segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Brian May & Kerry Ellis – The Candlelight Concerts Blu-ray + CD (2013):





Por Davi Pascale

Brian May e Kerry Ellis lançam apresentação intimista gravado no lendário festival de Montreux. Contando apenas com o reforço do tecladista Jeff Leach, a dupla emociona. O show é fantástico, mas para apreciá-lo devemos esquecer por alguns instantes a imagem de rockstar que temos na memória.

Brian May ficou famoso ao lado do grupo britânico Queen. Em seu antigo conjunto, chamavam a atenção pela qualidade de seus músicos, pela sofisticação de seus arranjos e por apostarem em concertos performáticos. Aqui é exatamente o oposto. Os arranjos continuam sendo extremamente bem elaborados e bem executados, entretanto apostam em uma sonoridade mais simples. Apenas um músico de apoio. Sem samplers, sem backing vocals complexos. No palco, apenas os músicos, os instrumentos e algumas velas. Não há jogos de luzes, gelo seco, nem nada do tipo. Na maior parte do tempo, os músicos ficam sentados, inclusive.

A simplicidade é a marca do espetáculo. Brian conversa com os fãs entre uma música e outra, faz seus comentários sempre respeitosos, comenta algumas curiosidades. Parece que está tocando para velhos amigos. A simpática Kerry também aposta algumas palavras com a plateia e ganha os presentes ao dedicar “Life Is Real” ao Freddie Mercury. A canção havia sido gravada originalmente no subestimado Hot Space como uma homenagem ao beatle John Lennon.

No repertório, misturam-se canções da dupla com números do Queen e alguns covers. Um momento de destaque é certamente a versão de “Something” dos Beatles. “Simplesmente amo os Beatles. Essa música foi composta pelo musico mais jovem, George Harrison. Kerry e eu adoramos essa música”, declara Brian durante o concerto. Outros momentos marcantes são as performances de “Tie Your Mother Down” que foi totalmente reformulada, ganhando uma cara meia country, e a balada “No-One But You (Only The Good Die Young)”.

Musicos apresentam show profissional e intimista

Freddie Mercury, além de ter sido um excelente showman e um grande compositor, era também um grande cantor. Por isso, cria-se expectativa nas músicas do Queen. E os fãs podem ficar tranquilos. Os vocais são muito bem executados. Tanto Brian May quanto Kerry Ellis se saem muito bem na tarefa. Eles não ficaram tentando imitar Freddie, tentando reproduzir os falsetes que fazia no estúdio, nem nada do tipo. Cantaram no estilo deles e se saíram muito bem. Ambos possuem uma boa voz e Kerry possui uma ótima extensão vocal. Se bem que em “Somebody to Love” as notas mais altas foram jogadas para a plateia, né espertinha?

A garota é uma cantora de peças musicais, portanto sua afinação é impecável. Entre as peças que interpretou está o musical We Will Rock You, formado apenas por canções do Queen. Brian May sempre foi apaixonado pela voz de Ellis. Gostava tanto que chegou a produzir seu primeiro álbum solo, Anthems (2010). Na sequência, saíram em turnê pela primeira vez. Uma segunda gira ocorreu em 2012 com a intenção de arrecadar dinheiro para a Born Free Foundation, instituição criada para cuidar de animais silvestres, que conta com o apoio da dupla. Foi daí que nasceu o CD Acoustic By Candlelight, presente nesse pacote.

Há algumas variações no repertorio do CD e do vídeo e algumas pequenas diferenças nos arranjos. No compact disc foram retirados os poucos momentos em que o rapaz recorre à sua guitarra, como na linda interpretação de “Last Horizon”, deixando o material com uma cara ainda mais intimista. O CD/Blu-ray conta com uma ótima qualidade de gravação e certamente irá agradar aos fãs, desde que não estejam esperando um show de rock com guitarras falando alto, é claro.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Intimista

