quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Coisas que me irritam nos rockeiros

Por Rafael Menegueti

Já faz algum tempo que eu fiz, por brincadeira, uma lista de coisas que irritam os rockeiros. Agora a minha idéia é inverter, mostrar coisas que os rockeiros fazem que me irritam, ou outras pessoas. Vejam se concordam:

- A mania de confundir o “eu não gosto” com o “é uma bosta”. Não é por que você não gosta de certa banda ou música que isso irá torná-la ruim. Gosto pessoal é algo muito relativo. O que não te agrada pode agradar outras pessoas. Um exemplo: uma das bandas mais criticadas da atualidade é o Avenged Sevenfold, no entanto eu raramente vejo algum argumento plausível para criticá-los. Sempre são coisas como “eles copiam o Metallica” (isso se chama influência, não cópia) e “eles tem um visual ridículo” (dane-se o visual, o que interessa é a música). Mas na realidade, eles são uma grande banda, com ótimos músicos e que alcançaram um sucesso comercial muito grande, por isso toda a atenção. Mas obviamente, ninguém é obrigado a gostar também.

- Falando em comercial, esse é outro problema que me chama a atenção: quando as pessoas condenam uma banda ou artista por ele buscar o sucesso comercial. Falam disso como se fosse errado ser bem sucedido e buscar estrelato. Muitas bandas se fazem valer de estratégias comerciais para fazer sucesso, mas isso não diminui a qualidade musical. É chato ver um artista ser criticado apenas por ele ter escolhido uma música com apelo mais popular como single, por exemplo, ou por ter feito um disco com uma sonoridade diferente do que ele costuma fazer. Ser comercial não é isso. Ser comercial, na minha opinião é vender a imagem da banda para propaganda, ou permitir que terceiros ditem os rumos de seu trabalho, fingir ser algo que você não é. Ser mais popular pode ser algo conquistado unicamente pela capacidade do artista. Portanto esse papo pra mim é bobagem.


- “Morte ao falso metal”. Cale essa boca! Esse papo de “falso metal” já deu e está mais ultrapassado do que os disquetes de 3”½. Ao longo de todos esses anos o heavy metal foi se dividindo em inúmeras vertentes, se unindo a outros elementos e influencias, o que tornou o estilo um dos mais variados e ricos de toda a música. Quando essa bobagem de criticar um estilo diferente começou, era unicamente por parte de sujeitos que idolatravam estilos mais extremos e não suportavam os mais melódicos, e vice versa. Mas, como sempre, essa idéia tomou proporções maiores do que deveria, e pra alguns virou ódio. E os fãs se viram no meio de uma disputa para definir o que seria o verdadeiro metal. Mas verdadeiro metal é tudo aquilo que se propor a sê-lo. Se tiver qualidade e competência, por que ficar implicando? Deixem a música fluir.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Eluveitie - Origins (2014)

Por Rafael Menegueti

Eluveitie - Origins
Como eu cheguei a citar durante a semana, os suíços do Eluveitie estão com disco novo. “Origins” é o sexto álbum de estúdio da banda, que faz um excelente folk metal com influencias de death e música celta para contar historias dos antepassados de seu povo. A fórmula que consagrou a banda em seus trabalhos anteriores continua presente e firme nesse novo disco. Um trabalho que segue a linha evolutiva que o som da banda vinha incorporando ao longo do tempo.

Para deixar mais claro, o disco tem uma sonoridade muito similar ao que a banda nos trouxe em “Helvetios” de 2012. Assim como no disco anterior, “Origins” abre como uma introdução narrada pelo ator britânico Alexander Morton. A breve narração dá lugar a uma introdução instrumental carregada pelos violinos e que vai progredindo até chegar no ápice com a voz de Anna Murphy antecedendo “The Nameless”, primeira música do disco. Todos os elementos que já são marcas registradas do Eluveitie podem ser encontrados ali. O peso dos riffs aliado com os arranjos de flautas, gaitas de fole, violino e a viola de roda de Anna.

