho foco deles em seu trabalho.

“The Re-Arrival” é uma coletânea dupla que chega pra marcar essa nova fase da banda. O disco traz algumas regravações, faixas com arranjos refeitos, demos, e algumas faixas inéditas, entre novas e coisas guardadas por anos. O nome é uma referencia ao primeiro disco da banda, “The Arrival”, lançado em 2002. As faixas abordam praticamente todas as fases da banda, ficando de fora apenas músicas do mais recente de inéditas “The Arsonist”, até porque ele é bem recente (2013).

Os membros do Deadlock
No primeiro disco encontramos vários singles e faixas que marcaram a trajetória do grupo. Casos de “Virus Jones”, “Renegade”, “Awakened By Sirens” e “Code of Honor”, essa última com participação do vocalista do Heaven Shall Burn, Marcus Bischoff. Três músicas novas também aparecem nesse primeiro disco: “An Ocean’s Monument”, “A New Era” e “The Arsenic River”.

No segundo disco as primeiras 6 faixas são demos gravadas em 1998. Há ainda duas canções não lançadas na demo homônima da banda, de 1999. Faixas tiradas dos primeiros dois discos de estúdio e ainda uma cover do Running Wild, uma versão acústica de “Awakened By Sirens” e uma faixa antes apenas lançada na versão japonesa de “Bizarro World” (2011) completam a lista de atrações da coletânea.

Um lançamento essencial para os fãs e também para quem quer conhecer essa boa bnda da cena alternativa de metal. O grupo agora está em pausa, já que Sabine estava gravida e só deve voltar a trabalhar em material novo e turnês depois que voltar da licença maternidade. Ficamos no aguardo, curtindo essa ótima coletânea.



Nota: 8,5/10
Status: Potente e furioso

Faixas:

CD 1 (New Songs * , Re-Recordings / Re-Arrangements **)

1. An Ocean's Monument (*)
2. Code Of Honor (part. Marcus Bischoff do Heaven Shall Burn) (**)
3. Earthlings (**)
4. The Brave / Agony Applause (**)
5. Dark Cell (**)
6. Virus Jones (**)
7. A New Era (*)
8. We Shall All Bleed (**)
9. Renegade (**)
10. Martyr To Science (**)
11. Awakened By Sirens 2014 (**)
12. To Where The Skies Are Blue (**)
13. Htrae (**)
14. End Begins (**)
15. The Arsenic River (*)

CD 2:

1. Petition For Mercy - Insist Demo Tape (1998)
2. Broken Mirror - Insist Demo Tape (1998)
3. What´s The Use - Insist Demo Tape (1998)
4. Face To Face - Insist Demo Tape (1998)
5. Ignorance - Insist Demo Tape (1998)
6. Deprivation - Insist Demo Tape (1998)
7. The One Who's Silent Seems To Consent - unreleased track from Deadlock 7" (1999)
8. Picture - unreleased track from Deadlock 7" (1999)
9. A Song Full of Abhorrence in a World Without Feelings… - I'll Wake You When Spring Awakes (EP) (Winter Recordings 2000)
10. With a Smile on My Face - The Arrival (Winter Recordings 2002)
11. The End Of The World - Deadlock / Six Reasons to Kill Split (Winter Recordings 2003)
12. 10.000 Generations In Blood - Earth.Revolt (2005)
13. When Time Runs Out (Running Wild Cover) - ReUnation Sampler- A Tribute To Running Wild (Remedy Records 2009)
14. Awakened By Sirens - Unreleased Acoustic Version (2011)
15. Earthlings - Bizarro World, Japanese Edition (2011)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Adrenaline Mob – Covertá (2013)



Por Davi Pascale

Adrenaline Mob é mais um dos supergroups que surgiram por aí. Dessa vez, formado apenas por artistas de cena metálica, os rapazes lançaram em 2013, um EP somente com covers que vale a pena conferir. Esse foi o ultimo trabalho realizado ao lado do baterista Mike Portnoy. Completavam o time, Russell Allen (Symphony X), Mike Orlando e John Moyer (Disturbed).

Quem conhece a carreira do Mike Portnoy sabe que não é nenhuma surpresa ele se aventurar em um trabalho de covers. Ao lado do Dream Theater, grupo que o tornou famoso, fez inúmeras redenções, seja regravando álbuns de seus ídolos na íntegra (Dark Side Of The Moon, Master of Puppets...) ou resgatando canções avulsas (Deep Purple, Kansas, U2). Fora isso, ele sempre teve grupos covers para homenagear seus maiores heróis, que já renderam CD e DVD ao vivo.