Faixas:
Blu-ray:
      01)   I Who Have Nothing
      02)   Dust In The Wind
      03)   Born Free
      04)   Somebody to Love
      05)   Nothing Really Has Changed
      06)   Life Is Real
      07)   The Way We Were
      08)   ´39
      09)   Something
      10)   Last Horizon
      11)   Love of My Life
      12)   The Kissing Me Song
      13)   Tie Your Mother Down
      14)   We Will Rock You
      15)   No-One But You (Only The Good Die Young)
      16)   Crazy Little Thing Called Love

CD:
      01)   Born Free
      02)   I Loved a Butterfly
      03)   I Who Have Nothing
      04)   Dust In The Wind
      05)   The Kissing Me Song
      06)   Nothing Really Has Changed
      07)   Life Is Real
      08)   The Way We Were
      09)   Something
      10)   Love of My Life
      11)   I´m Not That Girl
      12)   I Can´t Be Your Friend
      13)   In The Bleak Midwinter
      14)   Crazy Little Thing Called Love
      15)   No-One But You (Only The Good Die Young)

domingo, 2 de novembro de 2014

Noticias do Rock (Pra Não Ficar Por Fora)



Saiba tudo que rolou na ultima semana. Quem saiu de onde, quem prometeu novo álbum, quem nos deixou. Saiba tudo aqui em nossa página.

Por Davi Pascale


Devildriver entra de férias e muda de formação



O vocalista Dez FaFara anunciou pela sua conta de Facebook que o grupo Devildriver entrará de férias e que só irá retornar as atividades em 2016 com novo álbum e nova tour. A razão da pausa é que o rapaz irá dedicar o ano de 2015 ao seu outro conjunto: Coal Chamber. Mas o maior baque para seus fãs é o anuncio da saída do guitarrista Jeff Kendrick e do baterista John Boecklin, ambos da formação original. “Olá à todos. Knotfest foi demais. Não haveria modo melhor de encerrar o ciclo Winter Kills. O final desse ciclo acompanha outros términos. John Boecklin, Jeff Kendrick e o Devildriver não estão mais juntos. Nada dramático, nenhuma briga feia. Simplesmente o momento de seguir adiante”. Com a saída dos dois, o cantor se torna o único integrante original.


Soundgarden lançará Box com raridades



O grupo Soundgarden soltará um box triplo somente com raridades. Echo of Miles: Scattered Tracks Across The Path chegará às lojas no dia 24 de Novembro. A divisão do material ocorre da seguinte forma. O primeiro CD, Originals, trará B-sides e 7 faixas inéditas, gravadas agora. O segundo disco chama-se Covers e, como o próprio nome entrega, trará o Soundgarden interpretando músicas de seus ídolos. Entre eles; Beatles, Doors e Metallica. Já o último álbum atende pelo nome de Oddities e inclui material demo, remixes e versões instrumentais. Quem é fã não tem do que reclamar.



Morrem Jack Bruce e Wayne Static 



Essa semana, perdemos um grande ícone do rock. O músico escocês Jack Bruce morreu aos 71 anos.  Seu principal grupo foi o Cream. Embora tenha durado pouco, o conjunto tornou-se icônico. Vários clássicos nasceram dentro de sua curta discografia. “Sunshine of Your Love”, “White Room” e “I Feel Free” estão entre eles. Além de Jack, tocava no trio outro artista lendário, o guitarrista Eric Clapton. E não foi somente ele quem nos deixou. Hoje, o dia começa mal para os fãs de metal industrial. Wayne Static, líder do do grupo Static-X, foi encontrado morto aos 48 anos. A causa da morte, até o fechamento dessa matéria, não havia sido revelada.


 
Slayer presenteia fã com ingresso



Jake é um garoto que sonhava em assistir um show do Slayer em Los Angeles, mas não tinha dinheiro para o ingresso. Resolveu que iria à apresentação a qualquer custo. E resolveu fazer algo diferente. Decidiu vender seu carro, um Ford 97, e criou um vídeo fazendo uma parodia de um comercial de TV para chamar a atenção. O tal vídeo se tornou um viral e acabou caindo nas mãos de Tom Araya, frontman do Slayer. Araya respondeu com um vídeo também: “Jake, você venderá seu carro para comprar ingressos? Vídeo incrível, cara. Não venda o carro. Você precisará dele para chegar ao Forum. Lhe daremos dois ingressos com duas passagens VIP. Seu nome estará na lista de convidados do Slayer”. O garoto assistirá ao show do dia 14 de Novembro na faixa. Bela atitude da banda!


