domingo, 2 de novembro de 2014

Noticias do Rock (Pra Não Ficar Por Fora)



Saiba tudo que rolou na ultima semana. Quem saiu de onde, quem prometeu novo álbum, quem nos deixou. Saiba tudo aqui em nossa página.

Por Davi Pascale


Devildriver entra de férias e muda de formação



O vocalista Dez FaFara anunciou pela sua conta de Facebook que o grupo Devildriver entrará de férias e que só irá retornar as atividades em 2016 com novo álbum e nova tour. A razão da pausa é que o rapaz irá dedicar o ano de 2015 ao seu outro conjunto: Coal Chamber. Mas o maior baque para seus fãs é o anuncio da saída do guitarrista Jeff Kendrick e do baterista John Boecklin, ambos da formação original. “Olá à todos. Knotfest foi demais. Não haveria modo melhor de encerrar o ciclo Winter Kills. O final desse ciclo acompanha outros términos. John Boecklin, Jeff Kendrick e o Devildriver não estão mais juntos. Nada dramático, nenhuma briga feia. Simplesmente o momento de seguir adiante”. Com a saída dos dois, o cantor se torna o único integrante original.


Soundgarden lançará Box com raridades



O grupo Soundgarden soltará um box triplo somente com raridades. Echo of Miles: Scattered Tracks Across The Path chegará às lojas no dia 24 de Novembro. A divisão do material ocorre da seguinte forma. O primeiro CD, Originals, trará B-sides e 7 faixas inéditas, gravadas agora. O segundo disco chama-se Covers e, como o próprio nome entrega, trará o Soundgarden interpretando músicas de seus ídolos. Entre eles; Beatles, Doors e Metallica. Já o último álbum atende pelo nome de Oddities e inclui material demo, remixes e versões instrumentais. Quem é fã não tem do que reclamar.



Morrem Jack Bruce e Wayne Static 



Essa semana, perdemos um grande ícone do rock. O músico escocês Jack Bruce morreu aos 71 anos.  Seu principal grupo foi o Cream. Embora tenha durado pouco, o conjunto tornou-se icônico. Vários clássicos nasceram dentro de sua curta discografia. “Sunshine of Your Love”, “White Room” e “I Feel Free” estão entre eles. Além de Jack, tocava no trio outro artista lendário, o guitarrista Eric Clapton. E não foi somente ele quem nos deixou. Hoje, o dia começa mal para os fãs de metal industrial. Wayne Static, líder do do grupo Static-X, foi encontrado morto aos 48 anos. A causa da morte, até o fechamento dessa matéria, não havia sido revelada.


 
Slayer presenteia fã com ingresso



Jake é um garoto que sonhava em assistir um show do Slayer em Los Angeles, mas não tinha dinheiro para o ingresso. Resolveu que iria à apresentação a qualquer custo. E resolveu fazer algo diferente. Decidiu vender seu carro, um Ford 97, e criou um vídeo fazendo uma parodia de um comercial de TV para chamar a atenção. O tal vídeo se tornou um viral e acabou caindo nas mãos de Tom Araya, frontman do Slayer. Araya respondeu com um vídeo também: “Jake, você venderá seu carro para comprar ingressos? Vídeo incrível, cara. Não venda o carro. Você precisará dele para chegar ao Forum. Lhe daremos dois ingressos com duas passagens VIP. Seu nome estará na lista de convidados do Slayer”. O garoto assistirá ao show do dia 14 de Novembro na faixa. Bela atitude da banda!