Em faixas que são agressivas e velozes, cheias de riffs elaborados e solos de violino e flauta, o disco nos leva até uma mistura de melodia e peso extremamente agradáveis para os fãs do gênero. A coisa fica ainda mais interessante quando ouvimos o contraste da voz gutural de Chrigel Glanzmann e da voz marcante de Anna Murphy. A banda insere suas partes mais melódicas e cativantes justamente nas faixas cantadas por Anna, casos de “Vianna” e da excelente “The Call of The Mountains”, single que possui uma melodia extremamente envolvente, especialmente no refrão, cantarolado pela cantora.

Os membros do Eluveitie
Já o outro single do disco, “King”, mostra o lado mais oposto da banda, pesado e agitado, alem de possuir um ótimo solo de violino da nova integrante, Nicole Ansperger. Por todo o disco notamos como a estrutura dos riffs de guitarras com o ritmo das baterias guiam a música da banda, ao mesmo tempo em que os instrumentos da parte folk da banda criam a atmosfera com arranjos elaborados e bem complexos. Nada disso é uma novidade. A banda está fazendo exatamente o que todos sabemos que ela é capaz de fazer. Mas esse disco consegue prender bem mais a atenção do ouvinte, no entanto. Alguns dos destaques do disco ainda ficam por conta de “From the Darkness”, Celtos, “Inception” e “The Silver Sister”, todas muito a cara do Eluveitie.

Não existe nenhum motivo para achar que “Origins” não ira agradar os fãs do grupo. Ele é a perfeita mostra do que o Eluveitie vem fazendo ao longo de sua carreira. Uma continuidade excelente ao que a banda mostrou em “Helvetios”, mas ainda mais convidativo. “Origins” pra mim já é um dos melhores discos do ano, e certeza de que o Eluveitie ainda tem muita coisa boa pra nos mostrar.

Nota: 9,5/10

Faixas:

01. Origins (Intro)
02. The Nameless
03. From Darkness
04. Celtos
05. Virunus
06. Nothing (Intermezzo)
07. The Call of the Mountains
08. Sucellos
09. Inception
10. Vianna
11. The Silver Sister
12. King
13. The Day of Strife
14. Ogmios
15. Carry the Torch
16. Eternity


Eluveitie - The Call of the Mountains


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Slash - Apocalyptic Love (2012)

 
Por Davi Pascale

O novo álbum de Slash, World on Fire, será lançado no próximo mês. Enquanto o material não vem, aproveitaremos para lembrar seu mais recente trabalho que, inclusive, trouxe o músico ao Brasil. Neste segundo disco-solo, Myles Kennedy ficou responsável pelos vocais. O trabalho mais recente de Axl Rose (Chinese Democracy) dividiu os fãs. Alguns acharam que o rapaz estava certo de mudar a sonoridade já que estamos em outra era. Outros, no entanto, acharam que soava moderno demais e que era um erro estampar o nome Guns n´ Roses na capa. O mesmo não ocorre no CD do guitarrista que entrega exatamente aquilo que os fãs esperam: hard rock com guitarra falando alto, vocais gritados e solos inspirados.

Dessa vez o que dividiu opinião, mais uma vez, foi a presença de Myles. Para quem não se lembra, a discussão começou a ficar mais tensa no lançamento do CD e DVD ao vivo Slash Live – Made In Stoke. Honestamente, acho que essa picuinha toda é por conta do cantor ser integrante do Alter Bridge (grupo que conta com ex-integrantes do Creed). Verdade seja dita, o rapaz fez um ótimo trabalho vocal. Tanto no CD ao vivo quanto nesse Apocalyptic Love. Acho, aliás, que ele combina mais com o guitarrista do que Scott Weiland. Ou seja, essa ladainha toda não passa de dor-de-cotovelo de adulto que pensa como uma criança de 3 anos.