Guns n Roses: chance de novo álbum



Sempre que o assunto é Guns n´ Roses, torna-se dramático. Nunca sabemos se é 100% real, nem se os prazos prometidos pelos músicos devem ser levados à sério ou não. Entretanto, o tecladista Dizzy Reed (o mais antigo do grupo, atualmente. Depois de Axl, é claro) afirmou que a banda está dando os toques finais em uma musica e que espera lançá-la em breve. Tanto ele quanto o guitarrista DJ Ashba afirmaram que a banda tem toneladas de material inédito nas mãos. Ashba foi mais além e afirmou: “estamos pensando em excursionar pouco no próximo ano. O foco é ficar no estúdio e montar o que consideramos o melhor disco do Guns n´ Roses”. Axl Rose ainda não comentou o  assunto. Será que esse disco realmente sai?

sábado, 1 de novembro de 2014

Musica comentada: Sabaton – Primo Victoria

Por Rafael Menegueti

Os membros do Sabaton
O Sabaton é uma das melhores bandas de power metal da atualidade. Os suecos construíram sua carreira com discos potentes e focando em temas como guerras e batalhas históricas. No seu primeiro álbum de estúdio (se não contarmos a demo de 2001, “Fist for Fight”), lançado em 2005, a faixa título é “Primo Victoria”, onde a banda se inspirou na batalha da Normandia, também conhecida como Operação Overload.

Ocorrida no ano de 1944, a batalha começou no dia 6 de junho, também conhecido como o Dia D. Um ataque aéreo, com mais de mil aviões, e por agua, com cerca de 5000 embarcações, que levaram mais de 160 mil homens da força aliada através do canal da mancha, invadindo a região noroeste da França. A vitória dos aliados naquela ocasião seria decisiva para os acontecimentos que levariam ao fim da guerra, e a queda da Alemanha nazista.

“Primo Victoria” (do latim, primeira vitória) é uma das mais famosas músicas do grupo, carregada de força e com um refrão marcante, típicos do power metal europeu.

Through the gates of hell
As we make our way to heaven
Through the nazi lines
Primo victoria
Entre os portões do inferno
Nós estamos fazendo nosso caminho ao céu
Entre as linhas nazistas
Primeira vitória
We've been training for years
Now we're ready to strike
As the great operation begins
We're the first wave on the shore
We're the first ones to fall
Yet soldiers have fallen before

In the dawn they will pay
With their lives as the price
History's written today
In this burning inferno
Know that nothing remains
As our forces advance on the beach
Nós treinamos por anos
Agora estamos prontos para atacar
A grande operação começa hoje
Nós somos a primeira tropa a seguir pela praia
Nós somos os primeiros a cair
No entanto, os soldados caíram antes

Na madrugada eles vão pagar
Com suas vidas como o preço
Hoje a história será escrita
Neste ardente inferno
Sei que nada permanece
Nossas forças avançam pela praia
Aiming for heaven though serving in hell
Victory is ours their forces will fall

On the 6th of june
On the shores of western europe 1944
D-day upon us
Mirando para o céu embora servindo no inferno
A vitória é nossa, suas forças vão cair

No sexto dia de junho
Nas costas da europa ocidental 1944
Acima de nós, o Dia-D
We've been here before
Used to this kind of war
Crossfire grind through the sand
Our orders were easy
It's kill or be killed
Blood on both sides will be spilled

In the dawn they will pay
With their lives as the price
History's written today
Now that we are at war
With the axis again
This time we know what will come
Nós estivemos aqui antes
Utilizados para este tipo de guerra
Fogo cruzado tritura entre a areia
As ordens são fáceis
É matar ou ser morto
Em ambos os lados sangue será derramado