Guns n Roses: chance de novo álbum



Sempre que o assunto é Guns n´ Roses, torna-se dramático. Nunca sabemos se é 100% real, nem se os prazos prometidos pelos músicos devem ser levados à sério ou não. Entretanto, o tecladista Dizzy Reed (o mais antigo do grupo, atualmente. Depois de Axl, é claro) afirmou que a banda está dando os toques finais em uma musica e que espera lançá-la em breve. Tanto ele quanto o guitarrista DJ Ashba afirmaram que a banda tem toneladas de material inédito nas mãos. Ashba foi mais além e afirmou: “estamos pensando em excursionar pouco no próximo ano. O foco é ficar no estúdio e montar o que consideramos o melhor disco do Guns n´ Roses”. Axl Rose ainda não comentou o  assunto. Será que esse disco realmente sai?

sábado, 1 de novembro de 2014

Musica comentada: Sabaton – Primo Victoria

Por Rafael Menegueti

Os membros do Sabaton
O Sabaton é uma das melhores bandas de power metal da atualidade. Os suecos construíram sua carreira com discos potentes e focando em temas como guerras e batalhas históricas. No seu primeiro álbum de estúdio (se não contarmos a demo de 2001, “Fist for Fight”), lançado em 2005, a faixa título é “Primo Victoria”, onde a banda se inspirou na batalha da Normandia, também conhecida como Operação Overload.

Ocorrida no ano de 1944, a batalha começou no dia 6 de junho, também conhecido como o Dia D. Um ataque aéreo, com mais de mil aviões, e por agua, com cerca de 5000 embarcações, que levaram mais de 160 mil homens da força aliada através do canal da mancha, invadindo a região noroeste da França. A vitória dos aliados naquela ocasião seria decisiva para os acontecimentos que levariam ao fim da guerra, e a queda da Alemanha nazista.

“Primo Victoria” (do latim, primeira vitória) é uma das mais famosas músicas do grupo, carregada de força e com um refrão marcante, típicos do power metal europeu.

Through the gates of hell
As we make our way to heaven
Through the nazi lines
Primo victoria
Entre os portões do inferno
Nós estamos fazendo nosso caminho ao céu
Entre as linhas nazistas
Primeira vitória
We've been training for years
Now we're ready to strike
As the great operation begins
We're the first wave on the shore
We're the first ones to fall
Yet soldiers have fallen before

In the dawn they will pay
With their lives as the price
History's written today
In this burning inferno
Know that nothing remains
As our forces advance on the beach
Nós treinamos por anos
Agora estamos prontos para atacar
A grande operação começa hoje
Nós somos a primeira tropa a seguir pela praia
Nós somos os primeiros a cair
No entanto, os soldados caíram antes

Na madrugada eles vão pagar
Com suas vidas como o preço
Hoje a história será escrita
Neste ardente inferno
Sei que nada permanece
Nossas forças avançam pela praia
Aiming for heaven though serving in hell
Victory is ours their forces will fall

On the 6th of june
On the shores of western europe 1944
D-day upon us
Mirando para o céu embora servindo no inferno
A vitória é nossa, suas forças vão cair

No sexto dia de junho
Nas costas da europa ocidental 1944
Acima de nós, o Dia-D
We've been here before
Used to this kind of war
Crossfire grind through the sand
Our orders were easy
It's kill or be killed
Blood on both sides will be spilled

In the dawn they will pay
With their lives as the price
History's written today
Now that we are at war
With the axis again
This time we know what will come
Nós estivemos aqui antes
Utilizados para este tipo de guerra
Fogo cruzado tritura entre a areia
As ordens são fáceis
É matar ou ser morto
Em ambos os lados sangue será derramado

Na madrugada eles vão pagar
Com suas vidas como o preço
Hoje será escrita a história
Agora que estamos em guerra
Com o novo eixo
Desta vez, nós sabemos o que virá

6th of june 1944
Allies are turning the war
Normandy state of anarchy
Overlord
6 de junho de 1944
Aliados estão transformando a guerra
Normandia, estado de anarquia
Suserano



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sonata Arctica – Ecliptica Revisited (15th Anniversary Edition)

Por Rafael Menegueti

Sonata Arctica - Ecliptica Revisited
Dez entre dez fãs de Sonata Arctica amam o “Ecliptica”. O deput da banda lançado em 1999 é um clássico do power metal e possui algumas das faixas mais queridas dos fãs da banda finlandesa. Por isso não é de se estranhar que eles tenham decidido fazer um lançamento especial comemorativo agora, 15 anos depois de “Ecliptica” chegar às lojas.
A diferença está no modo como a banda decidiu comemorar a ocasião. Ao invés de uma edição comemorativa cheia de bônus, que provavelmente seriam demos e outras coisas velhas (mas não menos interessantes), o grupo decidiu regravar o seu primeiro trabalho completamente. O que pra alguns foi motivo de comemoração, e pra outros de preocupação.