Em seu primeiro álbum solo, Slash havia convidado vários vocalistas para participarem ao longo do disco. Com isso, o álbum não mantinha uma dinâmica. Até por conta da versatilidade entre os convidados. Aqui, a dinâmica se mantém. Como disse no início do texto, a aposta aqui é uma volta ao hard rock. Porém, se tivesse que comparar esse trabalho com alguma de suas ex-bandas diria que ele se aproxima mais do Snakepit do que do Guns n´ Roses.

Ao contrário do egocêntrico Axl Rose, o músico parece não ficar muito lamentando o passado e toca o barco adiante. Bem que seu ex-cantor poderia fazer o mesmo. Desde o lançamento do fracassado Chinese Democracy, os fãs não ouviram mais nenhum lançamento do mesmo.
Segundo disco-solo de Slash trazia ótimos riffs e firmava Myles Kennedy na banda

Além de Slash e Myles, completam o time o baterista Brent Fitz (Alice Cooper, Vince Neil) e o baixista Todd Kernes (Sin City Sinners). Sempre gostei do estilo de Brent. Comecei a prestar atenção na época em que integrava o Union ao lado de John Corabi (Motley Crue) e Bruce Kulick (Kiss). Mais uma vez o rapaz fez bonito interpretando as canções de Saul Hudson com uma pegada invejável.

O guitarrista também faz bonito e entrega ótimos riffs e solos inspirados. A criatividade do músico continua solta. Realmente não dá para entender como tem gente que fala que esse cara não sabe tocar. Provavelmente são aquelas pessoas que acham que para ser um grande músico é necessário dominar técnicas e mais técnicas. Esse pode até ser um caminho (Steve Vai e Joe Satriani são mestres nisso), mas honestamente isso não é e absolutamente nada sem inspiração e criatividade.

Os destaques ficam por conta de “We Will Roam”, “Bad Rain”, “Shots Fired”, além da faixa-título. Eu optei comprar a edição especial da revista Classic Rock que vinha encartado junto com uma revista especial. Essa edição traz as ótimas faixas bônus “Crazy Life” e “Carolina”. Quem for fã, corre atrás. Acho que ainda dá para achar...
Status: Empolgante
Nota: 08/10
Faixas:

01) Apocalyptic Love
02) One Last Thrill
03) Standing In The Sun
04) You´re a Lie
05) No More Heroes
06) Halo
07) We Will ROam
08) Anastasia
09) Not For Me
10) Bad Rain
11) Hard & Fast
12) Far And Away
13) Shots Fired

domingo, 3 de agosto de 2014

Kiss – 40 (2014)



Por Davi Pascale

E o grupo Kiss acaba de soltar no mercado mais uma coletânea. Intitulada apenas 40, o novo álbum relembra toda a trajetória do quarteto e apresenta aos seus fãs 4 faixas inéditas (1 de estúdio e 3 ao vivo). Uma boa porta de entrada para quem não conhece muito ou não possui muita coisa da banda.

Muitos irão questionar o lançamento de mais uma coletânea dos mascarados. Pode-se até questionar a necessidade, mas realmente aqueles que já acompanham o grupo há algum tempo, já meio que aguardavam o disco. Não é de hoje que os rapazes curtem celebrar seus anos de estrada. Em 1988, colocaram no mercado a compilação Smashes, Thrashes & Hits (que inclusive ganhou uma belíssima edição com capa dupla e vinil picture com o subtítulo 15 Years In Kisstory). Em 1994, foi a vez do álbum tributo Kiss My Ass, celebrar 2 décadas de rock n roll. Em 2008, caíram na estrada para celebrar 35 anos de shows com a tour Kiss Alive 35 (que passou pelo Brasil em 2009) e com o apoio da empresa LiveNation colocaram no mercado 14 álbuns ao vivo. Sendo assim, já era de se esperar alguma coisa para celebrar 40 anos de banda. E os músicos resolveram saciar a vontade dos fãs de todas as formas: reedição de todos os discos em vinil (incluindo o lançamento do Box Kissteria), nova tour e nova coletânea.

