sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Noticias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Faith No More vai lançar disco novo depois de 18 anos


Muito se comentou desde o retorno da banda. Os fãs aguardaram ansiosamente. Mas agora finalmente os fãs podem comemorar. O Faith No More anunciou que irá lançar seu novo disco, o primeiro em 18 anos, em abriu de 2015. Quem deu a noticia foi o baixista Bill Gould, em entrevista ao site da Rolling Stone. Ele ainda brincou, afirmando esperar que o disco não soe como um bando de caras de 50 anos. Ainda não há maiores detalhes sobre o disco.

Morre vocalista da banda argentina Soda Stereo

Conhecida por ter lançado a música “De Musica Ligera”, regravada no Brasil por Capital Inicial e Paralamas do Sucesso, a banda de rock argentina Soda Stereo está de luto. O ex-vocalista do grupo, Gustavo Cerati, que estava em coma desde 2010 em virtude de um AVC, morreu nesta quinta feira em Buenos Aires. O músico deixou esposa e duas filhas.

Morre também o vocalista do Survivor, Jimi Jamison


Essa semana não foi boa também para os fãs do Survivor, uma das mais icônicas bandas dos anos 80, famosa pelas trilhas sonoras de sucessos do cinema. Jimi Jamison foi outro musico que nos deixou nessa semana. O vocalista de 63 anos foi vítima de um ataque cardíaco. Com o Survivor, o músico gravou duas famosas trilhas sonoras dos anos 90: “The Momento of Truth”, do filme Karate Kid, e “Burning Heart”, de Rocky IV.

Smashing Pumpkins: Banda pode acabar de novo?



Em uma recente entrevista, Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, afirmou que após o lançamento dos dois álbuns que a banda está preparando para o ano que vem, ele deverá optar por um dos dois caminhos: seguir em frente ou acabar de vez. Isso porque Corgan não quer que o Pumpkins seja conhecido apenas como uma banda nostálgica, que vive de sucessos antigos. O músico afirmou que retomou a banda em 2007 com o intuito de lançar música nova e relevante, e não de ficar eternamente tocando “Siamese Dream”. Para ele, o Pumpkins é uma banda progressiva, que deve ir para frente, e se ele não conseguir fazer os fãs entenderem isso, o melhor seria abandonar o barco. Será que ele vai desistir do grupo de novo?

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ace Frehley – Space Invader (2014)



Por Davi Pascale

Ace is back and he told you so. Depois de passar 5 anos sem lançar um novo disco, Ace Frehley retorna com Space Invader. Ace nunca foi amigo de inovações, nem mesmo nos tempos do Kiss. O cara era contra o audacioso projeto Music From The Elder, era contra a sofisticação de Destroyer. Esse é um dos motivos que levou muitos fãs do Kiss à idolatrarem Ace. Sempre que se ouvia falar no nome dele, sabia que viria um álbum de rock n roll com guitarras falando alto, com arranjos na cara. Por isso que muitos têm seu álbum solo de 78 como o preferido entre os 4 músicos. O rapaz seguiu à risca sua ideologia. Entregou um álbum de rock n roll honesto, sem querer reinventar a roda. E é isso que ele faz, mais uma vez, em Space Invader.

Sendo assim, não deve-se esperar por modernidades. Você não ouvirá scratches, nem barulhinhos que parecem terem saído de um joguinho de videogame. O único barulho que você ouvirá aqui é o barulho de um grupo de rock n roll. O CD começa forte com “Space Invader”, o single “Gimme a Feelin´” e “I Wanna Hold You” com ótimos riffs e linhas vocais absolutamente memoráveis. Frehley nunca foi um Robert Plant, nem um Sammy Hagar, mas sempre soube fazer uso de sua limitação vocal. O fato de nunca ter escrito linhas vocais complexas fez com que suas interpretações ganhassem um certo charme. Acabou criando um estilo próprio. Um estilo altamente identificável e que seus fãs amam. Ouvir canções como “Shock Me”, “Rip It Out”, “Shot Full of Rock” sem sua voz, não tem o mesmo impacto. E aqui a lógica se mantém. Você não irá ouvir agudos, falsetes, guturais. Ouvirá Ace. Simples assim!