As maiores surpresas surgem nas inovações dos arranjos. Em todos esses projetos, o músico sempre tentou se manter o mais próximo possível das gravações originais, enquanto nesse trabalho do Adrenaline Mob, várias musicas ganharam novos arranjos. “Break On Through”, clássico do The Doors, talvez seja a que sofreu a maior variação de arranjo. A música de classic  rock que, na versão original, tinha um lado totalmente swingado (dizem, inclusive, influenciados pela bossa nova) transforma-se aqui em um heavy metal moderno. Ficou interessante. “Romeo Delight”, clássico do Van Halen, ganhou novos elementos como a citação de “Whole Lotta Love” (Led Zeppelin), enquanto “Barracuda” (Heart) teve seu tempo alterado. A canção ficou um pouco mais rápida e pesada.

EP de covers foi o ultimo trabalho de Portnoy ao lado do grupo

Legal que nessas canções onde eles alteraram os arranjos, mantiveram vários elementos das canções originais. Não se trata daquelas versões irreconhecíveis que somente depois que você lê o encarte, se toca da releitura (sim, existe quem faça isso). Logo na primeira audição, você já reconhece. Logo após poucos acordes, para dizer a verdade. Simplesmente deram uma cara deles para as músicas.

Entretanto, há algumas que estão bem fieis às originais com pouquíssimas (ou nehuma) diferença. Caso de “Stand Up And Shout” (Dio), “Kill The King” (Rainbow), “Highwire” (Badlands) e “The Mob Rules” (Black Sabbath). Fiquei muito feliz, inclusive, com a lembrança do grupo de Ray Gillen. Embora tenham durado pouco, os discos eram impecáveis e Gillen foi uma das maiores vozes de sua geração. Uma pena que não seja tão lembrado por aí. Ao menos, não como mereceria. 

O trabalho de guitarra de Mike Orlando é matador, assim como o trabalho de bateria de Mike Portnoy (para mim, o melhor baterista da atualidade). Russel Allen também arregaça nos vocais. Por ter uma voz mais rasgada, as canções do Dio ficaram bem legais, mas onde ele mais me chamou a atenção mesmo foi com a interpretação de “Highwire” e “Barracuda”, onde as vozes originais são bem distintas da sua e, mesmo assim, conseguiu fazer um ótimo trabalho vocal. Disco divertidíssimo e extremamente bem feito. Para ouvir no último volume!

Nota: 9,0 / 10,0
Status: Empolgante

Faixas:
      01)  High Wire
      02)  Stand Up And Shout
      03)  Break On Through
      04)  Romeo Delight
      05)  Barracuda
      06)  Kill The King
      07)  The Lemon Song
      08)  The Mob Rules

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Arch Enemy – Carioca Club, São Paulo (07/02/2015)

Por Rafael Menegueti

Os headbangers paulistas tiveram uma noite memorável no ultimo sábado. Como o Davi havia citado na resenha do Ira! ontem, o Arch Enemy, banda de death metal sueca liderada pelo excelente guitarrista Michael Amott, voltou a se apresentar na cidade, durante a turnê pela américa latina da banda. O show também foi o primeiro da banda por aqui com a nova vocalista Alissa White-Gluz, e com o novo guitarrista Jeff Loomis (ex-Nevermore), que substituiu Nick Cordle no ano passado.

Imbyra
O evento começou cedo, quando por volta das 19h a banda Imbyra abriu a noite. O grupo brasileiro formado na Califórnia fez um show curto, com apenas 5 músicas, mas agradou ao público presente. A banda mostrou carisma e declarou que se sentia honrado de estar tocando ali para os fãs.

Sem muita demora, foi a vez do Arch Enemy subir ao palco do Carioca Club. Pena que o inicio do show tenha sido prejudicado por problemas com o som. As guitarras baixas e abafadas e o microfone baixo de Alissa atrapalharam a performance da banda nas duas primeiras músicas, “Enemy Within” e “War Eternal”. Uma pena, pois são duas excelentes músicas. O som ainda não estava perfeito quando banda executou “Stolen Life”, mas já estava bem melhor. Apenas na quarta música, a clássica “Ravenous”, o som estava digno de um show desse tamanho. Os fãs, no entanto, pareciam não ter se incomodado muito com isso, pois estavam ensandecidos desde o começo da apresentação.