Existem várias compilações do conjunto por aí, mas para sermos honestos também existem várias onde os músicos não tiveram envolvimento. Muitas coletâneas foram criadas pela gravadora com a intenção de tapar buraco. Muitas vezes, as gravadoras também criavam aquelas séries onde lançam CDs de diversos artistas do cast e o Kiss acabava fazendo da parte dos artistas escolhidos. Nesse novo CD, tivemos a supervisão do guitarrista Tommy Thayer. Muitos questionam a escolha de Thayer para o cargo de spaceman, mas essa é apenas mais uma demonstração de seu envolvimento com a banda. No álbum Hot In The Shade, a canção “Betrayed”, cultuada entre os fãs, é uma parceria com Tommy. Também foi ele quem criou o roteiro, produziu e dirigiu o documentário Second Coming. Quem gosta de questionar suas habilidades técnicas deveria saber que foi ele quem re-ensinou os solos para Ace Frehley, antes do mesmo cair na estrada com a AliveWorldwide Tour (a famosa turnê de reunião). Portanto, nada mais justo do que convidá-lo para se juntar à banda, certo?

Nova coletânea passa a limpo toda a trajetória do grupo

Algo muito bacana nesse Kiss 40 é que eles não ficaram presos somente no material dos anos 70. Assim como no Box Set de 2001, os músicos optaram por cobrir toda a sua trajetória. Há canções de todos os discos. Desde seu debut de 74 até o Monster. Há canções, inclusive, dos 4 álbuns solo de 78. Não ficaram de fora também músicas que foram lançadas pela primeira vez em (outras) coletâneas, nem faixas de seus discos ao vivo. Claro que mesmo sendo dupla, alguns sucessos ficaram de fora. A trajetória do Kiss é longa e o grupo fez muito sucesso. Mesmo nos anos 80, considerado um período de baixa popularidade, tiveram alguns hits. Clipes como “Uh! All Night” e “Who Wants To Be Lonely” passaram à exaustão na MTV e ficaram de fora. Alguns sucessos dos anos 70 como “Shock Me”, “Love Gun”, “Sure Know Something” também tiveram de ser sacrificados.

Mas para seus fãs de carteirinha, onde me incluo, o interessante mesmo são as gravações inéditas. Os músicos nos brindaram com “Reputation”, uma demo do Gene Simmons de 77. Uma das faixas que foram descartadas do clássico Love Gun. A faixa é um rock n roll basicão com toda aquela magia dos anos 70, com aquele clima meio de festa. Muitos dizem que deveria estar no álbum solo que o musico fez em 78, mas na real, a música é bem a cara da banda e nos remete um pouco ao Rock n´ Roll Over. Uma das excelentes faixas inéditas que o Kiss tem perdido por aí. Bem que eles poderiam lançar um álbum compilando somente material inédito.

Além dessas temos as versões ao vivo de “Deuce”, “Cold Gin” e “Crazy Crazy Nights” que também são exclusivas, registradas já com a formação atual. “Deuce” foi extraída da turnê Rock The Nation, "Cold Gin" da Alive 35 e “Crazy Crazy Nights” da Sonic Boom Tour. Dessas, a unica que questiono a escolha é "Crazy, Crazy Nights'". Não pela música em si, acho que sou uma das poucas pessoas que adora esse LP, mas nessa tour de 2010, Paul Stanley já estava com a voz prejudicada e essa musica é bem alta. É verdade que ele não acabou com a musica, mas também não brilhou. Seria mais legal se tivessem colocado alguma gravação da turnê da época.  

A qualidade de som do CD é espetacular. Não sei como está a edição brasileira, mas a edição americana tem um encarte caprichado com varias fotos do grupo. Um presente e tanto para seus fãs. Esperando ansiosamente pelo novo álbum solo de Ace Frehley que chega ao mercado dia 18 de Agosto. Já ouvi 2 músicas, o disco promete...