Já faz um tempo que o músico está reconstruindo sua vida. Depois de chegar perto da morte diversas vezes ao longo dos anos por conta de seus vícios, o guitarrista resolveu abandonar o álcool e as drogas há 7 anos. Essas mudanças aparecem em algumas letras. “Change” fala sobre manter seus pés no chão e não se deixar guiar por um mundo de fantasias. “Toys” sobre se divertir, aproveitando a beleza da vida a partir de atitudes simples.  “Immortal Pleasures” é quase uma reflexão sobre sua trajetória. Outro momento pessoal é “Past The Milky Way”, composta em homenagem à sua noiva Rachael Gordon.

Músico retorna com álbum honesto e deve agradar aos fãs

Desde a nomeação do Rock n Roll Hall of Fame que Ace Frehley vem trocando farpas na imprensa com seus ex-colegas de banda, Paul Stanley e Gene Simmons. Com isso, começou a infame comparação entre a situação atual do Kiss e a situação atual de Ace. Na minha opinião, os dois vão muito bem, obrigado. O Kiss com a turnê comemorativa aos 40 anos de banda – que não é para qualquer um – e Ace retomando a carreira com esse ótimo disco de inéditas. Os fãs de Kiss, aliás, irão delirar com “What Every Girl Wants”. Não somente por seu arranjo, mas também por sua letra falando sobre farrear com garotas, no melhor estilo Gene Simmons. Em recente entrevista, o musico afirmou que gostaria de ter a participação de Simmons em seu próximo CD. Tem de tudo para funcionar.

Fora essa canção, acredito que a capa e o título do álbum sejam uma indireta à sua ex-banda. A capa mostra um desenho de Ace saindo de um foguete tocando sua guitarra. Ele foi o criador da figura spaceman. Seria uma provocação? Um modo de dizer que o esse álbum representa o retorno do spaceman? Acredito que sim. O final do álbum não poderia ser diferente. Encerra-se com uma faixa instrumental, “Starship”. Ou seja, o mesmo tipo de encerramento do álbum solo de 78, do álbum de estreia do Frehley´s Comet e do Trouble Walkin´. Mais típico, impossível. Welcome back, Ace.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Honesto e inspirado

Faixas:

      01)   Space Invader
      02)   Gimme a Feelin´
      03)   I Wanna Hold You
      04)   Change
      05)   Toys
      06)   Immortal Pleasures
      07)   Inside The Vortex
      08)   What Every Girl Wants
      09)   Past The Milky Way
      10)   Reckless
      11)   The Joker
      12)   Starship

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Silverchair: 20 anos do Tomorrow EP

Por Rafael Menegueti

Nessa semana, uma excelente matéria do jornal australiano “The Herald” lembrou os vinte anos do debut do Silverchair, no EP “Tomorrow” (leia a matéria em inglês aqui). Lançado em setembro de 1994, esse material hoje é praticamente uma raridade. O fato é que a historia de como a banda surgiu para o mundo começa nesse EP, e em um programa de rádio.

Os garotos tinham apenas 15 anos em 1994 quando uma vizinha os avisou que a radio Triple J estava organizando um concurso de fitas demo, e a banda vencedora gravaria um EP. Os três garotos (na época quatro, com o segundo guitarrista Tobin Finanne), ensaiavam e compunham sem grandes pretenções na garagem do baterista Bem Gillies na época. Parecia uma boa idéia entrar no concurso.


A demo de “Tomorrow” tinha sete minutos, bem mais longa do que a que conhecemos. Com um andamento mais lento e muitas partes repetitivas que viriam a ser encurtadas e alteradas mais tarde, alem de uma letra ligeiramente diferente. A fita foi mandada e executada na rádio, e desbancou outras centenas de faixas mandadas por outros aspirantes ao sucesso do país inteiro. “Tomorrow” fisgou a audiência, os produtores musicais e a critica, que ficou espantada com a capacidade de uma banda adolescente em fazer uma música tão marcante.

“Tomorrow” não era uma faixa profunda e revolucionaria, como outras músicas que marcaram os anos 90. Seria esperar demais de alguns adolescentes de Newcastle. Mas era suficientemente impactante para despertar o interesse do público, e também da indústria fonográfica. A banda foi lapidada, assim como sua faixa principal, para que seu potencial desse o resultado esperado. Agora um trio, e com um novo nome (Innocent Criminals não estava agradando mais), o silverchair (assim, em minúscula mesmo na época) produziu seu EP, um prêmio muito bem dado.