Arch Enemy
Apesar dos problemas do inicio, o grupo conseguiu fazer um show extremamente profissional e mostrando toda a sua excelência e agilidade no palco. Solos de guitarras alternados e alucinantes, a bateria de Daniel Erlandsson matadora e uma Alissa White-Gluz determinada a mostrar por que Angela Gossow havia confiado a ela o posto como sua sucessora na banda. Ninguem pode reclamar que o Arch Enemy não sabe entreter o público de seus shows.

O setlist trouxe faixas de varias épocas da banda. Os discos “War Eternal”, primeiro de Alissa na banda, e “Wages of Sin”, longínquo álbum que marcou a estreia de Angela Gossow na banda, foram os mais destacados, com 5 faixas cada no show. Outros sucessos como “My Apocalypse”, “We Will Rise” e “Dead Eyes See No Future” não podiam faltar e levaram os fãs ao êxtase. No encore a banda executou a instrumental “Snow Bound” enfeitada com solos mais elaborados da dupla Amott e , seguida da aguardadíssima “Nemesis”, encerrando em seguida com outra instrumental “Fields of Desolation”.

Alissa White-Gluz comandandando a noite
Só achei que podia ter rolado algo mais, já que muita coisa ficou fora do setlist, como por exemplo “Under Black Flags We March” ou algo do álbum “Rise of the Tyrants”, que não teve nenhuma música executada, assim como nenhuma música da fase Johan Liiva (primeiro vocalista da banda, nos três primeiros álbuns). Mas foi bom, e serviu pra alimentar ainda mais a paixão dos fãs da icônica banda sueca.

Arch Enemy
Intro: Tempore Nihil Sanat (Prelude in F minor)
1. Enemy Within
2. War Eternal
3. Stolen Life
4. Ravenous
5. No More Regrets
6. Taking Back My Soul
7. My Apocalypse
8. You Will Know My Name
9. Bloodstained Cross
10. Burning Angel
11. As the Pages Burn
12. Dead Eyes See No Future
13. No Gods, No Masters
14. Dead Bury Their Dead
15. We Will Rise

Encore:
16. Snow Bound
17. Nemesis
18. Fields of Desolation

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ira! – Sesc Santo André (07/02/2015):

 


Fotos: Divulgação / Pagina Sesc Santo André (Facebook)
Por Davi Pascale

Diante de um público de aproximadamente 1.000 espectadores, Nasi e Scandurra entregaram um show enérgico, onde reviveram clássicos, lados B e mostraram uma musica inédita (que muitos já conheciam graças ao famoso You Tube). Tudo demonstrado no ultimo volume, como um bom show de rock deve ser.

Ontem foi um bom dia para os roqueiros. Tinha show para todos os gostos. A galera do heavy metal pôde presenciar o Arch Enemy com sua nova vocalista, a galera que gosta de hard dos anos 80 pôde deliciar-se ao som da dobradinha de Winger e Mr. Big, enquanto quem curte o rock brasileiro poderia comparecer ao show do CPM 22+Dead Fish. Quem mora no ABC, ainda teve a oportunidade de conferir uma apresentação memorável do grupo Ira! Fiquei tentado à comparecer ao show do Mr. Big, mas a ausência de Pat Torpey, baterista que admiro muito, me desanimou um pouco. Como não curto ficar assistindo Zorra Total e Esquadrão da Moda, resolvi comparecer ao show do grupo paulista.

A reunião do Ira! vem dividindo opiniões. Alguns estão comemorando, outros estão dizendo que deveriam utilizar outro nome, já que André Jung e Ricardo Gaspa não retornaram. O problema das formações continua. Daniel Rocha, filho de Edgard, que seria o novo responsável pelas 4 cordas, não se apresentou no show do último sábado. Quem assumiu o posto de baixista foi o velho guerreiro Johnny Boy, que vinha atuando, até então, como tecladista. Não sei se foi apenas para esse show ou se ele foi efetivado, mas prefiro ver ele na posição de baixista mesmo...

A apresentação sold-out teve início às 20h10 e começou com o clássico “Longe de Tudo”. Canção que abre Mudança de Comportamento, seu debut lançado originalmente em 1985. Logo na primeira canção já dava para sacar o que teríamos durante os próximos 90 minutos: um show de rock n roll direto e cheio de garra. “Flerte Fatal” e “Dias de Luta” mantiveram a empolgação da platéia.