Nota: 10,0 / 10,0
Status: Fantástico

Faixas:
CD 01:
      01)   Nothin´ To Lose
      02)   Let Me Go, Rock n´ Roll
      03)   C´Mon And Love Me
      04)   Rock n´ Roll All Nite (Ao vivo)
      05)   God of Thunder (Demo)
      06)   Beth
      07)   Hard Luck Woman 
      08)   Reputation (Demo)
      09)   Christine Sixteen
      10)   Shout It Out Loud (Ao Vivo)
      11)   Strutter ´78
      12)   You Matter to Me
      13)   Radioactive
      14)   New York Groove
      15)   Hold Me, Touch Me
      16)   I Was Made For Lovin´ You (single edit) 
      17)   Shandi
      18)   A World Without Heroes
      19)   I Love It Loud
      20)   Down On Your Knees
      21)   Lick It Up
      22)   Heaven´s on Fire

CD 02:
      01)   Tears Are Falling
      02)   Reason to Live
      03)   Let´s Put The X In Sex
      04)   Forever
      05)   God Gave Rock n´ Roll To You
      06)   Unholy (Ao Vivo)
      07)   Do You Love Me? (MTV Unplugged)
      08)   Room Service (Ao Vivo)
      09)   Jungle (Radio Edit)
      10)   Psycho Circus
      11)   Nothing Can Keep Me From You
      12)   Detroit Rock City (Ao Vivo)
      13)   Deuce (Firehouse)
      14)   Firehouse (Ao Vivo)
      15)   Modern Day Delilah
      16)   Cold Gin (Ao Vivo)
      17)   Crazy, Crazy Nights (Ao Vivo)
      18)   Hell Or Hallellujah

sábado, 2 de agosto de 2014

Notícias do Rock (pra não ficar por fora)

Por Rafael Menegueti

Festival trará Linkin Park e Kings of Leon ao Brasil

Kings of Leon voltam ao Brasil
No fim desse ano ocorrerá o Circuito Banco do Brasil, festival que passará por quatro cidades: Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. As atrações já foram definidas e grnades nomes do rock nacional e internacional farão parte dele. O Linkin Park será o headliner em BH e Brasília, enquanto o Kings of Leon será a principal atração no Rio-São Paulo. Alem deles, Paramore, Panic! at the Disco, MGMT, Skank, Pitty, Plebe Rude, Titãs, Nação Zumbi e Frejat também se apresentam. As datas são 18/10 (BH), 19/10 (Brasília), 01/11 (SP) e 08/11 (RJ).

Morre Fausto Fanti, humorista e guitarrista do Massacration

Fausto Fanti: R.I.P.
Essa semana nos chocamos com mais uma grande perda para o humor nacional. Fausto Fanti, integrante do grupo de humor Hermes & Renato, foi encontrado morto em sua casa, em São Paulo. Com seus colegas do humor, Fausto foi um dos protagonistas de uma das melhores sátiras musicais que o metal já teve, tão boa que não podemos chamar de sátira, o Massacration. Ele foi o guitarrista da banda, conhecido como “Blondie Hammet”. Apesar de o grupo ser humorístico, Fausto era um bom guitarrista e provou isso nos dois discos que lançou com a banda. Deixará eternas saudades em seus fãs.

Dream Theater tem datas e locais confirmados no Brasil

A banda de metal progressivo Dream Theater volta ao Brasil nesse segundo semestre, com a turnê “Along for the Ride”. São sete shows confirmados: São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Fortaleza. O primeiro show será em Porto Alegre no dia 30/09. Em São Paulo, a banda se apresenta no Espaço das Américas no dia 04/10. Ainda não há informações sobre ingressos e preços.

Eluveitie lança seu novo disco, “Origins”

O folk metal dos suiços do Eluveitie esta mais pesado do que nunca
Foi lançado o aguardado novo disco da banda de folk metal suíça Eluveitie, “Origins”. O disco segue a mesma linha do trabalho anterior, “Helvetios”, de 2012. A banda já lançou duas musicas de trabalho para esse CD: “King” (cantada por Chrigel Glanzmann) e “The Call of The Mountains” (cantada por Anna Murphy, vídeo abaixo). Essa ultima, inclusive foi gravada em varias línguas diferentes, e todas elas estão disponíveis para download ou em versões especiais limitadas do disco, vendidas apenas pela internet. Esse disco tambem apresenta a nova violinista da banda, Nicole Ansperger, que substitui Meri Tadic.