Na madrugada eles vão pagar
Com suas vidas como o preço
Hoje será escrita a história
Agora que estamos em guerra
Com o novo eixo
Desta vez, nós sabemos o que virá

6th of june 1944
Allies are turning the war
Normandy state of anarchy
Overlord
6 de junho de 1944
Aliados estão transformando a guerra
Normandia, estado de anarquia
Suserano



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sonata Arctica – Ecliptica Revisited (15th Anniversary Edition)

Por Rafael Menegueti

Sonata Arctica - Ecliptica Revisited
Dez entre dez fãs de Sonata Arctica amam o “Ecliptica”. O deput da banda lançado em 1999 é um clássico do power metal e possui algumas das faixas mais queridas dos fãs da banda finlandesa. Por isso não é de se estranhar que eles tenham decidido fazer um lançamento especial comemorativo agora, 15 anos depois de “Ecliptica” chegar às lojas.
A diferença está no modo como a banda decidiu comemorar a ocasião. Ao invés de uma edição comemorativa cheia de bônus, que provavelmente seriam demos e outras coisas velhas (mas não menos interessantes), o grupo decidiu regravar o seu primeiro trabalho completamente. O que pra alguns foi motivo de comemoração, e pra outros de preocupação.

Preocupação porque o maior medo dos fãs seria de que a banda deformasse suas canções. Isso porque a sonoridade do Sonata mudou muito com o tempo. As levadas aceleradas dos primeiros trabalhos deram lugar a uma sonoridade mais cadenciada, melodias com arranjos sinfônicos e referencias a hard rock. Mas posso garantir que a banda buscou máxima fidelidade às estruturas originais do seu disco. O que não significa que ele tenha ficado igual, senão qual seria o ponto de regravá-lo?

A grande diferença entre a versão original e essa regravação esteja na ênfase das músicas. A banda buscou trazer suas canções para a atualidade, ajustando ao modo como elas soariam hoje, com o line-up atual da banda. Logo de cara, ao ouvir o começo de 
“Black File”, podemos ter uma ideia de como eles trataram com seriedade essa ideia. A faixa mantem a mesma pegada, mas com uma produção totalmente moderna e mais encorpada, como seria de se imaginar. Comentários iniciais de alguns fãs ao ouvirem os trechos disponibizados pela banda antes do lançamento criticavam a sonoridade dizendo que parecia faltar a paixão que os músicos demonstravam na gravação original. Discordo totalmente. Ela está lá, uma emoção que podemos sentir pelo carinho como as músicas foram tratadas.

Os Finlandeses do Sonata Arctica
Os pontos altos do disco são faixas que sempre estiveram no gosto dos fãs e que receberam versões dignas aqui, como “My Land”, “Kingdom for a Heart” e “Full Moon”. “Replica” também ficou bem empolgante. A bela balada “Letter to Dana” ganhou mais peso, e está menos arrastada, mas foi uma das poucas que achei inferior a versão original, embora ainda esteja legal. Talvez tivesse sido interessante um arranjo acústico, como o que eles costumam fazer ao vivo, e ficou registrado no DVD “Live In Finland”.

O disco tem como bônus uma cover do clássico “I Can´t Dance” do Genesis (muito bacana por sinal), e na edição japonesa uma regravação de “I´m Haunted”, faixa anterior a esse disco. Só senti falta de “Mary-Lou”, faixa bônus da versão japonesa do original, mas que também entrou nas edições regulares da remasterização lançada em 2008. Mas tudo bem. Um lançamento digno para homenagear um grande disco.

Nota: 8/10
Status: nostálgico

Faixas:
1. Blank File
2. My Land
3. 8th Commandment
4. Replica
5. Kingdom For A Heart
6. Fullmoon
7. Letter To Dana
8. UnOpened
9. Picturing The Past
10. Destruction Preventer

Bonus:
11. I´m Haunted (versão japonesa)

12. I Can’t Dance (Genesis cover)