As quatro faixas que fazem parte dele são simples, possuem letras modestas mas encantam pela força instrumental. “Tomorrow” virou um hit pronto para atingir as rádios (o que de fato ele fez), “Blind” é mais arrastada, sombria, quase um lamento que ganha peso logo depois. “Acid Rain” tem um riff impressionante, e “Stoned” fazia uma linha mais grunge tradicional, simples e despretenciosa.

O EP conseguiu o que pretendia. A banda alcançou o sucesso e logo a Austrália inteira queria um full-lenght da banda. “Frogstomp” viria alguns meses depois para alçar a banda em escalas mundiais. O videoclip de “Tomorrow” ganharia uma versão bem melhor do que a do EP, e essa seria uma das faixas de rock mais tocadas em 1995. Alias, todas as faixas do EP seriam regravadas mais tarde, ficando ainda mais interessantes, mas apenas “Tomorrow” entraria em “Frogstomp”, as outras viraram b-sides. E com esse sucesso, a banda começaria sua trajetória.



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Hangar: Sesc Santo Andre (30/08/2014)




Por Davi Pascale
Fotos: Natalia Lett (extraidas da pagina oficial do Facebook)

Noite de sábado. Para muitos, noite de encher a cara com os amigos em algum boteco ou de ficar em alguma danceteria até de madrugada. Para mim, noite de curtir um bom show no teatro do Sesc. Dessa vez, um bom show de heavy metal. Quem estaria se apresentando é o grupo Hangar que conta com o renomado Aquiles Priester.

Aquiles ganhou popularidade depois de integrar o grupo Angra. Já conhecia o trabalho dele um pouco antes disso por conta do CD que gravou ao lado do ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di´Anno, o (ótimo) Nomad. Muita gente tem criticado o rapaz por ter sido reprovado no teste que realizou com o Dream Theater, quando estavam em busca de um substituto para Mike Portnoy, mas honestamente acho que só de ter sido convidado para fazer o teste com os caras já demonstra sua competência. E isso ficou mais do que comprovado durante sua apresentação no fim-de-semana.

Logo de cara, me surpreendi ao me deparar com o teatro lotado. Show sold out!! Já assisti nesse mesmo teatro artistas que têm um apoio de mídia muito maior – como Céu e Cachorro Grande – e que não conseguiram esse feito. Embora ambos tenham realizado ótimos shows também. Sim, gosto de outros gêneros além do heavy metal. Para alguns, isso pode ser um problema. Para mim, também é um problema. Um problema meu. Não gostou? Foda-se!

Fabio Laguna em ação

O show teve um pequeno atraso. 10 minutos apenas. Talvez para dar tempo de todos se acomodarem em seus lugares. Os rapazes iniciaram a apresentação com “The Infallible Emperor”. De cara, já notamos uma surpresa. O vocalista era outro. Pedro Campos que, segundo palavras do Aquiles, gravou as 5 musicas do teste em uma semana. Aliás, o músico não perdeu a chance de alfinetar o ego dos músicos da cena. “Todos os vocalistas bambambans entraram em contato comigo dizendo que queriam se juntar ao Hangar. Disse: ‘ótimo. Mande as gravações’. Me responderam: ‘estou atarefado’. E eu disse: Então o senhor pode ir pra puta que o pariu”. A platéia deu altas risadas.

Pedro demonstrou eficiência. Tem uma boa voz e ganhou o respeito do público. Priester calou a boca dos haters com uma performance impecável. Embora tenha ótimos músicos ao seu lado, como o não menos cultuado Fabio Laguna e o guitarrista Eduardo Martinez, o cara realmente rouba a cena com o bumbo na velocidade da luz e quebradas de tempo onde 90% de quem o critica é incapaz de reproduzir metade.