Slipknot já está com disco novo pronto e música nova pode ser ouvida


Os norte americanos do Slipknot já estão com seu novo disco pronto, faltando apenas detalhes para definir nome e data de lançamento. Para diminuir a ansiedade dos fãs, a banda disponibilizou uma música inédita que deve fazer parte desse álbum para audição no site oficial do grupo (www.slipknot1.com). A faixa se chama “The Negative One”. Esse será o primeiro disco sem os membros originais Paul Grey (morto em 2009) e Joey Jordison (que deixou a banda ano passado).

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Restart passa vergonha em programa televisivo





Por Davi Pascale

O grupo Restart deu a prova do quão perigoso é falar sobre algo que não se conhece. Cheguei a comentar nas resenhas que fiz sobre os novos álbuns de Pitty (aqui mesmo nesse blog) e Titãs (no site Consultoria do Rock) sobre a ânsia de falar sem ter algo a dizer e sobre opiniões formadas em cima de achismo e meias-verdades. De gente que comenta sem pesquisar. E do quanto isso estava cada vez mais comum nas discussões de internet. Pois bem, o cantor Pe Lanza fez questão de demonstrar que em uma matéria de TV isso também é possível.

Não vou entrar na questão da qualidade musical dos artistas envolvidos já que, para mim, é nítido que estamos falando de 3 artistas de níveis diferentes. A minha idéia é apenas demonstrar o quão errado está o garoto, já que vi vários roqueiros dizendo que nisso o rapaz está certo. Na verdade, essas pessoas não gostam dos artistas de quem ele se defendeu e estão encarando isso como uma glória. Mas na realidade, ele perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

As pérolas (sim, foram duas no mesmo dia) ocorreram em uma matéria gravada para o CQC, exibida no inicio de Julho. Em determinado momento da reportagem, o apresentador propôs que eles se defendessem de algumas personalidades que vinham criticando o trabalho deles. E pediu para que criticassem sem dó. A idéia era boa. Embora não goste do trabalho do Restart nem de longe, acho que eles têm direito de se defenderem. E é nessas horas que alguns artistas chamam a nossa atenção demonstrando uma inteligência que nunca havíamos reparado. O que certamente não foi o caso.

Pe Lanza soltou perola ao tentar criticar Lobão
 
A primeira foi em relação ao cantor Tico Santa Cruz (Detonautas Roque Clube). O cantor havia chamado o grupo de oportunista por ter sido noticiado que os garotos cobravam para tirarem fotos e darem autógrafos à seus fãs. A resposta de Pe Lanza foi “Vai tomar no cú. Faz 10 anos que você não lança uma música nova”. E chegamos ao erro. O grupo de Tico Santa Cruz colocou um álbum duplo no mercado recentemente (já resenhado aqui nesse blog) e parte desse material já vinha sendo trabalhado há 3 anos. Algumas músicas que entraram nesse álbum já haviam sido apresentadas no show do Rock In Rio 2011 e lançadas em um EP no mesmo ano. Ou seja, eles têm lançado novo material, sim.

A segunda – e mais preocupante – pérola foi o ‘ataque’ ao músico Lobão. O cantor/compositor havia chamado o Restart de aberração da natureza em uma entrevista. Se liguem na defesa. “Fez uma música de sucesso na sua vida e foi cantada pelo Cazuza, seu merda”. Aaaaaaaaaaaaaaai, meeeu ouviiiiiido. De boa, esse rapaz precisa ler um pouquinho sobre rock nacional. É verdade que Lobão não emplaca uma musica há algum tempo (olha aí um argumento que poderia ter utilizado para se defender). Agora... Um único sucesso? E somente na voz do Cazuza?