Preocupação porque o maior medo dos fãs seria de que a banda deformasse suas canções. Isso porque a sonoridade do Sonata mudou muito com o tempo. As levadas aceleradas dos primeiros trabalhos deram lugar a uma sonoridade mais cadenciada, melodias com arranjos sinfônicos e referencias a hard rock. Mas posso garantir que a banda buscou máxima fidelidade às estruturas originais do seu disco. O que não significa que ele tenha ficado igual, senão qual seria o ponto de regravá-lo?

A grande diferença entre a versão original e essa regravação esteja na ênfase das músicas. A banda buscou trazer suas canções para a atualidade, ajustando ao modo como elas soariam hoje, com o line-up atual da banda. Logo de cara, ao ouvir o começo de 
“Black File”, podemos ter uma ideia de como eles trataram com seriedade essa ideia. A faixa mantem a mesma pegada, mas com uma produção totalmente moderna e mais encorpada, como seria de se imaginar. Comentários iniciais de alguns fãs ao ouvirem os trechos disponibizados pela banda antes do lançamento criticavam a sonoridade dizendo que parecia faltar a paixão que os músicos demonstravam na gravação original. Discordo totalmente. Ela está lá, uma emoção que podemos sentir pelo carinho como as músicas foram tratadas.

Os Finlandeses do Sonata Arctica
Os pontos altos do disco são faixas que sempre estiveram no gosto dos fãs e que receberam versões dignas aqui, como “My Land”, “Kingdom for a Heart” e “Full Moon”. “Replica” também ficou bem empolgante. A bela balada “Letter to Dana” ganhou mais peso, e está menos arrastada, mas foi uma das poucas que achei inferior a versão original, embora ainda esteja legal. Talvez tivesse sido interessante um arranjo acústico, como o que eles costumam fazer ao vivo, e ficou registrado no DVD “Live In Finland”.

O disco tem como bônus uma cover do clássico “I Can´t Dance” do Genesis (muito bacana por sinal), e na edição japonesa uma regravação de “I´m Haunted”, faixa anterior a esse disco. Só senti falta de “Mary-Lou”, faixa bônus da versão japonesa do original, mas que também entrou nas edições regulares da remasterização lançada em 2008. Mas tudo bem. Um lançamento digno para homenagear um grande disco.

Nota: 8/10
Status: nostálgico

Faixas:
1. Blank File
2. My Land
3. 8th Commandment
4. Replica
5. Kingdom For A Heart
6. Fullmoon
7. Letter To Dana
8. UnOpened
9. Picturing The Past
10. Destruction Preventer

Bonus:
11. I´m Haunted (versão japonesa)

12. I Can’t Dance (Genesis cover)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Slash Featuring Myles Kennedy & The Conspirators – World On Fire (2014)





Por Davi Pascale

E o grupo de Slash chega ao segundo álbum... Os músicos seguem à risca a formula de Apocalyptic Love e entregam aos seus fãs um trabalho repleto de riffs ferozes e vocais gritados. Não somente mantêm o nível, como se destacam na cena com um dos grandes lançamentos do ano.

Slash nunca foi muito amigo de inovações. Sempre gostou de fazer um hard rock cru com guitarra e vocal falando alto. Foi isso que fez nos tempos de Guns n´ Roses, nos tempos de Slash´s Snakepit, nos tempos de Velvet Revolver (tudo bem, aqui o vocal era mais na manha, vai) e é isso que entrega em World of Fire. Curiosamente, seus projetos pós Guns nunca passaram de 2 álbuns, será que o Conspirators conseguirá quebrar a maldição?