Durante 90 minutos, o grupo demonstrou simpatia e profissionalismo. Com som alto, fizeram uma apresentação cativante, agradando os presentes. No repertório, canções de diferentes períodos “To Tame a Land” (Inside Your Soul), “The Reason of Your Conviction” (do album de mesmo nome), “Colorblind” (Infallible)... Mas seus fãs ainda teriam mais uma surpresa. “Meet & Greet de cú é rola. Em 10 minutos estaremos aí na frente para falarmos com todos vocês”, avisou o desbocado baterista. Os caras cumpriram a promessa e atenderam a todos com fotos e autógrafos. Aproveitei a oportunidade para assinar meus discos com os músicos. Aquiles teve enorme paciência ao me assinar não apenas os discos do Hangar, mas também o demais material que tinha dele, que não é pouco. Não apenas assinou, como fez comentários. “Cara, esse seu DVD é raro. Essa tarja azul significa que é a prensagem de 100 cópias”.

Meus discos do Hangar assinados

O show acabou cedo. Cheguei em casa 22h30. Voltei feliz. Não apenas assisti um ótimo show, como adquiri alguns objetos que não tinha ainda e de quebra, assinei meu material. Para muitos a noite, estava apenas começando. Resolvi permanecer o resto da noite fria no meu apartamento, desfrutando de uma pizza com meus familiares. Não havia necessidade de after party...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Você precisa conhecer: Poets of the Fall

Por Rafael Menegueti

Hoje decidi apresentar uma banda que conheci recentemente e percebi que ainda não tem muito publico por aqui, a finlandesa Poets of the Fall. O grupo foi formado em 2002 e consiste de três músicos, mas que são auxiliados por mais três ao vivo. Os membros fixos da banda são: Marko Saaresto (vocais), Olli Tukiainen (guitarra) e Markus Kaalornen (teclados). Ao todo já são cinco álbuns de estúdio lançados, o ultimo em 2012. E o sexto disco da banda está pra ser lançado agora, em 19 de setembro.


Apesar de serem bastante desconhecidos do cenário mundial, a banda tem certo reconhecimento pela Europa, o que parece bastar para eles. Na Finlândia, todos os seus discos alcançaram o primeiro lugar das paradas e garantiram vários discos de ouro e platina. Fora os inúmeros prêmios internacionais que a banda já garantiu ao longo desses anos.

E o motivo de tamanho reconhecimento é muito simples: a banda é genial. Um grupo de rock moderno, que une elementos de rock progressivo, pop, alternativo e metal. A voz de Marko Saaresto é singular, o que dá um aspecto único a banda. “Signs of Life”, primeiro do grupo, já deu as caras criando essa certeza. O grupo já estava surpreendendo antes mesmo de seu lançamento, pois a pré-venda do disco foi mais do que bem sucedida. O sucesso fez com que o segundo disco da banda saísse rápido, pouco mais de uma no após o primeiro.

“Carnival of Rust” é um dos melhores trabalhos da banda, e sua faixa título é memorável. O grupo ainda viria a melhorar em “Revolution Roulette”, seu terceiro disco. A banda ainda viria a incorporar outras influencias diversas, de diversas épocas em seu som ao longo de seus trabalhos seguintes.

“Temple of Though” é a perfeita síntese do trabalho da banda. Todos os elementos que fazem deles excelentes esta presente nesse que é o disco mais recente. A turnê de divulgação resultou em um DVD gravado em Moscou e lançado no ano passado. Agora ficamos esperando o novo disco, “Jealous Gods” para ver se eles seguem com o mesmo ritmo que os mantem em alta desde a sua estréia.


Vejam agora uma das musicas da banda e decidam por si mesmo o que acham. Eu particularmente fiquei bem satisfeito em ver uma banda moderna e inovadora que usa tão bem as diversas influencias que eles se propuseram a trazer. Poets of the Fall é para mim definitivamente uma banda que merece um maior reconhecimento por aqui.


domingo, 31 de agosto de 2014

Avenged Sevenfold – Waking the Fallen Resurrected (2014)

Por Rafael Menegueti

Avenged Sevenfold - Waking the Fallen Resurrected
Para se tornarem um dos principais nomes do heavy metal da atualidade, os californianos do Avenged Sevenfold precisaram evoluir seu som como todas as bandas fazem. Antes de serem artistas de uma grande gravadora, o grupo se ergueu com trabalhos que realmente demonstravam o amadurecimento deles. Em “Sounding the Seventh Trumpet” a banda ainda parecia tentar se encontrar em um estilo, uma evolução que viria  a ser notada em “Waking the Fallen”. O segundo disco da banda, lançado em agosto de 2003 pela Hopeless Records, e hoje, 11 anos depois, é relançado em edição comemorativa.