Aos desinformados, Lobão fez muuuuito sucesso na década de 80. Canções como “Vida Bandida”, “Revanche”, “Essa Noite, Não”, só para ficar em algumas, tocaram muuuito nas rádios da época. Isso para não citar canções que foram sucesso mais de uma vez. Na voz dele e na voz do artista que a regravou. Exemplos? “Me Chama” (sucesso na voz do Lobão e de Marina Lima), “Decadence Avec Elegance” (sucesso na voz dele e de Deborah Blando) ou ainda “Vida Louca Vida” (sucesso primeiro na voz dele e depois na voz de Cazuza). Como diria Professor Girafales: "Que vergonha, meu Deus do céu, que vergonha!"

quinta-feira, 31 de julho de 2014

5 discos essenciais do metal sinfônico

Por Rafael Menegueti

Se vocês acompanham o blog, devem saber que uma das minhas vertentes favoritas é o metal sinfônico, que pode ser encontrado dentro de vários outros estilos, como o power metal, o gothic metal e até o black metal. Estou sempre postando resenhas, falando sobre bandas do estilo e dando notícias a respeito delas em minhas postagens (e o Davi também). Então eu decidi hoje mostrar cinco dos álbuns mais essenciais para quem não conhece se aventurar no gênero. Sempre lembrando que isso não é um ranking, e que outros discos poderiam entrar nessa relação também:

1- Epica – Design Your Universe


O Epica é sem duvida uma das bandas mais influentes do gênero, e a que melhor sintetiza a essência dele. O som deles vinha evoluindo álbum após álbum, mas foi com “Design Your Universe”, lançado em 2009, que a banda alcançou a combinação perfeita entre orquestrações e seu metal progressivo. Nesse disco podemos encontrar algumas das melhores músicas da banda, e as melhores demonstrações da proposta da banda, de unir trilhas características de cinema com heavy metal.

2- Nightwish – Wishmaster


Terceiro disco do Nightwish, e considerado por muitos o melhor da banda. Foi quando os finlandeses conseguiram firmar seu nome dentro do cenário mundial do metal, graças a um disco equilibrado e com excelentes demonstrações de heavy metal com arranjos orquestrais. O disco é uma sequencia digna para o que a banda já havia começado em seus discos anteriores, e nos prepara para o que viria depois, em seus discos mais famosos comercialmente.

3- After Forever – Decipher


A banda onde Mark Jansen começou a dar mostras de seu talento para o gênero. “Decipher” foi seu ultimo trabalho antes de sair para formar o Epica, mas foi onde ele deu a letra do rumo que seu trabalho tomaria. As inspirações em música árabe e gótica tornam o disco um interessante exemplo de diversidade musical em uma banda de metal. Após esse disco, o After Forever começaria a rumar para uma sonoridade mais própria, enquanto essas composições mais elaboradas acompanhariam Mark no Epica.

4- Delain – Lucidity


O primeiro disco do Delain foi produzido como um projeto. Liderado por Martjin Westerholt, o Delain juntou vários nomes consagrados do metal gótico e sinfônico europeu para lançar esse primeiro trabalho. Ad Sluijter (Na época ainda no Epica), Marco Hietala (Nightwish), Jan Yrlund (Lacrimosa), Sharon Den Adel (Within Temptation) e Liv Kristine, entre outros, fizeram parte dessa primeira empreitada. Mas seria Charlotte Wessels que se tornaria a estrela do grupo, brilhando em um disco extremamente coeso e melódico.

5- Dimmu Borgir – Death Cult Armageddon



O black metal também usa os arranjos orquestrais para incrementar seu som. O Dimmu Borgir, maior banda do gênero, abusa das orquestrações tornando o seu black metal ainda mais atmosférico e épico. A banda começou com arranjos simples e foi aumentando, até que em “Death Cult Armageddon”, de 2004, eles alcançaram a combinação perfeita, com uma orquestração pesada de uma orquestra completa, para criar uma sonoridade ainda mais obscura e sinistra, como deve ser para o black metal. Um clássico da banda norueguesa.