Nasi e Scandurra animaram mais de 1.000 pessoas no Sesc Santo André

O set passou por diferentes períodos da carreira. Algo bacana é que os músicos vêm alterando um pouco o set à cada apresentação e, principalmente, resgatando canções obscuras como “O Bom e Velho Rock n´ Roll” (Entre Seus Rins), “Rubro Zorro” (Psicoacústica) e até mesmo “Arrastão” (musica de trabalho de Músicas Calmas Para Pessoas Nervosas). Se Nasi apresenta dificuldade em atingir algumas notas, Edgard brilhou em sua performance. Extremamente seguro e realizando bonitos solos, o músico roubou a cena em diversos momentos.

A questão da reformulação é polêmica, mas não há como negar que o grupo está bem entrosado. Saudade dos antigos membros somente se for por nostalgia (aquele lance da formação que marcou sua adolescência, infância, o que for) ou pelo respeito à obra que realizaram enquanto estiveram no grupo. Respeito que, sem duvidas, os caras merecem.

Os rapazes prometeram um CD de inéditas ainda em 2015. E quando anunciaram a turnê deixaram claro que a idéia era não apenas reviver velhas canções como apresentar novas faixas ao publico. Ontem rolou  “ABCD”. Canção agradável, mas longe do poder de fogo do velho Ira! O show se encerrou em alto estilo com o clássico “Pobre Paulista” cantado uníssono pelos presentes. Hits como “Envelheço Na Cidade” e “Núcleo Base” não ficaram de fora. Para deixar ainda melhor, somente se os músicos tivessem topado atender seus fãs pós-show. Algo que ontem, infelizmente, não aconteceu. Quem sabe na próxima... 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Novo single do Nightwish vaza, e irrita a banda

Por Rafael Menegueti

Isso já é praticamente comum no mundo da música: a banda faz um mistério enorme sobre suas novas músicas e, pouco antes do lançamento oficial, elas vazam. A mais nova vítima desse tipo de acontecimento foi o Nightwish. Na noite da ultima quinta feira (05/02/2014) foi descoberto um link para a música “Élan”, novo single da banda finlandesa que deveria ser revelado apenas no dia 13 de fevereiro. Isso logo fez com que a faixa fosse propagada rapidamente entre os fãs da banda

O vazamento da faixa deixou os músicos da banda bastante irritados. A vocalista Floor Jansen postou uma mensagem repudiando a atitude do fã que teria divulgado a faixa. Na nota de Floor, lê-se:

"Quem foi o 'fã' desrespeitoso que publicou nosso single antes do lançamento? Nós trabalhamos tão duro para criar algo especial, em alta qualidade, e você acha que está certo roubá-lo? Queridos fãs REAIS: esta versão de Élan NÃO é oficial e não soa como a real! (...) Eu li comentários baseados nessa monstruosidade ilegal e fiquei extremamente triste com as palavras baseadas em uma música com péssima qualidade espalhada ilegalmente. Tenham paciência e eu não tenho dúvidas de que serão recompensados."

Postagem onde Floor Jansen "negativou" o vazamento da faixa "Élan"

O comentário de Floor até que fez sentido e leva em conta algo importante. De fato, a faixa divulgada estava com uma qualidade de áudio bem abaixo do ideal. Mais tarde, porém, outra faixa do single, o lado b "Sagan", também acabou vazando, mas com qualidade um pouco melhor. Alem de Floor, outro integrante que declarou sua insatisfação com o ocorrido nas redes sociais foi o baterista Kai Hahto.

Mas os ânimos esquentaram mesmo quando a pagina oficial da banda postou uma imagem de um print tirado de um perfil que teria sido o responsável pelo vazamento (aparentemente, a equipe da banda conseguiu rastrear de onde o vazamento da faixa surgiu). A imagem mostra o que seria um post de uma fã (Dominik Olzon, seria uma americana, mas seu perfil não estaria mais ativo no Facebook) com um link para o arquivo armazenado no Google Drive.

A imagem publicada no Facebook do Nightwish
A atitude dos administradores da página oficial do grupo causou mal estar entre os fãs. Muitos consideraram a atitude um pouco extrema, de apontar e expor a pessoa de modo tão direto. Logo eles precisaram voltar à página e explicar que sua intenção não seria atacar um único individuo, mas demonstrar o quanto tal atitude afeta o trabalho de muitas pessoas, não somente artistas, na indústria fonográfica.

E você? Concorda com a atitude e reação da banda e de sua assessoria, ou acha que eles exageraram um pouco com o ocorrido?