“Waking the Fallen” é um disco que resume bem a transição que a banda buscou em sua sonoridade. No seu primeiro disco a banda usou um metalcore veloz e focado em riffs e solos agressivos e enérgicos. Em seu segundo disco, uma abordagem mais melódica e madura pode ser observada. Ao assinar com a Warner em seguida, e com o lançamento de “City of Evil”, em 2005, ficou claro como a banda planejou essa transição. As composições são bem superiores as do primeiro álbum e em “City of Evil” a banda ficou ainda mais madura musicalmente.

O disco é repleto de momentos em que o peso se mistura a melodias fortes e faixas marcantes. Casos de “Chapter Four”, “Eternal Rest” e “Second Heartbeat”. Outras faixas interessantes ainda mostram andamentos e levadas bem diferentes do que a banda fez em seu primeiro trabalho, como no single “Unholy Confessions” e em “Radiant Eclipse”. O Momento maximo do disco fica por conta de “I Won’t See You Tonight Part 1 & 2”, onde a banda mostra todo seu potencial para criar faixas melódicas e partir rapidamente para uma agressividade característica de seu trabalho. Por isso o disco foi tão elogiado na época de seu lançamento.

Os membros do Avenged Sevenfold na época de Waking the Fallen
Para coroar esse relançamento especial, a banda complementou o pacote com um CD bônus, com versões demo e ao vivo de algumas das faixas. A demo de “Chapter Four” chama a atenção por ser bem diferente da versão conhecida do álbum, tanto na letra quanto em certos momentos da música. As outras demos parecem bem mais próximas do que o ouvinte pode conferir no álbum. As versões ao vivo são um outro atrativo do disco, visto que é raro conseguir material ao vivo do grupo nessa fase para acompanhar.

À época era notório que a banda ainda não tinha a desenvoltura que tem hoje no palco, mas já podemos observar lampejos dela. Na versão de pré-venda ainda estão incluídas as versões ao vivo de “I Won’t See You Tonight”, as duas partes,algo bem curioso uma vez que essas duas ótimas faixas eram bem desconhecidas por muitos em formato ao vivo. Alem disso tudo, ainda há o DVD, com um breve documentário sobre o disco, duas versões de videoclipes para “Unholy Confessions” e um vídeo ao vivo de “Chapter Four”, coroando esse presente da banda aos fãs. Sem duvida algo que qualquer fã do grupo não pode deixar de conferir.

Nota: 9/10

Faixas:

CD1
1- Waking The Fallen
2- Unholy Confessions
3- Chapter Four
4- Remenissions
5- Desecrate Through Reverence
6- Eternal Rest
7- Second Heartbeat
8- Radiant Eclipse
9- I Won’t See You Tonight Part 1
10- I Won’t See You Tonight Part 2
11- Clairvoyant Disease
12- And All Things Will End

CD 2
1- Waking The Fallen: Resurrected
2- Second Heartbeat (Versão Alternativa)
3- Chapter Four (Demo)
4- Remenissions (Demo)
5- I Won’t See You Tonight Part 1 (Demo)
6- I Won’t See You Tonight Part 2 (Demo)
7- Intro/Chapter Four (Ao vivo em Ventura)
8- Desecrate Through Reverence (Ao vivo em Pomona)
9- Eternal Rest (Ao vivo em Pomona)
10- Unholy Confessions (Ao vivo em Ventura)
11- Second Heartbeat (Ao vivo em Ventura)
12- I Won’t See You Tonight Pt. 1 (Ao vivo em Ventura) (Exclusivo para pré-venda na Hopeless Records)
13- I Won’t See You Tonight Pt. 2 (Ao vivo em Ventura) (Exclusivo para pré-venda na Hopeless Records)

DVD
1- Waking The Fallen: Resurrected Documentário
2- Chapter Four (Imagens registradas ao vivo)
3- Unholy Confessions (Clipe)
4- Unholy Confessions (Clipe Original com primeiro corte)


sábado, 30 de agosto de 2014

Rock e religião: casos polêmicos





Por Davi Pascale

Religião sempre foi algo polêmico dentro do rock. No inicio, as igrejas atacavam o gênero declarando ser uma má influência aos jovens. Depois, surgiram os grupos de rock com temáticas religiosas. Alguns muito bacanas, inclusive, como Stryper, Whitecross, Bride, Guardian, Oficina G3... Mas nada causa mais polêmica do que um artista que não pertencia à esse gênero religioso transformar-se em um. Relembraremos agora alguns artistas brasileiros que se dedicaram ao gospel.