O time ainda é o mesmo. O excelente Brent Fitz (Union) na bateria, o sempre seguro Todd Kerns no baixo e o sempre polêmico Myles Kennedy (Alter Bridge) nos vocais. Quanto mais o escuto, menos entendo a reclamação em cima do vocal do cara. O rapaz cria linhas vocais espetaculares, tem um bom alcance, é sem sombra de dúvidas quem mais se aproxima do universo Axl entre todos vocalistas com quem Saul Hudson trabalhou pós Guns, e neguinho fica chiando. Quem sabe um dia eu compreenda...

A similaridade com o álbum anterior não é por acaso. Várias canções nasceram na estrada, durante a excursão, nos quartos de hotéis, nas passagens de som. Foi assim com “Iris Of The Storm”, “Wicked Stone”... Algumas nasceram das gravações de Apocalyptic Love. De riffs que haviam sido criados para o tal disco, mas acabaram não sendo utilizados. Um exemplo é “Too Far Gone”. Outro exemplo é “Shadow Life”. Segundo Slash, depois de jogar esse riff fora, escreveu “You´re a Lie”. Agora, resolveu resgatá-lo.

Produtor do Alter Bridge é o mesmo do novo álbum de Slash

As letras ficaram por conta de Myles Kennedy e giram em torno de sexo, amor e até mesmo assassinato. A ideia de “30 Years to Life” surgiu depois que o cantor soube de um crime ocorrido não muito tempo atrás, onde um adolescente matou uma pessoa e pegou prisão perpétua. Myles ficou tentando imaginar como seria esse garoto refletindo sobre o acontecimento anos depois, vendo que sua vida foi desperdiçada por um ato de impulso. A faixa-título fala sobre viver o momento, fazer o que está afim, sem ficar com arrependimentos. “Withered Delilah” também tem uma perspectiva interessante. Fala sobre atrizes que são dispensadas por terem envelhecido e não possuírem mais a beleza que se espera delas. Algo, infelizmente, muito comum no universo Hollywood.

A produção ficou a cargo de Mike ‘Elvis’ Baskette. Slash resolveu convida-lo após ouvir o mais recente álbum do Alter Bridge, Fortress. O guitarrista gostou da sonoridade do disco e resolveu trabalhar com o rapaz. Mike é experiente e já produziu nomes como Stone Temple Pilots, Incubus e Puddle of Mudd. Além de já ter trabalhado com Myles, algo que deixou o Slash feliz foi o fato de Baskette saber como gravar utilizando o velho procedimento de fitas analógicas. O musico disse que se recusa a gravar com pro-tools. 

A capa ficou a cargo de Ron English, o mesmo que criou a arte do primeiro álbum solo do Slash (aquele que tinha um monte de convidados e que causou polêmica por conta da participação da Fergie, lembram-se?). O músico queria uma imagem caótica e Ron enviou uma serie de imagens que havia criado. A escolhida chamava-se Cerebral Celebration. O conceito era tentar reproduzir o que ocorre dentro do cérebro, demonstrando toda a mistura de informações que surgem do nada. World On Fire é exatamente aquilo que seus fãs esperam. Um disco pesado, empolgante e repleto de ótimas composições que tendem a crescer ainda mais nos shows. Aliás, para a alegria dos fãs brasileiros, o grupo está para retornar ao Brasil bem em breve...

Nota: 9,0/10,0
Status: álbum do ano

Faixas:
      01)   World On Fire
      02)   Shadow Life
      03)   Automatic Overdrive
      04)   Wicked Stone
      05)   30 Years to Life
      06)   Bent to Fly
      07)   Stone Blind
      08)   Too Far Gone
      09)   Beneath the Savage Sun
      10)   Withered Delilah
      11)   Battleground
      12)   Dirty Girl
      13)   Iris of the Storm
      14)   Avalon
      15)   The Dissident
      16)   Safari Inn
      17)   The Unholy