      Rodolfo Abrantes



Esse é o mais polêmico de todos. Primeiro porque abandonou o Raimundos no auge do sucesso. Depois, porque foi para um caminho que era totalmente o oposto ao que pregava. Não que o Raimundos pregasse violência, longe disso. O grupo sempre fez um som alegre, pra cima. Mas as temáticas de suas letras eram exatamente o oposto daquilo que a igreja prega. Ou seja: sexo, drogas (no caso deles, maconha mais do que as demais) e rock n roll. Seu novo estilo de vida interrompeu o sucesso de uma das bandas mais interessantes da década de 90, o que é uma pena. Mas longe de querer julgá-lo, boa sorte ao rapaz.


      Catalau



Esse é outro que sofre com ataques, mas em proporção menor. Até porque o Golpe de Estado nunca teve a mesma popularidade que os Raimundos (Embora merecesse. Sério, a banda é sensacional). Os motivos eram basicamente os mesmos de Rodolfo. O cara levava a vida de rockstar ao pé da letra com uma vida regrada à cerveja, mulheres e, ao que dizem, drogas. Pelo menos, quando resolveu se converter, já estava fora da banda há alguns anos. Atualmente o rapaz atua como pastor da Igreja Bola de Neve. O ultimo registro fonográfico que tenho conhecimento foi o álbum Jesus Está Voltando, lançado em 2003 pelo selo Baratos Afins. E, assim como seu primeiro registro solo, dividiu opiniões entre seus antigos admiradores.


      Claudia Lino



Outro nome do rock que atua como pastora na Bola de Neve é a cantora Claudia Lino. Todo mundo que conhece rock brasileiro um pouquinho mais à fundo já ouviu falar dela. Para quem não está associando o nome à pessoa, trata-se da primeira vocalista do grupo Velhas Virgens. Manja a, não menos polêmica, faixa “Abre Essas Pernas”? Pois bem, foi ela quem gravou. Durante muitos anos, a moça provocou a platéia com performances sensuais e palavras de baixo calão. Bom... Não preciso nem dizer que isso não existe mais, né? Quer dizer, para ela, não para o Velhas hehehe


      Baby do Brasil



Outra cantora que chamava a atenção dos rapazes – pelo menos nos primeiros anos de sua carreira – era Baby do Brasil. Na época, ainda com o nome de Baby Consuelo. Com esse nome, fez parte do cultuado (e excelente) grupo Novos Baianos, com quem viveu o estilo hippie como ninguém. Depois, dominou as paradas de sucessos de todo o país, sempre com visuais extravagantes e performances divertidas. Dizem, inclusive, que a historia da letra “Barradas na Disneylandia” é real. Deu o que falar quando se apresentou grávida na (lendária) primeira edição do Rock in Rio. Vocês conseguiriam imaginar uma mulher dessas tornando-se artista gospel? Pois é, eu também não... Bom, pelo menos ela continua com seu jeito maluco beleza.


      Tim Maia



Esse entra mais como uma curiosidade mesmo. Nos anos 70, Tim gravou um álbum duplo intitulado Tim Maia Racional, baseado no livro Universo em Desencanto. Há quem diga que a Cultura Racional é uma religião, há quem diga que não (daí o motivo de colocá-lo como uma curiosidade). O fato é que o cantor mesmo não sabia explicar direito o que era. Dizia que era uma coisa pura. Depois de ver sua carreira e seu dinheiro naufragando, nosso sindico resolveu abandonar o conceito e retomar sua carreira à formula original. Durantes muitos anos, esses discos eram quase impossíveis de serem encontrados. No entanto, esses títulos foram adicionados na coleção de CD´s lançados pela Folha alguns anos atrás. Há quem cultue esses discos. Honestamente falando, acho fracos. Considero seus 4 primeiro álbuns bem superiores, mas daí é questão unicamente de gosto. Escute e tire suas próprias conclusões.